terça-feira, 19 de outubro de 2021

Não fazer esperar


3ª feira – XXIX semana comum

Sede como homens que esperam o seu senhor voltar para lhe abrirem logo a porta, quando chegar e bater…

 

Não fazer ninguém esperar.

Estar sempre preparado para acolher e para servir.

Estar sempre atento e com o avental posto.

 

Ninguém gosta de esperar por ninguém, ninguém deve deixar ninguém à espera.

É preciso ser prontos e serviçais.

Não basta estar pronto, é preciso servir para ninguém esperar.

Não basta servir, é preciso estar pronto para servir logo.

 

Quando os missionários portugueses dirigidos por São Francisco Xavier chegaram ao Japão e anunciaram a grande riqueza, supremo bem e eterna felicidade que é Jesus, os ouvintes fizeram-lhe uma só pergunta:

- Se isso é assim tão bom e se acreditais mesmo nisso, então por que é que só agora vindes anunciar-nos?

Ao que São Francisco Xavier respondeu:

- Viemos só agora porque só agora vós estais preparados para O receber.

E nós podemos acrescentar:

- Por que só agora? Porque os japoneses só então estavam preparados para acolher e porque os cristãos até então não estavam preparados para anunciar.

 

Mensagem do Papa Francisco para o dia Mundial das Missões deste ano:

Não podemos calar o que vimos e ouvimos…

Então porque é que nós calamos?

Porque ainda não estamos preparados… ainda não assimilamos tudo o que vimos e ouvimos.

 

Tema mariano da Jornada Mundial da Juventude: Maria foi apressadamente…

Maria não pôde calar o que viu e ouviu.

Maria não foi precipitada, foi sim preparada.

Maria não fez ninguém esperar, fez logo, partiu apressadamente, anunciou imediatamente.

 

Ver também:

O avental e Cristo

Vigiar

Estar preparado

Ação e oração

Mangas arregaçadas

 


segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Manual de instruções


Festa de São Lucas, Evangelista

A página do Evangelho de hoje, segundo o evangelista cuja festa celebramos neste dia, apresenta não só o envio dos apóstolos, mas também o manual de instruções, o que deviam fazer, levar ou dizer…

 

1º ninguém vai só, pois Jesus envia-os 2 a 2 - Comunhão.

2º ninguém leva bagagem em sinal de desprendimento - Libertação.

3º sem demoras no caminho, centrados no essencial - Urgência.

4º sem andar de casa em casa em sinal de permanência – Constância ou Perseverança.

5º como gente de paz e bem – Missão de Paz.

6º enviados para o meio de lobos – Coragem.

7 mostrando que está perto o Reino – Anúncio de Jesus.

 

À margem:

Podemos considerar o Evangelho de São Lucas, no seu todo, como um manual de instrução ou de ensino.

E os Actos dos Apóstolos, também de São Lucas, como um manual de ação ou de prática.

 

Ver também:

Evangelista, pintor e médico

São Lucas Evangelista

Pai Nosso de Lucas

 

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Vagabunda e mística


Memória de Santa Teresa de Jesus ou de Ávila

1515-1582, Virgem e Doutora da Igreja

Dizem que sou uma vagabunda e inquieta – assim contava Teresa de Ávila a um amigo.

De facto, Filipe Sega, núncio em Espanha de 1577 a 1581, tal pensava e proclamava. Ele chegara a Espanha quando as fundações de Teresa já estavam muito avançadas, mas, ao contrário do anterior núncio, não via com bons olhos o caminho reformador empreendido por Teresa. Por isso afirmava: Teresa é uma mulher inquieta e vagabunda, desobediente e obstinada que a título de devoção inventa falsas doutrinas, andando fora da clausura, contra a ordem do Concílio de Trento e dos prelados, ensinando como mestra, desrespeitando São Paulo que proibiu que as mulheres ensinassem.

Estas palavras vindas de um núncio não podiam passar despercebidas. Por isso Teresa preocupou-se em esclarecer a verdade: Que não era desobediente nem andava a enganar ninguém. Mas que ela própria, se andava pelos caminhos e se fundava conventos, se escrevia ou ensinava, era por obediência a Deus e não por contra própria.

Este confronto entre o núncio e Teresa de Ávila, mais do que uma circunstância histórica, aponta para uma misteriosa verdade – A mística, a espiritualidade, a união permanente com Deus, a contemplação, é um estilo de vida que não está circunscrito à clausura de um mosteiro. Esta experiência mística é mais vasta e mais fecunda do que o núncio imaginava.

Percorrer mais de seis mil quilómetros em condições daquela época (século XVI) comprar e vender casas, tratar da reparação material das mesmas, encontrar-se com grandes ou pequenos, homens ou mulheres, gente da igreja ou do mundo, dos negócios ou da religião, é saber gerir o seu tempo e todos os demais recursos sem desprezar o seu interior e descurar o seu caminho de perfeição.

Procurar vocações, candidatos masculinos ou femininos para os seus conventos reformados, ser fundadora, reformadora, mestra e madre, é estar constantemente atenta à realidade à sua volta sem nada deixar escapar, dentro ou fora de si mesma e dos outros.

Escrever livros, não só para discernir a vontade de Deus, mas também para ajudar os outros consagrados, escrever milhares de cartas, responder a todos os pedidos de conselho ou de qualquer ajuda material ou espiritual, governar os mosteiros, assegurar a sustentabilidade e a subsistência de todos, é viver sem sufocar o coração nem deixar de trabalhar pela sua perfeição e a de todos.

Entre tanta correria e tanta barafunda é possível crescer no espírito de Deus.

O que interessa é não esquecer que Deus está sempre presente onde quer que estejamos ou façamos.

Jesus é o nosso capitão. Nós somos simples subalternos.

“Estando presente tão bom amigo e tão generoso capitão, Jesus Cristo, tudo podemos suportar e fazer. Ele é ajuda e dá força; nunca falta, é verdadeiro amigo. (CF. Livro da vida, Teresa de Jesus).

 Ela foi Marta ativa, sem deixar de ser Maria.

Ela foi Maria contemplativa sem deixar de ser Marta.

Conclusão:

Podemos concluir ao jeito de Santa Teresa:

Sou vagabunda, sim senhor, porque Deus vai comigo e eu vou com Ele,

Sou inquieta, sim senhor, porque Jesus está comigo e eu estou com Ele.

Sou vagabunda e inquieta porque assim é Jesus.

 

Ver também

As castanholas da santa

A esmola da oração

A caçadora de Ávila

Teresa de Ávila

Santa Teresa de Ávila

Por entre as panelas

Pedir para os outros

Grande Teresa

 

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Prestar contas


5ª feira – XXVIII semana comum

Eu vos digo que se pedirão contas a esta geração.

 

Que contas?

Contas daquilo que fizemos.

E contas daquilo que deixámos de fazer.

O que é que pesa mais, ou que dói mais?

O que fazemos ou o que deixámos de fazer?

Parece que é mais fácil arrepender-se do que se fez.

O que deixámos de fazer, as nossas omissões, não são tão visíveis, facilmente são escondidas e esquecidas e por isso pesam mais.

 

Assim pregava o Pe. António Vieira no século XVII:

Sabei, ó cristãos, que se vos há de pedir estreita conta do que fizestes, mas muito mais estreita conta do que deixastes de fazer.

Pelo que fizeram, se hão de condenar muitos; pelo que não fizeram, todos.

Ajustadas as contas que havemos de dar a Deus, o assunto que se segue será: quem quiser dar boas contas a Deus, reze pelas contas do Rosário.

 

À margem:

Antigamente no Pai Nosso dizia-se: Perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores…

É preciso ter as contas em dia para com Deus, para com os outros, para com as coisas, para connosco mesmos.

 

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

São José em Fátima

Nas três últimas Aparições de Nossa Senhora, aos Pastorinhos, em Fátima, são significativas as referências à pessoa de S. José.

- No dia treze de agosto de 1917 os pastorinhos foram levados a Vila Nova de Ourém, a fim de serem interrogadas. Por essa razão, condicionou a Aparição no dia 13 que a Senhora tinha combinado com os Pastorinhos. Assim, a Aparição aconteceu no dia 19 de agosto, domingo, nos Valinhos. Nossa Senhora disse-lhes: “Quero que volteis à Cova da Iria no dia 13. Virá S. José com o Menino Jesus dar a paz ao mundo. Virá Nosso Senhor benzer o povo. Virá Nossa Senhora do Rosário. Virá a Senhora das Dores com um arco de flores à roda…”

- No dia 13 de setembro, quinta-feira, ao meio-dia, cerca de 25 mil pessoas, estavam junto à azinheira: “Quero dizer que continueis sempre a rezar o terço à Senhora do Rosário para que abrande a guerra. A guerra está para terminar. No último dia, virá S. José com o Menino e Nosso Senhor…”

- No dia 13 de outubro, sábado, meio-dia, na Cova da Iria estavam cerca de 70 mil pessoas junto à azinheira. Nossa Senhora deu um recado e fez uma advertência: “Quero dizer-te que não ofendam mais a Nosso Senhor que já está muito ofendido, que rezem o terço todos os dias em honra de Nossa Senhora do Rosário e que façam aqui uma capela…”

Imediatamente aconteceu o milagre do sol: O astro rei rodou sobre si mesmo, despedindo feixes de luz sobre a multidão. Entretanto, os Pastorinhos viram no Céu, a Sagrada Família, Nossa Senhora do Rosário, S. José e o Menino. S. José sorriu e abençoou o povo.

Depois o sol desceu. Houve pânico na multidão. Todos se convenceram que chegara o fim… Entretanto, os Pastorinhos veem no céu Nossa Senhora das Dores, com o coração rodeado de espinhos e as mãos cruzadas sobre o peito.

O sol retomou o seu lugar. A multidão retomou alívio… Nessa hora viram ao lado do sol, Cristo e Nossa Senhora do Carmo. Foi este o mistério da Misericórdia de Deus, nas aparições em Fátima: Uma torrente incomensurável de graças oferecidas com a delicadeza dum convite que podemos aceitar e viver ou recusar, consoante a nossa vontade vivida na liberdade de filhos de Deus.

 

Conclusão

1 – Jesus, Maria e José

A presença da Sagrada família na última aparição de Fátima é um lembrete oportuno de que a Igreja deve ser a família de Deus.

É a valorização da Igreja como família de Deus e a valorização da Família como Igreja de Deus, presentes na mensagem de Fátima.

2 – Cumpriu-se a promessa

Foi prometida a presença de São José e do Menino na última aparição.

Foi cumprida essa promessa, pois assim aconteceu.

É um convite a fazermos nós também a nossa parte. Em Fátima, fez-se o que foi prometido para que todos nós possamos cumprir o que nos foi dito. 

3 – São José segurava o Menino

Quem olha para são José vê Jesus, e quem olha para o Menino Jesus, vê São José. Essa imagem lembra-nos que também nós podemos estar sempre ao lado de Jesus, pois Jesus está sempre ao nosso lado, como nas imagens de São José.

4 – São José apareceu sorrindo para dar a paz ao mundo

A paz é o sorriso e a alegria de São José, e o sorriso de Deus é a nossa paz.

São José não fala, sorri e partilha a sua paz com todo o mundo.

5 – A bênção de São José

São José com o menino pareciam abençoar o mundo com uns gestos que faziam com a mão em forma de cruz, assim contou a Irmã Lúcia.

São José não fala, faz, abençoa, dá o exemplo.

De há 150 anos a esta parte, como Patrono da Igreja universal, ele não faz outra coisa que abençoar o mundo.

A bênção de São José na última aparição de Fátima é uma mensagem de confiança.

Em vez de nos enchermos de temor com a visão do milagre do Sol, na última aparição de Fátima, devemos encher-nos de confiança com a bênção de São José com o Menino Jesus.

 

 

domingo, 10 de outubro de 2021

Um indeciso sem pressa


Ano B – XXVIII domingo comum

Três demónios que discutiam a respeito da melhor forma de controlar a vida do Jovem rico do Evangelho. Procuravam a melhor maneira de o fazer desistir dos seus propósitos e aspirações de vida eterna com Deus.

O primeiro demónio falou:

- Vamos dizer-lhe que não existe o céu. Destruindo este incentivo da recompensa, o seu desejo de trabalhar para alcançar a vida eterna cairá por terra.

O segundo demónio disse:

- Vamos dizer-lhe que não existe inferno. Assim, tirando-lhes o medo do castigo eterno, o seu empenho no trabalho não mais existirá.

O terceiro demónio deu sua sugestão:

- Eu tenho uma ideia melhor. Vamos dizer a esse jovem que não há pressa. Assim procurará adiar indefinidamente a sua decisão, esfriando pouco a pouco, até que esqueça por completo estes seus desejos.

E todos os três disseram a uma só voz:

- É isto mesmo! Vamos dizer-lhe que não tenha pressa de entrar na vida eterna. Não seja precipitado. Não tenha pressa. Deixe isso para amanhã, para mais tarde, para o final da vida… e assim ele será um dos nossos.

 

Conclusão:

Quem não se decide, quem não tem pressa, quem adia para o futuro qualquer empenho de vida eterna, está a desistir dos eus propósitos e sonhos.

Nós sabemos o que devemos fazer.

Façamo-lo depressa e bem.

 

Ver também

Nem pobres nem ricos

Encontro

Parábola da indecisão

Saber os mandamentos

O jovem indeciso

O rico sem nome

A agulha e o camelo

Outras versões

O pobre jovem rico

 

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Demónio, ladrão, morcego

 

6ª feira – XXVII semana comum

A - O Evangelho diz que o demónio é um ladrão.

E não é porque um ladrão é sempre maligno ou diabólico.

O maligno é um ladrão que nos rouba o que de melhor nós temos.

Prestemos atenção ao demónio que é um ladrão e que atua na calada.

E geral nós guardamos ou protegemos aquilo que o demónio não quer roubar: o nosso oiro ou outras riquezas, as nossas propriedades, os nossos bens, a nossa casa. Por outro lado, descuidamo-nos com aquilo que o diabo nos pode roubar: a paz, a inocência, a candura, a confiança em Deus, a fé, a esperança e a generosidade.

Guardemos cuidadosamente aquilo que o demónio, como ladrão, nos pode furtar.

B – Além de ser ladrão, o demónio é morcego. 

Porquê?

Porque o demónio atua nas trevas e tem medo da luz.

Então se não queremos ser importunados pelo morcego demónio, andemos na luz que ele vai voar para outros lados.

 

NB. Depois da missa algumas pessoas comentaram comigo no adro sobre o morcego que devemos enxotar. É que o morcego, para além de atuar na escuridão, suga-nos até ao tutano e apresenta-se de cabeça para baixo, ou seja, é um invertido. Não basta fugir do maligno, é preciso que ele fuja de nós. Basta andar na luz divina.

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

A auréola de São José

Auréola, resplendor, nimbo, halo ou áurea é uma coroa dourada ou raios luminosos que envolvem a cabeça das representações de personagens que se destacam pela sua transcendência em qualquer cultura ou religião.

Pode significar 3 aspetos complementares:

 

A – Auréola é redonda porque é símbolo da eternidade.

Ex 34, 29 – Moisés desceu do Monte Sinai, trazendo na mão as duas tábuas da Lei. Não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois de ter falado com Deus.

(São José segura na mão a nova Lei, o novo Mandamento que é Jesus. Por isso o seu rosto brilha porque fala com Deus e Deus fala com ele.)

 

B – Auréola tem a forma do céu porque é coroa de Deus no céu.

Mt 13, 43 – Então os justos brilharão como o Sol, no Reino de seu Pai.

(São José tem auréola porque é parecido com Jesus. Em geral um filho é parecido com o seu pari. No caso de São José, o pai é que é parecido com o seu Filho. É por isso que tem um resplendor.)

 

C – Auréola é luminosa porque é o reflexo da luz e da santidade divina.

Mt 5, 14-16 – Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte nem se acende uma candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas sim em cima do candelabro, e assim alumia a todos.

(São José segurando o Menino nos braços é uma espécie de candelabro onde brilha a Luz verdadeira, Luz da Luz, que veio a este mundo para acender os nossos corações.)

 

À margem:

Desde pequenino habituei-me a ver livros ilustrados com a vida de santos. E achava que devia ser incómodo viver com uma auréola como os santos eram retratados. E prometia que quando eu fosse mais crescido queria ser santo, mas não queria usar esse apêndice.

Para além disso a figura do menino Jesus no presépio tinha uma auréola, o que me fazia perguntar se ele nascera assim. Então se eu tivesse de usar uma auréola, já teria nascido com ela.

 

Conclusão:

A santidade não é um apêndice (não é uma auréola). É algo fundamental.

A santidade nasce connosco. Fomos feitos para ser santos.

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Nivelar por cima


3ª feira – XXVII semana comum

Nivelar por cima ou por baixo?

É uma tentação de ontem e de hoje:

Tentar que os outros sejam como nós, nivelar todos pelo nosso padrão.

 

No trecho do Evangelho Jesus diz que não é Maria a nivelar-se com Marta, mas sim Marta a nivelar-se com Maria. Esta escolheu a melhor parte que não lhe será tirada.

É necessário nivelar por cima, elevar-se, aspirar às coisas do alto, estabelecer prioridades.

Na Primeira Leitura, os ninivitas nivelaram-se por cima. Homens e animais fizeram jejum. Em vez de continuarem a viver ao nível mais baixo, fizeram questão de elevar até os animais ao nível dos homens arrependidos.

 

Conclusão:

É preciso nivelar por cima.

É preciso não baixar de nível.

É preciso estabelecer prioridades.

 

Ver também:

Receber Jesus em casa

Alojamento local

Chaves de Santa Marta

Por entre panelas

Hóspede e hospedeiro

Santa Marta

Dois mundos

Parar para escutar

Marta e Maria

Marta, Marta

Em defesa de Marta

Falar, escutar, servir

Ora et labora

Não precisa justificar-se

 

domingo, 3 de outubro de 2021

Matemática do casamento


Ano B – XXVII domingo do tempo comum

No casamento nós encontramos quatro operações matemáticas.

Em primeiro temos a subtração.

O casamento começa com a subtração... é quando o homem deixa seu pai e sua mãe para unir-se à sua mulher.  A Bíblia fala sobre isso em Gn 2.24: ...o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa. Primeiro se deixa para depois se unir.

Então, chega uma hora, chega um dia, que os pais precisam liberar os filhos para que eles, verdadeiramente, batam asas do ninho e comecem uma nova jornada na vida... a partir de então, os pais não devem mais interferir na vida dos filhos, porquanto, agora estão casados, constituindo uma nova família.

Em segundo lugar vem a adição.

O homem depois que deixa pai e mãe deve unir-se à sua mulher... é a soma, é a união dos dois!

E essa união é, conforme Deus planejou, indissolúvel... é uma união de sonhos, de metas, de propósitos...E é também uma união... no casamento o homem e a mulher se tornam uma só carne.

Está escrito...o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa. O casamento é uma adição.

E deve ser uma adição constante... adição de amor, adição de afeto, de respeito.

E quando se adiciona, se recebe de volta, seja o bem ou o mal.

É o mesmo princípio da semeadura: o que se planta, colhe-se...

Em terceiro lugar há a multiplicação.

Um casamento que passou pela subtração e adição é completo em si mesmo, porém, Deus ainda dá a bênção da multiplicação.

É quando vêm os filhos e com eles se multiplicam também os sonhos.

Portanto, recebam a multiplicação como bênção... Os filhos são um presente do SENHOR; eles são uma verdadeira bênção.

Em quarto lugar terminamos com a divisão.

No casamento não se deve acumular coisas, acumular experiências... mas se deve repartir, se deve compartilhar. Divide-se a vida, o amor, o tempo, os bens.

Dividir o que se tem com alegria.

Deus espera que cada um possa dar mais do que recebe... repartir mais do que reter.

No casamento não há espaço para o egoísmo, mesmo porque o amor não é egoísta, não visa seus próprios interesses, mas busca a realização da pessoa amada.

Quem ama dá. Quem ama reparte. Quem ama divide o que tem.

E vocês sabem que na matemática, quando dividimos o que temos, ficamos com um saldo menor... Quanto mais dividirem com outros, maior será o saldo, maior será o crescimento de todos!

Conclusão

Esta é a matemática do casamento.

É preciso deixar para se unir.

É preciso unir para multiplicar.

E é preciso dividir para continuar crescendo, ter saldos maiores.

 

O dedo anelar

Os Chineses têm uma explicação muito bonita: Usamos a aliança no quarto dedo porque é impossível separar uma mão da outra quando estão ligadas pelo quarto dedo. Assim é a união do casal.

Tenta fazer o que é mostrado.

Cada dedo da mão representa um membro da família: - Polegar - representa os pais; - Indicador - representa os irmãos; - Médio - representa a ti mesmo; - Anular - representa o teu cônjuge; - Mendinho - representa os filhos.

Une os dedos das duas mãos pela ponta dos dedos, exceto os dedos do meio que deverão estar dobrados um de frente para o outro, em sinal de humildade e de oração.

Agora, tenta separá-los.

- Os polegares podem ser separados, eles indicam os teus pais; tu não viverás com eles o resto da tua vida.

- Os indicadores separam-se facilmente; os irmãos e irmãs um dia também vão se separar de ti, pois terão as suas próprias famílias. Assim o indicador e o dedo mínimo também podem se separar.

- Os mendinhos também podem ser separados. Indicam os teus filhos que também irão crescer e se casar. - Finalmente, os dedos anelares, não conseguimos separá-los, significando que marido e mulher devem viver juntos o resto da vida.

 

Com humor ou com amor

Ver também:

Grande mistério de amor

Dureza de coração

A solução está no…

Um só coração

Para ser amada

 

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

A nossa Mestra Teresinha


Memória de Santa Teresinha do Menino Jesus 

(1873-1897)

Hoje o Evangelho é-nos apresentado de duas formas complementares:

- De forma proclamada ou lida.

- De forma praticada ou vivida.

De facto, a vida de Santa Teresinha do Menino Jesus foi a mais bela versão do Evangelho – a versão praticada.

 

Ela dizia – Todos os livros me cansam menos o Evangelho, nele encontro Jesus, o perfume de Jesus, a sua vida e suas palavras.

Ela levava no bolso do hábito um pequeno Evangelho como gesto do seu AMOR e teria gostado de estudar hebraico para lê-lo na língua de Jesus (ela não sabia que os evangelhos são em grego e que Jesus falava aramaico, mas isto não é importante).

A lição que devemos aprender com Santa Teresinha é a seguinte:

Acostumar-nos todos os dias a rezar o Evangelho, a medita-lo e tê-lo sempre connosco.

Temos às vezes 5 minutos em que não sabemos o que fazer? toma o teu Evangelho e leia uma página não como estudo, mas como oração, encontro com Jesus amigo que nos leva ao Pai e nos ensina a amar a todos.

Se rezássemos mais as palavras de Jesus e nos esforçássemos para coloca-las em prática a nossa vida seria melhor e daríamos mais testemunho da nossa fé.

Façamos da nossa vida uma versão praticada do Evangelho.

 

Ou então:

Com Santa Teresinha podemos aprender a

- Ser grande – pois o maior é quem mais serve, quem mais ajuda.

- Ser pequeno – pois o melhor é quem é mais simples, mais humilde.

- Ser igual – pois quem mais serve e quem é mais humilde é igual a Jesus.

 

Ver também:

Chamem-me Teresinha

Pequenos grandes santos

O Pe. Dehon e Santa Teresinha

As uvas do Menino Jesus

O Menino de Teresinha

Santa Teresinha

Rezar é amar

Conversão de Santa Teresinha

Elevador celeste

Teresinha pequenina

Teresinha e a Mãe de Jesus

Missionária de clausura

ABC da santidade

Santa e feliz

Teresinha a pregar

Amar os inimigos