quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Teresinha da Sagrada Face


Memória de Santa Teresa do Menino Jesus

Virgem e Doutora da Igreja (1873-1897)

Da Sagrada Face

Porque Santa Teresinha quis acrescentar dois outros nomes ao seu nome – Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face?

O seu amor especial pelo Menino Jesus, para imitar a humildade, o abandono e a confiança, mas quando apareceu a dura doença de seu pai, ela também quis colocar a Sagrada Face, um sinal de sofrimento.

Teresinha é sensível à Paixão de Jesus que nos salvou com a sua morte, ela sente muito forte a dor de não poder estar perto do pai que tanto ama.

A devoção à Sagrada Face de Jesus é o rosto que foi impresso no véu de Verónica quando ela enxugou Jesus a caminho do Calvário.

A nossa missão é enxugar os rostos dos irmãos e irmãs que sofrem e choram de dor, fome, guerras, doenças.

Não podemos ficar indiferentes à dor dos outros, é Jesus quem sofre neles e com eles; uma palavra, uma oração diminui a dor.

 

A Doutora da Igreja mais jovem

Entre todos os Doutores da Igreja, Teresa do Menino Jesus e da Santa Face é a mais jovem. Mas o seu ardente itinerário espiritual demonstra muita maturidade, e as intuições da fé expressas nos seus escritos são tão vastas e profundas, que a tornam digna de ser posta entre os grandes mestres espirituais.

(Cf. João Paulo II, ao atribuir o título de Doutora da Igreja a Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, 19 de outubro de 1997)

 

O extraordinário valor das pequenas coisas

Santa Teresinha do Menino Jesus descobriu uma coisa muito simples, mas muito importante: que não é preciso fazer coisas extraordinárias para viver uma vida extraordinária.

Afinal, uma vida extraordinária (ainda que não aos olhos deste mundo) é feito de coisas simples ou quotidianas, de coisas de todos os dias, pelos pequenos gestos, pela paciência, pelo amor colocado nas tarefas mais simples. Porque a nossa vida é feita sobretudo dessas coisas. Não é feita apenas dos grandes acontecimentos que recordaremos daqui a vinte anos. É feita de milhares de pequenos momentos que, quase sempre, nem sequer registamos. São precisamente essas coisas pequenas que estão a tornar a nossa vida bonita e que um coração puro santifica e eleva como oferta a Deus.

É o milagre de transformar o ordinário em extraordinário, do terreno em eterno, do comum em santo.

 

As suas últimas palavras

Teresinha do Menino Jesus faleceu na noite de 30 de setembro de 1897, pronunciando as simples palavras «Meu Deus, amo-Te!», olhando para o Crucifixo que apertada nas suas mãos.

Estas últimas palavras da Santa são a chave de toda a sua doutrina, da sua interpretação do Evangelho. Elas resumiam a sua vida breve e a sua longa eternidade.

“Ela não morria… entrava na vida.”

 

Rosas brancas de Santa Teresinha

Sobre uma pequena mesa de mármore do lado de fora do apartamento privado do Papa Francisco, em Santa Marta, havia sempre uma rosa branca fresca. Era o símbolo de sua ligação com Teresa de Lisieux, a santa a quem recorria sempre para pedir graças e a cuja intercessão confiava as suas dificuldades pessoais e as dos outros.

Uma rosa branca encontra-se desde 26/04/2025, sobre outro mármore, o da lápide proveniente da Ligúria onde está escrito Franciscus, na Basílica de Santa Maria Maior, sob a qual repousam os restos mortais do mesmo Papa Francisco. Não é uma escolha artística, mas uma escolha de continuidade e de devoção.

Essa flor acompanhou a vida de Jorge Mario Bergoglio. Ele mesmo falou sobre isso no livro de entrevistas El Jesuita, escrito pelos jornalistas argentinos Sergio Rubin e Francesca Ambrogetti, que, descrevendo a biblioteca do então arcebispo de Buenos Aires, notaram um vaso cheio de rosas brancas numa prateleira, em frente a uma foto da mística carmelita, morta com apenas 24 anos em 1897, canonizada por Pio XI e proclamada Doutora da Igreja por João Paulo II em 1997.

“Quando tenho um problema”, explicou o então futuro Papa aos dois jornalistas, “peço à santa, não para resolvê-lo, mas para tomá-lo em suas mãos e me ajudar a aceitá-lo, e como sinal quase sempre recebo uma rosa branca”.

Isso também aconteceu no início de seu pontificado, em setembro de 2013, quando convocou uma vigília de oração na Praça São Pedro pela paz na Síria que, na época, corria o risco de cair no abismo de um conflito sangrento. Durante a vigília, foram lidos alguns trechos da poesia de Santa Teresa de Lisieux e o Papa Francisco, ao retornar a Santa Marta, recebeu como presente surpresa uma rosa branca colhida por um jardineiro nos Jardins do Vaticano.

O Papa recebeu o mesmo presente poucos dias depois do seu último internamento no Hospital Gemelli por pneumonia bilateral: uma rosa branca de Santa Teresa embalada, proveniente de Lisieux. Um “sinal” de que a carmelita o acompanhou até os últimos momentos da sua vida.

Ao longo da sua vida e do seu pontificado, o Papa Francisco realçou o seu vínculo com a santa carmelita a quem, segundo ele, confiou um problema, pedindo-lhe “não que o resolvesse, mas que o assumisse” e o ajudasse a aceitá-lo.

 

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