Memória de São Gregório Magno (+604)
Papa e Doutor da Igreja
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O Espírito Santo a cantar ao ouvido de São Gregório Magno inspirando-lhe as suas composições musicais. Assim também quem canta está a rezar ao ouvido de Deus Pai.
1 – O Papa que ensinou a igreja a rezar… cantando.
Assim nasceu o canto gregoriano.
São Gregório Magno, cantai por nós!
2 – O Papa que ao evangelizar era evangelizado.
Ele declarava: Muitas coisas da Sagrada Escritura só fui capaz de as
perceber quando tive de as comunicar aos outros.
3 – O Papa que pregava com medida.
Alguns pregadores pregam de vez em quando e outros estão sempre a pregar.
Estes dois extremos não são bons. Dizia
São Gregório Magno – A pregação, se escassa, não é suficiente, se demasiada,
pouco será apreciada. Há que pregar com medida. A chuva útil não é nem escassa
nem contínua.
À margem:
Sabem qual foi o primeiro pensamento de São Gregório ao ser eleito papa?
Fugir!
Ainda bem que ele desistiu da ideia, pois foi considerado um dos papas mais
influentes de todos os tempos.
Perto do final do século VI, a Igreja Católica precisava de um “bom
pastor”. Muitos bispos e clérigos eram corruptos e a Europa estava dividida
após o colapso do Império Romano.
Quando o Papa Pelágio II morreu de peste, o povo de Roma sabia exatamente
quem eles queriam como o próximo papa.
Gregório era conhecido por sua simplicidade. Ele era o abade de um mosteiro
local. Aos 50 anos, tinha uma vida de contemplação e passava os dias no
silêncio de sua cela.
No entanto, esse sonho de vida desabou quando o povo e o clero de Roma
bateram à sua porta. Eles lhe contaram sobre o plano de elegê-lo como papa.
Gregório imediatamente recusou. Ele até escreveu ao imperador, dizendo que não
seria o próximo papa.
Há até uma história que ilustra seu desejo de fugir de Roma para não
desempenhar o cargo máximo da Igreja:
Gregório tentou fugir de Roma, mas não conseguiu, porque o observavam dia e
noite nos portões da cidade. Por fim, mudou de roupa e convenceu alguns
comerciantes a escondê-lo em um barril de vinho e tirá-lo da cidade numa
carroça. Quando chegaram a uma floresta, ele se escondeu nas cavernas por três
dias. Fizeram uma busca incansável e eis que uma coluna de luz brilhou do céu e
apareceu sobre o local onde ele se escondera: um certo eremita viu anjos
descendo e subindo nesse raio. Descoberto levaram-no de volta a Roma e o
consagraram como Sumo Pontífice. Finalmente aceitou a ideia e dedicou-se de
corpo e alma à sua missão, de modo que o progresso dos fiéis era a sua alegria.






