terça-feira, 3 de novembro de 2026

Na hora de pôr a mesa


Ecos do Dia de Finados

luto e memória

na hora de pôr a mesa, éramos cinco

 

na hora de pôr a mesa, éramos cinco:

o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs

e eu. depois, a minha irmã mais velha

casou-se. depois, a minha irmã mais nova

casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,

na hora de pôr a mesa, somos cinco,

menos a minha irmã mais velha que está

na casa dela, menos a minha irmã mais

nova que está na casa dela, menos o meu

pai, menos a minha mãe viúva. cada um

deles é um lugar vazio nesta mesa onde

como sozinho. mas irão estar sempre aqui.

na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.

enquanto um de nós estiver vivo, seremos

sempre cinco.

 

José Luís Peixoto, in 'A Criança em Ruínas' 2001

 

Elogio fúnebre de um amigo

 

Ecos de um Dia de Finados.

No início de novembro, escrevi um elogio fúnebre ao meu melhor amigo.

E depois li-o para ele numa mesa de um restaurante simples perto da autoestrada às duas da tarde.

Estava bem vivo, segurando um copo de café preto e olhando para mim como se eu tivesse perdido completamente a cabeça. O que, para ser justo, talvez tenha mesmo acontecido.

O meu nome é Pete e tenho 69 anos. O tipo sentado à minha frente é o Steve. Ele tem 70. Somos melhores amigos há 42 anos. Conhecemo-nos numa obra em 1984. Ele acidentalmente chutou um balde de betão molhado diretamente para as minhas botas de biqueira de aço. Disse-lhe exatamente o que pensava dele, utilizando um vocabulário altamente criativo e impublicável. Mas depois do nosso turno, ele estendeu a mão e disse:

- Acontece, Pete. Não guardes rancor.

Não passámos uma única semana sem nos falarmos ao telefone desde então.

Há três meses, enterrámos um amigo comum. Os elogios fúnebres foram incríveis, pessoas a partilhar quanta luz ele trouxe às suas vidas, como as ajudou, o quanto significava para todos. E tudo o que eu conseguia pensar era: Ele não consegue ouvir nada disto.

Cada frase sobre como tinha mudado a vida de alguém foi dita a uma sala cheia de pessoas a chorar. Inclinei-me para Steve e sussurrei:

- Que desperdício.

Não consegui dormir nessa noite. Porque percebi que, se o Steve morresse amanhã, eu me levantaria e diria as coisas mais incríveis sobre ele. Coisas que não lhe tinha dito pessoalmente em quarenta anos de amizade. E ele sentiria falta de tudo isso.

Demorei uma semana a escrever o discurso. Foi difícil, não porque não tivesse as palavras, mas porque me pareceu tão pouco natural admiti-las finalmente em voz alta. Liguei-lhe:

- Steve, encontramo-nos na nossa mesa habitual na cafetaria na próxima terça-feira. Tenho algo que preciso ler para ti.

- O quê, está a escrever cartões da Hallmark agora? – resmungou ao telefone.

- Só preciso que estejas lá.

A nossa mesa de canto de sempre. Café ruim como de costume. Peguei no pedaço de papel. As minhas mãos estavam a tremer um pouco.

- Pete, o que é isso?

- É o teu elogio fúnebre. Vou lê-lo para ti agora, porque me recuso a desperdiçar estas palavras num dia em que não estarás aqui para as ouvir.

- Estás louco?

- Talvez. Agora cale-te e ouve.

Li em voz alta naquele restaurantezinho decadente para um homem que estava bem vivo e se sentia incrivelmente constrangido.

Lembrei-lhe daquele balde de betão molhado e de como aquele foi o melhor desastre que me aconteceu. Contei-lhe como conduziu até minha casa às duas da manhã debaixo de chuva torrencial quando o meu alternador pifou na estrada. Como, depois de uma relação difícil, ele veio aqui todas as noites durante três meses seguidos. Ele nunca perguntou: Como estás? Simplesmente trouxe um caixote de cerveja ou reclamou da transmissão do seu velho Chevy. Porque ele sabia que eu não precisava de pena. Eu só precisava do barulho de fundo do meu melhor amigo.

Eu disse-lhe que ele é o tipo mais engraçado que conheço, mesmo que as suas piadas de tiozão sejam medíocres. Que era muito melhor pai para os filhos do que ele próprio se dá crédito. Que a sua mulher é uma verdadeira santa, e ele sabe disso. E que sem ele, eu seria um homem muito pior.

Não olhou para mim uma única vez. Apenas encarou a chávena de café. Mandíbula cerrada. Rosto impassível, a fazer aquela coisa clássica de cara da velha guarda, em que as emoções o atingem com força, mas prefere engolir pedaços de vidro a deixar cair uma única lágrima.

Quando terminei, fez-se um longo e pesado silêncio. Depois, deu um gole lento no café e resmungou:

- Vais pagar os hambúrgueres hoje. E o café.

Essa foi a sua resposta. E foi perfeita. Porque tipos como o Steve não dizem: Eu também te amo, pá. Dizem: Vais pagar a conta.

Mas ali no parque de estacionamento, bem perto da sua carrinha, puxou-me para um abraço. Não aquele toque rápido e superficial nas costas. Um abraço de verdade. Durante uns bons trinta segundos. E nenhum de nós o largou primeiro.

Então, murmurou mesmo no meu ombro:

- Nem penses em ler isto no meu funeral. Quero material novo.

 

Não esperes.

As flores não têm ouvidos. Os caixões não riem. Diz as coisas boas agora mesmo, de pé na cozinha, na garagem ou a tomar um mau café de snack-bar.

Vais te sentir sem jeito. Provavelmente vão evitar o contacto visual. Mas será a coisa mais importante que já fizeste.

Faz isso enquanto os dois podem abraçar-se mutuamente.

(De autor desconhecido)

 

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Em plena crise de habitação


Comemoração de todos os fiéis defuntos

A vida é uma casa alugada e nós somos apenas inquilinos prestes a ser despejados.

A gente vive como se tudo fosse nosso ou se fosse para sempre.

Como se fossemos donos do tempo, dos dias, do corpo que carregamos, das pessoas que amamos.

Só que não!

Não somos donos de nada!

Estamos aqui de passagem. Um dia iremos partir do mesmo modo ou jeito que chegámos. Sem nada.

Somos inquilinos temporários de tudo: da juventude, da saúde, das relações, do espaço que ocupamos no mundo.

Somos apenas usurários dos bens que Deus colocou à nossa disposição.

A qualquer momento a vida vai bater na nossa porta dizendo: O teu tempo acabou aqui. Entra no Hotel das Mil Estrelas.

Será o fim da precariedade. Então daremos entrada da nossa morada definitiva e eterna.

 

Assim nos lembram os vários prefácios dos defuntos:

I – Desfeita a morada deste exílio terrestre adquirimos no céu uma habitação eterna.

II – Jesus abriu-nos as portas da vida eterna.

IV – Voltamos à terra donde fomos tirados.

 

As leituras deste dia também nos lembram essa realidade:

Da Segunda Epístola de São Paulo aos Coríntios – Bem sabemos quem se esta tenda, que é a nossa morada terrestre, for desfeita, recebemos os Céus uma habitação eterna, que é obra de Deus e não é feita pela mão dos homens… Sabemos que enquanto habitamos neste corpo, vivemos como0 exilados… e com esta confiança preferíamos exilar-nos do corpo, para irmos habitar junto do Senhor. Por isso nos empenhamos em sermos agradáveis, quer continuemos a habitar no corpo, quer tenhamos de sair dele.

 

E nas orações das missas dos defuntos rezamos:

- Que os defuntos sejam conduzidos à vossa morada de luz e de paz.

 

No dia da comemoração dos fiéis defuntos pensemos na crise da habitação.

1ª – Nós vivemos aqui de passagem. O nosso lugar na Terra é transitório. A nossa verdadeira casa é na eternidade.

2ª – O nosso corpo é a morada provisória do nosso espírito ou da nossa alma. Um dia deixaremos de habitar esse corpo. Enquanto cá estamos vamos ensaiando a vida eterna. Preparamo-nos para a nossa morada eterna vivendo dignamente no nosso corpo mortal.

 

“Sabem, disse certa vez o Beato Fulton Sheen, que talvez passemos muito tempo, certamente há algum, rezando pelas almas dos falecidos e pouco tempo rezando a eles ou com eles? Vejam o exemplo dos pais, dos maridos que já morreram, das esposas, dos filhos. Eles são nossos intercessores. E talvez limitemos a sua influência no céu simplesmente porque não os invocamos o suficiente.”

- Nossas orações ajudam os mortos.

- As suas orações nos ajudam.

Eles nunca se esquecem de rezar por nós.

Não podemos esquecer de rezar por eles e rezar por eles.

E a melhor maneira de rezar é rezarem comunidade, em família, rezar unidos como irmãos.

 

Que as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em paz

 

À margem

Literatura islâmica sobre Jesus:

Jesus costumava dizer aos seus seguidores: Fazei das mesquitas as vossa casas e das vossas casas lugares de passagem. (Adballah ibn al.Mubarak +797)

Disse Jesus: O mundo é uma ponte, Atravessa a ponte, mas não construas sobre ela. (Abdakkah ibn Qutayba +884)

 

 

domingo, 1 de novembro de 2026

O Jardim da Santidade


Solenidade de todos os santos

Santa Teresinha do Menino Jesus (de Lisieux) descobriu uma das mais belas verdades do Evangelho ao contemplar as flores de um jardim: Deus não nos ama porque somos grandes, nem nos pede que sejamos todos iguais. Cada pessoa é única aos seus olhos, e cada uma é chamada a responder ao seu amor a partir da sua própria realidade.

A santidade não consiste em destacar-se, em realizar coisas extraordinárias ou em alcançar as alturas espirituais dos grandes mestres, mas sim em deixar que Deus atue em nós e em tornarmo-nos aquilo para o que ele nos criou.

“Se todas as flores quisessem ser rosas, a natureza perderia o seu encanto primaveril”, escreve a santa. Que imagem tão simples e, ao mesmo tempo, tão profunda!

No jardim de Jesus, há rosas e lírios, mas também violetas e margaridas. Umas chamam a atenção pela sua beleza; outras mal se distinguem entre a erva. Contudo, todas têm o seu lugar e contribuem para a harmonia do conjunto.

O mesmo acontece na Igreja: ao lado dos santos que iluminaram a história com as suas obras, a sua sabedoria ou a sua entrega heróica, existem inúmeros homens e mulheres que vivem a sua fé discretamente, sem reconhecimentos nem aplausos, mas com uma fidelidade que sustenta o mundo. A razão última desta esperança encontra-se no próprio coração de Deus. Assim como o sol ilumina tanto as grandes árvores como as flores mais pequenas, o Senhor entrega-se inteiramente a cada pessoa. Ninguém é insignificante para ele. O seu amor não se distribui como um bem escasso, de tal modo que, quanto mais uns recebem, menos resta para os outros. Pelo contrário, a sua grandeza manifesta-se precisamente na sua capacidade de se humilhar, de se aproximar dos mais pequenos e de ir ao encontro daqueles que mal sabem como o procurar.

Por esta razão, a santidade não é uma competição, mas antes uma resposta de amor. Não se trata de ser mais do que os outros, mas de aprender a amar como Jesus, cada um a partir do seu lugar, com os dons recebidos e através das circunstâncias concretas da sua existência.

 

 

Os santos são influencers

 

Os santos são influencers

Solenidade de todos os santos

A) Somos todos santos

Muitas vezes a liturgia da palavra lembra-nos que somos todos pecadores.

Hoje, a liturgia lembra-nos que somos todos santos.

O “Todos” em “Todos os Santos” significa nós também.

São Paulo dizia que somos concidadãos dos santos.

Hoje dizemos que os santos são nossos concidadãos.

Se somos todos diferentes, porque é que queremos ser iguais aos outros?

De facto, não há dois santos iguais.

 

B) Os santos são influenciadores

Influenciadores versus Santos. Precisávamos de santos, não de estrelas. A internet é uma oportunidade real de alcançar as pessoas onde elas estão, e o Senhor a utiliza com certeza.

Se São Paulo tivesse tido internet na sua época, ele teria distribuído vídeos às cidades, em vez de cartas.

São Bernardo de Claraval nos deu a metáfora de que precisamos: Se vocês forem sábios, serão reservatórios e não apenas canais. O canal derrama o que recebe. O reservatório espera até se encher antes de transbordar. Um reservatório tem tempo para se encher. Um canal é apenas água passando por ele. Temos uma geração de novos convertidos sendo solicitados a serem canais antes mesmo de terem a oportunidade de se encher.

 

c) Os santos são obras de arte de Deus

Dizem que os santos são as mais belas obras de arte de Deus em carne e osso.

Cada santo é uma obra perfeita, uma autêntica obra-prima de Deus.

Podemos ver o valor do artista, isto é, de Deus ao contemplar a perfeição dos santos.

Podemos também ver o valor da obra de arte ao contemplar o seu criador ou autor.

 

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Apóstolos primos de Jesus


Festa dos santos Simão e Judas, apóstolos

Os dois primos de Jesus

Estes dois Apóstolos, menos conhecidos que os outros, paradoxalmente, são dois parentes mais estreitos de Jesus: eram dois de seus primos. No que se refere a Judas Tadeu, a tradição é bastante precisa; sabe-se pelas Escrituras que seu pai, Alfeu, era irmão de São José; enquanto sua mãe, Maria de Cléofas, era prima da Virgem Maria.

Muitos identificam Simão com o primo homónimo de Cristo, irmão de Tiago o Menor. Os bizantinos o identificam com Natanael de Caná e o organizador do banquete das Bodas de Caná.

Segundo a tradição, é quase certeza que, naquela região do mundo, Simão chamado “o Zelote” ou “o Cananeu”, como os evangelistas Mateus e Marcos o chamam, encontra Judas Tadeu, seu companheiro de missão e de predestinação.

Ao celebrar estes apóstolos, primos de Jesus, lembremo-nos que todos os apóstolos tornam-se família de Jesus.

Não são os primos de Jesus que se tornam apóstolos, mas o contrário. São os apóstolos que se tornam família de Jesus. De facto, todos os apóstolos formam uma comunidade, ou seja, uma família à volta de Jesus.

 

Os dois apóstolos mais disponíveis

Se eu perguntar qual dos doze apóstolos está menos ocupado ou mais disponível para todas as causas, mesmo as impossíveis, com certeza me dirão que é São Simão Cananeu e Judas Tadeu.

Porquê?

Quem invoca São Simão, só pensa em Simão Pedro, de modo que Sião Cananeu fica esquecido.

E quem quer invocar São Judas Tadeu, fica retraído para não confundir com Judas Iscariotes.

Assim estes dois apóstolos de hoje, Judas Tadeu e Simão Cananeu, raramente são invocados por causa dessa dupla precaução ou confusão.

Se os Apóstolos são os nossos intercessores no céu, então estes são os que mais disponibilidade têm para nos atender.

 

terça-feira, 27 de outubro de 2026

O ilustre santo do Algarve


Memória de São Gonçalo de Lagos, presbítero

São Gonçalo de Lagos venerado sobretudo pelos pescadores do Algarve

 

Nasceu em Lagos (Algarve, Portugal), no ano 1360.

Partiu para Lisboa, ainda jovem, com o intuito de ingressar num instituto religioso e tomou o hábito na Ordem dos Eremitas de S. Agostinho.

Renunciou por humildade doutorar‑se em Teologia.

Foi prior em vários conventos da sua Ordem.

Morreu em Torres Vedras a 15 de outubro de 1422.

 

Na oração da sua memória sobressai três virtudes:

- Humildade de espírito

- Pureza de costumes

- Singular caridade.

 

Já que temos a mesma naturalidade que ele, tenhamos também iguais virtudes para alcançarmos a mesma Pátria celeste.

 

Peço hoje um milagre a São Gonçalo de Lagos:

Que ele desperte na atualidade algum conterrâneo com a mesma vida de santidade para que o seu património espiritual seja uma realidade também nos nossos dias.

Ou seja, que haja um novo santo nestas terras do Algarve.

 

 

O grande nasce pequeno


3ª feira – XXX semana comum

O grão cresceu e tornou-se árvore. 

Quando te sentires pequeno neste mundo tão grande

olha para um grão de mostarda.

Apesar de pequeno cresce, desenvolve-se e dá valiosos frutos.

De facto, a grandeza nasce sempre do que é pequeno,

porque ninguém nasce grande.

O começo começa de modo impercetível

e a ação invisível tudo transforma.

O mais importante é o que cresce dentro de cada um.

 

Tu és grande, não deixes que te diminuem…

Deixa-te cultivar…

 

Podes ser do tamanho de um grão de mostarda, mas bem cultivado serás uma árvore frondosa.

Podes ser uma semente minúscula, mas a maior floresta do mundo começou de sementes minúsculas.

Podes ser um pequeno grão de areia da praia do mar, como Abraão, mas só Deus será capaz de contar a tua descendência.

Podes ser apenas um ponto luminoso na escuridão da noite, mas Deus fará de ti uma grande estrela que brilha no infinito dos céus.

Podes parecer apenas uma pequena gota de água como dizia Santa Teresa de Calcutá, mas sem ti o mar não seria tão grande.

 

 

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jesus endireitou...


2ª feira – XXX semana comum

Apareceu na sinagoga uma mulher com um espírito impuro que a tornava enferma havia dezoito anos; andava curvada e não podia de modo nenhum endireitar-se. Ao vê-la, Jesus chamou-a e disse-lhe:

- Mulher, estás livre da tua enfermidade.

E impôs-lhe as mãos.

Ela endireitou-se logo e começou a dar glória a Deus.

 

O mal desta mulher parece ser mais transversal, pois não tinha apenas um problema de costas ou da coluna vertebral.

Parece que toda a sua vida estava torta e ela não conseguia endireitar, não conseguia ‘libertar-se desse jogo’.

Às vezes acontece connosco a mesma situação. Parece que tudo corre mal, tudo continua torto, de mal a pior.

Que fazer?

Nem é preciso pedir nada, mas apenas estar presente, no meio da comunidade, no dia do Senhor, para que Deus nos veja. É ele sempre quem nos vê primeiro, quem toma a iniciativa e quem pode endireitar a nossa vida.

 

À margem 1

Conheço uma canção infantil que fala de um homem torto que Jesus endireitou:

 

Havia um homenzinho torto

Morava numa casa torta

Andava num caminho torto

Sua vida era torta

 

Um dia o homenzinho torto

A bíblia encontrou

E tudo que era torto

Jesus endireitou

 

Para ouvir clicar aqui

 

À margem 2

Há uma canção portuguesa do grupo Xutos & Pontapés, de 1987 intitulada Circo de Feras que começa assim:

 

A vida vai torta

Jamais se endireita

O azar persegue

Esconde-se à espreita

 

Nunca dei um passo

Que fosse correto

Eu nunca fiz nada

Que batesse certo

 

REFRÃO:

E enquanto esperava

No fundo da rua

Pensava em ti

E em que sorte era a tua

Quero-te tanto

Quero-te tanto

 

De modo que a vida

É um circo de feras

E os entretantos

São as minhas esperas

 

Nunca dei um passo

Que fosse correto

Eu nunca fiz nada

Que batesse certo

 

Para ouvir clicar aqui