Memória de São Jerónimo, Presbítero e Doutor da Igreja, (340-420)
O que ensinava São Jerónimo no seu tempo:
1. São Jerónimo afirmava que desconhecer a escritura é
desconhecer Cristo.
2. Juntamente com São Gregório Magno, seu
contemporâneo, confirmava que as Escrituras eram os armazéns de Deus.
3. A distância entre um cristão e a Bíblia revela a
distância entre um cristão e Deus.
4. São Jerónimo dizia que a melhor posição para ler a
Bíblia é de Joelhos. De facto, era assim que ele a lia.
O que podemos aprender hoje de São Jerónimo?
Sobretudo, o seguinte – Amar a Palavra de Deus na
Sagrada Escritura.
É importante, hoje, que os cristãos vivam em contato e
em diálogo pessoal com a Palavra de Deus, que nos foi dada pela Sagrada
Escritura... esta Palavra também constrói comunidades, que constituem a Igreja.
Logo, devemos lê-la em comunhão com a Igreja viva.
À margem:
Durante a Segunda Guerra Mundial um soldado foi
atingido por uma bala e encontrava-se sozinho, agonizando, numa valeta. O Padre
Capelão, orientado pelos gemidos, enfrentando todos os riscos, conseguiu
encontrá-lo.
Com a Bíblia na mão, tentou confortá-lo acabando por
lhe perguntar se ele gostaria que lhe lesse alguma coisa daquele livro. O
soldado respondeu-lhe que nesse momento o que estava mais precisando era de
beber um pouco de água. Estava com muita sede e tinha a boca e a garganta muito
secas. O Padre, deixou a Bíblia junto dele, em cima de uma pedra e afastou-se
por uns momentos, até que conseguiu encontrar uma lata. Encheu-a de água,
levou-a ao soldado e ajudou-o a bebê-la. Foi muito evidente o conforto que ele
sentiu depois de beber aquela água.
Em seguida, depois de relaxar por uns momentos, disse
ao Padre:
- Sinto necessidade de uma coisa para apoiar a minha
cabeça.
O Padre sem hesitação tirou o pulôver que tinha
vestido, dobrou-o, fez uma almofada, e aconchegou-lhe a cabeça. Entretanto
sabendo a importância que tem o tocar numa pessoa que está em sofrimento
agarrou-lhe na mão e acariciou-a com a outra, esperando que, entretanto,
chegasse algum auxílio. Não lhe falou mais no «livro» que continuava em cima de
uma pedra. Simplesmente continuava junto dele segurando-lhe a mão com a mão
esquerda e acariciando-a com a direita. Passaram-se mais uns momentos de
silêncio e de repouso. Sempre esperando um socorro que tardava a chegar. Uns
momentos depois o soldado interrompe o silêncio para dizer:
- Padre, tenho tanto frio.
O Padre imediatamente se levantou, tirou um capote
grosso que tinha vestido para se defender a si próprio do frio, estendeu-o
sobre o soldado e ajeitou-o como se fosse uma mãe aconchegando o seu bebé.
Neste momento o soldado fechou os olhos e desfrutou daqueles momentos em que se
sentia tão aconchegado com o calorzinho daquela roupa e com o carinho do Padre
que ele nunca tinha visto antes. O Padre continuava a segurar-lhe a mão e
silenciosamente rezava. A certa altura o soldado interrompe o silêncio e diz ao
Padre Capelão:
- Padre, se esse livro ensina a fazer pelos outros o
que você fez por mim, por favor leia-me desse livro. Estou muito, muito
interessado em escutar. Tenho fome dessa Palavra.









