Memória de Santa Teresa do Menino Jesus
Virgem e Doutora da Igreja (1873-1897)
Da Sagrada Face
Porque Santa Teresinha quis acrescentar dois outros
nomes ao seu nome – Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face?
O seu amor especial pelo Menino Jesus, para imitar a
humildade, o abandono e a confiança, mas quando apareceu a dura doença de seu
pai, ela também quis colocar a Sagrada Face, um sinal de sofrimento.
Teresinha é sensível à Paixão de Jesus que nos salvou
com a sua morte, ela sente muito forte a dor de não poder estar perto do pai
que tanto ama.
A devoção à Sagrada Face de Jesus é o rosto que foi
impresso no véu de Verónica quando ela enxugou Jesus a caminho do Calvário.
A nossa missão é enxugar os rostos dos irmãos e irmãs
que sofrem e choram de dor, fome, guerras, doenças.
Não podemos ficar indiferentes à dor dos outros, é
Jesus quem sofre neles e com eles; uma palavra, uma oração diminui a dor.
A Doutora da Igreja mais jovem
Entre todos os Doutores da Igreja, Teresa do Menino
Jesus e da Santa Face é a mais jovem. Mas o seu ardente itinerário espiritual
demonstra muita maturidade, e as intuições da fé expressas nos seus escritos
são tão vastas e profundas, que a tornam digna de ser posta entre os grandes
mestres espirituais.
(Cf. João Paulo II, ao atribuir o título de Doutora da
Igreja a Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, 19 de outubro de
1997)
O extraordinário valor das pequenas coisas
Santa Teresinha do Menino Jesus descobriu uma coisa
muito simples, mas muito importante: que não é preciso fazer coisas
extraordinárias para viver uma vida extraordinária.
Afinal, uma vida extraordinária (ainda que não aos
olhos deste mundo) é feito de coisas simples ou quotidianas, de coisas de todos
os dias, pelos pequenos gestos, pela paciência, pelo amor colocado nas tarefas
mais simples. Porque a nossa vida é feita sobretudo dessas coisas. Não é feita
apenas dos grandes acontecimentos que recordaremos daqui a vinte anos. É feita
de milhares de pequenos momentos que, quase sempre, nem sequer registamos. São
precisamente essas coisas pequenas que estão a tornar a nossa vida bonita e que
um coração puro santifica e eleva como oferta a Deus.
É o milagre de transformar o ordinário em
extraordinário, do terreno em eterno, do comum em santo.
As suas últimas palavras
Teresinha do Menino Jesus faleceu na noite de 30 de
setembro de 1897, pronunciando as simples palavras «Meu Deus, amo-Te!», olhando
para o Crucifixo que apertada nas suas mãos.
Estas últimas palavras da Santa são a chave de toda a
sua doutrina, da sua interpretação do Evangelho. Elas resumiam a sua vida breve
e a sua longa eternidade.
“Ela não morria… entrava na vida.”
Rosas brancas de Santa Teresinha
Sobre uma pequena mesa de mármore do lado de fora do apartamento
privado do Papa Francisco, em Santa Marta, havia sempre uma rosa branca fresca.
Era o símbolo de sua ligação com Teresa de Lisieux, a santa a quem recorria
sempre para pedir graças e a cuja intercessão confiava as suas dificuldades
pessoais e as dos outros.
Uma rosa branca encontra-se desde 26/04/2025, sobre
outro mármore, o da lápide proveniente da Ligúria onde está escrito Franciscus,
na Basílica de Santa Maria Maior, sob a qual repousam os restos mortais do mesmo
Papa Francisco. Não é uma escolha artística, mas uma escolha de continuidade e
de devoção.
Essa flor acompanhou a vida de Jorge Mario Bergoglio.
Ele mesmo falou sobre isso no livro de entrevistas El Jesuita, escrito pelos
jornalistas argentinos Sergio Rubin e Francesca Ambrogetti, que, descrevendo a
biblioteca do então arcebispo de Buenos Aires, notaram um vaso cheio de rosas
brancas numa prateleira, em frente a uma foto da mística carmelita, morta com
apenas 24 anos em 1897, canonizada por Pio XI e proclamada Doutora da Igreja por
João Paulo II em 1997.
“Quando tenho um problema”, explicou o então futuro
Papa aos dois jornalistas, “peço à santa, não para resolvê-lo, mas para tomá-lo
em suas mãos e me ajudar a aceitá-lo, e como sinal quase sempre recebo uma rosa
branca”.
Isso também aconteceu no início de seu pontificado, em
setembro de 2013, quando convocou uma vigília de oração na Praça São Pedro pela
paz na Síria que, na época, corria o risco de cair no abismo de um conflito
sangrento. Durante a vigília, foram lidos alguns trechos da poesia de Santa
Teresa de Lisieux e o Papa Francisco, ao retornar a Santa Marta, recebeu como
presente surpresa uma rosa branca colhida por um jardineiro nos Jardins do Vaticano.
O Papa recebeu o mesmo presente poucos dias depois do
seu último internamento no Hospital Gemelli por pneumonia bilateral: uma rosa
branca de Santa Teresa embalada, proveniente de Lisieux. Um “sinal” de que a carmelita
o acompanhou até os últimos momentos da sua vida.
Ao longo da sua vida e do seu pontificado, o Papa
Francisco realçou o seu vínculo com a santa carmelita a quem, segundo ele,
confiou um problema, pedindo-lhe “não que o resolvesse, mas que o assumisse” e
o ajudasse a aceitá-lo.









