6ª feira – XXIX semana comum
A metáfora ou a parábola de hoje é comparar a
nossa vida espiritual às condições do tempo atmosférico.
Assim como a meteorologia tradicional analisa
frentes frias, tempestades, ventos e períodos de sol, a abordagem espiritual
propõe a observação do clima interior:
1 - As tempestades e a instabilidade representam
os momentos de raiva, ansiedade, conflitos internos, excesso de ruído mental ou
cargas emocionais densas.
2 - O vento espiritual ou sopro associado a
ideias novas, inspiração, renovação de ânimo ou clareza de pensamento é
descrito como tradições filosóficas e espiritualistas. É o Espírito como sopro
que transforma as pessoas e gera uma vida nova.
- O calor ou frio repentino são interpretados
por como sinais de conexão emocional, lembranças de entes queridos ou
sensibilidade ou ambientes. Lembra a oscilação da nossa vida. O ideal é o
equilíbrio e o bem-estar interior ou a paz.
- O céu limpo sem nuvens – simboliza a lucidez,
a pureza de coração, pois só os puros de coração verão a Deus.
Conclusão – É preciso
estar atento aos sinais do tempo, pois a nossa vida é tempo dos sinais. É
preciso aceitar as oportunidades e as ocasiões que Deus nos dá.
À margem:
Jesus parece censurar aqueles que sabem olhar
para o céu e ver os seus sinais meteorológicos, mas não conseguem olhar para o
Céu para seguir os planos ou desígnios divinos.
É preciso olhar mais além, mais alto, alargar
os horizontes.
Nós fomos feitos para olhar para cima, para o
céu.
Há dias alguém me perguntou por que razão o
porco era desprezado na cultura bíblica.
De facto, esse animal não é valorizado e a
sua carne é proibida. Parece que só serve para adubar os campos.
Tentei explicar que nas terras quentes a
carne dos suínos deteriora-se rapidamente e é perigosa para a saúde. Como
provocava intoxicações, concluíam que Deus não queria que fosse usada e por
isso foi proibida.
Assim pensava eu. Mas o meu interlocutor
acrescentou outro motivo:
- Porque o porco é o único animal da nossa
cultura que não consegue olhar para o céu.
De facto, os suínos andam de cabeça baixa sem
nunca fitar o alto dos céus.
O porco dá-nos uma grande lição: lembra-nos
que nós conseguimos olhar para o alto, alargar os nossos horizontes e ver os sinais
do céu.
E eu concluo – o porco anda de cabeça baixa porque
tem vergonha de não poder olhar para o céu.









