5ª feira – VIII semana comum
Ensinou como
ser discípulo
1) O cego está sentado
na valeta, mas põe-se de pé; De pé vão os discípulos de Jesus, mas querem sentar-se,
e não na valeta.
2) O cego deixa tudo (atira fora o manto), mas os
discípulos querem saber o que ganham por terem deixado tudo.
3) O cego está à beira do caminho, mas entra no caminho
para seguir Jesus no caminho de forma decidida. O jovem rico entra no caminho,
mas sai logo porque o caminho exige desprendimento.
Ensinou como
rezar
Ouvimos muito pouco sobre as pessoas que nosso Senhor
cura. Isso não é surpreendente. Os milagres são para nos revelar e nos ensinar
sobre o Senhor, não sobre aqueles que Ele curou. Mas, nesta pequena cena
Bartimeu nos ensina, de certa forma, mais do que Jesus.
1 - Ele nos ensina, primeiro, sobre a fé.
Agora, os cegos vivem constantemente pela fé. Eles confiam que o que não podem
ver e verificar com seus próprios olhos é real, verdadeiro e presente. O cego
Bartimeu vai ainda mais longe. Pela fé, ele viu mais claramente do que as
pessoas com visão ao seu redor. Ele clama: Jesus, filho de David, tem piedade de
mim. Muitos, se não a maioria, na multidão olhavam para Jesus com seus olhos e
viam apenas um homem, uma celebridade ou um milagreiro. Bartimeu, sem ver, viu
o Filho de David – isto é, o Messias.
2 - Ao mesmo tempo, Bartimeu nos ensina sobre a
oração, que é o fruto da fé. O seu clamor é uma oração básica: Jesus, filho
de David, tem piedade de mim. Essa aspiração contém o essencial. Primeiro, o
apelo pessoal: Jesus. Depois, uma confissão de fé: Filho de David – o Messias.
E, finalmente, uma petição: tem piedade de mim. A oração pode e deve ser tão
básica quanto isso.
3 - Bartimeu também mostra a perseverança
necessária para a oração. Muitos o repreenderam, dizendo-lhe para ficar em
silêncio. Mas ele continuou chamando ainda mais. O maior obstáculo na oração é a nossa própria falha em perseverar. As distrações do mundo agem como a multidão
que cerca Bartimeu. Elas, na verdade, nos repreendem, nos dizem para ficar em
silêncio, para continuar com coisas mais práticas, coisas mais importantes.
Elas nos tentam a nos desviar e desistir de nossos esforços. Bartimeu deu de
ombros e perseverou no seu apelo ao nosso Senhor. Nós também devemos.
4 - Jesus pergunta – que queres que te faça? Porquê? Para
provocar uma oração mais profunda. São Beda diz: Ele faz a pergunta,
para incitar o coração do cego a orar. Jesus sabe o que Bartimeu precisa.
Ele faz a pergunta não para ganhar novas informações, mas para abrir o coração
de Bartimeu para receber o que Ele deseja dar. Jesus não precisa saber, mas
Bartimeu precisa pensar sobre isso, sobre o que ele realmente deseja.
5 - O que nos leva a um ensinamento final de Bartimeu:
o Céu. A resposta de Bartimeu resume o anseio do coração humano: Mestre,
eu quero ver. Deus nos criou para ver. E não apenas para ver as coisas
deste mundo com os nossos olhos corporais, mas para vê-lo face a face. Ele quer
que usemos a nossa visão para e na eternidade. Em vez disso, ele segue Jesus no
caminho.
Conclusão:
Não pensemos em Bartimeu apenas como um pobre cego que
nosso Senhor curou. Ele não é um personagem passageiro, e é por isso que o
conhecemos pelo nome. Ele nos fornece um exemplo – de fé, de oração e do desejo
que todos nós devemos cultivar pelo Céu.







