terça-feira, 20 de abril de 2021

O Maná é Jesus


3ª feira – III semana da Páscoa


O Maná é Jesus

Jesus é o Maná

 

I

Na criação Deus faz germinar da terra o que o homem precisava para o seu sustento:
O vinho que alegra o coração do homem, o azeite que lhe faz brilhar o rosto e o pão que lhe robustece as forças. (Sl 103,15)

 

II

No Deserto os nossos pais comeram o maná, conforme está escrito: Deu-lhes a comer um pão que veio do céu. De facto, Moisés deu ao povo peregrino o Maná para a sua caminhada, mas não lhes deu o Pão que vem do Céu.

 

III

Tudo isto é prefiguração do definitivo Maná que o Pai do céu nos dá.

Jesus é o verdadeiro Maná, o pão que vem do céu, é o vinho da nova aliança e o azeite da misericórdia divina.

 

O pão = a fé

que dá a força – o sustento eterno

que nos torna fortes

 

O vinho = a caridade

que dá a alegria – o bem partilhado

que nos torna bons

 

O azeite = a esperança

que dá a luz – a misericórdia

que nos torna belos.

 

Assim como na criação Deus nos dá o pão, assim como na peregrinação do deserto nos dá o maná, também Deus nos dá o pão para a caminhada para a vida eterna – Jesus novo Maná, nossa fé, esperança e caridade.

 

Ver também:

Novo Maná

Páscoa e eucaristia

Identificações

Apedrejar

O melhor pão

 

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Pedir a vida eterna


2ª feira – III semana da Páscoa

No meu tempo de estudante de Teologia, na Universidade Católica Portuguesa, um colega perguntou ao professor de Liturgia:

- Por que é que a maioria das orações da liturgia (missal ou breviário) pede a vida eterna? 

E o professor, na sua calma, respondeu com outra pergunta:

- Alguém é capaz de dizer algo melhor para pedir a Deus do que a vida eterna?

 

Jesus, no trecho do Evangelho de hoje, recomenda:

- Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna e que o Filho do homem vos dará.

 

Pedir a vida eterna, ou trabalhar pelo pão eterno, não é divorciar-se da realidade, do quotidiano deste mundo, mas sim empenhar-se em construir o novo céu já aqui na terra.

Não temos nada melhor para pedir ou para trabalhar do que a vida eterna, do que os bens perenes ou os valores imortais.

 

Ver também:

À procura do PÃO

Do pão ao PÃO

Santo Estêvão

Curiosidade, interesse, amor

Derrubar os outros

Nasceu para servir

 

domingo, 18 de abril de 2021

Explicar as Escrituras


Ano B – III domingo de Páscoa

Jesus ressuscitado explica-nos as Escrituras.

Ele dissera: Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

Agora ressuscitado, revela-se tudo isso sem dizer uma palavra, mas apenas com gestos.

Ele mostra os pés, as mãos e o lado, para lembrar que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

- Mostra os pés – para dizer que é o CAMINHO, o nosso companheiro de viagem, mas o próprio caminho, pois nos leva ao Pai.

- Mostra as mãos – para dizer que é a VERDADE, pois aquilo que fazemos mostra a verdade de nós mesmos. Nós somos o que fazemos.

- Mostra o lado aberto – para dizer que é a VIDA. Do seu peito nasce a vida nova e a salvação para todos nós.

 

Mostremos também a Jesus os nossos pés, as nossas mãos e o nosso coração, para que ele veja a nossa vontade de:

- Seguir o seu caminho.

- Fazer as suas obras de verdade

- Amar a sua vida que ele nos deu.

 

Semana de Oração pelas Vocações

Da Mensagem do Papa:

São José: O sonho da vocação

- Sonho – Todos sonham realizar-se na vida – Ideal a tornar-se realidade – Caminho, pés

- Serviço – guardião de Jesus, de Maria e da Igreja. – Verdade, mãos, ação

- Fidelidade – justo e silencioso, preservando nos desígnios de Deus – Vida, coração fiel

 

Ver também:

Testemunhar e confirmar

Falar de Deus

Confiança e compromisso

À mesa com o ressuscitado

Mostrou-lhes as mãos

Mãos e pés

É sempre o mesmo

Jesus está presente

 

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Jesus fala de si


6ª feira – II semana da Páscoa

O episódio do Evangelho de hoje, mias do que um milagre, é uma tríplice revelação de Jesus. De facto, Jesus apresenta-se não tanto com palavras, mas com os seus gestos.

Ele revela-se quem é através daquilo que faz.

1º - Jesus é pão dos pobres.

O evangelista São João é o único a referir, e até por duas vezes, que o pão apresentado era de cevada. Era o pão dos pobres, porque mais barato ou acessível. Jesus é o alimento ou o sustento dos pobres peregrinos.

2º - Jesus é fermento.

O que faz crescer o pão é fermento. A multiplicação dos pães é a apresentação de Jesus como aquele que faz crescer ou aumentar o pão, isto é, o fermento. De facto, o reino dos Céus é o fermento que faz aumentar toda a massa.

3º - Jesus veio servir.

Depois de ter servido todos e a todos ter saciado, queriam levá-lo para ser rei, mas ele escapou-se. Ele veio para servir e não para ser servido.

 

Também nós hoje podemos ser como Jesus:

- Sustento dos pobres

- Fermento de vida

- Servos de todos

 

Ver também:

Pão e peixe

O Verbo fez-se pão

Jesus faz muito com o nosso pouco

Cinco refeições da alma

Cinco pães

Multiplicação da partilha

Dois peixes

Milagre ou simples partilha

Quando o pouco vira muito

Milagre do pão

Não só da palavra

Quantos pães temos

 

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Fiat voluntas tua


5ª feira – II semana da Páscoa


Deve obedecer-se antes a Deus que aos homens.

 


Isto pode ser interpretado de duas maneiras:


1ª – Atender a Deus sempre em primeiro lugar e não às ordens dos homens. Às vezes é preciso desobedecer aos homens para obedecer a Deus e nunca o contrário.

 

2ª – Cumprir a vontade de Deus e não esperar que Deus cumpra a nossa vontade. Nós devemos obedecer a Deus e não o contrário.

 

Ver também:

O amor é tudo

Obedecer a Deus

Obedecer antes

Dar ouvidos

Quem é da terra, da terra fala

O meu reino não é daqui

 

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Em poucas palavras


4ª feira – II semana da Páscoa

Deus veio ao mundo dos homens

e os homens fogem do mundo de Deus

 

Deus amou tanto, veio de tão longe, fez-se pobre, padeceu, sofreu a morte, ressuscitou… tudo isto para salvar o homem.

E o homem, o maior interessado disto tudo, não é capaz de fazer um mínimo esforço para se salvar?

Deus veio trazer a luz.

Por que é que o homem continua a preferir as trevas?

É por o homem ser precisamente assim que Deus veio até ele.

 

Ver também:

Resumo de toda a Bíblia

Por amor

Comunhão e missão

Só o amor salva

Amou de tal modo

 

O lírio de São José


Este lírio faz parte de uma tradição que vem de um dos Apócrifos, segundo o qual, o Sumo Sacerdote teria reunido os jovens de Jerusalém para saber qual deles seria o pai do Messias prometido. Cada um tinha um bastão de madeira; e a resposta de Deus seria dada pela flor que brotaria do bastão de um dos jovens, o que teria acontecido com o bastão de José. É uma bela tradição, mas a Igreja não tem condições de confirmá-la. O mais importante é que José foi de facto escolhido para ser o pai adotivo do Jesus Cristo.

O bordão florido de São José serve para explicitar duas realidades – uma graça e uma conquista.

 

1ª – Deus escolheu José.

O lírio florido foi um dom de Deus.

José foi escolhido por Deus para entrar no seu projeto de salvação (o bordão do escolhido devia florir para manifestar a escolha divina.

 

2ª – José conservou o lírio da pureza.

Foi uma conquista ou compromisso de José.

O lírio que segura na mão mostra que José foi fiel a esse compromisso. Assim nós proclamamo-lo como “castíssimo esposo da Virgem Maria”.

 

A nossa vocação ou a nossa missão na Igreja e no mundo é sempre um dom de Deus e ao mesmo tempo uma conquista, uma graça e uma conquista.

Ao olharmos para o bordão florido de São José peçamos-lhe ajuda para acolhermos a missão que Deus nos dá e a graça de sermos fiéis aos nossos compromissos.

 

Fundamentação bíblica

A origem do bastão florido é bíblica, está ligada à eleição de Aarão para o serviço do tabernáculo (Nn 17, 16-26). O bastão é símbolo de autoridade, é um instrumento para exprimir a escolha de Deus. Com o florescimento do próprio bastão, Aarão foi divinamente eleito para o serviço do Santuário.

“O Senhor disse a Moisés: Fala aos filhos de Israel e toma deles uma vara, uma vara por casa patriarcal, de todos os seus príncipes, pelas suas casas patriarcais: doze varas. Escreverás o nome de cada um na sua vara. Escreverás o nome de Aarão na vara de Levi, porque só haverá uma vara para cada chefe de casa patriarcal. Depositá-las-ás na tenda da reunião. Florescerá, então, a vara do homem que eu escolher… Moisés depositou as varas diante do Senhor na tenda do testemunho. Aconteceu no dia seguinte que, voltando Moisés à tenda do testemunho, eis que tinha florido a vara de Aarão, da vasa de Levi: germinara um botão, desabrochara em flores e fizera amadurecer amêndoas. Moisés mandou retirar de diante do Senhor todas as varas para diante de todos os filhos de Israel que as viram e cada um tomou a sua. Disse o Senhor a Moisés: tona a trazer a vara de Aarão diante do testemunho como guarda e sinal para os rebeldes, e poderás fazer cessar as suas murmurações contra mim…”





 

terça-feira, 13 de abril de 2021

O vento sopra onde quer


3ª feira – II semana da Páscoa

O vento sopra onde quer: ouves a sua voz, mas não sabes donde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito. (Jo 3,8)

 

O vento é como o Espírito Santo.

O Espírito Santo é como o vento.

 

O vento sopra onde quer

Sopra quando quer

Sopra para onde quer

Sopra como quer.

 

O vento é livre

É soberano

Tem voz

É misterioso

Tem força

Conduz

Ensina.

 

O vento só sopra a nosso favor quando estamos seguindo a direção correta.

É isto que aprendemos quando o vento sopra em nós.

 

À margem:

Do diário de Santa Teresinha do Menino Jesus: “Ao receber o Sacramento do Crisma não senti um vento impetuoso no momento da descida do Espírito Santo, mas antes aquela brisa ligeira, cujo murmúrio o profeta Elias ouviu sobre o Horeb. Nesse dia recebi a força para sofrer, porque logo depois devia começar o martírio da minha alma.”

 

Ver também:

As bênçãos vêm de cima

Abraçar a fé

Uma só alma e um só coração

Olhar para o alto

Nascer do alto