quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Milagre é aceitarmos a dor

 

Grande milagre é aceitar a dor

Virgem Santa Maria de Lurdes

XXXIV Dia Mundial do Doente

Qual é o maior milagre de Lurdes?

Nossa Senhora agiria contra a salvação das almas se curasse todas as doenças. Às vezes, ela o faz, porque é para o bem supremo daquela pessoa ser aliviada do sofrimento. Mas, normalmente, não é oportuno. É por isso que Nossa Senhora, que é a Mãe da Misericórdia, permite o sofrimento para algumas almas, porque é indispensável.

Mas há sempre um milagre pois Nossa Senhora faz nesses casos algo especial. Às pessoas doentes que ela não cura, ela oferece uma profunda conformidade à vontade de Deus e a aceitação de seus sofrimentos. Nunca ouvi falar de alguém que tenha ido a Lourdes e não tenha sido curado que tenha ficado com raiva e revoltado contra Deus. Pelo contrário, as pessoas que vão para lá voltam com uma enorme resignação, felizes por terem estado em Lourdes e visto outras pessoas serem curadas.

Ou seja, uma pessoa aceita voluntariamente o seu sofrimento em benefício de outra. Na minha opinião, isso também é um milagre. É a renúncia ao amor-próprio em prol do amor a Deus e ao próximo. Para uma pessoa, renunciar ao egoísmo humano é talvez um milagre maior do que as curas de doenças e as conversões.

Em Lourdes, existe um convento de freiras carmelitas contemplativas que oferecem as suas vidas para alcançar graças para a cura do corpo e da alma dos peregrinos que lá vão. Essas freiras nunca pedem cura para si mesmas e aceitam todas as doenças em troca da cura dos outros.

A maior lição de Lourdes, portanto, é a aceitação do sofrimento, seja ele uma doença física ou uma tristeza moral, se necessário para a nossa salvação. É muito difícil carregar a cruz do sofrimento com resignação. Sim, realmente é. Mas, nesses casos, temos o exemplo de Jesus no Jardim das Oliveiras, que orou: “Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua” (Lc 22,42). Esta é a postura que devemos adotar diante de nossos sofrimentos particulares. Se não for possível afastar o cálice, “seja feita a tua vontade, não a minha”. Uma graça virá para nos consolar, como o Anjo que veio consolar e fortalecer Nosso Senhor.

Aceitar a doença é o maior milagre possível. E o melhor de todos será aceitar isso com alegria e em benefícios dos outros.

Aceitar uma cura aparece mais fácil do que continuar a aceitar a doença.

Rezar por quem sofre mais do que nós é abrir ao mistério da cura nossa e do nosso próximo.

 

Em síntese:

1º - Fiquei doente e revoltei-me.

2º - Depois comecei a rezar pela minha cura, mas continuei na mesma.

2º - Descobri que o meu próximo tinha a mesma doença que eu e fiquei preocupado.

3º - Comecei a rezar apenas pela cura do meu próximo.

4º - Passei a aceitar a minha doença e senti-me em paz.

5º - Tenho a certeza de que Deus fará o resto, a mim e ao meu próximo, quando e como for melhor.

 

À margem 1

São Francisco de Sales costumava afirmar que o sofrimento é o oitavo sacramento. É tão indispensável que ele considerava que ninguém poderia ser salvo sem ele. O Cardeal Pedro Segura, Arcebispo de Sevilha, que era um admirável católico espanhol, contou-me certa vez sobre uma conversa que teve com o Papa Pio XI.

Pio XI gabou-se para ele de nunca ter ficado doente. O Cardeal respondeu: “Então, Vossa Santidade não tem o sinal da alma eleita”. O Papa ficou surpreso, mas o Cardeal Segura foi resoluto: “Não existe alma predestinada que não sofra profundamente com alguma doença pelo menos uma vez na vida. Se Vossa Santidade nunca teve nenhum problema de saúde, não tem o sinal da alma eleita”. Alguns dias depois, Pio XI sofreu um forte ataque cardíaco. De sua cama, escreveu uma mensagem ao Cardeal Segura, dizendo: “Vossa Eminência, agora eu também tenho o sinal da alma eleita”. Concordo com o Cardeal Segura que o sofrimento – seja físico ou moral – é o sinal da alma eleita.

 

À margem 2:

A compaixão do samaritano: amar carregando a dor do outro

Da Mensagem do Papa Leão XIV para o XXXIV Dia Mundial do Doente:

“Jesus não ensina quem é o próximo, ou seja, como nos tornar-nos nós mesmos próximos. A este respeito, podemos afirmar, com Santo Agostinho, que o Senhor não quis ensinar quem era o próximo daquele homem, mas a quem ele devia tornar-se próximo. Na verdade, ninguém é próximo de outro enquanto não se aproxima voluntariamente dele. Por isso, fez-se próximo aquele que teve misericórdia.

O amor não é passivo, mas vai ao encontro do outro; ser próximo não depende da proximidade física ou social, mas da decisão de amar.

O samaritano aproxima-se, cura, responsabiliza-se e cuida. Ele não o faz sozinho, individualmente: o samaritano procurou um estalajadeiro que pudesse cuidar daquele homem, como nós estamos chamados a convidar outros a encontrar-nos num nós mais forte do que a soma de pequenas individualidades.

O verdadeiro remédio para as feridas da humanidade é um estilo de vida baseado no amor fraterno, que tem as suas raízes no amor de Deus.

Que nunca falte no nosso estilo de vida esta dimensão fraterna, samaritana, inclusiva, corajosa, comprometida e solidária, que tem a sua raiz mais íntima na nossa união com Deus, na fé em Jesus Cristo. Inflamados por esse amor divino, poderemos realmente entregar-nos em favor de todos os que sofrem, especialmente dos nossos irmãos doentes, idosos e aflitos.”

 

Ver também:

Mensagem e compromisso

Com um sorriso

Dia do doente

Ave de Lurdes

Os pés de Maria

Remédio original

Aceita que dói menos

Fores e espinhos

Senhora de Lurdes

N. Sra. de Lurdes

Dia Mundial do doente

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Atrás de um grande santo...

 

Por detrás de um grande santo

há sempre uma grande santa.


Santa Escolástica, Virgem (480-547)

Santa Escolástica na Capela de Sant'Anna, Monte Cassino


Escolástica consagrou-se ao Senhor, desde muito jovem, vivendo à sombra do seu irmão gémeo Bento, pai do monacato ocidental.

São Bento, por meio dos seus monges, foi por excelência o missionário que levou a civilização cristã aos bárbaros germânicos. Por um lado, deu um grande impulso à evangelização que conquistou os povos da Europa Ocidental e Central, bem como os da Península Escandinava e da Europa Oriental.

Por outro lado, estabeleceu uma rede de mosteiros por toda a Europa que difundiu a moral e a mentalidade católica, o progresso, a cultura, a agricultura e a indústria. Por causa disso, um novo mundo nasceu. A graça penetrou as raízes da árvore social e deu o fruto maravilhoso que foi a Europa.

Por isso São Paulo VI declarou-o construtor e padroeiro da Europa.

Na base da civilização europeia encontramos São Bento e, pelos méritos das suas orações e contemplação, Santa Escolástica.

Santa Escolástica fundou uma ordem de religiosas que não se dedicavam ao trabalho social nem ao ensino do catecismo. Segundo a mentalidade moderna, elas não realizaram nenhum trabalho útil. No entanto, fizeram algo muito mais importante: oravam e se sacrificavam. Com o seu exemplo e o seu silêncio e humildade, transmitiram a seguinte mensagem: se o apostolado do ramo masculino foi tão fecundo, foi porque havia um ramo feminino que orava, contemplava e oferecia sacrifícios.

É confirmado assim o dito de que por detrás de um grande homem há sempre uma grande mulher. Ou por detrás de um grande santo, encontramos sempre uma grande santa.

A história é escrita não só pela vida ativa, mas também pela vida contemplativa, não só pelo que se prega, mas também pelo que se reza, por aquilo que se faz, mas também pelo que se sacrifica.

 

À margem:

Santa Escolástica, irmã gémea de São Bento. Os dois partilharam o seio materno, o berço, a família, a vida, a consagração, a sepultura, a santidade e a eternidade.

O seu nome faz jus à escola, lugar onde se ensina e se aprende, onde nos tornamos sábios.

Santa Escolástica fez da sua vida uma escola.

Na terra aprendeu na escola da vida.

Agora no céu ensina-nos na escola da santidade.

 

Ver também:

Quem mais reza, mais pode

 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Porquê na orla do Manto?


2ª feira – V semana comum

Colocavam os enfermos nas praças públicas e pediam que os deixasse tocar-lhe ao menos na orla do manto.

Porquê na orla do manto?

- Porque a orla é a parte inferior do manto e todos tinham de se abaixar para chegar lá.

- Sinal de humildade, de reverência e simplicidade.

- Porque ao pé de Jesus todos se sentiam pequeninos.

- Porque ninguém queria apoderar-se de Jesus só para si.

- Porque o pouco de Deus já é muito.

 

À margem 1

Às vezes é preciso que Jesus nos toque para ficarmos curados.

Outros vezes é preciso ir tocar nele, nem que seja na orla do seu manto, para ficarmos curados.

Na página do Evangelho de hoje, todos os que o tocavam ou eram tocados por ele ficavam curados.

Ah, quem me dera que ainda hoje assim fosse!

Santa Teresa de Ávila lembrava que nós até estamos hoje em situação privilegiada.

Quando Jesus andava neste mundo, só o tocar as suas vestes sarava os enfermos. Por isso levavam os doentes para a sua casa, para que eles o tocassem ou fossem tocados por ele.

Hoje é muito mais fácil para nós que esses milagres aconteçam.

Estando assim dentro de nós através da comunhão eucarística, ele nos dará o que lhe pedirmos estando Ele em nossa casa. De facto, ele não costuma pagar mal a pousada quando lhe dão boa hospedagem.

Não temos motivo para invejar a página do Evangelho de hoje. Porque tendo recebido Jesus em comunhão nós tocamos nele, não só na orla do seu manto, pois o nosso coração toca no seu coração e ele no nosso.

 

À margem 2

Deus conta com a nossa colaboração para se aproximar de outras pessoas ou para que elas se aproximem dele.

 

Ver também:

Tocar o manto e curar-se

Pôr ao alcance

Tocar e ser tocado

Todos queriam tocar

Tocar em Jesus

Na orla da capa

 

domingo, 8 de fevereiro de 2026

A velocidade da luz


Ano A – V domingo comum

 

Jesus diz-nos:

- Vós sois o sal da terra

- Vós sois a luz do mundo

A nossa missão como cristãos é:

- Dar sabor, dar sentido

- Iluminar, brilhar

 

1º - Deus conta connosco como sal.

O sal não perde o seu sabor, mantém-se fiel à sua missão, senão é jogado fora.

Não é usado por perder o seu sabor.

Perde o seu sabor porque não é usado, como se fosse deitado fora.

Estás a se pisado, maltratado? Quem sabe se não estás a cumprir a tua missão? Podes estar a ser como o sal sem sabor que só serve para ser calcado.

 

2º - Deus conta connosco como luz do mundo.

O que mais me impressiona na luz não é o seu brilho nem a sua claridade. Não é a sua capacidade de iluminar nem a capacidade de brilhar. Não é o facto de iluminar ou de ser iluminado que mais admiro numa luz.

O que mais me impressiona é a sua velocidade:

Considerando que a velocidade da luz é a velocidade máxima que um objeto pode atingir, então Deus ao nos chamar luz, está a dizer que somos feitos para a velocidade.

A velocidade da luz é de 300.000 Km por segundo. Por exemplo a luz do sol leva em média 8 minutos e 20 segundos para chegar à Terra. (Ou seja, a luz do sol percorre uma distância média de 150 milhões de quilómetros a uma velocidade aproximada de de300.000Km por segundo para chegar até à Terra).

A luz viaja mais rápido do que o som (o som viaja a 342 metros por segundo). Não são as palavras que salvam e ajudam o mundo, mas a nossa luz, a rapidez e a prontidão das nossas ações. O bem não faz barulho e o barulho não faz bem. A luz não faz barulho, não fala, brilha apenas e vai longe e depressa.

Deus não espera que sejamos como o som, mas como a luz que é muito mais veloz: Deus fez-nos luz para viajar mais depressa ao encontro de quem precisa.

 

Ver também:

A nossa missão é ser luz

As três verdades da luz

Sem sal não há salvação

Ajudar a ver e a saborear

O importante é ser saLuz

Onde houver trevas

Três vezes lusitanos

Propriedades do sal

A lâmpada não fala, brilha

A lâmpada é a caridade

Salbedoria

Nova tradução

Sal e luz

Tende sal em vós mesmos

O sal da sabedoria

Lâmpada no candelabro

Ser sal

Vós sois luz do mundo

Vós sois o sal da terra

Ser luz

Candeia no candelabro

 

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Caminhar chorando

Nas minhas caminhadas ao fim da tarde cruzo-me com pessoas felizes e outras infelizes, com gente alegre e outra triste, com homens sensíveis e outros indiferentes…

Tenho visto muitos sorrisos, mas também muitas lágrimas. À primeira vista pensava que eram lágrimas provocadas pelo vento no rosto ou então gotas de suor por causa do calor ou do esforço, ou pingos da chuva escorrendo pelo rosto… mas os óculos de sol não conseguiam disfarçar tudo.

São lágrimas verdadeiras.

Não sei se essas pessoas caminham chorando ou se choram caminhando.

As lágrimas purificam-nos e levam-nos mais longe.

Não se chega ao céu sem lágrimas.

De facto, a melhor maneira de chorar é a caminhar.

E se Deus é capaz de contar os cabelos da nossa cabeça, com certeza contará também as nossas lágrimas e os nossos passos.

Vem a propósito um texto de Raul Minh’alma:

“Se sentes que precisas, chora, mas chora andando.

Chora olhando em frente.

Chora de cabeça erguida.

Sei que as coisas podem estar difíceis, mas parar não vai melhorá-las, desanimar não vai resolvê-las e desistir não é opção.

Por isso, apanha os cacos e segue.

Embrulha a dor e continua a caminhar.

Chora pelo caminho.

Lá mais à frente, quando a tormenta já tiver ficado para trás, vais agradecer não ter parado e vais perceber, finalmente, que não estás sozinho, que nunca estiveste sozinho e que és mais forte do que pensas.”

Há determinados caminhos que só podem ser enxergados pelos olhos lavados pelas lágrimas ou ampliadas com as lentas das lágrimas.

Nas nossas caminhadas deixamos pegadas na poeira da estrada, deixamos gotas de suor e de canseiras, mas também deixamos rastos de lágrimas e de felicidade.

 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

De Samurai a Mártir Cristão


Santos Paulo Miki e companheiros, mártires

São Paulo Miki e 25 companheiros mártires do Japão, crucificados no ano 1597 em Nagasaki. Alguns eram estrangeiros e outros eram catequistas nativos.

 

São Paulo Miki detém muitos recordes:

- Foi o primeiro mártir cristão do Japão — japonês, não um missionário estrangeiro.

- Foi também o primeiro religioso da Terra do Sol Nascente, embora não tenha podido ser ordenado sacerdote devido à ausência de bispo.

- Paulo nasceu em 1556 em Hyago, a norte de Osaka, numa família de samurais convertida por São Francisco Xavier, que passou dois anos no país por volta de 1550, levando para lá pela primeira vez a Companhia de Jesus. Trinta anos depois, a comunidade cristã local já contava com 200.000 fiéis.

- Aos cinco anos de idade, Paulo foi batizado e enviado para estudar com os jesuítas, dos quais nunca se separará.

- Devido à sua língua e cultura, encontrou grande dificuldade em aprender latim, mas, em contrapartida, tornou-se um especialista na religião local, o que o tornou um excelente pregador, capaz de dialogar com as autoridades budistas.

- O clima naqueles anos era turbulento, e Paulo regressou a casa ainda mais cheio do amor de Jesus: visitou os quatro cantos do país, levando a Palavra e inspirando muitas conversões.

- Subitamente, porém, a situação altera-se: tanto devido ao comportamento dos marinheiros cristãos espanhóis que chegaram ao Japão como às divergências entre as ordens missionárias que aí se estabeleceram, de modo que em 1596 o regente imperial (Kampaku) Toyotomi Hideyoshi inicia uma violenta perseguição anticristã.

- Paulo é preso e na prisão encontra seis franciscanos, os dois futuros jesuítas que professariam os seus votos poucas horas antes de morrerem, e 17 leigos convertidos, entre os quais dois rapazes muito jovens.

- O martírio: como Jesus na cruz – Ao todo, 26 mártires morreram crucificados na cruz japonesa, mortos com lanças sem lhe serem pregados, na colina de Nishizaka, em Nagasaki, a 5 de fevereiro de 1597. A partir da cruz, Paulo perdoará os seus executores e proferirá um sermão final e apaixonado, convidando todos a seguirem Cristo para encontrarem a salvação. E, tal como Cristo, pouco antes de dar o seu último suspiro, invoca Deus Pai, em cujas mãos entregou o seu espírito.

- Foi proclamado santo três séculos depois pelo Papa Pio IX.

 

Conclusão:

Os mártires de Nagasaki ensinam-nos que:

1º - Fé e coragem são inseparáveis – Mesmo diante de torturas e da morte, permaneceram firmes no testemunho de Jesus Cristo.

2º - O perdão é um ato de amor – como São Paulo Miki, eles perdoaram os seus perseguidores, mostrando o poder transformador da fé cristã.

3º - A unidade supera diferenças culturais – O grupo era composto por pessoas de diversas origens e idades, unidas pela mesma fé.

4º - O sangue dos mártires nunca é derramado em vão, como escreveu Tertuliano – O sangue dos mártires é semente dos cristãos. Às vezes é preciso esperar séculos, mas o mal não terá a última palavra.

 

Ver também:

O milagre de são Paulo Miki

Paulo Miki e companheiros

 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

O Véu de Santa Águeda


Santa Águeda, Virgem e Mártir (+ 251)

O véu da santa e a santa do véu


Diz-se que Santa Águeda usava um véu no dia do seu martírio.

- Alguns dizem que o véu pertencia a uma senhora que cobriu Águeda no momento dos seus tormentos tapando o peito donde lhe cortaram os seios, em sinal de pudor e de compaixão.

- Outros dizem que fazia parte da vestimenta da santa que, usando o véu por cima de uma túnica branca, indicaria a sua consagração a Deus e a sua virgindade.

- Outros ainda sustentam que o véu era branco e ficou vermelho ao passar pelos carvões incendiados e pelo sangue derramado, ícone do seu martírio.

- Independentemente da sua origem, o véu ficaria mais famoso um ano depois do martírio de Águeda, quando esta relíquia foi utilizada para pedir a intercessão da Santa, no que ficou conhecido como o “milagre do vulcão”.

 

O Milagre do Vulcão

O vulcão Etna começou a entrar em estado de erupção e, como é compreensível, os habitantes da cidade ficaram assustados com a situação.

Pegaram então o véu que tinha sido de Santa Águeda e o levaram ao vulcão em oração, pedindo que, se aquele véu ajudou a aliviar de alguma maneira os sofrimentos de Águeda, que ela conseguisse também de Deus o alívio desse susto que estavam passando.

E os habitantes da cidade foram ouvidos, porque a lava cessou e o vulcão ficou dormente de novo. E conta-se que não foi apenas nessa ocasião que Santa Águeda, por meio dessa relíquia, conseguiu o alívio dos sofrimentos da população.

 

Que Santa Águeda lance sobre nós o seu véu

Para nos manter íntegros para Deus

E nos dê coragem e força para vencer as tentações e as adversidades.

 

Ver também:

Bons cristãos e cristãos bons

Santa Águeda