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quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Padre é mais que Pai


Faz hoje 95 anos que o Padre Leão Dehon terminou a sua missão aqui na terra como Sacerdote do Coração de Jesus e partiu para o Céu.

 

Faz hoje 36 anos que eu, humilde trabalhador da vide do Senhor, iniciei a minha missão como Sacerdote do Coração de Jesus, sendo ordenado padre para a Igreja.

 

O Pe. Dehon, como Fundador, é o nosso Pai Espiritual, deixando-nos como herança o carisma da nossa vocação.

 

Padre, quer dizer Pai, mas é muito mais do que isso.

“Deus revestiu os sacerdotes de encargos superiores aos dos próprios pais.

Entre ambos existe diferença tão grande como a existência entre a vida presente e a futura.

Estes geram a vida presente, aqueles a futura.

E conquanto estes não consigam preservar seus filhos da morte e de qualquer doença sequer, aqueles, muitas vezes, já salvaram almas do perigo de se perderem. E isso, uma vez usando de suave censura, outra vez usando da força da punição e da oração.

Pois não só por ocasião de nos fazerem renascer, mas também em seguida possuem o poder de perdoar-nos os nossos pecados.

Ainda mais. Os pais não conseguem salvar os filhos do castigo, quando os mesmos ofenderam superiores ou soberanos.

Entretanto os sacerdotes, muitas vezes, conseguem apaziguar e reconciliar os homens com o próprio Deus…”

(Cf. São João Crisóstomo, + 407, Sobre O Sacerdócio)


 

Ver também:

Jubileu Sacerdotal

Aos 25 anos

 

 


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Patrono dos párocos


Santo Cura de Ars, patrono e modelo dos párocos.
























Se todos os pregadores fossem como o Cura de Ars, o mundo estaria diferente.

- Por que o mundo não é como deveria ser?
- Porque os pregadores não pregam o que deveriam pregar.

- E por que não pregam o que deveriam pregar?
- Porque não são o que deveriam ser.

- E porque não são o que deveriam ser?
- Porque em vez de influenciar ou mudar o mundo, são influenciados e mudados pelo mundo.

- E porque são influenciados pelo mundo?
- Porque agem sozinhos em vez de estarem unidos a Deus.

- E porque não estão unidos a Deus?
- Porque pensam que são fortes e poderosos.

- E porque não são humildes e simples?
- Porque é fraca a sua fé.

- E porque não é maior a sua fé?
- Porque não são diferentes do mundo.

- E porque é que o mundo é assim?
- Porque os pregadores não são como o Cura de Ars, pois se o fossem o mundo seria diferente.

- E porque é que o mundo não é como deveria ser?
- Porque os pregadores não pregam o que deveriam pregar.

… como era no princípio, agora e sempre…



segunda-feira, 31 de maio de 2010

Mediação dos Sacerdotes


Jesus vem até nós através dos homens, sobretudo pelos sacramentos.
Neles actua Jesus por meio dos sacerdotes.
Comunica a Sua graça de modo ordinário por meio do Baptismo, da Eucaristia, da Confissão e dos outros sacramentos.

Dois amigos foram à missa e ambos foram à comunhão.
Um deles não era muito praticante e o amigo felicitou-o por ter ido comungar e se ter confessado. O outro respondeu:
– Eu confessei-me a Deus, porque os meus pecados são coisa entre mim e Ele e o padre não tem nada que se meter.
O colega, que não era tonto, disse-lhe:
– Mas tens de levar esse raciocínio até ao fim. Não deves ir receber a comunhão das mãos do sacerdote. Tu próprio pegas no pão e dizes as palavras da missa e comungas depois.
O outro percebeu a estupidez da desculpa que tinha dado.

Jesus quis servir-se de intermediários.
Ao instituir os sacramentos, deu-lhes a força para nos comunicarem a graça, se os homens os realizam ou recebem como Ele os instituiu.
Neles Jesus actua ainda hoje servindo-Se do ministério dos sacerdotes.
Podia ter feito doutro modo? Sem dúvida.
Mas a Igreja e cada homem têm de respeitar a vontade de Jesus, aquilo que ensinou e instituiu. Se alguém se deixa cegar pelo orgulho não pode acolher a graça.

Inspirado em http://www.cliturgica.org/artigo

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Virtudes Sacerdotais

No dia da Festa de Santa Catarina de Sena, Doutora da Igreja e Padroeira da Europa, recordamos um dos seus escritos que encaixa bem neste Ano Sacerdotal que estamos a celebrar:

(28.6.4 - Visão de Catarina)

Virtudes sacerdotais
"Filha querida, disse tais coisas para que melhor compreendas a dignidade dos meus ministros e chores com mais amargor os seus pecados. Se os ministros meditassem sobre a própria dignidade, não viveriam em pecado mortal, não manchariam a sua alma. Se eles não me ofendessem, se não pecassem contra a própria dignidade, se não entregassem até o corpo para ser queimado, mesmo assim não me agradeceriam suficientemente pelo dom que receberam. Neste mundo é impossível uma dignidade maior. São ungidos meus, meus cristos, postos por mim na função de ministros, flores perfumadas na hierarquia da santa Igreja. Nem os anjos possuem dignidade igual a esta concedida aos homens, na pessoa dos sacerdotes.
Coloquei-os como anjos na terra, e como tais devem viver. De todos os homens exijo pureza e amor; todos devem amar-me e amar o próximo; todos devem socorrer o irmão naquilo que lhes for possível com orações e obras de caridade. Mas dos meus ministros peço pureza maior, maior amor por mim e pelos homens. Que distribuam o Corpo e Sangue do meu Filho com grande desejo da salvação da humanidade, para glória do meu nome. Da mesma forma como eles querem limpo o cálice usado no sacrifício eucarístico, também eu quero que sejam puros os seus corações, as suas almas, os seus pensamentos. Igualmente os seus corpos - instrumentos da alma - hão-de ser possuídos em perfeita pureza. Não quero que se envolvam na lama da luxúria, nem que se mostrem inflados de orgulho na procura de cargos prelatícios ou cheios de rancor por si mesmos e pelos outros. A insatisfação pessoal costuma manifestar-se sobre os outros; quando impacientes, os ministros terminarão dando maus exemplos, não se preocuparão em livrar os homens das mãos do demónio, não se dedicarão com esforço ao ministério do Corpo e Sangue do meu Filho, não distribuirão a luz da eucaristia na forma explicada.
Filha querida, compreendes quanto o pecado contra a natureza me desagrada em qualquer pessoa; mas entenderás também que muito mais me desgosta quando é praticado por aqueles que escolhi para a vida de continência. Uns abandonaram o mundo e se fizeram religiosos; outros são diocesanos. Entre eles acham-se os ministros. Jamais entenderás como tal vício, cometido por eles, ofende-me muito mais do que quando feito pelos leigos em geral e pelos leigos consagrados. Os ministros são lâmpadas colocadas sobre o candelabro e devem iluminar pelo ministério eucarístico, pela virtude, pelo bom exemplo. Mas de facto espalham a escuridão e vivem na escuridão. Por causa de sua soberba e impureza, nada entendem das Escrituras, a não ser em sua veste exterior, literária."

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Oração pelos Sacerdotes

Em Quinta-feira Santa, Dia do Sacerdócio, elevo a minha prece pelos sacerdotes em todo o mundo:


Ao nosso Santo Padre, o Papa,
dá-lhe o teu Coração de Bom Pastor, Senhor!

Aos Bispos, sucessores dos Apóstolos,
dá-lhes a solicitude paternal, Senhor!

Aos Párocos, ensina-lhes a servir como tu
que vieste para servir e dar a vida, Senhor!

Aos Confessores e Directores Espirituais,
fá-los instrumentos dóceis do teu Espírito, Senhor!

Aos Sacerdotes que pregam a tua palavra.
faz com que a comuniquem com a vida, Senhor!

Aos que trabalham com a juventude,
faz com que os comprometam contigo, Senhor!

Aos que trabalham com os pobre,
faz com que te vejam e sirvam neles, Senhor!

Aos Sacerdotes em terras de Missão,
dá-lhes ardor apostólico, Senhor!

Aos que assistem aos doentes,
faz com que lhes ensinem o valor do sofrimento, Senhor!

Aos Sacerdotes pobres
socorre-os, Senhor!

Aos Sacerdotes idosos
dá-lhes alegria e esperança, Senhor!

Aos Sacerdotes aflitos e atribulados
consola-os, Senhor!

Aos sacerdotes que estão em crise
mostra-lhes o teu caminho, Senhor!

Dos sacerdotes caluniados e perseguidos
defende a sua causa, Senhor!

Aos que aspiram ao Sacerdócio
dá-lhes fidelidade a ti e à sua vocação, Senhor!

A todos os Sacerdotes
dá-lhes obediência e amor à tua Igreja, Senhor!

A cada Sacerdote
Dá a plenitude do teu Espírito, Senhor!

(Adaptado de Opus Christi salvatoris Mundi, www.mstpm.com. Missionário Servos dos Pobres do Terceiro Mundo)

sábado, 20 de março de 2010

Ser Padre é isto

Apontar o caminho a quem procura
Chegar a casa, ao fim de cada dia;
Pregar o bem a toda a criatura;
Abrir na terra fontes de alegria.

Erguer ao céu, nas mãos, a Hóstia Pura
E o Cálix da Divina Eucaristia;
Subir com Cristo a rua da amargura;
Junto da cruz fazer-lhe companhia:

Ser Padre é isto! É ser o Bom Pastor,
De montanha em montanha, dor em dor,
Dar rosas de ouro às almas entre abrolhos.

Quem no Padre não vê Jesus que passa,
Passa longe dos Anjos e da Graça,
Como cego que a Deus refeche os olhos.

Soneto de Monsenhor Moreira das Neves

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Ser Padre

Ser Padre!
Trazer os olhos cheios de ternura,
De noite e dia, prontos a chorar,
Como duas cisternas de água pura,
Por sobre a vida, esse deserto em brasa
Que tanta vez não tem a sombra de uma asa
Nem um beijo do céu num raio de luar!

Ser Padre!
Dar os braços aos braços sucumbidos
E erguê-los como se erguem as ogivas;
Pô-los a defender os perseguidos
E a consolar a dor das mãos cativas.

Ser Padre!
Encontrar um mendigo de pés nus,
E, sem jamais lhe perguntar o nome,
Matar-lhe a sede e a fome,
Dar-lhe sandálias, encostá-lo ao peito
E adormecê-lo entre lençóis de linho,
Como se fosse o corpo de Jesus
Que, todo em suor e exausto do caminho,
Nos viesse pedir o próprio leito!

Ser Padre!
Passar na rua e ser escarnecido,
Ser cuspido na face e continuar,
Como se nada houvera acontecido!

Ser Padre!
É ser na terra apenas isto,
Isto que é tudo, à luz dos claros céus:
A presença de Cristo
E a projecção de Deus!


(Monsenhor Moreira das Neves)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Dez Prioridades dos Presbíteros

As prioridades dos Presbíteros, segundo Mons K. Hemmerle, Bispo de Aix-la-Chapelle e M Breuning, Bispo de Bonn, são as seguintes:

1. O meu modo de viver como presbítero é mais importante do que tudo aquilo que possa fazer como presbítero.

2. O que Cristo faz em mim é mais importante que tudo o que possa eu fazer por mim mesmo.

3. Viver a unidade no presbitério é mais importante do que deixar-me absorver pelo meu trabalho em solidão.

4. O serviço da oração e da Palavra é mais importante do que o serviço das mesas.

5. Acompanhar espiritualmente os colaboradores é mais importante do que fazer por si mesmo e sozinho o máximo de trabalho possível.

6. Brilhar e estar totalmente presente em poucos lugares é mais importante do que querer estar à pressa e mal em todas as partes.

7. Agir em unidade é mais importante do que agir isoladamente mesmo que seja de maneira perfeita; a colaboração é mais importante do que o trabalho solitário.

8. A comunhão é mais importante do que a acção.

9. A cruz, já que é mais fecunda, é mais importante do que a eficácia.

10. A visão aberta do conjunto (de toda a comunidade, da diocese, da igreja universal) é mais importante do que a atenção aos interesses particulares.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Ser Fiel

O Papa Bento XVI ao promover este Ano Sacerdotal apresentou também o seu lema:

Fidelidade de Cristo,

fidelidade do sacerdote.


Como glosa deste tema, lembro um texto de Mário Branco, há alguns anos musicado por Mário Silva:

Quero ser fiel até ao fim
da aventura a que me dei!
Entre Deus e mim
só o amor é lei.

Ser fiel como a árvore ao chão,
Ser fiel como o pássaro ao ar,
Ser fiel como a luz ao sol irmão,
Ser fiel como o rio ao grande mar.

Se tudo for negrume nos espaços,
Esperarei em paz que o sol desponte;
E se a montanha me tolher os passos,
Contornarei a base do alto monte.

Se acaso me vencer o abatimento,
Sentar-me-ei na berma da estrada
O tempo só de recobrar o alento
Para continuar a caminhada.

Se à minha volta ouvir quem me censure
Levantarei os olhos para o alto
E, com a força que me vem da altura,
Seguirei sem temor nem sobressalto.

Quando chegar a noite sem manhã,
Na morte recebida com amor,
O silêncio total então será
P meu último sim dito ao Senhor.

Se é certo que a fraqueza me arrastou,
Através da existência tão vulgar,
Procurarei ser fiel! Tanto bastou
Para ficar em paz e confiar.

Assediado dos cuidados meus,
Na minha vida triste sou feliz;
Sendo fiel a mim e ao próprio Deus
Serei fiel à Fonte e à Raiz.

Na aridez do deserto há um caminho
E em toda a escuridão brilha uma luza!
Nunca me vi perdido nem sozinho,
Dentro de mim é Deus quem me conduz.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

As mãos do Sacerdote


Este texto, aqui adaptado, é dos séculos passados. Era proclamado nas Missas Novas (festa da primeira missa de um novo Sacerdote) aquando do gesto do Beija-mãos.
Recordo-me de, na minha infância, cumprimentar o meu Pároco dando-lhe um beijo na mão...

AS MÃOS DO SACERDOTE

As mãos do Sacerdote, consagradas na Ordenação Sacerdotal,
são mãos humanas tornadas divinas.

Todas as mãos são santas quando praticam o bem,
mas as do Sacerdote são-no ainda por um outro título.
Ungidas pelo óleo sagrado,
tornaram-se santas e santificadoras.

Quem derrama sobre as nossas cabeças a água baptismal
que nos faz cristãos e filhos de Deus?
As mãos do Sacerdote!

Quem traça sobre a nossa fronte humilhada
a cruz bendita do perdão no Sacramento da Penitência?
As mãos do Sacerdote!

Quem sacia as nossas almas famintas
com o Pão dos Anjos, a sagrada Eucaristia?
As mãos do Sacerdote!

Quem unge o nosso corpo, na doença,
com óleo santo que purifica a alma e reanima o corpo?
As mãos do Sacerdote!

Quem traça sobre as mãos dadas dos noivos a cruz do Amor,
penhor da fidelidade e de bênção para o novo lar?
As mãos do Sacerdote!

Quem lança sobre a campa silenciosa e fria dos nossos mortos
a última bênção, a última prece?
As mãos do Sacerdote!

As mãos do Sacerdote são as mãos do próprio Jesus,
mãos benditas, mãos trespassadas, mãos taumaturgas,
mãos de um homem com o poder
e a santidade das mãos de Deus!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Credo dos Sacerdotes

CREMOS que Deus nos escolheu, antes da criação do mundo, para viver no amor e estar na sua presença (Ef 1,4).

CREMOS que Deus aos que de antemão conheceu, também os predestinou a ser como seu Filho (Rm 8,29).

CREMOS que Deus, que nos escolheu desde o seio materno e nos chamou por seu muito amor, se dignou revelar-nos o seu Filho para O anunciarmos (Gal 1,15-16).

CREMOS que Jesus Cristo nos considerou dignos de confiança ao chamar-nos para o seu serviço (1Tim 1,12).

CREMOS que somos servos de Cristo Jesus e apóstolos por chamamento de Deus, escolhidos para proclamar o Evangelho do Senhor (Rm 1,1).

CREMOS que Deus escolheu aquilo que o mundo tem por débil, para confundir os fortes, para que acreditemos, não já pela sabedoria de um homem, mas pelo poder de Deus (1Cor 1,27;2,5).

CREMOS que em cada um o Espírito Santo revela a sua presença, concedendo-lhe um dom para o bem de todos (1Cor 12,7).

CREMOS que devemos viver de acordo com a vocação que recebemos, sendo humildes, dóceis e pacientes, a fim de crescermos em tudo em direcção Àquele que é a Cabeça, Cristo (Ef 4,1-2.16).

CREMOS que Deus dispõe todas as coisas para o bem daqueles que O amam para os que Ele chamou segundo a sua vontade (Rm 8,28).

CREMOS que Deus, que começou em nós a boa obra, há-de levá-la à perfeição até ao dia de Cristo Jesus, porque Ele, que nos chamou, é fiel, e é Ele quem vai agir (Fil 1,6; 1Ts 5,24).

domingo, 22 de novembro de 2009

Dez Sacerdotes

Uma história sempre actual

Dez sacerdotes reuniram-se em retiro num Seminário para renovar os seus compromissos sacerdotais, mas um afastou-se por calcular o custo desse sacrifício e ficaram apenas nove.

Nove sacerdotes analisaram em assembleia a situação do mundo, mas um manifestou-se desiludido e ficaram apenas oito.

Oito sacerdotes aprenderam novas técnicas de pregação, mas um preferiu ir cuidar da sua fazenda e ficaram apenas sete.

Sete sacerdotes partiram em missão pelo mundo além, mas um olhou para trás com saudades e ficaram apenas seis.

Seis sacerdotes andavam entusiasmados com o seu apostolado, mas um cansou-se de não ver o resultado desejado e ficaram apenas cinco.

Cinco sacerdotes idealistas misturaram-se com o povo, mas um não resistiu ao choque cultural e ficaram apenas quatro.

Quatro sacerdotes andavam super-ocupados com a sua igreja, mas um não resistiu ao cansaço e ficaram apenas três.

Três sacerdotes ajudavam-se mutuamente na sua acção pastoral, mas um foi de férias e não mais voltou e ficaram apenas dois.

Dois sacerdotes com muita experiência faziam maravilhas por onde passavam, mas o coração de um não resistiu e ficou apenas um.

Um sacerdote já idoso vai fazendo aquilo que pode, mas o trabalho é muito, quem irá ajudá-lo? Eu!

Eu estava disposto a fazer alguma coisa em favor dos outros, mas senti-me incapaz e não houve quem me apoiasse, ninguém!

Ninguém queria ser profeta de Deus, quando Ele disse: Eu mesmo tomarei conta das minhas ovelhas, e todos ficarão a saber que há DEUS.

Deus chamou então dez sacerdotes

e a história voltou ao início…

sábado, 21 de novembro de 2009

Bem-aventuranças dos sacerdotes

Neste Ano Sacerdotal, recordando um Sacerdote Dehoniano exemplar que morreu a 26 de Novembro de 1913, adaptamos uma página de um seu livro sobre os Sacerdotes. (Maria Santíssima ai Novizi del S. Cuore, Esortazioni del Venerato Pe. Andrea Prevot SCJ ai Novizi, Studentato delle Missioni, Via Derna nº 45, Bologna, 1941, página 58-59)

Bem-aventuranças dos Sacerdotes
segundo o Pe. André Prevot

1) Bem-aventurado o Sacerdote do Coração de Jesus, porque saboreia a alegria de sofrer por Deus e pelas almas.

2) Bem-aventurado o Sacerdote do Coração de Jesus, porque a tristeza é uma infelicidade da qual Deus preserva os verdadeiros sacerdotes.

3) Bem-aventurado o Sacerdote do Coração de Jesus, porque não pode morrer na sua missão senão para rumar ao Céu.

4) Bem-aventurado o Sacerdote do Coração de Jesus, porque, ao consagrar-se sem reservas à sua missão, há-de descontar todas as suas dívidas sem precisar do Purgatório.

5) Bem-aventurado o Sacerdote do Coração de Jesus, porque para ele é fácil ser mártir, pelo menos de caridade.

6) Bem-aventurado o Sacerdote do Coração de Jesus, porque lhe basta deixar agir a Providência, para ter a graça de ser imolado como vítima do Coração de Jesus.

7) Bem-aventurado o Sacerdote do Coração de Jesus, porque dando a própria vida para salvar os infiéis mostra o maior amor a Deus e às almas.

8) Bem-aventurado o Sacerdote do Coração de Jesus, porque, em pouco tempo e a baixo preço, pode alcançar, mediante o amor e o sacrifício, a finalidade da sua vocação”.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Agradecer aos Sacerdotes

Acção de graças pelos sacerdotes

Assim ensinava o Pe. Dehon:
“O Padre é pai, é médico, é doutor, é juiz. Jesus era tudo isto.
O padre consola, cura, encoraja as almas; Nosso senhor fazia tudo isto.”

(CS, Pág. 561)

Inspirado neste ensinamento, neste Ano Sacerdotal, alguém rezava assim:

"Senhor, agradeço-Te por estes homens que aceitaram ser nossos sacerdotes, párocos ou missionários.
Obrigado, Senhor, pelos defeitos dos nossos sacerdotes. Os homens perfeitos suportam mal as fraquezas dos outros, os homens que gozam de boa saúde desprezam as naturezas fracas.
Não é fácil ser um bom sacerdote.
Os nossos sacerdotes têm que ser uns fenómenos:
Têm de ser mestres para as crianças, especialistas em questões familiares, sociólogos competentes para a juventude, intérpretes a todo o momento, poços de ciência e de experiência para todos.
Esquecia que os sacerdotes têm que responder na tua a todas as saudações, sem qualquer disti9nção, e que devem receber as pessoas sorrindo, mesmo quando o seu coração está em tempestade e o seu corpo morto de cansaço.
Esquecia também, que eles devem ser, em todos os domingos e dias festivos, oradores, cantores, instrutores e às vezes organistas. Que durante a semana têm que ser motoristas, músicos, dactilógrafos, jornalistas e tantas outras coisas…
Faz, Senhor, que nós olhemos estes ‘especialistas universais ‘ com aquela compreensão que lhe merece o seu programa de trabalho, incoerente e desumano.
Senhor, quero pedir a caridade para com os nossos sacerdotes, no pensamento e na palavra.
Se o padre se ocupa de um grupo feminino, faz que eu não diga que a paróquia já está a ser governada por mulheres.
Se o padre se dá bem com as crianças, que eu não diga logo que ele promove uma religião infantil.
Se o padre está gordo e avantajado, faz, Senhor, que eu não pense de imediato que é um boa-vida ou glutão que de nada se priva.
Se, pelo contrário, me aparece delgado e pálido, que eu não diga que anda roído pelos remorsos ou que não se entende com os seus superiores e colegas.
Concede-me a graça, Senhor, de perdoar-lhe os erros e os seus actos de impaciência.
Que eu compreenda finalmente que só tenho um pároco a suportar, enquanto que ele tem que suportar-nos a todos nós, seus paroquianos.
Amen!"

Muito obrigado aos padres, por que nós precisamos deles e eles precisam da nossa gratidão, como dizia o Pe. Leão Dehon:
“A gratidão das almas é também o salário do padre.”
(CS, Pág. 625)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Admitido ao Sacerdócio

4 de Agosto - São João Maria Vianney

Tenho a felicidade de celebrar os meus 25 anos de sacerdócio num ano especial: Ano sacerdotal pelo 150º Aniversário do falecimento do Cura d'Ars, padroeiro dos Sacerdotes.
Nestes dias, de férias ou de descanso, estou a ler a Vida do Cura d'Ars, de Francis Trochu.
Hoje, li que João Maria Vianney não conseguiu passar nos exames... Não dava nada para os estudos. Tinha já 27 anos e mal conseguia expressar-se em francês, como é que conseguiria estudar em latim, compreender a logica, a filosofia e a teologia... ainda por cima tudo em latim.
Como é que foi admitido às ordens sagradas?

“ Na ausência de S. Eminência, o Pe. Courbon, primeiro Vigário Geral, assumiu o governo da diocese. Era pois este quem haveria de decidir sobre a sorte de João Maria Vianney…”
O Pe. Courbon, simples e bondoso, limitou-se a perguntar:
- Sabe rezar o Rosário?
- Sim, é um modelo de piedade.
- Um modelo de piedade? Pois bem. Eu o admito ao sacerdócio. A graça de Deus fará o resto…”
Mais uma vez Deus serviu-se de coisas simples e de gente humilde para fazer maravilhas...

Escreveu o Pe. Dehon:
“Não tenhamos medo de admitir nas nossas escolas apostólicas crianças simples e pobres, desde que tenham coração, isto é, boa vontade e amor (CA 143).”

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Pe. Dehon e o Cura d'Ars

São João Maria Vianney, o Santo Cura:
Tão desapegado da terra
Tão zeloso pelas almas
Mortificado como os Padres do Deserto
Activo como os Apóstolos


Em Setembro de 1873 o Pe. Dehon faz uma viagem no sul e sudeste da França na companhia dos seus pais e seus tios de Vervins. A viagem termina em Ars e Paray. Nas Notas sobre a História da Minha Vida, Volume V, relativo a Julho de 1870 a Setembro de 1873, podemos ler nas últimas páginas as impressões do Pe. Dehon sobre o Santo Cura de Ars. Ele tinha morrido havia apenas 14 anos e só seria beatificado em 1905 e canonizado em Maio de 1925. Apesar disso, o Pe. Dehon, seguindo a opinião de muitos contemporâneos, considera-o santo em todos os aspectos:

“Restavam-nos duas peregrinações a fazer, Ars e Paray.
Nada é tão impressionante como Ars, a sua igrejinha e o seu pobre presbitério. O Santo Cura, tão desapegado da terra, tão zeloso pelas almas. Era mortificado como os Padres do deserto e activo como os Apóstolos. A recordação dele estava ainda bem viva em 1873. Os capelães tinham-no conhecido e repetiam as suas palavras e as suas obras. O povo ainda estava sob a impressão dos seus milagres e da estranheza da sua vida. As peregrinações continuavam. Já não era possível ver o Santo, rezava-se sobre o seu túmulo.”

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Há 25 anos







Lembrança da Ordenação Sacerdotal e Missa Nova, há 25 anos.

2Cor 3,3:
"Vós sois uma carta de Cristo,
escrita não com tinta,
mas com o Espírito de Deus vivo,
não em tábuas de pedra,
mas sim de carne,
isto é, nos corações."










Jubileu Sacerdotal

Há precisamente 25 anos, aquando da minha ordenação sacerdotal, escrevi este testemunho que transcrevo na íntegra:

Do Sonho à Realidade

Ser Padre foi para mim um sonho, desde a minha infância. Durante a juventude foi um ideal e agora tornou-se uma realidade viva.
Não sei ao certo quando é que comecei a desejar ser padre. Foi acontecendo aos poucos. Uma criança não tem condições para escolher uma vocação, mas eu tinha o direito de sonhar. Não surpreendi a minha família no dia em que lhe disse que gostaria de ir para o Seminário. Entrei, assim, para o Colégio Missionário, no Funchal, aos onze anos. Seguiu-se uma longa vida de pequenos passos. Aos vinte anos fiz a minha Profissão Religiosa, assumindo, com voto público, a observância dos três conselhos evangélicos – pobreza, castidade e obediência. Agora sinto grande alegria ao viver estes momentos fortes da minha Ordenação Sacerdotal.
Serei padre para o serviço da Igreja e da humanidade. Configurado com Cristo, Mestre, Sacerdote e Rei, sou enviado para ensinar, não a minha palavra mas a de Deus; para santificar, não pelos meus gestos, mas pelas acções que o Senhor deixou, os Sacramentos; e para presidir, não com o meu poder, mas o poder do Senhor, como serviço à unidade dos irmãos.
A minha Ordenação Sacerdotal não é só um ponto de chegada. É sobretudo um ponto de partida. Vou tornar-me cada vez mais padre, conforme for actuando e deixando que o Espírito actue em mim. Sei que a minha vocação não é um favor que faço a Deus; é a resposta ao imenso favor que Deus me fez chamando-me para o seu serviço.
Sei que esta vocação não é o refúgio dos que não se sentem inclinados para o Matrimónio, mas o lugar estabelecido dos que, normalmente inclinados à vida familiar, consagram o seu amor à família dos filhos de Deus. Não é também o caminho dos desiludidos, mas o caminho daqueles em cuja alma se acende o ideal do Evangelho. Sei também que a vocação é uma aventura nobre e arriscada ao serviço da verdade e do amor.
O infinito de Deus causa-me vertigens, quando olho para o abismo da minha pequenez humana. De facto, não tenho a fé de Abraão nem sou líder como Moisés. Não tenho a força de Sansão nem a coragem e a humildade do rei David. Deste, em comum só tenho o nome. Não tenho a sabedoria de Salomão nem tão pouco o zelo e o ardor de São Paulo, nem o espírito pobre de São Francisco de Assis, nem o espírito reparador e a sensibilidade do Padre Dehon. Os meus pais sacrificaram-se mais do que eu; os meus colegas de Seminário tiveram mais entusiasmo; os meus confrades, maior dedicação; e os padres que conheço têm maior dinamismo. Os leigos com quem trabalho são mais corajosos do que eu. Sou um homem comum, com defeitos, que Deus chama para o seu serviço. Só me resta confiar n’Ele, pois sei que a vocação não +e o caminho dos que confiam nas próprias forças, mas o caminho dos que se abandonam e apoiam constantemente em Deus.
Como membro da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos), ponho-me com disponibilidade ao serviço da Igreja nas diversas tarefas. Que o Coração de Jesus e a Virgem Maria me ajudem a ser bom padre, autêntico profeta do Amor e servidor da reconciliação.

12 de Agosto de 1984,
Pe. José David Quintal Vieira, SCJ

terça-feira, 7 de julho de 2009

Sacerdote exemplar

O Pe. Dehon, sacerdote exemplar,ensinava aquilo que vivia e vivia aquilo que ensinava.
No Ano Sacerdotal o ensinamento e o exemplo do Pe. Dehon podem ser uma fonte de inspiração.

1. A santidade não consiste nas grandes coisas, mas na fidelidade. (Carta ao Pe. Falleur, 30/08/1882, Inv. 465.39, AD: B22/11)

2. A santificação do clero é o melhor dos apostolados. (NHV, volume VI, Janeiro 1874 – Dezembro 1876, Pág. 50)

3. A sociedade actual tem necessidade do padre, do verdadeiro e santo sacerdote, para que seja o sal desta terra insípida, a luz deste mundo escurecido e o fogo que aquecerá os corações gelados. (O Padre, Homem de fé e do estudo, Congresso Eclesiástico de Bourges, in IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, pág. 578)

4. A vossa vocação é ser santos e a vossa missão é fazer santos. (Carta ao Pe. Legay, 14/11/1912, Inv. 273.00, AD: B19/7-C)

5. Cumprir tranquilamente as funções ordinárias do Santo Ministério já não basta. É preciso ir à procura das almas. É preciso esforçar-se por ganhar os homens sobretudo os operários. (O Padre, Homem de fé e do estudo, Congresso Eclesiástico de Bourges, in IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, pág. 577)

6. É na escola do Coração sacerdotal de Jesus que nós havemos de aprender a tornar-nos verdadeiros e santos sacerdotes. (CS, Pág. 523)

7. Imitai na vossa vida o sacrifício que realizais no altar. (CC 10/08/1919, Pág. 240

8. Jesus é sacerdote em todo o seu ser, mas o seu Coração é o centro da sua vida sacerdotal. (CS, Pág. 532)

9. Nós queremos ser sacerdotes reparadores, mas é por nós mesmos que é preciso reparar primeiro. (Carta ao Pe. Van Hommerich, 29/05/1925, Inv. 266.58, AD: B19/7a.2)

10. Nosso Senhor foi sacerdote desde a sua incarnação. (ACJ 1, Pág. 123)

11. Nosso Senhor tem sede de sacerdotes santos. Trabalhemos para que esta santidade reine em nós e nos outros. (DE, Pág. 36)

12. O Coração sacerdotal de Jesus é o nosso modelo, o nosso ideal, o nosso todo. (CS, Pág. 533)

13. O padre deve fazer-se tudo para todos. (CR, Pág. 231)

14. O padre deve ser um bom filho e um bom pai. (CS, Pág. 579)

15. O padre deve sobreviver nas suas obras. (CS, Pág. 621)

16. O Padre é pai, médico, doutor e juiz. Jesus era tudo isto. O padre consola, cura, encoraja as almas; Nosso senhor fazia tudo isto. (CS, Pág. 561)

17. O padre do nosso tempo deve ser o homem dos estudos e das obras sociais. (O Padre, Homem de fé e do estudo, Congresso Eclesiástico de Bourges, in IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, pág. 578)

18. O padre que não reza será no púlpito um címbalo ressoante, não fará nada no confessionário, e no mundo será influenciado em vez de influenciar. (NHV, volume III, Outubro 1865 – Outubro 1869, Pág. 17)

19. O padre sobreviverá a si mesmo pelas vocações que tiver discernido, encorajado, favorecido. (CS, Pág. 622)

20. O padre tem o remédio para todos os males da sociedade. (CR, Pág. 231)

21. O pecado do padre, mesmo venial entristece o Senhor e impede os frutos do ministério. (NHV, volume V, Julho 1870 – Setembro 1873, Pág. 56)

22. O povo será amigo do padre e da Igreja quando o padre se tornar amigo do povo. (Renovação Social Cristã, 1900, in III Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edição CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1984, Pág. 368)

23. O Sacerdote deve renunciar a tudo o que é inútil e culpável. (DE, Pág. 37)

24. Os padres sobretudo devem amar e fazer amar Nosso Senhor. (VA, Pág. 69)

25. Quais são os deveres do padre relativamente à vida social? São três: Estudar, ensinar e agir. (Catecismo Social, 1898, in III Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edções Dehonianas, 1976, Pág. 73)

26. Rezemos muito. Não é suficiente formar sacerdotes, é necessário que eles sejam bons. (Carta ao Pe. Schulte, 21/05/1914, Inv. 457.03, AD: B22/8-A)

27. Se o padre é tenebroso, como serão espessas as trevas do povo! (NHV, volume V, Julho 1870 – Setembro 1873, Pág. 56)

28. Um dos deveres do padre é cultivar as vocações, favorecê-las, prepará-las. (CS, Pág. 567)

29. Um padre é tanto mais padre quanto mais unido estiver a Nosso Senhor. (ACJ 1, Pág. 470)

30. Um padre que não se interesse pelas vocações não tem verdadeiro espírito apostólico. (CS, Pág. 567)

31. Vós padres, ide aos vivos, ide aos homens, ide ao povo e não passareis mais por uma triste ave de funerais. (O reino do Coração de Jesus, Abril 1895)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O padre que eu quero ser

Aos 8 anos eu queria ser padre
para rezar missa e usar batina.

Aos 12 anos eu queria ser padre
para ser um herói de Deus.

Aos 18 anos eu queria ser padre
para conquistar multidões.

Aos 21 anos eu queria ser padre
para ser eu mesmo.

Aos 30 anos eu queria ser padre
para ser como Cristo neste mundo.

Aos 35 anos eu queria ser padre
para levar Deus aos homens.

Aos 40 anos eu queria ser padre
para levar os homens a Deus.

Hoje eu quero ser aquele padre,
pai, filho e irmão que até aqui ninguém foi.