quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Rosário, ramalhete de rosas


Memória da Virgem Santa Maria do Rosário

Terço na mão e Maria no coração

- Senhor Padre, nesta igreja não há nenhuma imagem de Nossa Senhora do Rosário. Isso denota falta de devoção mariana…

- Pode ser isso, mas como é que tu identificas a imagem de Nossa Senhora do Rosário?

- É uma figura que tem nas mãos o terço ou o rosário…

- Exatamente. Vê quantas figuras estão aqui na igreja, ajoelhadas, com o terço na mão e Maria no coração. Queres mais imagens de Nossa Senhora do Rosário?!

 

Rezar num só coração e numa só alma

Quando qualquer ente querido morre, sempre há um choque ao perceber que nunca mais o veremos, pelo menos não nesta vida. A tristeza que se sente diante de tal perda pode dificultar comer, dormir, ler – e até mesmo rezar.

Então, com um vazio de tristeza no coração, peguei o meu terço e comecei a rezar em silêncio, sozinho.

Depois de algumas Ave-Marias, a minha tia me disse:

- Reza em voz alta para que possamos rezar contigo.

Rezar em voz alta? Eu mal conseguia falar. Mas fiz como ela pediu e comecei a conduzir todos na sala a recitação de um terço entre lágrimas. Um a um, todos se juntaram, até que estávamos todos rezando juntos, em uníssono, “e todos unidos pelo mesmo sentimento, entregavam-se assiduamente à oração, com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus” (Act 1,14).

Uma doce serenidade começou a permear aquele quarto e os nossos corações. Naquele momento, eu soube que a minha mãe também estava orando connosco.

Se alguma vez nos perguntarmos se o rosário é simplesmente uma oração mecânica de “vã repetição” (Mt 6,7), lembremo-nos de que a maneira de orar “num só coração e numa só mente”, como faziam os primeiros crentes (Act 4,32), é se todos orarmos a mesma coisa. É assim que o Espírito Santo vem em auxílio da nossa fraqueza, “pois não sabemos orar como convém” (Rm 8,26).

 


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