quinta-feira, 10 de junho de 2021

Que fazem os anjos?


Memória do Santo Anjo da Guarda de Portugal

Na liturgia de hoje podemos ver quais as funções dos anjos:

- Livrar e defender das adversidades (oração da colecta e do ofertório)

- Desvendar-nos o nosso futuro ou o nosso destino (1ª leitura Daniel)

- Acompanhar-nos como guarda no caminho (Salmo 90)

- Anunciar presença de Deus (Ev. Lucas)

- Cantar louvores de Deus (Ev. Lucas)

- Conduzir-nos no caminho da salvação (oração pós-comunhão)

- Conduzir-nos no caminho da paz (oração pós-comunhão)

 

O que mais preciso hoje deles? Qual destas 7 ações estou a precisar mais

 

Isto é o que eles fazem na terra.

E o que fazem no céu?

Há uma coisa que eles tanto fazem na terra como no Céu?

Cantar.

Quando Jesus nasceu, a terra virou céu.

Por isso os anjos vieram cantar – Glória a Deus.

 

Ver também:

Rezando com os poetas

A nossa Guarda

Anjo da Guarda

No dia de Camões

 

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Cabeça inclinada

Em geral nós idealizamos o Evangelista São João como o Amigo do Coração de Jesus porque ele repousou a sua cabeça no peito de Jesus, sentindo o palpitar do seu coração. Mas São João não foi o único a fazer isso, nem mesmo foi o primeiro. Já São José tinha inclinado a sua cabeça para o peito de Jesus, sentindo no coração de um pequeno ser humano o palpitar do amor divino.

Ainda mais surpreendente é o contrário, ou seja, o próprio Jesus a repousar a sua cabeça no peito de São José. Mais nenhum amigo de Jesus teve esse privilégio. É por isso que São José é o maior Amigo do Coração de Jesus, mais do que São João Evangelista.

Dois santos homens, José e João, descansarem a sua cabeça no peito de Jesus, é uma grande graça.

Mas Jesus descansar a sua cabeça no peito de um homem, o único na história, é graça maior.

A exemplo de São José que Jesus encontre descanso no meu peito e que eu encontre descanso no seu Coração.



 

segunda-feira, 7 de junho de 2021

À procura da felicidade


3ª feira – X semana comum

Na missa com os jovens perguntei:

- Quem é que conhece alguém que seja Bem-aventurado conforme ouvimos no Evangelho de hoje?

Começaram a olhar para um lado e para outro sem saber como responder.

- Por outras palavras, alguém pode ser feliz ou bem-aventurado aqui na terra sendo tal e qual ouvimos no Evangelho?

A reação foi a mesma. Ninguém conseguia confirmar.

Então procurei responder eu próprio à minha pergunta:

- Eu conheço alguém…

E todos ficaram na expetativa.

- E vocês também conhecem tão bem como eu…

A curiosidade tornou-se ainda mais impaciente.

- A pessoa que vive estas bem-aventurança a cem por cento, tal e qual as ouvimos hoje, é Jesus Cristo.

Ninguém conseguiu disfarçar a sua desilusão.

- Isso não vale…Ele é Deus…

- Sim, ele vivia o que ensinava e ensinava o que vivia. Ele viveu assim para que nos identifiquemos com ele e ele se identifique connosco.

Conclusão: Existe alguém capaz de viver em perfeição as bem-aventurança. Isso é possível. Basta olhar para Jesus e olhar para quem quer ser parecido com Ele. As bem-aventuranças são o perfil de Jesus ou Jesus de perfil. 

 

À margem:

No início da 2cor. no trecho da primeira leitura:

Deus nos conforta em todas as tribulações, para podermos consolar aqueles que estão atribulados.

1 – Todos têm as suas tribulações – Cristo, nós, os nossos irmãos.

2 – Todos nós somos consolados – Por Deus, por Cristo, uns pelos outros.

3 – Cristo consola-nos para nos ensinar a consolar os nossos irmãos nas suas tribulações.

 

Ver também:

Variações em reto tom

Oito palavras

Autorretrato de Jesus

Bem-aventurança modernas

Sermão da Montanha

Puzzle de Jesus

Selfie de Jesus

Autorretrato de Jesus

Felizes vós porque

Erguendo os olhos

Ser feliz aqui

Os VIPs da Igreja

Via-sacra das bem-aventuranças

Pai Nosso das bem-aventuranças

 

quarta-feira, 2 de junho de 2021

A Santa Missa


Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.

Os nomes da celebração do memorial de Jesus

 

Em português – Corpo de Deus

Em latim – Corpo de Cristo (Corpus Christi)

Em italiano – Corpo do Senhor (Corpus Domini)

Em 1Cor 11,20-23 – Ceia do Senhor

Em Lc 24, 35; Act 2, 42.46; 20,7.11; 27,35 – Fração do Pão ou partir o pão

Na Didaké, Tradição Apostólica, Inácio de Antioquia, Justino, Ireneu e Tertuliano - Eucaristia

Em grego – Eucaristia, isto é, Ação de Graças

Em hebraico – Berakah, isto é, ação de graças

Didaskália e Cipriano – Oferenda (prosphorá em grego, oblatio em latim)

Agostinho, e Leão Magno – Sacrifício

Outros – Anáfora, liturgia, sinaxis, ágapé

Em Norte de África – Colecta, isto é, ato de juntar, reunir

No século IV, Ambrósio, Isidoro – Missa (despedida ou envio)

Generalizado no Ocidente – Santa Missa

Generalizado no Oriente – Divina Liturgia

 

Todos os nomes utilizados realçam algum aspeto da celebração para denominar o todo. Nenhum termo é melhor que o outro, pois faz sobressair um aspeto do mistério total.

Assim celebramos o grande mistério da nossa fé: no pão e no vinho consagrados faz-se presente Jesus ressuscitado, o seu corpo, a sua alma, a sua humanidade e a sua divindade, para ser nosso alimento.

 

Dimensões do Mistério da Eucaristia ou do Santíssimo Sacramento:

- Sacramento da Presença

         Encarnação

         Deus connosco

         ‘Isto é o meu corpo’

- Sacramento do Sacrifício

         Redenção

         Deus por nós

         ‘Que será entregue por nós’

- Sacramento da Comunhão

         Santificação

         Deus em nós e nós em Deus

         ‘Tomai e comei’


 Na prática:

A missa não se diz, a missa celebra-se, e quando muito reza-se.

A missa não se ouve, a missa celebra-se, e quando muito participa-se.

Não é o padre que celebra a missa, todos celebramos.

 

À margem:

Um cristão que não é feliz quando vai à missa tem alguma coisa errada.

É impossível alguém sair triste da celebração na igreja.

Se não sair feliz pelo que fez, pelo que ouviu ou rezou, se não sair feliz pelo que leva, pelo menos tem de sair feliz que a celebração já acabou.

É por isso que a última coisa que se diz ao sair é: Graças a Deus.

 

Ver também:

Viático

Festa quotidiana

Receber e ser recebido

Credo Eucarístico

Corpo de Deus

Pão da Vida

A missa no terço

Pai Nosso de comunhão

Eu sou o Pão Vivo

 

terça-feira, 1 de junho de 2021

Bom servo, mau senhor


3ª feira – IX semana comum

Qual é a coisa, qual é ela que é um bom servo e um mau senhor, ou um bom criado e um mal patrão?

É lícito ou não pagar o tributo a César?

Devemos pagar ou não?

 

Jesus podia responder de várias maneiras:

- Sim

E seria acusado de colaboracionista, dependente do império. Seria uma resposta de sujeição.

- Não

E seria acusado de desobediência, de incitamento a revolta. Seria  uma resposta de insurreição.

- Não sei

E seria acusado de falta de autoridade e de sabedoria. Seria uma resposta de incompetência.

- Talvez

E seria acusado de indeciso ou medroso. Seria uma resposta insegura.

- Depende

E seria acusado de relativismo, de interesseiro ou de não ter ideias claras. Seria uma resposta dúbia para não se comprometer.

- Silêncio

E seria acusado de consentir (quem cala consente) ou de não se pronunciar nem tomar partido (quem cala não diz nada). Seria uma resposta de quem assobia para o lado.

Qual foi a resposta de Jesus?

- A resposta é simples pois até a própria moeda é capaz de dar: A imagem de César gravada mostra que pertence a César.

A César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Não devemos dar, mas sim devolver o seu ao seu dono.

Conclusão:

Devolver a César tudo o que é de César.

E devolver a Deus todos, pois todos pertencem a Deus.

O mais importante não é o que temos, mas de quem somos.

 

Outras perguntas:

- O que fazes do teu dinheiro? O que é que o teu dinheiro faz de ti?

- O que é que tens no teu bolso e o que é que tens na cabeça ou no teu coração?

Outras respostas:

- O dinheiro é bom servo e um mau senhor.

- Antigamente as pessoas tinham a Lei de Deus na cabeça e o dinheiro no bolso. Hoje as pessoas têm Deus esquecido no bolso e o dinheiro na cabeça.

 

Ver também:

O perfil de Jesus

A César e a Deus

A Deus o que é de Deus

O seu a seu dono

A imagem de Deus

Maravilhar-se

 

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Visitação de Jesus


Festa da Visitação de Nossa Senhora

Todas as festas de Maria são festas de Jesus:

- A Anunciação de Maria é a Encarnação de Jesus.

- A Visitação de Maria é o Encontro de Jesus com o Precursor.

- A Natividade de Maria é o Nascimento de Jesus.

- A Apresentação no Templo é a Apresentação do Senhor…


Então a festa de hoje devia chamar-se com todo o rigor  Festa da Visitação de Jesus.

 

O que a Virgem Maria foi fazer na Visitação não foi uma visita familiar, nem uma visita de caridade ou de solidariedade, nem foi para dar as felicitações mútuas.

O que mobilizou a Visitação de Maria foi a apresentação de Jesus ao seu Precursor, João Baptista.

A visita de Maria foi uma visita de Deus.

 

Assim também hoje podemos aprender a fazer das visitas que os outros nos fazem em autênticas visitas de Deus. E transformar as visitas que fazemos aos outros, em autênticas visitas que Deus faz aos outros.

Deus continua a precisar de todos nós para nos visitar…

 

Ver também:

A primeira missionária

Visitação

Cartão de visita

Magnificat de hoje

Magnífica

 

domingo, 30 de maio de 2021

Pelo sinal da Trindade


Solenidade da Santíssima Trindade

Quando invocamos o nome de Deus (Pai, Filho, Espírito Santo) desenhamos sobre nós mesmos uma cruz.

No início da comunidade cristã essa invocação era feita sem ser acompanhada por algum gesto.

Era expressão da fé em Deus Uno e trino e a recordação do nosso batismo.

Depois começou-se a desenhar uma pequena na testa com o polegar ao proferirmos essas palavras.

Logo no início da Idade Média passou a desenhar uma grande cruz da testa ao peito e de ombro a ombro, tal como fazemos ainda hoje.

Que significa isso?

- É a invocação da Trindade, cujos nomes nos protegem.

- Fazemos o sinal da cruz dizendo os nomes das três pessoas da Trindade porque invocamos não apenas com a boca, mas com todo o corpo, não só com palavras, mas também com gestos, com ações.

- O gesto da cruz lembra-nos a especificidade de cada nome, de cada pessoa da Trindade:

Primeiro tocamos na tesa dizendo o nome do Pai, porque é ele a mente, a cabeça a origem de tudo e de todos. É o princípio, o Deus Criador.

Depois descemos da testa para o peito dizendo o nome de Deus Filho, Jesus, que desceu dos Céus, que encarnou e habitou entre nós e fixa morada no nosso coração. Essa haste vertical lembra também a sua morte redentora na cruz.

Finalmente tocamos num e noutro ombro dizendo o nome da terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo para nos recordar que carregados o Espírito como tarefa ou missão que nos santifica.

- As palavras e o sinal da cruz no nosso corpo é um compromisso que assumimos: Tocamos na testa para que Deus esteja nos nossos pensamentos, tocamos no peito para que esteja no nosso coração e nos nossos ombros para que Deus esteja nas nossas ações. Ou então que O possamos louvor pelos nossos pensamentos, pelo nosso amor, palavras e ações.

 

Ver também:

Amante, o amado e o amor

Spinner da Trindade

O nome de Deus

Ícone da Trindade

Deus é nós

Trinitas

Amores de Deus

Deus não é solidão

 

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Coração, casa de oração


6ª feira – VIII semana comum

Alguém entrou na Igreja durante o ensaio do Grupo Coral e viu-me de joelhos a rezar. Perguntou-me depois:

- Como é possível rezar aqui enquanto os outros estão a ensaiar com música e várias vozes?

- Não entendo a tua pergunta – respondi.

- Como é possível rezar na igreja no meio de tanto barulho?

- Entendi isso, mas como é possível alguém que está a rezar escutar outra coisa que não seja a voz de Deus?

Tu perguntas como é possível rezar enquanto os outros fazem barulho e eu pergunto, como é possível ouvir barulho enquanto se reza?

 

Conclusão:

Como é possível eu rezar e ouvir barulho?

Se eu rezo verdadeiramente deixo de ouvir barulho.

Se oiço barulho então não estou a rezar.

Mais do que limpar o templo exterior, Deus quer purificar o templo do nosso coração.

A verdadeira casa de oração é o nosso coração.

Expulsemos do coração tudo o que nos pode perturbar e a nossa oração será perfeita.

 

Ver também:

O exemplo da figueira

Não violência de Jesus

Limpeza no templo

Negócios à parte

Aprender da figueira

Olhai a figueira

Tempo de limpeza

A multiforme de ensinar

Limpar e ornamentar

 

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Rezar com corpo e alma


5ª feira – VIII semana comum

No convite à oração do Pai Nosso a Liturgia propõe várias fórmulas.

Uma delas diz assim:

- Num só coração e numa só alma, ousamos dizer…

Nunca ouvi ninguém convidar à oração dizendo:

- Rezemos com corpo e alma.

Foi o que aconteceu no trecho do Evangelho de hoje.

Bartimeu rezou, pediu, repetiu, gritou, com todas as forças “Jesus, tem piedade de mim!”

E quanto mais o mandavam calar, mais gritava com todas as forças.

Ele rezava com a alma que pedia piedade.

E rezava com o corpo gritando, repetindo, saltando, correndo, seguindo e foi atendido.

É o primeiro mandamento da lei de Deus.

Se queres amar a Deus com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças, reza com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças.

Isso é rezar com corpo e alma.

Que o nosso corpo acompanhe a oração da nossa alma e que corpo e alma estejam sempre em consonância.

E quando fazemos isso Deus para, fala e cura-nos.

 

Ver também:

As virtudes de Bartimeu

A cura de Bartimeu

Bartimeu

Que eu veja

Abrir os olhos

 

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Os olhos de São José

Olham para baixo:

1 - Se alguém quiser olhar para o céu, tem de olhar para o alto. São José para olhar para o céu tem de olhar para baixo, para o Menino Jesus que tem nos braços. Ele olha para baixo para nos ensinar a olhar para cima, para o Céu.

2 - Em quase todas as representações de São José, ele está a olhar para baixo. Indica assim que ele foi o pai terreno de Jesus. São José olha para a terra, para nos lembrar que o Filho de Deus habitou entre nós.

3 - São José olha para baixo, isto é, olha para quem está na terra. Quer dizer que continua a cuidar dos que estão aqui na terra, em peregrinação para o céu.

4 - Olhar para baixo é sinal de humildade, de simplicidade, de modéstia, de pudor. Olhar puro como janela da sua alma.

5 - Os olhos baixos de São José elevam o seu coração para o céu.

 

Olhos abertos:

1- Ter os olhos abertos quer dizer que ser realista. São José está mergulhado na realidade, tem consciência da sua realidade.

2 - Ter os olhos abertos quer dizer que não foge às suas responsabilidades. São José assumiu a missão que Deus lhe deu.

3 - Ter os olhos abertos é mostrar a sua identidade (biometria ou reconhecimento da iris), tal como as impressões digitais. São José é único e irrepetível.

 

Olhos fechados:

1 - Os olhos de São José também ficaram fechados não para dormir, mas para sonhar, para acolher e amadurecer a mensagem do anjo de Deus. São José guardava assim todos esses acontecimentos e todas essas palavras no seu coração.

2 - Os olhos fechados de São José são olhos concentrados, que evitam distração, para ganhar força interior.

3 - Os olhos de São José fecharam-se na presença de Jesus e de Maria de Nazaré. No momento derradeiro passou a ver com os olhos do Deus eterno.

 

Olhar na mesma direção:

1 – Jesus, Maria e José têm os olhos abertos, mas não olham um para o outro. Porquê? Porque o verdadeiro amor não é olhar um para o outro, mas juntos olharem na mesma direção.

2 – Podemos olhar na mesma direção que São José, servindo com ele a quem ele quer servir, olhando para onde ele olha.

 

Conclusão:

Porque é que São José não diz nenhuma palavra no Evangelho?

Porque não precisa falar porque os seus olhos é que falam e dizem tudo.

 

segunda-feira, 24 de maio de 2021

As línguas do Espírito


Domingo de Pentecostes

Por 5 vezes aparece a palavra LÍNGUA no episódio do Pentecostes nos Actos dos Apóstolos:

Uma espécie de línguas de fogo poisou sobre cada um deles.

Cheios do Espírito Santo começaram a falar outras línguas.

Cada qual os ouvia falar na sua própria língua.

Como é que os ouvimos na nossa própria língua?

Ouvimos proclamar nas nossas línguas as maravilhas de Deus.

 

O Espírito Santo é a língua de Deus.

É a comunicação, o idioma ou a linguagem divina.

O aparecimento de línguas no dia do Pentecostes revela que receber o Espírito Santo é compreender a língua de Deus e falar o idioma de Deus.

Deus fala a nossa própria língua, nós ouvimo-lo na nossa própria língua, e somos capazes de falar a própria língua de Deus.

É essa língua que Jesus prometeu dar quando necessitarmos de defensores nas perseguições e acusações.

É também o Espírito que nos faz capazes de dizer: ABBA, Pai…

 

À margem:

Segunda a tradição este dom do Espírito Santo não nos permite calar, até quando nos arrancam a língua.

Há vários exemplos dessa realidade na tradição da Igreja:

- O bispo Emerano de Regensburgo continuou a falar após ter-lhe sido cortada a língua.

- Quando o sepulcro de João Nepomuceno, que defendera os direitos da Igreja e o quiseram calar, foi aberto depois de trezentos anos depois da sua morte, a sua língua foi encontrada intacta.

- A língua de Santo António também se mantém incorruptível, quando 32 anos após a sua morte, abriram a sua sepultura para recolha de relíquias aquando da canonização.

A língua é uma das partes mais frágeis do corpo e das primeiras a decompor-se. A de Santo António continua incorruptível ainda hoje.

Quando ele pregava reuniam-se para ouvi-lo mais de 30 mil pessoas e todos escutavam, entendiam como se lhes falasse para cada um em particular e nem sequer se ouvia um sinal de clamor ou murmúrio. Porquê? Porque ele falava a língua de Deus.

Assim pregava Santo António: “Quem está cheio do Espírito Santo fala várias línguas. As várias línguas são os testemunhos de Cristo: a humildade, a pobreza, a paciência e a obediência.”

 

Ver também:

Aniversário da Igreja

As primeiras coroações

Sopro de Deus

Poiso do Espírito

Pentecostes

O segredo de Deus

Coroações do Espírito Santo

Em forma de Pomba

Pai Nosso do Pentecostes

Terço do Pentecostes