domingo, 10 de outubro de 2021

Um indeciso sem pressa


Ano B – XXVIII domingo comum

Três demónios que discutiam a respeito da melhor forma de controlar a vida do Jovem rico do Evangelho. Procuravam a melhor maneira de o fazer desistir dos seus propósitos e aspirações de vida eterna com Deus.

O primeiro demónio falou:

- Vamos dizer-lhe que não existe o céu. Destruindo este incentivo da recompensa, o seu desejo de trabalhar para alcançar a vida eterna cairá por terra.

O segundo demónio disse:

- Vamos dizer-lhe que não existe inferno. Assim, tirando-lhes o medo do castigo eterno, o seu empenho no trabalho não mais existirá.

O terceiro demónio deu sua sugestão:

- Eu tenho uma ideia melhor. Vamos dizer a esse jovem que não há pressa. Assim procurará adiar indefinidamente a sua decisão, esfriando pouco a pouco, até que esqueça por completo estes seus desejos.

E todos os três disseram a uma só voz:

- É isto mesmo! Vamos dizer-lhe que não tenha pressa de entrar na vida eterna. Não seja precipitado. Não tenha pressa. Deixe isso para amanhã, para mais tarde, para o final da vida… e assim ele será um dos nossos.

 

Conclusão:

Quem não se decide, quem não tem pressa, quem adia para o futuro qualquer empenho de vida eterna, está a desistir dos eus propósitos e sonhos.

Nós sabemos o que devemos fazer.

Façamo-lo depressa e bem.

 

Ver também

Nem pobres nem ricos

Encontro

Parábola da indecisão

Saber os mandamentos

O jovem indeciso

O rico sem nome

A agulha e o camelo

Outras versões

O pobre jovem rico

 

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Demónio, ladrão, morcego

 

6ª feira – XXVII semana comum

A - O Evangelho diz que o demónio é um ladrão.

E não é porque um ladrão é sempre maligno ou diabólico.

O maligno é um ladrão que nos rouba o que de melhor nós temos.

Prestemos atenção ao demónio que é um ladrão e que atua na calada.

E geral nós guardamos ou protegemos aquilo que o demónio não quer roubar: o nosso oiro ou outras riquezas, as nossas propriedades, os nossos bens, a nossa casa. Por outro lado, descuidamo-nos com aquilo que o diabo nos pode roubar: a paz, a inocência, a candura, a confiança em Deus, a fé, a esperança e a generosidade.

Guardemos cuidadosamente aquilo que o demónio, como ladrão, nos pode furtar.

B – Além de ser ladrão, o demónio é morcego. 

Porquê?

Porque o demónio atua nas trevas e tem medo da luz.

Então se não queremos ser importunados pelo morcego demónio, andemos na luz que ele vai voar para outros lados.

 

NB. Depois da missa algumas pessoas comentaram comigo no adro sobre o morcego que devemos enxotar. É que o morcego, para além de atuar na escuridão, suga-nos até ao tutano e apresenta-se de cabeça para baixo, ou seja, é um invertido. Não basta fugir do maligno, é preciso que ele fuja de nós. Basta andar na luz divina.

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

A auréola de São José

Auréola, resplendor, nimbo, halo ou áurea é uma coroa dourada ou raios luminosos que envolvem a cabeça das representações de personagens que se destacam pela sua transcendência em qualquer cultura ou religião.

Pode significar 3 aspetos complementares:

 

A – Auréola é redonda porque é símbolo da eternidade.

Ex 34, 29 – Moisés desceu do Monte Sinai, trazendo na mão as duas tábuas da Lei. Não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois de ter falado com Deus.

(São José segura na mão a nova Lei, o novo Mandamento que é Jesus. Por isso o seu rosto brilha porque fala com Deus e Deus fala com ele.)

 

B – Auréola tem a forma do céu porque é coroa de Deus no céu.

Mt 13, 43 – Então os justos brilharão como o Sol, no Reino de seu Pai.

(São José tem auréola porque é parecido com Jesus. Em geral um filho é parecido com o seu pari. No caso de São José, o pai é que é parecido com o seu Filho. É por isso que tem um resplendor.)

 

C – Auréola é luminosa porque é o reflexo da luz e da santidade divina.

Mt 5, 14-16 – Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte nem se acende uma candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas sim em cima do candelabro, e assim alumia a todos.

(São José segurando o Menino nos braços é uma espécie de candelabro onde brilha a Luz verdadeira, Luz da Luz, que veio a este mundo para acender os nossos corações.)

 

À margem:

Desde pequenino habituei-me a ver livros ilustrados com a vida de santos. E achava que devia ser incómodo viver com uma auréola como os santos eram retratados. E prometia que quando eu fosse mais crescido queria ser santo, mas não queria usar esse apêndice.

Para além disso a figura do menino Jesus no presépio tinha uma auréola, o que me fazia perguntar se ele nascera assim. Então se eu tivesse de usar uma auréola, já teria nascido com ela.

 

Conclusão:

A santidade não é um apêndice (não é uma auréola). É algo fundamental.

A santidade nasce connosco. Fomos feitos para ser santos.

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Nivelar por cima


3ª feira – XXVII semana comum

Nivelar por cima ou por baixo?

É uma tentação de ontem e de hoje:

Tentar que os outros sejam como nós, nivelar todos pelo nosso padrão.

 

No trecho do Evangelho Jesus diz que não é Maria a nivelar-se com Marta, mas sim Marta a nivelar-se com Maria. Esta escolheu a melhor parte que não lhe será tirada.

É necessário nivelar por cima, elevar-se, aspirar às coisas do alto, estabelecer prioridades.

Na Primeira Leitura, os ninivitas nivelaram-se por cima. Homens e animais fizeram jejum. Em vez de continuarem a viver ao nível mais baixo, fizeram questão de elevar até os animais ao nível dos homens arrependidos.

 

Conclusão:

É preciso nivelar por cima.

É preciso não baixar de nível.

É preciso estabelecer prioridades.

 

Ver também:

Receber Jesus em casa

Alojamento local

Chaves de Santa Marta

Por entre panelas

Hóspede e hospedeiro

Santa Marta

Dois mundos

Parar para escutar

Marta e Maria

Marta, Marta

Em defesa de Marta

Falar, escutar, servir

Ora et labora

Não precisa justificar-se

 

domingo, 3 de outubro de 2021

Matemática do casamento


Ano B – XXVII domingo do tempo comum

No casamento nós encontramos quatro operações matemáticas.

Em primeiro temos a subtração.

O casamento começa com a subtração... é quando o homem deixa seu pai e sua mãe para unir-se à sua mulher.  A Bíblia fala sobre isso em Gn 2.24: ...o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa. Primeiro se deixa para depois se unir.

Então, chega uma hora, chega um dia, que os pais precisam liberar os filhos para que eles, verdadeiramente, batam asas do ninho e comecem uma nova jornada na vida... a partir de então, os pais não devem mais interferir na vida dos filhos, porquanto, agora estão casados, constituindo uma nova família.

Em segundo lugar vem a adição.

O homem depois que deixa pai e mãe deve unir-se à sua mulher... é a soma, é a união dos dois!

E essa união é, conforme Deus planejou, indissolúvel... é uma união de sonhos, de metas, de propósitos...E é também uma união... no casamento o homem e a mulher se tornam uma só carne.

Está escrito...o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa. O casamento é uma adição.

E deve ser uma adição constante... adição de amor, adição de afeto, de respeito.

E quando se adiciona, se recebe de volta, seja o bem ou o mal.

É o mesmo princípio da semeadura: o que se planta, colhe-se...

Em terceiro lugar há a multiplicação.

Um casamento que passou pela subtração e adição é completo em si mesmo, porém, Deus ainda dá a bênção da multiplicação.

É quando vêm os filhos e com eles se multiplicam também os sonhos.

Portanto, recebam a multiplicação como bênção... Os filhos são um presente do SENHOR; eles são uma verdadeira bênção.

Em quarto lugar terminamos com a divisão.

No casamento não se deve acumular coisas, acumular experiências... mas se deve repartir, se deve compartilhar. Divide-se a vida, o amor, o tempo, os bens.

Dividir o que se tem com alegria.

Deus espera que cada um possa dar mais do que recebe... repartir mais do que reter.

No casamento não há espaço para o egoísmo, mesmo porque o amor não é egoísta, não visa seus próprios interesses, mas busca a realização da pessoa amada.

Quem ama dá. Quem ama reparte. Quem ama divide o que tem.

E vocês sabem que na matemática, quando dividimos o que temos, ficamos com um saldo menor... Quanto mais dividirem com outros, maior será o saldo, maior será o crescimento de todos!

Conclusão

Esta é a matemática do casamento.

É preciso deixar para se unir.

É preciso unir para multiplicar.

E é preciso dividir para continuar crescendo, ter saldos maiores.

 

O dedo anelar

Os Chineses têm uma explicação muito bonita: Usamos a aliança no quarto dedo porque é impossível separar uma mão da outra quando estão ligadas pelo quarto dedo. Assim é a união do casal.

Tenta fazer o que é mostrado.

Cada dedo da mão representa um membro da família: - Polegar - representa os pais; - Indicador - representa os irmãos; - Médio - representa a ti mesmo; - Anular - representa o teu cônjuge; - Mendinho - representa os filhos.

Une os dedos das duas mãos pela ponta dos dedos, exceto os dedos do meio que deverão estar dobrados um de frente para o outro, em sinal de humildade e de oração.

Agora, tenta separá-los.

- Os polegares podem ser separados, eles indicam os teus pais; tu não viverás com eles o resto da tua vida.

- Os indicadores separam-se facilmente; os irmãos e irmãs um dia também vão se separar de ti, pois terão as suas próprias famílias. Assim o indicador e o dedo mínimo também podem se separar.

- Os mendinhos também podem ser separados. Indicam os teus filhos que também irão crescer e se casar. - Finalmente, os dedos anelares, não conseguimos separá-los, significando que marido e mulher devem viver juntos o resto da vida.

 

Com humor ou com amor

Ver também:

Grande mistério de amor

Dureza de coração

A solução está no…

Um só coração

Para ser amada

 

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

A nossa Mestra Teresinha


Memória de Santa Teresinha do Menino Jesus 

(1873-1897)

Hoje o Evangelho é-nos apresentado de duas formas complementares:

- De forma proclamada ou lida.

- De forma praticada ou vivida.

De facto, a vida de Santa Teresinha do Menino Jesus foi a mais bela versão do Evangelho – a versão praticada.

 

Ela dizia – Todos os livros me cansam menos o Evangelho, nele encontro Jesus, o perfume de Jesus, a sua vida e suas palavras.

Ela levava no bolso do hábito um pequeno Evangelho como gesto do seu AMOR e teria gostado de estudar hebraico para lê-lo na língua de Jesus (ela não sabia que os evangelhos são em grego e que Jesus falava aramaico, mas isto não é importante).

A lição que devemos aprender com Santa Teresinha é a seguinte:

Acostumar-nos todos os dias a rezar o Evangelho, a medita-lo e tê-lo sempre connosco.

Temos às vezes 5 minutos em que não sabemos o que fazer? toma o teu Evangelho e leia uma página não como estudo, mas como oração, encontro com Jesus amigo que nos leva ao Pai e nos ensina a amar a todos.

Se rezássemos mais as palavras de Jesus e nos esforçássemos para coloca-las em prática a nossa vida seria melhor e daríamos mais testemunho da nossa fé.

Façamos da nossa vida uma versão praticada do Evangelho.

 

Ou então:

Com Santa Teresinha podemos aprender a

- Ser grande – pois o maior é quem mais serve, quem mais ajuda.

- Ser pequeno – pois o melhor é quem é mais simples, mais humilde.

- Ser igual – pois quem mais serve e quem é mais humilde é igual a Jesus.

 

Ver também:

Chamem-me Teresinha

Pequenos grandes santos

O Pe. Dehon e Santa Teresinha

As uvas do Menino Jesus

O Menino de Teresinha

Santa Teresinha

Rezar é amar

Conversão de Santa Teresinha

Elevador celeste

Teresinha pequenina

Teresinha e a Mãe de Jesus

Missionária de clausura

ABC da santidade

Santa e feliz

Teresinha a pregar

Amar os inimigos

 

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Os Anjos de São José


Festa de São Miguel, São Gabriel e São Rafael, Arcanjos

Em cada momento marcante da vida e missão de São José encontramos sempre algum Anjo:

- Ao receber Maria por sua esposa

- Na noite do Nascimento de Jesus

- Ao deixar Belém e ir para o desterro

- Ao regressar do Egipto

- Ao fixar-se em Nazaré.

 

Depois de cada encontro, São José faz sempre segundo o que o Anjo lhe ordenara. Cada anjo ajudou a São José a discernir os desígnios e a obedecer à vontade de Deus.

 

Conclusão:

Anjo é todo aquele que nos ajuda a obedecer a Deus.

 

Oração:

Que São Gabriel esteja sempre à minha direita para me guiar.

Que São Miguel esteja sempre à minha esquerda para me defender.

Que São Rafael esteja sempre atrás de mim para me proteger.

 

Que Deus Pai esteja sempre acima de mim para me segurar.

Que o Espírito Santo esteja sempre dentro de mim para me santificar.

Que Jesus Cristo esteja sempre à minha frente para que o possa seguir.

 

Que a Virgem Santa Maria esteja sempre de braços abertos para me receber.

 

Ver também:

A função dos Anjos

Festa dos Arcanjos

Mensageiros de Deus

Anjos missionários

Aprendendo com os anjos

Arcanjos

Anjos

Paisagens do Céu

 


terça-feira, 28 de setembro de 2021

A Escritura mais lida


3ª feira – XXVI semana comum

1ª leitura

Procurar o Senhor em Jerusalém e nos crentes.

- Qual é página da Sagrada Escritura que o povo mais lê?

- A nossa vida é a página da Bíblia que o povo mais lê.

Quando vivemos essa palavra, quando damos testemunho de Deus, somos a página da Bíblia que é mais vista e lida.

De cem homens, um lerá a bíblia; noventa e nove lerão o cristão.

 

Evangelho

Jesus repreendeu-os.

Repreendeu quem?

Jesus não repreendeu a quem lhe fazia mal recusando-lhe hospitalidade.

Repreendeu os discípulos que queriam fazer mal aos samaritanos.

Repreende a quem paga o mal com o mal.

Assim Jesus ensina o que vive e vive o que ensina: Fazei o bem a quem vos faz mal.

 

 

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

S. José mestre de oração


Santa Teresa de Ávila recomendava que quem precisasse de um mestre para ensinar a rezar devia tomar por mestre o glorioso São José, pois não erraria o caminho.

Rezar com e como São José.

- Rezar em silêncio

É um silêncio orante que espera, escuta, acolhe, observa, contempla, adora...

Mais vale rezar com o coração, mas sem palavras do que rezar com palavras, mas sem coração. São José reza com o silêncio. É o patrono dos contemplativos, dos adoradores.

- Rezar no caminho

São José nunca se detém, avança sempre mesmo no deserto ou noite escura. Ele busca a paz, uma pátria segura, a eternidade. Ela faz da sua oração um caminho e faz do caminho uma oração para Deus. É o patrono dos peregrinos desta terra em direção a Deus.

- Rezar com o trabalho

São José faz do banco de carpinteiro um altar de oração ao Deus criador e Senhor de tudo. É o patrono das almas ativas, empenhadas nas obras da criação.

Ele faz do trabalho quotidiano uma oração e da oração um trabalho quotidiano.

 

Conclusão:

Rezar é fazer companhia a Deus e deixar que Deus nos faça companhia nas atividades de cada dia.

Rezar é acompanhar a Deus e deixar que Deus nos acompanhe agora e sempre.

 

domingo, 19 de setembro de 2021

Jesus é o maior


Ano B – XXV domingo comum

1º Jesus percorria os caminhos da Galileia ensinando os seus discípulos.

Jesus faz do caminho dos homens o caminho de Deus para ensinar os discípulos a fazer do caminho de Deus o caminho dos homens.

2ª Jesus dizia que ia ser condenado, morto e ressuscitar… Então os discípulos pensaram: Se Jesus vai deixar de estar entre nós, quem será o maior entre nós? E começaram a comparar-se. Então Jesus chamou uma criança e disse-lhes: Comparai-vos não uns com os outros, mas com estas crianças. O maior é o mais pequenino, o mais humilde e o que serve mais. Maior é uma criança porque mais parecida com Jesus.

3º O que é que torna um homem grande?

O dinheiro não faz um homem nem grande nem pequeno, mas apenas um homem rico.

O poder e a influência não tornam um homem grande ou pequena, mas apenas um homem poderoso.

O conhecimento não faz um homem grande ou pequeno, mas apenas um homem sábio.

Só a humildade e o serviço fazem um homem grande.

4º A grandeza, o tamanho e a altura de um homem não se mede da cabeça até à terra, mas da cabeça até ao céu. Assim quanto mais curto da cabeça à terra, tanto maior será da cabeça ao Céu. É preciso ser grande não aos olhos deste mundo, mas aos olhos de Deus.

5º Então qual é a resposta à pergunta dos discípulos: Quem é o maior?

O maior é sempre Jesus Cristo e quem for mais parecido com Ele.

 

Ver também:

Ser pequeno

Ser grande

O maior

Grande e pequeno

Servo dos servos

 

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Dores de Maria e de José


Memória de Nossa Senhora das Dores

As dores de Nossa Senhora

1 – Profecia de Simeão – uma espada de dor trespassará o teu coração.

2 – Fuga da Sagrada Família para o Egito.

3 – Perda do Menino Jesus no Templo.

4 – Encontro com Jesus no caminho do Calvário.

5 – Junto à Cruz no Calvário.

6 – Acolhendo o Jesus morto nos seus braços.

7 – Depositando Jesus no sepulcro.

 

As dores de São José

1 – Ante o mistério da Encarnação – Homem justo não queria difamar a sua esposa.

2 – Não haver lugar em Belém para acolher a família.

3 – Circuncisão do Menino Jesus e a sua pobreza.

4 – Na Apresentação, sinal de contradição e espada de dor.

5 – Fuga da Sagrada Família para o Egito.

6 – Regresso e desvio da Judeia.

7 – Perda do Menino Jesus no Templo.

 

Tanto Maria como José tiveram um duplo sofrimento: Sofreram por si mesmos e sofreram ao ver os outros sofreram.

 

Outro s títulos desta memória:

- Martírio de Nossa Senhora – Bendita seja a Virgem Maria que, sem passar pela morte, mereceu a palma do martírio, ao pé da cruz (antífona do Aleluia)

- Lacrimosa ou Nossa Senhora das lágrimas – Se Deus conta os nossos cabelos, não deixará de contar as nossas lágrimas. De facto, não se chega ao céu sem lágrimas.

 

Ver também:

A Cruz de Maria

Martírio de Nossa Senhora

Nossa Senhora das Dores

 

terça-feira, 14 de setembro de 2021

A Cruz é que nos faz


Festa da Exaltação da Santa Cruz

Não somos nós que fazemos a Cruz,

A Cruz é que nos faz.

Não somos nós que trazemos a Cruz,

A Cruz é que nos leva.

 

É a exaltação da Cruz de Cristo ou de Cristo na Cruz

mas também é a exaltação da nossa Cruz e de cada um de nós na Cruz.

 

- Exaltação do sinal da Cruz.

Persignar-se é desenhar 3 Cruzes na fronte:

Uma na fronte (pelo sinal da Santa Cruz)

Outra na boca (livre-nos Deus nosso Senhor)

Outra no peito (dos nossos inimigos)

Assim nós dizemos que a Cruz nos livra dos nossos inimigos. E quem são eles? Os nossos inimigos são os nossos pensamentos, as nossas palavras e os nossos sentimentos não adequados.

Colocar uma Cruz na nossa fronte, na boca e no peito é deixar-nos conquistar pela Cruz de Cristo.

 

- Exaltação de Cristo na Cruz.

O amor de Cristo não tem a forma de um coração, como habitualmente dizemos, mas sim a forma de uma Cruz.

A Cruz é a exaltação da Cruz e a Cruz é a exaltação de Cristo.

 

- A nossa exaltação na Cruz.

Ao olharmos para a uma Cruz, erguida em qualquer lugar, na torre de uma igreja, no altar de um presbitério, no oratório da cela de um convento, na parede do nosso lar… o que é que nos acontece?

- As pessoas endireitam-se

- Olham para cima

- Ficam maiores

- Libertam-se da terra

- Alargam os seus horizontes

É isto o que faz uma Cruz na nossa vida – endireita-nos, orientam o nosso olhar para Deus, faz-nos crescer, liberta-nos e projeta-nos mais além.

 

Ver também:

A exaltação de Jesus

Todos na Cruz e a Cruz de todos

O caminho da Cruz

Trazer a Cruz de Cristo

Ladainha da Santa Cruz

A Cruz de Cristo e o Cristo da Cruz

Abraçar a Cruz

Um coração na Cruz e uma Cruz no Coração

A Cruz dos discípulos e os discípulos na Cruz

No peito eu levo uma Cruz

As virtudes da Cruz e a Cruz das virtudes

Do amor à Cruz à Cruz do amor