terça-feira, 9 de julho de 2024

Os trabalhadores da seara

 

3ª feira – XIV semana comum

1º - A seara é grande – Jesus disse isto para nos lembrar que os trabalhadores serão sempre poucos diante do grande mistério, da colheita e do sonho de Deus. Todos, ainda que muitos, somos poucos para a imensidade da seara.

2º - Pedi ao dono da seara – Ao pedir, estamos a colaborar com Deus e recordando que Deus colabora connosco. Ao pedirmos trabalhadores a Deus estamos a aceitar aqueles que Deus nos envia. Deus não quer fazer nada sem nós (nem enviar nem trabalhar).

3º - Trabalhadores para a seara – Não é à sementeira que ele envia, mas à colheita. Falando assim Jesus dá-nos confiança e mostra-nos que o trabalho mais importante já foi realizado. Evangelizar é apenas colher ou valorizar o que Deus já semeou no coração de cada um.

 

Ver também:

Semeadores ou ceifeiros

Jesus não parava

Enviados para a colheita

Grande seara

A colheita é boa

Pedi ao dono da seara

A missão é grande

Pastores sem seara

Colheita é grande, mas

Carga leve

Poucos, mas bons

Seara grande

 

Ver ainda:

Diabo não expulsa diabo

O demónio que era mudo

E o mudo falou

Endemoninhado e mudo

Demónio mudo

 

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Quem é esta mulher curada


2ª feira – XIV semana comum

Lemos hoje o episódio da cura da hemorroíssa, narrado por Mateus, já que se encontra nos três evangelhos sinópticos.

Vejamos as 5 lições que este episódio nos ensina:

 

1. A fé pode superar obstáculos

A mulher do fluxo de sangue tinha uma condição médica crónica que a impedia de se relacionar social e religiosamente com as outras pessoas. No entanto, ela acreditava que Jesus poderia curá-la, e sua fé foi recompensada. Este episódio ensina-nos que, independentemente das circunstâncias, a fé pode nos ajudar a superar obstáculos e encontrar soluções.

2. A humildade é importante

Quando Jesus perguntou quem havia tocado nas suas vestes, a mulher do fluxo de sangue  aproximou-se tremendo e contou toda a verdade. Ela não tentou esconder o seu ato ou fingir que não era ela. Ela prostrou-se. A humildade é uma virtude importante que nos ajuda a crescer na nossa vida espiritual e pessoal. É preciso ser humilde para nos aproximarmos de Jesus e para aceitarmos a sua ação em nós. 

3. A cura pode surgir de maneiras inesperadas

A mulher do fluxo de sangue tentou por muitas maneiras diferentes a cura antes de tocar nas vestes de Jesus. Nunca desistiu. Provavelmente já tinha feito tudo por tudo e agora a sua cura parecia ter sido a recompensa de tanta dedicação.  Por fim a cura veio de um ato tão simples. O episódio ensina-nos que a cura pode vir de maneiras inesperadas e que precisamos estar abertos a todas as possibilidades e,  sobretudo, nunca desistir.

4. A cura é um processo pessoal

A mulher do fluxo de sangue foi curada imediatamente quando tocou em Jesus, mas a sua jornada de cura não terminou ali. Ela precisou se aproximar-se de dele, contar sua história e ser reconhecida por ele para se sentir verdadeiramente curada. O episódio ensina-nos que a cura é um processo pessoal e comunitário que requer tempo e esforço.

5. A importância do amor e da compaixão

Jesus mostrou amor e compaixão pela mulher do fluxo de sangue, reconhecendo o seu sofrimento e curando-a. Jesus disse-lhe – Tem confiança, minha filha, a tua fé te salvou. A partir daquele momento começou uma nova relação com Jesus – como se fosse sua filha. Este episódio lembra-nos que o amor e a compaixão de Jesus despertam em nós a confiança. E quanto mais confiança lhe mostrarmos mais unidos a ele estaremos.

À margem:

A Hemorroíssa tornou-se Verónica

Num texto apócrifo (Actos de Pilatos, cap. 7), aparece o nome de Verónica.

Essa personagem seria a mulher que aparece nos evangelhos e que sofria por causa de uma perda constante de sangue (a hemorroíssa).

Segundo a narrativa evangélica, ela foi curada ao tocar a franja do manto de Jesus. Após a cura, o próprio Jesus elogiou a grande fé dessa mulher.

Nesse apócrifo, ela é chamada de “Bernike ou Bernice”. Esse nome grego foi posteriormente traduzido para o latim “Verónica” (verdadeira imagem). De facto alguns são de opinião de que serão o mesmo nome escrito de maneira corrupta – Verónica = Berónica = Bernoica = Bernike = Bernice.

O historiador Eusébio de Cesareia, na sua “História eclesiástica” registou que em Cesareia de Felipe havia a casa de Verónica. Supostamente esta mulher era originária de Edessa, na Síria. Diante da sua casa havia uma estátua de bronze representando uma mulher com um joelho dobrado e com os braços elevados, em atitude de súplica. Diante dessa estátua, um homem de pé, envolvido num manto, estendia uma das mãos na direção da mulher. Eusébio afirmava que essas duas imagens representavam Jesus e a hemorroíssa.

Segundo a tradição estas duas personagens seriam então a mesma mulher. Quem ficou curada do fluxo de sangue seria a mesma que enxugou o rosto de Jesus. Esta segunda parte sobrepôs-se à primeira, de modo que hoje quase só se fala da Verónica e não da hemorroíssa.

Verónica teria vindo para Roma trazendo consigo a relíquia do véu com o rosto de Jesus impresso.

E a história continuou – uma vez em Roma, Volusiano, um funcionário romano, teria tomado à força a sacra imagem de Verónica, levando-a para o imperador. Assim que o imperador Tibério viu a imagem (Verónica quer dizer verdadeira imagem) teria ficado imediatamente curado da lepra.

Posteriormente, esse véu teria sido entregue pela própria Verónica, antes de falecer, ao Papa São Clemente.

No século XV, a devoção por Santa Verónica conheceu um grande fomento na Europa, sobretudo na França, onde era venerada como uma das primeiras evangelizadoras. 

Verónica seria a mulher curada do fluxo de sangue ou a hemorroíssa seria depois a Verónica que enxugou o rosto de Jesus, tendo ficado com ele estampado no seu lenço.

 

Conclusão:

Não sabemos onde terminou a história e começou a lenda ou a ficção, mas podemos concluir com todo o rigor:

- Um dia Jesus enxugou (curou) o fluxo de sangue de uma mulher anónima.

- Mais tarde, foi essa mulher anónima que enxugou (aliviou) o rosto de Jesus quando subia o calvário com a sua cruz de condenação.

As ações uniram as duas mulheres e a tradição deu-lhe o nome de verdadeira imagem, não de si mesmas, mas de Jesus.

Esta é a história de uma mulher, protagonista de dois episódios, que foi enxugada e que enxugou e que se chama Verónica ou Bernice.

 

Ver também:

História de duas mulheres

A menina está a dormir

Kum, isto é, levanta-te

Assim tocamos corações

Tocar o coração

Cordeirinha levanta-te

Coragem e fé

Jovem, levanta-te

Talitha kum

Tocar na orla da capa

 

domingo, 7 de julho de 2024

Profetas em toda a parte

 

Ano B – XIV domingo comum

 

Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa.

Então ninguém é profeta na sua terra.

 

Isto é positivo ou negativo? É bom ou é mau?

Uma coisa e outra.

 

É negativo – porque devemos ser profetas em toda a parte. Não deve haver lugar em que se não possa ser profeta, cristão, evangelizador.

 

É positivo – porque assim o profeta não se acomoda na sua terra ou na sua casa e tem de sair. É uma maneira de nos tornarmos missionários, enviados, sempre em saída.

 

Ver também:

Jesus foi carpinteiro

Poucos milagres, pouca fé

O carpinteiro na sua terra

Humildade versus orgulho

Na oficina de São José

Mestre carpinteiro

Anunciar e denunciar

O carpinteiro de Nazaré 

Parábola do carpinteiro

Sem olhar a quem

Fel e mel

O filho do carpinteiro

Profeta na sua terra

Jesus carpinteiro

Santos de casa

Sem fronteiras

Ninguém é profeta na sua terra

 

Não há Férias sem Fé


Boas férias!

Não te esqueças que levas a tua FÉ nas tuas FÉrias

Porque sem fé não há férias

E não há férias sem fé.

 

Não dês férias à tua vida cristã

Dá vida cristã às tuas férias.

Ao concluir  ano de catequese, cada criança levou um crachá com a frase:

     Sem

Não há rias

 

Ver também:

Descansar só com Jesus

As férias do Pe. Dehon

 

sexta-feira, 5 de julho de 2024

Era mais que inclusivo


6ª feira – XIII semana comum

Os fariseus perguntaram aos discípulos:

- Por que motivo é que o vosso Mestre come com os publicanos e os pecadores.

Jesus ouviu e respondeu:

- Porque não são os que têm saúde que precisam do médico, mas os doentes.

Porque prefiro a misericórdia ao sacrifício.

Porque não vim chamar os justos, mas os pecadores.

 

1º - Os fariseus não tiravam os olhos de Jesus. Seguiam-no e questionavam tudo o que ele fazia ou dizia. É pena fazerem isso com más intenções.

2º - A pergunta foi feita aos discípulos, mas foi Jesus quem respondeu. De facto, as perguntas difíceis são sempre respondidas por Ele em vez dos outros. Ele responde com ações e palavras, com a boca e com os gestos.

3º - Jesus diz que veio como messias, mestre, salvador. Veio salvar, todos precisam de serem salvos e a todos salvará.

Conclusão: Jesus não comia com pecadores e cobradores de impostos porque queria mostrar-se inclusivo, tolerante e recetivo. Ele comia com ele para chamá-los à conversão de vida e a morrer para si mesmo e a viver para ele. O seu chamamento era à conversão da vida e não à afirmação da identidade.

 

Recordo que em 2023, durante a Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, o Papa Francisco repetiu:

- Todos, todos, todos!

E muitos quiseram ver nessas palavras e nessa atitude um gesto inclusivo, tolerante e recetivo. Suponho que deve ser muito mais e não apenas a aprovação de identidades e diferenças.

De facto, o convite à conversão é para todos. E não é apenas pata ser inclusivo, mas para se converter.

 

Ver também:

Aprender a ver como Jesus

À mesa de Mateus e de Jesus

Jesus passa vê e chama

À mesa com os pecadores

Pintar uma vocação

De banqueiro a apóstolo

Retrato de uma vocação

Comentário

 

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Uma santa Portuguesa


Memória de Santa Isabel de Portugal

É uma santa portuguesa, com certeza.

É com certeza uma santa portuguesa.

 

A rainha Santa Isabel, é chamada de Portugal, apesar de ter nascido no Reino de Aragão. De facto, veio para Portugal onde se casou com o rei D. Dinis. Morreu no ano 1336 quando mediava o acordo de paz entre seu filho e seu genro.

 

Na minha infância o meu Pároco, Pe. Agostinho de Freitas, para além de presidir à missa e à ladainha, acompanhava os cânticos ao órgão. Na ladainha, de vez em quando ele avisava com voz forte: agora vem um Santo Português… e com toda a intensidade da música e da sua potente voz invocava ou Santo António, São Teotónio, São João de Deus, São João de Brito, Santa Beatriz da Silva ou Santa Isabel de Portugal… e todo o povo acompanhava com redobrado entusiasmo e igual potência de voz o correspondente: Rogai por nós.

Aprendi assim a ter orgulho dos santos da nossa comunidade, os santos portugueses.

Afinal quem são os santos?

São os ilustres irmãos nossos de quem muito nos orgulhamos.

Aprendi também que estes santos faziam parte de nós e da nossa família e nós fazemos parte deles.

Não era o santo que precisava de mais atenção, nós é que precisávamos de mais devoção.

Quem me dera que ainda hoje alguém diga entre nós: Agora vem um santo português.

Que a Rainha Santa Isabel nos alcance essa graça.

 

Ver também:

Milagre das rosas hoje

Santa Isabel de Portugal

Visitando Santa Isabel

Rainha Santa Isabel

5ª feira – XIII semana comum

O que é mais fácil?

Que vos parece mais fácil:

- Curar um corpo enfermo ou perdoar os pecados de uma alma?

A alma é mais elevada; as suas doenças são mais difíceis de curar.

Mas, como essa cura é invisível, farei diante de vós uma cura visível, embora menos importante, diz o Senhor Jesus.

Assim ordena ao paralítico que se levante e volte para casa.

Parece estar a dizer-lhe:

- Através daquilo que te aconteceu, Eu gostaria de curar estas pessoas, que parecem de boa saúde, mas que, na realidade, têm a alma doente. Mas, visto que elas não querem, vai tu para tua casa, onde a tua cura dará frutos. (Cf. São João Crisóstomo (345-407) Homilias sobre São Mateus, n.° 29)

 

Ver também:

Levanta-te e anda

Perdoar = curar

Perdoar os pecados

 

quarta-feira, 3 de julho de 2024

S. Tomé cantado por Camões


Festa de São Tomé, Apóstolo
No seu livro Os Lusíadas, no Canto X, 108-119, Camões canta a vida, presença, pregação, milagres, morte e glorificação do Apóstolo São Tomé nas terras da Índia.
 
Olha que de Narsinga o senhorio
Tem as relíquias santas e benditas
Do corpo de Tomé, barão sagrado,
Que a Jesu Cristo teve a mão no lado.
 
Aqui a cidade foi, que se chamava
Meliapor, fermosa, grande e rica;
Os Ídolos antigos adorava,
Como inda agora faz a gente inica.
Longe do mar naquele tempo estava,
Quando a Fé, que no mundo se pubrica,
Tomé vinha pregando, e já passara
Províncias mil do mundo, que insinara.
 
Chegado aqui, pregando e junto dando
A doentes saúde, a mortos vida,
Acaso traz um dia o mar, vagando,
Um lenho de grandeza desmedida.
Deseja o Rei, que andava edificando,
Fazer dele madeira; e não duvida
Poder tirá-lo a terra, com possantes
Forças de homens, de engenhos, de aliphantes.
 
Era tão grande o peso do madeiro,
Que, só pera abalar-se, nada abasta;
Mas o núncio de Cristo verdadeiro
Menos trabalho em tal negócio gasta:
Ata o cordão, que traz, por derradeiro,
No tronco, e facilmente o leva e arrasta
Pera onde faça um sumptuoso templo,
Que ficasse aos futuros por exemplo.
 
Sabia bem que, se com fé formada
Mandar a um monte surdo que se mova,
Que obedecerá logo à voz sagrada,
Que assi lho insinou Cristo, e ele o prova.
A gente ficou disto alvoraçada;
Os Bramenes o tem por cousa nova;
Vendo os milagres, vendo a santidade,
Hão medo de perder autoridade.
 
São estes sacerdotes dos Gentios,
Em que mais penetrado tinha enveja;
Busca maneiras mil, buscam desvios,
Com que Tomé não se ouça, ou morto seja.
O principal, que ao peito traz os fios,
Um caso horrendo faz, que o mundo veja
Que inimiga não há, tão dura e fera,
Como a virtude falsa, da sincera.
 
Um filho próprio mata, e logo acusa
De homecidio Tomé, que era inocente;
Dá falsas testemunhas, como se usa:
Condenaram-lhe a morte brevemente.
O Santo, que não vê milhor escusa
Que apelar pera o Padre omnipotente,
Quer, diante do rei e dos senhores
Que se faça um milagre dos maiores.
 
O corpo morto manda ser trazido,
Que resucite e seja perguntado
Quem foi o matador, e será crido
Por testemunho, o seu, mais aprovado.
Viram todos o moço vivo, erguido,
Em nome de Jesu crucificado;
Dá graças a Tomé, que lhe deu vida,
E descobre seu pai ser homicida.
 
Este milagre fez tamanho espanto,
Que o Rei se banha logo na água santa,
E muitos após ele; um beija o manto,
Outro louvor do Deus de Tomé canta.
Os Bramenes se encheram de ódio tanto,
Com seu veneno os morde enveja tanta.
Que, persuadindo a isso o povo rudo,
Determinam matá-lo, em fim de tudo.
 
Um dia que pregando ao povo estava,
Fingiram entre a gente um arruído.
Já Cristo neste tempo lhe ordenava
Que, padecendo, fosse o Céu subido.
A multidão das pedras, que voava,
No Santo dá, já a tudo oferecido;
Um dos maus, por fartar-se mais depressa,
Com crua lança o peito lhe atravessa.
 
Choraram-te, Tomé, o Ganges e o Indo;
Chorou-te toda a terra que pisaste;
Mais te choram a almas que vestindo
Se iam da santa Fé que lhe insinaste;
Mas os anjos do Céu, cantando e rindo,
Te recebem na Glória, que ganhaste.
Pedimos-te que a Deus ajuda peças,
Com que os teus Lusitanos favoreças.
 
E vós outros que os nomes usurpais
De mandados de Deus, como Tomé,
Dizei: se sois mandados, como estais
Sem irdes a pregar a Santa Fé?
Olha que, se sois sal e vos danais
Na pátria, onde profeta ninguém é,
Com que se salgarão, em nossos dias,
(Infiéis deixo) tantas heresias?
 
Ver também:
O primeiro dia da semana
Meu criador e meu salvador
Domingo de pascoela
Misericórdia para todos
Gémeo de quem
A lança e o esquadro
Apóstolo do Coração de Jesus
Gémeo de Tomé
Crer e ver sem olhar
Meu Senhor e meu Deus
Tomé Dídimo
Confissão de Tomé
Por que acreditar
São Tomé
Tomé
 

terça-feira, 2 de julho de 2024

Acordar a nossa fé


3ª feira – XIII semana comum

O coração de cada cristão é uma barca que navega no mar e que não se afundará se o espírito mantiver bons pensamentos, isto é, se a sua fé se mantiver acordada.

 

Insultaram-te: é o vento que te fustiga.

Encolerizaste-te: é a onda que se levanta.

Surgiu a tentação: é o vento que sopra.

A tua alma está perturbada: são as vagas que se elevam.

Insultaram-te e desejas vingança; castigaste sem temperança e estás caído.

E por quê?

Porque Cristo dorme no teu coração.

O que significa que Cristo dorme?

Que tu te esqueceste dele.

Acorda Cristo, deixa que Ele te fale.

 

Quem é Este, a quem até o vento e o mar obedecem?

Imita, pois, os ventos e o mar: obedece ao Criador.

O mar mostra-se dócil à voz de Cristo e tu continuas surdo?

O mar obedece, o vento acalma-se e tu continuas a soprar?

Que queremos dizer com isso?

Lamentar-se, agitar-se, pensar na vingança: não será tudo isto continuar a soprar e não querer ceder diante da palavra de Cristo?

Quando o teu coração está perturbado, não te deixes submergir pelas vagas.

No entanto, se o vento nos mudar — porque somos apenas humanos — e acicatar as emoções más do nosso coração, não desesperemos. Acordemos Cristo, para que possamos prosseguir a nossa viagem por mares mais calmos. (Adaptação do Sermão 63 de Santo Agostinho, século V)

 

Conclusão:

Nós somos esse barco que está no mar da vida.

As tempestades são as nossas tentações e defeitos.

A nossa fé é Jesus que parece dormir no barco.

 

Ver também:

O Senhor que acalma o mar

No mar da vida

Navegar com Jesus

Envergonhados

Jesus dormia

Tempestade e bonança