terça-feira, 8 de outubro de 2024

Qual é a melhor parte?


3ª feira – XXVII semana comum

- Qual é a melhor parte?

- A melhor parte é ser discípulo.

 


Naquele tempo a mulher estava restrita ao âmbito doméstico, era quem se ocupava dos cuidados da casa, e estava sob a tutela do homem, seja marido, pai ou irmão. E, dessa forma, ela recebia bem os seus convidados. Neste relato não se menciona outro personagem além das duas mulheres e Jesus.

Marta representa esse modelo social, enquanto Maria representa a reviravolta que a experiência com Jesus suscita nas mulheres de seu tempo.

Maria é descrita como discípula, que era algo restrito apenas aos homens. Ela estava sentada aos pés do Senhor e ouvia a sua palavra. Estar aos pés de alguém é atitude do discípulo. Outro elemento importante é a atitude de escutar pois o discípulo aprende de seu mestre ouvindo os seus ensinamentos e contemplando as suas atitudes.

Dessa forma Maria encarna o perfil de discípula.

Marta fica incomodada que Maria não se adeque aos padrões estipulados pela sociedade da época. Quer que Jesus ordene que volte a ocupar o papel de antes. Mas a resposta de Jesus é surpreendente! Ele legitima a escolha de Maria ao reiterar a Marta que a sua irmã escolheu a melhor parte: ser discípula.

 

Ver também:

Uma Bimby chamada Marta

O melhor e o mais difícil

A arte de bem receber

Nivelar por cima

Alojamento local

Receber Jesus em casa

Chaves de Santa Marta

Por entre as panelas

Hóspede e hospedeiro

Em defesa de Marta

Dois mundos

Aprendensinar

Não precisa justificar-se

Falar, escutar, servir

Parar para escutar

Marta e Maria

Santa Marta

Ora et labora

Marta ou Maria

 

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Rezar com Fernando Pessoa

 

Memória da Virgem Santa Maria do Rosário

Ave Maria de um poeta

Fernando Pessoa ainda não tinha 14 anos quando escreveu um poema sobre a Ave Maria que dedicou expressamente à sua mãe, Maria Madalena Pinheiro Nogueira, natural de Angra do Heroísmo, Terceira, Açores.

 

No dia de Nossa Senhora do Rosário podemos rezar com a ajuda deste grande poeta.

 

AVE-MARIA

           À minha mãe

 

Ave Mariatão pura,

Virgem nunca maculada

Ouvide a prece tirada

No meu peito da amargura.

 

Vós que sois cheia de graça

Escutai minha oração,

Conduzi-me pela mão

Por esta vida que passa.

 

O Senhorque é vosso filho

Que seja sempre connosco,

Assim como é convosco

Eternamente o seu brilho.

 

Bendita sois vósMaria,

Entre as mulheres da terra

E voss'alma só encerra

Doce imagem d'alegria.

 

Mais radiante do que a luz

E benditooh Santa Mãe

É o fruto que provém

Do vosso ventre, Jesus!

 

Ditosa Santa Maria,

Vós que sois a Mãe de Deus

E que morais lá nos céus

Orai por nós cada dia.

 

Rogai por nós, pecadores,

Ao vosso filho, Jesus,

Que por nós morreu na cruz

E que sofreu tantas dores.

 

Rogai, agoraoh mãe querida

E (quando quiser a sorte)

Na hora da nossa morte

Quando nos fugir a vida.

 

Avé Maria, tão pura,

Virgem nunca maculada,

Ouvide a prece tirada

No meu peito da amargura.

 

(Fernando Pessoa, 12-4-1902)

 

Ver também:

Cinquenta moeda de ouro

A vitória do Rosário

As contas do mês

Os terços do Rosário

A melhor maneira de rezar

Continua a rezar o terço

O Rosário em Portugal

Testemunho

O Rosário

O Pe. Dehon e o Rosário

 

domingo, 6 de outubro de 2024

O triângulo do amor


Ano B – XXVII domingo comum

 

Um, dois, três

Diga lá outra vez:

 

1 – Deus de um fez dois, para depois de dois fazer um.

Por isso, o homem deixará pai e mãe, para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne

 

2 – Não separe o homem o que Deus uniu.

Quem une o casal é Deus, a pedido dos esposos. Então porque é que se separam depois sem dar cavaco a Deus?

Podemos acrescentar – Não una o homem o que Deus separou.

 

3 – O segredo para aproximar o casal ainda mais um do outro.

Quanto mais longe o casal está de Deus, mais longe eles estão um do outro.

Quanto mais próximo o casal está de Deus, mais próximos eles estão um do outro.

 

Ver também:

O verdadeiro casamento

Crescer com humildade

Amor sobre rodas

Matemática do casamento

Grande mistério do amor

Para ser amada

A solução está no…

Dureza do coração

Um só coração

 

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Uma santa confusão no Céu


Memória de São Francisco de Assis

Foi encontrado um novo ocupante para a cadeira que Lúcifer tinha deixado vazia antes da criação do mundo quando desertou.


Nos anais da tradição franciscana, está registado que, quando o Patriarca Seráfico, São Francisco de Assis, morreu, Nosso Santíssimo Senhor veio buscar a sua alma, visto que era uma imagem viva de Jesus Cristo, como por exemplo:

Um - As suas mãos e pés foram trespassados ​​(a primeira pessoa a carregar os estigmas de Nosso Senhor no corpo)

Dois - Teve 12 companheiros como Nosso Senhor.

Três - Vinha de uma família muito rica, mas deixou tudo para cumprir o que Nosso Senhor disse ao jovem rico que lhe perguntou o que poderia fazer para ser salvo.

Quatro - Jejuou 40 dias e 40 noites

Cinco - Viveu de tal modo a pobreza que tal como Jesus não tinha onde reclinar a cabeça.

Seis - Tal como Jesus ensinava aquilo que praticava e vivia o que ensinava.

Sete – Também ele passou fazendo o bem…

E a lista pode continuar por tantos outros aspetos.

 

Tendo vivido em penitência, rejeitando as máximas do mundo e amando a Deus com um coração de serafim, Nosso Senhor quis recompensá-lo especialmente.

 

À medida que se aproximavam da eternidade, houve 'SANTA CONFUSÃO' no Céu. Os Anjos não conseguiram distinguir quem era Francisco e quem era Jesus Cristo. Uns diziam que era São Francisco à direita, outros diziam que era Jesus quem estava à direita.

 

A notável semelhança da alma de São Francisco com a de Nosso Santíssimo Senhor confundiu até os Anjos. Só quando Nosso Senhor se sentou à direita de Deus Pai e de São Francisco na cadeira de Lúcifer, é que os Anjos se aperceberam que tinha sido encontrado um novo ocupante para o trono de Lúcifer, que estava vago antes da criação do homem.

 

Na verdade, os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem subiu ao coração do homem, o que Deus preparou para aqueles que O amam.

 

São Francisco de Assis, rogai por nós.

 

Paz e bem!

 

(Texto adaptado de autor desconhecido)

 

Ver também:

Estigmas de São Francisco

Há 800 anos foi assim

Lições de um frade menor

Os braços de São Francisco

Santo pobre e humilde

Em segredo

Francisco de Assis

São Francisco de Assis

Piadosas

Pai Nosso Franciscano

 

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Mala vazia, coração cheio


5ª feira – XXVI semana comum

O evangelho é vida e não coisas.

Não somos missionários que levam coisas, carregam projetos, estruturas, aparatos ou outros materiais.

O anúncio do evangelho é testemunho, é vida, é espiritualidade, é amor que não pode ser quantificado nem em números nem em objetos.

Jesus envia os seus primeiros missionários recomendando-lhes que não levem mais nada – apenas o poder de realizar milagres e de anunciar a alegre notícia.

Não levam coisas, mas levam companhia ou parceiro (envia dois a dois) e ainda levam uma outra companhia – a terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo.

Não é com uma mochila cheia de coisas que se proclama o evangelho, mas com o coração cheio de ardor e de amor.

 

Em quem se inspirou Jesus para este envio?

Tenho a impressão que Jesus copiou o que fez a sua mãe, logo na sua primeira viagem missionária. Quando foi visitar a sua prima Isabel, não se fala de bagagens de coisas materiais, que só atrapalhariam a viagem. Diz-se antes que levou Jesus, cuja presença envolveu tudo e todos.

Assim os missionários são enviados como Maria de Nazaré. Ela é o modelo de evangelização. Jesus copiou o seu modelo nesta página do Evangelho para que todos nós ainda hoje façamos o mesmo.

 

Ver também:

Por que dois são três

Ninguém é enviado sozinho

Cinco lições dos 72 enviados

Jesus enviou os romeiros

Para aprender a dialogar

Sermão a dois

Aos pares

Grande seara

A colheita é boa

Sacudir o pó das sandálias

Pedi ao dono da seara

Um par de olhos

A missão é grande

Chamou-os e enviou-os

Sacudir o pó dos pés

Carga leve

Poucos mas bons

Dois amigos

Dois a dois

Seara grande

 

Beatificação de um leigo

Ao comemorar hoje o 20º aniversário da beatificação do Imperador Carlos de Áustria, começamos por assinalar a sua condição de leigo. Não são muitos os leigos que são beatificados ou canonizados e ainda menos os membros da realeza.

Ele sempre amou a Deus, a Igreja e ao povo.

E Deus pronunciou-se a favor da sua santidade através de um milagre por sua intercessão.

A Igreja pronunciou-se através da sua beatificação.

E o povo pronuncia-se através da sua invocação.

 

Apesar da traição pessoal do Cardeal Piffl de Viena (que instou os austríacos a se unirem à república e persuadiu a maioria dos outros bispos austríacos a se juntarem a ele em oposição ao imperador) Carlos de Áustria nunca perdeu o seu amor pela Igreja nem a sua veneração pelo Papa e pelo clero.

Alguns bispos, no entanto, permaneceram fiéis ao Imperador-rei exilado, mas a maioria não o fez.

Ao seu lado destacam-se o Cardeal Mindszenty, mas também o beato húngaro Zoltán Meszlényi.

O seu maior admirador, em termos humanos e espirituais, foi São João Paulo II, cujo pai atribui-lhe o nome de Karol em homenagem ao Imperador, e que, ao conhecer a Imperatriz, viúva de Carlos, a serva de Deus Zita, declarou que era uma honra finalmente conhecer a ‘minha Imperatriz’.

Numa época em que muitos leigos se sentem postos à parte, ignorados e até mesmo vitimizados por parte da hierarquia, o exemplo da intercessão do Beato Carlos de Áustria e sua consorte, nunca foram tão necessários e importantes. Embora o relacionamento entre os poderes leigos e clericais da Igreja em quase todos os países hoje possa ser muito diferente do que era – e o da cristandade foi até mesmo condenado por muitos teólogos nas últimas décadas – o último sistema produziu e foi endossado por muitos santos, entre os quais encontramos o Beato Carlos.

Precisamos hoje, mais do que nunca, ver leigos beatificados ou canonizados.

Os tempos modernos podem ser uma fonte abundante de santos leigos.

 

Precisamos de mais leigos santos

e de mais santos leigos.

 

Beato Carlos de Áustria,

Rogai por nós.

(texto adaptado de autor desconhecido)

 

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Mestre, soldado ou doutor


Memória dos Santos Anjos da Guarda

Imaginemos se tivéssemos constantemente ao nosso lado, sempre ao nosso dispor:

- um mestre (professor para nos ensinar e esclarecer)

- um soldado (para nos guardar e defender)

- um doutor (para nos cuidar e confortar)

E sem custos ou qualquer exigência ou condições.

 

Isto não é imaginação, é pura realidade.

Celebrar o Santo Anjo da Guarda é abrir os olhos para essa tríplice companhia.

 

Pergunto de quem mais preciso hoje?

- Se ando desnorteado ou na ignorância, preciso mais de um mestre.

- Se ando em más companhias ou na turbulência, preciso mais de um soldado de defesa.

- Se ando doente, a sofrer ou descompensado, preciso mais de um doutor.


À margem 1

- Por que é que dizemos que os anjos voam?

- Porque chegam depressa junto de nós quando precisamos da sua presença e ajuda. Aliás, os anjos voam não porque têm asas, mas têm asas porque voam.


À margem 2

- Os anjos têm penas?

- Têm sim. Têm pena de nós quando erramos e ignoramos a sua presença e ajuda.

 

Ver também:

Rezar com o anjo da guarda

Nós e os nossos anjos

Três arcanjos a voar

Os anjos não têm asas

Os anjos de São José

Que fazem os anjos?

A função dos arcanjos

Rezando com os poetas

Uma pena de anjo

Mensageiros de Deus

Anjos missionários

Aprendendo com os anjos

A nossa guarda

Meu zeloso guardador

Anjos da guarda

Anjos são missionários

Os anjos estão onde

Meu anjo da guarda

 


terça-feira, 1 de outubro de 2024

A santa mais pequenina


Memória de Santa Teresinha do Menino Jesus 

(1873-1897)

A – Foi simples na oração

Conta-se que Santa Teresa resistindo à tentação de fugir da oração ficou diante do Santíssimo a contar os tijolos da parede. Um dia mais tarde, perguntou ao Senhor: – Qual foi a vez em que a minha oração mais vos agradou? – Aquela em que ficaste a contar tijolos, ripostou-lhe o Senhor. De facto, ela de tudo fazia oração e fazia da oração o seu tudo.

 

B – Foi humilde no exemplo

Um dia apareceu um vaso quebrado no mosteiro. A superiora que era idosa não se vergou nem o recolheu, antes logo tratou de cruzar-se com Teresinha e de a acusar de ser desleixada e de não ter recolhido os cacos. A jovem que culpas não tinha, poderia ter contestado, arrolar testemunhas de que não passara por lá, mas preferiu calar-se… e como não importava nem a sua inocência, nem quem tivesse partido o vaso, e não assumindo ninguém a culpa, foi ela ao local e varreu-os para o lixo. Por que falar para defender-se, se mais valem as ações que as palavras?

 

C – Foi grande no amor

Porque tudo é grande quando é feito por amor. “Ó Jesus, meu amor! Encontrei finalmente a minha vocação. A minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, e este lugar, ó meu Deus, fostes Vós que mo destes: no coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o amor; com o amor serei tudo; e assim será realizado o meu sonho. (in História de uma alma)”

 

Ver também:

A nossa mestra Teresinha

Chamem-me Teresinha

Rezar é amar

Dois pequenos grandes santos

Natal de Santa Teresinha

Lição de Natal

Santa missionária de clausura

ABC da santidade

Simplesmente santa e feliz

Sermão de Santa Teresinha

Teresa de Lisieux e Leão Dehon

Elevador celeste

Amar os inimigos

Teresinha

Teresinha e o Natal

O Jesus de Teresinha

Santa Teresinha