terça-feira, 8 de julho de 2025

Trocas e baldrocas de hoje


3ª feira – XIV semana comum


Ovelhas no céu

As trocas e baldrocas do evangelho de hoje

Em vez de Jesus olhar para a multidão das ovelhas sem pastor, porque andavam fatigadas e abatidas, hoje quero que Jesus olhe para os pastores que parecem estar fatigados e abatidos, como pastores sem rebanho. 

Em vez de Jesus mandar pedir ao Senhor trabalhadores para a sua seara, peçamos-lhe se encha de compaixão para com os trabalhadores.

Em vez de Deus enviar pastores para o rebanho, que mande boas ovelhas para os seus pastores.

De facto, não sei o que é pior, se ovelhas sem pastor ou se pastores sem ovelhas.

O pior de tudo é que hoje as ovelhas não querem ser rebanho.

O que mais preocupa e cansa os pastores é que as suas ovelhas não querem ser rebanho, não querem formar comunidade. Hoje cada ovelha quer seguir o seu caminho, a sua vida e a sua fé por sua própria conta. Uma ovelha sem rebanho ou sem pastor não é livre, mesmo que pareça sê-lo; na verdade, é uma ovelha desgarrada e perdida, que vaga sozinha pelos montes sem saber para onde ir, e está exposta ao assalto de qualquer inimigo como presa fácil. É preciso rezar para que Deus dê rebanhos aos seus pastores e que as ovelhas queiram ser rebanho.

 

À margem:

Em vez de rezarmos para que o dono mande mais trabalhadores para a sua seara, hoje vamos rezar pelos trabalhadores que fatigados e abatidos trabalham já trabalham nessa seara.

 

Oração pelo Pastor

 

1-

Ele sabe fazer-se pequeno

vive a profetizar.

Tem um jeito tranquilo e sereno,

tem o teu jeito de amar.

 

Abençoa, Senhor, o nosso pastor,

abençoa, Senhor, este homem de paz.

E faz com que ele não canse jamais.

E faz com que ele não canse jamais.

 

2-

Ele vive a servir os pequenos

vive a nos incentivar.

Não permite que fique por menos

tudo o que deve mudar.

 

Ele tem uma paz tão inquieta,

vive a se preocupar

Quer o povo a caminho da meta,

quer ver o povo chegar.

 

3-

Ele é pai, é irmão, é amigo,

nunca tem tempo pra si.

De seus braços armou um abrigo,

conduz o povo em ti

 

Seu anseio é sentir que a justiça

aconteceu entre nós.

Quer um povo sem dor nem cobiça,

é voz de quem não tem voz

 

(Música e letra do Pe. Zezinho)

Para ouvir – clicar aqui

 

Ver também:

Os trabalhadores da seara

Diabo não expulsa diabo

O demónio que era mudo

Jesus não parava

E o mudo falou

Enviados para a colheita

Grande seara

Endemoninhado e mudo

A colheita é boa

Pedi ao dono da seara

A missão é grande

Demónio mudo

Para a sua seara

A colheita é grande, mas

Carga leve

Poucos, mas bons

Seara grande

 

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Tocar o manto e curar-se


2ª feira – XIV semana comum

 

- Se eu ao menos lhe tocar na fímbria do manto, ficarei curada.

E assim aconteceu…

O manto entre os judeus tinha 5 significados:

- O manto tinha a finalidade prática de manter as pessoas aquecidas.

- Protegia das intempéries.

- Também servia a um propósito simbólico, no caso dos profetas, mostrando que eles estavam envoltos na autoridade de Deus.

- O manto pode ser visto como um símbolo da unção do Espírito Santo que Deus tão graciosamente concede a todos os cristãos, o povo de Sua escolha (1Ts 1,5-6; 1 Pd 2,9).

- O manto é uma espécie de baldaquino ou de abóbada celeste. Usar um manto é pôr-se debaixo do Céu ou tenda de Deus sobre os homens.

 

É por tudo isto que a mulher do evangelho de hoje quis tocar no manto de Jesus.

Ela precisava de proteção, de acolhimento, da unção, do poder e do Espírito Divino. Numa palavra, ela precisava de cura de Deus.

 

Mas este episódio ensina algo mais sobre Jesus – mostra que Jesus usa um manto, não porque precisa dele, mas porque os outros necessitam do seu manto.

O manto de Jesus não é para si, mas para os outros, está ao serviço dos necessitados.

O manto de Jesus não serve Jesus, mas os que se abeiram dele.

 

Ver também:

Débora eu te ordeno acorda

Quem é esta mulher curada

História de duas mulheres

A menina está a dormir

Kum, isto é, levanta-te

Assim tocamos corações

Tocar o coração

Cordeirinha levanta-te

Coragem e fé

Jovem levanta-te

Tocar e ser tocado

Todos queriam tocar

Talitha kum

Tocar em Jesus

Tocar na orla da capa

 

domingo, 6 de julho de 2025

O Reino está perto de vós


Ano C – XIV domingo comum

Jesus envia os seus missionários com a missão de fazer um único anúncio:

- Está perto de vós o reino de Deus.

Mesmo quando não fossem bem-recebidos deviam dizer:

- No entanto, ficai  sabendo – está perto o reino de Deus!

Mais do que um anúncio, este é um convite.

Se o reino de Deus está perto, então não podemos estar longe de Deus.

Deus está aqui para estarmos sempre com ele.

 

Um amigo meu contou-me que, quando criança, o seu filho costumava ir todos os dias à Capela do colégio e dizia para a imagem do Coração de Jesus:

-  Jesus, eu estou aqui!

O pai habitou-se a esse ritual, embora algumas vezes protestasse por causa da pressa e por vergonha do seu filho ser o único a fazer isso, pois não queria que ele crescesse na beatice, mas que fosse igual aos outros da sua idade.

Quando o rapaz completou 18 anos, o pai ofereceu-lhe uma grande mota, sonho de qualquer jovem.

Dois dias depois, recebeu a notícia: O seu filho está nos cuidados intensivos no hospital por causa de um acidente.

O meu amigo passou dias e noites de desespero no hospital sem poder contactar o sinistrado. O seu filho esteve entre a vida e a morte, mas acabou se recuperando. Assim que pode falar, contou para o seu pai:

- O pai lembra-se do que eu dizia na Capela do Colégio, quando era criança?

- Sim filho. Tu dizias sempre a mesma frase – Jesus, eu estou aqui!

- Pois bem, pai, durante os três primeiros dias no hospital eu sentia a presença de Jesus que me dizia sempre a mesma frase: Eduardo, eu estou aqui!

 

Deus diz-nos que está perto de nós.

Não esqueçamos de dizer-lhe que queremos estar perto dele.

 

À margem:

Esta manhã o Papa Leão XIV resumiu o trecho de Evangelho de hoje com esta frase:

Cristo e a Igreja precisam de cristãos apaixonados e dedicados e não de cristãos de ocasião.


Ver também:

 O pó pega e também prega

Os trabalhadores da seara

Porque dois a dois são três

Ninguém é enviado sozinho

Mala vazia, coração cheio

5 lições dos 72 enviados

Para aprender a dialogar

Sermão a dois

Grande seara

Aos pares

A colheita é boa

Sacudir o pó das sandálias

Pedi ao dono da seara

Um par de olhos

A missão é grande

Chamou-os e enviou-os

Código do trabalhador evangélico

Seara sem trabalhadores ou trabalhadores sem seara

A colheita é grande, mas

Sacudir o pó dos pés

Carga leve

Poucos, mas bons

Dois a dois

Seara grande

 

 

sexta-feira, 4 de julho de 2025

As rosas de Santa Isabel


Memória de Santa Isabel de Portugal

Filha dos reis de Aragão, nasceu em 1271. Ainda muito jovem foi dada em casamento ao rei de Portugal, D. Dinis e teve dois filhos. Dedicou-se de modo singular à oração e às obras de misericórdia. Depois da morte do marido, distribuiu os seus bens pelos pobres e tomou o hábito da Ordem Terceira de São Francisco. Morreu em 1336, quando mediava o acordo de paz entre seu filho e seu genro.

Foi canonizada há precisamente 400 anos pelo papa Urbano VIII (a 25 de maio de 1625).

Iconograficamente identificada pelas rosas no regaço, é conhecida por vários nomes:

- Rainha Santa

- Rainha Santa Isabel

- Santa Isabel de Portugal

- Isabel de Aragão

 

A vida de Santa Isabel ensina-nos que as pessoas não são santas por causa das obras que fazem, mas fazem boas obras por serem Santas. Ou seja, não são santas por que fazem atos heroicos, mas fazem atos heroicos por que são santas.

 

Poesia de João de Lemos (1819 – 1890) in 'Antologia Poética'

As Rosas de Santa Isabel

 

Onde ides, correndo asinha,

Onde ides, bela Rainha,

Onde ides, correndo assim?

Porque andais fora dos Paços?

Que peso levais nos braços?

Oh! Dizei-mo agora a mim?...

 

A Santa, regalos novos,

Frutas, pão, e carne, e ovos,

No regaço e braços seus,

Sem cuidar ser surpreendida,

Ia levar farta vida

Aos pobrezinhos de Deus.

 

Coram-lhe as faces formosas,

E responde - "Levo rosas..."

Dom Dinis deitou-lhe a mão,

Ao regaço, de repente;

Mas de rubra cor vivente

Só rosas lá viu então!...

 

Como o tempo era passado,

Nos jardins, no monte e prado,

De rosas e toda a flor,

El-rei, cheio de piedade,

Nas rosas da caridade

Viu a bênção do Senhor!

 

E daquele rosal dela

Tirando uma rosa bela,

Que guardou no peito seu,

Disse-lhe: "Em paz ide agora,

Que eu me encomendo, Senhora,

À Santa, ao Anjo do Céu."

 

Ver também:

Uma santa portuguesa

Milagre das rosas hoje

Santa Isabel de Portugal

Visitando Santa Isabel

Rainha Santa Isabel

 

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Os caminhos de São Tomé


Festa de São Tomé, Apóstolo

1)

Geralmente, quando se fala de São Tomé, se começa de trás para frente. Depois da Ressurreição, por não estar presente na aparição de Jesus aos Apóstolos, não acreditou no que lhe disseram. Porém, ninguém tem o direito de pensar que Tomé era uma pessoa tépida ou, pior ainda, um pecador. Era apenas um homem cuja fé, profunda, ainda devia ser posta à dura prova da vida, que ele não escondia: expôs as suas dúvidas e fez a Jesus as perguntas que brotavam do seu coração.

Tomé ensina-nos que também aprendemos através das nossas dúvidas.

2)

Por exemplo, quando Jesus voltou a Betânia, - onde seu amigo Lázaro tinha falecido, - os discípulos ficaram com medo, porque na Judeia o clima não era nada favorável. Ali, Tomé demonstrou não ter medo de nada, a ponto de dizer: “Vamos morrer com Ele".

Tomé ensina-nos a ficar ao lado de Jesus em todos os momentos, desde os mais fáceis aos mais difíceis.

3)

Durante a Última Ceia também, quando Cristo disse que ia preparar um lugar para todos na Casa do Pai, Tomé ficou desorientado. Por isso, perguntou ao Senhor para aonde ia e qual seria o caminho para se chegar lá. Então, Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a vida!"

Tomé ensina-nos a dialogar com Cristo e a seguir o seu caminho de vida e de verdade.

4)

Segundo a tradição, o Apóstolo recebeu a missão de evangelizar a Síria e, depois, a cidade de Edessa, da qual partiu para fundar a primeira comunidade cristã na Babilônia, Mesopotâmia, onde permaneceu sete anos. Dalí, embarcou para a Índia. De Muziris, onde já havia comunidade judaica promissora, que se tornou cristã, rapidamente, atravessou todo o país até chegar à China, sempre e somente por amor ao Evangelho. Ao voltar à Índia, foi martirizado, transpassado por uma lança, na atual Chennai, em 3 de julho de 72. Parece ser o apóstolo que foi mais longe, isto é, chegou às terras mais longínquas, ao lugar mais distante da terra de então.

Tomé ensina-nos a ser missionários, a ir mais longe até onde o amor nos levar.

5)

Sabemos que Tomé não era muito instruído, mas, certamente, compensava esta lacuna pelo imenso amor que sentia por Jesus. Hoje nós mostramos o contrário quando queremos parecer muito instruídos, mas o nosso amor fica aquém.

Tomé ensina-nos a querer tocar no coração de Jesus, para que o Coração de Jesus nos alcance e nos toque.

 

Ver também:

A divina paciência

Profissões de fé há muitas

S. Tomé cantado por Camões

O dia de São Tomé

Meu criador e meu salvador

A Páscoa de Tomé

Misericórdia para todos

Querer ver para crer

Gémeo de quem

A lança e o esquadro

O apóstolo do Coração de Jesus

Gémeo de Tomé

Crer e ver sem olhar

Meu Senhor e meu Deus

Tomé Dídimo

Confissão de Tomé

Por que acreditar

São Tomé

É sempre o mesmo

Também sou Tomé                    

 

terça-feira, 1 de julho de 2025

Viajando na mesma barca


3ª feira – XIII semana comum

1)

Quando se viaja na mesma barca, não importa a cor da pele, a idade, a religião, a cultura dos passageiros. Nem mesmo o passado. O que importa é enfrentar juntos as tempestades, chegar juntos a porto seguro e juntos descobrir novos horizontes. (Leonardo da Vinci)

 

2)

Acalmar a tempestade e fazer os ventos e ondas do mar sossegarem é algo tão impossível quanto dormir na popa de um barquinho sem motor enquanto o mundo desmorona ao redor. Só O senhor é capaz disso.

 

3)

Os homens sempre tiveram oportunidade de aprender com os outros seres vivos, nomeadamente com a maior parte dos animais – a resiliência, o poder de sacrifício, a generosidade e dedicação, a constância, a paciência etc.

Aprender das coisas materiais já não é assim tão frequente. Por exemplo aprender da água mole em pedra dura etc.

No evangelho de hoje os discípulos aprenderam do vento e do mar. Apesar da agitação e da turbulência eles ouviram e obedeceram às palavras de Jesus.

Se eles sem inteligência são capazes de escutar e obedecer, então por que não fazemos o mesmo?

 

Ver também:

Acordar a nossa fé

O Senhor que acalma o mar

Com Jesus ninguém se afunda

No mar da vida

Navegar com Jesus

Envergonhados

Brigar com Deus

Tempestade e bonança

Jesus dorme