quinta-feira, 20 de junho de 2024

Pai nosso ou pai de todos?


5ª feira – XI semana comum

 

Por coincidência no Ofício de Leitura de hoje pode ler-se mais uma página de O tratado de São Cipriano (Século III) sobre a Oração Dominical:

E assim como chamamos Pai nosso, por Ele é Pai dos que P conhecem e creem nele, também dizemos o pão nosso, porque Cristo é o pão daqueles que recebem o seu Corpo.

Porque é que Jesus ensina a dizer PAI NOSSO e não PAI DE TODOS?

E porque é que devemos dizer O PÃO NOSSO e não O PÃO DE TODOS?

 

São Cipriano dá-nos a explicação no Tratado acima apresentado.

De facto, chamamos a Deus Nosso Pai e não Pai de Todos porque ele é pai dos que o conhecem e creem nele.

Então devemos dizer que Deus não é Pai de todos?

Ele é Pai de Todos na medida que o invocamos.

Ele é Pai de Todos os que o invocam.

Na mesma linha o Pão que pedimos, não é o Pão de Todos, mas o Pão Nosso.

De facto, o Pão da vida é Cristo, e é pão nosso e não pão de todos porque Cristo é o pão daqueles que recebem o seu corpo.

 

Logo depois pedimos o perdão.

De facto, depois do alimento pedimos o perdão para todos.

Agora sim é o perdão de todos e não apenas o nosso perdão porque para termos o nosso perdão todos devem ter também o seu perdão.

 

Para continuar a refletir:

Se dizemos Pai Nosso, sentimo-nos todos irmãos à volta do Pai.

Se dizemos Pai de Todos, continuamos a marcar a diferença de cada um.

 

À margem:

Durante a homilia de hoje fiquei com vontade de propor a seguinte experiência:

Já estamos habituados a rezar a Oração do Pai Nosso. Não vale a pena fazer grandes reflexões ou explicações. Basta apenas lembrar ou saborear o que se reza tantas vezes durante a jornada.

Então a melhor estratégia para saborear e recordar essa oração é pô-la por escrito: distribuiu uma folha em branco e um lápis e cada um passou para o papel a oração do Pi Nosso. Alguns levaram muito tempo… outros redescobriram maravilhas nessa oração, uns chegaram à conclusão de que até então não sabiam bem o que rezavam, etc. etc.

Às vezes é bom recomeçar de novo.

 

Ver também:

A miniatura do Pai Nosso

Rezar é amar

Poucas palavras e muito devagar

Onde, como e o que rezar

 

Ver ainda etiqueta neste blogue – Pai-Nosso

 

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Vantagem de orar em segredo


4ª feira – XI semana comum

 

Quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto te dará a recompensa…

Vantagem da oração em segredo:

- Evita distrações.

- Promove a humildade e simplicidade.

- Foge do orgulho e vaidade.

- Centra-se no essencial.

- Porque desvia-se da avaliação dos outros.

- É mais fácil, pois nem precisa de palavras.

- Nem é necessário acender a luz.

- Porque sentimos Deus mais presente ou mais próximo.

- Porque o barulho não ajuda a oração nem a oração precisa de barulho.

- Porque rezar não é mostrar-se, mas unir-se.

- Porque em privado somos mais sinceros e transparentes.

- Porque no recolhimento há um céu aberto num quarto fechado.

- Porque Deus gosta de bater à porta.

- Enfim, porque é assim que falamos com os nossos amigos – em segredo e baixinho. Porque falamos baixinho e não gritamos porque os nossos corações estão muito perto um do outro. Também falamos baixinho com Deus porque estamos perto do seu coração e ele perto do nosso coração.

 

Para continuar:

Quais as vantagens de fazer jejum ou sacrifícios em segredo?

Quais as vantagens de dar esmola em segredo?

 

Ver também:

Qual é a alma do negócio?

Amar em segredo

Dar com alegria

Serviço ou ser visto

Quando jejuares

 

segunda-feira, 17 de junho de 2024

Oferece a face da dignidade


2ª feira – XI semana comum

Se alguém te forçar a caminhar um quilómetro, vai com ele dois quilómetros…

Os soldados do exército romano tinham o direito legal de forçar qualquer súbdito de um território ocupado a carregar consigo as suas mochilas e equipamentos pesados. No entanto, o limite legal era de 1.000 passos – ou seja, uma milha romana (aproximadamente meia milha hoje). Assim, o “sujeito” foi na verdade transformado em um objeto para ser usado como mula de carga. Mas ao oferecer-se para ultrapassar o limite, o objeto humano silenciado e oprimido estaria recuperando o estatuto de sujeito. Ao fazer esta livre escolha, ele não estaria apenas demonstrando a extravagante generosidade de Deus; ele também colocaria o soldado numa situação embaraçosa, porque permitir a milha extra seria, na verdade, infringir a lei.

Assim a quem te oferece a opressão, oferece a outra face, a face da tua dignidade.

A oferta da “segunda milha” foi na verdade uma forma de desmascarar o jogo de poder, de subverter o sistema de forma não violenta, entrando diretamente no ridículo de tudo isto. E isso não é covardia. É preciso muita coragem. Este ato subversivo inverte a dinâmica do poder. A tentativa do soldado de intimidar e humilhar o camponês leva agora a um constrangimento desconfortável.

Jesus não está apenas caminhando passivamente com um soldado; ele está compartilhando com ele e até ensinando-o. E embora Jesus seja claramente aquele que não tem poder algum na situação, o soldado fica cativado pelo que tem a dizer, porque fala a partir da sabedoria única que só existe no coração dos oprimidos. (Inspirado em autor desconhecido)

 

 

A face da verdade

Jesus vive sempre o que ensina e ensina sempre o que vive.

Também ao propor que os seus discípulos oferecessem a outra face quando alguém usasse de violência, mais tarde daria o exemplo.

Jesus ofereceu a outra face no tribunal que o condenou à morte.

Jesus disse:

- Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse.

Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:

- É assim que respondes ao sumo sacerdote?

Respondeu-lhe Jesus:

- Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?

A quem lhe bateu numa face Jesus mostrou-lhe a outra, a face da verdade.

 

Ver também:

A vida é policromada

Oferece nova oportunidade

É lógico amar os inimigos

Focar o bem ou o mal

Sem inimigos

O amor tudo apaga

Amar a todos

A outra face

Ama o teu inimigo

As duas faces

Transbordar o amor

Amar os inimigos

Outra face

Oferecer outra face

 

domingo, 16 de junho de 2024

Ninguém nasce grande


Ano B – XI domingo comum

 


Deus podia fazer com que as coisas acontecessem sem a nossa participação e tudo surgisse já de forma completa e perfeita. Nós podíamos ter nascido já completos, sem precisarmos de crescer ou amadurecer.

Mas Deus quis fazer a sua obra com paciência e humildade, respeitando o nosso ritmo, por isso caminha lentamente ao nosso lado.

Ele planta pequenas sementes no nosso coração que devem germinar e dar frutos.

Cada vez que ouvimos a Palavra de deus, recebemos o Corpo de Cristo ou acolhemos o seu perdão, ele está a semear no nosso coração.

Cabe a nós receber essas sementes com gratidão e deixá-las crescer.

Muitas vezes não percebemos, porque gostamos de coisas grandes e espetaculares, mas Deus tem uma forma diferente de se manifestar. Ele estabeleceu a sua salvação no meio de nós como um grão de mostarda que cresce, embora não compreendamos bem como.


À margem 1

Sempre ouvi dizer que ninguém nasce ensinado, tal como ninguém nasce grande.

Aqui nos Açores há uma maneira de dizer a mesma coisa:

Ninguém nasce aprendido.

E assim se vai morrendo e aprendendo.


À margem 2

Há um provérbio chinês que diz – não dês peixe ao pedinte; ensina-lhe a pescar. De facto, dando ao homem um peixe e ele se alimentará por um dia. Ensinando-o a pescar e ele se alimentará por toda a vida. Mas este provérbio tem fundamento evangélico. Foi o que aconteceu na pesca milagrosa. Jesus disse-lhe para lançar as redes, eles obedeceram e pescaram muito peixe. Jesus, de facto, não deu o peixe, mas ensinou-os a pescar.

Do mesmo modo podia haver um provérbio que poderia dizer: Não esperes que Deus te dê pão. Aceita as sementes que ele de dá e o pão não te faltará…

 

Ver também:

Sementes do reino

Semeando mostarda

A praga da mostarda

Jesus é grão e fermento

Grão a grão

Sementes de humildade

Pequenas grandes coisas

Lições da mostarda

Grão de trigo e de mostarda

Mostarda

Em particular

 

quinta-feira, 13 de junho de 2024

O tão grande Santo António

 

Festa de Santo António de Lisboa

Presbítero e Doutor da Igreja, Padroeiro de Portugal

 

Porque que é tão grande Santo António?

 

1º - Porque “chamar a Santo António Antonino (para o distinguir de Santo Antão ou Santo António abade do deserto), são dois agravos em um agravo.

O primeiro da comparação. O segundo da preferência. Não só agravo de António o preferir-se-lhe outro, senão também o comparar-se-lhe.

Olhai para aquele altar: Foi tão grande Santo António, que Cristo diante dele, parece pequeno. Falo da grandeza das obras, e tenho licença do mesmo Cristo para o dizer assim: Alguns dos que crerem em mim, diz Cristo, não só farão as obras que eu faço, senão ainda maiores.” (Pe. António Vieira, sermão de Santo António, na igreja dos portugueses em Roma).

2º - Porque podemos acrescentar: Cristo diante de Santo António parece pequeno para confirmar a sua palavra: Quem se humilha será engrandecido por Deus.

3º - Porque Jesus diz no evangelho de hoje que aquele que praticar os mandamentos e ensinar será grande no reino dos Céus.

Santo António padroeiro das causas perdidas

Invocar Santo António de Lisboa, como padroeiro das causas perdidas é uma devoção sempre atual, especialmente no sistema de correio de hoje de compras por internet, onde pacotes e cartas costumam ser extraviados.

Antigamente os católicos escreviam SAG no verso dos seus envelopes na esperança de chegarem com segurança ao seu destino. É uma tradição com 300 anos que remonta a 1729 quando uma esposa tentou várias vezes corresponder-se com o seu marido comerciante em viagem da Espanha para o Peru. Não tendo recebido resposta às suas cartas, a ansiosa esposa escreveu uma carta e colocou-a nas mãos da imagem de Santo António na sua igreja local. Depois de alguns dias e repetidas orações ao santo das causas perdidas, ela foi à igreja e encontrou uma carta endereçada a si pelo marido com algum dinheiro.

A partir daí muita gente começou a colar uma imagem de Santo António no envelope das suas cartas com a sigla SAG, isto é, Santo António Guia.

 

Ver também:

O santo de Fernando Pessoa

O santo que perdeu o menino

Pátrias de Santo António

O santo da nossa festa

De Lisboa ou de Pádua

O milagre que falta

Utilidade pública

A língua de santo António

Santo António

António Santo

 

quarta-feira, 12 de junho de 2024

O santo de Fernando Pessoa


De poeta e de santo todos temos um tanto, diz o povo e com razão.

Fernando Pessoa não escapa a esta verdade.

O genial poeta tem muito a ver com um santo, a quem chamava simplesmente de O MEU SANTO.


A 13 de junho de 1888, pelas 15H20, nasceu Fernando António Nogueira Pessoa. O parto ocorreu no quarto andar esquerdo do n.º 4 do Largo de São Carlos, em frente ao Teatro Nacional de São Carlos, na então freguesia dos Mártires, em Lisboa. De famílias da pequena aristocracia, pelos lados paterno e materno, o pai, Joaquim de Seabra Pessoa, natural de Lisboa, era funcionário público do Ministério da Justiça e crítico musical do «Diário de Notícias». A mãe, D. Maria Magdalena Pinheiro Nogueira Pessoa, era natural dos Açores (mais propriamente, da Ilha Terceira).

Fernando António foi batizado em 21 de julho na Basílica dos Mártires, ao Chiado, tendo por padrinhos a Tia Anica (D. Ana Luísa Pinheiro Nogueira, tia materna) e o General Chaby. A escolha do nome homenageia Santo António: a família reclamava uma ligação genealógica com Fernando de Bulhões, nome de batismo de Santo António, tradicionalmente festejado em Lisboa a 13 de Junho, dia em que Fernando Pessoa nasceu.

Santo António, pagela, autor desconhecido, MA.GRA.281. 

Séc. XIX (finais) – Séc. XX (início)
Pertenceu a Fernando Pessoa, tendo sido integrada na coleção do Museu por doação de Manuela Murteira e Luís Rosa Dias, sobrinhos do poeta.


Fernando Pessoa

SANTO ANTÓNIO

 

Nasci exatamente no teu dia —

Treze de Junho, quente de alegria,

Citadino, bucólico e humano,

Onde até esses cravos de papel

Que têm uma bandeira em pé quebrado

Sabem rir...

Santo dia profano

Cuja luz sabe a mel

Sobre o chão de bom vinho derramado!

 

Santo António, és portanto

O meu santo,

Se bem que nunca me pegasses

Teu franciscano sentir,

Católico, apostólico e romano.

 

(Refleti.

Os cravos de papel creio que são

Mais propriamente, aqui,

Do dia de S. João...

Mas não vou escangalhar o que escrevi.

Que tem um poeta com a precisão?)

 

Adiante ... Ia eu dizendo, Santo António,

Que tu és o meu santo sem o ser.

Por isso o és a valer,

Que é essa a santidade boa,

A que fugiu deveras ao demónio.

És o santo das raparigas,

És o santo de Lisboa,

És o santo do povo.

Tens uma auréola de cantigas,

E então

Quanto ao teu coração —

Está sempre aberto lá o vinho novo.

 

Dizem que foste um pregador insigne,

Um austero, mas de alma ardente e ansiosa,

Etcetera...

Mas qual de nós vai tomar isso à letra?

Que de hoje em diante quem o diz se digne

Deixar de dizer isso ou qualquer outra coisa.

 

Qual santo! Olham a árvore a olho nu

E não a veem, de olhar só os ramos.

Chama-se a isto ser doutor

Ou investigador.

 

Qual Santo António! Tu és tu.

Tu és tu como nós te figuramos.

 

Valem mais que os sermões que deveras pregaste

As bilhas que talvez não concertaste.

Mais que a tua longínqua santidade

Que até já o Diabo perdoou,

Mais que o que houvesse, se houve, de verdade

No que — aos peixes ou não — a tua voz pregou,

Vale este sol das gerações antigas

Que acorda em nós ainda as semelhanças

Com quando a vida era só vida e instinto,

As cantigas,

Os rapazes e as raparigas,

As danças

E o vinho tinto.

 

Nós somos todos quem nos faz a história.

Nós somos todos quem nos quer o povo.

O verdadeiro título de glória,

Que nada em nossa vida dá ou traz

É haver sido tais quando aqui andámos,

Bons, justos, naturais em singeleza,

Que os descendentes dos que nós amámos

Nos promovem a outros, como faz

Com a imaginação que há na certeza,

O amante a quem ama,

E o faz um velho amante sempre novo.

Assim o povo fez contigo

Nunca foi teu devoto: é teu amigo,

Ó eterno rapaz.

 

(Qual santo nem santeza!

Deita-te noutra cama!)

Santos, bem santos, nunca têm beleza.

Deus fez de ti um santo ou foi o Papa? ...

Tira lá essa capa!

Deus fez-te santo! O Diabo, que é mais rico

Em fantasia, promoveu-te a manjerico.

 

És o que és para nós. O que tu foste

Em tua vida real, por mal ou bem,

Que coisas, ou não coisas se te devem

Com isso a estéril multidão arraste

Na nora de uns burros que puxam, quando escrevem,

Essa prolixa nulidade, a que se chama história,

Que foste tu, ou foi alguém,

Só Deus o sabe, e mais ninguém.

 

És, pois, quem nós queremos, és tal qual

O teu retrato, como está aqui,

Neste bilhete postal.

E parece-me até que já te vi.

 

És este, e este és tu, e o povo é teu —

O povo que não sabe onde é o céu,

E nesta hora em que vai alta a lua

Num plácido e legítimo recorte,

Atira risos naturais à morte,

E cheio de um prazer que mal é seu,

Em canteiros que andam enche a rua.

 

Sê sempre assim, nosso pagão encanto,

Sê sempre assim!

Deixa lá Roma entregue à intriga e ao latim,

Esquece a doutrina e os sermões.

De mal, nem tu nem nós merecíamos tanto.

Foste Fernando de Bulhões,

Foste Frei António —

Isso sim.

Porque demónio

É que foram pregar contigo em santo?

 

(Cf. Fernando Pessoa: Santo António, São João, São Pedro. Fernando Pessoa. Organização de Alfredo Margarido. Lisboa: A Regra do Jogo, 1986)

 

Santo António de Lisboa

Era um grande pregador,

Mas é por ser Santo António

Que as moças lhe têm amor.

 

(s.d. Cf. Quadras ao Gosto Popular. Fernando Pessoa. (Texto estabelecido e prefaciado por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1965. (6ª ed., 1973).  - 116)

 

Ver também:

O santo que perdeu o menino

Pátrias de Santo António

O santo da nossa festa

De Lisboa ou de Pádua

O milagre que falta

Utilidade pública

A língua de santo António

Santo António

António Santo

 

Fazer e só depois ensinar


4ª feira – X semana comum

 

Praticar para ensinar

Ensinar para praticar

Aquele que os [mandamentos] praticar e ensinar será grande no Reino dos Céus.

 

Jesus diz que é preciso fazer e depois ensinar. Ele coloca a prática antes da instrução, para mostrar que não podemos ensinar utilmente se não tivermos praticado primeiro o que ensinamos. A melhor maneira de ensinar é praticar.

 

O homem não deve limitar-se a prover às suas próprias necessidades, mas também às dos outros. Isto é uma consequência do amor – amar o próximo como a si mesmo.

 

A recompensa não é a mesma para aqueles que só pensam em si próprios e para aqueles que se salvam a si próprios e aos outros com eles. aquele que faz o bem e não ensina os outros a fazê-lo perde grande parte da sua recompensa. Devemos, portanto, trabalhar por ambas as coisas. A verdadeira grandeza consiste em ensinar através do que se pratica.

 

Ver também:

O céu é para todos

Só ensino o que pratico

Fortiter in re suaviter in modo

Pela estrada fora