4ª Feira - III Semana Quaresma
Da 1ª Leitura, Livro do Deuteronómio:
“Qual é, na verdade, a grande nação que tem a divindade tão perto de si como está perto de nós o Senhor, nosso Deus, sempre que O invocamos?”
Se na Antiga Aliança assim constatavam, mais motivo temos nós hoje para chegar à mesma conclusão: Deus está bem perto de nós através da sua Palavra, do sacramento da Eucaristia, do bem que fazemos, na pessoa dos nossos irmãos, na obra da sua criação.
Um peregrino, ao despedir-se do Santo Cura de Ars, disse-lhe:
- Sr. Cura, nunca vi a Deus assim tão perto.
- É verdade, respondeu o santo, Deus não está longe – e apontou para o tabernáculo.
quarta-feira, 10 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
Setenta vezes sete
3ª Feira - III Semana Quaresma
- Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?
- Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Façamos as contas: 70 X 7 = 490.
24 – 8 = 16.
490 / 16 = 30,62
60 /30 = 2
Isto é: Devemos perdoar 490 vezes ao dia. O dia tem 24 horas. Dormimos cerca de 8 horas por dia, portanto ficam apenas 16 horas. Se dividirmos as 490 vezes por 16 horas dá 30,62 vezes por hora, o que equivale a perdoar de 2 em 2 minutos.
Perdoemos então 490 vezes, isto é, de 2 em 2 minutos.
Isto não é apenas uma opção, é um mandamento, é uma obrigação.
- Mas quem perdoa assim não vai cansar-se de tanto perdoar?
- Não. Quem pede perdão é que vai cansar-se de tanto pecar.
- Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?
- Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Façamos as contas: 70 X 7 = 490.
24 – 8 = 16.
490 / 16 = 30,62
60 /30 = 2
Isto é: Devemos perdoar 490 vezes ao dia. O dia tem 24 horas. Dormimos cerca de 8 horas por dia, portanto ficam apenas 16 horas. Se dividirmos as 490 vezes por 16 horas dá 30,62 vezes por hora, o que equivale a perdoar de 2 em 2 minutos.
Perdoemos então 490 vezes, isto é, de 2 em 2 minutos.
Isto não é apenas uma opção, é um mandamento, é uma obrigação.
- Mas quem perdoa assim não vai cansar-se de tanto perdoar?
- Não. Quem pede perdão é que vai cansar-se de tanto pecar.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Santos de Casa
2ª Feira - III Semana Quaresma
Do Evangelho de hoje:
Nenhum profeta é bem recebido na sua terra.
Ou
Santos de casa não fazem milagres
ou então
Ninguém é bom juíz em causa própria.
Não sei o que será melhor:
dizer - Que vamos ser profetas, fazer milagres, ser juízes, pois esta não é a nossa terra, nem a nossa causa, nem a nossa causa.
Ou dizer - Esta é a nossa terra, a nossa casa ou a nossa causa, então deixemos que Cristo seja o Profeta na nossa terra, que seja Ele a fazer os milagres na nossa casa e que seja o juíz da nossa causa.
Dia da Mulher
O Credo das Mulheres
Creio em vós, ó Deus,
porque criastes o mundo,
porque criastes a mulher e o homem à vossa imagem,
e aos dois entregastes o cuidado pela terra.
Creio em Jesus,
Filho escolhido de Deus,
que nasceu da mulher Maria,
que ouviu as mulheres e as amou,
que se hospedou em suas casas,
que discutiu o Reino com elas,
que foi seguido e servido por mulheres discípulas.
Creio em Jesus
que num poço discutiu teologia com uma mulher,
confiando-lhe, primeiro, a sua messianidade,
enviando-a, depois, a anunciar
a sua boa nova à cidade.
Creio em Jesus
que olhou para a gravidez e o nascimento com respeito,
vendo-os não como castigo
ou como um facto violento,
mas como uma metáfora de transformação
fazendo que da angústia renascesse a alegria.
Creio em Jesus
que se comparou a uma galinha
querendo reunir os pintainhos sob as suas asas.
Creio em Jesus
que apareceu primeiro a Maria Madalena
e a enviou com a explosiva mensagem:
Vai e diz…
Creio em Jesus,
único Salvador,
para quem não existe judeu ou grego,
escravo ou livre, homem ou mulher,
pois todos somos um, num só Senhor.
Amen.
Creio em vós, ó Deus,
porque criastes o mundo,
porque criastes a mulher e o homem à vossa imagem,
e aos dois entregastes o cuidado pela terra.
Creio em Jesus,
Filho escolhido de Deus,
que nasceu da mulher Maria,
que ouviu as mulheres e as amou,
que se hospedou em suas casas,
que discutiu o Reino com elas,
que foi seguido e servido por mulheres discípulas.
Creio em Jesus
que num poço discutiu teologia com uma mulher,
confiando-lhe, primeiro, a sua messianidade,
enviando-a, depois, a anunciar
a sua boa nova à cidade.
Creio em Jesus
que olhou para a gravidez e o nascimento com respeito,
vendo-os não como castigo
ou como um facto violento,
mas como uma metáfora de transformação
fazendo que da angústia renascesse a alegria.
Creio em Jesus
que se comparou a uma galinha
querendo reunir os pintainhos sob as suas asas.
Creio em Jesus
que apareceu primeiro a Maria Madalena
e a enviou com a explosiva mensagem:
Vai e diz…
Creio em Jesus,
único Salvador,
para quem não existe judeu ou grego,
escravo ou livre, homem ou mulher,
pois todos somos um, num só Senhor.
Amen.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Florir de novo
Ano C - III Domingo Quaresma
Recordo que num dia de inverno acompanhei o meu pai na recolha de lenha. O trabalho era árduo de modo que eu já meio impaciente sugeri-lhe que cortasse uma árvore que se apresentava sem folhas, com a casca áspera, parecia já seca, própria para ser queimada. Apenas ela daria lenha para toda a necessidade, sem mais trabalho nem preocupações.
O meu pai abanou negativamente a cabeça e prometeu-me:
- Daqui a dois meses viremos aqui ver esta árvore e então compreenderás melhor.
Na Primavera lá fomos outra vez os dois e qual o meu espanto: daquela árvore brotavam folhas verdes, como se tivesse ressuscitado.
- Eu pensava que ela estava morta mas afinal...
Então o meu pai concluiu:
- Filho, não esqueças esta lição. Nunca cortes uma árvore durante o inverno. Nunca tomes uma decisão drástica no tempo da adversidade ou enquanto estiveres no teu pior estado de ânimo. Espera. Sê paciente. A tormenta passará. Lembra-te que a primavera vai e volta sempre.
Hoje associo estas recomendações à palavra do evangelho: ‘Deixa ficar esta árvore ainda este ano. Talvez venha a dar frutos.’
É preciso mais gente para melhorar o mundo porque já há muitos para o criticarem, mais gente para acender velas porque já há gente demais para apagá-las.
É preciso mais gente para melhorar o mundo porque já há muitos para o criticarem, mais gente para acender velas porque já há gente demais para apagá-las.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Senhora da Conceição

Fixo agora o meu olhar na imagem da Senhora da Conceição, resgatada dos escombros da Capela das Babosas, no Monte, vítima da recente aluvião: é de madeira pintada e está inteira, íntegra e bonita como sempre. Ela é de facto a Imaculada.
E fico a pensar: ela não desapareceu porque sabe que ainda precisamos dela. Ela está aí; tomemos conta dela porque ela quer continuar a tomar conta de nós.
Ó Senhora da Conceição, continua a tomar conta de nós… e fazei que nunca nos esqueçamos de tomar conta uns dos outros.
Origem da FOTO:
http://www.diocesedofunchal.pt
terça-feira, 2 de março de 2010
Crucifixo

Fixo o meu olhar no crucifixo de prata recuperado nos escombros da Capela da Conceição nas Babosas, no Monte, vítima da recente intempérie - uma cruz retorcida, machucada, magoada, maltratada…
Contemplo essa cruz de Cristo ou o Cristo dessa Cruz.
Mas quer um quer outro mantêm o seu valor, a sua dignidade.
E nesta imagem revejo todos os homens e mulheres da nossa terra: podem estar maltratados, magoados, machucados ou retorcidos, mas mantêm sempre o seu valor, a sua dignidade.
Ó Cruz bendita, até mesmo quando estás arrasada continuas a me ensinar.
Fonte da FOTO:
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Escutar o Senhor
Ano C - II Domingo Quaresma
Alguns alunos mostraram curiosidade em saber o que é que os padres do Colégio faziam antes do horário das aulas e depois da hora de fechar. Eu lá fui explicando que os padres viviam ali, que trabalhavam e rezavam mais ou menos com este horário:
- Às 07H00 rezam Laudes ou a oração da manhã, seguida de missa e mais meia hora de meditação. Entretanto chegam os alunos. À tarde, pelas 19H00 rezam o Ofício de Leitura, o Terço e antes do jantar fazem meia hora de adoração eucarística com recitação de Vésperas. À noite, depois de preparem as aulas para o dia seguinte, ainda rezam as Completas...
Alguém mais perspicaz perguntou:
- Afinal, quanto tempo vocês rezam por dia?
- Fazendo bem as contas... mais de duas horas.
- Caramba, eu vou dois minutos à Capela e já nem sei o que dizer a Deus. O que é que vocês têm para Lhe dizer durante esse tempo todo?
Então respondi que, de facto, eu tinha muito pouco para lhe dizer mas que Deus tinha sempre muita coisa para me falar.
No Tabor Deus disse:
- Este é o meu Filho muito amado, escutai-o.
É por isso que o cristão não reza:
- Escuta Senhor que o teu servo quer falar mas fala Senhor que o teu servo escuta.
O tempo de quaresma é tempo de oração, tempo de escuta.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Pai Nosso
3ª Feira - I Semana Quaresma
S. Cipriano, bispo e mártir (Séc III) sobre a oração dominical:
Fiéis aos ensinamentos do Salvador, ousamos rezar Pai Nosso…
Estes ensinamentos são:
- Fundamentos para edificar a esperança.
- Alicerces para consolidar a fé.
- Alimento para revigorar o coração.
- Leme para dirigir o caminho.
- Refúgio para garantir a salvação.
- Instruem os espíritos dóceis dos fiéis na terra.
- Conduzem-nos para o reino dos Céus.
S. Cipriano, bispo e mártir (Séc III) sobre a oração dominical:
Fiéis aos ensinamentos do Salvador, ousamos rezar Pai Nosso…
Estes ensinamentos são:
- Fundamentos para edificar a esperança.
- Alicerces para consolidar a fé.
- Alimento para revigorar o coração.
- Leme para dirigir o caminho.
- Refúgio para garantir a salvação.
- Instruem os espíritos dóceis dos fiéis na terra.
- Conduzem-nos para o reino dos Céus.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Porta-voz
22 de Fevereiro
Festa da Cadeira de São Pedro, Apóstolo
Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?».
Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse:
«Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo».
Pedro é o porta-voz dos homens diante de Deus
E ao mesmo tempo o porta-voz de Deus diante dos homens…
E nós?
Quando rezamos somos os porta-vozes da humanidade diante de Deus, pois ao rezar estamos a reprentar toda a humanidade.
Somos também os porta-vozes de Deus diante dos homens quando partilhamos a Sua Palavra, quando reproduzimos gestos divinos...
Festa da Cadeira de São Pedro, Apóstolo
Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?».
Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse:
«Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo».
Pedro é o porta-voz dos homens diante de Deus
E ao mesmo tempo o porta-voz de Deus diante dos homens…
E nós?
Quando rezamos somos os porta-vozes da humanidade diante de Deus, pois ao rezar estamos a reprentar toda a humanidade.
Somos também os porta-vozes de Deus diante dos homens quando partilhamos a Sua Palavra, quando reproduzimos gestos divinos...
Via-Sacra (7)
A Via-Sacra das Pedras
E as Pedras da Via-Sacra
1ª Estação - Jesus é condenado à morte
Pedra de arremesso
Um dia Jesus evitou que uma pecadora fosse apedrejada. No tribunal que o condenou, não evitou que essas pedras de arremesso caíssem sobre Ele.
Quantas vezes vivemos com duas pedras na mão, prontos para acusar inocentes. As nossas acusações são pedradas que atingem os outros.
Aprendamos com Jesus que veio não para condenar, mas para salvar… Que saibamos deixar cair as pedras que carregamos nas nossas mãos para que possamos dar as mãos uns aos outros.
2ª Estação - Jesus carrega a sua cruz
Pedra de toqueÀs vezes as pedras comuns tornam-se pedras de toque com uma capacidade e um significado especiais.
Antes de Jesus carregar a cruz, esta era um sinal de condenação, destruição e morte. A cruz de Jesus tornou-se uma pedra de toque, passou a significar redenção e sacramento de vida eterna.
Também nós somos convidados a olhar para as nossas mãos e fazer de tudo aquilo que carregamos autênticas pedras de toque para que possamos fazer transbordar de amor e de vida.
3ª Estação - Jesus cai pela primeira vez
Pedra de tropeço
No Caminho do Calvário Jesus tropeçou e caiu. Ao longo da sua peregrinação pela Palestina, quantas pedras se lhe atravessaram no caminho. Apesar disso Ele seguiu sempre o seu caminho. Também agora depois de tropeçar continuou a sua escalada pela via dolorosa.
O mesmo Jesus nos dá força para contornarmos as pedras de tropeço que se atravessam na nossa vida e continuarmos em frente.
4ª Estação - O Encontro de Jesus e Maria
Pedra de apoio
Jesus cruzou-se com a sua mãe no caminho do Calvário. No meio de tantas dificuldades, obstáculos e contratempos, esse encontro foi fonte de ânimo, força e alento. Maria, mãe de Jesus, foi sempre uma pedra de apoio solidário na missão do seu filho Jesus. Ela esteve sempre presente nos momentos mais importantes ou mais difíceis. No meio de tantas pedras dolorosas, Maria foi a pedra de apoio para Jesus.
Também nós podemos sentir o mesmo apoio no nosso caminhar, mas podemos também ser, tal como Maria, um apoio solidário para quem ao nosso lado mais precisa.
5ª Estação - Simão de Cirene ajuda Jesus a levar a cruz
Pedras de pontes
Na via-sacra das pedras podemos ver que nem todas são de tropeço ou de arremesso. Há também pedras que são lançadas não para ferir, mas para unir, para criar pontes. Simão de Cirene foi uma dessas pedras vivas que se transformou em ponte de ajuda solidária. Foi assim que Jesus foi ajudado a levar a sua cruz.
Ao encontrarmos tantas pedras no nosso caminho, saibamos pegar nessas pedras e construir pontes de união e de comunicação com os outros.
6ª Estação - Verónica limpa o rosto de Jesus
Pedra esculpidaJesus quis premiar a coragem de uma mulher que no meio de tantas pedradas enxugou-Lhe o rosto. E a face divina ficou estampada como expressão de gratidão. No meio de tantas dificuldades Jesus pensa nos outros e em quem pratica o bem.
Um dia Jesus escreveu na areia. Gravou em areia movediça talvez os pecados daquela que alguém queria apedrejar. Grava em areia efémera o mal, mas o bem quis gravá-lo para sempre em pedra duradoura como feliz memória pelo tempo fora.
Saibamos também escrever o mal de modo que possamos apagá-lo com facilidade. Que o bem seja esculpido de modo indelével na nossa vida.
7ª Estação - Jesus cai pela segunda vez
Pedra do caminho
No caminho do Calvário Jesus encontrou tantas pedras soltas, pedras que O impediam de progredir e que O fizeram cair outra vez. Não foram os grandes pedregulhos que O deitaram por terra, foram as pedras soltas da calçada.
Também na nossa vida o que mais nos atrapalha não são as grandes pedras que se atravessam na nossa vida. Atrapalham mais as pequenas pedras, ou grãos de areia que se alojam no nosso sapato. Saibamos limpar do nosso caminho as pequenas coisas, à primeira vista insignificantes, mas que nos tiram a paciência e travam o nosso progredir.
8ª Estação - As mulheres choram por Jesus
Pedras de construçãoUm grupo de mulheres de Jerusalém aproximou-se de Jesus e chorando procuraram consolá-Lo. Jesus falou-lhes para que não se esquecessem de consolar os seus filhos.
Todos fazemos parte da mesma construção. Somos pedras do mesmo edifício. Precisamos de todos. Sem a nossa colaboração haverá uma brecha no edifício que juntos edificamos.
Em qualquer construção há pedras vivas para consolar, outras para chorar, estas para sustentar, aquelas para enfeitar. Saibamos aproveitar todas as pedras na construção da nossa casa comum, como disse o poeta: “Pedras no caminho?! Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”
9ª Estação - Jesus cai pela terceira vez
Caminho de pedras
O Caminho do Calvário era um caminho de pedras por onde passavam tantos transeuntes. Não admira que Jesus tenha escorregado e caído nas pedras lisas e gastas do caminho. Este foi o caminho de Jesus e é também o nosso próprio caminho.
Não há calvário sem pedras. Não há caminho sem pedras, nem vida sem cruz, nem cruz sem Cristo.
Saibamos caminhar por entre pedras, algumas escorregadias, outras pontiagudas, às vezes duras, outras vezes frias ou cortantes.
10ª Estação - Jesus é despido das suas vestes
Pedra de geloAo chegar ao alto do Calvário Jesus foi despido das suas vestes. O que mais lhe fazia doer não eram as pedras que lhe atiravam, mas o frio coração dos que o levavam. Era uma autêntica pedra de gelo. Os corações de pedra são pesados, frios, sem palpitação. Não eram apenas de pedra os corações dos que atiraram Jesus para a cruz, eram corações de gelo.
Também na nossa vida o que nos faz sofrer mais não é o frio da falta de roupa ou da neve lá fora, mas o frio do nosso coração, o gelo do nosso entusiasmo ou o baixo grau da nossa caridade.
Que o amor de Jesus nos ajude a derreter as pedras de gelo do nosso coração.
11ª Estação - Jesus é crucificado
Rocha de refúgioJesus ao ser crucificado, realiza as palavras da Escritura que diz: Sois a rocha do meu refúgio… Toda a nossa glória está na cruz de Nosso Senhor.
O nosso abrigo seguro é a Cruz de Cristo.
Jesus foi elevado na cruz e nós hoje podemos vê-lo elevado na mesma cruz nas torres das Igrejas, nos campanários das capelas, nos torreões dos conventos para nos lembrar que continua a ser a rocha firme do nosso refúgio.
“Firme no amor divino, como ilhéu no meio do mar” assim é Jesus pregado na cruz.
12ª Estação - Jesus morre na cruz
Pedras preciosas
Jesus morreu na cruz. Um dos soldados vendo-o já morto trespassa-lhe o lado com uma lança e do seu coração saíram sangue e água.
São essas as duas pedras preciosas que brotaram do alto Calvário. No meio de tanta pedra brotou a maior riqueza.
As duas pedras preciosas só poderiam surgir de um coração de ouro. Foi a herança que Jesus nos deixou:
A pedra preciosa do seu sangue redentor, simbolizado na Eucaristia e a outra pedra preciosa que é a comunidade eclesial ou a igreja simbolizada pelo batismo.
Zelemos por esta herança preciosa que Jesus nos legou.
13ª Estação - Jesus é descido da Cruz
Pedra para reclinar a cabeçaJesus disse que na sua peregrinação por esta terra nem tinha de seu uma pedra onde pudesse reclinar a cabeça. Encontrou esse apoio ao descer da cruz: reclinou a cabeça no ombro da sua mãe, a Senhora da Piedade.
Ao nascer, Maria sua mãe, foi a pedra segura em que repousou. Agora ao morrer voltou aos braços da sua mãe.
A exemplo de Maria, saibamos ser o ponto seguro de apoio, de repouso e de acolhimento. Com Maria poderemos dizer: O Espírito de Deus repousa em mim.
14ª Estação - Jesus é Sepultado
Pedra do túmulo
Perto do local onde Jesus morreu havia um sepulcro novo, escavado na rocha. Foi aí que sepultaram o corpo de Jesus. Jesus entrou de novo na rocha escavada. Nasceu numa gruta de Belém, numa rocha escavada. Deposto na rocha do túmulo, voltará a nascer no interior da terra.
Foi rolada a pedra do túmulo. Só a força de Cristo ressuscitado poderá derrubar as pedras ou os muros da morte.
Será o mesmo Cristo a abrir a pedra do túmulo de cada um de nós. Se com ele morrermos, com Ele ressuscitaremos.
15ª Estação - Jesus ressuscita
Pedra angularA antífona do dia da Ressurreição do Senhor lembra que e pedra que os construtores desprezaram tornou-se pedra angular…
Cristo é a verdadeira pedra com a qual podemos edificar com segurança a nossa vida.
Sem essa pedra angular é inútil levantar qualquer construção.
Saibamos então construir a nossa casa, não na facilidade sobre a areia, mas com coragem sobre a rocha firme.
Quer numa quer noutra circunstância havemos de contar sempre com chuvas, ventos e tempestades… mas se edificarmos sobre a pedra angular nada havemos de temer.
Mensagem final:
Uma Pedra para o caminho
- O caminhante tropeçou nela.
- O violento utilizou-a como projétil.
- O empreendedor construiu com ela.
- O camponês cansado utilizou-a como assento.
- A criança brincou com ela para fazer círculos no lago.
- David com ela matou o gigante Golias.
- Miguel Ângelo tirou dela a mais bela escultura.
- E Deus… Deus plantou nela uma cruz redentora.
- E eu… que farei das pedras que a vida me dá?
NB. Em todos estes casos, a diferença não está na pedra, mas na pessoa que a usou. Que não exista pedra no meu caminho que não possa aproveitar para o meu crescimento.
E as Pedras da Via-Sacra
1ª Estação - Jesus é condenado à morte
Pedra de arremesso
Um dia Jesus evitou que uma pecadora fosse apedrejada. No tribunal que o condenou, não evitou que essas pedras de arremesso caíssem sobre Ele.
Quantas vezes vivemos com duas pedras na mão, prontos para acusar inocentes. As nossas acusações são pedradas que atingem os outros.
Aprendamos com Jesus que veio não para condenar, mas para salvar… Que saibamos deixar cair as pedras que carregamos nas nossas mãos para que possamos dar as mãos uns aos outros.
2ª Estação - Jesus carrega a sua cruz
Pedra de toqueÀs vezes as pedras comuns tornam-se pedras de toque com uma capacidade e um significado especiais.
Antes de Jesus carregar a cruz, esta era um sinal de condenação, destruição e morte. A cruz de Jesus tornou-se uma pedra de toque, passou a significar redenção e sacramento de vida eterna.
Também nós somos convidados a olhar para as nossas mãos e fazer de tudo aquilo que carregamos autênticas pedras de toque para que possamos fazer transbordar de amor e de vida.
3ª Estação - Jesus cai pela primeira vez
Pedra de tropeço
No Caminho do Calvário Jesus tropeçou e caiu. Ao longo da sua peregrinação pela Palestina, quantas pedras se lhe atravessaram no caminho. Apesar disso Ele seguiu sempre o seu caminho. Também agora depois de tropeçar continuou a sua escalada pela via dolorosa.
O mesmo Jesus nos dá força para contornarmos as pedras de tropeço que se atravessam na nossa vida e continuarmos em frente.
4ª Estação - O Encontro de Jesus e Maria
Pedra de apoio
Jesus cruzou-se com a sua mãe no caminho do Calvário. No meio de tantas dificuldades, obstáculos e contratempos, esse encontro foi fonte de ânimo, força e alento. Maria, mãe de Jesus, foi sempre uma pedra de apoio solidário na missão do seu filho Jesus. Ela esteve sempre presente nos momentos mais importantes ou mais difíceis. No meio de tantas pedras dolorosas, Maria foi a pedra de apoio para Jesus.
Também nós podemos sentir o mesmo apoio no nosso caminhar, mas podemos também ser, tal como Maria, um apoio solidário para quem ao nosso lado mais precisa.
5ª Estação - Simão de Cirene ajuda Jesus a levar a cruz
Pedras de pontes
Na via-sacra das pedras podemos ver que nem todas são de tropeço ou de arremesso. Há também pedras que são lançadas não para ferir, mas para unir, para criar pontes. Simão de Cirene foi uma dessas pedras vivas que se transformou em ponte de ajuda solidária. Foi assim que Jesus foi ajudado a levar a sua cruz.
Ao encontrarmos tantas pedras no nosso caminho, saibamos pegar nessas pedras e construir pontes de união e de comunicação com os outros.
6ª Estação - Verónica limpa o rosto de Jesus
Pedra esculpidaJesus quis premiar a coragem de uma mulher que no meio de tantas pedradas enxugou-Lhe o rosto. E a face divina ficou estampada como expressão de gratidão. No meio de tantas dificuldades Jesus pensa nos outros e em quem pratica o bem.
Um dia Jesus escreveu na areia. Gravou em areia movediça talvez os pecados daquela que alguém queria apedrejar. Grava em areia efémera o mal, mas o bem quis gravá-lo para sempre em pedra duradoura como feliz memória pelo tempo fora.
Saibamos também escrever o mal de modo que possamos apagá-lo com facilidade. Que o bem seja esculpido de modo indelével na nossa vida.
7ª Estação - Jesus cai pela segunda vez
Pedra do caminho
No caminho do Calvário Jesus encontrou tantas pedras soltas, pedras que O impediam de progredir e que O fizeram cair outra vez. Não foram os grandes pedregulhos que O deitaram por terra, foram as pedras soltas da calçada.
Também na nossa vida o que mais nos atrapalha não são as grandes pedras que se atravessam na nossa vida. Atrapalham mais as pequenas pedras, ou grãos de areia que se alojam no nosso sapato. Saibamos limpar do nosso caminho as pequenas coisas, à primeira vista insignificantes, mas que nos tiram a paciência e travam o nosso progredir.
8ª Estação - As mulheres choram por Jesus
Pedras de construçãoUm grupo de mulheres de Jerusalém aproximou-se de Jesus e chorando procuraram consolá-Lo. Jesus falou-lhes para que não se esquecessem de consolar os seus filhos.
Todos fazemos parte da mesma construção. Somos pedras do mesmo edifício. Precisamos de todos. Sem a nossa colaboração haverá uma brecha no edifício que juntos edificamos.
Em qualquer construção há pedras vivas para consolar, outras para chorar, estas para sustentar, aquelas para enfeitar. Saibamos aproveitar todas as pedras na construção da nossa casa comum, como disse o poeta: “Pedras no caminho?! Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”
9ª Estação - Jesus cai pela terceira vez
Caminho de pedras
O Caminho do Calvário era um caminho de pedras por onde passavam tantos transeuntes. Não admira que Jesus tenha escorregado e caído nas pedras lisas e gastas do caminho. Este foi o caminho de Jesus e é também o nosso próprio caminho.
Não há calvário sem pedras. Não há caminho sem pedras, nem vida sem cruz, nem cruz sem Cristo.
Saibamos caminhar por entre pedras, algumas escorregadias, outras pontiagudas, às vezes duras, outras vezes frias ou cortantes.
10ª Estação - Jesus é despido das suas vestes
Pedra de geloAo chegar ao alto do Calvário Jesus foi despido das suas vestes. O que mais lhe fazia doer não eram as pedras que lhe atiravam, mas o frio coração dos que o levavam. Era uma autêntica pedra de gelo. Os corações de pedra são pesados, frios, sem palpitação. Não eram apenas de pedra os corações dos que atiraram Jesus para a cruz, eram corações de gelo.
Também na nossa vida o que nos faz sofrer mais não é o frio da falta de roupa ou da neve lá fora, mas o frio do nosso coração, o gelo do nosso entusiasmo ou o baixo grau da nossa caridade.
Que o amor de Jesus nos ajude a derreter as pedras de gelo do nosso coração.
11ª Estação - Jesus é crucificado
Rocha de refúgioJesus ao ser crucificado, realiza as palavras da Escritura que diz: Sois a rocha do meu refúgio… Toda a nossa glória está na cruz de Nosso Senhor.
O nosso abrigo seguro é a Cruz de Cristo.
Jesus foi elevado na cruz e nós hoje podemos vê-lo elevado na mesma cruz nas torres das Igrejas, nos campanários das capelas, nos torreões dos conventos para nos lembrar que continua a ser a rocha firme do nosso refúgio.
“Firme no amor divino, como ilhéu no meio do mar” assim é Jesus pregado na cruz.
12ª Estação - Jesus morre na cruz
Pedras preciosas
Jesus morreu na cruz. Um dos soldados vendo-o já morto trespassa-lhe o lado com uma lança e do seu coração saíram sangue e água.
São essas as duas pedras preciosas que brotaram do alto Calvário. No meio de tanta pedra brotou a maior riqueza.
As duas pedras preciosas só poderiam surgir de um coração de ouro. Foi a herança que Jesus nos deixou:
A pedra preciosa do seu sangue redentor, simbolizado na Eucaristia e a outra pedra preciosa que é a comunidade eclesial ou a igreja simbolizada pelo batismo.
Zelemos por esta herança preciosa que Jesus nos legou.
13ª Estação - Jesus é descido da Cruz
Pedra para reclinar a cabeçaJesus disse que na sua peregrinação por esta terra nem tinha de seu uma pedra onde pudesse reclinar a cabeça. Encontrou esse apoio ao descer da cruz: reclinou a cabeça no ombro da sua mãe, a Senhora da Piedade.
Ao nascer, Maria sua mãe, foi a pedra segura em que repousou. Agora ao morrer voltou aos braços da sua mãe.
A exemplo de Maria, saibamos ser o ponto seguro de apoio, de repouso e de acolhimento. Com Maria poderemos dizer: O Espírito de Deus repousa em mim.
14ª Estação - Jesus é Sepultado
Pedra do túmulo
Perto do local onde Jesus morreu havia um sepulcro novo, escavado na rocha. Foi aí que sepultaram o corpo de Jesus. Jesus entrou de novo na rocha escavada. Nasceu numa gruta de Belém, numa rocha escavada. Deposto na rocha do túmulo, voltará a nascer no interior da terra.
Foi rolada a pedra do túmulo. Só a força de Cristo ressuscitado poderá derrubar as pedras ou os muros da morte.
Será o mesmo Cristo a abrir a pedra do túmulo de cada um de nós. Se com ele morrermos, com Ele ressuscitaremos.
15ª Estação - Jesus ressuscita
Pedra angularA antífona do dia da Ressurreição do Senhor lembra que e pedra que os construtores desprezaram tornou-se pedra angular…
Cristo é a verdadeira pedra com a qual podemos edificar com segurança a nossa vida.
Sem essa pedra angular é inútil levantar qualquer construção.
Saibamos então construir a nossa casa, não na facilidade sobre a areia, mas com coragem sobre a rocha firme.
Quer numa quer noutra circunstância havemos de contar sempre com chuvas, ventos e tempestades… mas se edificarmos sobre a pedra angular nada havemos de temer.
Mensagem final:
Uma Pedra para o caminho
- O caminhante tropeçou nela.
- O violento utilizou-a como projétil.
- O empreendedor construiu com ela.
- O camponês cansado utilizou-a como assento.
- A criança brincou com ela para fazer círculos no lago.
- David com ela matou o gigante Golias.
- Miguel Ângelo tirou dela a mais bela escultura.
- E Deus… Deus plantou nela uma cruz redentora.
- E eu… que farei das pedras que a vida me dá?
NB. Em todos estes casos, a diferença não está na pedra, mas na pessoa que a usou. Que não exista pedra no meu caminho que não possa aproveitar para o meu crescimento.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Vencer o deserto
Ano C - I Domingo Quaresma
Certa tarde o pai saiu para um passeio com as suas duas filhas. Depois de algum tempo, a miúda mais nova pediu ao pai que a carregasse pois já estava muito cansada. O pai cortou então um pequeno galho de árvore, entregou-o à filha dizendo:
- Eu também estou cansado mas aqui está um cavalinho para te ajudar. Ensina-lhe o caminho que ele levar-te-á depressa até casa.
A menina parou de chorar e pôs-se a cavalgar o galho verde que foi difícil alcançá-la. Ficou tão encantada com o seu cavalo de pau que continuou a galopar toda a tarde pelo jardim.
A irmã mais velha ficou intrigada com o que viu e perguntou ao pai como entender o que se passou. O pai sorriu e respondeu:
- Assim é a vida, minha filha. Às vezes nós ficamos cansados, certos de que é impossível continuar. Mas encontramos então um cavalinho qualquer que nos dá ânimo outra vez e lá vamos nós...
Este cavalinho pode ser um conselho, uma palavra de amigo, um livro, um exemplo, um elogio, uma canção ou uma oração.
Para vencer o deserto Jesus socorreu-se da Palavra da Escritura, ultrapassando assim a tentação de desanimar.
Neste tempo da Quaresma temos um deserto a ultrapassar.
Que espécie de cavalinho precisamos mais de deitar a mão para nos levar até onde podemos ou queremos ir?
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Jejum é higiene espiritual
6ª Feira após Cinzas
- Por que motivo nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?
Jesus respondeu-lhes:
- Podem os companheiros do esposo ficar de luto, enquanto o esposo estiver com eles? Dias virão em que o esposo lhes será tirado e nessa altura hão-de jejuar.
Para Jesus, o jejum só tinha sentido se servisse para uma verdadeira higiene espiritual.
A Sua presença no meio dos discípulos já era suficiente para que eles pudessem viver a alegria plena.
O jejum tem assim uma função de purificação.
Quem tem Jesus por companhia não precisa de se purificar, portanto, não precisa fazer jejum.
Quem perde a companhia de Jesus precisa sim de jejuar, isto é, precisa de se purificar.
- Por que motivo nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?
Jesus respondeu-lhes:
- Podem os companheiros do esposo ficar de luto, enquanto o esposo estiver com eles? Dias virão em que o esposo lhes será tirado e nessa altura hão-de jejuar.
Para Jesus, o jejum só tinha sentido se servisse para uma verdadeira higiene espiritual.
A Sua presença no meio dos discípulos já era suficiente para que eles pudessem viver a alegria plena.
O jejum tem assim uma função de purificação.
Quem tem Jesus por companhia não precisa de se purificar, portanto, não precisa fazer jejum.
Quem perde a companhia de Jesus precisa sim de jejuar, isto é, precisa de se purificar.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Tomar a cruz

5ª Feira após Cinzas
"Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me."
Actividade:
A - Recortar as figuras abaixo apresentadas.
B - Fazer uma cruz como a de acima apresentada, com as 6 peças, de modo que:
1. Cada braço da cruz seja do mesmo tamanho, tanto na horizontal como na vertical.
2. Todas as peças sejam utilizadas, sem desprezo de nenhuma.
3. Que a cruz não tenha espaços vazios ou ocos.
4. Que não haja esquinas ponteagudas, mas apenas ângulos rectos.
5. Que a cruz seja um sinal mais (+) isto é, um sinal positivo.
6. Que não jaha sobreposição de nenhuma peça sobre outra.
7. As peças são em número necessário e suficiente. Não estão a faltar peças nenhumas.
NB. É indiferente voltar as costas de qualquer peça!
Assim é a nossa cruz ou a nossa maneira de servir ou de seguir a Jesus:
- de braços iguais para Deus e para os irmãos.
- Sem desprezo de ninguém.
- Sem vazios.
- Sem espinhos para os outros.
- Sempre optimista e positiva.
- Sem passar por cima de ninguém.
- Valorizando tudo o que recebemos.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Início da Quaresma
4ª Feira de Cinzas
Jejum, Oração, Caridade
Jejum, Oração, Caridade
Como comentário ao Evangelho de hoje fui procurar no Oficio de Leitura da Terça-feira da III Semana da Quaresma: Dos Sermões de S. Pedro Crisólogo, Séc IV (Sermo 43: PL 52, 320,332)
"Há 3 coisas pelas quais se confirma a fé, se fortalece a devoção e se mantém a virtude:
- A oração
- O jejum
- A misericórdia.
O que pede a oração, alcança-o o jejum e recebe-o a misericórdia.
Oração, jejum e misericórdia: 3 coisas que são uma só e se vivificam mutuamente.
O jejum é a alma da oração, e a misericórdia é a vida do jejum. Ninguém tente dividi-las, porque são inseparáveis. Quem pratica apenas uma das três, ou não as pratica todas simultaneamente, na realidade não pratica nenhuma delas, Portanto, quem ora, jejue; e quem jejua, pratique a misericórdia. Quem deseja ser atendido nas suas orações, atenda as súplicas de quem lhe pede, pois aquele que não fecha os seus ouvidos às súplicas alheias, abre os ouvidos de Deus às suas próprias súplicas.
Quem jejua, entenda bem o que é o jejum: seja sensível à fome dos outros, se quer que Deus seja sensível à sua; seja misericordioso, se espera alcançar misericórdia; compadeça-se, se pede compaixão; dê generosamente, se pretende receber. Muito mal suplica quem nega aos outros o que pede para si…
Façamos, portanto destas 3 virtudes – oração, jejum, misericórdia – uma única força mediadora junto de Deus em nosso favor; sejam para nós uma única defesa, uma única operação sob três formas distintas.
Homem, oferece a Deus a tua alma, oferece a oblação do jejum, para que seja uma oferenda pura…
Mas para que esta oferta seja aceite a Deus, deve acompanhá-la a misericórdia; o jejum não dá fruto se não for regado pela misericórdia; seca o jejum se secar a misericórdia.
Tu que jejuas, não esqueças que fica em jejum o teu campo se sejua a sua misericórdia; pelo contrário, a liberalidade da tua misericórdia encherá de bens os teus celeiros.
Portanto, ó homem, para que não venhas a perder por ter guardado para ti, distribui aos outros para que venhas a recolher; dá a ti mesmo, dando aos pobres, porque o que deixares de dar aos outros, também tu não possuirás."
"Há 3 coisas pelas quais se confirma a fé, se fortalece a devoção e se mantém a virtude:
- A oração
- O jejum
- A misericórdia.
O que pede a oração, alcança-o o jejum e recebe-o a misericórdia.
Oração, jejum e misericórdia: 3 coisas que são uma só e se vivificam mutuamente.
O jejum é a alma da oração, e a misericórdia é a vida do jejum. Ninguém tente dividi-las, porque são inseparáveis. Quem pratica apenas uma das três, ou não as pratica todas simultaneamente, na realidade não pratica nenhuma delas, Portanto, quem ora, jejue; e quem jejua, pratique a misericórdia. Quem deseja ser atendido nas suas orações, atenda as súplicas de quem lhe pede, pois aquele que não fecha os seus ouvidos às súplicas alheias, abre os ouvidos de Deus às suas próprias súplicas.
Quem jejua, entenda bem o que é o jejum: seja sensível à fome dos outros, se quer que Deus seja sensível à sua; seja misericordioso, se espera alcançar misericórdia; compadeça-se, se pede compaixão; dê generosamente, se pretende receber. Muito mal suplica quem nega aos outros o que pede para si…
Façamos, portanto destas 3 virtudes – oração, jejum, misericórdia – uma única força mediadora junto de Deus em nosso favor; sejam para nós uma única defesa, uma única operação sob três formas distintas.
Homem, oferece a Deus a tua alma, oferece a oblação do jejum, para que seja uma oferenda pura…
Mas para que esta oferta seja aceite a Deus, deve acompanhá-la a misericórdia; o jejum não dá fruto se não for regado pela misericórdia; seca o jejum se secar a misericórdia.
Tu que jejuas, não esqueças que fica em jejum o teu campo se sejua a sua misericórdia; pelo contrário, a liberalidade da tua misericórdia encherá de bens os teus celeiros.
Portanto, ó homem, para que não venhas a perder por ter guardado para ti, distribui aos outros para que venhas a recolher; dá a ti mesmo, dando aos pobres, porque o que deixares de dar aos outros, também tu não possuirás."
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Ser Padre
Ser Padre!
Trazer os olhos cheios de ternura,
De noite e dia, prontos a chorar,
Como duas cisternas de água pura,
Por sobre a vida, esse deserto em brasa
Que tanta vez não tem a sombra de uma asa
Nem um beijo do céu num raio de luar!
Ser Padre!
Dar os braços aos braços sucumbidos
E erguê-los como se erguem as ogivas;
Pô-los a defender os perseguidos
E a consolar a dor das mãos cativas.
Ser Padre!
Encontrar um mendigo de pés nus,
E, sem jamais lhe perguntar o nome,
Matar-lhe a sede e a fome,
Dar-lhe sandálias, encostá-lo ao peito
E adormecê-lo entre lençóis de linho,
Como se fosse o corpo de Jesus
Que, todo em suor e exausto do caminho,
Nos viesse pedir o próprio leito!
Ser Padre!
Passar na rua e ser escarnecido,
Ser cuspido na face e continuar,
Como se nada houvera acontecido!
Ser Padre!
É ser na terra apenas isto,
Isto que é tudo, à luz dos claros céus:
A presença de Cristo
E a projecção de Deus!
(Monsenhor Moreira das Neves)
Trazer os olhos cheios de ternura,
De noite e dia, prontos a chorar,
Como duas cisternas de água pura,
Por sobre a vida, esse deserto em brasa
Que tanta vez não tem a sombra de uma asa
Nem um beijo do céu num raio de luar!
Ser Padre!
Dar os braços aos braços sucumbidos
E erguê-los como se erguem as ogivas;
Pô-los a defender os perseguidos
E a consolar a dor das mãos cativas.
Ser Padre!
Encontrar um mendigo de pés nus,
E, sem jamais lhe perguntar o nome,
Matar-lhe a sede e a fome,
Dar-lhe sandálias, encostá-lo ao peito
E adormecê-lo entre lençóis de linho,
Como se fosse o corpo de Jesus
Que, todo em suor e exausto do caminho,
Nos viesse pedir o próprio leito!
Ser Padre!
Passar na rua e ser escarnecido,
Ser cuspido na face e continuar,
Como se nada houvera acontecido!
Ser Padre!
É ser na terra apenas isto,
Isto que é tudo, à luz dos claros céus:
A presença de Cristo
E a projecção de Deus!
(Monsenhor Moreira das Neves)
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Máscaras do Carnaval
MÁSCARAS INFORMÁTICAS
É uma brincadeira de Carnaval, mas há dias sentei-me à mesa para escrever algo no computador. Fiquei em silêncio a olhar para o monitor vazio à espera de inspiração para começar o meu texto. Eis que o ecrã virou espelho e vi aí reflectida a minha imagem. Reconheci-me com várias máscaras. Fui identificando em cada máscara um tipo de homem:
Homem servidor – está sempre ocupado quando se precisa dele.
Homem Windows – toda a gente se queixa dele, mas ninguém vive sem ele.
Homem Excel – dizem que faz muitas coisas, mas só é utilizado para as quatro operações básicas.
Homem Word – tem sempre uma surpresa reservada para os outros, mas não existe ninguém que o compreenda totalmente.
Homem MS-DOS – Todos o pretenderam um dia, mas ninguém o quer agora.
Homem Backup – crê-se que tem o suficiente, mas na gora da verdade falta-lhe algo.
Homem Scandisk – sabemos que é bom e que só quer ajudar, mas no fundo ninguém sabe realmente o que está a fazer.
Homem Screensaver – não tem grande utilidade, mas pode distrair.
Homem ROM – o que faz da sua palavra lei inalterável.
Homem RAM – aquele que se esquece de tudo logo que é desconectado.
Homem Harddisk – lembra-se de tudo em todo o tempo.
Homem Mouse – funciona quando é arrastado sem tropeços.
Homem Multimedia – faz com que tudo pareça bonito.
Homem Utilizador – não faz nada bem, mas exige mais do que oferece.
Homem Processador – por fora parece que tem tudo, mas por dentro é uma ninharia.
Homem Monitor – Faz ver a vida com outras cores.
Homem Leitor CD – cada vez mais rápido, cuidado!
Homem E-mail – Em cada dez coisas que informa, oito são banalidades.
Homem Microsoft – quer dominar procurando convencer que é o melhor. Sem que se perceba afirma-se, pouco a pouco, como o único na vida. Chegará o dia em que até para ir aos balneários se terá de lhe pedir licença.
Homem Virus – também conhecido como molestador, quando menos se espera, instala-se e apropria-se de tudo. Se alguém o tenta desinstalar, vai perder algumas coisas e se o não fizer perderá tudo.
E o Homem Blog?
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Ser Feliz Aqui
Ano C - VI Domingo Comum
Desiludido pela vida, um beduíno isolou-se no deserto. Depois de muito andar entrou numa gruta tão enigmática como a sua vida. Olhando as paredes nuas e frias, seguiu um rasto de luz.
- Entra, meu irmão – encorajou-o uma voz benévola.
Na penumbra viu então um eremita em oração.
- Tu vives aqui? – perguntou surpreso – Como consegues resistir sem conforto e longe de todos? Como podes ser feliz aqui?
O eremita sorriu:
- Eu vivo pobre mas tenho um grande tesouro. Olha para cima – E apontou para uma pequena abertura no tecto da gruta – Que vês?
- Não vejo nada.
- De certeza que não descobres nada?
- Só um pedaço do céu...
- Só um pedaço de céu?! E não te parece que é um tesouro maravilhoso?
Jesus Cristo apresenta-nos hoje uma proposta de felicidade. Muitas vezes a nossa felicidade parece um projecto adiado: Só seremos felizes quando tivermos isto, quando fizermos aquilo, quando chegarmos ali... Depois ficamos frustrados porque a felicidade continua mais à frente, qual alvo móvel.
A felicidade é um caminho. Aproveite todos os momentos que tem, eles são um cantinho do céu. Não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo, com ou sem lágrimas. A felicidade é uma viagem, não um destino.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
As Bem-aventuranças
Ano C - VI Domingo Comum
AUTO-RETRATO DE JESUS
O texto das Bem-aventuranças é uma pregação típica de Jesus. Ele declara felizes aqueles que vivem segundo a lógica divina. Não é um sermão qualquer, mas a sistematização daquilo que os ouvintes podiam observar na figura do mestre pregador. O verdadeiro sermão estava patente na figura e no estilo da sua vida. Jesus pregava o que vivia e vivia aquilo que pregava. Assim sendo, as Bem-aventuranças ou “felizes” é um autêntico auto-retrato de Jesus. Nos domingos anteriores o evangelho tem apresentado alguns aspectos de Jesus como profeta, mestre, Messias. Agora é a altura de apresentá-lo na sua integridade de vida, na fidelidade de uma câmara fotográfica.
Cada alínea é um traço característico da sua figura. Cada frase é um aspecto da sua personalidade. O que é que nós vemos neste auto-retrato?
Em primeiro lugar vemos uma pessoa feliz. Essa felicidade está para além do bem-estar físico, do ambiente circundante ou do simples prazer. É realmente feliz apesar de pobre, faminto, maltratado e perseguido. Estas circunstâncias não afectam a sua felicidade interior.
Vemos também, neste retrato, alguém de olhos postos nos outros. Jesus ergue os olhos para os seus discípulos. Não os olha com superioridade, mas valoriza e eleva todos aqueles para quem olha. Para além disso é alguém que fala de olhos abertos, isto é, com toda a atenção e envolvimento pessoal.
E podemos completar este auto-retrato com a transparência das suas lágrimas e moções, com o sorriso dos seus lábios, a serenidade de um injustamente perseguido…
O verdadeiro sermão das Bem-aventuranças é o próprio Jesus Cristo.
Felizes seremos quando formos como Ele. Até lá precisamos de dar a volta à nossa vida.
De facto logo após às quatro bem-aventuranças Jesus apresenta quatro “maldições” ou “ai de vós…”. Afinal nós somos uma espécie de medalha que tem frente e verso. Há uma proposta de felicidade, mas também o seu oposto. Perguntamos: De que lado nos colocamos? Somos uma peça valiosa. É preciso dar a cara e mostrar o que valemos, tal como Jesus o fez.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Mais Além
Ano C - V Domingo Comum
Naquele tempo Jesus subiu para o barco de Simão Pedro e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra e, do barco, começou a ensinar a multidão. Depois disse a Simão:
- Faz-te ao largo.
A vida ou a vocação de um homem é como um rio que se faz ao mar. Ao nascer é débil, dá uns trambolhões, passa por lugares estreitos e escuros mas pouco a pouco vai-se acalmando e encontra seu lugar próprio, torna-se meio de comunicação, por onde passa faz surgir esperança, partilha o que é mas nunca se esgota.
Diz-se que, mesmo ao entrar no oceano, o rio treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, os vales, o caminho caprichoso pela planície e vê à sua frente um oceano, tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Tem de ir em frente. O rio precisa de arriscar e entrar no oceano. E somente quando entra no oceano é que o medo desaparece. Porque só então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Será apenas um renascimento.
Assim somos nós. Voltar atrás é impossível. Temos que ir em frente, arriscar e navegar mais além.
Faz-te ao largo tu também.
Coragem, torna-te oceano.
Naquele tempo Jesus subiu para o barco de Simão Pedro e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra e, do barco, começou a ensinar a multidão. Depois disse a Simão:
- Faz-te ao largo.
A vida ou a vocação de um homem é como um rio que se faz ao mar. Ao nascer é débil, dá uns trambolhões, passa por lugares estreitos e escuros mas pouco a pouco vai-se acalmando e encontra seu lugar próprio, torna-se meio de comunicação, por onde passa faz surgir esperança, partilha o que é mas nunca se esgota.
Diz-se que, mesmo ao entrar no oceano, o rio treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, os vales, o caminho caprichoso pela planície e vê à sua frente um oceano, tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Tem de ir em frente. O rio precisa de arriscar e entrar no oceano. E somente quando entra no oceano é que o medo desaparece. Porque só então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Será apenas um renascimento.
Assim somos nós. Voltar atrás é impossível. Temos que ir em frente, arriscar e navegar mais além.
Faz-te ao largo tu também.
Coragem, torna-te oceano.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Já não acredito
Já não há fé como antigamente
Ao chegar à Serra de Água hesitei em deixar o guarda-chuva no carro:
- Não sei se levo ou não o guarda-chuva – disse eu a quem passava a caminho da igreja.
- Credo, Senhor Padre. Se fosse ontem, ainda compreendia a sua dúvida, mas hoje, com um tempo destes, nem pensar…
- É que eu já não acredito no tempo.
- Bendito seja Deus – exclamou a devota – Hoje em dia até os Padres já não acreditam…
- Não. Nos dias de hoje nem o próprio tempo é credível.
E fui entrando na igreja a pensar quem de nós teria razão:
Se todos já não acreditam como outrora, até mesmo os padres, ou se todas as coisas já não são de confiança. Não sei onde estará o mal: se nas pessoas ou se nas coisas. Desisti de culpabilizar nada e ninguém… apenas recordei-me de que um dia Jesus também se admirou da falta de fé daquela gente. Aquela velhinha da Serra de Água não fez outra coisa.
Ao lembrar-me deste episódio, acrescento simplesmente:
- Hoje em dia já não acredito no tempo… Só quero acreditar na eternidade.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Criancices (45)
No final da aula uns alunos, junto à porta, desafiavam entre si qual teria a vantagem de sair primeiro. Tive de intervir:
- Então vocês não sabem que quem sai por último é mais importante? Na minha terra diz-se que primeiro sai o lixo e só depois vem a vassoura.
A reacção foi imediata: Ninguém quis sair em primeiro lugar.
Para resolver o impasse abri a porta e saí com descontracção enquanto os miúdos murmuravam:
- Lixo! Lixo!
Virei-me para trás e com calma acrescentei:
- Na minha terra diz-se isso, mas nas aulas de História diz-se melhor: primeiro vem o Clero, depois a Nobreza e só depois o Povo. Então venha o povo atrás do clero...
Ainda ouvi alguém lamentar-se
- E quem se lixa é sempre o povo...
- Então vocês não sabem que quem sai por último é mais importante? Na minha terra diz-se que primeiro sai o lixo e só depois vem a vassoura.
A reacção foi imediata: Ninguém quis sair em primeiro lugar.
Para resolver o impasse abri a porta e saí com descontracção enquanto os miúdos murmuravam:
- Lixo! Lixo!
Virei-me para trás e com calma acrescentei:
- Na minha terra diz-se isso, mas nas aulas de História diz-se melhor: primeiro vem o Clero, depois a Nobreza e só depois o Povo. Então venha o povo atrás do clero...
Ainda ouvi alguém lamentar-se
- E quem se lixa é sempre o povo...
Vida de Capelão (45)
Estava eu a almoçar com alguns militares e o tema da conversa era a qualidade da comida.
Um dizia que o almoço nem era bom nem mau, era uma merda.
Outro acrescentava que nunca comera merda como aquela.
O terceiro, também desgostoso, passou-me a palavra:
- Ó Capelão, o que diz a esta merda?
- Só sei que ainda agora começámos a comer e vocês não param de arrotar...
Um dizia que o almoço nem era bom nem mau, era uma merda.
Outro acrescentava que nunca comera merda como aquela.
O terceiro, também desgostoso, passou-me a palavra:
- Ó Capelão, o que diz a esta merda?
- Só sei que ainda agora começámos a comer e vocês não param de arrotar...
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Dez Prioridades dos Presbíteros
As prioridades dos Presbíteros, segundo Mons K. Hemmerle, Bispo de Aix-la-Chapelle e M Breuning, Bispo de Bonn, são as seguintes:
1. O meu modo de viver como presbítero é mais importante do que tudo aquilo que possa fazer como presbítero.
2. O que Cristo faz em mim é mais importante que tudo o que possa eu fazer por mim mesmo.
3. Viver a unidade no presbitério é mais importante do que deixar-me absorver pelo meu trabalho em solidão.
4. O serviço da oração e da Palavra é mais importante do que o serviço das mesas.
5. Acompanhar espiritualmente os colaboradores é mais importante do que fazer por si mesmo e sozinho o máximo de trabalho possível.
6. Brilhar e estar totalmente presente em poucos lugares é mais importante do que querer estar à pressa e mal em todas as partes.
7. Agir em unidade é mais importante do que agir isoladamente mesmo que seja de maneira perfeita; a colaboração é mais importante do que o trabalho solitário.
8. A comunhão é mais importante do que a acção.
9. A cruz, já que é mais fecunda, é mais importante do que a eficácia.
10. A visão aberta do conjunto (de toda a comunidade, da diocese, da igreja universal) é mais importante do que a atenção aos interesses particulares.
1. O meu modo de viver como presbítero é mais importante do que tudo aquilo que possa fazer como presbítero.
2. O que Cristo faz em mim é mais importante que tudo o que possa eu fazer por mim mesmo.
3. Viver a unidade no presbitério é mais importante do que deixar-me absorver pelo meu trabalho em solidão.
4. O serviço da oração e da Palavra é mais importante do que o serviço das mesas.
5. Acompanhar espiritualmente os colaboradores é mais importante do que fazer por si mesmo e sozinho o máximo de trabalho possível.
6. Brilhar e estar totalmente presente em poucos lugares é mais importante do que querer estar à pressa e mal em todas as partes.
7. Agir em unidade é mais importante do que agir isoladamente mesmo que seja de maneira perfeita; a colaboração é mais importante do que o trabalho solitário.
8. A comunhão é mais importante do que a acção.
9. A cruz, já que é mais fecunda, é mais importante do que a eficácia.
10. A visão aberta do conjunto (de toda a comunidade, da diocese, da igreja universal) é mais importante do que a atenção aos interesses particulares.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Ser Fiel
O Papa Bento XVI ao promover este Ano Sacerdotal apresentou também o seu lema:
Fidelidade de Cristo,
fidelidade do sacerdote.
Como glosa deste tema, lembro um texto de Mário Branco, há alguns anos musicado por Mário Silva:
Quero ser fiel até ao fim
da aventura a que me dei!
Entre Deus e mim
só o amor é lei.
Ser fiel como a árvore ao chão,
Ser fiel como o pássaro ao ar,
Ser fiel como a luz ao sol irmão,
Ser fiel como o rio ao grande mar.
Se tudo for negrume nos espaços,
Esperarei em paz que o sol desponte;
E se a montanha me tolher os passos,
Contornarei a base do alto monte.
Se acaso me vencer o abatimento,
Sentar-me-ei na berma da estrada
O tempo só de recobrar o alento
Para continuar a caminhada.
Se à minha volta ouvir quem me censure
Levantarei os olhos para o alto
E, com a força que me vem da altura,
Seguirei sem temor nem sobressalto.
Quando chegar a noite sem manhã,
Na morte recebida com amor,
O silêncio total então será
P meu último sim dito ao Senhor.
Se é certo que a fraqueza me arrastou,
Através da existência tão vulgar,
Procurarei ser fiel! Tanto bastou
Para ficar em paz e confiar.
Assediado dos cuidados meus,
Na minha vida triste sou feliz;
Sendo fiel a mim e ao próprio Deus
Serei fiel à Fonte e à Raiz.
Na aridez do deserto há um caminho
E em toda a escuridão brilha uma luza!
Nunca me vi perdido nem sozinho,
Dentro de mim é Deus quem me conduz.
Fidelidade de Cristo,
fidelidade do sacerdote.
Como glosa deste tema, lembro um texto de Mário Branco, há alguns anos musicado por Mário Silva:
Quero ser fiel até ao fim
da aventura a que me dei!
Entre Deus e mim
só o amor é lei.
Ser fiel como a árvore ao chão,
Ser fiel como o pássaro ao ar,
Ser fiel como a luz ao sol irmão,
Ser fiel como o rio ao grande mar.
Se tudo for negrume nos espaços,
Esperarei em paz que o sol desponte;
E se a montanha me tolher os passos,
Contornarei a base do alto monte.
Se acaso me vencer o abatimento,
Sentar-me-ei na berma da estrada
O tempo só de recobrar o alento
Para continuar a caminhada.
Se à minha volta ouvir quem me censure
Levantarei os olhos para o alto
E, com a força que me vem da altura,
Seguirei sem temor nem sobressalto.
Quando chegar a noite sem manhã,
Na morte recebida com amor,
O silêncio total então será
P meu último sim dito ao Senhor.
Se é certo que a fraqueza me arrastou,
Através da existência tão vulgar,
Procurarei ser fiel! Tanto bastou
Para ficar em paz e confiar.
Assediado dos cuidados meus,
Na minha vida triste sou feliz;
Sendo fiel a mim e ao próprio Deus
Serei fiel à Fonte e à Raiz.
Na aridez do deserto há um caminho
E em toda a escuridão brilha uma luza!
Nunca me vi perdido nem sozinho,
Dentro de mim é Deus quem me conduz.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Na sua terra
Ano C - IV Domingo Comum
NINGUÉM É PROFETA NA SUA TERRA
1 - Porque ser profeta é ser peregrino, missionário ou enviado.
2 - Porque é preciso estar despojado, não ter raízes fixas.
3 - Porque o conhecimento que os outros têm dele não se pode sobrepor ao conhecimento da palavra que ele proclama.
4 - Porque todos os da sua terra poderiam achar que têm mais direito do que ele a ser profeta.
5 - Para que ninguém da sua terra possa concluir que a sua mensagem é uma questão de bairrismo.
6 - Para que uma terra possa ajudar outra e vice-versa.
7 - Para que nenhuma terra ou comunidade fique com a ideia de que é auto-suficiente.
8 - Para que o profeta seja mais livre e não esteja condicionado pelos laços familiares.
9 - Porque é preciso alargar fronteiras.
10 - Para lembrar que um profeta vem de fora, vem do Céu.
NINGUÉM É PROFETA NA SUA TERRA
1 - Porque ser profeta é ser peregrino, missionário ou enviado.
2 - Porque é preciso estar despojado, não ter raízes fixas.
3 - Porque o conhecimento que os outros têm dele não se pode sobrepor ao conhecimento da palavra que ele proclama.
4 - Porque todos os da sua terra poderiam achar que têm mais direito do que ele a ser profeta.
5 - Para que ninguém da sua terra possa concluir que a sua mensagem é uma questão de bairrismo.
6 - Para que uma terra possa ajudar outra e vice-versa.
7 - Para que nenhuma terra ou comunidade fique com a ideia de que é auto-suficiente.
8 - Para que o profeta seja mais livre e não esteja condicionado pelos laços familiares.
9 - Porque é preciso alargar fronteiras.
10 - Para lembrar que um profeta vem de fora, vem do Céu.
Querer Deus
Ano C - IV Domingo Comum
O Livro de Jeremias começa por recordar que Deus precisa do Profeta:
“Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei e te constituí profeta entre as nações.”
Isto faz-me lembrar um jovem que há pouco tempo me dizia abertamente:
- Eu não preciso de padres para nada. Eu cá tenho a minha fé e basta. Da Igreja também não preciso.
Com igual sinceridade procurei esclarecê-lo:
- Parece-me que estás enganado. Dizes que não precisas dos Padres mas olha que estás a ser superior a Deus pois Ele precisa dos Padres e da Igreja. Portanto, Deus também precisa de ti.
- Se é assim então Deus não é perfeito. Se Lhe falta qualquer coisa, deixa de ser Deus.
- Ele precisa de mim e de ti, não por se sentir limitado ou carenciado. Ele precisa da Igreja porque esta precisa de Deus. Se Deus precisa de mim é porque eu preciso de Deus, mais não seja para continuar a ser quem sou. Quando eu preciso de alguém, essa pessoa também necessita de mim para continuar a ser quem é.
Ó Deus, que mistério insondável! Tu escolheste-me, tu precisas de mim...
E fico a pensar que precisas de mim apenas para me lembrares que afinal sou eu que preciso de Ti.
O Livro de Jeremias começa por recordar que Deus precisa do Profeta:
“Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei e te constituí profeta entre as nações.”
Isto faz-me lembrar um jovem que há pouco tempo me dizia abertamente:
- Eu não preciso de padres para nada. Eu cá tenho a minha fé e basta. Da Igreja também não preciso.
Com igual sinceridade procurei esclarecê-lo:
- Parece-me que estás enganado. Dizes que não precisas dos Padres mas olha que estás a ser superior a Deus pois Ele precisa dos Padres e da Igreja. Portanto, Deus também precisa de ti.
- Se é assim então Deus não é perfeito. Se Lhe falta qualquer coisa, deixa de ser Deus.
- Ele precisa de mim e de ti, não por se sentir limitado ou carenciado. Ele precisa da Igreja porque esta precisa de Deus. Se Deus precisa de mim é porque eu preciso de Deus, mais não seja para continuar a ser quem sou. Quando eu preciso de alguém, essa pessoa também necessita de mim para continuar a ser quem é.
Ó Deus, que mistério insondável! Tu escolheste-me, tu precisas de mim...
E fico a pensar que precisas de mim apenas para me lembrares que afinal sou eu que preciso de Ti.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Em particular
6ª Feira - III Semana Comum
Do Evangelho de hoje:
"...Jesus só falava por parábolas, mas em particular tudo explicava aos seus discípulos."
Tal como os discípulos só compreendiam as palavras de Jesus quando estavam a sós com Ele, também nós só compreenderemos a sua mensagem quando estivermos a sós com Jesus.
Deve haver tempo para ouvir com os outros, para estar em comunidade, mas deve haver também espaço para estar em particular com Jesus num relacionamento pessoal... Só assim compreenderemos a sua palavra.
Do Evangelho de hoje:
"...Jesus só falava por parábolas, mas em particular tudo explicava aos seus discípulos."
Tal como os discípulos só compreendiam as palavras de Jesus quando estavam a sós com Ele, também nós só compreenderemos a sua mensagem quando estivermos a sós com Jesus.
Deve haver tempo para ouvir com os outros, para estar em comunidade, mas deve haver também espaço para estar em particular com Jesus num relacionamento pessoal... Só assim compreenderemos a sua palavra.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
São Tomás de Aquino
28 de Janeiro
Memória de São Tomás de Aquino (1225-1274)
Presbítero e Doutor da Igreja
Padroeiro dos Estudantes
O mais sábio dos santos
e o mais santo dos sábios.
Quando olhamos para o firmamento à noite, percebemos que umas estrelas brilham mais do que outras. Tomás de Aquino no firmamento dos grandes homens é estrela de primeira grandeza. Entre os santos que o cristianismo apresenta, nenhum foi mais sábio...
Oração de São Tomás de Aquino
Criador inefável,
tu que és a fonte verdadeira da luz e da ciência
derrama sobre as trevas da minha inteligência
um raio da tua claridade.
Dá-me inteligência para compreender,
memória para reter,
facilidade para aprender,
subtileza para interpretar
e graça abundante para falar.
Meu Deus, semeia em mim
a semente da tua bondade.
Faz-me pobre sem ser miserável,
humilde sem fingimento,
alegre sem superficialidade,
sincero sem hipocrisia;
que faça o bem sem presunção,
que corrija o próximo sem arrogância,
que admita a sua correção sem soberba,
que a minha palavra e a minha vida sejam coerentes.
Condece-me, Verdade das verdades,
inteligência para conhecer-te,
diligência para te procurar,
sabedoria para te encontrar,
uma boa conduta para te agradar,
confiança para esperar em ti,
constância para fazer a tua vontade.
Orienta, meu Deus, a minha vida,
concede-me saber o que tu me pedes
e ajuda-me a realizá-lo
para o meu bem
e de todos os meus irmãos.
Amen.
Memória de São Tomás de Aquino (1225-1274)
Presbítero e Doutor da Igreja
Padroeiro dos Estudantes
O mais sábio dos santos
e o mais santo dos sábios.
Quando olhamos para o firmamento à noite, percebemos que umas estrelas brilham mais do que outras. Tomás de Aquino no firmamento dos grandes homens é estrela de primeira grandeza. Entre os santos que o cristianismo apresenta, nenhum foi mais sábio...
Oração de São Tomás de Aquino
Criador inefável,
tu que és a fonte verdadeira da luz e da ciência
derrama sobre as trevas da minha inteligência
um raio da tua claridade.
Dá-me inteligência para compreender,
memória para reter,
facilidade para aprender,
subtileza para interpretar
e graça abundante para falar.
Meu Deus, semeia em mim
a semente da tua bondade.
Faz-me pobre sem ser miserável,
humilde sem fingimento,
alegre sem superficialidade,
sincero sem hipocrisia;
que faça o bem sem presunção,
que corrija o próximo sem arrogância,
que admita a sua correção sem soberba,
que a minha palavra e a minha vida sejam coerentes.
Condece-me, Verdade das verdades,
inteligência para conhecer-te,
diligência para te procurar,
sabedoria para te encontrar,
uma boa conduta para te agradar,
confiança para esperar em ti,
constância para fazer a tua vontade.
Orienta, meu Deus, a minha vida,
concede-me saber o que tu me pedes
e ajuda-me a realizá-lo
para o meu bem
e de todos os meus irmãos.
Amen.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Criancices (44)
Um professor gabava-se, perante os colegas, de lhe ter nascido uma vaquinha no palheiro....
- E que nome é que vás à bezerra?
- Vai chamar-se Vadia.
- Tem graça - digo eu - tu chamas Vadias às vacas. Na minha terra chamam vacas às vadias.
- E que nome é que vás à bezerra?
- Vai chamar-se Vadia.
- Tem graça - digo eu - tu chamas Vadias às vacas. Na minha terra chamam vacas às vadias.
Vida de Capelão (44)
Como eu não gostava do almoço, serviram-me um bife. Alguém ao passar reparou nisso e comentou:
- Olha o Capelão não come dobrada...
- Sim, eu não como essa porcaria nem dobrada, sem lisa, nem inteira nem esticada.
- Olha o Capelão não come dobrada...
- Sim, eu não como essa porcaria nem dobrada, sem lisa, nem inteira nem esticada.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Piadosas (4)
Estava eu a motivar os catequizandos para a importância da Sagrada Escritura:
A Palavra de Deus provoca três efeitos em quem a ouve e pratica:
- Purifica
- Perfuma
- Protege.
Assim quem ouve a Palavra, em primeiro lugar sente necessidade de se purificar.
Se já se sentir limpo, com certeza vai sentir-se inebriado, perfumado, motivado por essa Palavra.
E se já estiver perfumado, vai também sentir-se protegido, bem preparado para enfrentar os desafios e contágios do mundo.
Depois desta simples lição ouviu-se um catequizando murmurar:
- É tal e qual um sabonete.
- Nem mais, respondi eu. A Palavra de Deus é um autêntico sabonete ou detergente na nossa vida: Lava-nos, perfuma-nos e protege-nos.
A partir daí nunca mais fui capaz de usar o sabonete sem pensar na Palavra de Deus...
Palavra
Ano C - III Domingo Comum
Ecos da Palavra de Hoje
Na primeira leitura o povo ouviu a Palavra de Deus desde a aurora até ao meio-dia.
O Povo batia no peito e chorava.
O Pe. Dehon ensinava que:
O melhor sermão é aquele donde se sai batendo no peito, com a resolução de se corrigir os defeitos. Em vez de bater palmas ao pregador ou às suas bonitas palavras, é preciso bater no peito sentindo necessidade de conversão. (CR pag 420).
Mas chorar não basta, é preciso fazer melhor daqui para a frente.
Ecos da Palavra de Hoje
Na primeira leitura o povo ouviu a Palavra de Deus desde a aurora até ao meio-dia.
O Povo batia no peito e chorava.
O Pe. Dehon ensinava que:
O melhor sermão é aquele donde se sai batendo no peito, com a resolução de se corrigir os defeitos. Em vez de bater palmas ao pregador ou às suas bonitas palavras, é preciso bater no peito sentindo necessidade de conversão. (CR pag 420).
Mas chorar não basta, é preciso fazer melhor daqui para a frente.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
A Luz da Palavra
Ano C - III Domingo Comum
s vossas palavras, Senhor, são espírito e vida, são a luz do meu caminho que tudo ilumina e clarifica.
Um dia desafiei seis crianças a fazerem uma fogueira com uma lente, captando os raios do sol.
As lentes eram iguais, o sol era o mesmo mas só uma delas conseguiu acender:
A primeira não alinhava a lente com o sol. Olhava para os outros lados menos para cima, em direcção do sol.
Outra, alinhava bem a lente, mas esta estava suja e os raios do sol não a podiam atravessar.
Outra não era calma. Estava sempre a mover a lente de modo que o foco não se fixava num só ponto, apesar de bem orientada e limpa.
Outra era calma, tinha a lente impecavelmente limpa, mas era precipitada, tinha pressa e não dava tempo a que o foco aquecesse.
Outra era calma, tinha a lente limpa, era paciente mas não tinha preparado a lenha que estava verde ou húmida.
Finalmente uma conseguiu acender o fogo visto que era muito cuidadosa.
Assim, os raios do sol são a Palavra de Deus e a lente é a nossa vontade ou dedicação.
Para acender a nossa fé são precisas várias condições:
Colocar-se na direcção correcta, ter o coração puro, incidir a atenção e não vaguear, ser paciente e dar tempo ao tempo e ter o seu terreno bem preparado.
s vossas palavras, Senhor, são espírito e vida, são a luz do meu caminho que tudo ilumina e clarifica.
Um dia desafiei seis crianças a fazerem uma fogueira com uma lente, captando os raios do sol.
As lentes eram iguais, o sol era o mesmo mas só uma delas conseguiu acender:
A primeira não alinhava a lente com o sol. Olhava para os outros lados menos para cima, em direcção do sol.
Outra, alinhava bem a lente, mas esta estava suja e os raios do sol não a podiam atravessar.
Outra não era calma. Estava sempre a mover a lente de modo que o foco não se fixava num só ponto, apesar de bem orientada e limpa.
Outra era calma, tinha a lente impecavelmente limpa, mas era precipitada, tinha pressa e não dava tempo a que o foco aquecesse.
Outra era calma, tinha a lente limpa, era paciente mas não tinha preparado a lenha que estava verde ou húmida.
Finalmente uma conseguiu acender o fogo visto que era muito cuidadosa.
Assim, os raios do sol são a Palavra de Deus e a lente é a nossa vontade ou dedicação.
Para acender a nossa fé são precisas várias condições:
Colocar-se na direcção correcta, ter o coração puro, incidir a atenção e não vaguear, ser paciente e dar tempo ao tempo e ter o seu terreno bem preparado.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Um livro que o Papa leu
O Coração Sacerdotal de Jesus
Um livro que o Papa leu e meditou
Foi escrito pelo Pe. Dehon de Maio de 1903 (Q. D. XVI, 1403) a Janeiro de 1906 em Roma e publicado em 1907.
Foi escrito pelo Pe. Dehon de Maio de 1903 (Q. D. XVI, 1403) a Janeiro de 1906 em Roma e publicado em 1907.
Foi traduzido em várias línguas.
É constituído por 33 meditações destinadas particularmente aos sacerdotes e aos clérigos aos quais propõe como ideal o sacerdócio do Verbo no seio da Santíssima Trindade.
Na introdução o Pe. Dehon explica que “O Coração de Jesus é, acima de tudo, um coração de sacerdote, e convinha que os sacerdotes o honrassem sob este aspecto… Não é nesta escola do Coração sacerdotal de Jesus que nós havemos de aprender a tornar-nos verdadeiros e santos sacerdotes?... No contacto com o Coração sacerdotal de Jesus, nós ousamos dizer que todo o padre há-de tornar-se mais padre.”
A sua fonte principal de inspiração foi o livro do Pe. Giraud: “Padre e Hóstia”, que o Pe. Dehon desenvolveu à luz da devoção do Coração de Jesus.
Na audiência pontifícia de 30/01/1908, o Pe. Dehon ofereceu pessoalmente uma cópia ao Papa Pio X, que louvou o tema.
É constituído por 33 meditações destinadas particularmente aos sacerdotes e aos clérigos aos quais propõe como ideal o sacerdócio do Verbo no seio da Santíssima Trindade.
Na introdução o Pe. Dehon explica que “O Coração de Jesus é, acima de tudo, um coração de sacerdote, e convinha que os sacerdotes o honrassem sob este aspecto… Não é nesta escola do Coração sacerdotal de Jesus que nós havemos de aprender a tornar-nos verdadeiros e santos sacerdotes?... No contacto com o Coração sacerdotal de Jesus, nós ousamos dizer que todo o padre há-de tornar-se mais padre.”
A sua fonte principal de inspiração foi o livro do Pe. Giraud: “Padre e Hóstia”, que o Pe. Dehon desenvolveu à luz da devoção do Coração de Jesus.
Na audiência pontifícia de 30/01/1908, o Pe. Dehon ofereceu pessoalmente uma cópia ao Papa Pio X, que louvou o tema.
“Jesus é o sacerdote por excelência”, comentou o papa e prometeu tomá-lo durante um mês como objecto da sua meditação (Q.D. XV, 1948).
Terá estado presente ao escrever a exortação ao clero “Haerent Animo” por ocasião do 50º aniversário do seu sacerdócio, a 4 de Agosto de 1908, 6º ano do seu pontificado?
Alguns bispos serviram-se dele para a sua pregação nos meses do Coração de Jesus.
Alguns bispos serviram-se dele para a sua pregação nos meses do Coração de Jesus.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Remendos
2ª Feira - II Semana Comum
Do Evangelho de hoje conclui-se que na nossa vida não pode haver remendos. Não podemos ter um coração dividido...
Antigamente a pobreza permitia que remendasse o vestuário estragado. Agora é diferente. Nessa altura dizia-se: o que remedeia, serve! Era um arremedeio.
Na minha casa, nós acrescentávamos: serve só para remediar, porque nós não nos contentávamos com isso.
O que remedeia serve, mas só serve para remediar.
Os arremedeios não podem ocorrer na nossa vida.
Devemos ser radicais; ou sim ou sopas!
Apresentemo-nos então diante de Deus de corpo inteiro, sem costuras nem remendos.
Do Evangelho de hoje conclui-se que na nossa vida não pode haver remendos. Não podemos ter um coração dividido...
Antigamente a pobreza permitia que remendasse o vestuário estragado. Agora é diferente. Nessa altura dizia-se: o que remedeia, serve! Era um arremedeio.
Na minha casa, nós acrescentávamos: serve só para remediar, porque nós não nos contentávamos com isso.
O que remedeia serve, mas só serve para remediar.
Os arremedeios não podem ocorrer na nossa vida.
Devemos ser radicais; ou sim ou sopas!
Apresentemo-nos então diante de Deus de corpo inteiro, sem costuras nem remendos.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Bodas de Caná
Ano C - II Domingo Comum
1. Jesus veio até nós para nos fazer companhia, para ser nosso convidado.
(Jesus e os seus discípulos foram também convidados...)
Não basta ser convidado por Ele, é preciso convidá-lo também.
Nem precisa pôr mais um prato na mesa, nem uma cadeira vazia, nem um lugar a mais.
Basta um simples pensamento, uma oração, um gesto de fé para Jesus estar presente nos momentos mais significativos do nosso dia-a-dia ou da nossa vida.
Saboreemos então a sua companhia.
2. Jesus veio até nós para nos falar.
(Maria disse: fazei tudo o que Ele vos disser).
Ele tem uma palavra para cada situação existencial.
Deixemo-lo então falar.
Escutemos e ajamos em conformidade com a sua palavra de vida eterna.
3. Ele veio para transformar, para provocar uma mudança.
(Este foi o primeiro milagre de Jesus... e muitos acreditaram nele).
O verdadeiro milagre não foi transformar a água em vinho, mas transformar aqueles corações rebeldes.
O que Jesus quer mudar é o nosso coração.
É preciso deixar que Ele faça esse milagre de transformação, mudança ou conversão.
1. Jesus veio até nós para nos fazer companhia, para ser nosso convidado.
(Jesus e os seus discípulos foram também convidados...)
Não basta ser convidado por Ele, é preciso convidá-lo também.
Nem precisa pôr mais um prato na mesa, nem uma cadeira vazia, nem um lugar a mais.
Basta um simples pensamento, uma oração, um gesto de fé para Jesus estar presente nos momentos mais significativos do nosso dia-a-dia ou da nossa vida.
Saboreemos então a sua companhia.
2. Jesus veio até nós para nos falar.
(Maria disse: fazei tudo o que Ele vos disser).
Ele tem uma palavra para cada situação existencial.
Deixemo-lo então falar.
Escutemos e ajamos em conformidade com a sua palavra de vida eterna.
3. Ele veio para transformar, para provocar uma mudança.
(Este foi o primeiro milagre de Jesus... e muitos acreditaram nele).
O verdadeiro milagre não foi transformar a água em vinho, mas transformar aqueles corações rebeldes.
O que Jesus quer mudar é o nosso coração.
É preciso deixar que Ele faça esse milagre de transformação, mudança ou conversão.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Descer
6ª Feira - I Semna Comum
Do evangelho de Hoje:
“Como não podiam aproximar-se de Jesus por causa da multidão, descobriram o tecto no sítio onde Ele estava, fizeram uma abertura e desceram o catre em que jazia o paralítico.”
Há muitas maneiras para chegar até Jesus:
- Há quem queira subir.
- Há quem venha da direita ou da esquerda
- do norte ou do sul,
- de aquém ou além…
- Mas a melhor maneira de chegar até Ele é DESCENDO.
Foi o que aqueles homens fizeram: desceram até Jesus e o encontro foi frutuoso.
Ainda hoje, quem quiser abeirar-se de Jesus tem de descer, tem de abaixar-se, tem de descer na sua humildade…
Do evangelho de Hoje:
“Como não podiam aproximar-se de Jesus por causa da multidão, descobriram o tecto no sítio onde Ele estava, fizeram uma abertura e desceram o catre em que jazia o paralítico.”
Há muitas maneiras para chegar até Jesus:
- Há quem queira subir.
- Há quem venha da direita ou da esquerda
- do norte ou do sul,
- de aquém ou além…
- Mas a melhor maneira de chegar até Ele é DESCENDO.
Foi o que aqueles homens fizeram: desceram até Jesus e o encontro foi frutuoso.
Ainda hoje, quem quiser abeirar-se de Jesus tem de descer, tem de abaixar-se, tem de descer na sua humildade…
Transformar
Ano C - II Domingo Comum
Jesus começa a sua intervenção pública, transformando água em vinho.
Toda a obra de Jesus é transformar.
Conta-se que havia um homem que era bastante duro para a sua família. Embriagava-se, era violento, insatisfeito... Quando chegava a casa os filhos escondiam-se com medo, a não abria a boca, o ambiente era insuportável. Uma vez ele foi fazer um Curso de Cristandade e ao voltar foi abordado pelos amigos:
- Tu que dizes que descobriste agora Jesus Cristo, conta-nos o que sabes sobre Ele.
- Eu não sei nada!
- Então não sabes o que Ele diz sobre isto... sobre aquilo..., o que Ele fez aqui.. ou acolá...?
- Não, não sei.
- Então o que é que sabes?
- Só sei que agora quando chego a casa os meus filhos vêm a correr alegres para mim, que a minha esposa vive radiosa, que a minha vida está transformada.
- Tu que dizes que descobriste agora Jesus Cristo, conta-nos o que sabes sobre Ele.
- Eu não sei nada!
- Então não sabes o que Ele diz sobre isto... sobre aquilo..., o que Ele fez aqui.. ou acolá...?
- Não, não sei.
- Então o que é que sabes?
- Só sei que agora quando chego a casa os meus filhos vêm a correr alegres para mim, que a minha esposa vive radiosa, que a minha vida está transformada.
Abeirar-se de Jesus Cristo é deixar que Ele transforme a nossa vida como outrora transformou a água em vinho.
O milagre das bodas de Canã vem mostrar que o verdadeiro milagre pode acontecer na nossa própria família, na nossa casa ou na nossa própria vida.
Basta convidá-Lo ou recebê-Lo na nossa casa para o milagre acontecer.
É a nossa vida que Jesus quer transformar.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Piadosas (3)
Era o meu primeiro ano como padre.
Uma comunidade de freiras organizou umas semanas de experiência para raparigas na sua casa de Saúde, como possíveis candidatas para a Ordem. Pediram-me que lhes fosse falar sobre a vocação religiosa e os conselhos evangélicos, sendo a primeira palestra sobre a virgindade. No dia marcado dirigi-me ao local. No jardim estavam as jovens estiradas na relva. Quando me viram sair do carro e procurar a recepção assobiaram-me e comentaram:
- Até que enfim vemos por aqui um borrachinho… Vamos ter as sortes para ver quem fica com ele.
Fiquei surpreendido e pensei que talvez não fosse aquele o grupo a quem iria falar. A Irmã responsável foi então chamá-las:
- Meninas, já chegou o Sr. Padre, vamos à palestra.
Ainda consegui ouvir uma moça divertida:
- Já chegou?! Só se entrou pela porta secreta, já deve estar habituado.
Na sala, ao depararem-se comigo, ficaram tão atrapalhadas sem saber onde se meter. Apeteceu-me perguntar-lhes quem tinha sido a contemplada pela sorte, mas contive-me. Afinal ia falar sobre a castidade e isso não é outra coisa que saber conter-se.
Uma comunidade de freiras organizou umas semanas de experiência para raparigas na sua casa de Saúde, como possíveis candidatas para a Ordem. Pediram-me que lhes fosse falar sobre a vocação religiosa e os conselhos evangélicos, sendo a primeira palestra sobre a virgindade. No dia marcado dirigi-me ao local. No jardim estavam as jovens estiradas na relva. Quando me viram sair do carro e procurar a recepção assobiaram-me e comentaram:
- Até que enfim vemos por aqui um borrachinho… Vamos ter as sortes para ver quem fica com ele.
Fiquei surpreendido e pensei que talvez não fosse aquele o grupo a quem iria falar. A Irmã responsável foi então chamá-las:
- Meninas, já chegou o Sr. Padre, vamos à palestra.
Ainda consegui ouvir uma moça divertida:
- Já chegou?! Só se entrou pela porta secreta, já deve estar habituado.
Na sala, ao depararem-se comigo, ficaram tão atrapalhadas sem saber onde se meter. Apeteceu-me perguntar-lhes quem tinha sido a contemplada pela sorte, mas contive-me. Afinal ia falar sobre a castidade e isso não é outra coisa que saber conter-se.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Todos Te procuram
4ª Feira - I Semana Comum
Pedro disse a Jesus:
"Todos Te procuram, Senhor."
Procuram para quê?
- 1ª Leitura:
Procurar não para falar para que Deus os possa ouvir, mas o contrário:
"Falai, Senhor que o vosso servo escuta."
- Salmo:
Procurar não para que Deus nos faça esta nossa vontade, mas o contrário:
"Eu venho Senhor para fazer a vossa vontade."
- Escritos da Madre Mary Jane Wilson:
Procurar não para que Deus resolva os nossos problemas, mas sim para lhe agradecermos todas as graças e dons:
"Fico triste porque o meu espírito se retém nos meus problemas em vez de agradecer a Deus todas as graças recebidas..."
Pedro disse a Jesus:
"Todos Te procuram, Senhor."
Procuram para quê?
- 1ª Leitura:
Procurar não para falar para que Deus os possa ouvir, mas o contrário:
"Falai, Senhor que o vosso servo escuta."
- Salmo:
Procurar não para que Deus nos faça esta nossa vontade, mas o contrário:
"Eu venho Senhor para fazer a vossa vontade."
- Escritos da Madre Mary Jane Wilson:
Procurar não para que Deus resolva os nossos problemas, mas sim para lhe agradecermos todas as graças e dons:
"Fico triste porque o meu espírito se retém nos meus problemas em vez de agradecer a Deus todas as graças recebidas..."
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Rezar com lágrimas
3ª Feira - I Semana Comum
Na 1ª Leitura: Naquele dia Ana rezou com lágrimas...
Reza-se com palavras, com gestos, com obras, com o silêncio e... com lágrimas.
Foi uma oração completa e Deus escutou a sua oração.
Aprendamos também a rezar de maneira completa... até mesmo com as lágrimas.
No trecho do Evangelho Jesus prega com palavras, com o exemplo, com a maneira de falar, de agir e de curar...
Há muitas maneiras de pregar. A multidão ouviu a doutrina, mas esqueceu-se e só se recordou da maneira de falar de Jesus que era com tal autoridade...
Estejamos atentos, pois Deus fala de muitos modos: através da palavra, dos acontecimentos, do exemplo, dos gestos, do sorriso, do silêncio ....
De facto, muitas vezes que nos toca não é a palavra que nos dizem, mas a maneira como dizem...
Na 1ª Leitura: Naquele dia Ana rezou com lágrimas...
Reza-se com palavras, com gestos, com obras, com o silêncio e... com lágrimas.
Foi uma oração completa e Deus escutou a sua oração.
Aprendamos também a rezar de maneira completa... até mesmo com as lágrimas.
No trecho do Evangelho Jesus prega com palavras, com o exemplo, com a maneira de falar, de agir e de curar...
Há muitas maneiras de pregar. A multidão ouviu a doutrina, mas esqueceu-se e só se recordou da maneira de falar de Jesus que era com tal autoridade...
Estejamos atentos, pois Deus fala de muitos modos: através da palavra, dos acontecimentos, do exemplo, dos gestos, do sorriso, do silêncio ....
De facto, muitas vezes que nos toca não é a palavra que nos dizem, mas a maneira como dizem...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Chegar, ver e vencer
2ª Feira da I Semana Comum
Do Evangelho de hoje: Jesus chegou à praia, viu Simão e seu irmãoAndré, Tiago e seu irmão João e chamou-os...
Faz-me lembrar a expressão dos latinos: Chegar, Ver e Vencer...
Tal se pode aplicar a esta passagem: Jesus Chegou, Viu e Chamou... foi a maneira de os conquistar, chamando-os, e eles deixaram-se venver.
Para Jesus, chegar, ver e vencer, expressa-se em chegar, ver e chamar.
Do Evangelho de hoje: Jesus chegou à praia, viu Simão e seu irmãoAndré, Tiago e seu irmão João e chamou-os...
Faz-me lembrar a expressão dos latinos: Chegar, Ver e Vencer...
Tal se pode aplicar a esta passagem: Jesus Chegou, Viu e Chamou... foi a maneira de os conquistar, chamando-os, e eles deixaram-se venver.
Para Jesus, chegar, ver e vencer, expressa-se em chegar, ver e chamar.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Piadosas (2)
Há 25 anos convidaram-me para celebrar, como padre recém-chegado, a missa dominical na Televisão, RPTMadeira. Um confrade meu, capelão de uma comunidade de freiras idosas, recomendou-lhes a transmissão. No dia seguinte esse meu colega vem contar-me que uma freira ficara escandalizada ao ver o jovem padre de bigode, de tal maneira que se recusou a ver a missa até ao fim.
Com serenidade pedi-lhe que transmitisse este recado a tal pessoa:
- Diga a essa Irmã que se ela nunca viu nenhum padre de bigode, eu já estou farto de ver tantas freiras de bigode.
Com serenidade pedi-lhe que transmitisse este recado a tal pessoa:
- Diga a essa Irmã que se ela nunca viu nenhum padre de bigode, eu já estou farto de ver tantas freiras de bigode.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Dizer e Fazer
6ª Feira depois da Epifania
Jesus não disse simplesmente: «Quero, fica purificado.»
Fez mais e melhor: «Estendeu a mão e tocou-lhe.»
4 acções complementares para uma cura:
Disse
Quero
Estendeu a mão
Tocou-lhe
Não basta dizer, é preciso fazer.
Não basta querer, é preciso agir.
Dizer é bom, mas querer é melhor.
Querer é fácil, mas estender a mão é melhor.
Estender a mão é bonito, mas tocar é melhor.
Jesus não disse simplesmente: «Quero, fica purificado.»
Fez mais e melhor: «Estendeu a mão e tocou-lhe.»
4 acções complementares para uma cura:
Disse
Quero
Estendeu a mão
Tocou-lhe
Não basta dizer, é preciso fazer.
Não basta querer, é preciso agir.
Dizer é bom, mas querer é melhor.
Querer é fácil, mas estender a mão é melhor.
Estender a mão é bonito, mas tocar é melhor.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Piadosas (1)
São PIADOSAS não por terem piedade, mas por terem piada.
A mensagem do Papa para o dia mundial da paz era:
"se queres cultivar a paz, preserva a criação."
No final da missa uma devota veio ter comigo à sacristia:
- O Senhor Padre que comece a dar o exemplo.
- Como assim? – Perguntei.
- É que você disse na pregação de hoje que o problema ecológico ficaria resolvido se em vez dos homens se preocuparem em deixar um mundo melhor para os seus filhos, quisessem sim deixar filhos melhores para o mundo. Então dê você o exemplo.
- Sim, sim… mas há certas coisas que não posso fazer sozinho…
A mensagem do Papa para o dia mundial da paz era:
"se queres cultivar a paz, preserva a criação."
No final da missa uma devota veio ter comigo à sacristia:
- O Senhor Padre que comece a dar o exemplo.
- Como assim? – Perguntei.
- É que você disse na pregação de hoje que o problema ecológico ficaria resolvido se em vez dos homens se preocuparem em deixar um mundo melhor para os seus filhos, quisessem sim deixar filhos melhores para o mundo. Então dê você o exemplo.
- Sim, sim… mas há certas coisas que não posso fazer sozinho…
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Criancices (43)
- O Senhor Padre quer vir com a gente cantar os reises.
- Por que dizes “cantar os reises”?
- É porque hoje é o dia de reises.
- Sim, mas por que é que dizes “reises”?
- É porque eram três!
- Então tá bem. Vamos lá cantar os reises…
- Por que dizes “cantar os reises”?
- É porque hoje é o dia de reises.
- Sim, mas por que é que dizes “reises”?
- É porque eram três!
- Então tá bem. Vamos lá cantar os reises…
Dia de Reis
6 de Janeiro
Da Tradição:
A melhor descrição dos reis magos foi feita por São Beda, o Venerável (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata:
“Melchior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus.
Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio.
E Baltazar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.
Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspeccionar”,
Melchior quer dizer: “Meu Rei é Luz”,
e Baltazar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.
Do Pe. António Vieira:
“Perguntam aqui os intérpretes porque mandou Cristo aos Magos uma estrela, e não um anjo ou um profeta?
Os profetas são os embaixadores ordinários de Deus: os anjos os extraordinários, e tal era esta embaixada.
Por que não mandou logo Cristo aos Magos um anjo ou um profeta, senão uma estrela?
A razão foi – dizem todos – porque era conveniente que aos Magos se enviasse um embaixador que lhes falasse na sua própria língua.
Os Magos eram astrólogos: a língua por ande os astrólogos entendem o que diz o céu são as estrelas, e tal era essa mesma estrela, à qual chama Santo Agostinho língua do céu: pois vá uma estrela aos Magos, para que ela lhes fale na língua que eles entendem.” (Sermão da Epifania, 1662)
Do P. Dehon:
“Temos maior facilidade do que os Magos para encontrar Nosso Senhor e para conhecer a sua divina vontade. Ele está sempre perto de nós na Santa Eucaristia.” (ACJ 1, Pág. 30)
“O Ouro, o incenso e a mirra simbolizam o amor, a oração e o sacrifício.” (CA, Pág. 85)
“O ouro, instrumento da caridade, o ouro, brilhante como o fogo, simboliza o amor;
o incenso, que se eleva para o céu com um agradável odor, simboliza a oração;
a mirra, perfume das sepulturas, simboliza o sacrifício.
Estes são símbolos do dom por excelência, o Coração de Jesus. Como todas as ofertas sagradas e os sacrifícios da antiga lei, são figuras do único sacrifício que é o Coração de Jesus.
Jesus oferece constantemente sobre este mesmo Coração que é um verdadeiro turíbulo de ouro,
o incenso da sua oração, do seu louvor, da sua acção de graças.
Ele oferece-lhe a mirra dos seus sacrifícios, das suas imolações, dos seus aniquilamentos.” (CA, Pág. 85)
Da Tradição:
A melhor descrição dos reis magos foi feita por São Beda, o Venerável (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata:
“Melchior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus.
Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio.
E Baltazar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.
Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspeccionar”,
Melchior quer dizer: “Meu Rei é Luz”,
e Baltazar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.
Do Pe. António Vieira:
“Perguntam aqui os intérpretes porque mandou Cristo aos Magos uma estrela, e não um anjo ou um profeta?
Os profetas são os embaixadores ordinários de Deus: os anjos os extraordinários, e tal era esta embaixada.
Por que não mandou logo Cristo aos Magos um anjo ou um profeta, senão uma estrela?
A razão foi – dizem todos – porque era conveniente que aos Magos se enviasse um embaixador que lhes falasse na sua própria língua.
Os Magos eram astrólogos: a língua por ande os astrólogos entendem o que diz o céu são as estrelas, e tal era essa mesma estrela, à qual chama Santo Agostinho língua do céu: pois vá uma estrela aos Magos, para que ela lhes fale na língua que eles entendem.” (Sermão da Epifania, 1662)
Do P. Dehon:
“Temos maior facilidade do que os Magos para encontrar Nosso Senhor e para conhecer a sua divina vontade. Ele está sempre perto de nós na Santa Eucaristia.” (ACJ 1, Pág. 30)
“O Ouro, o incenso e a mirra simbolizam o amor, a oração e o sacrifício.” (CA, Pág. 85)
“O ouro, instrumento da caridade, o ouro, brilhante como o fogo, simboliza o amor;
o incenso, que se eleva para o céu com um agradável odor, simboliza a oração;
a mirra, perfume das sepulturas, simboliza o sacrifício.
Estes são símbolos do dom por excelência, o Coração de Jesus. Como todas as ofertas sagradas e os sacrifícios da antiga lei, são figuras do único sacrifício que é o Coração de Jesus.
Jesus oferece constantemente sobre este mesmo Coração que é um verdadeiro turíbulo de ouro,
o incenso da sua oração, do seu louvor, da sua acção de graças.
Ele oferece-lhe a mirra dos seus sacrifícios, das suas imolações, dos seus aniquilamentos.” (CA, Pág. 85)
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Epifanias
3ª Feira depois da Epifania
Da Oração de Hoje:
"Deus cujo Filho se manifestou aos homens na realidade da nossa natureza,
concedei-nos que reconhecendo-o exteriormente semelhante a nós,
sejamos por ele interiormente renovados."
Deus quis nascer como nós
Para que nós vivêssemos como Ele.
O Filho de Deus fez-se homem
Para que o homem se tornasse filho de Deus.
Deus apareceu exteriormente igual a nós
Para que nós interiormente nos parecêssemos com Ele.
Deus quis nascer mortal como nós
Para que nós nos tornássemos imortais como Ele.
Deus quis nascer no tempo
Para nos ensinar a viver na eternidade.
Deus fez-se homem
Para que o homem se tornasse deus.
O Senhor dos Anjos fez-se homem
Para que o homem comesse o pão dos Anjos.
Deus manifestou-se na nossa natureza mortal
Para que nós alcancemos a sua natureza imortal.
Deus veio do Céu à terra
Para que possamos ir da terra ao Céu.
Da Oração de Hoje:
"Deus cujo Filho se manifestou aos homens na realidade da nossa natureza,
concedei-nos que reconhecendo-o exteriormente semelhante a nós,
sejamos por ele interiormente renovados."
Deus quis nascer como nós
Para que nós vivêssemos como Ele.
O Filho de Deus fez-se homem
Para que o homem se tornasse filho de Deus.
Deus apareceu exteriormente igual a nós
Para que nós interiormente nos parecêssemos com Ele.
Deus quis nascer mortal como nós
Para que nós nos tornássemos imortais como Ele.
Deus quis nascer no tempo
Para nos ensinar a viver na eternidade.
Deus fez-se homem
Para que o homem se tornasse deus.
O Senhor dos Anjos fez-se homem
Para que o homem comesse o pão dos Anjos.
Deus manifestou-se na nossa natureza mortal
Para que nós alcancemos a sua natureza imortal.
Deus veio do Céu à terra
Para que possamos ir da terra ao Céu.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Fechar uma janela
2ª Feira depois da Epifania
Do Evangelho de hoje:
"Jesus ouviu dizer que João fora preso...
Jesus começou a pregar: Arrependei-vos..."
Quando um fala, o outro abaixa as orelhas
ou quando alguém abaixa as orelhas, o outro tem de falar.
João fora preso, Jesus tem de iniciar a sua vida pública.
A voz de João foi calada, Jesus começou então a pregar.
Fechou-se uma janela, abriu-se uma porta...
Olhemos para a porta que se fechou,
mas não deixemos de procurar uma outra que se nos abriu.
Do Evangelho de hoje:
"Jesus ouviu dizer que João fora preso...
Jesus começou a pregar: Arrependei-vos..."
Quando um fala, o outro abaixa as orelhas
ou quando alguém abaixa as orelhas, o outro tem de falar.
João fora preso, Jesus tem de iniciar a sua vida pública.
A voz de João foi calada, Jesus começou então a pregar.
Fechou-se uma janela, abriu-se uma porta...
Olhemos para a porta que se fechou,
mas não deixemos de procurar uma outra que se nos abriu.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Olhos da Fé
5º Dia da Oitava de Natal - 29 de Dezembro
Simeão tomou-o nos braços e bendisse a Deus, dizendo:
«Agora, Senhor, segundo a tua palavra,
deixarás ir em paz o teu servo,
porque meus olhos viram a Salvação.»
Como é que o velho Simeão viu?
Ele era de idade avançada, faltava-lhe já a vista.
Foi com os olhos da fé.
A lição tinha de vir de alguém assim, que mostrasse que vemos a Deus não com os olhos da cara mas com os da fé.
Para ver a Deus mais vale fechar os olhos do que pôr uns óculos.
Simeão tomou-o nos braços e bendisse a Deus, dizendo:
«Agora, Senhor, segundo a tua palavra,
deixarás ir em paz o teu servo,
porque meus olhos viram a Salvação.»
Como é que o velho Simeão viu?
Ele era de idade avançada, faltava-lhe já a vista.
Foi com os olhos da fé.
A lição tinha de vir de alguém assim, que mostrasse que vemos a Deus não com os olhos da cara mas com os da fé.
Para ver a Deus mais vale fechar os olhos do que pôr uns óculos.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Natal (15)
O Filho Unigénito de Deus fez-se Filho do homem, para converter muitos filhos dos homens em filhos de Deus (Santo Agostinho, Sermão 194).
Deus quis nascer para nós hoje no tempo a fim de nos conduzir à eternidade do Pai.
Deus fez-se homem para que o homem se tornasse deus.
Para que o homem comesse o pão dos Anjos, hoje o Senhor dos Anjos Se fez homem (Santo Agostinho, Sermão 13) .
Nasci nu, diz Deus, para que tu saibas despojar-te de ti mesmo.
Nasci pobre, para que tu possas considerar-me a tua única riqueza.
Nasci num estábulo, para que aprendas a santificar todos os lugares.
Nasci débil, para que tu nunca tenhas medo de mim.
Nasci por amor, para que nunca duvides do meu amor.
Nasci de noite, para que acredites que posso iluminar qualquer realidade.
Nasci pessoa, para que nunca te envergonhes de seres tu mesmo.
Nasci homem, para que tu possas ser Deus.
Nasci perseguido, para que tu saibas aceitar as dificuldades.
Nasci na simplicidade, para que tu deixes de ser complicado.
Nasci na tua vida, diz Deus, para te levar, a ti e a todos para a Casa do Pai.
(Lambert Noben)
Deus quis nascer para nós hoje no tempo a fim de nos conduzir à eternidade do Pai.
Deus fez-se homem para que o homem se tornasse deus.
Para que o homem comesse o pão dos Anjos, hoje o Senhor dos Anjos Se fez homem (Santo Agostinho, Sermão 13) .
Nasci nu, diz Deus, para que tu saibas despojar-te de ti mesmo.
Nasci pobre, para que tu possas considerar-me a tua única riqueza.
Nasci num estábulo, para que aprendas a santificar todos os lugares.
Nasci débil, para que tu nunca tenhas medo de mim.
Nasci por amor, para que nunca duvides do meu amor.
Nasci de noite, para que acredites que posso iluminar qualquer realidade.
Nasci pessoa, para que nunca te envergonhes de seres tu mesmo.
Nasci homem, para que tu possas ser Deus.
Nasci perseguido, para que tu saibas aceitar as dificuldades.
Nasci na simplicidade, para que tu deixes de ser complicado.
Nasci na tua vida, diz Deus, para te levar, a ti e a todos para a Casa do Pai.
(Lambert Noben)
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
BOAS FESTAS
Os meus votos para este tempo:
Feliz Nata !!!
Sim, não é um erro. É apenas um NATAL sem o L,
isto é, Natal sem fim...
Outra vez Deus se faz menino para que saibamos crescer com ELE.
Feliz Nata !!!
Sim, não é um erro. É apenas um NATAL sem o L,
isto é, Natal sem fim...
Outra vez Deus se faz menino para que saibamos crescer com ELE.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Natal (14)
Ele Deus Connosco
Nós Homens Com Ele
Explicava eu aos alunos que Jesus era o Emanuel, o Deus-Connosco.
- Que quer dizer Deus-Connosco?
A resposta ensinada era que Deus, ao nascer homem, quis fazer parte da humanidade, sendo homem connosco. Mas um aluno respondeu de maneira diferente:
- Quer dizer que nós somos Deus com Ele.
De facto, Jesus, ao fazer-se homem como nós, dá-nos oportunidade de sermos Deus como Ele. Quando dizemos a palavra Deus, pensamos em Alguém distante, abstracto, estranho. Ele é, afinal, um dos nossos, tão próximo que quis chamar-se Emanuel.
Mais propriamente Jesus devia ser Homem-Connosco, ou Filho de Homem, como tantas vezes sugere a Bíblia. E nós, com toda a propriedade, devíamos ser Deus com Ele.
Explicava eu aos alunos que Jesus era o Emanuel, o Deus-Connosco.
- Que quer dizer Deus-Connosco?
A resposta ensinada era que Deus, ao nascer homem, quis fazer parte da humanidade, sendo homem connosco. Mas um aluno respondeu de maneira diferente:
- Quer dizer que nós somos Deus com Ele.
De facto, Jesus, ao fazer-se homem como nós, dá-nos oportunidade de sermos Deus como Ele. Quando dizemos a palavra Deus, pensamos em Alguém distante, abstracto, estranho. Ele é, afinal, um dos nossos, tão próximo que quis chamar-se Emanuel.
Mais propriamente Jesus devia ser Homem-Connosco, ou Filho de Homem, como tantas vezes sugere a Bíblia. E nós, com toda a propriedade, devíamos ser Deus com Ele.
(Outra Vez Deus de Palmo e Meio, 89)
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Natal (13)
Parabéns ao Menino Jesus
O professor de Educação Moral e Religiosa Católica do Primeiro Ano preparou a sala de aula para uma breve celebração natalícia.
Sobre a mesa colocou um vaso de flores, o Menino Jesus e uma vela.
Explicou que aquilo serviria para comemorar o Nascimento de Jesus.
Mal acendeu a vela, todos os alunos, prontamente, correram para a mesa, cantando “Parabéns a você”.
No final, sopraram todos ao mesmo tempo a vela.
O professor deixou estas coisas acontecerem naturalmente, surpreendido por aquela expressão espontânea de celebrar.
Contou-me, depois, que ficara sem vontade de envolver esses alunos noutro tipo de celebração, pois aquela tinha valido por todas, na sua beleza, espontaneidade e profundidade.
De facto, trataram Jesus como um colega amigo que fazia anos.
Todos apagaram a vela, pois acreditavam que Jesus estava neles.
Para mim, foi a mais bela e feliz celebração nesse Natal.
(Outra Vez Deus de Palmo e Meio, 56)
domingo, 20 de dezembro de 2009
Natal (12)
Licença para falar
Os alunos mais novos tinham preparado um presépio sob a forma de uma Lapinha tradicional madeirense. Coube-me fazer a explicação do seu significado. Comecei por chamar a atenção para a figura do Menino Jesus, no alto da escadinha, de pé com um braço levantado a apontar para o Céu. Queria explicar que esse gesto significava que Jesus vinha do Céu e para lá nos apontava o caminho. Então perguntei:
- Quem quer dizer por que é que Jesus está assim com o braço levantado?
Um miúdo do Primeiro Ano levantou o braço para responder:
- Ele está assim, porque está a pedir licença para falar.
Estremeci perante esta verdade. Jesus é o Verbo Eterno do Pai e, ao nascer, pediu a palavra. Tinha-me esquecido de que o Natal é a oportunidade de Deus apresentar a sua Palavra, na linguagem dos homens. Na sua inocência, aquele miúdo conseguiu chamar-se a atenção para essa verdade.
(Outra Vez Deus de Palmo e Meio, 5)
sábado, 19 de dezembro de 2009
Natal (11)
NATAL DA BICHARADA
I Cena (Ovelha e Burro)
Burro – Boa noite, Senhora Ovelha!
Ovelha – Uma noite feliz, é verdade. È uma noite de paz, com muita luz. Já há muito tempo não via uma noite assim…
Burro – É verdade, esta noite é diferente, já notei isso, mas não sei dizer, nem explicar porquê.
Ovelha – Olha, olha, olha aquela estrela tão brilhante que até parece que está a cair na Terra.
Burro – Não parece, está mesmo a cair.
II Cena (Os mesmos e a Estrela)
Estrela – Olá, senhora Ovelha. Olá, senhor Burro. Porque estão tão espantados? Parece que nunca me viram!
Burro – Não sei porquê, mas esta noite é cada vez mais esquisita.
Ovelha – E vocês sabem porque esta noite é assim tão diferente das outras?
Burro – Eu cá sou Burro, eu não sei nada. Não sei porque é.
Ovelha – Eu lembro-me de uma noite muito parecida com esta, quando eu era ainda muito pequenina. Tenho a impressão que estava na Serra de Belém.
Estrela – É isso mesmo, esta noite é a Noite de Natal. Faz hoje anos que Jesus nasceu aqui bem perto de nós.
Burro – É verdade, já me estou a lembrar também. Afinal eu não sou assim tão burro. Eu também fui visitar esse Menino. Era tão bonitinho e a mãe dele parecia mesmo uma santa.
Estrela – Venha cá, senhor Galo. Ainda é muito cedo para cantar,
III Cena (Os mesmos e o Galo)
Galo – Boas noites, Senhoras e Senhores. Eu sou o galo mais velho da capoeira.
Ovelha – Muito prazer em conhecê-lo, mas o prazer será todo seu, pois está a falar com uma Ovelhinha muito importante. Eu conheci pessoalmente o Menino Jesus que hoje faz anos.
Galo – Olha a vaidosa. Pensa que foi só ela que O conheceu. Então vocês não sabem quem foi que anunciou a todos os vizinhos o seu nascimento? Fui eu. À meia-noite, quando Ele nasceu, eu comecei a cantar com tanta força que toda a gente acordou e ficou a saber o que se tinha passado. Todos levaram presentes, mas o meu presente foi o melhor. O meu presente foi esse: despertei toda a gente. E tu, o que foi que lhe deste?
Ovelha – Eu ainda era pequenina, nada podia oferecer de meu. Fui deitar-me bem perto dele e assim aqueci-o com o meu bafo. Estava muito frio nessa noite.
IV Cena (Os mesmos e o Boi)
Boi – Boa noite, senhores animais. Desculpem meter-me na conversa, mas tenho estado ali a ouvir e não resisti. Vocês esqueceram-se que eu é que aqueci esse Menino. Vocês viram-me lá com certeza. Estiquei o meu pescoço para cima da manjedoura e o calor que saía da minha boca aquecia o Menino Jesus, tão pobrezinho.
Ovelha – Mas eu também O aqueci, embora eu tivesse uma boca mais pequena. Além disso eu também lhe dei outra prenda.
Boi – Tu estás a mentir, tu não tinhas mais nada para lhe dar.
Ovelha – Não tinha, mas arranjei. Nessa noite eu não bebi o leite do meu jantar e levei-o à Mãe do Menino. Ela ficou satisfeita e eu nem sequer senti fome.
Estrela – Muito bem, estou a ver que cada um de vós ofereceu alguma coisa na noite de Natal. A minha oferta foi simples. Nada tinha de meu para oferecer para além da minha luz. Por isso resolvi servir-me dela para alumiar a gruta de Belém. Indiquei também o caminho a muitos pastores que andavam à procura do caminho para lá chegarem.
Galo – Olha, ali vai um homem. Escondam-me porque se ele me vê, pode querer matar-me para o seu jantar de Consoada.
Burro – Não tenhas medo, ó galinho, hoje há festa, e ninguém faz mal seja a quem for. Esta é a noite da Paz.
Galo – Então vou chamá-lo. Cócorócóco…
V Cena (Os mesmos e o Homem)
Homem – Mas o que é isto aqui? Nunca vi tanta bicharada junta.
Boi – É porque hoje é dia de festa, dia de Natal. E nós estamos a recordar esse dia. Cada um de nós ofereceu uma prenda. Tu, que és o rei da criação, com certeza também lhe ofereceste muita coisa, não é verdade?
Homem – Bem, eu já nem sequer me lembro o que é que lhe ofereci. Nunca mais pensei nisso.
Burro – Com que então tu não te lembras o que é que lhe ofereceste? Pois lembro-me eu, eu que sou Burro, lembro-me bem o que é que tu, homem inteligente, lhe ofereceste: deste-lhe uma cruz!
Estrela – Uma cruz!? Para que lhe ofereceste uma cruz?
Burro – Essa cruz serviu para matarem Jesus. O homem perdeu a cabeça e pregou Jesus nessa cruz onde Ele morreu. Porém, alguns dias depois, ressuscitou.
Homem – É verdade… foi mesmo assim. Eu já me arrependi. Eu agora queria oferecer muitas coisas boas, mas já é tarde, agora já não posso fazer nada.
Galo – Já é tarde?! Nunca é tarde para fazer ma boa acção. Tu ainda podes oferecer tudo o que quiseres a Jesus. Basta ofereceres agora aos outros meninos que passam necessidade, aquilo que gostarias de oferecer a o próprio Jesus.
Estrela – Jesus até disse, uma vez, que tudo o que se fizesse a um pobrezinho era a mesma coisa que fazer ao próprio Jesus.
Homem – Espera aí. Já sei que vou fazer. Vou ajudar todas as crianças a passarem um feliz Natal. Vou preparar uma festa, ficarão na minha casa, para não passarem frio.
Boi – Eu também vou fazer uma coisa que até agora tive medo de fazer. Eu vou oferecer a minha carne para que todas as crianças não passem fome neste dia. Assim terão muitos bifes.
Galo – Já agora, eu também me vou oferecer à casa mais pobrezinha e assim poderão fazer uma canja tão quentinha para se aquecerem. Já não tenho medo de morrer; eles precisam de mim.
Estrela – Muito bem, eu vou brilhar com toda a força para que haja muita luz nas estradas, para ninguém se perder e assim, nenhuma casa ficará às escuras por ser pobre.
Ovelha – Eu vou oferecer o meu leite aos meninos que estão muito fracos e que não têm dinheiro para comprarem o que precisam.
Burro – Eu ofereço-me para transportar os meninos que não podem andar. Vou passear com eles e será uma grande festa.
Homem – Vamos, então todos. Vamos fazer felizes todos esses meninos.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Natal (10)
O Presépio como Espelho
Qual é a figura do presépio que mais gostaria de imitar neste NATAL?
Há quem se identifique com o burrinho.
Há quem se mostra a força da vaquinha.
Há quem imite a mansidão das ovelhinhas.
Há quem assuma a simplicidade dos pastores.
Há quem se reveja na humildade dos reis magos.
Há quem manifeste o nervosismo de Herodes com medo de perder a fama.
Há quem copie a figura de Maria, mulher confiante.
Há quem deseje ser como José, silencioso mas activo e cheio de fé.
Há quem queira ser um Anjo portador de boas notícias.
Há quem tenha inveja da estrela de Belém, que sem falar anuncia e guia.
Eu contentar-me-ia ser como o MENINO JESUS.
Afinal Ele nasceu como nós para que pudéssemos viver como Ele.
Qual é a figura do presépio que mais gostaria de imitar neste NATAL?
Há quem se identifique com o burrinho.
Há quem se mostra a força da vaquinha.
Há quem imite a mansidão das ovelhinhas.
Há quem assuma a simplicidade dos pastores.
Há quem se reveja na humildade dos reis magos.
Há quem manifeste o nervosismo de Herodes com medo de perder a fama.
Há quem copie a figura de Maria, mulher confiante.
Há quem deseje ser como José, silencioso mas activo e cheio de fé.
Há quem queira ser um Anjo portador de boas notícias.
Há quem tenha inveja da estrela de Belém, que sem falar anuncia e guia.
Eu contentar-me-ia ser como o MENINO JESUS.
Afinal Ele nasceu como nós para que pudéssemos viver como Ele.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Cegos, surdos e mudos
4ª Feira - III Semana Advento
"Ide contar o que vistes e ouvistes..."
Perante Jesus ninguém pode ficar CEGO, SURDO e MUDO.
É preciso ver, escutar e proclamar.
Não basta ver, é preciso escutar e falar.
Não basta escutar, é preciso ver e falar.
Não basta falar, é preciso ver e escutar...
Quem ninguém diga de nós:
têm olhos e não vêem, têm ouvidos e não ouvem, nem a sua garganta articula qualquer som.
Proclamemos em alta voz as maravilhas que vemos e ouvimos.
"Ide contar o que vistes e ouvistes..."
Perante Jesus ninguém pode ficar CEGO, SURDO e MUDO.
É preciso ver, escutar e proclamar.
Não basta ver, é preciso escutar e falar.
Não basta escutar, é preciso ver e falar.
Não basta falar, é preciso ver e escutar...
Quem ninguém diga de nós:
têm olhos e não vêem, têm ouvidos e não ouvem, nem a sua garganta articula qualquer som.
Proclamemos em alta voz as maravilhas que vemos e ouvimos.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Pedir ajuda
3ª Feira - III Semana Advento
Um pai tinha muitos filhos e disse a cada um:
- Filho, vai hoje trabalhar na vinha.
O primeiro disse ao pai:
- Eu vou já – mas afinal não foi nem se justificou.
O segundo resmungou:
- Quanto é que me pagas por isso?
Outro advertiu:
- Eu já tenho a minha própria vinha!
Um outro avisou:
- Eu só vou quando todos forem, pois não vou trabalhar em vez de ninguém.
Aquele outro desculpou-se:
- Não posso ir agora, só mais tarde, talvez amanhã…
- Nem pensar, pois estou muito cansado
- Eu não, porque até nem gosto de vinho.
- É melhor contratar trabalhadores…
- Estava mesmo a ver que ia sobrar para mim…
- Se fosse para uma festa anda punha alguma hipótese de ir.
- Só me dás trabalho e mais nada.
- Isso é que era bom! Já lá foi o tempo do quero, posso e mando.
- Deixem-me em paz. Não tenho nada a ver com isso.
- Não tenho jeito para essas coisas.
- O melhor é repartir por todos a vinha como herança e cada um que se desenrasque.
- O que é que os vizinhos dirão?! Afinal quem somos nós?
- Já é tempo de acabar com essa vinha e investir noutra cultura.
Por fim, o mais novo respondeu:
- Eu é que preciso da ajuda do pai.
E o pai todo satisfeito exclamou:
- Até que enfim… Já alcancei o que pretendia.
É que o pai tinha pedido ajuda aos filhos, para que os filhos nunca tivessem medo de pedir ajuda ao pai…
Um pai tinha muitos filhos e disse a cada um:
- Filho, vai hoje trabalhar na vinha.
O primeiro disse ao pai:
- Eu vou já – mas afinal não foi nem se justificou.
O segundo resmungou:
- Quanto é que me pagas por isso?
Outro advertiu:
- Eu já tenho a minha própria vinha!
Um outro avisou:
- Eu só vou quando todos forem, pois não vou trabalhar em vez de ninguém.
Aquele outro desculpou-se:
- Não posso ir agora, só mais tarde, talvez amanhã…
- Nem pensar, pois estou muito cansado
- Eu não, porque até nem gosto de vinho.
- É melhor contratar trabalhadores…
- Estava mesmo a ver que ia sobrar para mim…
- Se fosse para uma festa anda punha alguma hipótese de ir.
- Só me dás trabalho e mais nada.
- Isso é que era bom! Já lá foi o tempo do quero, posso e mando.
- Deixem-me em paz. Não tenho nada a ver com isso.
- Não tenho jeito para essas coisas.
- O melhor é repartir por todos a vinha como herança e cada um que se desenrasque.
- O que é que os vizinhos dirão?! Afinal quem somos nós?
- Já é tempo de acabar com essa vinha e investir noutra cultura.
Por fim, o mais novo respondeu:
- Eu é que preciso da ajuda do pai.
E o pai todo satisfeito exclamou:
- Até que enfim… Já alcancei o que pretendia.
É que o pai tinha pedido ajuda aos filhos, para que os filhos nunca tivessem medo de pedir ajuda ao pai…
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
São João da Cruz
14 de Dezembro
São João da Cruz, presbítero e doutor da Igreja
Nasceu em Fontiveros, em 1542. Fez-se carmelita no ano de 1563. Ajudou Teresa de Ávila na sua obra desde a primeira fundação dos frades contemplativos, em Duruelo, em 28 de Novembro de 1568. Estando doente em Ubeda, “foi cantar matinas no céu”, na noite de 13 de dezembro de 1591.
PÉTALAS DE ROSAS
1. A alma enamorada é suave, humilde, paciente e mansa.
2. A sabedoria entra pelo amor, pelo silêncio e mortificação; grande sabedoria é saber calar e não olhar aos ditos nem feitos nem vidas alheias.
3. Para se enamorar duma alma não põe Deus os olhos na grandeza dela, mas na grandeza da sua humildade.
4. A alma que caminha no amor não se cansa.
5. Quem não procura a cruz de Cristo não procura a glória de Cristo.
6. A obra pura e inteiramente feita por Deus no seio puro faz reino inteiro para o seu Senhor.
7. Agrada mais a Deus uma obra, por pequena que seja, feita às escondidas e sem desejo que saiba, do que mil feitas com desejo de que os homens as saibam.
8. Um acto de virtude gera na alma suavidade, paz, consolação, luz, pureza e fortaleza.
9. Vão é perturbar-se com as adversidades. Havemos de nos alegrar em vez de nos perturbar, para não perder a paz e a tranquilidade.
10. A alma é o altar onde Deus é adorado em louvor e amor ao que, por amor, está unida a Ele.
11. Se uma alma busca a Deus, muito mais Deus busca a ela.
12. Amar é trabalhar em despojar-se por Deus, de tudo o que não é Deus.
13. Só aproveita muito na virtude aquele que se deixa conduzir por Deus.
14. Sem caridade, nenhuma virtude é graciosa diante de Deus.
15. O olhar de Deus veste de formosura e alegria o mundo e todos os céus. É tanta a formosura de Deus, que a sua vista não pode suportar nesta vida
16. Os braços de Deus significam a sua fortaleza; reclinada a nossa fraqueza na fortaleza de Deus tem já a fortaleza do mesmo Deus. Na fortaleza voa o amor.
17. Para as honras devemos ter repugnância, e para a humildade prontidão.
18. Tanto mais livre está a alma quanto mais unida a Deus.
19. Para não perdermos a paz, devemos nos alegrar e não nos perturbar nas adversidades.
20. Quem opera com tibieza, está próximo da queda.
21. Procurai lendo e encontrareis meditando; chamai orando e abri-se-vos-á contemplando.
22. Grande mal é olhar mais aos bens de Deus que ao próprio Deus; oração e desapego.
23. Ao entardecer desta vida examinar-te-ão no amor. Aprenda a amar como Deus quer ser amado e deixa a tua condição.
24. Onde não existe amor coloca amor e amor encontrarás.
25. Quanto mais uma alma ama, tanto mais perfeita é naquilo que ama.
São João da Cruz, presbítero e doutor da Igreja
Nasceu em Fontiveros, em 1542. Fez-se carmelita no ano de 1563. Ajudou Teresa de Ávila na sua obra desde a primeira fundação dos frades contemplativos, em Duruelo, em 28 de Novembro de 1568. Estando doente em Ubeda, “foi cantar matinas no céu”, na noite de 13 de dezembro de 1591.
PÉTALAS DE ROSAS
1. A alma enamorada é suave, humilde, paciente e mansa.
2. A sabedoria entra pelo amor, pelo silêncio e mortificação; grande sabedoria é saber calar e não olhar aos ditos nem feitos nem vidas alheias.
3. Para se enamorar duma alma não põe Deus os olhos na grandeza dela, mas na grandeza da sua humildade.
4. A alma que caminha no amor não se cansa.
5. Quem não procura a cruz de Cristo não procura a glória de Cristo.
6. A obra pura e inteiramente feita por Deus no seio puro faz reino inteiro para o seu Senhor.
7. Agrada mais a Deus uma obra, por pequena que seja, feita às escondidas e sem desejo que saiba, do que mil feitas com desejo de que os homens as saibam.
8. Um acto de virtude gera na alma suavidade, paz, consolação, luz, pureza e fortaleza.
9. Vão é perturbar-se com as adversidades. Havemos de nos alegrar em vez de nos perturbar, para não perder a paz e a tranquilidade.
10. A alma é o altar onde Deus é adorado em louvor e amor ao que, por amor, está unida a Ele.
11. Se uma alma busca a Deus, muito mais Deus busca a ela.
12. Amar é trabalhar em despojar-se por Deus, de tudo o que não é Deus.
13. Só aproveita muito na virtude aquele que se deixa conduzir por Deus.
14. Sem caridade, nenhuma virtude é graciosa diante de Deus.
15. O olhar de Deus veste de formosura e alegria o mundo e todos os céus. É tanta a formosura de Deus, que a sua vista não pode suportar nesta vida
16. Os braços de Deus significam a sua fortaleza; reclinada a nossa fraqueza na fortaleza de Deus tem já a fortaleza do mesmo Deus. Na fortaleza voa o amor.
17. Para as honras devemos ter repugnância, e para a humildade prontidão.
18. Tanto mais livre está a alma quanto mais unida a Deus.
19. Para não perdermos a paz, devemos nos alegrar e não nos perturbar nas adversidades.
20. Quem opera com tibieza, está próximo da queda.
21. Procurai lendo e encontrareis meditando; chamai orando e abri-se-vos-á contemplando.
22. Grande mal é olhar mais aos bens de Deus que ao próprio Deus; oração e desapego.
23. Ao entardecer desta vida examinar-te-ão no amor. Aprenda a amar como Deus quer ser amado e deixa a tua condição.
24. Onde não existe amor coloca amor e amor encontrarás.
25. Quanto mais uma alma ama, tanto mais perfeita é naquilo que ama.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Alcunhas
6ª Feira - II Semana Advento
Jesus faz a lista das alcunhas, apelidos ou 'nomes' que lhe chamavam:
- Glutão, Ébrio, 'Bom Vivant', Amigo de Publicanos e Pecadores...
Jesus encarna toda a experiência humana, igual a nós menos no pecado. Até nos nomes, alcunhas ou apelidos Jesus identificou-se connosco.
Tal como Jesus foi igual a nós nas alcunhas,
saibamos ser igual a Ele nas virtudes.
Jesus faz a lista das alcunhas, apelidos ou 'nomes' que lhe chamavam:
- Glutão, Ébrio, 'Bom Vivant', Amigo de Publicanos e Pecadores...
Jesus encarna toda a experiência humana, igual a nós menos no pecado. Até nos nomes, alcunhas ou apelidos Jesus identificou-se connosco.
Tal como Jesus foi igual a nós nas alcunhas,
saibamos ser igual a Ele nas virtudes.
Alegrai-vos
Ano C - III Domingo Advento
O tema desta etapa do Advento gira à volta da pergunta: ‘e nós, que devemos fazer?’
A resposta repete-se nas várias leituras: ‘Alegrai-vos’.
No dia 14 celebraremos a memória de São João da Cruz. Santa Teresa de Ávila, afirmou a seu respeito que não era possível discorrer com ele sobre Deus sem vê-lo em êxtase. As grandes almas deleitam-se ao ouvir tão somente o nome de Deus.
E eu fico a pensar em tantos sermões que fiz ou que ouvi, tantas leituras, outras tantas exortações, celebrações etc. Mas quantas vezes me deixei arrebatar pelas coisas de Deus? Não interessa quem anuncia, não importa o que diz, basta só pronunciar esse nome para incendiar uma alma santa.
Quanta gente se lamenta, como eu, que as palavras do padre nada lhe diz, que os discursos da Igreja já não comovem! De quem será a culpa? Ouvir pronunciar o nome do Senhor era suficiente para inebriar o coração de São João da Cruz, porque tinha um grande amor.
Por coincidência, li recentemente que os cientistas concluíram que rir é o melhor remédio para o coração, diminuindo os danos causados pelo stress.
Que devemos fazer para preparar o caminho do Senhor?
Alegremo-nos e o nosso coração estará em condições para O receber.
O tema desta etapa do Advento gira à volta da pergunta: ‘e nós, que devemos fazer?’
A resposta repete-se nas várias leituras: ‘Alegrai-vos’.
No dia 14 celebraremos a memória de São João da Cruz. Santa Teresa de Ávila, afirmou a seu respeito que não era possível discorrer com ele sobre Deus sem vê-lo em êxtase. As grandes almas deleitam-se ao ouvir tão somente o nome de Deus.
E eu fico a pensar em tantos sermões que fiz ou que ouvi, tantas leituras, outras tantas exortações, celebrações etc. Mas quantas vezes me deixei arrebatar pelas coisas de Deus? Não interessa quem anuncia, não importa o que diz, basta só pronunciar esse nome para incendiar uma alma santa.
Quanta gente se lamenta, como eu, que as palavras do padre nada lhe diz, que os discursos da Igreja já não comovem! De quem será a culpa? Ouvir pronunciar o nome do Senhor era suficiente para inebriar o coração de São João da Cruz, porque tinha um grande amor.
Por coincidência, li recentemente que os cientistas concluíram que rir é o melhor remédio para o coração, diminuindo os danos causados pelo stress.
Que devemos fazer para preparar o caminho do Senhor?
Alegremo-nos e o nosso coração estará em condições para O receber.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Cruz leve
4ª Feira - II Semana Advento
Na 1ª Leitura Isaías diz:
"Os que esperam no Senhor... correm sem se fatigarem, caminham sem se cansarem..."
No Evangelho Jesus diz:
"Vinde a mim... e eu vos aliviarei...porque a minha carga é leve."
A sabedoria popular diz:
"Quem corre por gosto não cansa..."
O Pe. Dehon diz:
"A cruz é leve quando a levamos por amor... "(Carta ao um noviço 20/08/1909, Inv 228.03, AD B18/14.3)
"Bebamos o amor e as cruzes de madeira ou de ferro tornar-se-ão como se fossem de palha" (CA, pag 194).
"Os que levam a cruz por amor encontram-na suave" (VA, pag 156).
Na 1ª Leitura Isaías diz:
"Os que esperam no Senhor... correm sem se fatigarem, caminham sem se cansarem..."
No Evangelho Jesus diz:
"Vinde a mim... e eu vos aliviarei...porque a minha carga é leve."
A sabedoria popular diz:
"Quem corre por gosto não cansa..."
O Pe. Dehon diz:
"A cruz é leve quando a levamos por amor... "(Carta ao um noviço 20/08/1909, Inv 228.03, AD B18/14.3)
"Bebamos o amor e as cruzes de madeira ou de ferro tornar-se-ão como se fossem de palha" (CA, pag 194).
"Os que levam a cruz por amor encontram-na suave" (VA, pag 156).
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
As mãos do Sacerdote
Este texto, aqui adaptado, é dos séculos passados. Era proclamado nas Missas Novas (festa da primeira missa de um novo Sacerdote) aquando do gesto do Beija-mãos.
Recordo-me de, na minha infância, cumprimentar o meu Pároco dando-lhe um beijo na mão...
AS MÃOS DO SACERDOTE
As mãos do Sacerdote, consagradas na Ordenação Sacerdotal,
são mãos humanas tornadas divinas.
Todas as mãos são santas quando praticam o bem,
mas as do Sacerdote são-no ainda por um outro título.
Ungidas pelo óleo sagrado,
tornaram-se santas e santificadoras.
Quem derrama sobre as nossas cabeças a água baptismal
que nos faz cristãos e filhos de Deus?
As mãos do Sacerdote!
Quem traça sobre a nossa fronte humilhada
a cruz bendita do perdão no Sacramento da Penitência?
As mãos do Sacerdote!
Quem sacia as nossas almas famintas
com o Pão dos Anjos, a sagrada Eucaristia?
As mãos do Sacerdote!
Quem unge o nosso corpo, na doença,
com óleo santo que purifica a alma e reanima o corpo?
As mãos do Sacerdote!
Quem traça sobre as mãos dadas dos noivos a cruz do Amor,
penhor da fidelidade e de bênção para o novo lar?
As mãos do Sacerdote!
Quem lança sobre a campa silenciosa e fria dos nossos mortos
a última bênção, a última prece?
As mãos do Sacerdote!
As mãos do Sacerdote são as mãos do próprio Jesus,
mãos benditas, mãos trespassadas, mãos taumaturgas,
mãos de um homem com o poder
e a santidade das mãos de Deus!
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Santo Ambrósio
7 de Dezembro
Memória de Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da Igreja
O Pe. António Vieira, no Sermão X - Maria Rosa Mística, escreveu:
"Notou engenhosamente Santo Ambrósio que o arco celeste não foi feito para Deus atirar setas aos homens, porque no tal caso havia de ter as pontas voltadas para o céu; mas tem as pontas voltadas para a terra, porque foi feito para os homens atirarem setas a Deus.
As duas pontas do arco eram a divindade e a humanidade, e a união hipostática foi a corda que atou uma ponta com a outra. as setas, que são as orações vocais, como se hão de atirar?"
A abelha foi adoptada como o emblema de Santo Ambrósio. Reza a tradição que, ao tempo do seu nascimento, foi visitado por um exame de abelhas, preconizando a eloquência que demonstraria mais tarde. É ele o patrono dos apicultores e comerciantes de cera.
Antigamente as abelhas foram consideradas parteogénicas (do grego parthenos=virgem) assinalando virgindade e castidade. Nos túmulos assinalam imortalidade. Mais ainda, elas smbolizam a vigilância e o zelo das almas cristãs bem como a dedicação às tarefas quelhes estão confiadas. Uma abelha a voar representa a alma dando entrada no reino celestial.
Memória de Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da Igreja
O Pe. António Vieira, no Sermão X - Maria Rosa Mística, escreveu:
"Notou engenhosamente Santo Ambrósio que o arco celeste não foi feito para Deus atirar setas aos homens, porque no tal caso havia de ter as pontas voltadas para o céu; mas tem as pontas voltadas para a terra, porque foi feito para os homens atirarem setas a Deus.
As duas pontas do arco eram a divindade e a humanidade, e a união hipostática foi a corda que atou uma ponta com a outra. as setas, que são as orações vocais, como se hão de atirar?"
A abelha foi adoptada como o emblema de Santo Ambrósio. Reza a tradição que, ao tempo do seu nascimento, foi visitado por um exame de abelhas, preconizando a eloquência que demonstraria mais tarde. É ele o patrono dos apicultores e comerciantes de cera.
Antigamente as abelhas foram consideradas parteogénicas (do grego parthenos=virgem) assinalando virgindade e castidade. Nos túmulos assinalam imortalidade. Mais ainda, elas smbolizam a vigilância e o zelo das almas cristãs bem como a dedicação às tarefas quelhes estão confiadas. Uma abelha a voar representa a alma dando entrada no reino celestial.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Credo dos Sacerdotes
CREMOS que Deus nos escolheu, antes da criação do mundo, para viver no amor e estar na sua presença (Ef 1,4).
CREMOS que Deus aos que de antemão conheceu, também os predestinou a ser como seu Filho (Rm 8,29).
CREMOS que Deus, que nos escolheu desde o seio materno e nos chamou por seu muito amor, se dignou revelar-nos o seu Filho para O anunciarmos (Gal 1,15-16).
CREMOS que Jesus Cristo nos considerou dignos de confiança ao chamar-nos para o seu serviço (1Tim 1,12).
CREMOS que somos servos de Cristo Jesus e apóstolos por chamamento de Deus, escolhidos para proclamar o Evangelho do Senhor (Rm 1,1).
CREMOS que Deus escolheu aquilo que o mundo tem por débil, para confundir os fortes, para que acreditemos, não já pela sabedoria de um homem, mas pelo poder de Deus (1Cor 1,27;2,5).
CREMOS que em cada um o Espírito Santo revela a sua presença, concedendo-lhe um dom para o bem de todos (1Cor 12,7).
CREMOS que devemos viver de acordo com a vocação que recebemos, sendo humildes, dóceis e pacientes, a fim de crescermos em tudo em direcção Àquele que é a Cabeça, Cristo (Ef 4,1-2.16).
CREMOS que Deus dispõe todas as coisas para o bem daqueles que O amam para os que Ele chamou segundo a sua vontade (Rm 8,28).
CREMOS que Deus, que começou em nós a boa obra, há-de levá-la à perfeição até ao dia de Cristo Jesus, porque Ele, que nos chamou, é fiel, e é Ele quem vai agir (Fil 1,6; 1Ts 5,24).
CREMOS que Deus aos que de antemão conheceu, também os predestinou a ser como seu Filho (Rm 8,29).
CREMOS que Deus, que nos escolheu desde o seio materno e nos chamou por seu muito amor, se dignou revelar-nos o seu Filho para O anunciarmos (Gal 1,15-16).
CREMOS que Jesus Cristo nos considerou dignos de confiança ao chamar-nos para o seu serviço (1Tim 1,12).
CREMOS que somos servos de Cristo Jesus e apóstolos por chamamento de Deus, escolhidos para proclamar o Evangelho do Senhor (Rm 1,1).
CREMOS que Deus escolheu aquilo que o mundo tem por débil, para confundir os fortes, para que acreditemos, não já pela sabedoria de um homem, mas pelo poder de Deus (1Cor 1,27;2,5).
CREMOS que em cada um o Espírito Santo revela a sua presença, concedendo-lhe um dom para o bem de todos (1Cor 12,7).
CREMOS que devemos viver de acordo com a vocação que recebemos, sendo humildes, dóceis e pacientes, a fim de crescermos em tudo em direcção Àquele que é a Cabeça, Cristo (Ef 4,1-2.16).
CREMOS que Deus dispõe todas as coisas para o bem daqueles que O amam para os que Ele chamou segundo a sua vontade (Rm 8,28).
CREMOS que Deus, que começou em nós a boa obra, há-de levá-la à perfeição até ao dia de Cristo Jesus, porque Ele, que nos chamou, é fiel, e é Ele quem vai agir (Fil 1,6; 1Ts 5,24).
sábado, 5 de dezembro de 2009
Preparar-se
Ano C - II Domingo Advento
Um grupo de monges precisava de transferir uma Estátua de barro para um novo local. Quando o guindaste começou a suspender essa figura, o seu peso era tanto que começou a rachar. E como se não bastasse, começou a chover também. Resolveram suspender a operação e cobri-la para não se molhar. Mais tarde, um monge foi ver se a imagem continuava seca. Conforme a luz incidiu na ranhura, notou um pequeno brilho e achou estranho. Pareceu-lhe haver algo sob o barro. Com um cinzel retirou parte do barro e o brilho tornou-se mais forte. Continuou a retirar o barro e deparou com uma estátua de ouro maciço.
Os historiadores descobriram então que anos antes os monges cobriram a preciosa figura com uma camada de barro para evitar que o tesouro fosse roubado.
Somos todos como esta imagem de barro, recobertos por uma resistência criada pelo medo e egoísmo e, afinal, dentro de cada um há algo de ouro, um Cristo de ouro, ou uma essência pura.
Preparai o caminho do Senhor, gritava João Baptista. Deus fez-se homem para chegar até nós, o seu caminho foi o homem. É preciso retirar tudo o que está a mais para descobrir essa condição dentro de nós. Afinal, todos precisamos de limpar a nossa estátua para descobrir aí a imagem e semelhança de Deus.
Um grupo de monges precisava de transferir uma Estátua de barro para um novo local. Quando o guindaste começou a suspender essa figura, o seu peso era tanto que começou a rachar. E como se não bastasse, começou a chover também. Resolveram suspender a operação e cobri-la para não se molhar. Mais tarde, um monge foi ver se a imagem continuava seca. Conforme a luz incidiu na ranhura, notou um pequeno brilho e achou estranho. Pareceu-lhe haver algo sob o barro. Com um cinzel retirou parte do barro e o brilho tornou-se mais forte. Continuou a retirar o barro e deparou com uma estátua de ouro maciço.
Os historiadores descobriram então que anos antes os monges cobriram a preciosa figura com uma camada de barro para evitar que o tesouro fosse roubado.
Somos todos como esta imagem de barro, recobertos por uma resistência criada pelo medo e egoísmo e, afinal, dentro de cada um há algo de ouro, um Cristo de ouro, ou uma essência pura.
Preparai o caminho do Senhor, gritava João Baptista. Deus fez-se homem para chegar até nós, o seu caminho foi o homem. É preciso retirar tudo o que está a mais para descobrir essa condição dentro de nós. Afinal, todos precisamos de limpar a nossa estátua para descobrir aí a imagem e semelhança de Deus.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Francisco Xavier
3 de Dezembro - Memória de São Francisco Xavier
Padroeiro das Missões
Nasceu em Espanha em 1506. Foi estudar para Paris. Aí partilhou a mesma universidade, os mesmos estudos, as mesmas actividades e até o mesmo quarto de pensão com outros dois estudantes: Pedro Favre que como ele se tornará jesuíta e será beatificado e outro estudante já mais velho, Inácio de Loiola, também Santo, fundador juntamente com eles da Companhia de Jesus.
Foram três estudantes que tudo partilharam, até ao ponto de partilhar a mesma santidade.
É que a santidade é altamente contagiosa.
A santidade atrai... contagia... pega-se...
Foi depois para as Índias para as missões portuguesas, como missionário.
Morreu aos 46 anos às portas da China. Morreu de esgotamento.
(Se fosse eu a mandar na liturgia dos Santos, apresentava-o não apenas como pastor, mas como MÁRTIR. De facto gastou toda a sua vida à evangelização).
O esgotamento foi o seu martírio ou o seu martírio foi o esgotamento.
Depois de São Paulo não houve mais ninguém que tivesse baptizado mais convertidos: Em apenas dez anos nas missões converteu e baptizou mais de trinta mil...
Padroeiro das Missões
Nasceu em Espanha em 1506. Foi estudar para Paris. Aí partilhou a mesma universidade, os mesmos estudos, as mesmas actividades e até o mesmo quarto de pensão com outros dois estudantes: Pedro Favre que como ele se tornará jesuíta e será beatificado e outro estudante já mais velho, Inácio de Loiola, também Santo, fundador juntamente com eles da Companhia de Jesus.
Foram três estudantes que tudo partilharam, até ao ponto de partilhar a mesma santidade.
É que a santidade é altamente contagiosa.
A santidade atrai... contagia... pega-se...
Foi depois para as Índias para as missões portuguesas, como missionário.
Morreu aos 46 anos às portas da China. Morreu de esgotamento.
(Se fosse eu a mandar na liturgia dos Santos, apresentava-o não apenas como pastor, mas como MÁRTIR. De facto gastou toda a sua vida à evangelização).
O esgotamento foi o seu martírio ou o seu martírio foi o esgotamento.
Depois de São Paulo não houve mais ninguém que tivesse baptizado mais convertidos: Em apenas dez anos nas missões converteu e baptizou mais de trinta mil...
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Três dias atrás de Jesus
4ª Feira - I Semana Advento
No Evangelho de hoje Jesus compadeceu-se da multidão que o seguia há 3 dias sem se lembrar de comer... Ele lembrou-se da fome deles e multiplicou-lhes o pão...
Faz-me lembrar e adaptar uma parábola dos nossos tempos.
Um dia, um sacerdote entrou na sua pequena igreja atraído pela música que de lá se fazia ouvir... Era o organista que tocava para Deus, tão absorto na sua música feita oração, mas reparou que junto ao altar uma vela caida fazia arder o genufletório... que desgraça!
- Então não viste este começo de incêndio? - perguntou-lhe o pároco aflito.
- Eu não! - responde o organista - estava tão concentrado naquilo que fazia, só pensava em Deus, só ouvia a música que para Ele fazia que não reparei em mais nada.
- Pois fica a saber que na casa de Deus devemos estar com os ouvidos atentos para Deus, mas os nossos olhos devem ficar atentos à nossa volta e às necessidades que nos rodeiam...
Dias depois o mesmo pároco entrou na mesma igreja atraído por um choro de angústia... Viu então o tal organista ajoelhado, de olhos fixos no sacrário, concentrado em oração... e atrás dele uma pobre criança desprezada, deitada no banco, num choro de fome, de frio e de sofrimento.
- Então não ouviste esta pobre criança, tu que estavas a rezar bem perto dela?
- Eu estava tão absorto na minha oração, só olhava para Deus e tudo o mais me escapava... de modo que não podia ouvir o choro de ninguém...
- Amigo, na casa de Deus devemos estar com os olhos fitos em Deus, mas com os ouvidos abertos para ouvir os rogos dos nossos irmãos...
No Evangelho o povo só ouvia a Jesus, esquecendo-se de comer...
Jesus porém falava, mas também via a necessidade da multidão...
Na casa de Deus bem como na nossa casa tenhamos sempre os olhos fitos em Deus e os ouvidos atentos aos nossos irmãos ou tenhamos os ouvidos atentos em Deus e os nossos olhos abertos para as necessidades dos nossos irmãos.
Só assim seremos cristãos completos.
No Evangelho de hoje Jesus compadeceu-se da multidão que o seguia há 3 dias sem se lembrar de comer... Ele lembrou-se da fome deles e multiplicou-lhes o pão...
Faz-me lembrar e adaptar uma parábola dos nossos tempos.
Um dia, um sacerdote entrou na sua pequena igreja atraído pela música que de lá se fazia ouvir... Era o organista que tocava para Deus, tão absorto na sua música feita oração, mas reparou que junto ao altar uma vela caida fazia arder o genufletório... que desgraça!
- Então não viste este começo de incêndio? - perguntou-lhe o pároco aflito.
- Eu não! - responde o organista - estava tão concentrado naquilo que fazia, só pensava em Deus, só ouvia a música que para Ele fazia que não reparei em mais nada.
- Pois fica a saber que na casa de Deus devemos estar com os ouvidos atentos para Deus, mas os nossos olhos devem ficar atentos à nossa volta e às necessidades que nos rodeiam...
Dias depois o mesmo pároco entrou na mesma igreja atraído por um choro de angústia... Viu então o tal organista ajoelhado, de olhos fixos no sacrário, concentrado em oração... e atrás dele uma pobre criança desprezada, deitada no banco, num choro de fome, de frio e de sofrimento.
- Então não ouviste esta pobre criança, tu que estavas a rezar bem perto dela?
- Eu estava tão absorto na minha oração, só olhava para Deus e tudo o mais me escapava... de modo que não podia ouvir o choro de ninguém...
- Amigo, na casa de Deus devemos estar com os olhos fitos em Deus, mas com os ouvidos abertos para ouvir os rogos dos nossos irmãos...
No Evangelho o povo só ouvia a Jesus, esquecendo-se de comer...
Jesus porém falava, mas também via a necessidade da multidão...
Na casa de Deus bem como na nossa casa tenhamos sempre os olhos fitos em Deus e os ouvidos atentos aos nossos irmãos ou tenhamos os ouvidos atentos em Deus e os nossos olhos abertos para as necessidades dos nossos irmãos.
Só assim seremos cristãos completos.
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