quarta-feira, 4 de agosto de 2021

A boca de São José


Nos Evangelhos não ficou registada nenhuma palavra proferida por São José.

Porquê?

 

1 - Ele não fala, faz - Porque ele é um homem de ação. 

Calem-se, portanto, as palavras e falem as obras, como pregava Santo António. São José é um homem da ação, dos gestos e do exemplo. É um homem prático, ou não fosse ele operário.

2 - Ele não fala, escuta - Porque ele é um homem da escuta. 

Escutou em sonhos o que Deus queria a seu respeito. Ouviu os anjos, ouviu Maria, ouviu Jesus. Fez da sua vida uma escuta permanente de Deus.

3 - Ele não fala, pensa - Porque ele é um homem da meditação.

Ele pensa… e dispensa as palavras. Amadurece interiormente. Ele não diz o que sabe, mas sabe o que faz.

4 - Ele não fala, deixa falar - Porque o silêncio é o pai da palavra, como dizia o poeta Paul Claudel.

Ele cala-se para que a Palavra, o Verbo Encarnado, Jesus, possa falar e ser escutado.

5 - Ele não fala, sorri - Porque a sua boca apenas expressa o sorriso de felicidade e santidade.

Ele é um homem feliz, no amor puro e felicidade perfeita e na santidade completa da sagrada família de Nazaré. São José não fala, mas o seu sorriso diz tudo.

A boca de São José ensina-nos a calar e a fazer silêncio:

- Para mostrar o nosso testemunho através das obras

- Para dar preferência à escuta

- Para meditar interiormente

- Para deixar que seja a Palavra Eterna a falar

- Para que o sorriso nos aproxime de Deus e dos irmãos.

 

 

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Deus vem ter connosco


3ª feira – XVIII semana comum

Deus vem sempre ter connosco

No meio das adversidades Deus vem sempre ao nosso encontro, mesmo quando nós não o reconhecemos.

No meio da pandemia, onde está Deus?

No meio das tempestades da nossa vida, onde está Deus?

Ele vem sempre ao nosso encontro, mesmo no meio das trevas, mesmo no meio das ondas alterosas, mesmo quando o vento é contrário, e nos diz: tende confiança, sou Eu!

 

Noite escura – quando não vejo bem o sentido da minha vida (trevas que e perseguem, vêm atrás de mim para onde quer que vá)

Ondas alterosas – os altos e baixos e a turbulência da minha vida dificuldades que vêm de baixo, e me fazem perder o apoio)

O vento contrário – a oposição de tudo e de todos, que parece que tudo anda para trás (dificuldades que surgem à minha frente e me fazem perder a confiança no futuro).

 

Quando não vejo – preciso de luz (eu sou a Luz do mundo, quem crê em mim não anda nas trevas)

Quando sou agitado – preciso de descanso (Vinde a mim todos os que andais cansados e oprimidos … porque sou manso e humilde de coração)

Quando sou pressionado – preciso de liberdade (Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará).

 

Ver também:

Sobre as águas

Contra a corrente

O amor é capaz de tudo

Parábola da Encarnação

 

domingo, 1 de agosto de 2021

O pão e a fome


Ano B – XVIII domingo comum

Este é o Domingo das murmurações

e o Domingo da fome e sede de Deus.

Deus tem sede de nós,

tenhamos sede d'Ele. (Santo Agostinho).

Reclamar ≠ elogiar

Logo que o povo de Israel entrou no deserto, começou a reclamar contra Moisés e Aarão.

Porque o povo tem memória curta, porque não tem paciência e porque não é capaz de elogiar. O povo depressa esqueceu as maravilhas que Deus tinha feito al libertá-lo da escravidão (as 10 pragas ou 10 provas, a passagem do Mar vermelho). Mal entrou no deserto, esqueceu tudo o anterior e começou a reclamar.

Murmurar é reclamar, e reclamar é esquecer o que já temos, o que de bom temos.

Reclamar é o contrário de apreciar ou elogiar.

Quando uma pessoa reclama está a focar no que não tem e esquece o que tem - porque é que o meu filho não é assim, porque o trabalho não é assado.

Reclamar é próprio de quem não está bem com a vida. Quando alguém reclama porque o outro tem mais, tudo o que tem se torna pouco.

Quando alguém ama não reclama, mas elogia. Cada vez que reclamo da minha vida, estou a dizer que Deus não controla a minha vida.

- Sabem que na minha terra ninguém murmura? Sim, lá ninguém murmura. Não existe essa palavra no seu vocabulário. Toda a gente reclama.

- Sabem que uma vez o padre deu a seguinte penitência a uma pessoa na confissão: Vai passar uma semana sem reclamar…

No segundo dia a pessoa veio pedir ao confessor que lhe mudasse de penitência: É que se eu não reclamar, o que é que eu vou fazer durante todo o dia?

Conclusão:

Reclamar nunca, elogiar sempre.

 

Ter fome de Deus

Uma multidão corria atrás de Jesus porque queria que Ele saciasse a sua fome.

Jesus adverte que ninguém se esqueça de procurar o alimento para a vida eterna.

Se eu nunca tiver fome nem apetite quer dizer que algo está mal no meu corpo.

Assim também se eu não sentir fome do Pão da vida, se eu não sentir necessidade de ir à mesa da Eucaristia ou se não tiver sede de ir à missa, quer dizer que estou doente e preciso tratar-me.

Jesus oferece-se como o alimento da nossa fome de infinito. Só Ele nos pode saciar.

Conclusão:

É preciso ter fome para Deus nos saciar.

 

Matar ou saciar a fome?

Eu sei que nunca ninguém foi preso por matar a fome, mas devemos evitar matar a fome, seja lá como for.

Nós cristãos devemos marcar e diferença e evitar dizer matar a fome.

A palavra matar soa sempre mal e deve ser evitada. Tanto mais que se eu matar a fome num dia, no seguinte a fome ressuscitará e terei de matá-la outra vez. Em vez disso podemos dizer saciar a fome.

Assim como corremos atrás do pão ara o corpo quando sentimos fome material, assim também sentimos fome de Deus e podemos saciá-la. Quando não sentimos essa fome, quer dizer que estamos doentes.

Que o Senhor nos sacie plenamente.

Conclusão:

Jesus sacia quem tem fome de pão e da Palavra.

 

Ver também:

Pão da Vida

Não mais ter fome

Novo maná

 

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Humildade versus orgulho


6ª feira – XVII semana comum

Jesus na sua terra.

A humildade de Jesus

Jesus é Deus, mas veio a este mundo com tal humildade que as pessoas não notavam imediatamente nele nada de especial.

E quando viam algo de diferente em Jesus, não queriam acreditar porque pensavam que ele não era diferente deles.

 

Orgulho dos nazarenos

Não eram bons e não queriam que ninguém fosse melhor que eles.

Por isso queriam diminuir Jesus, já que não queriam ou podiam elevar-se ao nível de Jesus.

 

À margem:

Jesus não quis fazer nenhum milagre ou sinal na sua terra porque seria inútil.

Senão entendiam os sinais nos outros lugares, não entenderiam os sinais ou milagres na sua terra, nem na sua vida.

É o orgulho que afasta os milagres.

 

Rol de celebrações

A primeira leitura apresenta a lista das celebrações prescritas do Povo de Israel.

Lembravam-se dos acontecimentos para celebrá-los, e celebravam-nos para não se esquecerem deles.

Celebrar é lembrar.

Lembrar é celebrar.

 

Ver também:

Mestre carpinteiro

Parábola do carpinteiro

O carpinteiro de Nazaré

Filho do carpinteiro

Jesus carpinteiro

 

Sem fronteiras

Profeta na sua terra

Ninguém é profeta na sua terra

Anunciar e denunciar

Sem olhar a quem

Santos da casa

Fel e mel

 

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Alojamento local


Memória dos santos irmãos Marta, Maria e Lázaro, hospedeiros do Senhor.

Eles são os 3 rostos de uma mesma comunidade

- Lázaro – rosto dormente (estacionado) – conformado e sem aspirações.

- Marta – rosto exteriorizado (distraído com muitas coisas) – material e insatisfeito.

- Maria – rosto interiorizado (concentrado no essencial) – espiritual e saciado.

 

O nosso coração é este alojamento local de Jesus.

Às vezes mostramos um rosto conformado, umas vezes um rosto material e inquieto e outras vezes mostramos um rosto espiritual, mas somos sempre a mesma habitação de Jesus.

 

É preciso fazer o que Jesus manda, como Lázaro, e acordar.

É preciso sossegar como Marta para podermos acolher Jesus.

É preciso encher o nosso coração com a presença de Jesus, como Maria, porque só Ele basta.

 

Conclusão:

Se não encontro Deus aqui na terra não o encontrarei no céu.

Ver também:

Chaves de Santa Marta

Por entre panelas

Hóspede e hospedeiro

Santa Marta

Dois mundos

Parar para escutar

Marta e Maria

Marta, Marta

Em defesa de Marta

Falar, escutar, servir

Ora et labora

Não precisa justificar-se

 

quarta-feira, 28 de julho de 2021

O Cordão de São José

Significado do uso do cinto, cordão, cíngulo ou cinturão:

- Sinal de poder e de dignidade. Por causa da sua forma em círculo fechado, o cinto é tido como portador de força.

- Sinal de moralidade ou de castidade. Porque separa o bem do mal: é símbolo de divisão do corpo numa parte superior e mais nobre e uma inferior. Com 3 nós expressa os votos de pobreza, castidade e obediência).

- Sinal de fortaleza, justiça e fidelidade. Laço ou amarra para o corpo, como autocontrole. Para viver em equilíbrio e em fidelidade (como cordeiro amarrado levado ao matador)

- Sinal de prontidão e do serviço. Cintos apertados para caminhar (peregrinos) e para trabalhar. O cinto segura ou prende a túnica pra se caminhar e trabalhar melhor.

- Sinal de unidade de vida. Porque junta a larga túnica, abarca e unifica.

- Sinal de defesa e proteção. É a miniatura do cinturão dos militares ou dos lutadores.

- Sinal de ornamentação e elegância. Cinto de ouro como joia à volta da cintura, que modela o corpo e enfeita e coroa o vestuário nobre.

 

Como deve ser o cordão de São José:

- O cinto, cíngulo ou cordão deve ser dobrado (duplo) porque deve ser a união de duas vontades: a de Deus e a do homem.

- Deve pender do lado esquerdo para não incomodar a mão direita da ação, do jeito e do bem.

- O cordão de São José deve ser branco ou dourado, conforme o que se quer realçar. O branco expressa a sua vida casta e o dourado simboliza a sua dignidade real e demais virtudes.

- Deve ter 7 nós na parte pendente, referentes às 7 alegrias e 7 dores da sua vida.

- Deve ter sido feito por Maria – entrelaçado de lã pelas mãos de Maria.

História e tradição:

A devoção do Cordão de São José teve origem na cidade de Anvers, na Bélgica, num convento das Agostinianas. Conta-se que a Irmã Isabel Sillevorts teve uma grave doença (“mal de pedra”) e todos os recursos da medicina não conseguiram curá-la.

Devota de São José, ela conseguiu que um sacerdote lhe abençoasse um cordão. Cingiu-o à cintura, abandonando, dessa forma, os recursos médicos. Depois, iniciou uma novena de Súplica ao pai adotivo de Jesus.

Dias depois, quando fazia ao Santo as mais ardentes súplicas ficou livre de um cálculo de dimensões muito grandes.

A repercussão deste milagre, ocorrido em 1649, foi muito grande e rápida, fazendo com que aumentasse, entre os moradores de Anvers, a devoção a São José.  Esta devoção foi crescendo cada vez mais e, hoje, os fiéis não o procuram somente para alívio das doenças corporais, mas, também, e com igual sucesso, para os perigos da alma.

O Cordão de São José é também uma arma poderosa, contra o demónio da impureza. Devido à sua eficácia contra os males corporais, espirituais e morais, a Santa Sé autorizou a Devoção do Cordão de São José, permitindo até o seu uso de forma pública e solene.

 

terça-feira, 27 de julho de 2021

Luzes e sombras

 

Limitações e capacidades

3ª feira – XVII semana comum

Explicação da parábola do trigo e do joio.

 

Na nossa vida há quem semeie trigo e há quem semeie joio.

No nosso coração há, portanto, trigo e joio.

Aí não há só trigo e nem só joio, mas um e outro.

Isto provoca dois sentimentos:

- Humildade – Nem tudo é trigo na nossa vida, pois há também joio.

Não há apenas luz, mas também temos algumas sombras.

Há que ter humildade para reconhecer isso.

- Confiança – Nem tudo é joio na nossa vida, pois há também trigo.

Não há apenas sombras, mas também temos muita luz.

Há que ter confiança na luz e na nossa capacidade para caminhar na luz.

 

Dai-me, Senhor, a humildade para reconhecer as minhas limitações.

Dai-me, Senhor, a confiança para reconhecer as minhas potencialidades.

 

Ver também:

O trigo e o joio

HBC

Brilhar como o sol

O sol e o vento

 

domingo, 25 de julho de 2021

Dia dos avós e idosos


Celebra-se hoje o 1º Dia Mundial dos Avós e dos Idosos.

Por determinação do Papa Francisco, o domingo mais perto de 26 de julho, dia de São Joaquim e Santa Ana, é o dia de celebrar os avós e os idosos.

Para este 1º ano o Papa escolheu o lema:

Eu estou contigo todos os dias…

De facto, Deus promete estar junto dos idosos.

Então, se Deus está com os idosos, quem está com os idosos, está com Deus.

E quem não está com os idosos não está com Deus.

E quem está com Deus, está com os idosos.

Amar

Viver com alegria

Olhar a Deus agradecido

Sonhar, mesmo acordado.

 

Ver também:

Abraço dos avós

Dia dos avós

As avós

Joaquim e Ana

Sobremesa da vida

Avós do Pe. Dehon

 

 

quinta-feira, 22 de julho de 2021

De apóstola a pecadora


Festa de Santa Maria Madalena

O que é mais certo dizer?

Maria Madalena passou de pecadora pública a apóstola,

Ou passou de apóstola a pecadora pública?

 

O evangelho não diz que ela era pecadora pública, diz apenas que Jesus lhe tinha curado, expulsando-lhe sete demónios.

O evangelho diz sim que ela foi a apóstola dos apóstolos.

A tradição de igreja, ao longo dos séculos, foi reforçando que ela tinha sido pecadora pública e assim fez com que ela passasse de apóstola a pecadora pública.

Em todo o caso, que lição podemos aprender de Maria Madalena?

 

O canto Recordare, do Requiem de Mozart, lembra:

Tu, que absolveste Maria

E ao ladrão ouviste

A mim também deste esperança.

 

Maria Madalena é fonte de esperança para todos nós.

 

Porquê?

Porque não importa qual foi o nosso passado, o que interessa é a nossa conversão.

Porque não interessa donde vem o testemunho, o que interessa é reconhecer a verdade.

Porque não há santo sem passado, nem pecador sem futuro.

 

Há que ter esperança porque todos temos oportunidade de iniciar uma vida nova.

 

Ver também:

Mulher, porque choras?

Mais e melhor

Enxugar lágrimas

Mirófora

Não me detenhas

O amor é o 1º a falar

Maria Madalena

Apóstola dos apóstolos

Ver Jesus

Vi o Senhor

Lágrimas de Maria Madalena

Onde está Jesus?

O jardineiro das almas

 

quarta-feira, 21 de julho de 2021

As viagens de S. José


Em geral nós identificamos o padroeiro dos viajantes e condutores como sendo São Cristóvão (+251).

Mas São José foi o primeiro a conduzir e a proteger o Menino Jesus e Maria sua Mãe, nas múltiplas viagens pelas terras de Israel e do Egito. É por isso que São José é também invocado como o padroeiro de quem viaja e de quem conduz.

As viagens de São José e da Sagrada família:

1ª - Lc 2,1-5

Por aqueles dias, saiu um édito da parte de César Augusto para ser recenseada toda a terra. Todos iam recensear-se à sua própria cidade. Também José, deixando a cidade de Nazaré, na Galileia, subiu até à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e linhagem de David, a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que se encontrava grávida.

 

2ª – Lc 2,22-39

Quando se cumpriu o tempo da sua purificação, segundo a Lei de Moisés, levaram o Menino a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor… Depois de terem cumprido tudo o que a Lei do Senhor determinava, regressaram à Galileia, à sua cidade de Nazaré.

 

3ª – Mt 2,13

Depois de os magos partirem, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: levanta-te, toma o menino e sua mãe foge para o Egito e fica lá até que eu te anise, pois Herodes procurará matar o menino para o matar. Ele levantou-se de noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito, permanecendo ali até à morte de Herodes.

 

4ª – Mt 2,19-21

Depois da morte de Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, no Egito e disse-lhe: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel porque morreram os que atentavam contra a vida do menino. Levantando-se, ele tomou o menino e sua mãe e voltou para a terra de Israel.

 

5ª – Mt 2,22-23

Tendo ouvido dizer que Arquelau reinava na Judeia, José teve medo de ir para lá. Advertido em sonhos, retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré.

 

6ª – Lc 2, 41

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa.

 

7ª – Lc. 2,42-51

Quando Ele chegou aos doze anos, subiram até lá, segundo o costume da festa. Terminados esses dias, regressaram a casa e o menino ficou em Jerusalém, sem que os pais o soubessem… Não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à sua procura. Três dias depois encontraram-no no templo, sentado entre os doutores… Depois desceu com eles e voltou para Nazaré e era-lhes submisso.

 

Conclusão:

Foram viagens perigosas (fugindo dos soldados de Herodes, expondo-se ao perigo de saqueadores e bandidos)

Foram viagens difíceis (Maria grávida, Jesus recém-nascido, deserto, distância, fome, sede)

Foram viagens imprevistas (urgentes e sem grandes preparações anteriores)

Foram viagens incertas (sem destino certo, sem ninguém à sua espera)

Foram viagens de necessidade (não de férias nem de lazer, mas de imperativo e urgência)

Foram viagens silenciosas (pela calada da noite, interiorizadas)

Foram viagens de peregrinos (em espírito comunitário de devoção e oração)

 

Oração a São José dos Viajantes:

Ó São José, que acompanhastes Jesus e Maria nas suas viagens, e sois chamado patrono dos viajantes e condutores, acompanhai-nos nas estradas desta vida.

Sede nossa companhia, nosso guia e protetor nas nossas saídas e regressos.

Preservai-nos de todos os acidentes e perigos da alma e do corpo, de modo que possamos viajar com precaução e segurança.

Quer nas viagens de descanso, quer nas de trabalho, que sintamos sempre a vossa companhia, de Jesus e de Maria, para chegarmos felizes ao lugar do nosso destino.

Ámen


Compromisso:

A exemplo de São José façamos da nossa vida uma viagem permanente - correndo à frente do mal e correndo atrás do bem. 

 

terça-feira, 20 de julho de 2021

Porquê cantar?


3ª feira – XVI semana comum

 

Depois de atravessarem a pé enxuto o mar vermelho, vendo o que Deus fizera, os filhos de Israel cantaram este hino em honra do Senhor: 

Cantemos ao Senhor, que fez brilhar a sua glória…

1º

Só cantamos quando participamos

e só participamos quando cantamos

As 10 pragas do Egipto, os 10 milagres que o povo viu no êxodo, viu apenas como espetador.

No mar Vermelho não foi apenas espetador, mas participando, fugindo, atravessando. Quando acabou de atravessar o mar, o povo começou a cantar.

 

2º

Cantamos quando estamos à vontade

e quando estamos à vontade cantamos.

Porque é que se canta no chuveiro? Porque é um momento de relaxe, de descontração, de à vontade, de confiança e de abandono.

Assim para falar, para cantar, é preciso estar sempre à vontade, relaxe.

 

3º

Cantamos quando progredimos

e progredimos quando cantamos.

Canta-se quando se chega mais além, quando se chega à outra margem.

 

4º

Cantar é agradecer com todo o corpo

agradecer é cantar e cantar é agradecer.

Não só com a boca, mas com a voz, com os gestos, com o sentimento, com o coração. Cantar é rezar duas vezes.

 

5º

Cantar é trazer o céu para a terra

e levar a terra para o céu.

O que fazem os anjos no céu? Cantam!

 

Ver também:

Quem é minha mãe

Identificação

Grande família

Minha mãe e meus irmãos

Quem são meus irmãos

A família de Jesus

Dimensões comunitárias

Exemplo da mãe de Jesus

Aproximar-se