sexta-feira, 21 de agosto de 2009
As doenças do Pe. Dehon
Tinha eu planeado, com os meus colegas, fazer nestes dias uma visita aos lugares onde nasceu, viveu e trabalhou o Pe. Dehon, fundador da Congregaçãoao à qual pertencemos. Era uma boa oportunidade de assinalar os nossos 25 anos de sacerdócio. Um contratempo veio alterar esse plano. Após uma colisão de viaturas na Auto-estrada fiquei retido no hospital em observação. Os meus colegas partiram nessa viagem e eu fiquei... É que a saúde perde-se a galope, mas regressa a passo...
Em recuperação, no Seminário em Alfragide, faço a minha viagem espiritual contemplando as experiências dehonianas. A primeira etapa é esta:
As Doenças do Pe. Dehon
Se é certo que o Pe. Dehon era um homem grande, nem por isso teve uma grande saúde. O seu carácter inteligente e vivaz escondia uma constituição frágil, devido a várias enfermidades que ao longo da sua vida foram deixando sequelas.
1.
Quando Leão Dehon tinha apenas 4 anos padeceu de febre cerebral (uma espécie de meningite) idênticas àquelas, que alguns anos antes, tinham levado à morte o seu irmão.
“A minha mãe julgou-me que ia perder-me, como tinha perdido o seu primeiro. Daí por diante pegou-se ainda mais a mim. Ficou-me uma certa tendência às dores de cabeça e ao cansaço cerebral.
(NHV, I, 38)
2.
“Tenho a lembrança mais clara de uma leve doença que me veio alguns anos depois, uma urticária. Sofri muito. Eu implorava a ajuda da minha boa mãe que sofria comigo, rezava e me encorajava. Voltaram-me alguns ataques mais tarde, mesmo em Roma e em São Quintino.”
(NHV, I, 38)
3.
Na idade escolar, foi vítima de um acidente a caminho de casa.
“Eu voltava uma tarde do pensionato, com um tempo horrível, no meio de turbilhões de neve. Choquei com um cavalo, fui atirado ao chão, o cavalo avançava sempre, um condiscípulo tirou-me da frente da roda quando estava para ser esmagado. Com certeza devo ter recebido um coice do cavalo na cabeça, porque durante dias tive zumbidos nos ouvidos, e do acidente ficou-me uma leve surdez.”
(NHV, I, 38)
4.
Em 1885, Leão Dehon foi com o seu irmão Henrique, estudar para o Colégio de Hazebrouck e lá ficou 4 anos, revendo a família somente pela Páscoa e nas férias grandes. A vida nesse colégio era austera. “Comia-se sempre pão negro e diversos pratos típicos do campo da Flandres, mas pouco apetitosos para estômagos delicados. O regulamento era viril: levantar cedo, pouco aquecimento, muito trabalho e poucos feriados.”
(NHV, I, 43)
5.
Durante o 2º Ano em Hazebrouck, em 1856, Leão Dehon viveu um período crítico: “dormia sobre uma tábua, impunha ao paladar mortificações, bem duras, disciplinava-me até ao sangue.”
(HNV, I, 57)
6.
Durante a viagem pelo Oriente, de Agosto de 1864 a Junho de 1965, devido a grandes caminhadas e à subida ao Monte Carmelo, “pedi a Nossa Senhora do Carmo a cura duma chaga que me fizera no pé durante a viagem. Esta chaga contra todas as previsões estava curada no dia seguinte; desde então fiquei sempre convencido de que devia este favor a Nossa Senhora do Carmo. Fiquei-lhe reconhecido para sempre.”
(NHV, II, 126)
7.
Ainda durante a viagem ao Oriente, “durante dois dias, 22 e 23 de Maio de 1865, “a febre quebrou-me as forças. O meu companheiro percorreu pormenorizadamente Tróia, que eu simplesmente avistei… Nesses dois dias realmente eu sentia-me mal. Recorri ao meu grande médico, a Santíssima Virgem e estou convencido que a sua intercessão me sarou.”
(NHV, II, 145)
8.
Em Roma, nos anos de seminaristas, Leão Dehon não se furtava a esforços: “Eu procurava a união com Deus por vezes com tensão de espírito e por isso apanhei algumas dores de cabeça.”
(NHV, III, 48)
9.
“Este ano lectivo pôs à prova e muito a minha saúde. As repetições de estenografia somavam-se cada dia às aulas normais; apanhei um esgotamento cerebral completo. No começo de Junho tive de parar e ficar de cama. Eu tossia, não tinha forças, tinha todos os sintomas de tuberculose. O bom Pe. Brichet receava uma catástrofe… O que sei é que a convalescença começou desde que tomei água de Lourdes, e poucos dias depois estava pronto para partir para a minha terra natal e lá celebrar a primeira missa.”
“Também em La Capelle assistindo às minhas primeiras missas certa gente dizia: ‘Este pobre padre não celebrará muitas missas.’ Todavia a Santíssima Virgem ia trabalhando pouco a pouco. As minhas forças voltaram lentamente…”
(NHV, III, 204)
10.
Nos primeiros anos como Pároco coadjutor em São Quintino, comprometido com várias actividades, discernindo o seu futuro como religioso, foi incubando uma tuberculose.
“No mês de Maio (1978) eu estava no extremo das minhas forças, cuspia sangue; a saúde iria ficar vacilante para sempre. Era um sacrifício que o Senhor me pedia… Cada ano terá daqui em diante as suas pesadas cruzes.
Em Setembro realizou-se o Congresso se Soissons… fui muitas vezes durante as sessões vomitar sangue até encher a bacia no meu quarto…”
(NHV, VII, 85-86)
11.
“Este ano (1879), eu estava seriamente doente dos pulmões. Tive escarros de sangue e uma dor contínua ao pé do ombro anunciava-me que havia uma chaga no pulmão.”
Em pouco tempo, estava numa situação muito precária. Os médicos não lhe davam mais de três meses de vida. Em particular, a Irmã Maria de Jesus, irmã da Madre Fundadora Ulrich, ofereceu a sua vida para ser ceifada em lugar do Pe. Dehon. Depois de 10 meses, a Irmã partiu para a eternidade. O Pe. Dehon recuperou e pôde continuar a trabalhar até aos 82 anos.”
(NHV, VII, 135)
12.
“Cada ano devia ser marcado pela cruz. Nesse aspecto, a cruz foi bem distribuída neste ano (1880). Eu estava menos adoentado, mas tinha frequentes indisposições.”
(NHV, VII, 175)
13.
Quando tinha 40 anos, o aluno de São João, Guilherme Crinon, depois ordenado Padre, encontrou o Pe. Dehon no seu quarto a vomitar sangue, segundo o seu testemunho partilhado num encontro de antigos alunos em São João a 15 de Novembro de 1925. Dizia que isso aconteceu aos quarenta anos e o Pe. Dehon ainda viveu outros 40 anos.
14.
“Eu retomo os meus pequenos trabalhos quotidianos: notas, estudos, redacções. É em aparência uma grande paz. Estas flores escondem a cruz: a má saúde permanece sempre com insónias…”
(NQ T XVII 1901 41)
15.
“Nosso Senhor disse a Santa Gertrudes que a doença substitui a penitência e purifica as almas… Eu não sou assim tão penitente, mas sofro habitualmente alguma dificuldade excepcional de tempos a tempos.
Ao longo de 15 dias, eu tenho uma dor violenta na mão com inchaço e uma grande sensibilidade. Apanhei isto por um esforço ao levantar um móvel. Eu ofereço isto a Nossa Senhor, mas eu tenho tanto que expiar.”
(NQ T XVIII 1902 35)
Um bom abcesso nas gengivas faz-me sofrer durante alguns dias. Tanto melhor, eu tenho tanta necessidade de expiação.
NQ XVIII, 1903, 56
16.
No dia seguinte à chegada a Roma (1904): “apanho uma gripe com febre, debilidade geral, com ataque de gota na mão e dor de costas. A minha permanência será um período de reparação e expiação. Melhor! Não obstante posso manter-me em pé e começar a fazer algumas visitas cada dia.”
(NQ T XVIII 1904 127-128)
17.
“No mês de Julho (1904) de volta a São Quintino, desde há vários dias tenho fortes dores de estômago. Passo mal as noites. Por outro lado nunca estou sem sofrer um pouco, e é uma grande graça, tenho tanto que expiar.”
(NQ T XIX 1904, 1)
18.
Operação à vista, por causa do lacrimejar constante de um dos seus olhos, desde há um ano, em Namur, na Bélgica.
Eu tenho, desde há um ano, o olho direito lacrimejante, por causa de um encolhimento ou de obstrução do canal lacrimal. É embaraçoso, faz-me ter sempre o lenço na mão, mesmo durante a missa. Eu tentei em vão aplicar colírio. Decidi-me ir a Namur submeter-me a uma operação de desobstrução do canal lacrimal. Fui a Namur segunda 30 ao Novo Instituto de Oftalmologia. O Dr. Bribosia depois de ter anestesiado o meu olho com cocaína, fez-me a primeira limpeza e injecções na terça de manhã, depois introduziu a sonda por dois dias. Isto doeu e foi bastante incómodo. Eu dormi graças a cápsulas de sulfanol.
(NQ T XIX, 1905, 68-69)
19.
“Um tipo de erisipela incha-me a cabeça, tudo se resume em borbulhas e herpes. Tenho para 3 semanas. É bom expiar um pouco por todos os membros”.
(NQ T XIX, 1905, 75)
A 22 de Maio vomitei muito sangue. Será um novo ataque de tísica? Terá sido provocada pela humidade do meu quarto?
(NQ XIX 1905, 76
20.
Em Julho, “nestes dias tive várias vezes escarros de sangue. São advertências: Nosso Senhor não prolonga a minha vida para que a viva na tibieza, mas para que a santifique.”
(NQ T XX, 1906, 52)
21.
Durante a sua viagem pela América Latina, em 1906, no dia 21 de Dezembro, depois de uma noite péssima e uma violenta tempestade no mar, o barco em que seguia o Pe. Dehon passou algumas horas em Montevideu.
“Não desembarco em terra, porque tenho a cara inchada devido a um fluxo. O Médico goza de mim dizendo que masco tabaco como os seus marinheiros. Leio uma bela reflexão de David: Estou prestes a cair, a minha dor está sempre presente… É necessário aceitar o sofrimento para espiar as nossas culpas (Sl 37).”
(NQ T XXII, 1906, 142)
22.
(3 de Abril) Em Roma dei um trambolhão na berma do passeio, não é nada, pode ser uma pequena advertência providencial.
(NQ XXIII, 1907, 54)
Em Roma, “eu padeço violentamente de nevralgias durante alguns dias. O dentista remediou-as.
(NQ XXIII, 1907, 63)
23.
Algumas misérias: nevralgia, abcesso, tudo isto paga dívidas espirituais.
(NQ T XXIV, 1908, 49)
24.
“Eu queria trazer um cinto ou cilício, mas a saúde obriga-me, ao longo de 20 anos, trazer um cinto que é duro e incómodo; eu aceito-o como instrumento de mortificação…”
(NQ T XXXIV, 1912, 177)
25.
“Hoje tenho uma pequena doença muito dolorosa, uma cistite. Há expiações necessárias. Há tanto para reparar por mim e pelos outros! É uma boa preparação para o Natal.”
(NQ T XXXIV, 1912, 184)
26.
“Não posso ir ter convosco antes do verão. Tenho uma bronquite que dura já alguns meses. Abençoo a todos paternalmente…”
(Carta do Pe. Dehon ao Pe. Pedro van Hommerich, reitor de Bergen op Zoom, de 4 de Dezembro de 1912)
27.
Eu bem sei que é preciso praticar macerações, velhas e novas, para chegar à contemplação. Para mim estas mortificações não são impostas pela Providência: eu tenho pouco sono à noite; uma enfermidade obriga-me a trazer um cinto penoso, o estado do meu estômago obriga-me a diversas privações…”
(NQ T XXXV, 1913, 43)
28.
“Fiz duas novenas para ser curado da bronquite que me fatiga, mas Nosso Senhor não me quer curar.
Na minha idade, a vida está toda cheia de doenças, de sofrimentos e de incapacidades. Possa eu fazer de tudo isso uma boa reparação para mim e para os outros!”
(NQ T XL, 1916, 67)
29.
“Eu começo o ano com alguns sofrimentos: uma queda, um forte entorse e um cansaço geral. Porque não? Não tenho eu bastante para expiar antes de terminar a minha vida e não me ofereci como vítima ao Coração de Jesus pelo seu Reino e pelas almas?”
(NQ T XLV, 1925, 8)
30.
Em Julho de 1925, uma epidemia de gastroenterite assolou Bruxelas. O Pe. Dehon, que não deixa de visitar os seus confrades doentes, é acometido, ele mesmo, pela epidemia. Contudo, não muda nada os seus hábitos e assiste regularmente aos exercícios da comunidade.
Na noite de 9 para 10 de Agosto, uma complicação cardiovascular coloca a sua vida em risco. Foi esta complicação que o levou à morte, nas palavras de um médico assistente: “Morre curado!” isto é, curou-se da gastroenterite, mas o coração não resistiu.
Na manhã do dia 11 de Agosto, o padre assistente prepara-o para o desenlace, que se aproximava, e na presença de toda a comunidade, administrou-lhe o sacramento dos enfermos. O Padre Dehon renovou os seus votos religiosos e pediu perdão à comunidade pelas faltas e falhas.
A agonia começou pela manhã do dia 12 de Agosto, interrompida apenas por estas palavras, pronunciadas com dificuldade, fixando o seu olhar na imagem do Coração de Jesus: “Por Ele vivi, por Ele morro”. Foram as suas últimas palavras. Adormeceu na paz do Senhor, pelas 12H10.
(Das lembranças de D. Philippe, escritas em 1952, em alemão, traduzidos em italiano pelo Pe. Lellig para o Pe. Memolo, pp. 286.296 (P. Mtz. de Alegría scj).
Conclusão
No seu corpo quase sempre adoentado, sobressaía uma alma vigorosa e rica, dotada de uma inteligência viva, de uma vontade enérgica e de uma sensibilidade excepcional.
O valor da dor, do sofrimento, das doenças e da mortificação nas palavras do Pe. Dehon:
A)
“Os seus sofrimentos são um tesouro,
que Nosso Senhor põe nas suas mãos,
para que consiga graças de fidelidade
e de vocação para várias pessoas.
É nas provas que se reconhece os seus amigos.
Mostre-se então bem generoso.
Faz mais bem à Obra com um mês passado na cama com paciência,
que com um ano passado em acção e nas obras.”
(Carta do Pe. Dehon ao noviço Falleur que estava acamado a 18 de Setembro de 1880, AD, B 20/13)
B)
“Ofereça os seus sacrifícios ao Coração de Jesus
pela sua obra e para as almas que já não pode evangelizar mais.
O apostolado do sofrimento é o mais fecundo.”
(Carta do Pe. Dehon ao Pe. Kusters, de 27 de Janeiro de 1901, AD, B 19/5)
C)
“Uma pequena humilhação não deve desanimá-lo.
Aceite esta pequena humilhação.
A cruz é a nossa vida.
Uma cruz vale 500 rosários.”
(Carta do Pe. Dehon ao Pe. París de 15 de Maio de 1913, AD, B 20/7.4)
D)
“Eu sofri muito durante a minha vida, quer porque Nosso Senhor aceitou o meu acto de oblação e me enviou algumas boas cruzes, quer porque Ele me puniu na medida das minhas faltas para poder perdoar-me…”
(NQ T XL, 1917, 133)
E)
Para nós possa uma pia mortificação e uma perfeita resignação à vontade de Deus, substituir o martírio.
(NHV, III, 126)
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
São Bernardo
20 de Agosto
Morreu no dia 20 de agosto do ano 1153.
Bernardo depois de laboriosas jornadas retirava-se para a cela para escrever obras cheias de optimismo e de doçura, como o Tratado do Amor de Deus e o Comentário ao Cântico dos Cânticos que é uma declaração de amor a Maria. É também o compositor do belíssimo hino Ave Maris Stella. Também é sua a invocação: " Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria" da salve-rainha. Foi chamado pelo Papa Pio XII "O último dos Padres da Igreja, e não o menor".
Salvé Rainha
São Bernardo sempre manifestou uma grande devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo e a Virgem Maria. Certo dia, quando entrava na catedral de Spira, em 1146 na Alemanha, depois de ter pregado na Missa do Galo, no meio de todo o Clero e do Povo que acabava de cantar a Salvé Rainha, ajoelhou-se em êxtase por três vezes, dizendo na primeira: "Ó clemente!"; na segunda: "Ó piedosa!"; e na terceira: "Ó doce Virgem Maria!", invocações que foram acrescentadas ao final da Salve Rainha.
Oração de S. Bernardo
Lembrai-vos, ó Piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que, algum daqueles que têm recorrido à Vossa protecção, implorado a Vossa assistência e reclamado o Vosso socorro, fosse por Vós desamparado.
Animado eu, pois, com igual confiança, a Vós Virgem, entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho, e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos Vossos pés.
Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus Humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia, e de me alcançar o que Vos rogo.
Amen.
Ave, do mar Estrela
De Deus mãe bela,
Sempre virgem, da morada
Celeste Feliz entrada.
Ó tu que ouviste da boca
Do anjo a saudação;
Dá-nos a paz e quietação;
E o nome da Eva troca.
As prisões aos réus desata.
E a nós cegos alumia;
De tudo que nos maltrata
Nos livra, o bem nos granjeia.
Ostenta que és mãe, fazendo
Que os rogos do povo seu
Ouça aquele que, nascendo
Por nós, quis ser filho teu.
Ó virgem especiosa,
Toda cheia de ternura,
Extintos nossos pecados
Dá-nos pureza e bravura,
Dá-nos uma vida pura,
Põe-nos em vida segura,
Para que a Jesus gozemos,
E sempre nos alegremos.
A Deus Pai veneremos:
A Jesus Cristo também:
E ao Espírito Santo; demos
Aos três um louvor: Amém.
Ave, Maris Stella,
Dei mater alma,
Atque semper Virgo,
Felix caeli porta.
Sumens illud Ave,
Gabrielis ore,
Funda nos in pace
Mutans Evae nomen.
Solve vincla reis,
Profer lumen caecis,
Mala nostra pelle,
Bona cuncta posce.
Monstra te esse Matrem,
Sumat per te preces,
Qui pro nobis natus
Tulit esse tuus.
Virgo singularis,
Inter omnes mitis,
Nos, culpis solutos,
Mites fac et castos.
Vitam praesta puram,
Iter para tutum:
Ut, videntes Jesum,
Semper collaetemur.
Sit laus Deo Patri,
Summo Christo decus
Spiritui Sancto,
Tribus honor unus. Amen
Morreu no dia 20 de agosto do ano 1153.
Bernardo depois de laboriosas jornadas retirava-se para a cela para escrever obras cheias de optimismo e de doçura, como o Tratado do Amor de Deus e o Comentário ao Cântico dos Cânticos que é uma declaração de amor a Maria. É também o compositor do belíssimo hino Ave Maris Stella. Também é sua a invocação: " Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria" da salve-rainha. Foi chamado pelo Papa Pio XII "O último dos Padres da Igreja, e não o menor".
Salvé Rainha
São Bernardo sempre manifestou uma grande devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo e a Virgem Maria. Certo dia, quando entrava na catedral de Spira, em 1146 na Alemanha, depois de ter pregado na Missa do Galo, no meio de todo o Clero e do Povo que acabava de cantar a Salvé Rainha, ajoelhou-se em êxtase por três vezes, dizendo na primeira: "Ó clemente!"; na segunda: "Ó piedosa!"; e na terceira: "Ó doce Virgem Maria!", invocações que foram acrescentadas ao final da Salve Rainha.
Oração de S. Bernardo
Lembrai-vos, ó Piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que, algum daqueles que têm recorrido à Vossa protecção, implorado a Vossa assistência e reclamado o Vosso socorro, fosse por Vós desamparado.
Animado eu, pois, com igual confiança, a Vós Virgem, entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho, e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos Vossos pés.
Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus Humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia, e de me alcançar o que Vos rogo.
Amen.
Ave, do mar Estrela
De Deus mãe bela,
Sempre virgem, da morada
Celeste Feliz entrada.
Ó tu que ouviste da boca
Do anjo a saudação;
Dá-nos a paz e quietação;
E o nome da Eva troca.
As prisões aos réus desata.
E a nós cegos alumia;
De tudo que nos maltrata
Nos livra, o bem nos granjeia.
Ostenta que és mãe, fazendo
Que os rogos do povo seu
Ouça aquele que, nascendo
Por nós, quis ser filho teu.
Ó virgem especiosa,
Toda cheia de ternura,
Extintos nossos pecados
Dá-nos pureza e bravura,
Dá-nos uma vida pura,
Põe-nos em vida segura,
Para que a Jesus gozemos,
E sempre nos alegremos.
A Deus Pai veneremos:
A Jesus Cristo também:
E ao Espírito Santo; demos
Aos três um louvor: Amém.
Ave, Maris Stella,
Dei mater alma,
Atque semper Virgo,
Felix caeli porta.
Sumens illud Ave,
Gabrielis ore,
Funda nos in pace
Mutans Evae nomen.
Solve vincla reis,
Profer lumen caecis,
Mala nostra pelle,
Bona cuncta posce.
Monstra te esse Matrem,
Sumat per te preces,
Qui pro nobis natus
Tulit esse tuus.
Virgo singularis,
Inter omnes mitis,
Nos, culpis solutos,
Mites fac et castos.
Vitam praesta puram,
Iter para tutum:
Ut, videntes Jesum,
Semper collaetemur.
Sit laus Deo Patri,
Summo Christo decus
Spiritui Sancto,
Tribus honor unus. Amen
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Admitido ao Sacerdócio
4 de Agosto - São João Maria Vianney
Tenho a felicidade de celebrar os meus 25 anos de sacerdócio num ano especial: Ano sacerdotal pelo 150º Aniversário do falecimento do Cura d'Ars, padroeiro dos Sacerdotes.
Nestes dias, de férias ou de descanso, estou a ler a Vida do Cura d'Ars, de Francis Trochu.
“ Na ausência de S. Eminência, o Pe. Courbon, primeiro Vigário Geral, assumiu o governo da diocese. Era pois este quem haveria de decidir sobre a sorte de João Maria Vianney…”
O Pe. Courbon, simples e bondoso, limitou-se a perguntar:
- Sabe rezar o Rosário?
- Sim, é um modelo de piedade.
- Um modelo de piedade? Pois bem. Eu o admito ao sacerdócio. A graça de Deus fará o resto…”
Escreveu o Pe. Dehon:
“Não tenhamos medo de admitir nas nossas escolas apostólicas crianças simples e pobres, desde que tenham coração, isto é, boa vontade e amor (CA 143).”
Tenho a felicidade de celebrar os meus 25 anos de sacerdócio num ano especial: Ano sacerdotal pelo 150º Aniversário do falecimento do Cura d'Ars, padroeiro dos Sacerdotes.
Nestes dias, de férias ou de descanso, estou a ler a Vida do Cura d'Ars, de Francis Trochu.
Hoje, li que João Maria Vianney não conseguiu passar nos exames... Não dava nada para os estudos. Tinha já 27 anos e mal conseguia expressar-se em francês, como é que conseguiria estudar em latim, compreender a logica, a filosofia e a teologia... ainda por cima tudo em latim.
Como é que foi admitido às ordens sagradas?
“ Na ausência de S. Eminência, o Pe. Courbon, primeiro Vigário Geral, assumiu o governo da diocese. Era pois este quem haveria de decidir sobre a sorte de João Maria Vianney…”
O Pe. Courbon, simples e bondoso, limitou-se a perguntar:
- Sabe rezar o Rosário?
- Sim, é um modelo de piedade.
- Um modelo de piedade? Pois bem. Eu o admito ao sacerdócio. A graça de Deus fará o resto…”
Mais uma vez Deus serviu-se de coisas simples e de gente humilde para fazer maravilhas...
Escreveu o Pe. Dehon:
“Não tenhamos medo de admitir nas nossas escolas apostólicas crianças simples e pobres, desde que tenham coração, isto é, boa vontade e amor (CA 143).”
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Pe. Dehon e o Cura d'Ars
São João Maria Vianney, o Santo Cura:
Tão desapegado da terra
Tão desapegado da terra
Tão zeloso pelas almas
Mortificado como os Padres do Deserto
Activo como os Apóstolos
Em Setembro de 1873 o Pe. Dehon faz uma viagem no sul e sudeste da França na companhia dos seus pais e seus tios de Vervins. A viagem termina em Ars e Paray. Nas Notas sobre a História da Minha Vida, Volume V, relativo a Julho de 1870 a Setembro de 1873, podemos ler nas últimas páginas as impressões do Pe. Dehon sobre o Santo Cura de Ars. Ele tinha morrido havia apenas 14 anos e só seria beatificado em 1905 e canonizado em Maio de 1925. Apesar disso, o Pe. Dehon, seguindo a opinião de muitos contemporâneos, considera-o santo em todos os aspectos:
“Restavam-nos duas peregrinações a fazer, Ars e Paray.
Nada é tão impressionante como Ars, a sua igrejinha e o seu pobre presbitério. O Santo Cura, tão desapegado da terra, tão zeloso pelas almas. Era mortificado como os Padres do deserto e activo como os Apóstolos. A recordação dele estava ainda bem viva em 1873. Os capelães tinham-no conhecido e repetiam as suas palavras e as suas obras. O povo ainda estava sob a impressão dos seus milagres e da estranheza da sua vida. As peregrinações continuavam. Já não era possível ver o Santo, rezava-se sobre o seu túmulo.”
Mortificado como os Padres do Deserto
Activo como os Apóstolos
Em Setembro de 1873 o Pe. Dehon faz uma viagem no sul e sudeste da França na companhia dos seus pais e seus tios de Vervins. A viagem termina em Ars e Paray. Nas Notas sobre a História da Minha Vida, Volume V, relativo a Julho de 1870 a Setembro de 1873, podemos ler nas últimas páginas as impressões do Pe. Dehon sobre o Santo Cura de Ars. Ele tinha morrido havia apenas 14 anos e só seria beatificado em 1905 e canonizado em Maio de 1925. Apesar disso, o Pe. Dehon, seguindo a opinião de muitos contemporâneos, considera-o santo em todos os aspectos:
“Restavam-nos duas peregrinações a fazer, Ars e Paray.
Nada é tão impressionante como Ars, a sua igrejinha e o seu pobre presbitério. O Santo Cura, tão desapegado da terra, tão zeloso pelas almas. Era mortificado como os Padres do deserto e activo como os Apóstolos. A recordação dele estava ainda bem viva em 1873. Os capelães tinham-no conhecido e repetiam as suas palavras e as suas obras. O povo ainda estava sob a impressão dos seus milagres e da estranheza da sua vida. As peregrinações continuavam. Já não era possível ver o Santo, rezava-se sobre o seu túmulo.”
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Jesus seguiu o seu caminho
5ª Feira - XVII Semana Comum
Do final do trecho do Evangelho de hoje:
"Quando acabou de proferir estas parábolas, Jesus continuou o seu caminho."
Jesus semeia e segue...
- Amigo não empata amigo, diz a sabedoria popular.
- Jesus semeia a semente da palavra, mas não fica ali preso a vigiar constantemente o seu evoluir.
- Ele deixa a liberdade aos que ouvem.
- Deixa a responsabilidade a quem compete fazer frutificar essa semente.
- Deixa à vontade sem impor nem manipular.
Do final do trecho do Evangelho de hoje:
"Quando acabou de proferir estas parábolas, Jesus continuou o seu caminho."
Jesus semeia e segue...
- Amigo não empata amigo, diz a sabedoria popular.
- Jesus semeia a semente da palavra, mas não fica ali preso a vigiar constantemente o seu evoluir.
- Ele deixa a liberdade aos que ouvem.
- Deixa a responsabilidade a quem compete fazer frutificar essa semente.
- Deixa à vontade sem impor nem manipular.
Há 25 anos
Jubileu Sacerdotal
Há precisamente 25 anos, aquando da minha ordenação sacerdotal, escrevi este testemunho que transcrevo na íntegra:
Do Sonho à Realidade
Do Sonho à Realidade
Ser Padre foi para mim um sonho, desde a minha infância. Durante a juventude foi um ideal e agora tornou-se uma realidade viva.
Não sei ao certo quando é que comecei a desejar ser padre. Foi acontecendo aos poucos. Uma criança não tem condições para escolher uma vocação, mas eu tinha o direito de sonhar. Não surpreendi a minha família no dia em que lhe disse que gostaria de ir para o Seminário. Entrei, assim, para o Colégio Missionário, no Funchal, aos onze anos. Seguiu-se uma longa vida de pequenos passos. Aos vinte anos fiz a minha Profissão Religiosa, assumindo, com voto público, a observância dos três conselhos evangélicos – pobreza, castidade e obediência. Agora sinto grande alegria ao viver estes momentos fortes da minha Ordenação Sacerdotal.
Serei padre para o serviço da Igreja e da humanidade. Configurado com Cristo, Mestre, Sacerdote e Rei, sou enviado para ensinar, não a minha palavra mas a de Deus; para santificar, não pelos meus gestos, mas pelas acções que o Senhor deixou, os Sacramentos; e para presidir, não com o meu poder, mas o poder do Senhor, como serviço à unidade dos irmãos.
A minha Ordenação Sacerdotal não é só um ponto de chegada. É sobretudo um ponto de partida. Vou tornar-me cada vez mais padre, conforme for actuando e deixando que o Espírito actue em mim. Sei que a minha vocação não é um favor que faço a Deus; é a resposta ao imenso favor que Deus me fez chamando-me para o seu serviço.
Sei que esta vocação não é o refúgio dos que não se sentem inclinados para o Matrimónio, mas o lugar estabelecido dos que, normalmente inclinados à vida familiar, consagram o seu amor à família dos filhos de Deus. Não é também o caminho dos desiludidos, mas o caminho daqueles em cuja alma se acende o ideal do Evangelho. Sei também que a vocação é uma aventura nobre e arriscada ao serviço da verdade e do amor.
O infinito de Deus causa-me vertigens, quando olho para o abismo da minha pequenez humana. De facto, não tenho a fé de Abraão nem sou líder como Moisés. Não tenho a força de Sansão nem a coragem e a humildade do rei David. Deste, em comum só tenho o nome. Não tenho a sabedoria de Salomão nem tão pouco o zelo e o ardor de São Paulo, nem o espírito pobre de São Francisco de Assis, nem o espírito reparador e a sensibilidade do Padre Dehon. Os meus pais sacrificaram-se mais do que eu; os meus colegas de Seminário tiveram mais entusiasmo; os meus confrades, maior dedicação; e os padres que conheço têm maior dinamismo. Os leigos com quem trabalho são mais corajosos do que eu. Sou um homem comum, com defeitos, que Deus chama para o seu serviço. Só me resta confiar n’Ele, pois sei que a vocação não +e o caminho dos que confiam nas próprias forças, mas o caminho dos que se abandonam e apoiam constantemente em Deus.
Como membro da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos), ponho-me com disponibilidade ao serviço da Igreja nas diversas tarefas. Que o Coração de Jesus e a Virgem Maria me ajudem a ser bom padre, autêntico profeta do Amor e servidor da reconciliação.
12 de Agosto de 1984,
Pe. José David Quintal Vieira, SCJ
Não sei ao certo quando é que comecei a desejar ser padre. Foi acontecendo aos poucos. Uma criança não tem condições para escolher uma vocação, mas eu tinha o direito de sonhar. Não surpreendi a minha família no dia em que lhe disse que gostaria de ir para o Seminário. Entrei, assim, para o Colégio Missionário, no Funchal, aos onze anos. Seguiu-se uma longa vida de pequenos passos. Aos vinte anos fiz a minha Profissão Religiosa, assumindo, com voto público, a observância dos três conselhos evangélicos – pobreza, castidade e obediência. Agora sinto grande alegria ao viver estes momentos fortes da minha Ordenação Sacerdotal.
Serei padre para o serviço da Igreja e da humanidade. Configurado com Cristo, Mestre, Sacerdote e Rei, sou enviado para ensinar, não a minha palavra mas a de Deus; para santificar, não pelos meus gestos, mas pelas acções que o Senhor deixou, os Sacramentos; e para presidir, não com o meu poder, mas o poder do Senhor, como serviço à unidade dos irmãos.
A minha Ordenação Sacerdotal não é só um ponto de chegada. É sobretudo um ponto de partida. Vou tornar-me cada vez mais padre, conforme for actuando e deixando que o Espírito actue em mim. Sei que a minha vocação não é um favor que faço a Deus; é a resposta ao imenso favor que Deus me fez chamando-me para o seu serviço.
Sei que esta vocação não é o refúgio dos que não se sentem inclinados para o Matrimónio, mas o lugar estabelecido dos que, normalmente inclinados à vida familiar, consagram o seu amor à família dos filhos de Deus. Não é também o caminho dos desiludidos, mas o caminho daqueles em cuja alma se acende o ideal do Evangelho. Sei também que a vocação é uma aventura nobre e arriscada ao serviço da verdade e do amor.
O infinito de Deus causa-me vertigens, quando olho para o abismo da minha pequenez humana. De facto, não tenho a fé de Abraão nem sou líder como Moisés. Não tenho a força de Sansão nem a coragem e a humildade do rei David. Deste, em comum só tenho o nome. Não tenho a sabedoria de Salomão nem tão pouco o zelo e o ardor de São Paulo, nem o espírito pobre de São Francisco de Assis, nem o espírito reparador e a sensibilidade do Padre Dehon. Os meus pais sacrificaram-se mais do que eu; os meus colegas de Seminário tiveram mais entusiasmo; os meus confrades, maior dedicação; e os padres que conheço têm maior dinamismo. Os leigos com quem trabalho são mais corajosos do que eu. Sou um homem comum, com defeitos, que Deus chama para o seu serviço. Só me resta confiar n’Ele, pois sei que a vocação não +e o caminho dos que confiam nas próprias forças, mas o caminho dos que se abandonam e apoiam constantemente em Deus.
Como membro da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos), ponho-me com disponibilidade ao serviço da Igreja nas diversas tarefas. Que o Coração de Jesus e a Virgem Maria me ajudem a ser bom padre, autêntico profeta do Amor e servidor da reconciliação.
12 de Agosto de 1984,
Pe. José David Quintal Vieira, SCJ
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Marta e Maria
29 de Julho - Memória de Santa Marta, amiga e hospedeira do Senhor:
As duas irmãs Marta e Maria representam dois tipos diferentes de crentes, duas tendências opostas ou duas maneiras de seguir a Jesus, que ainda hoje vemos nas nossas comunidades.
MARTA: É quem tem um pé na Igreja e outro no mundo.
MARIA: É quem prefere buscar o Senhor acima de tudo.
Oração de uma camponesa de Madagáscar:
Senhor,
Dono das panelas e marmitas!
Não posso ser a santa que medita aos vossos pés.
Não posso bordar toalhas para o vosso altar.
Então, que eu seja santa ao pé do meu fogão.
Que o vosso amor esquente a chama que eu acendi
e faça calar a minha vontade de gemer a minha miséria.
Eu tenho as mãos de Marta.
Mas quero também ter a alma de Maria.
Quando eu lavar o chão, lavai, Senhor, os meus pecados.
Quando eu puser na mesa a comida,
comei também, Senhor, junto connosco.
É ao meu Senhor que eu sirvo, servindo a minha família.
Amen!
As duas irmãs Marta e Maria representam dois tipos diferentes de crentes, duas tendências opostas ou duas maneiras de seguir a Jesus, que ainda hoje vemos nas nossas comunidades.
MARTA: É quem tem um pé na Igreja e outro no mundo.
MARIA: É quem prefere buscar o Senhor acima de tudo.
Oração de uma camponesa de Madagáscar:
Senhor,
Dono das panelas e marmitas!
Não posso ser a santa que medita aos vossos pés.
Não posso bordar toalhas para o vosso altar.
Então, que eu seja santa ao pé do meu fogão.
Que o vosso amor esquente a chama que eu acendi
e faça calar a minha vontade de gemer a minha miséria.
Eu tenho as mãos de Marta.
Mas quero também ter a alma de Maria.
Quando eu lavar o chão, lavai, Senhor, os meus pecados.
Quando eu puser na mesa a comida,
comei também, Senhor, junto connosco.
É ao meu Senhor que eu sirvo, servindo a minha família.
Amen!
Recordando o Pe. Angelo Caminati
Que doce e santa coisa é uma amizade!
Louvamos a vida, a vocação e a amizade dos nossos confrades Pe. Angelo Caminati e Miguel Corradini.
Estiveram unidos na sua vida, unidos na sua vocação, unidos na sua morte (no mesmo dia e apenas uma hora de diferença). Agora estão unidos na eternidade.
Sempre cultivaram e valorizaram a amizade. Apesar de às vezes parecerem intransigentes, ambos defendiam os seus amigos até ao fim do mundo. Viveram seriamente a amizade e deixaram essa lição como herança. Até no dia da sua morte não quiseram partir sozinhos, mas os dois, como amigos.
O Pe. Angelo Caminati fez parte dos 3 amigos que fundaram e edificaram a APEL (Associação Promotora do Ensino Livre).
Todos eles foram directores da Escola da APEL: Pe. Mario Casagrande, que morreu também neste ano a 4 de Janeiro, o Sr. Gastão Fernandes e o Pe. Angelo Caminati.
A vida os juntou e a morte os tem unidos: o Sr. Gastão faleceu no dia do aniversário do Pe. Mário, a 25 de Junho de 2003 e no dia seguinte, a 26 de Julho de 2009, partiu o Pe. Angelo.
Amigos na vida, amigos nos sonhos, amigos na morte e agora unidos na eternidade.
“Que doce e santa coisa é uma amizade” dizia o Pe. Dehon (in NHV). De facto, a amizade que vivemos nesta vida não acabará na morte, mas continuará por toda a eternidade.
Amigos ontem, hoje e sempre.
“A comunhão que nos une uns com os outros encontra a sua plena realização na eternidade. Continuaremos unidos aos nossos irmãos defuntos através da oração e a esperança” (Const SCJ).
Louvamos a vida, a vocação e a amizade dos nossos confrades Pe. Angelo Caminati e Miguel Corradini.
Estiveram unidos na sua vida, unidos na sua vocação, unidos na sua morte (no mesmo dia e apenas uma hora de diferença). Agora estão unidos na eternidade.
Sempre cultivaram e valorizaram a amizade. Apesar de às vezes parecerem intransigentes, ambos defendiam os seus amigos até ao fim do mundo. Viveram seriamente a amizade e deixaram essa lição como herança. Até no dia da sua morte não quiseram partir sozinhos, mas os dois, como amigos.
O Pe. Angelo Caminati fez parte dos 3 amigos que fundaram e edificaram a APEL (Associação Promotora do Ensino Livre).
Todos eles foram directores da Escola da APEL: Pe. Mario Casagrande, que morreu também neste ano a 4 de Janeiro, o Sr. Gastão Fernandes e o Pe. Angelo Caminati.
A vida os juntou e a morte os tem unidos: o Sr. Gastão faleceu no dia do aniversário do Pe. Mário, a 25 de Junho de 2003 e no dia seguinte, a 26 de Julho de 2009, partiu o Pe. Angelo.
Amigos na vida, amigos nos sonhos, amigos na morte e agora unidos na eternidade.
“Que doce e santa coisa é uma amizade” dizia o Pe. Dehon (in NHV). De facto, a amizade que vivemos nesta vida não acabará na morte, mas continuará por toda a eternidade.
Amigos ontem, hoje e sempre.
“A comunhão que nos une uns com os outros encontra a sua plena realização na eternidade. Continuaremos unidos aos nossos irmãos defuntos através da oração e a esperança” (Const SCJ).
terça-feira, 28 de julho de 2009
Brilhar como o Sol
3ª Feira - XVII Semana Comum
No final do trecho do Evangelho de hoje: Mt 13, 43
ENTÃO, OS JUSTOS BRILHARÃO COMO O SOL NO REINO DE SEU PAI.
- Pois o Sol brilha no céu e não na terra.
É preciso brilhar no alto.
- Pois o Sol aquece a todos, anima a todos,
sem desprezar ninguém.
- Que põe tudo a claro,
revela a verdade das coisas.
- Que tanto põe os seus raios
no casebre mais pobre
como no palácio real sem distinção.
- Que nunca está parado.
- Que avança sempre sem retroceder.
- Que sabe recomeçar cada dia.
- Que apesar das nuvens e das tempestades
nunca deixa de brilhar.
No final do trecho do Evangelho de hoje: Mt 13, 43
ENTÃO, OS JUSTOS BRILHARÃO COMO O SOL NO REINO DE SEU PAI.
- Pois o Sol brilha no céu e não na terra.
É preciso brilhar no alto.
- Pois o Sol aquece a todos, anima a todos,
sem desprezar ninguém.
- Que põe tudo a claro,
revela a verdade das coisas.
- Que tanto põe os seus raios
no casebre mais pobre
como no palácio real sem distinção.
- Que nunca está parado.
- Que avança sempre sem retroceder.
- Que sabe recomeçar cada dia.
- Que apesar das nuvens e das tempestades
nunca deixa de brilhar.
domingo, 26 de julho de 2009
Dia dos Avós
26 de Julho - Memória de São Joaquim e Santa Ana, Avós do Menino Jesus
Perguntaram a uma miúda, uma traquina de 6 anos, o que gostaria de ser quando crescesse. Ela respondeu sem hesitar:
- Eu quero de ser avó!
Ao ser inquirida sobre o porquê dessa ideia tão esquisita, ela explicou:
- Porque as avós podem muito, elas sabem escutar, sabem compreender e reúnem toda a família nas festas principais.
E eu fico a pensar que se é assim como esta miúda diz, eu também gostaria de ser idoso para ter uma missão tão ilustre: escutar, compreender e reunir.
Em primeiro lugar o poder de escutar. Os avós escutam. Eles têm tempo. Se aposentados, o seu ritmo de vida diminui e enquanto os filhos trabalham eles ficam disponíveis. Sabem escutar porque caminham sem pressas, falam tranquilamente. Saboreiam as perguntas das crianças, compartilham as suas alegrias, ouvem as suas queixas e tristezas, mágoas e injustiças.
Em segundo lugar, os avôs sabem compreender. A discrição de uma avó é capaz de guardar as aventuras das crianças, os segredos dos adolescentes, os desafios dos jovens, os fracassos dos adultos, as confidências de todos... Os outros são a lei, os avôs são o sonho. Eles são muitas vezes um espaço de tolerância e aceitação, capazes de compreender tudo e todos, ou porque já passaram por situações idênticas ou porque precisam também de compreensão.
Em terceiro lugar, os avós reúnem a família. As suas casas são locais encantados onde ocorrem as celebrações natalícias, a Páscoa, as passagens de ano... lugares onde se saboreiam pratos diferentes, ritos especiais, encontros amenos. Hoje em dia, estas reuniões tornam-se cada vez mais raras e difíceis, com as famílias nucleares e os seus infinitos afazeres. Mas uma família numerosa é um dom, pois permite aos mais novos tomar consciências das suas raízes e ligações, participar de uma memória comunitária, solidariedade nas dificuldades e momentos difíceis. Os avós têm a graça de manterem – até onde é possível. – os laços familiares. Às vezes só se percebe isto, quando eles não estão mais aqui. Mas o contacto com os avôs é uma marca para o resto da vida.
É evidente que existem também avós isolados em clínicas e lares de geriatria. Existem avós sem condições físicas ou psicológicas de participar da vida da família. Existem avós isolados e segregados. Mas para a maioria deles, escutar, compreender e ser um laço de união não deixa de ser uma nobre missão. Ao contrário do que muitos pensam, os avós podem muito e a sociedade precisa deles.
E por fim, não posso deixar de acrescentar: no campo espiritual os avós têm também um poder determinante. São os avós que ajudam os mais novos nas suas buscas de Deus. São eles que, que rezando, lhes ensinam as primeiras orações, lhes contam a histórias da Sagrada Escritura, os levam à igreja a conviver com o divino, partilham com eles, através do exemplo, os valores cristãos.
Obrigado a todos os avós pelo grande tributo que dão à nossa sociedade! Que nunca percam este grande poder!
Quando eu envelhecer quero ser como vós.
Eu também quero ser avô!
Perguntaram a uma miúda, uma traquina de 6 anos, o que gostaria de ser quando crescesse. Ela respondeu sem hesitar:
- Eu quero de ser avó!
Ao ser inquirida sobre o porquê dessa ideia tão esquisita, ela explicou:
- Porque as avós podem muito, elas sabem escutar, sabem compreender e reúnem toda a família nas festas principais.
E eu fico a pensar que se é assim como esta miúda diz, eu também gostaria de ser idoso para ter uma missão tão ilustre: escutar, compreender e reunir.
Em primeiro lugar o poder de escutar. Os avós escutam. Eles têm tempo. Se aposentados, o seu ritmo de vida diminui e enquanto os filhos trabalham eles ficam disponíveis. Sabem escutar porque caminham sem pressas, falam tranquilamente. Saboreiam as perguntas das crianças, compartilham as suas alegrias, ouvem as suas queixas e tristezas, mágoas e injustiças.
Em segundo lugar, os avôs sabem compreender. A discrição de uma avó é capaz de guardar as aventuras das crianças, os segredos dos adolescentes, os desafios dos jovens, os fracassos dos adultos, as confidências de todos... Os outros são a lei, os avôs são o sonho. Eles são muitas vezes um espaço de tolerância e aceitação, capazes de compreender tudo e todos, ou porque já passaram por situações idênticas ou porque precisam também de compreensão.
Em terceiro lugar, os avós reúnem a família. As suas casas são locais encantados onde ocorrem as celebrações natalícias, a Páscoa, as passagens de ano... lugares onde se saboreiam pratos diferentes, ritos especiais, encontros amenos. Hoje em dia, estas reuniões tornam-se cada vez mais raras e difíceis, com as famílias nucleares e os seus infinitos afazeres. Mas uma família numerosa é um dom, pois permite aos mais novos tomar consciências das suas raízes e ligações, participar de uma memória comunitária, solidariedade nas dificuldades e momentos difíceis. Os avós têm a graça de manterem – até onde é possível. – os laços familiares. Às vezes só se percebe isto, quando eles não estão mais aqui. Mas o contacto com os avôs é uma marca para o resto da vida.
É evidente que existem também avós isolados em clínicas e lares de geriatria. Existem avós sem condições físicas ou psicológicas de participar da vida da família. Existem avós isolados e segregados. Mas para a maioria deles, escutar, compreender e ser um laço de união não deixa de ser uma nobre missão. Ao contrário do que muitos pensam, os avós podem muito e a sociedade precisa deles.
E por fim, não posso deixar de acrescentar: no campo espiritual os avós têm também um poder determinante. São os avós que ajudam os mais novos nas suas buscas de Deus. São eles que, que rezando, lhes ensinam as primeiras orações, lhes contam a histórias da Sagrada Escritura, os levam à igreja a conviver com o divino, partilham com eles, através do exemplo, os valores cristãos.
Obrigado a todos os avós pelo grande tributo que dão à nossa sociedade! Que nunca percam este grande poder!
Quando eu envelhecer quero ser como vós.
Eu também quero ser avô!
sábado, 25 de julho de 2009
Santiago de Compostela
25 de Julho - Festa de São Tiago Maior ou Santiago
Tiago era filho de Zebedeu e irmão de João.
A tradição diz que Tiago pregou inicialmente em Jerusalém e depois na Espanha.
Foi decapitado por Herodes Agripa.
Ele é o único apóstolo cuja morte é mencionada na Escritura (Act 12,2).
O seu escudo mostra uma concha de um marisco, que é um símbolo da peregrinação pelo mar, e a espada do seu martírio.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Partilhando
Ano B - XVII Domingo Comum
Ouvi esta história do Pe. Mário Casagrande:
Um dia uma menina chegou ao Colégio com dois rebuçados.
- Uhm! Que rebuçados tão bons!
- São todos para mim.
- Eu também já não tenho dentes para isso, mas repara naquela tua colega. Está triste. Se eu tivesse rebuçados dava-lhe um...
A miúda hesitou e a muito custo partilhou um doce com a colega.
No final do dia o Padre perguntou-lhe:
- Então, já comeste o rebuçado?
- Sim. Era booom...
- E o que é que sentes agora?
- Agora não sinto nada.
- Diz-me lá. Qual o rebuçado que agora te dá maior satisfação: o que comeste ou o que deste à tua colega?
A miúda chegou à conclusão que o rebuçado que partilhara ainda lhe causava satisfação.
Ouvi esta história do Pe. Mário Casagrande:
Um dia uma menina chegou ao Colégio com dois rebuçados.
- Uhm! Que rebuçados tão bons!
- São todos para mim.
- Eu também já não tenho dentes para isso, mas repara naquela tua colega. Está triste. Se eu tivesse rebuçados dava-lhe um...
A miúda hesitou e a muito custo partilhou um doce com a colega.
No final do dia o Padre perguntou-lhe:
- Então, já comeste o rebuçado?
- Sim. Era booom...
- E o que é que sentes agora?
- Agora não sinto nada.
- Diz-me lá. Qual o rebuçado que agora te dá maior satisfação: o que comeste ou o que deste à tua colega?
A miúda chegou à conclusão que o rebuçado que partilhara ainda lhe causava satisfação.
Cinco pães e dois peixes, que é isto para tanta gente? Partilhou-se e o milagre aconteceu: o pouco com Deus é muito.
O pão que reparto é o que me dá melhor sabor. A felicidade que semeio é a que realmente permanece. E a alegria que partilho é a que realmente conta.
É preciso ainda hoje fazer destes milagres, transformar pedras em pão, partilhar o pouco ou o muito que se tem.
O pão que reparto é o que me dá melhor sabor. A felicidade que semeio é a que realmente permanece. E a alegria que partilho é a que realmente conta.
É preciso ainda hoje fazer destes milagres, transformar pedras em pão, partilhar o pouco ou o muito que se tem.
Mensagem recebida
Jesus mandou-me hoje esta mensagem que partilho. Não, não foi o MESTRE JESUS de Nazaré, foi o meu colega professor Jesus de Matemática.
Acrescento o pensamento da Irmã Wilson para este dia, segundo o calendário vitoriano.
.
Ter razão... ou ser feliz?
Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar em casa de uns amigos.
A morada é nova, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem a certeza de que é à direita.
Discutem.
Percebendo que além de chegarem atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que fizera o caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber:
- Se tinhas tanta certeza de que eu estava a ir pelo caminho errado, devias ter insistido
um pouco mais...
Ela responde:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!
MORAL DA HISTÓRIA:
Quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.
Quero ser feliz ou ter razão?
'Nunca me justifico. Os meus amigos não precisam e os meus inimigos não acreditam."
Sou feliz!
Irmã Wilson:
“Quem, sendo acusado inocentemente, não se justifica pratica uma virtude; contudo, tem o direito de, noutra ocasião, repor a verdade. Porque todos têm direito à sua boa fama, que é a maior riqueza nesta terra.”
Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar em casa de uns amigos.
A morada é nova, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem a certeza de que é à direita.
Discutem.
Percebendo que além de chegarem atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que fizera o caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber:
- Se tinhas tanta certeza de que eu estava a ir pelo caminho errado, devias ter insistido
um pouco mais...
Ela responde:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!
MORAL DA HISTÓRIA:
Quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.
Quero ser feliz ou ter razão?
'Nunca me justifico. Os meus amigos não precisam e os meus inimigos não acreditam."
Sou feliz!
Irmã Wilson:
“Quem, sendo acusado inocentemente, não se justifica pratica uma virtude; contudo, tem o direito de, noutra ocasião, repor a verdade. Porque todos têm direito à sua boa fama, que é a maior riqueza nesta terra.”
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Maria Madalena
22 de Julho - Memória de Santa Maria Madelena
Maria Madelana é uma mulher sensível, muito propensa às lágrimas:
Em casa de Simão a lavar os pés de Jesus com as suas lágrimas, para espanto dos convivas.
Junto ao túmulo vazio de Jesus, para espanto dos anjos: Mulher porque choras?
No dia da Memória desta Santa, podemos acolher 3 lições:
1. Madalena não reconheceu Jesus porque tinha os olhos cheios de lágrimas: Se choras por teres perdido o Sol, as lágrimas impedir-te-ão de ver as estrelas... Se choras por veres a porta fechada, as lágrimas não te deixarão ver as janelas que estão abertas...
2. As mãos sujas de terra, são lavadas apenas com água corrente. Para as mãos sujas com gordura, não basta água, é preciso sabão para lavá-las. Uma alma suja de pecado, erros e males, só pode ser purificada não com água, nem com sabão, mas com as lágrimas de contrição e de arrependimento.
3. "Chorar não basta, é preciso fazer melhor daqui para a frente..." (Pe. Dehon, ACJ I, pag. 148). Maria Madalena não se limitou a verter lágrimas, converteu-se, mudou de vida, renasceu...
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Descansai um pouco
Ano B - XVI Domingo Comum
Ao despedir-me de alguns jovens que partiam para férias, recomendei:
- Boas férias para todos e... lembrem-se que Deus não tem férias...
- Isso quer dizer que também nós não devíamos ter férias?
- Nada disso. Deus não tem férias... as nossas férias é que devem ter Deus.
- Boas férias para todos e... lembrem-se que Deus não tem férias...
- Isso quer dizer que também nós não devíamos ter férias?
- Nada disso. Deus não tem férias... as nossas férias é que devem ter Deus.
É precisamente o que se passa no Evangelho deste domingo.
Ao regressarem da sua missão, os discípulos foram obrigados por Jesus a descansar:
- Vinde, retiremo-nos para um lugar deserto e descansai um pouco.
De facto, Jesus não disse ‘retirai-vos’ mas ‘retiremo-nos’ porque ele está sempre presente, quer na actividade quer no descanso. Aliás, enquanto descansavam, veio uma multidão e Jesus, compadecido, começou a ensinar-lhes muitas coisas. Sempre que alguém descansa, parece que Jesus fica com mais trabalho.
- Vinde, retiremo-nos para um lugar deserto e descansai um pouco.
De facto, Jesus não disse ‘retirai-vos’ mas ‘retiremo-nos’ porque ele está sempre presente, quer na actividade quer no descanso. Aliás, enquanto descansavam, veio uma multidão e Jesus, compadecido, começou a ensinar-lhes muitas coisas. Sempre que alguém descansa, parece que Jesus fica com mais trabalho.
E a propósito de trabalho, perguntaram, não há muito tempo, ao Papa João Paulo II, quando é que pensava ir descansar. A idade, as doenças, a debilidade física, as consequências dos atentados, a agenda sobrecarregada, tudo isto deve cansá-lo muito. Porque é que trabalha tanto? O Papa, sorrindo, respondeu:
- Eu tenho toda a eternidade para descansar. Enquanto estou aqui, tenho de trabalhar sem descanso...
Quem trabalha com Deus, descansará eternamente.
- Eu tenho toda a eternidade para descansar. Enquanto estou aqui, tenho de trabalhar sem descanso...
Quem trabalha com Deus, descansará eternamente.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Tomar a sua cruz
2ª Feira - XV Semana Tempo Comum
Do Evangelho de hoje:
Quem não tomar a sua cruz para me seguir,
não é digno de mim.
- Cruz como sinal de persignar-se:
persigne-se e siga-me,
isto é, arrependa-se e siga-me.
- Cruz como altar de oferecimento:
cada um tem a sua cruz,
o seu modo de se oferecer.
- Cruz como sofrimento:
esqueça-se a si mesmo,
assuma o sofrimento e siga-me.
- Tomar a cruz é não ficar passivo:
é abraçar uma cruz,
é usar as mãos,
é agir.
Do Evangelho de hoje:
Quem não tomar a sua cruz para me seguir,
não é digno de mim.
- Cruz como sinal de persignar-se:
persigne-se e siga-me,
isto é, arrependa-se e siga-me.
- Cruz como altar de oferecimento:
cada um tem a sua cruz,
o seu modo de se oferecer.
- Cruz como sofrimento:
esqueça-se a si mesmo,
assuma o sofrimento e siga-me.
- Tomar a cruz é não ficar passivo:
é abraçar uma cruz,
é usar as mãos,
é agir.
sábado, 11 de julho de 2009
Cajado
Ano B - XV Domingo Comum
"Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão..."
Bastão ou cajado de PASTOR ou de PEREGRINO.
De acordo com Santo Ambrósio:
"O cajado do Pastor deve ser
- pontiagudo em baixo para instigar os preguiçosos,
- recto no meio para reger os fracos,
- e no alto curvo para reunir os transviados."
"Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão..."
Bastão ou cajado de PASTOR ou de PEREGRINO.
De acordo com Santo Ambrósio:
"O cajado do Pastor deve ser
- pontiagudo em baixo para instigar os preguiçosos,
- recto no meio para reger os fracos,
- e no alto curvo para reunir os transviados."
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Dois Amigos
Ano B - XV - Domingo Comum
Jesus enviou os seus discípulos dois a dois, isto é, como amigos. De facto, ser discípulo de Cristo é ser amigo e testemunhar a amizade.
Um homem sonhou que estava a subir uma íngreme montanha com o seu cão. Os dois cansados e com muita sede viram a certa altura um portão. O homem perguntou ao vigilante:
- Que lugar é este, tão lindo?
- Isto é o céu.
- Que bom! Podemos beber da fonte?
- Você sim, o seu cão não. É proibida a entrada de animais.
O homem ficou desiludido pois era grande a sede mas não quis beber sozinho deixando o seu fiel amigo com sede e prosseguiu o caminho.
Mais à frente surgiu uma porta mais estreita.
- Bom dia, podemos beber da fonte, eu e o meu cão?
- Sim, bebei à vontade.
- Obrigado! A propósito, como se chama este lugar?
- Céu, respondeu o vigilante.
- Céu?! Mas disseram-nos que o céu era lá atrás.
- Lamento, aquilo era o inferno.
- Mas então, essa informação falsa deve causar grandes confusões.
- De forma nenhuma. Fazem-nos até um grande favor porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar os seus melhores amigos.
Onde 2 ou 3 estiverem reunidos em Seu nome, Cristo estará no meio deles porque estarão no Céu ou o Céu estará neles.
Jesus enviou os seus discípulos dois a dois, isto é, como amigos. De facto, ser discípulo de Cristo é ser amigo e testemunhar a amizade.
Um homem sonhou que estava a subir uma íngreme montanha com o seu cão. Os dois cansados e com muita sede viram a certa altura um portão. O homem perguntou ao vigilante:
- Que lugar é este, tão lindo?
- Isto é o céu.
- Que bom! Podemos beber da fonte?
- Você sim, o seu cão não. É proibida a entrada de animais.
O homem ficou desiludido pois era grande a sede mas não quis beber sozinho deixando o seu fiel amigo com sede e prosseguiu o caminho.
Mais à frente surgiu uma porta mais estreita.
- Bom dia, podemos beber da fonte, eu e o meu cão?
- Sim, bebei à vontade.
- Obrigado! A propósito, como se chama este lugar?
- Céu, respondeu o vigilante.
- Céu?! Mas disseram-nos que o céu era lá atrás.
- Lamento, aquilo era o inferno.
- Mas então, essa informação falsa deve causar grandes confusões.
- De forma nenhuma. Fazem-nos até um grande favor porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar os seus melhores amigos.
Onde 2 ou 3 estiverem reunidos em Seu nome, Cristo estará no meio deles porque estarão no Céu ou o Céu estará neles.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Doze Apóstolos
4ª Feira - XIV Semana Tempo Comum
Jesus chamou doze discípulos e enviou-os…
São estes os nomes dos doze…
Procuremos descobrir a principal característica ou qualidade de cada apóstolo.
Se eu tivesse de escolher um apóstolo como padroeiro, qual seria a minha escolha?
O Pe. Leão Dehon caracterizava os apóstolos assim:
"São Pedro é o apóstolo da fé,
S. Tiago Maior, da esperança,
S. João da caridade,
Santo André do amor das cruzes,
S. Filipe da alegria espiritual,
S. Bartolomeu da força,
S. Mateus da ciência divina,
S. Tiago Menor da contemplação,
S. Tomé da confiança no Coração de Jesus que ele adquiriu ao tocar-lhe com as suas mãos,
S. Tadeu da acção de graças,
S. Matias, sucessor de Judas, da humildade." (CA, Pág. 141-142)
Jesus chamou doze discípulos e enviou-os…
São estes os nomes dos doze…
Procuremos descobrir a principal característica ou qualidade de cada apóstolo.
Se eu tivesse de escolher um apóstolo como padroeiro, qual seria a minha escolha?
O Pe. Leão Dehon caracterizava os apóstolos assim:
"São Pedro é o apóstolo da fé,
S. Tiago Maior, da esperança,
S. João da caridade,
Santo André do amor das cruzes,
S. Filipe da alegria espiritual,
S. Bartolomeu da força,
S. Mateus da ciência divina,
S. Tiago Menor da contemplação,
S. Tomé da confiança no Coração de Jesus que ele adquiriu ao tocar-lhe com as suas mãos,
S. Tadeu da acção de graças,
S. Matias, sucessor de Judas, da humildade." (CA, Pág. 141-142)
terça-feira, 7 de julho de 2009
Sacerdote exemplar
O Pe. Dehon, sacerdote exemplar,ensinava aquilo que vivia e vivia aquilo que ensinava.
No Ano Sacerdotal o ensinamento e o exemplo do Pe. Dehon podem ser uma fonte de inspiração.
1. A santidade não consiste nas grandes coisas, mas na fidelidade. (Carta ao Pe. Falleur, 30/08/1882, Inv. 465.39, AD: B22/11)
2. A santificação do clero é o melhor dos apostolados. (NHV, volume VI, Janeiro 1874 – Dezembro 1876, Pág. 50)
3. A sociedade actual tem necessidade do padre, do verdadeiro e santo sacerdote, para que seja o sal desta terra insípida, a luz deste mundo escurecido e o fogo que aquecerá os corações gelados. (O Padre, Homem de fé e do estudo, Congresso Eclesiástico de Bourges, in IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, pág. 578)
4. A vossa vocação é ser santos e a vossa missão é fazer santos. (Carta ao Pe. Legay, 14/11/1912, Inv. 273.00, AD: B19/7-C)
5. Cumprir tranquilamente as funções ordinárias do Santo Ministério já não basta. É preciso ir à procura das almas. É preciso esforçar-se por ganhar os homens sobretudo os operários. (O Padre, Homem de fé e do estudo, Congresso Eclesiástico de Bourges, in IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, pág. 577)
6. É na escola do Coração sacerdotal de Jesus que nós havemos de aprender a tornar-nos verdadeiros e santos sacerdotes. (CS, Pág. 523)
7. Imitai na vossa vida o sacrifício que realizais no altar. (CC 10/08/1919, Pág. 240
8. Jesus é sacerdote em todo o seu ser, mas o seu Coração é o centro da sua vida sacerdotal. (CS, Pág. 532)
9. Nós queremos ser sacerdotes reparadores, mas é por nós mesmos que é preciso reparar primeiro. (Carta ao Pe. Van Hommerich, 29/05/1925, Inv. 266.58, AD: B19/7a.2)
10. Nosso Senhor foi sacerdote desde a sua incarnação. (ACJ 1, Pág. 123)
11. Nosso Senhor tem sede de sacerdotes santos. Trabalhemos para que esta santidade reine em nós e nos outros. (DE, Pág. 36)
12. O Coração sacerdotal de Jesus é o nosso modelo, o nosso ideal, o nosso todo. (CS, Pág. 533)
13. O padre deve fazer-se tudo para todos. (CR, Pág. 231)
14. O padre deve ser um bom filho e um bom pai. (CS, Pág. 579)
15. O padre deve sobreviver nas suas obras. (CS, Pág. 621)
16. O Padre é pai, médico, doutor e juiz. Jesus era tudo isto. O padre consola, cura, encoraja as almas; Nosso senhor fazia tudo isto. (CS, Pág. 561)
17. O padre do nosso tempo deve ser o homem dos estudos e das obras sociais. (O Padre, Homem de fé e do estudo, Congresso Eclesiástico de Bourges, in IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, pág. 578)
18. O padre que não reza será no púlpito um címbalo ressoante, não fará nada no confessionário, e no mundo será influenciado em vez de influenciar. (NHV, volume III, Outubro 1865 – Outubro 1869, Pág. 17)
19. O padre sobreviverá a si mesmo pelas vocações que tiver discernido, encorajado, favorecido. (CS, Pág. 622)
20. O padre tem o remédio para todos os males da sociedade. (CR, Pág. 231)
21. O pecado do padre, mesmo venial entristece o Senhor e impede os frutos do ministério. (NHV, volume V, Julho 1870 – Setembro 1873, Pág. 56)
22. O povo será amigo do padre e da Igreja quando o padre se tornar amigo do povo. (Renovação Social Cristã, 1900, in III Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edição CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1984, Pág. 368)
23. O Sacerdote deve renunciar a tudo o que é inútil e culpável. (DE, Pág. 37)
24. Os padres sobretudo devem amar e fazer amar Nosso Senhor. (VA, Pág. 69)
25. Quais são os deveres do padre relativamente à vida social? São três: Estudar, ensinar e agir. (Catecismo Social, 1898, in III Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edções Dehonianas, 1976, Pág. 73)
26. Rezemos muito. Não é suficiente formar sacerdotes, é necessário que eles sejam bons. (Carta ao Pe. Schulte, 21/05/1914, Inv. 457.03, AD: B22/8-A)
27. Se o padre é tenebroso, como serão espessas as trevas do povo! (NHV, volume V, Julho 1870 – Setembro 1873, Pág. 56)
28. Um dos deveres do padre é cultivar as vocações, favorecê-las, prepará-las. (CS, Pág. 567)
29. Um padre é tanto mais padre quanto mais unido estiver a Nosso Senhor. (ACJ 1, Pág. 470)
30. Um padre que não se interesse pelas vocações não tem verdadeiro espírito apostólico. (CS, Pág. 567)
31. Vós padres, ide aos vivos, ide aos homens, ide ao povo e não passareis mais por uma triste ave de funerais. (O reino do Coração de Jesus, Abril 1895)
No Ano Sacerdotal o ensinamento e o exemplo do Pe. Dehon podem ser uma fonte de inspiração.
1. A santidade não consiste nas grandes coisas, mas na fidelidade. (Carta ao Pe. Falleur, 30/08/1882, Inv. 465.39, AD: B22/11)
2. A santificação do clero é o melhor dos apostolados. (NHV, volume VI, Janeiro 1874 – Dezembro 1876, Pág. 50)
3. A sociedade actual tem necessidade do padre, do verdadeiro e santo sacerdote, para que seja o sal desta terra insípida, a luz deste mundo escurecido e o fogo que aquecerá os corações gelados. (O Padre, Homem de fé e do estudo, Congresso Eclesiástico de Bourges, in IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, pág. 578)
4. A vossa vocação é ser santos e a vossa missão é fazer santos. (Carta ao Pe. Legay, 14/11/1912, Inv. 273.00, AD: B19/7-C)
5. Cumprir tranquilamente as funções ordinárias do Santo Ministério já não basta. É preciso ir à procura das almas. É preciso esforçar-se por ganhar os homens sobretudo os operários. (O Padre, Homem de fé e do estudo, Congresso Eclesiástico de Bourges, in IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, pág. 577)
6. É na escola do Coração sacerdotal de Jesus que nós havemos de aprender a tornar-nos verdadeiros e santos sacerdotes. (CS, Pág. 523)
7. Imitai na vossa vida o sacrifício que realizais no altar. (CC 10/08/1919, Pág. 240
8. Jesus é sacerdote em todo o seu ser, mas o seu Coração é o centro da sua vida sacerdotal. (CS, Pág. 532)
9. Nós queremos ser sacerdotes reparadores, mas é por nós mesmos que é preciso reparar primeiro. (Carta ao Pe. Van Hommerich, 29/05/1925, Inv. 266.58, AD: B19/7a.2)
10. Nosso Senhor foi sacerdote desde a sua incarnação. (ACJ 1, Pág. 123)
11. Nosso Senhor tem sede de sacerdotes santos. Trabalhemos para que esta santidade reine em nós e nos outros. (DE, Pág. 36)
12. O Coração sacerdotal de Jesus é o nosso modelo, o nosso ideal, o nosso todo. (CS, Pág. 533)
13. O padre deve fazer-se tudo para todos. (CR, Pág. 231)
14. O padre deve ser um bom filho e um bom pai. (CS, Pág. 579)
15. O padre deve sobreviver nas suas obras. (CS, Pág. 621)
16. O Padre é pai, médico, doutor e juiz. Jesus era tudo isto. O padre consola, cura, encoraja as almas; Nosso senhor fazia tudo isto. (CS, Pág. 561)
17. O padre do nosso tempo deve ser o homem dos estudos e das obras sociais. (O Padre, Homem de fé e do estudo, Congresso Eclesiástico de Bourges, in IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, pág. 578)
18. O padre que não reza será no púlpito um címbalo ressoante, não fará nada no confessionário, e no mundo será influenciado em vez de influenciar. (NHV, volume III, Outubro 1865 – Outubro 1869, Pág. 17)
19. O padre sobreviverá a si mesmo pelas vocações que tiver discernido, encorajado, favorecido. (CS, Pág. 622)
20. O padre tem o remédio para todos os males da sociedade. (CR, Pág. 231)
21. O pecado do padre, mesmo venial entristece o Senhor e impede os frutos do ministério. (NHV, volume V, Julho 1870 – Setembro 1873, Pág. 56)
22. O povo será amigo do padre e da Igreja quando o padre se tornar amigo do povo. (Renovação Social Cristã, 1900, in III Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edição CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1984, Pág. 368)
23. O Sacerdote deve renunciar a tudo o que é inútil e culpável. (DE, Pág. 37)
24. Os padres sobretudo devem amar e fazer amar Nosso Senhor. (VA, Pág. 69)
25. Quais são os deveres do padre relativamente à vida social? São três: Estudar, ensinar e agir. (Catecismo Social, 1898, in III Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edções Dehonianas, 1976, Pág. 73)
26. Rezemos muito. Não é suficiente formar sacerdotes, é necessário que eles sejam bons. (Carta ao Pe. Schulte, 21/05/1914, Inv. 457.03, AD: B22/8-A)
27. Se o padre é tenebroso, como serão espessas as trevas do povo! (NHV, volume V, Julho 1870 – Setembro 1873, Pág. 56)
28. Um dos deveres do padre é cultivar as vocações, favorecê-las, prepará-las. (CS, Pág. 567)
29. Um padre é tanto mais padre quanto mais unido estiver a Nosso Senhor. (ACJ 1, Pág. 470)
30. Um padre que não se interesse pelas vocações não tem verdadeiro espírito apostólico. (CS, Pág. 567)
31. Vós padres, ide aos vivos, ide aos homens, ide ao povo e não passareis mais por uma triste ave de funerais. (O reino do Coração de Jesus, Abril 1895)
Poucos mas bons
3ª Feira - XIV Semana Tempo Comum
"A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos"
- São poucos, mas são bons.
- É para que se dê valor ao pouco que se tem.
- É para afugentar os preguiçosos, pois a seara é grande e poucos os trabalhadores...
"O fervor é mais importante do que o número." (Carta do Pe. Dehon ao Pe. Van Hommerich. 24/03/1923, Inv. 266.41, AD: B19/7a.2)
"A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos"
- São poucos, mas são bons.
- É para que se dê valor ao pouco que se tem.
- É para afugentar os preguiçosos, pois a seara é grande e poucos os trabalhadores...
"O fervor é mais importante do que o número." (Carta do Pe. Dehon ao Pe. Van Hommerich. 24/03/1923, Inv. 266.41, AD: B19/7a.2)
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Tocar em Jesus
2ª Feira - XIV Semana Tempo Comum
Todos queriam tocar em Jesus.
Em vez de querer tocar nele, seria melhor deixar que ele nos toque.
Nós tocamos nele quando o comungamos e ele toca em nós durante o resto do tempo.
Mas tocar quer dizer também emocionar-se, ficar sensibilizado...
A nossa preocupação não deve ser sensibilizar Deus, mas deixar que Deus nos sensibilize.
Sonhei que estava diante de Deus.
Pedi que ele me tocasse para eu ficar curado.
Deus disse:
- Eu bem tento tocar-te, mas tu não deixas... Não te mexas, não te escapes, fica quieto para que eu te possa tocar....
E foi assim que Deus me tocou, isto é, me sensibilizou...
Todos queriam tocar em Jesus.
Em vez de querer tocar nele, seria melhor deixar que ele nos toque.
Nós tocamos nele quando o comungamos e ele toca em nós durante o resto do tempo.
Mas tocar quer dizer também emocionar-se, ficar sensibilizado...
A nossa preocupação não deve ser sensibilizar Deus, mas deixar que Deus nos sensibilize.
Sonhei que estava diante de Deus.
Pedi que ele me tocasse para eu ficar curado.
Deus disse:
- Eu bem tento tocar-te, mas tu não deixas... Não te mexas, não te escapes, fica quieto para que eu te possa tocar....
E foi assim que Deus me tocou, isto é, me sensibilizou...
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Sem fronteiras
Ano B - XIV Domingo Comum
Um grupo de jovens partilhou a sua reflexão sobre a frase evangélica:
Ninguém é profeta na sua terra pois só é desprezado aí, entre os seus parentes e em sua casa...
Um grupo de jovens partilhou a sua reflexão sobre a frase evangélica:
Ninguém é profeta na sua terra pois só é desprezado aí, entre os seus parentes e em sua casa...
- Esta frase vem confirmar que o profeta não deve casar porque senão seria desprezado lá em casa, comprometendo a sua acção.
- Porque o profeta não tem terra, não tem família, não é de ninguém: é só de Deus. Como deve viver despojado, o profeta não tem raízes fixas.
- Isto é para evitar a tentação de muitas pessoas que para os de fora são mel mas para os de dentro são fel.
- Porque ser profeta é ser peregrino, missionário ou enviado.
- Porque o conhecimento que os outros têm do profeta não pode sobrepor-se ao conhecimento da palavra que ele proclama.
- Porque os da sua terra poderiam achar que têm mais direito do que ele a ser profeta.
- Para que ninguém possa concluir que a sua mensagem é uma questão de bairrismo.
- Para que uma terra possa ajudar outra e vice-versa, pois nenhuma é auto-suficiente.
- Para que seja mais livre e não esteja condicionado pelos laços familiares.
- Porque é preciso alargar fronteiras.
- Para lembrar que um profeta vem de fora: vem do Céu.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Levanta-te e anda
5ª Feira - XIII Semana Tempo Comum
Deus providenciará, repetia Abraão para se convencer da sua fé em Deus, na primeira leitura.
- Não faças mal a teu filho… ouviu e levantou os olhos para o alto e sentiu atrás um cordeiro…
Só quando Abraão levantou os olhos para o céu é que viu mesmo que Deus providencia.
É preciso então olhar para o alto.
Não basta repetir uma profissão de fé, é preciso pôr-se a caminho, subir à montanha e OLHAR PARA O ALTO.
No trecho do Evangelho Jesus diz que:
“Os teus pecados estão perdoados”
e
“Levanta-te e anda”
é a mesma coisa.
Deus providenciará, repetia Abraão para se convencer da sua fé em Deus, na primeira leitura.
- Não faças mal a teu filho… ouviu e levantou os olhos para o alto e sentiu atrás um cordeiro…
Só quando Abraão levantou os olhos para o céu é que viu mesmo que Deus providencia.
É preciso então olhar para o alto.
Não basta repetir uma profissão de fé, é preciso pôr-se a caminho, subir à montanha e OLHAR PARA O ALTO.
No trecho do Evangelho Jesus diz que:
“Os teus pecados estão perdoados”
e
“Levanta-te e anda”
é a mesma coisa.
De facto só quem tem os seus pecados perdoados pode levantar-se e andar em frente, pois pecar é cair, é marcar passo no mesmo local.
Ser perdoado é erguer-se e avançar.
Ser perdoado é erguer-se e avançar.
Mandou-o passear
4ª Feira - XIII Semana Tempo Comum
Na 1ª leitura: Deus ouviu os gemidos de Ismael no deserto. Este era apenas um bebé, acabado de ser desmamado.
Deus ouve tudo, escuta sempre, atende todos os pedidos, mesmo os de quem ainda nem sabe falar...
No trecho do Evangelho Jesus manda os demónios para uma vara de porcos... Isto é, mandou-os passear.
O Pe. Leão Dehon recomendava: "Amigo, escutaste um pouco o tentador, é preciso agora que o mandes passear. (Carta ao Ir. Maurice-André Hospital, 26/07/1925, Inv. 1165.45, AD: B108/1)
Na 1ª leitura: Deus ouviu os gemidos de Ismael no deserto. Este era apenas um bebé, acabado de ser desmamado.
Deus ouve tudo, escuta sempre, atende todos os pedidos, mesmo os de quem ainda nem sabe falar...
No trecho do Evangelho Jesus manda os demónios para uma vara de porcos... Isto é, mandou-os passear.
O Pe. Leão Dehon recomendava: "Amigo, escutaste um pouco o tentador, é preciso agora que o mandes passear. (Carta ao Ir. Maurice-André Hospital, 26/07/1925, Inv. 1165.45, AD: B108/1)
terça-feira, 30 de junho de 2009
Jesus Dorme
3ª Feira - XIII Semana Tempo Comum
Na 1ª leitura a mulher de LOT olhou para trás e ficou petrificada. Assim acontece sempre que alguém fica agarrado ao passado. É preciso olhar em frente para não marcar passo no mesmo sítio. É preciso olhar em frente pois Jesus nos pede para O seguirmos, portanto Ele vai à nossa frente.
No trecho do Evangelho Jesus dorme enquanto os discípulos se agitam no meio da tempestade.
Perguntei:
- Por que é que Jesus dorme numa circunstância desta?
- É porque a melhor almofada para dormir é uma consciência limpa. Jesus dorme porque está limpo de consciência…
- É para que os discípulos se lembrassem de lhe pedir ajuda… Se estivesse acordado, ninguém iria pedir-lhe nada… Se ninguém lhe pede ajuda, Ele adormece…
ACORDEMOS E JESUS NÃO DORMIRÁ NUNCA!
Na 1ª leitura a mulher de LOT olhou para trás e ficou petrificada. Assim acontece sempre que alguém fica agarrado ao passado. É preciso olhar em frente para não marcar passo no mesmo sítio. É preciso olhar em frente pois Jesus nos pede para O seguirmos, portanto Ele vai à nossa frente.
No trecho do Evangelho Jesus dorme enquanto os discípulos se agitam no meio da tempestade.
Perguntei:
- Por que é que Jesus dorme numa circunstância desta?
- É porque a melhor almofada para dormir é uma consciência limpa. Jesus dorme porque está limpo de consciência…
- É para que os discípulos se lembrassem de lhe pedir ajuda… Se estivesse acordado, ninguém iria pedir-lhe nada… Se ninguém lhe pede ajuda, Ele adormece…
ACORDEMOS E JESUS NÃO DORMIRÁ NUNCA!
segunda-feira, 29 de junho de 2009
O padre que eu quero ser
Aos 8 anos eu queria ser padre
para rezar missa e usar batina.
Aos 12 anos eu queria ser padre
para ser um herói de Deus.
Aos 18 anos eu queria ser padre
para conquistar multidões.
Aos 21 anos eu queria ser padre
para ser eu mesmo.
Aos 30 anos eu queria ser padre
para ser como Cristo neste mundo.
Aos 35 anos eu queria ser padre
para levar Deus aos homens.
Aos 40 anos eu queria ser padre
para levar os homens a Deus.
Hoje eu quero ser aquele padre,
pai, filho e irmão que até aqui ninguém foi.
para rezar missa e usar batina.
Aos 12 anos eu queria ser padre
para ser um herói de Deus.
Aos 18 anos eu queria ser padre
para conquistar multidões.
Aos 21 anos eu queria ser padre
para ser eu mesmo.
Aos 30 anos eu queria ser padre
para ser como Cristo neste mundo.
Aos 35 anos eu queria ser padre
para levar Deus aos homens.
Aos 40 anos eu queria ser padre
para levar os homens a Deus.
Hoje eu quero ser aquele padre,
pai, filho e irmão que até aqui ninguém foi.
São Pedro e São Paulo
29 de Junho
Como proposta de reflexão, cito alguns textos do grande Pe. António Vieira.
A escrita tem quase 400 anos, mas a mensagem continua actual, bem como os santos apóstolos:
Como proposta de reflexão, cito alguns textos do grande Pe. António Vieira.
A escrita tem quase 400 anos, mas a mensagem continua actual, bem como os santos apóstolos:
SÃO PAULOPor que traz Paulo em uma mão o livro, noutra a espada? Por que Paulo entre todos os outros apóstolos foi o vaso de eleição escolhido particularmente por Cristo para preparador dos gentios – e quem tem por ofício a pregação e conversão dos gentios há de ter o livro em uma mão, e a espada na outra: o livro para os doutrinar, a espada para os defender. E se esta espada se tirar da mão de Paulo, e se meter na mão de Herodes, que sucederá? Nadará toda a Belém em sangue inocente, e isso é o que vemos…
Mas, por que não faça dúvida o nome de espada, troquemos a espada em cajado, que é instrumento próprio dos pastores – como ali somos – e respondei-me: Quem tem obrigação de apascentar as ovelhas? O pastor. E quem tem obrigação de defender as mesmas ovelhas dos lobos? O pastor também. Logo o mesmo pastor, que tem o cuidado de as apascentar, há de ter, também, o poder de as defender. Esse é o ofício do pastor, e esse o exercício do cajado. Lançar o cajado à ovelha para a encaminhar, e terçá-lo contra o lobo para a defender…
E porque algum político, mau gramático e pior cristão, não cuide que a obrigação do pastor é somente apascentar, como parece o que significa a derivação do nome, saiba que só quem apascenta e defende é pastor, e quem não defende, ainda que apascente, não…
Porque o que não defende as ovelhas não é pastor bom nem mau. Um lobo não se pode dizer que é bom homem, nem que é mau homem, porque não é homem. Da mesma maneira, o que não defende as ovelhas não se pode dizer que é bom pastor nem mau pastor, porque não é pastor…
(Sermão da Epifania 1662, de Pe. António Vieira).
SÃO PEDROPedro com as chaves nas mãos: Tibi dabo claves regni caelorum; e Pedro com as mãos nas cadeias: Vinctus catenis duabus. Lá foi visto com a chave em uma mão e a cadeia na outra, porque assim devia ser; mas hoje o vemos com as chaves em ambas as mãos, e com ambas as mãos nas cadeias, porque havia de vir tempo em que assim fosse.
Pedro, com as chaves nas mãos, e Pedro com as mãos atadas. Eu bem sei que as chaves de Pedro também são cadeias, mas cadeias para atar e desatar, e não para ser atado.
Cristo, porém, na cruz, com a cabeça inclinada para baixo, e Pedro na cruz, às avessas, com a cabeça levantada para cima, porque a cabeça de Cristo e a de Pedro, recíproca e reflexamente se retratam e se vêem uma na outra, bem assim como a mesma cabeça, vista e multiplicada no espelho, parecem duas cabeças, e é uma só.
(Sermão das Cadeias de S. Pedro em Roma pregado na Igreja de S. Pedro. No qual sermão é obrigado, por estatuto, o pregador a tratar da Providência, ano de 1674, Pe. António Vieira)
Quem dizem que Eu sou?
Perguntou o Senhor, para que os senhores que mandam o Mundo se não desprezem de perguntar. Se pergunta a sabedoria divina, porque não perguntará a ignorância humana? Mas esse é o maior argumento de ser ignorância. Quem não pergunta, não quer saber; quem não quer saber, quer errar.
Não perguntou o Senhor o que era, senão o que se dizia: Quem dicunt? Antes de se fazerem as cousas, há-se de temer o que dirão; depois de feitas, há-se de examinar o que dizem. Uma cousa é o acerto, outra o aplauso. A boa opinião de que tanto depende o bom governo, não se forma do que é, senão do que se cuida; e tanto se devem observar as obras próprias, como respeitar os pensamentos e línguas alheias. A providência com que Deus permite a murmuração, é porque talvez de tão má raiz se colhe o fruto da emenda. E se eu de murmurado me posso fazer aplaudido, porque me não informarei do que se diz?
Grande é o ódio que os homens têm à idade em que nasceram. Não diziam que era um profeta como os antigos, senão um deles: Unus de prioribus. Pois assim como antigamente houve também profetas, não poderia também agora haver um? Cuidam que não. Por melhor milagre tinham ressuscitar um dos profetas passados, que nascer em seu tempo outro como eles. Tudo o moderno desprezam, só o antigo veneram e acreditam.
Não tinha S. Pedro bem acabado a confissão da sua fé quando o Senhor lha premiou com a certa esperança da maior dignidade. Ele disse a Cristo o que era, e Cristo disse-lhe a ele o que havia de ser. «E eu te digo, Pedro, que tu és Pedro, e sobre esta pedra hei-de fundar a minha Igreja». De tal maneira obra Deus com a sua e suma sabedoria, que parece se emenda com a experiência. Arruinou-se-lhe a primeiro edifício, porque o fundou em um homem de barro; para que lhe não arruíne o segundo, funda-o em um homem de pedra.
Primeiro lhe chamou homem de pedra e depois lhe entregou as chaves, porque as chaves do Reino só em homens de pedra estão seguras. Os homens de barro quebram, os de pau corrompem-se, os de vidro estalam, os de cera derretem-se; tão duro e tão constante há-de ser como uma pedra, quem houver de ter nas mãos as chaves do Reino.
Não sei o que mais devo venerar neles, se o que Cristo disse a S. Pedro, se o que S. Pedro disse a Cristo.
(Sermão de São Pedro, do Pe. António Vieira Pregado em Lisboa, em S. Julião, no ano de 1644, à venerável congregação dos sacerdotes).
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Mãos à obra
5ª Feira - XII Semana Tempo Comum
"Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que faz a vontade do Pai..."
O critério para entrar no Reino não está na boca, mas nas mãos;
não está nas palavras, mas nas obras;
não está na lingua, mas nas acções;
não está no dizer, mas no fazer;
não está no idioma, mas nas práctica.
Não é pela lingua, isto é, pelas palavras, mas também pela linguagem: não é por eu falar ou rezar em hebraico, grego, latim ou italiano que vou entrar no Reino.
A única linguagem universal é a das obras ou das acções, é o fazer a vontade de Deus.
Recordo um Padre italiano, meu colega de comunidade, que tinha sempre dois breviários: um em português para rezar com a comunidade e outro em italiano para rezar sozinho, pois dizia que era a língua que Deus mais apreciava ouvir rezar. E explicava: o Papa reza em Italiano, a maior parte dos cardeais, bispos etc rezam em italiano... Algum tempo depois o Papa passou a ser de origem polaca, mas a hábito de rezar em italiano continuou...
E não havia maneira de contrapor com nenhum argumento...
Dizíamos que o que interessava era rezar, e não a língua, o idioma ou a linguagem...
- Não, não. Em italiano é melhor...
- Olhe que no céu não há línguas nem idiomas...
- Mas estão lá registadas todas as orações que fizemos cá na terra... em italiano
- O que Deus aprecia não é a oração ou as palavras ou a língua original... mas algo mais universal: Deus aprecia sobretudo as acções, os sentimentos, as obras.
Então mãos à obra!
Chamar por Deus
Ano B - XIII Domingo Tempo Comum
Naquele tempo vinham ter com Jesus de toda a parte e abeiravam-se pessoalmente...
Em linguagem moderna, Deus prefere os encontros pessoais ao uso de telemóvel.
Que sucederia se Cristo instalasse uma central de telemóveis no céu?
Imagine-se alguém a rezar e ouvir a seguinte mensagem:
"Central Celeste, por favor marque uma das seguintes opções: para pedidos marque 1; para queixas marque 2, para outro assunto marque 3... "
Ou então: "Neste momento os nossos anjos estão ocupados. Por favor deixe a sua mensagem no serviço de espera. Se deseja falar com o Anjo Gabriel marque 5, com outro Anjo marque 6."
O pior seria: "A sua alma apresenta um saldo de tantos méritos. Deverá ser recarregada no próximo Domingo na missa das 09H00."
Por fim imaginemos outra resposta: "O número que marcou não está atribuído. Por favor, certifique-se da sua intenção ou então marque de novo sem distracções..."
Graças a Deus que nada disto acontece.
Podemos chamar a Deus quantas vezes quisermos que somos sempre atendidos. A Sua linha nunca está ocupada. Ainda bem que nos responde pessoalmente e nos conhece antes mesmo de nos apresentarmos. Deus não deixa recados no gravador mas estende-nos imediatamente a sua mão.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Nova Luz se levanta
24 de Junho
Nascimento de S. João Baptista
Nascimento de S. João Baptista
João Baptista não era a Luz, mas apontou para a LUZ.
Ele dizia: Convém que Ele cresça e que eu diminua…
É por isso normal que a claridade do dia comece a diminuir a partir do nascimento de João Baptista, pois os dias são cada vez mais pequenos.
É também normal que a claridade dos dias recomece a aumentar a partir do nascimento de Jesus, pois Ele veio revelar a todos a LUZ.
São João Baptista, em sintonia com a criação, aponta para o mais importante, aponta para Cristo.
Ele dizia: Convém que Ele cresça e que eu diminua…
É por isso normal que a claridade do dia comece a diminuir a partir do nascimento de João Baptista, pois os dias são cada vez mais pequenos.
É também normal que a claridade dos dias recomece a aumentar a partir do nascimento de Jesus, pois Ele veio revelar a todos a LUZ.
São João Baptista, em sintonia com a criação, aponta para o mais importante, aponta para Cristo.
terça-feira, 23 de junho de 2009
O Ritmo de Deus
23 de Junho
Vigília da Solenidade do Nascimento de São João Baptista
Conforme o trecho do Evangelho o enviado de Deus falou a Zacarias:
A tua prece foi atendida...
Zacarias, quando era novo tinha pedido que Deus lhe desse um descendente. A resposta veio quando ele era já de idade avançada.
As orações da minha juventude começam agora a ser atendidas e muitas vezes fico com pena não ter pedido mais nessa altura...
Agora que começo a ser velho, vejo que os meus sonhos de novo, as preces de juventude, os desejos de outrora começam a realizar-se hoje.
Deus responde sempre aos nossos pedidos... mas o tempo de Deus tem um ritmo diferente do nosso.
Vigília da Solenidade do Nascimento de São João Baptista
Conforme o trecho do Evangelho o enviado de Deus falou a Zacarias:
A tua prece foi atendida...
Zacarias, quando era novo tinha pedido que Deus lhe desse um descendente. A resposta veio quando ele era já de idade avançada.
As orações da minha juventude começam agora a ser atendidas e muitas vezes fico com pena não ter pedido mais nessa altura...
Agora que começo a ser velho, vejo que os meus sonhos de novo, as preces de juventude, os desejos de outrora começam a realizar-se hoje.
Deus responde sempre aos nossos pedidos... mas o tempo de Deus tem um ritmo diferente do nosso.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
A Tempestade e a Bonança
Ano B - XII Domingo Comum
Proposta de reflexão
Proposta de reflexão
1. Passemos à outra margem.
Jesus convida sempre para ir mais além, ir sempre em frente, alargar horizontes. Estar com Jesus é ter a garantia de que não ficaremos parados, a marcar passo no mesmo lugar. Só com Ele podemos avançar.
2. Levantou-se então uma grande tempestade.
A nossa vida é feita de obstáculos, de dificuldades, de tempestades. Um barco enfrenta tudo isto, seja ele barco novo ou experiente, moderno ou tradicional, bem dotado ou mal tratado. Não é por sermos bons que estaremos isentos de enfrentar as dificuldades. Passando por tempestades, ficaremos ainda mais resistentes…
3. Jesus, à popa, dormia.
Porque é que dormia? Para que os discípulos pudessem chamar por ele. Se estivesse acordado ninguém chamaria…
Jesus está sempre pronto, disponível, à espera que o chamem, que lhe peçam ajuda… acordemos então Jesus, ou melhor, não deixemos que ele fique a dormir porque precisamos dele.
História:
Uma criança estava sozinha no seu quarto. Precisava de uma caixa com brinquedos que se encontrava em cima do vestuário, lá bem alto.
Colocou perto uma cadeira e saltou para cima, mas ficou muito aquém de alcançar o que pretendia.
Empurrou uma mesa e colocou a cadeira em cima dela. Mesmo assim não conseguiu chegar aos brinquedos.
Estava quase a desanimar, mas pensou:
- Tenho de fazer tudo o que está ao meu alcance… Só falta um palmo para chegar até lá…
Pôs então um grosso dicionário sobre a cadeia, que estava sobre a mesa e empoleirou-se lá e… catrapus! Caiu em cheio em cima da cama.
A mãe ouviu o barulho e veio ver.
- Filho, o que se passa?
Ele contou tudo, concluindo:
- Estás a ver, mãe, eu fiz tudo o que estava ao meu alcance, fiz tudo o que podia ou o que era possível… mas não consegui…
- Não, filho. Tu não fizeste tudo o que podias.
– Como não?
- Filho, tu podias pedir ajuda a mim ou ao teu irmão mais velho e não fizeste. Não alcançaste o que querias porque não fizeste tudo o que estava ao teu alcance.
Jesus convida sempre para ir mais além, ir sempre em frente, alargar horizontes. Estar com Jesus é ter a garantia de que não ficaremos parados, a marcar passo no mesmo lugar. Só com Ele podemos avançar.
2. Levantou-se então uma grande tempestade.
A nossa vida é feita de obstáculos, de dificuldades, de tempestades. Um barco enfrenta tudo isto, seja ele barco novo ou experiente, moderno ou tradicional, bem dotado ou mal tratado. Não é por sermos bons que estaremos isentos de enfrentar as dificuldades. Passando por tempestades, ficaremos ainda mais resistentes…
3. Jesus, à popa, dormia.
Porque é que dormia? Para que os discípulos pudessem chamar por ele. Se estivesse acordado ninguém chamaria…
Jesus está sempre pronto, disponível, à espera que o chamem, que lhe peçam ajuda… acordemos então Jesus, ou melhor, não deixemos que ele fique a dormir porque precisamos dele.
História:
Uma criança estava sozinha no seu quarto. Precisava de uma caixa com brinquedos que se encontrava em cima do vestuário, lá bem alto.
Colocou perto uma cadeira e saltou para cima, mas ficou muito aquém de alcançar o que pretendia.
Empurrou uma mesa e colocou a cadeira em cima dela. Mesmo assim não conseguiu chegar aos brinquedos.
Estava quase a desanimar, mas pensou:
- Tenho de fazer tudo o que está ao meu alcance… Só falta um palmo para chegar até lá…
Pôs então um grosso dicionário sobre a cadeia, que estava sobre a mesa e empoleirou-se lá e… catrapus! Caiu em cheio em cima da cama.
A mãe ouviu o barulho e veio ver.
- Filho, o que se passa?
Ele contou tudo, concluindo:
- Estás a ver, mãe, eu fiz tudo o que estava ao meu alcance, fiz tudo o que podia ou o que era possível… mas não consegui…
- Não, filho. Tu não fizeste tudo o que podias.
– Como não?
- Filho, tu podias pedir ajuda a mim ou ao teu irmão mais velho e não fizeste. Não alcançaste o que querias porque não fizeste tudo o que estava ao teu alcance.
NÃO PEDISTE AJUDA A NINGUÉM,
portanto não fizeste tudo o que devias, querias ou podias...
sábado, 20 de junho de 2009
Coração a Coração
CORAÇÃO DE JESUS
CORAÇÃO DE MARIA
- Não cabe dentro do peito
pois é tão grande
e tem tanto amor.
- Fora do peito
para poder ser coroado de espinhos.
- Arrancado para fora
para ser partilhado por todos.
- À vista de todos, transparente,
sem nada a esconder.
- À frente da própria pessoa,
no primeiro plano,
como o mais importante.
- Coração de Maria, à imagem do
Coração de Jesus.
Tal Filho, tal mãe.
CORAÇÃO DE MARIA
- Não cabe dentro do peito
pois é tão grande
e tem tanto amor.
- Fora do peito
para poder ser coroado de espinhos.
- Arrancado para fora
para ser partilhado por todos.
- À vista de todos, transparente,
sem nada a esconder.
- À frente da própria pessoa,
no primeiro plano,
como o mais importante.
- Coração de Maria, à imagem do
Coração de Jesus.
Tal Filho, tal mãe.
Brigar com Deus
Ano B - XII Domingo Comum
No Evangelho de hoje alguém briga com Jesus porque ele dorme enquanto o barco se debate com ondas encapeladas.
No mar da nossa vida quantas vezes perguntamos mas afinal onde é que Deus está?
O Pe. Zezinho tem um texto no qual nos podemos rever:
"Depois daquela morte repentina,
depois que dos meus olhos Deus levou a luz do sol,
depois daquela perda sem aviso e sem sentido,
admito que duvidei de Deus.
Briguei com Deus porque não respondeu
quando lhe perguntei porquê.
Ele, que tudo sabe, tudo pode, tudo vê,
parece que não viu, nem me escutou.
Doeu demais e, quando dói do jeito que doeu,
a gente chora, grita e desafia o Criador.
Admito que me revoltei.
Onde é que estava Deus com o seu imenso amor?
Se Deus é amoroso, então por que deixou?
Por que tinha de ser do jeito como foi?
Briguei com Deus e se briguei foi por saber que Deus ouvia...
Admito que voltei para Deus e voltei porque não me calei..."
Se alguém hoje briga com Deus é porque sabe que Ele está próximo.
Depois de ser interpelado, Jesus, apenas com duas palavras, acalma a tempestade, isto é, Jesus faz muita coisa com poucas palavras (multa paucis) enquanto quem discute faz pouca coisa com muitas palavras (pauca multis).
No Evangelho de hoje alguém briga com Jesus porque ele dorme enquanto o barco se debate com ondas encapeladas.
No mar da nossa vida quantas vezes perguntamos mas afinal onde é que Deus está?
O Pe. Zezinho tem um texto no qual nos podemos rever:
"Depois daquela morte repentina,
depois que dos meus olhos Deus levou a luz do sol,
depois daquela perda sem aviso e sem sentido,
admito que duvidei de Deus.
Briguei com Deus porque não respondeu
quando lhe perguntei porquê.
Ele, que tudo sabe, tudo pode, tudo vê,
parece que não viu, nem me escutou.
Doeu demais e, quando dói do jeito que doeu,
a gente chora, grita e desafia o Criador.
Admito que me revoltei.
Onde é que estava Deus com o seu imenso amor?
Se Deus é amoroso, então por que deixou?
Por que tinha de ser do jeito como foi?
Briguei com Deus e se briguei foi por saber que Deus ouvia...
Admito que voltei para Deus e voltei porque não me calei..."
Se alguém hoje briga com Deus é porque sabe que Ele está próximo.
Depois de ser interpelado, Jesus, apenas com duas palavras, acalma a tempestade, isto é, Jesus faz muita coisa com poucas palavras (multa paucis) enquanto quem discute faz pouca coisa com muitas palavras (pauca multis).
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Deus tem Coração
Solenidade do Coração de Jesus
DEUS TEM CORAÇÃO
PORQUE DEUS É AMOR
- Porque Deus é amor
a caridade não deve ter fronteiras,
pois a grandeza de Deus é infinita.
- Porque Deus é amor
ao fazer-Se Homem
concentra todo o Seu amor num coração humano.
- Porque Deus é amor
nada tem poder sobre o amor,
mas o amor tem-no sobre todas as coisas.
- Porque Deus é amor
o amor é algo divino,
não pode ser desbaratado.
- Porque Deus é amor
não basta fazer bem aquilo que fazemos
é preciso fazê-lo com amor.
- Porque Deus é amor
quem ama
faz experiência de Deus.
- Porque Deus é amor
Ele ama porque existe
e existe porque ama.
Deus é amor porque é o único que pode amar eternamente.
DEUS TEM CORAÇÃO
PORQUE DEUS É AMOR
- Porque Deus é amor
a caridade não deve ter fronteiras,
pois a grandeza de Deus é infinita.
- Porque Deus é amor
ao fazer-Se Homem
concentra todo o Seu amor num coração humano.
- Porque Deus é amor
nada tem poder sobre o amor,
mas o amor tem-no sobre todas as coisas.
- Porque Deus é amor
o amor é algo divino,
não pode ser desbaratado.
- Porque Deus é amor
não basta fazer bem aquilo que fazemos
é preciso fazê-lo com amor.
- Porque Deus é amor
quem ama
faz experiência de Deus.
- Porque Deus é amor
Ele ama porque existe
e existe porque ama.
Deus é amor porque é o único que pode amar eternamente.
Poucas Palavras
5ª Feira - XI Semana Tempo Comum
"Quando orardes não digais muitas palavras..."
Quando orardes, quando pregardes, quando falardes, quando...
não sejais
como a Espada de D. Afonso Henriques.
Segundo a tradição a Espada do primeiro rei português era:
Comprida
Pesada
e nada Prática.
Nas nossas orações, nas nossas pregações, nos nossos sermões,
sejamos curtos, leves e práticos.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Um coração para amar
"Eis um coração para amar..."
UM CORAÇÃO PARA AMAR
1 = Eu tenho um coração para amar
2 = Eu tenho de amar um coração
3 = Eu tenho um coração para ser amado
1- Eu tenho um coração para amar
Assim como os pés foram feitos para andar
os olhos foram feitos para ver
os ouvidos foram feitos para ouvir
o nariz foi feito para cheirar
o cérebro foi feito para pensar
assim o coração foi feito para amar.
Por isso é mais fácil amar do que odiar
custa menos amar do que desprezar
é mais natural amar do que brigar
Eu tenho coração
o coração foi feito para amar
por isso eu tenho de amar.
2 - Eu tenho de amar um coração
- Um coração grande na vida
que escolheu aquilo que eleva
e libertou-se daquilo que rebaixa
- Um coração grande no trabalho
que não o fez como imposição
mas como uma missão
- Um coração grande no sofrimento
que partilhou a cruz para dividi-la
e partilhou a alegria para multiplicá-la
- Um coração grande para com os outros
compreensivo com as suas fraquezas
generoso nos seus elogios
- Um coração que foi humanamente divino
e divinamente humano
- Um coração que amou assim
deve ser amado na mesma medida
- Este coração tem um nome = Jesus Cristo
3- Eu tenho um coração para ser amado
- Há Alguém que me ama
mesmo quando eu não mereço
- Há Alguém que me ama
e quer que o meu coração esteja no seu coração
- Há Alguém que me ama
e quer que o seu coração palpite no meu coração
- Há Alguém que me ama:
Esse Alguém é Deus
porque Deus é Amor
Conclusão ou compromisso
Um coração para amar:
= Ser amigo de Deus = Falar com Ele
= Ser amigo como Deus = Fazer o que Ele fez
= Deixar que Deus seja meu amigo = Recebê-lo na Comunhão
UM CORAÇÃO PARA AMAR
1 = Eu tenho um coração para amar
2 = Eu tenho de amar um coração
3 = Eu tenho um coração para ser amado
1- Eu tenho um coração para amar
Assim como os pés foram feitos para andar
os olhos foram feitos para ver
os ouvidos foram feitos para ouvir
o nariz foi feito para cheirar
o cérebro foi feito para pensar
assim o coração foi feito para amar.
Por isso é mais fácil amar do que odiar
custa menos amar do que desprezar
é mais natural amar do que brigar
Eu tenho coração
o coração foi feito para amar
por isso eu tenho de amar.
2 - Eu tenho de amar um coração
- Um coração grande na vida
que escolheu aquilo que eleva
e libertou-se daquilo que rebaixa
- Um coração grande no trabalho
que não o fez como imposição
mas como uma missão
- Um coração grande no sofrimento
que partilhou a cruz para dividi-la
e partilhou a alegria para multiplicá-la
- Um coração grande para com os outros
compreensivo com as suas fraquezas
generoso nos seus elogios
- Um coração que foi humanamente divino
e divinamente humano
- Um coração que amou assim
deve ser amado na mesma medida
- Este coração tem um nome = Jesus Cristo
3- Eu tenho um coração para ser amado
- Há Alguém que me ama
mesmo quando eu não mereço
- Há Alguém que me ama
e quer que o meu coração esteja no seu coração
- Há Alguém que me ama
e quer que o seu coração palpite no meu coração
- Há Alguém que me ama:
Esse Alguém é Deus
porque Deus é Amor
Conclusão ou compromisso
Um coração para amar:
= Ser amigo de Deus = Falar com Ele
= Ser amigo como Deus = Fazer o que Ele fez
= Deixar que Deus seja meu amigo = Recebê-lo na Comunhão
sábado, 13 de junho de 2009
Santo António
13 de Junho
As imagens e os símbolos de Santo António
A representação iconográfica de Santo António está ligada a um conjunto de símbolos:
A juventude, o burel, o livro, o Menino Jesus, o lírio, o pão.
Todos eles exprimem ou uma característica da sua personalidade (função de recordação), ou os dons e as qualidades que lhe são reconhecidas pela evocação popular (função simbólica).
Assim podemos contemplar a figura de um Frade Jovem com o Menino Jesus ao colo e um lírio na mão.
- A juventude apresenta a personagem ideal, pura, bondosa, atraente, de um santo jovem e amigo da juventude: os santos nunca envelhecem.
- O burel franciscano, castanho ou preto, recorda a pertença do Santo à Ordem Franciscana. Os santos são sempre gente simples e humildes, como os frades menores.
- O Menino Jesus evoca a visão que teve em Camposampiero e exprime a sua dedicação à humanidade de Cristo e à sua intimidade com Deus. Os santos até brincam com Deus.
- O lírio recorda a sua pureza. Só os puros de coração verão a Deus.
- O pão lembra a sua caridade para com os pobres... pão dos pobres de Santo António, ou um tostão por amor de santo António...
- O livro, ou a Palavra de Deus, símbolo da ciência, do estudo, da sua doutrina, da sua pregação. Não só de pão vive o homem...
Falar em Parábolas
Ano B - XI Domingo Comum
SÓ FALAVA POR MEIO DE PARÁBOLAS
- Porque a Palavra nasce da vida
para que a vida nasça da Palavra.
- Porque a Revelação é progressiva:
não se pode comer tudo já mastigado.
- Porque Ele não impõe, só propõe:
falando de maneira indirecta
é quem ouve que se impõe a si mesmo.
- Porque a escuta não pode ser passiva:
é preciso tirar as conclusões e as aplicações.
SÓ FALAVA POR MEIO DE PARÁBOLAS
- Porque a Palavra nasce da vida
para que a vida nasça da Palavra.
- Porque a Revelação é progressiva:
não se pode comer tudo já mastigado.
- Porque Ele não impõe, só propõe:
falando de maneira indirecta
é quem ouve que se impõe a si mesmo.
- Porque a escuta não pode ser passiva:
é preciso tirar as conclusões e as aplicações.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Aprendei de Mim
Aprendei de mim
que sou manso
e humilde de coração
1. O que é aprender?
- É unir
- Descobrir
- Experimentar
- Seguir
- Viver
2. Aprender a quê?
- A Fazer milagres? Não!
- A falar como Ele? Não!
- A curar doentes? Não!
- A andar sobre o mar? Não!
- A morrer na cruz? Não!
- Aprender a ser manso = a ser bondoso.
- Aprender a ser humilde = a ser acessível.
- Aprender a ser coração = a ser amigo.
3. Aprender como?
- Dialogando = falando com Ele
= Ouvindo-O.
- Agindo = Fazendo o que Ele fazia
= Sentindo o que Ele sentia.
4. Aprender para quê?
- Para ter um coração igual ao dele!
- Jesus, manso e humilde de coração,
- Fazei o meu coração igual ao vosso!
que sou manso
e humilde de coração
1. O que é aprender?
- É unir
- Descobrir
- Experimentar
- Seguir
- Viver
2. Aprender a quê?
- A Fazer milagres? Não!
- A falar como Ele? Não!
- A curar doentes? Não!
- A andar sobre o mar? Não!
- A morrer na cruz? Não!
- Aprender a ser manso = a ser bondoso.
- Aprender a ser humilde = a ser acessível.
- Aprender a ser coração = a ser amigo.
3. Aprender como?
- Dialogando = falando com Ele
= Ouvindo-O.
- Agindo = Fazendo o que Ele fazia
= Sentindo o que Ele sentia.
4. Aprender para quê?
- Para ter um coração igual ao dele!
- Jesus, manso e humilde de coração,
- Fazei o meu coração igual ao vosso!
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Vivat Cor Jesu
Génese de uma saudação
“Vivat Cor Jesu - per Cor Mariae!” (Viva o Coração de Jesus - pelo Coração de Maria!) não foi a primeira saudação em uso na Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus.
A primeira saudação, em vigor em 1881 parece ter sido: “Cor Jesu suavissimum amor noster!” (Coração de Jesus nosso amor suavíssimo!) como podemos ler nas cartas do Pe. París ao seu amigo Pe. Falleur e também nas cartas do Pe. Philippot.
Houve no entanto outras saudações. O Pe. Falleur escrevendo ao Pe. Captier: Cor Jesu Mysticum! (Coração Místico de Jesus!)
O Pe. Patrício Boulanger escreve: Vivat Cor Jesu! E ainda: Vivat Cor Jesu in corde nostro unice! (Viva o Coração de Jesus unido ao nosso coração!)
Esta última saudação também foi usada em 1883 pelo Pe. Jacob Herr ao escrever ao Pe. Falleur, e a mesma expressão na carta do Pe. Pedro Bertrand ao Pe. Falleur.
Em 1884 o Pe. Lamour escreve carta em que inicia com esta invocação: Vivat Cor Jesu mysticum per Cor Mariae! (Viva o Coração místico de Jesus pelo Coração de Maria!)
Pouco tempo depois aparece no mesmo remetente: Vivat Cor Jesu per Cor Mariae dolorissimum et Joseph! (Viva o Coração de Jesus pelo Coração doloríssimo de Maria e de José!)
Depois aparece: Vivat Cor Jesu per Cor Marie et Joseph.
A primeira vez que aparece a expressão simples, foi numa carta do Pe. París ao Pe. Falleur com data de 1884: Vivat Cor Jesu per Cor Mariae!
Conclusão: Em 1884 os nossos padres chegaram, através de várias ponderações, à actual fórmula oficial.
Em Junho do mesmo ano o Pe. Lamour explica:
O Coração de Jesus quer viver em nós, e é isto que pedimos a cada instante a fim de corresponder ao seu desejo. VIVAT COR JESU! É a vida de caridade.
Mas para reconhecer que ele tirou o seu Coração de sua Mãe, e que é por sua Mãe que ele quer comunicá-lo, nós ajuntamos PER COR MARIAE. Quer dizer que Maria é o modelo vivo e divino: forma Dei, no qual é preciso lançar tudo: pensamentos, palavras, actos, potências e faculdades do nosso ser a fim de que ela una tudo ao Coração do seu Filho que é a fonte da vida, como o Coração de Maria é o poço, o canal, o mediador e o órgão. (AD. B 19/4-7)
Nos escritos do Pe. Dehon
Nos anos de 1880-1882 Pe. Dehon termina muitas vezes as cartas com – Tout vôtre (e às vezes acrescenta dévoué, in Corde Jesu. (Todo vosso devotado no Coração de Jesus)
Vivat Cor Jesu (sem o per Cor Mariae) encontra-se pela primeira vez como conclusão da carta sem data do Pe. Dehon à Ir. Maria do Coração de Jesus (Chère Mère), a 14 ou 15 de Dezembro de 1882.
A Chère Mère ao escrever, nesse mesmo ano ao Pe. Dehon, também saúda com a expressão – Vivat, vivat Cor Jesu, e uma vez até – Vivat, vivat Cor Jesu in corde nostro unice.
O Pe. Dehon, depois escreve algumas vezes, 1883 e 1884 – Vivat Cor Jesu!
A partir de 1884, depois do Consummatum est, o Pe. Dehon usa várias invocações e sempre no fim das cartas como despedida espiritual:
Vivat Cor Jesu mysticum per Cor Mariae dolorissimum!
Vivat Cor Jesu, vinculum unitatis!
Vivat Cor Jesu in corde nostro!
Benedicat vos Cord Jesu!
Que le Coeur de Jesus vous dénisse!
Vivat, vivat semper Cor Jesu!
Vivat Cor Jesu in corde nostro unice!
Je vous bénis in Corde Jesu!
Nos anos de 1885-1886 o mote Vivat Cor Jesu per Cor Mariae superou todas as demais invocações até então usadas e deve ter-se tornado comum para todos os padres.
Nas Notes Quotidiennes, conclui as notas dos dias 12 e 16 de Fevereiro de 1886 com Vivat Cor Jesu per Cor Mariae.
A 24 de Dezembro de 1886 D. Thibaudier, na sua qualidade de Bispo de Soissons e de Superior da Congregação, anuindo ao pedido do Pe. Dehon, aprova o mote Vivat Cor Jesu per Cor Mariae e estendo-o a todo o Instituto como invocação própria. (AD B 21/3)
Conferir: P. A. Vassena, Breve hostória do Vivat Cor Jesu per Cor Mariae e da sigla SCJ, in Dehoniana, Ano VIII – nº 42, Janeiro 1979, Pag 20-24
Anjo da Guarda
10 de Junho
Santo Anjo da Guarda de Portugal, no dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
"Vou enviar um anjo à tua frente, para que te proteja no caminho e te conduza ..." (Ex 23, 20-21)
Se os Anjos vão à frente, quem vai à frente é um anjo - anticipemo-nos e sejamos anjos no caminho dos nossos irmãos.
Se os Anjos são os que protegem e conduzem, quem conduz e protege é um anjo - valorizemos os nossos irmãos que nos protegem e nos orientam, porque são para nós autênticos anjos.
Se os Anjos são Mensageiros, os portadores de boas novas são anjos - sejamos anunciadores de paz, de harmonia e do amor - sejamos anjos do Senhor, mensageiros de Deus.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Portugal e o Coração de Jesus
Texto do Padre Dehon
“Portugal teve, tal como nós, as suas lutas e os seus erros religiosos. Como na França e na Áustria, foi o Estado que em Portugal criou entraves à acção da Igreja. Mas nós acreditamos que a nação portuguesa retomará toda a sua vitalidade religiosa, porque ela é, mais que qualquer outra, a nação do Coração de Jesus. Pode dizer-se que ela ostenta, desde a Idade Média, o Coração de Jesus nas suas armas, pois tem por emblema sobre o seu brasão as cinco chagas de Cristo. Em 1790, celebrou-se em Lisboa a dedicação da basílica real do Coração de Jesus, construída a expensas da Rainha D. Maria. Todos os anos o dia da festa do Coração de Jesus é feriado em Portugal; e desde 1878, esta festa é aí celebrada com rito duplo de Primeira Classe. Na basílica real, o ofício é celebrado com pontifical. O rei, a corte e o governo assistem à festa com os dignitários da Ordem de Cristo em traje de gala. Ao Ofertório, há um acto solene de homenagem do rei e da nação ao Coração de Jesus. O Capelão-Mor do rei, escoltado por oficiais da corte e por um piquete da guarda real, avança e oferece ao celebrante algumas moedas de ouro em sinal de submissão do rei ao Coração de Jesus.A basílica do Coração de Jesus de Lisboa é de uma grande riqueza. É uma pequena São Pedro, uma igreja com cúpula. O arquitecto imitou a bela igreja do grande mosteiro de Mafra, construído em 1717 no reinado de D. João V, a 40 quilómetros de Lisboa. A basílica ergue-se no belo passeio público da Estrela e perto do passeio dos Ingleses. É um dos belos monumentos da cidade, e os estrangeiros têm o costume de subir até à cúpula para desfrutar do panorama de Lisboa.
A festa da dedicação da igreja nacional do Coração de Jesus é celebrada em todo o reino e suas colónias todos os anos a 15 de Novembro. É preciso que nós venhamos a ter o mesmo culto social ao Coração de Jesus” (L. Dehon, Chroniques du “Règne”, in Oeuvres Sociales, V Volume, Março 1899, Pag. 283).
Comentário
De notar que esta crónica, com o título de “Portugal e o Coração de Jesus” foi escrita e publicada um ano antes de o Pe. Dehon conhecer Portugal. Precisamente um ano depois (Março de 1900) é que visita Portugal pela primeira vez. A 26 de Março chega de comboio a Lisboa. Da visita à capital deixa poucas anotações sobre a Basílica da Estrela, comparando com o que já tinha escrito anteriormente: “A bela igreja da Estrela é dedicada ao Coração de Jesus. É uma igreja com cúpula, uma pequena S. Pedro. Ela foi construída de 1779 a 1796. O interior está ricamente ornamentado. A rainha D. Maria I contribuiu largamente para a edificação desta igreja votiva ao Coração de Jesus. Ela própria está representada no quadro que ornamenta o altar-mor. As cinco partes do mundo encontram-se lá em adoração diante de Cristo; é a rainha D. Maria quem representa a Europa” (L. Dehon, Au dela des Pyrénées, H. & L. Casterman, Éditeur Pontificaux, Paris, Rue Bonaparte, 66, Tournai, Belgique, p. 212). Para além de Lisboa e Almada, o Pe. Dehon visita Sintra, Alcobaça e Batalha. Chega a Coimbra no 1º de Abril, seguindo depois para o Porto. Deixa Portugal a caminho de Badajoz de comboio no dia 3 de Abril.
Também na sua viagem à América Latina, tanto na ida como no regresso passa por Lisboa, respectivamente a 3 de Setembro de 1906 e a 9 de Janeiro de 1907, visitando apenas a baixa da cidade e sem referir a basílica dedicada ao Coração de Jesus (cf. L. Dehon, Mille lieues dans l’Amérique du Sud: Brésil, Uruguay, Argentine, Paris, 1909).
Quanto à crónica publicada convém realçar três aspectos:
- O epíteto – “Nação do Coração de Jesus”, porque desde há muito tem no seu brasão as cinco chagas de Cristo; porque tem uma basílica real dedicada ao Coração de Jesus; porque o dia do Coração de Jesus é feriado; porque o rei mostra solenemente submissão ao Coração de Jesus.
- O exemplo a seguir – O culto social do Coração de Jesus. A crónica faz jus à revista em que é publicada e ao seu projecto: O Reino do Coração de Jesus nas Almas e nas Sociedades. O Culto ao Coração de Jesus não é apenas uma simples devoção, mas uma verdadeira renovação de toda a vida cristã.
- A esperança – Apesar de Portugal viver, no final do século, um período de entraves à acção da Igreja, há que acreditar na sua capacidade de retomar a vitalidade religiosa. Mostremos a bandeira do Coração de Jesus e a simplicidade da nossa fé reacenderá os fracos.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Deus não é Solidão
Ano B - Santíssima Trindade
Nas aulas de Educação Moral e Religiosa, quando eu perguntava que nome davam a Deus os muçulmanos ou os Hebreus, os alunos, em geral, respondiam correctamente Alá e Javé. Mas sempre hesitavam ao apresentar o nome pelo qual nós católicos chamamos a Deus. Só quando eu fazia o sinal da cruz sobre mim mesmo é que se lembravam que do nome de Pai, Filho e Espírito Santo. Acho isto interessante porque afinal Deus é relação. Mais do que por definições, é pelos gestos e atitudes que percebemos quem é Deus.
A solenidade da Santíssima Trindade recorda-nos que Deus não é um ser solitário, perdido nos espaços infinitos. É um Deus comunitário, uma família divina, uma comunidade de vida e de amor. Deus é comunicação.
Nas aulas de Educação Moral e Religiosa, quando eu perguntava que nome davam a Deus os muçulmanos ou os Hebreus, os alunos, em geral, respondiam correctamente Alá e Javé. Mas sempre hesitavam ao apresentar o nome pelo qual nós católicos chamamos a Deus. Só quando eu fazia o sinal da cruz sobre mim mesmo é que se lembravam que do nome de Pai, Filho e Espírito Santo. Acho isto interessante porque afinal Deus é relação. Mais do que por definições, é pelos gestos e atitudes que percebemos quem é Deus.
A solenidade da Santíssima Trindade recorda-nos que Deus não é um ser solitário, perdido nos espaços infinitos. É um Deus comunitário, uma família divina, uma comunidade de vida e de amor. Deus é comunicação.
Uma vez perguntei:
- Quem quer dizer como se chama Deus?
Um aluno respondeu de imediato:
- Deus chama-se rezando.
Gostei da resposta que foi mais profunda do que esperava. Não referia o nome de Deus, como eu pretendia, mas a maneira de entrar em relação com Ele.
- Quem quer dizer como se chama Deus?
Um aluno respondeu de imediato:
- Deus chama-se rezando.
Gostei da resposta que foi mais profunda do que esperava. Não referia o nome de Deus, como eu pretendia, mas a maneira de entrar em relação com Ele.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
A Cruz do Coração

Um Coração na Cruz
Uma Cruz no Coração
Numa longa noite de sofrimento, o Pe. Dehon sonhou que estava abraçado a uma cruz. Era uma cruz do seu tamanho, feita à sua medida. O seu rosto encostado ao madeiro, o peito bem apertado no centro da cruz. Abraçava-a com todas as suas forças, a ponto de sentir o coração despedaçar-se. Passado algum tempo, deixou-se cair, exausto. Mas a cruz permanecia direita, sem tombar.
Uma Cruz no Coração
Numa longa noite de sofrimento, o Pe. Dehon sonhou que estava abraçado a uma cruz. Era uma cruz do seu tamanho, feita à sua medida. O seu rosto encostado ao madeiro, o peito bem apertado no centro da cruz. Abraçava-a com todas as suas forças, a ponto de sentir o coração despedaçar-se. Passado algum tempo, deixou-se cair, exausto. Mas a cruz permanecia direita, sem tombar.
O Pe. Dehon levantou os olhos para essa cruz. Ela estava diferente, tinha outra apresentação: via-se perfeitamente recortado no seu centro o perfil de um coração. Que teria acontecido? Inquieto, orientou o olhar para o seu peito. Também este estava diferente: tinha as marcas de uma cruz.
Ao acordar, o Pe. Dehon ainda se lembrava da sua visão:
“Um Coração na Cruz e uma Cruz no Coração”.
Pouco a pouco foi compreendendo que aquele sonho era o prenúncio de um compromisso, como mais tarde escreveu no seu Directório Espiritual:
“Carregar a cruz exteriormente e por necessidade não basta. É preciso abraçar a cruz com amor, levá-la com coragem e alegria, desejá-la com ardor como o tesouro maior e mais seguro... “
Aquela cruz que ele abraçava era realmente a sua própria cruz. Mas aquele coração, nela recortado, de quem seria? O seu ou o de Cristo? De certeza absoluta que era o Coração de Cristo que estava bem no centro da sua vida. Era Cristo, Coração do Homem, Coração do Mundo. Era um coração desenhado no vazio, quase a querer moldar o coração do homem.
E no seu peito, aquela cruz de quem seria? Era a cruz de Cristo, a quem muito amava. Era uma cruz cravada no coração do homem, como sinal indelével do amor de Deus.
Hoje, os seus herdeiros, os Sacerdotes do Coração de Jesus, têm como símbolo informal da Vida Dehoniana: uma cruz com um coração recortado. É uma espécie de molde ou forma para que cada um possa configurar o seu coração naquela medida, como também um espaço aberto para que o Coração de Cristo possa ser integrado na vida de cada um.
Ao contemplar a cruz dehoniana, saibamos ver o Coração de Jesus e chegar até ao Jesus do Coração.
Ao acordar, o Pe. Dehon ainda se lembrava da sua visão:
“Um Coração na Cruz e uma Cruz no Coração”.
Pouco a pouco foi compreendendo que aquele sonho era o prenúncio de um compromisso, como mais tarde escreveu no seu Directório Espiritual:
“Carregar a cruz exteriormente e por necessidade não basta. É preciso abraçar a cruz com amor, levá-la com coragem e alegria, desejá-la com ardor como o tesouro maior e mais seguro... “
Aquela cruz que ele abraçava era realmente a sua própria cruz. Mas aquele coração, nela recortado, de quem seria? O seu ou o de Cristo? De certeza absoluta que era o Coração de Cristo que estava bem no centro da sua vida. Era Cristo, Coração do Homem, Coração do Mundo. Era um coração desenhado no vazio, quase a querer moldar o coração do homem.
E no seu peito, aquela cruz de quem seria? Era a cruz de Cristo, a quem muito amava. Era uma cruz cravada no coração do homem, como sinal indelével do amor de Deus.
Hoje, os seus herdeiros, os Sacerdotes do Coração de Jesus, têm como símbolo informal da Vida Dehoniana: uma cruz com um coração recortado. É uma espécie de molde ou forma para que cada um possa configurar o seu coração naquela medida, como também um espaço aberto para que o Coração de Cristo possa ser integrado na vida de cada um.
Ao contemplar a cruz dehoniana, saibamos ver o Coração de Jesus e chegar até ao Jesus do Coração.
terça-feira, 2 de junho de 2009
maravilhar-se
3ª Feira - IX Semana Comum
No Evangelho de hoje o povo maravilhou-se com a resposta de Jesus às provocações dos fariseus.
Todos ficaram admirados, isto é, de boca aberta, sem conseguir dizer palavra.
De facto, perante Deus, a nossa atitude deve ser:
Boca aberta - silêncio
Olhos fechados - sentindo-O nteriormente
Joelhos dobrados - em oração humilde.
É assim que mostramos a nossa admiração ou nos maravilhamos perante Deus...
No Evangelho de hoje o povo maravilhou-se com a resposta de Jesus às provocações dos fariseus.
Todos ficaram admirados, isto é, de boca aberta, sem conseguir dizer palavra.
De facto, perante Deus, a nossa atitude deve ser:
Boca aberta - silêncio
Olhos fechados - sentindo-O nteriormente
Joelhos dobrados - em oração humilde.
É assim que mostramos a nossa admiração ou nos maravilhamos perante Deus...
Subscrever:
Mensagens (Atom)
