Ano C – I domingo da quaresma
Um mau pensamento é uma tentação.
Uma tentação é um mau pensamento.
Um mau pensamento pode ser um desejo, uma resposta, uma atitude, uma
solução que parecendo boa, prejudica ainda mais a nossa vida.
Por exemplo – estou sem dinheiro e não sei como ganhá-lo. Então penso numa
solução rápida que é roubar e apoderar-me do que não é meu. Não será a solução
adequada, pois em vez de resolver o meu problema, vai piorar ainda mais a minha
situação.
Só temos tentações nos momentos de fragilidade, quando sentimos algum tipo
de fome.
Durante o jejum do deserto Jesus foi tentado:
- Quando teve fome de pão (tentação de transformar as pedras em pão para
ser saciado).
- Quando teve fome de apoio ou de fama (tentação de dar espetáculo para ser
aplaudido).
- Quando teve fome de força (tentação de usar o seu poder para proveito
próprio)
Além disso Jesus sofreu outras tentações:
- Tentação de seguir pelo caminho mais fácil… Não vás para Jerusalém,
disse-lhe Pedro.
- Tentação de contornar a vontade do Pai… Afasta de mim este cálice, disse
ao Pai.
- Tentação de desistir… Desce da cruz, disseram-lhe no Calvário.
Como é que Jesus venceu as suas tentações:
1º - Usando a Sagrada Escritura – A palavra de Deus dá-nos confiança e
calma.
2º - Aproximando-nos de Deus, através da oração, em vez de nos aproximarmos
dele.
3º - Ficando longe do tentador, envolvendo-nos no bem para que o tentador
fique longe de nós.
Como é que podemos vencer as nossas tentações:
O Santo Cura de Ars explicava que o tentador é como um cão raivoso.
Devemos ter 3 atitudes perante esse cão:
1º - Manter a calma e a confiança, pois cão que ladra não morde.
2º - Não nos aproximarmos muito dele, nem o alimentarmos.
3º - Afastarmo-nos o mais possível para ficarmos longe dele e ele longe de
nós.
Não deixemos que o tentador aproveite das nossas fragilidades para nos
fazer cair na tentação.
É isto que pedimos sempre que rezamos o Pai Nosso.
À margem
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