terça-feira, 18 de março de 2025

O divórcio entre fé e obras


3ª feira – II semana da quaresma

Devia haver um casamento perfeito, uma união indissolúvel entre a fé e as obras, entre o que professamos e o que vivemos, entre o que acreditamos e o que mostramos pelas obras.

Pelo contrário deparamo-nos com um divórcio, um divórcio entre a fé e as obras.

Já no tempo de Jesus era assim. Ele dizia – Fazei e observai tudo quanto vos disserem, mas não imiteis as suas obras porque eles dizem e não fazem.

Hoje nós dizemos – Bem prega frei Tomás: faz o que ele diz, não faças o que ele faz.

Às vezes esta união entre fé e obras é apenas um casamento de aparência, uma conveniência ou uma vida dupla – Tudo o que fazem é apenas para serem vistos pelos homens.

 

Perante esta realidade de divórcio entre fé e vida, o que devemos fazer?

Isto não pode ser uma desculpa para não fazermos a vontade de Deus.

Jesus não quer que essa vida dupla seja motivo para deixarmos de fazer o bem, mesmo que não se veja isso nos outros.

Sejamos capazes de distinguir o bem do mal.

Não se deve abandonar a Igreja por causa dos maus.

É preciso ver o que todos veem, mas fazer o que poucos fazem.

O ideal é viver em unidade de vida e de fé porque quem vive bem, prega calado.

 

À margem:

Resumo do livro De Fide et Operibus de Santo Agostinho sobre a fé e as obras:

Refutação de três erros aos quais o autor opõe as três proposições seguintes:

1) Deve-se admitir indistintamente todo tipo de pessoa no batismo; a tolerância para com os pecadores deve se conciliar na Igreja com a manutenção da disciplina eclesiástica.

2) É preciso iniciar os catecúmenos nos mistérios da fé, junto com os deveres da vida cristã.

3) Quem recebeu o batismo é incapaz de chegar à salvação eterna somente pela fé, se não corrigir os seus hábitos pecadores

 

Ver também:

O nosso irmão mestre

Agora e sempre irmãos

A grandeza da humildade

Dizem e não fazem

 

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