3ª feira – II semana da quaresma
Devia haver um casamento perfeito, uma união
indissolúvel entre a fé e as obras, entre o que professamos e o que vivemos, entre
o que acreditamos e o que mostramos pelas obras.
Pelo contrário deparamo-nos com um divórcio, um
divórcio entre a fé e as obras.
Já no tempo de Jesus era assim. Ele dizia – Fazei e
observai tudo quanto vos disserem, mas não imiteis as suas obras porque eles
dizem e não fazem.
Hoje nós dizemos – Bem prega frei Tomás: faz o que ele
diz, não faças o que ele faz.
Às vezes esta união entre fé e obras é apenas um
casamento de aparência, uma conveniência ou uma vida dupla – Tudo o que fazem é
apenas para serem vistos pelos homens.
Perante esta realidade de divórcio entre fé e vida, o
que devemos fazer?
Isto não pode ser uma desculpa para não fazermos a
vontade de Deus.
Jesus não quer que essa vida dupla seja motivo para deixarmos
de fazer o bem, mesmo que não se veja isso nos outros.
Sejamos capazes de distinguir o bem do mal.
Não se deve abandonar a Igreja por causa dos maus.
É preciso ver o que todos veem, mas fazer o que poucos
fazem.
O ideal é viver em unidade de vida e de fé porque quem
vive bem, prega calado.
À margem:
Resumo do livro De Fide et Operibus de Santo Agostinho
sobre a fé e as obras:
Refutação de três erros aos quais o autor opõe as três
proposições seguintes:
1) Deve-se admitir indistintamente todo tipo de pessoa
no batismo; a tolerância para com os pecadores deve se conciliar na Igreja com
a manutenção da disciplina eclesiástica.
2) É preciso iniciar os catecúmenos nos mistérios da
fé, junto com os deveres da vida cristã.
3) Quem recebeu o batismo é incapaz de chegar à
salvação eterna somente pela fé, se não corrigir os seus hábitos pecadores
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