quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Oito remos


Oitavário de oração pela unidade dos cristãos




















Este ano o tema foi preparado pelas igrejas cristãs de Malta e Gozo:
ELES NOS DEMONSTRARAM UMA BONEVOLÊNCIA FORA DO COMUM (ACT 27,18-28,10)

O roteiro dos 8 dias acompanha São Paulo em Malta, onde foi acolhido depois do naufrágio do barco onde seguia prisioneiro para Roma. Nessa ilha todos foram acolhidos com amabilidade e benevolência… tendo Paulo contagiado a sua fé e lançado ali a semente do Evangelho.
























1 – Reconciliação
Atirando a carga ao mar
2 – Iluminação
Buscando e apresentando a Luz de Cristo
3 – Esperança
Mensagem de Paulo
4 – Confiança
Não tenhas medo, crê
5 – Fortalecimento
Partilhando pão para a viagem
6 – Hospitalidade
Demonstra benevolência fora do comum
7 – Conversão
Mudando os nossos corações e mentes
8 – Generosidade
Recebendo e dando

Cada um destes valores são como remos que levam para a frente a barca da unidade, a barca de Cristo.

















quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Sem descanso


4ª feira – II semana comum

O evangelho de hoje em 3 frases:
- O sábado era dia de descanso
- Jesus curou em dia de sábado
- Portanto, não há descanso para fazer o bem.




















Ver também:



domingo, 19 de janeiro de 2020

Sempre presente


Ano C – II domingo comum























Terminaram as festas de Natal e entrámos no Tempo Comum.
É uma oportunidade para descobrir que o Senhor Jesus está perto de nós todos os dias, em todos os acontecimentos, não só nos momentos especiais, nos dias de festas e em datas assinaladas.
Ele caminha sempre connosco e nos oferece a sua amizade.
Se Ele vem sempre ao nosso encontro porque é que alguns só vão ao seu encontro em dias de festas ou em situações especiais?
A cor da liturgia deste tempo é o verde, que nos convida a despontar, florescer e dar frutos novos nesta eterna primavera da vida.

Ver também:


sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Salmo 22 de Santo Agostinho


Versão de Santo Agostinho do Salmo 22


Nosso Senhor Jesus Cristo é meu Pastor 
e nada me faltará.
Conduziu-me à fé, regou-me com a água do batismo,
para me alimentar colocou-me em prado verdejante.

Levou-me, em atenção ao seu nome,
por caminhos de justiça.
Mesmo que eu caminhe nesta vida
no meio de sombras de morte, nada temo,
porque tu habitas no meu coração pela fé,
e agora estás comigo, para que, depois de morrer,
também eu esteja contigo.

A tua doutrina é o cajado que conduz o rebanho.
Preparaste a mesa na minha presença,
para eu comer manjares e me fortalecer.

Alegraste a minha mente com a alegria espiritual
e a tua misericórdia acompanhar-me-á
não só nesta vida,
mas quando habitar eternamente na casa do Senhor.



Morreu sorrindo


Memória de Santo Antão (Egipto, 250-356)

Santo Atanásio conta que Antão ensinava 3 coisas:
- Ensinava a valorizar a pureza de coração.
- Ensinava a confiança em Deus sobre as práticas exteriores.
- Ensinava a moderação, pois proibia os seus discípulos de ter excessos de mortificação. “Vejam como são os navios: se os carregamos demasiado, afundam-se no mar; se forem demasiado leves, os ventos desviam-nos. Quando a carga é moderada, nem o mar os engole nem os ventos os arrastam. Conduz a tua alma e o teu corpo de forma semelhante, e não lhe imponhas flagelos demasiado pesados.”

Diz o mesmo Atanásio que a cara de Antão resplandecia de alegria.
Diz ainda que aos 106 anos morreu sorrindo, tal como tinha vivido.























Era muito amigo dos animais, a quem ajudava e curava e de quem recebia ajuda também.
Muitas vezes foi tentado pelo maligno, mas sempre com boa disposição saiu vencedor.
Um dia o demónio, para o distrair das suas orações, aproximou-se dele com uma multidão de animais, numa gritaria ensurdecedora. Santo Antão, imperturbável, sorriu e lamentou-se:
- Vê-se mesmo que o demónio é muito fraco pois não vem sozinho mas faz-se acompanhar por esta legião…
E o demónio envergonhado retirou-se em silêncio e os animais ficaram a louvar o Criador juntamente com Santo Antão.
De facto, só a humildade mete medo ao maligno.

Ver também:
Antão



quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Há 800 anos


Jubileu dos Mártires de Marrocos 
e vocação de Santo António

Faz hoje 800 anos que foram decapitados em Marraquexe os primeiros Mártires Franciscanos…
Foi isto que levou Santo António a fazer-se Frade Menor (Franciscano).
E foi isto que levou São Francisco a concluir: Agora posso dizer com verdade que tenho cinco verdadeiros frades menores…





















Ao visitar Portugal em 1900 o Pe. Dehon registou no seu diário estes episódios que os impressionaram e que continuam a impressionar nos dias de hoje:

“No século XII São Francisco de Assis enviou um grupo dos seus primeiros discípulos, todos fervorosos de amor por Jesus Cristo, para ir pregar aos Mouros passando por Portugal. Eram seis à partida de Assis. Um deles (Frei Vital, padre) adoeceu e morreu em Aragão. Frei Berardo, também padre, prosseguiu o seu caminho com os outros quatro companheiros (Frei Otão padre, Frei Pedro diácono e os irmãos cooperadores Frei Acúrsio e Frei Adjuto).
Em Coimbra, a rainha D. Urraca recebeu-os como enviados do céu. Instalaram-se no convento de Alenquer, que São Francisco tinha fundado aquando da sua missão em Espanha.
De lá dirigiram-se a Córdoba, onde reinava o emir dos muçulmanos. Tinham sede do martírio. Foram pregar à mesquita, donde os escorraçaram como loucos. Ousaram ir pregar ao próprio emir, que os mandou prender numa torre.
Quando os libertaram, passaram para Marrocos e repetiram as suas santas imprudências. O irmão Berardo, de cima de um carro, pregou à passagem do Sultão. Prenderam-nos outra vez, mas a seca e outras calamidades levaram o Sultão a pensar que eles eram protegidos de Deus.
Numa expedição que acompanhava, o irmão Berardo fez brotar água do solo como Moisés para dessedentar o exército. Apesar deste prodígio, quiseram reprimir a sua ousadia. Fizeram-nos sofrer mil torturas. Rolaram-nos sobre vidro partido ou deitaram vinagre sobre as suas chagas. Um raio luminoso desceu do céu para os encorajar.
O próprio Sultão procurou conquistá-lo pelo atrativo do ouro e dos prazeres. Irritado pelas suas recusas, rachou-lhes a cabeça com o seu alfange (espécie de espada ou sabre mourisco, de lâmina curta, larga e curva de um só gume). Era o dia 16 de janeiro de 1220. Os seus corpos, recolhidos pelos cristãos, foram levados para Coimbra. Foi o seu exemplo que levou Santo António a procurar também o martírio em África, mas a Providência o reservava para outro destino…”

Recorrendo ao suborno, D. Pedro conseguiu resgatar as cabeças destes mártires e levá-las para Portugal, passando por Zamora até Santa Cruz de Coimbra.
Arrebatado pelo exemplo e coragem destes frades menores, o Pe. Fernando Martins de Bulhões, cónego regrante de Santo Agostinho em Santa Cruz de Coimbra, fez-se frade menor com o nome de Frei António.

A oração da Colecta desta I semana do Tempo Comum ajuda-nos a continuar hoje a mesma história:
Atendei, Senhor, as orações do vosso povo;
dai-lhe luz para conhecer a vossa vontade
e coragem para a cumprir fielmente.

Quero hoje ter a mesma luz de Santo António para conhecer a vontade divina.
Quero também ter a mesma coragem dos mártires de Marrocos para a cumprir fielmente.

À margem
Lembrei na mesa do café a efeméride de hoje, dos 800 anos do martírio dos Frades Franciscanos em Marrocos…
A nossa empregada, pessoa simples e sensível, disse logo:
- É impressionante! Tantos anos depois e ainda continua na memória… ninguém se esquece disso. Eles com certeza nunca pensaram que seriam para sempre lembrados.
- Antes pelo contrário. Acho que eles foram martirizados com a consciência de que essa ação seria lembrada por toda a eternidade, pois era uma ação para Deus e Deus nunca se esquece das boas obras...



quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

A nossa febre


4ª feira – I semana comum

















- A sogra de Simão estava de cama com febre…
Cada um de nós tem a sua febre. Quando me irrito, tenho febre. Tantos vícios, outras tantas febres.

- Logo os discípulos falaram dela a Jesus…
Peçamos também aos apóstolos que tragam Jesus até à nossa casa para que se abeire do nosso leito de sofrimento e de limitação.

- Jesus tomou-a pela mão…
Que o mesmo Jesus nos toque, não na língua, pois o nosso mal não está na boca ou nas palavras, nem nos ouvidos, mas sim nas nossas mãos, isto, é nas nossas obras. Que Ele tome a nossa mão e cure as nossas obras.

- E levantou-a…
Quem se deixa tocar por Jesus tem de levantar-se… Corações ao alto para que o nosso coração esteja em Deus.

- A febre deixou-a e ela começou a servi-los.
Quem se deixa levantar por Jesus, levanta consigo todo o mundo. Quem se deixa curar, está a curar todo o mundo, torna-se ativo e envolve toda a gente.


Ver também:




domingo, 12 de janeiro de 2020

Sempre batizado


Ano A – Festa do Batismo do Senhor


















Celebramos o Batismo de Jesus para nos lembrarmos que todos nós somos batizados.

Ao terminar a missa de hoje cada pessoa recebeu uma estampa com os símbolos do batismo:
- Concha (água)
- Cruz
- Nome

Assim cada um devia completar em casa escrevendo por detrás da concha o seu nome, data de batismo, lugar e padrinhos.























Nome – No ato de batizar nós evocamos não apenas um nome (que nome dás ao vosso filho, pois nesta família cada um é chamado pelo nome próprio…), mas outros 3 nomes são evocados. Assim ouvimos: José, eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Pelo batismo o nosso nome fica unido ao nome de Deus e Deus fica unido para sempre ao nosso nome.
Sinal da cruz – assim nós fomos assinalados pela cruz de Cristo ao sermos apresentados para o batismo. Sempre que entramos numa igreja fazemos esse sinal para nos lembrarmos dessa realidade. De facto entramos numa igreja, não como pessoas quaisquer, turistas ou indiferentes, mas como cristãos assinalados com o sinal da cruz. (Recordo que para entrar numa mesquita qualquer pessoa seja islame ou não tem de descalçar-se, ou para entrar num sinagoga cada pessoa tem de ter o Kipá quer seja crente ou não. Numa igreja toda a gente pode entrar, sem ter que fazer nada de especial para além do respeito e da dignidade, mas os cristãos entram não de qualquer modo mas como batizados fazendo o sinal da cruz e se possível tocando na água benta).
Água – que nos recorda que somos batizados. Já que passámos pela água do batismo, também ao entrar num templo passamos pela água para nos lembrar esse compromisso batismal.

Ver também:



sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Quero, posso e faço


6ª feira depois da Epifania

- Se quiseres, podes curar-me…

QUERER
PODER
FAZER

Este é o resumo de toda a vida de Jesus.
Confrontemos a nossa vida com este modelo:

Quero, posso e faço = boa ação

Quero, posso e mando = exploração

Quero, posso e peço = oração

Quero posso e nada = desilusão

Quero, posso e espero = ilusão

Quero, posso e mudo = conversão

Quero, posso e mereço = satisfação

Quero, posso mas não sozinho = colaboração

Quero, posso mas não devo = intimidação

Creio, posso e faço = confissão ou profissão de fé