Solenidade da Anunciação do Senhor
Hoje, dia da Encarnação ou da Anunciação, resolvi rezar o Ângelus não só de
manhã, mas também ao meio-dia e ao cair da tarde – uma prática que, claro, faz
parte da piedade católica há muito tempo.
Todos os dias rezo o Ângelus juntamente com a comunidade, antes das Laudes,
mas hoje faço questão de rezá-lo três vezes.
É a lembrança do maior evento que já ocorreu em toda a história.
Se o dia da Anunciação é, de facto, o maior evento de toda a história, a
hora em que se reza isso quotidianamente é o maior momento desse dia.
Et Verbum caro factum est, et habitavit in nobis.
A encarnação, a paixão e a ressurreição de Jesus são três formas originais
e únicas de abraçar a humanidade. São expressões do mesmo mistério.
À margem:
O texto do Ângelus em português não é unânime. Conheço três versões
diferentes. Em todo o caso, o mais importante é lembrar esse mistério e louvar
a Deus.
Uma versão diz:
- O Verbo de Deus encarnou
- e habitou entre nós.
Outra tradução:
- O Verbo de Deus fez-se homem
- e habitou entre nós.
Ainda outra versão:
- O Verbo de Deus fez-se carne
- e habitou entre nós.
Também há diferenças na expressão: O Verbo de Deus ou O Verbo Divino.
E ainda na expressão: Eis a escrava do Senhor ou Eis a serva do
Senhor.
Quando é que vamos rezar com as mesmas palavras?
A Conferência Episcopal Portuguesa devia estabelecer uma fórmula única.

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