segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

João = Deus é favorável


Novena de Advento – 23 de dezembro

Pregação do Papa São João Paulo II:

Ao nascer, todos os homens recebem um nome humano; mas, ainda antes, possuem um nome divino: o nome com que Deus Pai os conhece e os ama desde sempre e para sempre.

É assim para todos, sem excluir ninguém.

Nenhum homem é anónimo para Deus!

Aos seus olhos, todos têm o mesmo valor: todos diferentes, mas todos iguais, todos chamados a serem filhos no Filho.

- O seu nome é João – disse Zacarias, confirmando aos parentes admirados o nome do filho, escrevendo-o numa tábua.

O próprio Deus, através do seu anjo, indicara aquele nome, que em hebraico significa «Deus é favorável».

Deus é favorável ao homem: quer a sua vida, a sua salvação.

Deus é favorável ao seu povo: quer fazer dele uma bênção para todas as nações da terra.

Deus é favorável à humanidade: guia o seu caminho rumo à terra onde reinam a paz e a justiça.

Tudo isto está inscrito naquele nome: João.

 

Ver também:

A mão de Deus na nossa mão

Acolher e bendizer

Gratidão

 

O presépio é que nos faz


Nós preparamos o presépio,

Mas o presépio é que nos prepara.

Parabéns a quem prepara o presépio porque partilha três testemunhos:

 

1º - Preparar o presépio é ler o Evangelho.

Mesmo sendo analfabeto, mesmo não sendo capaz de ler, está a ler uma página do Evangelho. Ter o presépio em casa é manter aberta essa página do Evangelho para que todos possam lê-la.

 

2º - Preparar o presépio é acreditar no Emanuel, Deus connosco.

Mesmo sem dizer nenhuma palavra, quem prepara o presépio está a afirmar a sua fé em Jesus, o Emanuel, o Deus connosco. Se ele está connosco na nossa casa, estejamos com ele em todo o lugar.

 

3º - Preparar o presépio é convidar Jesus a entrar na nossa casa.

O presépio expressa a entrada de Deus na nossa casa. Que a porta do nosso lar esteja sempre aberta para Ele. Assim ele poderá entrar melhor no nosso coração e na nossa vida.

 

Ver também:

Abençoar e ser abençoado


domingo, 22 de dezembro de 2024

Três mistérios num só


Ano C – IV domingo do advento

O mistério do Acolhimento


1º Mistério – A anunciação

Maria acolheu no seu seio o Filho de Deus feito homem.

E foi grande a sua alegria.

 

2º Mistério – A visitação

Isabel acolheu o Salvador levado por Maria.

E foi maior a alegria de Maria ao ver a casa de Zacarias a acolher o filho de Deus, de modo que se pôs a cantar o Magnificat.

 

3º Mistério – O nascimento de Jesus

Os pastores acolherem o Deus Menino e a alegria de Maria chegou ao máximo por ver que Jesus era acolhido por toda a humanidade. Foi tanta a alegria que não houve palavras para expressá-la. Apenas o silêncio e a contemplação. As palavras ficaram no seu coração.

 

Jesus veio ao mundo para ser acolhido por todos.

O acolhimento é a atitude transversal dos três mistérios gozosos.

Ele foi acolhido por Maria para que toda a humanidade o acolhesse.

 

Ver também:

A nova arca da aliança

E partiu apressadamente

Maria subiu montanhas

Esperar bem acompanhado

Visitação de Jesus

Pôs-se a caminho

A primeira missionária

Código de advento

E o anjo retirou-se

Lição de Maria

Cartão de visita

Altifalantes

Visitação

 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

As sete palavras de Maria


Novena de Advento – 20 de dezembro

As 7 palavras de Maria no Evangelho

1 – Como será isso? – disse Maria ao anjo Gabriel (Lc 1,34).

2 – Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra – disse a Deus que a convidou para ser mãe de seu filho (Lc 1, 38)

3 – Saudou Isabel – quando a tua saudação chegou aos meus ouvidos (Lc 1, 40-41).

4 – A minha alma glorifica o Senhor – disse na sua oração de ação de graças (Lc 1, 46ss).

5 – Filho, porque nos fizeste isto? – disse a seu filho Jesus quando o encontrou no Templo (Lc 2, 48)

6 – Não têm vinho – disse a Jesus no início da sua vida pública (Jo 2, 3).

7 – Fazei o que Ele vos disser – disse aos servos das bodas de Caná, isto é, aos trabalhadores do novo Reino (Jo 2, 5).

- Sem palavras – O grande silêncio aos pés da cruz – perante a morte redentora do seu filho (Jo 19, 25ss). Silêncio que vale por mais de mil palavras.

 

Conclusão

A) São palavras dirigidas a várias personagens: Ao anjo, a Deus, a seu filho, aos homens.

 

B) São palavas de acolhimento, de envolvimento, de oração ou ação de graças, de incentivo, de motivação e aceitação.

 

C) São palavras breves, simples, palavras medidas e meditadas, palavras guardadas no seu coração ou silenciadas na sua alma.

 

D) São palavras que retratam cada fase ou etapa da sua vida, que resumem a sua vida toda e toda a sua vida. É uma vida ao serviço da Palavra de Deus e ao serviço do Deus da Palavra – ela recebe a palavra, gera, dá à luz, leva a palavra, anuncia, canta, guarda e vive a mesma Palavra.

 

E) As palavras de Maria são ações. As ações de Maria são palavras, são pregações, são sermões, são palavras de longa duração, são palavras eternas.

 

Ver também:

O dia do evangelho

Quatro fiats da revelação

O dia da ave-maria

Desceu para fazer subir

O hoje de Deus

Cheia de graça

Semão da ave-maria

Anunciação do Senhor

A resposta de Maria

O anjo retirou-se

Tudo começou assim

Virtudes da anunciação

Deus conta contigo

Humildade

 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Para Deus nada é impossível

 

Quando o impossível acontece

Novena de advento – 19 de dezembro

Havia cerca de 20 mil sacerdotes em Jerusalém e arredores na época do nascimento de João Batista e, infelizmente, muitos eram homens orgulhosos, intolerantes ou excessivamente indulgentes, egoístas e religiosos apenas nos assuntos externos para impressionarem as outras pessoas.

Mas havia alguns que eram diferentes, e entre eles estava um velho sacerdote chamado Zacarias, cujo nome significa “Deus se lembra”. Zacarias tinha escolhido a filha de outro sacerdote para ser a sua esposa, chamada Isabel, que significa: “juramento de Deus”.

A vida de Zacarias e Isabel era agradável a Deus. Eles importavam-se mais com o que Deus pensava deles do que com o que os homens pensavam. Isso não quer dizer que não tiveram problemas. O casal tinha um, e dos grandes – não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e os dois eram de idade avançada (Lc 1,7).

Zacarias poderia desistir do seu trabalho divorciando-se de Isabel. Nessa sociedade, a esterilidade era um motivo comumente aceite para o divórcio. Mas ele fez diferente, entregou a situação à única Pessoa que poderia fazer algo para resolver.

Colocando o seu problema nas mãos de Deus, continuou com o seu trabalho e com a sua esposa porque Deus é o Deus do impossível!

 

Aquele dia 24 de setembro começou com muita emoção para Zacarias. Foi a sua vez de ministrar diante do altar de ouro do incenso no Santo Lugar, possivelmente pela primeira vez no seu serviço sacerdotal. O ritual estava terminado e era hora de deixar o Santo Lugar. De repente, um anjo do Senhor apareceu-lhe, de pé, à direita do altar do incenso. Imediatamente o anjo falou tranquilizando-o: Não temas, Zacarias: a tua súplica foi atendida. Isabel, tua esposa, dar-te-á um filho, ao qual porás o nome de João (Lc 1,13).

Deus pode fazer coisas impossíveis, e foi exatamente isso que Ele prometeu fazer por Zacarias e Isabel. Antes que reorganizasse os seus pensamentos, Zacarias deixou escapar – Como hei de saber que é assim, se eu estou velho e a minha esposa de idade avançada? (Lc 1,18). Zacarias era um homem de Deus, mas como homem, tinha fraquezas humanas. Deus entende uma fraqueza como fé vacilante. Para ajudá-lo a acreditar, Deus deu-lhe um sinal – Tu vais guardar silêncio, sem poder falar, até ao dia em que tudo isto aconteça, por não teres acreditado nas minhas palavras, que se cumprirão a seu tempo (Lc 1,20). A sua incapacidade de falar e ouvir foi a confirmação da palavra do Senhor, e serviu para fortalecer a sua fé na sua promessa.

Quando Zacarias saiu daquele Santo Lugar, era um homem diferente. Tinha sido um homem piedoso, mas o seu encontro com o anjo deixou-o com uma nova consciência da grandeza de Deus, um novo sentido da sua própria indignidade e uma fé firme e forte.

 

– Algum tempo depois, Isabel, sua esposa, concebeu... (Lc 1,24).

Essa conceção foi um milagre, pois o que é impossível pode acontecer.

 

Deus é o mesmo ontem e hoje, como sempre será. Ele pode resolver os nossos problemas e fortalecer a nossa fé.

De facto, para Deus nada é impossível (Lc 1,37).

É preciso acreditar, rezar, pedir, obedecer, continuar a acreditar, continua a servi-lo, porque para Deus nada é impossível.

(Adaptação de autor não identificado)

 

Ver também:

Zacarias – Deus se lembra

Zacarias ficou mudo porque

Somos todos estéreis

Resposta de Deus

Ficar mudo

Zacarias ficou sem falar

O ritmo de Deus

Nascimento de São João Baptista

 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Advento - res non verba


Novena de advento, 18 de dezembro

O evangelho de hoje apresenta São José como a figura fundamental deste tempo de advento.

Em geral associamos o advento a tempo de espera, esperança ou expetativa.

Parece ser um tempo de passividade, de espera paciente.

Mas não.

Advento é tempo de ação, de grande dinamismo, de preparação.

Que o digam as donas de casa no meio da azáfama destes dias que antecedem o Natal.

Advento é assim um tempo ativo para que o Natal seja contemplativo.

É um tempo de trabalhos redobrados para que o Natal seja tempo festivo.

É um tempo de atos para que o Natal seja tempo de cumprimento de votos ou desejos.

É tempo de caminhar para que o Natal seja tempo de encontro.


São José é o protótipo deste tempo de ação.

Ele, sonhou, pensou… e despertando fez tal como o anjo lhe havia anunciado.

Ele não é um homem de palavras, mas de ações.

Como dizem o latim – Res non verba, sito é, coisas (atos) e não palavras.

 

Sigamos o seu exemplo.

Mãos à obra para merecermos receber no nosso coração o Menino que São José recebeu nos seus braços.

 

Ver também:

Despertar como São José

O sonho comanda a vida

São José dormindo

Presença ativa

Deus confiou-nos o seu filho

São José sonhador

Deus tão perto

Tempo de ação

 

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Do primeiro ao novo Adão


Novena de advento – 17 de dezembro

A Segunda Leitura do Ofício de Leitura de hoje apresenta um trecho das Cartas de São Leão Magno, Papa, Século V.

 

“De nada serve afirmar que Nosso Senhor é filho da bem-aventurada Virgem Maria, homem verdadeiro e perfeito, se não se acredita também que é descendente daquela estirpe que no Evangelho se menciona.

Escreve Mateus – Genealogia de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão. E a seguir apresenta a ordem da descendência humana, com todas as gerações, até chegar a José, com quem estava desposada a Mãe do Senhor.

Lucas, por seu lado, seguindo a ordem inversa, faz retroceder os graus de ascendência, remontando-se à própria origem do género humano, para demonstrar que o primeiro Adão e o último Adão têm a mesma natureza.

Como consequência desta admirável participação da nossa natureza, brilhou para nós o mistério da regeneração, porquanto, graças ao mesmo Espírito por cuja virtude Cristo foi concebido e nasceu, também nós conseguimos uma nova geração espiritual.”

 

Ver também:

Ascendentes e descendentes

Lista telefónica

Genealogia de Jesus

 

domingo, 15 de dezembro de 2024

E nós, que devemos fazer?


Ano C – III domingo do advento

Hoje o trecho do evangelho não apresenta nenhuma lição de Jesus, mas apenas de João Baptista.

 

Por 3 vezes ouviu a mesma pergunta e 3 vezes ouvimos a sua resposta.

 

1º - A multidão perguntou – que devemos fazer?

João respondeu com a letra P

Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma e faça o mesmo com os mantimentos.

É o P de PARTILHA.

Se Cristo veio partilhar a sua vida connosco, como não havemos de partilhar o que temos?

 

2º - Depois foi a vez dos publicanos a perguntar – mestre, que devemos fazer?

João respondeu com a letra J

Não exijais mais do que vos foi prescrito.

É o J de JUSTIÇA.

Ser justo é ser equilibrado, correto e respeitador.

 

3º - Por fim também os soldados perguntaram – E nós que devemos fazer?

E João respondeu com a letra P

Não pratiqueis violência com ninguém.

É o P da PAZ.

Viver em harmonia e em paz com todos é criar um ambiente favorável ao crescimento de todos.

 

Assim João anunciava ao povo a Boa Nova daquele que estava para chegar.

Advento é tempo de ação, tempo de fazer.

 

Estas perguntas e respostas foram apresentadas para que também nós possamos fazer a mesma pergunta e descobrir a sua resposta.

E nós que devemos fazer hoje para acolher aquele que está para vir?

E o mesmo João vai responder com a letra A

Alegrai-vos sempre, exultai de alegria, clamai jubilosamente…

É o A de ALEGRIA

Neste Natal, tal como de Maria vai nascer Jesus, também de cada um de nós deve nascer a Alegria.

 

Mas como podemos viver essa alegria?

Seguindo o exemplo da chuva, muito frequente nesta época.

A chuva canta ou chora?

Uns dizem que canta, outros dizem que chora.

E ambos têm razão.

A chuva canta com quem canta e chora com quem chora.

A chuva alegra-se com quem está alegre e está triste com quem está triste.

Assim nós também neste tempo devemos cantar ao lado de quem está alegre e estar ao lado de quem está triste comungando os mesmos sentimentos.

Isto é preparar a humanidade para aquele está para chegar.

 

Ver também:

Dia da rosa e da alegria

Esperando com alegria

Ser ou estar alegre

A fonte da alegria

Alegrai-vos sempre

Alegrai-vos no Senhor

O evangelho da alegria

 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Luzia era toda de Deus


Memória de Santa Luzia, Virgem e Mártir

A jovem Luzia vivia na cidade de Siracusa no final do século III.

Foi dada em casamento, mas recusou dizendo que estava consagrada a Deus.

Não podia ser dada a nenhum pretendente, pois pertencia toda a Deus.

Então foi denunciada às autoridades acusando-a de ser cristã e de não respeitar a lei romana.

Antes de ser executada o seu pretendente arrancou-lhe os olhos do rosto dizendo:

- Assim não pertences toda a Deus… pois os teus olhos tenho-os comigo.

E eis que de maneira espantosa surgiram novos olhos no rosto de Luzia.

Foi então executada, mas morreu inteira, isto é, toda para Deus, até mesmo com os seus olhos.

 

À margem:

- Podemos pecar com os olhos?

- Claro que sim… quantos pecados cometemos com a nossa vista, vendo o que não se devia, ou não vendo o que se podia, desviando o nosso olhar ou fechando os olhos à verdade e aos bens eternos.

- E pode-se rezar com os olhos?

- Não sei. Talvez.

- Quando?

- Quando contemplamos as maravilhas de Deus, quando olhamos para Deus e deixamos que Deus olhe para nós face a face. Quando o nosso olhar entra no mistério de Deus, e se delicia na sua presença.

 

Ver também:

Luzir para Deus

 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

As virtudes de um coração


4ª feira – II semana do advento

No Evangelho de hoje Jesus apresenta-se a todos como manso e humilde de coração.

 

Ele não é apenas manso, é a fonte de toda a mansidão.

Ele não é apenas humilde, é a origem de toda a humildade.

Ele não é apenas um coração perfeito, é o modelo de todos os corações.

 

Não vale a pena procurar outras fontes.

Só Jesus nos basta para sermos virtuosos.

 

Por isso rezemos:

Jesus manso e humilde de coração

Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.


À margem:

- Porque falamos baixinho com os nossos amigos e não gritamos?

- Porque os nossos corações estão muito perto um do outro.

- Também falamos baixinho com Deus porque estamos perto do seu coração e ele perto do nosso coração.

 

Ver também:

Cansado de ser feio e triste

Descansar só com Jesus

Como vencemos as ondas

Contratador de cansados

Missão impossível

O saber ocupa lugar

Manso e humilde

Aliviar carga

Um jugo leve

Aprender

Sem fadiga

Vinde a mim

Cruz leve

Aprendei de mim

Aprender a ser