quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Recordar para imitar


No dia 4 de janeiro assinalou-se o centenário do nascimento do Pe. Gastão Canova, co-fundador da presença dehoniana em Portugal (Sacerdotes do Coração de Jesus).

 

- Gastão Canova nasceu a 04 de janeiro de 1921 na Via Nosadella, Bolonha, Itália.

- Foi batizado a 16 de abril de 1921.

- Crismado a 15 de maio de 1927.

- Fez a Primeira Profissão Religiosa como SCJ (Dehonianos) a 29 de setembro de 1938.

- Foi ordenado Sacerdote a 14 de julho de 1947.

- Fez escala em Lisboa a 27 de dezembro de 1946.

- Chegou ao Funchal a 17 de janeiro de 1947.

- Fundou o Colégio Missionário juntamente com o Pe. Colombo a 17 de outubro de 1947.

- Superior do Colégio Missionário de 15 de julho de 1951 a 1952.

- Superior do Instituto Missionário (Coimbra) de 15 de julho de 1952 a 1963.

- Superior de Ermesinde de 15 de julho de 1963 a1965.

- Ecónomo da Região Portuguesa SCJ a partir de 15 de julho de 1965.

- Superior da Província Portuguesa de 1 de fevereiro de 1970 a 1973.

- Superior de Coimbra de 1974 a 1980.

- Ecónomo de Coimbra a partir de 1980.

- Morreu em Coimbra a 6 de setembro de 1985

Não há coincidência, apenas Providência

“O Padre Dehon, num dos seus escritos, repensando nas datas mais importantes da sua vida, especialmente na do Batismo, interrogava-se: Será tudo isso simples coincidência? (NQ 1925 – 52/45)

Nas frequentes meditações que tantas vezes fiz deambulando pelos corredores e na capela de Coimbra, repeti a mim mesmo esta pergunta: A bela obra, que é atualmente a Província Portuguesa SCJ, é fruto de coincidência ou dum plano da Providência de Deus?

Com estas notas, gostaria de conseguir demonstrar a ação contínua, diria quase exclusiva, da Providência. Isto sem esquecer o sacrifício e o lindo trabalho de tantos dehonianos (padres e irmãos) nestes longos anos de criação da Província. Sacrifício e trabalho que resumiria numa só expressão: Abandono em Deus.”

(CF. Gastão Canova, Erudimini (Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus, seus inícios e desenvolvimento) Notas pessoais, Lisboa, 1985)

 

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

O Mestre Perfeito


3ª feira – I semana comum

 

O destaque do trecho do Evangelho de hoje é para o facto de Jesus ensinar com autoridade.

Isso significa que as ações de Jesus estavam sempre de acordo com aquilo que ele pregava.

Ele não ensinava apenas com palavras, mas principalmente com atitudes. 

E tudo isso porque a autoridade de Cristo é o amor.

Um Mestre péssimo usa violência.

Um Mestre mau usa chantagem.

Um Mestre medíocre diz simplesmente.

Um Mestre bom explica.

Um mestre grande demonstra.

Um Mestre excelente inspira.

O Mestre perfeito convence e transforma. Só ele ganha o coração e, pelo coração, a alma do discípulo.

 

Jesus vive para ensinar e ensina a viver porque ensina a amar.

 

Ver também:

Com autoridade

Cala-te e sai

Obedecer

Rezar com as lágrimas

O poder e a autoridade

Mestre dos mestres

Tomar posição

 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Perito em mudanças


2ª feira – I semana comum

Jesus é perito ou especialista em mudanças, em conversões ou transformações não só pela palavra, como pela ação.

Ele prega: Mudai de vida, convertei-vos…

Ele faz: Transforma a vida das pessoas.

 

No Evangelho de hoje Jesus chama os seus primeiros discípulos e eles mudam:

De homens pescadores

A pescadores de homens.

(Como podia ser também de homens pastores a pastores de homens…)

 

O que é preciso é primeiro estar com Ele para que ele nos transforme.

Ele chama cada um não só para mudar a sua vida,

mas também para mudar a vida dos irmãos.

 

Jesus escolhe-nos com o melhor do que temos

para fazermos o melhor do que nos manda.

De homens pescadores, deixemos que Ele nos transforme em pescadores de homens.


Ver também:

Escolheu pescadores

Ver, chegar e vencer



domingo, 10 de janeiro de 2021

Outro Cristo


Festa do Batismo do Senhor

Jesus quis ser batizado para mostrar-se parecido connosco.

Nós somos batizados para sermos parecidos com Jesus.

 

Ser batizado é abrir o caminho da vida eterna

Na apresentação de um candidato ao batismo, o ministro no diálogo com os pais pergunta-lhes o que pedem para a sua criança.

Em geral a resposta é – o Batismo

Mas antigamente a resposta era A Vida Eterna.

De facto, ainda hoje pode responder-se á pergunta de várias formas:
O Batismo, a Fé, a Graça de Cristo, A entrada na Igreja ou a Vida eterna.

Pelo Batismo abre-se para nós a vida eterna, tal como os céus se abriram neste dia do Batismo do Senhor.

Viver como batizado é viver já a vida eterna, com as portas da vida eterna abertas, para que as nossas preces possam chegar até Deus e para que a sua graça venha até nós.

Ninguém nasce cristão, mas fazemo-nos cristãos (Tertuliano).

É uma tarefa que nunca acabará. Estamos sempre a fazer-nos cristãos, outros Cristo, sempre a apurar o nosso batismo.

 

Ser batizado é ser outro Cristo

Através do batismo nós costumamos dizer que passamos a ser cristãos.

O que é ser cristão?

Ser Cristão é ser outro Cristo, é ser Cristo com uma letra a mais.

Há quem diga também que Cristão é um Cristo Grande.

Tal como nós dizemos rato e ratão (rato grande) ou gato e gatão.

Assim também um Cristão é um Cristo Grande: Cristo em nós e nós em Cristo. O cristão engrandece a Cristo.


- Agradeçamos a Deus ter-nos aberto as portas da Vida eterna através do Batismo.

- Esforcemo-nos para ser verdadeiros Cristãos: isto é, outro Cristo ou um grande Cristo com todos os batizados.

Ver também:

Sempre batizado

Água Benta Batismal

Compromisso batismal

O sinal dos cristãos

Bem-parecido

Batizados

Batismo do Senhor

O nosso batismo

 

 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Lições de um encontro


6ª feira depois da Epifania

1ª – Encontro no diálogo

Jesus veio a este mundo para dialogar connosco, pois do diálogo nasce uma vida nova.

2ª – Encontro com os irmãos

A melhor maneira de falar é fazer. Não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te… Fala-lhes através da ação.

3ª – Encontro na oração

Jesus retirava-se em lugares desertos para orar, porque Deus está em todo o lugar. Podemos fazer de qualquer lugar um santuário de oração, de encontro com Deus.

 

Ver também:

Curar e ser curado

Dizer e fazer

Deus quer

Veni, vidi, vici

Lepra e má língua

 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Pregação de Jesus


5ª feira depois da Epifania

Na sinagoga de Nazaré (tal como um padre novo a celebrar a sua primeira missa na sua terra) Jesus faz a sua primeira pregação.

No princípio todos ficaram orgulhosos, mas no final expulsaram-no da sua cidade.

Parece que Ele não teve grande sucesso neste local e nesta primeira vez.

Como é que foi este primeiro sermão?

Foi uma verdadeira prática:

No dicionário de língua portuguesa, o substantivo feminino Prática é identificado como pregação ou prédica.

De facto, Jesus fez a sua prédica de maneira prática. Mostrando na prática a realização da profecia de Isaías.

Qualquer pregação deve ser prática, deve levar à ação, ao cumprimento da palavra proclamada.

Foi uma pregação inspirada na Escritura:

Qualquer pregação deve ser uma viagem da Palavra para a vida e da vida para a Palavra.

É a Palavra que deve iluminar a nossa vida.

Sem a fonte da Palavra de Deus não há pregação.

Foi uma pregação encarnada:

Foi dirigida às pessoas na sua realidade específica daquela comunidade.

A pregação não pode ser abstrata, sem se dirigir a pessoas concretas.

Jesus falava precisamente para nazarenos, de modo que também eles o identificavam com o filho de José.

Foi uma pregação universal:

Na sua pregação, Jesus alargou os horizontes da sua aplicação.

Qualquer pregação deve ser um convite à universalidade.

Aquilo que ouvimos, deve levar-nos a abrir-nos aos outros, pois Deus serve a todos.

Foi uma pregação que promoveu a glória de Deus:

Aqueles que ouviam a pregação de Jesus glorificavam a Deus pelas palavras repletas de graça que saiam da sua boca.

Se uma pregação não nos aproxima de Deus, não é verdadeira pregação.

Se não nos deixamos conduzir pela pregação até Deus, somos apenas ouvintes e não cumpridores da Palavra.

Foi uma pregação corretiva:

Jesus quis corrigir a expetativa dos seus conterrâneos.

Estes esperavam que Jesus fizesse ali os mesmos milagres que fizera em Cafarnaum, isto é, que Jesus mudasse as coisas ali.

Mas Jesus repreende-os dizendo que não é ele a mudar, mas cada um é que deve mudar, deve corrigir-se, deve converter-se.

A pregação deve levar sempre a alguma mudança de vida, à uma conversão.

Foi uma pregação com final em aberto:

Jesus pregou e depois seguiu o seu caminho, isto é, não ficou ali a massacrar, mas deixou a liberdade ou o tempo necessário para que o fermento pudesse levedar ou a semente pudesse germinar.

Assim deve ser toda a pregação.

É preciso semear e aguardar, seguir o seu caminho e esperar que mais cedo ou mais tarde venha a dar o seu fruto.

O final feliz de um sermão não depende de quem o pregou, mas apenas de quem o escutou e vai vivê-lo com a ajuda de Deus.

 

Ver também:

Primeiro sermão de Jesus

Ungido e enviado

Sobre mim

 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Parábola da Encarnação


4ª feira depois da epifania

Jesus caminha sobre as águas – É a parábola da encarnação

A Multidão saciada – São os eleitos de Deus no Paraíso

Jesus em oração no monte – No trono Celeste, junto do Pai

A barca – É a humanidade

O mar – São as vagas da história

A tempestade – É a agitação dos tempos

Os discípulos cansados – São os limites humanos (o homem sozinho nada consegue)

Pela quarta vigília da noite – No fim do tempo prometido

Jesus aproxima-se – É Deus que envia o seu filho que se faz homem

Caminha sobre as águas – Jesus entra na história dos homens

Os discípulos ficam com medo – São as dificuldades em reconhecer e acreditar no Filho de Deus

Jesus fala-lhes – Ele vem como mestre

Tende confiança, sou eu – Ele é o Emanuel, o Deus connosco

Não temais – Estou convosco, estai vós comigo

Jesus sobe para junto deles no barco – Jesus veio para ficar

O vento acalma – Isto é, os discípulos não sentem mais o vento porque têm o seu pensamento em Deus

O seu coração deixa de estar endurecido – Jesus abre-lhes os seus corações para entrar neles e abre-lhes o seu próprio coração para que eles entrem nele

Só então compreendem a multiplicação dos pães – Que só Deus sacia, só Deus salva, sozinhos nada conseguimos...

Confiemos nele.


Esta é a história da Encarnação, do encontro de Deus com o homem, é a história da nossa salvação.

Jesus nasce para viajar connosco no mesmo barco e levar-nos a bom porto.

 

Ver também

O amor é capaz de tudo

Barca bela

Coração endurecido

 

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Um camelo para Jesus

 

Natal (75)

Naquele tempo os Magos deixaram Jerusalém, a caminho de Belém, como lhes tinha sido recomendado por Herodes.

E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente.

Os camelos caminhavam pela noite dentro, uns atrás dos outros, carregando os seus donos e tesouros.

O camelo que transportava o ouro ia a meio, como que a exigir proteção ou maior atenção, não fosse ele o mais pesado e a carga mais valiosa. Apesar disso, o animal não deixava de olhar para o alto para a estrela guia.

No princípio o seu dono até achou um gesto inteligente do camelo:

- Olhem para o meu camelo… não para de admirar a estrela guia…. É um animal com bom gosto e boa formação. Sai ao seu dono.

O caminho era pedregoso, com perigos vários a espreitar nas sombras ou na calada da noite.

O Mago começou a ficar preocupado:

- Ó camelo, olha para o caminho… deixa de olhar para o alto… ainda tropeças e estragas tudo…

Dito e feito. O camelo deu um passo em falso num buraco e foi com os joelhos ao chão.

A carga ficou de lado, o Mago ficou sem respiração e todos pararam assustados.

- Só nos faltava esta desgraça.

Verificaram que o camelo não conseguia erguer-se. Tinha torcido uma pata.

Feito o curativo e aplicada uma pala, a carga voltou para o malfadado camelo, mas o seu dono pediu boleia no camelo do seu colega para não ficar enjoado com o baloiçar do seu camelo manco.

- Não gabaste a esperteza do teu camelo? Agora sofre as consequências…

- Bonito negócio! Vejam só o camelo que me venderam para esta viagem. Era bonito e resistente lá no Oriente, mas não sabia que era tão despassarado. Foi bem caro! E agora ainda me custa mais. Maldito camelo.

Atrás de todos seguiu o camelo coxo, amaldiçoado pelo seu dono. Olhou mais uma vez para a estrela guia lá no alto do céu, apenas para lhe agradecer ter satisfeito o seu pedido.

De facto, o camelo tinha sido iluminado nos seus pensamentos por essa estrela:

- Se Aquele para quem levamos estes presentes é o dono desta estrela tão brilhante, não precisa nada do que eu lhe levo. Ele não precisa do ouro que brilha, porque Ele é o Senhor da estrela que tem maior brilho. Retira-me, ó estrela, esta carga inútil…. Sê tão caridosa como és tão brilhante.

E foi nesse preciso momento que ele tropeçou e caiu, livrando-se apenas de um peso, mas em todo o caso tinha sido melhor assim. Coxeando, as pepitas de ouro andavam de um lado para o outro dentro do baú e algumas saltavam para o caminho. E o camelo foi-se apercebendo que quanto mais mancava mais leve ficava. Não imaginava ele que, ao romper da manhã, muitos pastores que regressavam da gruta de Belém, de mãos vazias, mas de coração cheio, encheriam o seu regaço de ouro, vindo com certeza do alto dos céus, e glorificariam a Deus por isso.

O dono do camelo de nada se apercebeu e continuava a lamentar-se:
- Por causa deste camelo vamos mais devagar e chegaremos, quem sabe, tarde demais…. Se não chegarmos antes da aurora, por causa da estrela, teremos de esperar mais um dia. Olha, olha, a estrela agora está mais baixa, quase a tocar a terra, agora é que o meu camelo devia olhar para ela sem deixar de ver onde punha as patas.

De facto, a estrela parou no lugar tanto esperado. Tinham chegado à meta da sua viagem.

Viram o Menino com Maria, sua Mãe e, prostrando-se diante dele, adoraram-no. Também os animais se ajoelharam e o camelo coxo olhou orgulhoso para os seus colegas de transporte, para que se lembrassem que ele tinha sido o primeiro a fazê-lo, ajoelhando-se já pelo caminho.

Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra.

Quando foi colocado à frente do Menino o cofre do ouro, ouviu-se, por milagre, a voz do Menino, que lhes dizia:

- Não quero o vosso ouro… dai-o aos pobres.

E foi então que o Mago se apercebeu de que o baú das pepitas estava roto e mais leve e percebeu então o que tinha acontecido no último troço de estrada. O pouco que restava teria então o mesmo destino: seria semeado pelo caminho dos pobres.

Mas ele queria deixar alguma coisa de oferta porque não queria ser menos generoso do que os outros dois e para não ter feito a viagem em vão.

- Meu rico Menino, não quereis o meu ouro, então o que vos posso dar? Que presente quereis então receber? Estou disposto a dar tudo o que me pedirdes?

- Dai-me o vosso camelo…. É tudo o que eu quero – disse o Menino com voz de Mestre.

- Ó Menino, o meu camelo está coxo, está velho e cansado. Posso trocá-lo por outro mais novo e mais valioso para vós.

- É esse camelo coxo que eu quero porque ele precisa de mim…

E lá ficou o camelo que era cambado, mas logo que se levantou parecia novo, curado de todos os seus males. E o Mago pensou: Ou este Menino percebe mais de camelos do que eu ou então este camelo fingiu muito bem que era coxo, para ficar por aqui.

Os Magos regressaram à sua terra por outro caminho, apenas um regressou com um camelo diferente, lembrando:

- Eu vos bem dizia que aquele camelo era especial, inteligente e muito prestável. O próprio Menino foi da mesma opinião, porque quis ficar com Ele. Bendito seja Deus.

Dizem que o camelo oferecido ao Menino Jesus acompanhou a Sagrada Família no seu desterro no Egipto. Quando regressaram a Nazaré foi deixado no deserto da Judeia para contar a sua história aos seus irmãos.

É por isso que eu hoje partilho convosco esta mesma história.

 

 

domingo, 3 de janeiro de 2021

Voltaram diferentes


Solenidade da Epifania do Senhor

Os magos aproximaram do lugar onde se encontrava o Menino.  

Cada um pelo seu caminho, porque cada um tem a sua própria história.

Por sua vez, os pastores já estavam de regresso a suas casas, glorificando a Deus.

É por isso que os podemos ver de costas para o presépio e de cara para nós, pra podermos contemplar a sua satisfação e como vinham diferentes e glorificando a Deus.

 

1. Todos os caminhos passam por Belém

Comecemos a nossa reflexão de onde terminamos ontem: Os pastores regressaram glorificando a Deus

Os pastores passaram por Belém, e de lá voltaram

Foram de mãos cheias e regressaram de mãos cheias, glorificando a Deus…

Foram e vieram pelo mesmo caminho?

- Não vierem por um caminho diferente porque eles vieram diferentes.

Diferentes porque melhores, melhores porque diferentes.

Se os pastores antes estavam no presépio virados para a gruta, deviam estar agora, de costas voltadas para a gruta porque estão de regresso a casa. (ou então às arrecuas…)

 

2.  Os magos também se aproximaram da casa onde estava o Menino

E quem viram primeiro?

Jesus e sua mãe (vamos a Jesus por Maria e vamos a Maria por Jesus)

E o que é que fizerem ou deram primeiro a Jesus?

A sua oração, o seu louvor, a sua veneração – Ajoelharam e louvaram

Depois ofereceram os seus presentes

Ouro do coração ou o coração de ouro,

Incenso da oração ou a oração do incenso

A mirra da vontade e do sacrifício ou o sacrifício da mirra

Depois regressaram por outro caminho porque diferentes…, porque melhores

O caminho podia ser o mesmo, duro e quente do deserto, mas eles é que eram diferentes. Vinham transformados.

 

3. O que temos nós a fazer?

Regressar diferentes depois destas celebrações- voltando por outro caminho…

De mãos e coração cheios 

O que é que demos ao Menino?

Cada um que se aproximou do presépio deixou lá alguma coisa –

O que deixámos lá – quem me dera que deixássemos a tristeza, o medo, a falta de fé…. Para que regressemos diferentes e melhores.

Ninguém se aproximou do presépio sem ter deixado nada e sem ter levada nada. Anjos, pastores, magos e até os animais…

Sigamos o seu exemplo.

Regressemos diferentes ao nosso ritmo habitual.

Diferentes porque melhores, melhores porque diferentes.

 

À margem:

No ano passado na missa do dia de Reis, o padre fez distribuir uns grãos de incenso a cada pessoa para que ao chegarem a casa pudessem queimá-los e fazer com que a sua oração subisse ao céu como a nuvem do incenso.

Este ano todos estavam à espera que o padre fizesse distribuir uns grãos de ouro, isto é, do outro presente dos magos. Mas afinal o padre apenas lembrou que cada um já deveria ter a mirra necessária, isto é, o sacrifício e o cuidado para se conservar imune, e não ser contagiado neste tempo de pandemia.

 

Ver também:

O incenso da oração

Os pobres reis magos

Um rei mago chamado Jesus

Dia de Reis

Magos, sacerdotes, profetas e reis

O exemplo dos reis magos

Olhar para o alto

Os presentes dos magos

Epifania

Afinal eram rainhas

Por outro caminho

Ser estrela

Ouro, incenso e mirra

Duas festas

Cantar os reises

 


quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Mãe de Deus


Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus:

No Evangelho de hoje, quando os pastores se dirigiram apressadamente para Belém, quem encontraram ou quem viram primeiro?

Viram Maria e José, e só depois o Menino deitado na manjedoura.

Não foi apenas porque Ele era pequenino, mas isto aconteceu para nos recordar que nós vamos a Jesus por Maria. Ela é a mãe de Deus, e por isso chegamos por Maria a Jesus. Também chegamos a Jesus através da comunidade ou da família, pois os pastores primeiro viram Maria e José, que lhes apresentaram Jesus.

Desde o Concílio de Éfeso (431) a Igreja invoca Maria como Mãe de Deus. Na nossa oração nós dizemos: Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores. Invocar Maria como Mãe de Deus, é lembrar-se de que somos pecadores.

Não nos cansemos de invocá-la assim nas ave-marias do Rosário.

 

Ver também:

Santa Mãe de Deus

Dei Genitrix

 


Do velho ao novo ano


Deus nos dê a sua bênção! Assim pedimos no início deste novo ano.

Lembro-me uma vez, numa bomba de gasolina, quando o condutor ficava dentro do carro e um funcionário atendia com toda a dedicação… No final do serviço, ao fazer o pagamento e ao dar uma gorjeta, eu disse com naturalidade:

- Obrigado e que Deus te abençoe!

O rapaz, um pouco surpreendido, respondeu:

- Eu não tenho religião, não acredito em Deus…

- Então – acrescentei – que Deus te amaldiçoe…

- Ó não! É melhor ficar com a sua bênção. Obrigado!

Ninguém gosta de se amaldiçoado, porque é melhor receber uma bênção.

Abençoar é bendizer, é dizer bem, enquanto amaldiçoar é dizer mal.

Neste primeiro dia do ano queremos todos ser abençoados, queremos que Deus nos bendiga, isto é, que nos diga bem e que nos faça bem. Quando Deus diz, Deus faz.

Já que o fazemos no início do ano, saibamos ser fiéis e voltar no início de cada semana a pedir a mesma bênção.

Se ao domingo eu não venho à missa, se não quero receber a bênção de Deus, como poderei viver abençoado?

Deus abençoa-nos sempre. Nós é que lhe viramos as costas, amaldiçoando-nos.

Que Deus nos dê a sua bênção hoje e sempre, no primeiro dia do ano, no primeiro dia de cada semana, ou no princípio de cada jornada. Ámen!

 

Ver também:

Ano novo

Te Deum

De joelhos

Memorando

Sua bênção

Fazer contas à vida

P– A – O

Aceno de mão