quinta-feira, 17 de novembro de 2022

As lágrimas de Cristo


5ª feira – XXXIII semana comum

Ao ver Jerusalém, Jesus chorou.

Porquê?

Quando é que Jesus chora?

- Chora quando falta a paz em algum lugar

- Chora quando alguém não reconhece a presença de Deus

- Chora quando alguém desperdiça as oportunidades que Deus dá

- Chora quando há destruição de projetos e sonhos

- Chora quando não há união (como ovelhas sem pastor)

- Chora quando sente falta de alguém (saudade do amigo Lázaro)

 

Numa única expressão, Jesus chora quando alguém chora

e alegra-se quando alguém se alegra.

 

Jesus é como a chuva.

Ou a chuva é como Jesus.

A chuva canta ou chora?

A chuva canta com quem canta, com quem está alegre.

A chuva chora com quem chora, com quem está triste.

 

E para chorar nem precisamos de ver as lágrimas nos nossos olhos, mas apenas senti-las no nosso coração.

 

É preciso aprender a chorar com e como Jesus, chorando com os que choram e cantando com os que cantam.

Só assim as nossas lágrimas serão divinas porque Jesus chorou para que as lágrimas humanas fossem divinas.

Jesus chorou para mostrar que as suas lágrimas são como as nossas lágrimas humanas e que as nossas lágrimas podem ser como as suas lágrimas divinas.

 

Ver também:

Rezando e chorando

 

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Ter ou ser talento?


4ª feira – XXXIII semana comum

 

Enterrar os talentos

é enterrar-se a si mesmo


Três aplicações

1ª – A toupeira e os talentos

Os naturalistas dizem que a toupeira antigamente tinha olhos, mas desde que começou a cavar a terra, deixou de se servir da luz do sol. A natureza como juiz no tribunal disse para a toupeira: Se te não serves dos olhos que Deus te deu, perdê-lo-ás.

A natureza falou nos mesmos termos que Jesus: Tirai-lhe o talento…

2ª – Jesus é a nossa pérola

Santa Gertrudes, cuja memória litúrgica se assinala hoje, chamava a Jesus – a minha pérola. De facto, ela tinha encontrado a pérola mais preciosa por quem deixou tudo, Jesus Cristo.

A riqueza ou o talento do homem é Deus.

3ª – Ser talento

O mais importante para o homem não é tanto ter talentos, bens, dons ou capacidades. O mais importante é ser um talento para os outros. Talento é para ser e não para ter.

Ser talento é colocar o que se é ao serviço do Outro (Deus) e dos Outros (Irmãos).

 

Ver também:

Câmbio de talentos

 

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Onde vamos encontrar Jesus


3ª feira – XXXIII semana comum

 

Só vejo o sicómoro.

Afinal, onde se meteu toda a gente?

Onde está Jesus e onde está Zaqueu?

Jesus está em casa do pecador Zaqueu.


Onde podemos procurar Jesus para o encontrar?

Vamos procura-lo onde ele se encontra.

E onde é que ele está?

- Está na casa dos pecadores

- Está no colo de sua mãe

- Está a caminho do desterro

- Está na praia à procura de pescadores de homens

- Está onde dois ou três estão reunidos em seu nome

- Está na comunidade

- Está num sítio ermo a rezar à noite

- Está no meio da tempestade

- Está no templo a rezar

- Está Sentado no monte a ensinar

- Está junto de quem sofre

- Está no tribunal para ser condenado

- Está no caminho do Calvário carregando a cruz

- Está na Cruz de braços abertos

- Está ...

Conclusão:

Jesus está onde nós precisamos que ele esteja.

 

À margem

Hoje entrou a salvação nesta casa

Em geral invejamos a sorte de Zaqueu de quem Jesus se fez convidado e hospedou-se em sua casa.

Quem nos dera receber Jesus assim na nossa casa.

Mas a nossa sorte é maior.

Zaqueu é que tem inveja de nós.

Nós temos a sorte de receber Jesus, não na nossa casa, mas no nosso coração, através da sagrada comunhão. É por isso que Jesus nos diz – Hoje pode entrar a salvação na tua alma. Basta receberes a sagrada comunhão.

Agradeçamos a nossa dupla sorte

- Nós não recebemos Jesus na nossa casa. Nós é que somos recebidos na sua casa, na casa do Senhor.

- Nós não recebemos Jesus na nossa casa. Nós recebemo-lo ainda mais intimamente. Recebemo-lo no nosso coração quando nos abeiramos da comunhão recebendo o Corpo e o Sangue de Cristo.

 

Ver também:

À mesa com os pecadores

Zaqueu, o baixinho

 

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Capa vermelha de Martinho


Memória de São Martinho de Tours

Bispo, 316-397

Capa de militar

A capa dos oficiais militares era de cor vermelha indiciando ardor e coragem. A cor vermelha tem a propriedade de ajudar a fortalecer o corpo trazendo mais energia e vigor.

 

Capa de nobreza

Os nobres vestiam-se de vermelho e passeavam solenemente num tapete vermelho. Era sinal de sangue real, de fortuna e prosperidade. O vermelho é uma cor primária e básica, isto é, não pode ser obtido da mistura de outras cores. É sinal de integridade e pureza.

 

Capa da caridade

O vermelho a cor dos frutos maduros, a cor do amor e da paixão porque é a cor do coração. Martinho partilhou esse fruto maduro que é a sua generosidade e caridade. Mais ainda, o vermelho é uma cor quente, que abafou o mendigo.

 

Capa de mártir

Mártir é todo aquele que se dá a Deus e aos outros. Martinho foi mártir na globalidade da sua vida como doação total a Deus e aos irmãos.

A capa vermelha dos mártires acolhe ou esconde o sangue derramado nas batalhas e combates por Deus.

 

Capa de bispo

Na Flagelação colocaram aos ombros de Jesus um manto vermelho. Ele é um rei que veio para servir e não para ser servido.

Os bispos usam também uma capa vermelha como servos dos servos. É sinal da alegria do serviço e do fogo do Espírito Santo que os anima e orienta.

 

Conclusão:

A capa de São Martinho é vermelha não por causa do vinho, nem por causa das papoilas deste dia, nem de cólera nem mesmo de vergonha.

É por causa do seu ardor e coragem (como militar) ou da sua integridade e pureza (como nobre) ou do seu coração (como caridoso) ou da sua doação total (como mártir) ou do seu serviço e fogo divino (como bispo).

 

À margem

A palavra Capela vem da Capa de São Martinho

A palavra capela tem a sua origem no vocabulário latino capella, diminutivo de cappa, que significa capa, logo capella seria uma capinha, uma capa pequena.

O vocábulo capella terá aparecido pela primeira vez por volta do ano 600 para designar um pedaço da capa de São Martinho.

De facto, São Martinho teria cortado a sua capa ao meio para dar metade a um pobre. Esse pedaço da capa, isto é, uma capinha, foi então guardado num relicário e conservado num oratório construído de propósito para aí poder ser visto e venerado estímulo e inspiração. A determinado momento o nome capella começou a ser aplicado ao oratório onde estava o relicário. O termo foi mais tarde alargado a outros relicários e passou a substituir a palavra oratório. Já no século XIII, a palavra aplicava-se a qualquer local consagrado ao culto religioso e, pouco a pouco, passou a designar um pequeno lugar separado na igreja onde há um altar, alargando-se depois a todos os locais de culto que não tinham o estatuto de igreja.

 

Ver também:

Capa partilhada

 

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Luz que conduz a Jesus


5ª feira – XXXII semana comum

Memória de São Leão Magno, 

Papa e Doutor da Igreja (400-461)

 

Da Primeira Leitura:

Sinto grande alegria e consolação por causa da tua caridade, pois graças a ti os cristãos sentem-se reconfortados.

Dos Ensinamentos de São leão Magno:

A caridade é a força da fé e a fé é a fortaleza da caridade.

 

Do Evangelho

Assim como o relâmpago que faísca dum lado do horizonte e brilha até ao lado oposto, assim o Filho do homem no seu dia.

Dos Ensinamentos de São Leão Magno:

Todo aquele que vive casta e piedosamente na Igreja assemelha-se a uma luz celeste e pela irradiação de uma vida santa mostra a muitos, qual estrela, o caminho que leva ao Senhor.

 

Oração contra o desânimo 

atribuída a São leão Magno

 

Recomeçar sempre!

 

Não desistas nunca:

nem quando o cansaço se fizer sentir,

nem quando os teus pés tropeçarem,

nem quando os teus olhos arderem,

nem quando os teus esforços forem ignorados,

nem quando a desilusão te abater,

nem quando o erro te desencorajar,

nem quando a traição te ferir,

nem quando o sucesso te abandonar,

nem quando a ingratidão te desconcertar,

nem quando a incompreensão te rodear,

nem quando a fadiga te prostrar,

nem quando tudo tenha o aspeto do nada,

nem quando o peso do pecado te esmagar.

Invoca sempre a Deus,

junta as mãos, reza, sorri…

E recomeça!

Amém!

 

Ver também:

Seu nome é Leão

 

Ver ainda

No meio de nós

Cruz e distância

Nas mãos de Deus

Onde está o reino

 

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

O Templo de Deus é Santo


Festa da Dedicação da Basílica de Latrão

1Cor 3, 9c.11.16-17

Irmãos: Vós sois edifício de Deus.

Não sabeis que sois templo de Deus 

e que o Espírito de Deus habita em vós?

Se alguém destrói o templo de Deus, 

Deus o destruirá.

Porque o templo de Deus é santo

e vós sois esse templo.

 

Sermão musical

ver também:

Nós somos um templo

 

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Como amar e servir bem

 

3ª feira – XXXII semana comum

Quem não serve com amor não é digno de servir.

"O amor puro não busca causa nem fruto.

Se amo, porque me amam, tem o amor causa.

Se amo, para que me amem, tem fruto.

O amor puro não há de ter porquê nem para quê.

Se amo, porque me amam, é obrigação, faço o que devo.

Se amo, para que me amem, é negociação, busco o que desejo.

Pois como há de amar o amor para ser puro? 

Amo, porque amo, e amo para amar.

Quem ama porque o amam é agradecido.

Quem ama, para que o amem, é interesseiro.

Quem ama, não porque o amam, nem para que o amem, só esse é puro."
(Cf Pe. António Vieira, Sermões)

 

Servo inútil ou indigno é aquele que serve (ama) por obrigação, por medo ou por interesse.

O verdadeiro servo é aquele que serve simplesmente porque ama.

E porque ama serve e porque serve ama.

 

Ver também:

Sem fins lucrativos

 

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Perfil dos presbíteros


2ª feira – XXXII semana comum

1ª leitura

Perfil dos presbíteros

Nesta leitura é apresentado o perfil do dirigente da comunidade ou ministro de Deus. Esses atributos ou qualidades mais do que referências à partida devem ser referências à chegada. Devem ser qualidades a alcançar, pois Deus nunca deixa de qualificar os escolhidos em vez de escolher os qualificados.

 

Evangelho

A fé, o grão de mostarda e a amoreira

Jesus ensina-nos que a nossa fé é aquilo que nos faz crescer e que nos leva mais além. Quando não nos sentimos a progredir é sinal de que não temos fé. Quando parece que estamos estacionados é sinal de falta de fé que nos impulsiona.

 

Ver também:

A nossa fé

 

domingo, 6 de novembro de 2022

Creio no Deus dos vivos


Ano C - XXXII domingo comum

 

Identificamos novembro como o mês dos mortos.

A liturgia deste domingo quer corrigir esta nossa linguagem.

Só um pessimista é que divide a família humana entre vivos e mortos.

Quem é otimista, quem crê no Deus dos vivos, diz que a humanidade se divide entre aqueles que vivem na Terra e aqueles que já vivem no Além.

De facto, nós acreditamos não num Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos.

Se todos, mesmo os mortos, estão vivos, uns cá e outros no além, então o que é que os que estão já no paraíso fazem?

Conta-se que numa paróquia do Brasil havia um homem chamado João Chinês que todos os domingos participava na eucaristia. Todos o conheciam porque depois de ter sido convertido por um missionário na China, tinha migrado para as terras da Vera Cruz.

Um dia, alguém para o provocar, perguntou-lhe o que ele vinha fazer à igreja todos os domingos.

- Venho preparar-me para ir para o paraíso.

- Já que te preparas para o paraíso, então já sabes qual é a primeira coisa que vás fazer quando lá chegares?

- Sim. Quando chegar ao Céu a primeira coisa que farei é correr por aquelas ruas de ouro e de luz, procurar o trono de Deus, ajoelhar-me diante dele para lhe agradecer tudo o que ele fez por mim, todos os seus dons.

- E depois disso, o que vás fazer?

- Vou correr à procura da Virgem Maria para lhe agradecer toda a proteção que ela me deu nesta vida.

- E depois disso que farás?

- Vou procurar entre os que vivem no céu, o missionário que me deu a conhecer a Jesus e me batizou, para lhe agradecer.

- E depois?

- Vou procurar e agradecer a todos os catequistas que me ajudaram a chegar ao céu.

E depois?

- Vou procurar todas as pessoas que me ajudaram, que me fizeram bem, para lhes agradecer.

- E depois?

E o João Chinês tinha sempre mais alguma pessoa a procurar no céu para lhe agradecer.

Por último disse:

- Por fim vou ver se te encontro a ti por lá para te agradecer esta conversa que estamos a ter agora.

E conta-se que a partir desse dia aquele homem procurou então dar muitos motivos ao João Chinês para que lhe agradecesse um dia lá no paraíso.

 

De facto, o que é fazem no céu todos os que morreram e lá vivem?

- Glorificam a Deus e agradecem aos santos, aos anjos e aos seus benfeitores, familiares e amigos.

O Evangelho de hoje diz que “aqueles que foram dignos de tomar parte na vida futura e na ressurreição dos mortos, nem se casam nem se dão em casamento…" só agradecem!

 

E nós?

Ao chegarmos ao além o que vamos fazer?

Vamos glorificar a Deus e agradecer a quem?

E já agora, quando lá estiver, haverá alguém que me vai procurar para me agradecer alguma coisa? Haverá algum motivo para isso?

 

À margem:

Porque é que se diz o Deus de Abraão, o Deus de Israel e o Deus de Isaac? Não são três deuses, mas para dizer que cada patriarca conheceu Deus de uma maneira própria, específica, pessoal. As experiências de Deus de uns podem ajudar os outros, mas cada um deve ter o seu caminho, a sua vivência.

Todos somos diferentes, Deus é o mesmo, nas as nossas experiências dele devem ser diferentes. 

 

Ver também:

Todos vivem

No céu não há inimigos

 

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

As 99 ovelhas que ficaram


5ª feira – XXXI semana comum

Em geral os pregadores apontam as lições da ovelha perdida, que corresponde a apenas 1% e esquecem todas as outras (que no final de contas pesam o mesmo).

Hoje quero apontar as lições das 99 ovelhas que não se perderam.

Vamos então focar a nossa atenção não na centésima ovelha, a perdida, mas no número mais significativo, as 99 ovelhas.

Que lições podemos tirar desse grupo que se impõe?

 

1ª lição

As 99 ovelhas não se perderam, isto é, não deixaram o rebanho.

- Isto quer dizer que nós somos feitos para viver juntos:

Em rebanho

Em união

Em comunhão

 

2ª lição

As 99 ovelhas apesar de serem deixadas sozinhas no deserto suportaram as dificuldades ou obstáculos, não se revoltaram, mas continuaram obedientes.

- Isto quer dizer que somos feitos para ser santos:

Justos

Irrepreensíveis

Perfeitos como o nosso Pai Celeste

 

3ª lição

As 99 ovelhas já tinham tudo porque o Senhor era o seu pastor e nada lhes faltava e não precisavam de se meter em aventuras.

- Isto quer dizer que somos feitos para viver no paraíso:

Estar com Deus é estar no céu

Para nós Deus é tudo

Só Ele basta

 

Ver também:

A ovelha desobediente

 

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Fiéis aos nossos defuntos


Comemoração de todos os fiéis defuntos

 

A palavra DEFUNTO vem do latim De Functio (retirados da função) que indica precisamente aquele que deixou uma função. De facto, defunto é aquele que foi tirado da sua missão aqui na terra, foi liberto da função, obrigação ou missão.

Popularmente também se chama a este dia da comemoração de todos os fiéis defunto o dia de FINADOS. Não é por ser o fim da sua vida, mas por ser o fim da sua missão cá na terra, pois a partir de então continua a sua missão na eternidade.

Acreditamos que os nossos falecidos não foram enviados para longe de nós, mas para junto de Deus. Foram enviados antes de nós. A morte não ficou com eles, apenas os levou, pois a eternidade é que os recebeu.

Este dia é uma boa oportunidade para nós louvarmos a Deus pela missão que dá a cada um de nós e pela missão que continuaremos por toda a eternidade juntamente com os nossos falecidos.

1 – Onde encontrar os fiéis defuntos

É dia de rezar pelos defuntos.

É dia de saudade, visitando os cemitérios em memória dos nossos entes falecidos.

Procuramos encontrar os nossos familiares e amigos onde?

Vamos ao cemitério e aí tudo aponta para o alto.

Através da oração vamos até à eternidade.

Procuremos então encontrar os nossos defuntos onde eles realmente se encontram, isto é, na presença de Deus.

Quando o nosso irmão vivia ao nosso lado, víamos Deus no rosto desse irmão.

Já que o nosso irmão partiu para a eternidade, devemos procurá-lo junto de Deus (procurá-lo onde ele repousa, onde este está, no seio de Deus). E só podemos fazer isso através da nossa oração e da comunhão com Deus.

Procuremos então os nossos falecidos onde eles se encontram, no Coração de Deus.

 

2 – Como celebrar este dia de finados

Celebremos este dia na fé, na esperança e na caridade:

- Na fé naquele que disse – eu sou a ressurreição e a vida. Acreditamos em Deus, acreditamos na ressurreição e na vida eterna. Acreditar em Deus é acreditar a vida que ele nos deu e como supremo bem não acabará jamais.

- Na esperança – A nossa esperança não nos engana. Nós sabemos que os nossos falecidos vivem na presença de Deus e por isso um dia voltaremos a nos encontrar todos em Deus. É breve o tempo que vivemos aqui na terra em comparação com a eternidade que nos unirá a todos no céu. Pensemos sobretudo na eternidade e preparemo-nos para isso.

- Na caridade continuando a fazer o bem aos nossos irmãos falecidos e aceitando o bem que eles continuam a fazer por nós. Eles desde a eternidade intercedem a Deus as graças que nós precisamos. Nós aqui na terra rezamos juntamente com eles. Mas a nossa caridade é ainda mais prática. Continuemos a fazer o bem que esses nossos irmãos fizeram aqui na terra. Eles contam connosco para continuarem a sua caridade entre nós. Façamos o bem, por nós e pelos nossos defuntos.

 

3 – Do luto à luta

Luto é luta para vencer a dor da perda

Luto é luta para voltar à vida quotidiana

Luto é luta para criar alternativas

Luto é luta para esvaziar os olhos cheios de lágrimas

Luto é luta para vencer para ver o futuro com esperança

Luto é luta para passar da dor ao esforço

Luto é luta porque só quem partiu é que descansa em Deus. Por cá devemos continuar a lutar.

 

Ver também:

Aprender com os defuntos