quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

E Jesus sozinho em terra


4ª feira depois da Epifania

Quem estava sozinho, Jesus ou os discípulos?

À primeira vista parece que Jesus estava sozinho:

- porque os discípulos seguirem antes dele

- porque despediu a multidão

- porque subiu a um monte ermo

- porque o barco já se afastara no meio do mar

- porque Jesus ficou sozinho em terra

 

Mas, afinal os discípulos é que estavam sozinhos:

- porque cansados de remar, pois remavam sozinhos

- porque o vento lhes era contrário, pois nem contavam com a ajuda do vento

- porque julgaram que era um fantasma, pois não tinham em quem confiar

- porque começaram a gritar, pois precisavam de ajuda

- porque estavam atemorizados, pois precisavam de companhia

 

Então Jesus foi ter com eles caminhando sobre o mar:

- nunca os perdeu de vista

- falou-lhes logo

- deu-lhes confiança

- afastou-lhe o temor

- subiu para junto deles no barco

 

Conclusão:

O coração de Jesus estava com os discípulos, mas o coração (endurecido) dos discípulos não estava com Jesus.

A multiplicação dos pães tinha sido um anúncio da presença de Jesus (Eucaristia) na vida dos discípulos, mas estes ainda estavam longe (sozinhos) de compreender isso.

Só estamos sozinhos quando deixamos de estar próximos de Deus. É por isso que tudo parece correr mal – o barco não anda, o vento é contrário, há cansaço, turbulência, pavor…

 

À margem 1

A multiplicação dos pães tinha deixado os discípulos mais satisfeitos.

A tempestade amainada deixou os discípulos mais confiantes.

De facto, as tempestades deixam o mundo mais fértil. As dificuldades deixam a vida mais generosa.

Às vezes precisamos passar pela fome e pela necessidade para aprendermos a partilhar com generosidade.

Outras vezes precisamos passar por tempestades e provações para aprendermos a estar mais unidos e a confiar na presença de Deus.

 

À margem 2

Quando se viaja na mesma barca, não importa a cor da pele, a idade, a religião, a cultura dos passageiros. Nem mesmo o passado. O que importa é enfrentar juntos as tempestades, chegar juntos a porto seguro e juntos descobrir novos horizontes (Leonardo da Vinci).

 

Ver também:

Caminhar ou ficar parado

O Senhor que acalma o mar

No mar da vida

Parábola da Encarnação

Navegar com Jesus

O amor é capaz de tudo

Envergonhados

Coração endurecido

A Barca Bela

A tempestade e a bonança

 





terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Tudo cresce na mão de Deus


3ª feira depois da Epifania


- Só temos cinco pães e dois peixes – disseram os discípulos a Jesus.

Parece brincadeira, mas não é.

Uma vez perguntei porque é que neste episódio da multiplicação dos pães e dos peixes, os discípulos apresentaram-lhe dois peixes.

As respostas foram variadas e criativas.

1- Porque os discípulos eram todos pescadores e não caçadores.

2- Porque Jesus não queria dar pão sem nada.

3- Porque não tinham mais.

4- Porque era a comida dos pobres.

5- Porque eram peixes grandes e não cabia mais.

6- Porque o conduto não dever exceder o pão.

7- Porque era uma espécie de paga um e leva dois.

8- Eram dois para ficar um assim e outro assado.

9- Porque nem todos gostavam de peixe.

10- Para ajudar a partilha – um para mim, um para ti.

11- Para que não sobrasse muito.

12- Porque os pães podem endurecer, mas os peixes não podem estragar-se.

13- Porque não é bom que um peixe esteja só...

14- Porque Jesus já tinha ensinado que onde estivessem dois ou três reunidos em seu nome…

15- Porque um é o peixe do DOM, da oferta, da graça... e outro é o peixe da CONQUISTA, do esforço, do trabalho, da luta...

Qualquer peixe tem este duplo aspeto: o mar dá-o, mas é preciso pescá-lo.

É Dom e Conquista, ao mesmo tempo.

É Graça e Merecimento em simultâneo.

 

À margem 1

A carpa japonesa (koi) tem a capacidade natural de crescer de acordo com o tamanho do seu ambiente. Assim, num pequeno tanque, ela geralmente não passa de cinco ou sete centímetros. Mas pode atingir três vezes esse tamanho, se colocada num lago.

Da mesma maneira, as pessoas têm a tendência de crescer de acordo com o ambiente que as cerca. Só que, neste caso, não estamos falando de características físicas, mas de desenvolvimento emocional, espiritual e intelectual.

Enquanto a carpa é obrigada, para o seu próprio bem, a aceitar os limites do seu mundo, nós estamos livres para estabelecer as fronteiras dos nossos sonhos. Se somos um peixe maior do que o tanque em que fomos criados, ao invés de nos adaptarmos a ele, devíamos buscar o oceano – mesmo que a adaptação inicial seja desconfortável e dolorosa.

É por isso que os dois peixes da multiplicação dos pães cresceram nas mãos de Jesus, pois nada há tão grandioso e omnipotente coo as mãos de Deus.

 

À margem 2

O que farias se tivesses cinco pães e dois peixinhos?

Possivelmente a tua resposta será – daria tudo a Jesus para que alimentasse aquela multidão.

Quando colocamos a nossa vida e as nossas coisas à disposição do mestre, ele sempre nos retribui em quantia e qualidade melhor. Tempo, capacidades, disposição, alegria, entusiasmo, tudo isto cresce quando entregamos nas mãos de Jesus.

 

À margem 3

Não penses em possuir 200 denários, que é o salário de 200 dias de trabalho de um operário. Não penses em começar com coisas grandiosas - comece com os cinco pãezinhos e dois peixes.

 

Ver também:

Obrigou a fazer um milagre

Porque sobrou tanto pão

Confiar, repartir, agradecer

O pão que o teu amor nos dá

Parábola dos 2 peixinhos

Pão, partilha e unidade

Ovelhas sem paistores

Jesus fala de si

Pão e peixe

Milagre do pão

Quantos pães temos

Milagre ou simples partilha

O Verbo fez-se pão

Não só palavra vive o homem

Jesus faz muito com o nosso pouco

Cinco refeições da alma

Multiplicação da partilha

Quando o pouco vira muito

Dois peixes

Partilhando

Cinco pães

Corpo e alma


segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Jesus ouviu, pregou, agiu


2ª feira depois da Epifania

Três atitudes de Jesus e dos que o querem seguir:

- Ouvir – Quando Jesus ouviu dizer que João Baptista fora preso – Jesus é alguém que sabe escutar, alguém atento.

- Pregar – desde então Jesus começou a pregar, percorrendo toda a Galileia, ensinando e proclamando o Evangelho – Jesus é a palavra encarnada que não fica parada.

- Agir – Traziam-lhe todos os que estavam doentes ou atingidos por diversos males e Jesus curava-os – Jesus é alguém que intervém, que faz ou opera maravilhas. Só ele cura e salva.

 

Ver também:

No tempo de mudanças

Todos os caminhos vão dar a ...

Jesus falante

Fechar uma janela

 

domingo, 4 de janeiro de 2026

Virão todos adorar o Senhor


Solenidade da Epifania do Senhor

O refrão do Salmo responsorial de hoje resume o mistério deste dia:

Virão adorar o Senhor todos os povos da terra.

Tal como os gentios vieram guiados por uma estrela adorar o Senhor, assim todos os povos são convidados a fazê-lo.

Jesus nasceu não só para os que estavam próximos, mas também para os que vieram de longe.

Mas este convite não se circunscreve apenas à geografia, mas também à cronologia e à história.

Virão adorar o Senhor todos os povos de todos os tempos, de ontem, de hoje e do amanhã.

É por isso que aqui estamos – hoje somos estes povos todos da terra.

 

Tornaram-se loucos para serem sábios.

O desígnio de Deus não foi apenas descer à terra, mas ser nela conhecido; não foi nascer, apenas, mas dar-Se a conhecer. De facto, é em vista a esse conhecimento que celebramos a Epifania, esse grande dia da sua manifestação.

Hoje mesmo, de facto, os magos vieram do Oriente em busca do nascer do Sol da Justiça (Mal 3,20), Esse de Quem se diz: Eis o homem, cujo nome é Oriente (Za 6,12).

Hoje adoraram o Menino nascido da Virgem, seguindo a direção traçada por uma nova estrela. Temos, pois, aqui, irmãos, um grande motivo de alegria, como aliás também nas palavras do apóstolo Paulo: A bondade de Deus nosso Salvador e o seu amor pelos homens foram-nos manifestadas (Tt 3,4).

- Que fazeis, magos, que fazeis? Adorais um Menino de colo, envolto em faixas miseráveis, num pobre casebre? Será Ele Deus? Mas Deus mora no seu templo santo, o Senhor tem o seu trono nos céus (Sl 10,4), e vós, vós procurai-Lo assim num qualquer estábulo, uma criança de colo? Que fazeis? Porque ofereceis esse ouro? Será este o rei? Mas onde está a sua corte real, o seu trono, a multidão dos seus cortesãos? Acaso um estábulo é um palácio, acaso uma manjedoura é um trono, serão Maria e José membros da sua corte? Como podem os homens ser loucos a ponto de adorar uma simples criança, um ser desprezível, quer pela sua pouca idade, quer pela evidente pobreza de seus pais?

Loucos, sim, tornaram-se loucos, para serem sábios; o Espírito Santo ensinou-lhes primeiro o que o apóstolo Paulo mais tarde proclamou: Aquele que quer ser sábio torne-se louco para ser sábio. Pois já que o mundo, por meio da sua sabedoria, não conseguiu reconhecer Deus na sua Sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação (1 Cor 1,21). Prostraram-se, portanto, diante daquela humilde criança, prestando-Lhe homenagem como a um rei, adorando-O como um Deus. Aquele que de longe os guiou através de uma estrela fez brilhar a sua luz no mais fundo dos seus corações. (CF. Bernardo de Claraval in 1º Sermão para a Epifania)

Como Maria viveu a visita dos Magos

Extratos do diário íntimo de Maria de Nazaré

Um belo dia, quando ainda estávamos em Belém, se apresentaram em nossa casa, vindos de longe, uns indivíduos misteriosos, que usavam túnicas de cores vivas e turbantes extravagantes. Houve rebuliço no bairro e as crianças juntaram-se ao pé da nossa humilde casa para verem os dromedários e os escravos etíopes que os acompanhavam. Disseram-nos que eram astrólogos persas e que tinham ficado a saber, perscrutando as estrelas, que o meu filho era um rei, e que tinham chegado ali seguindo o rasto de um cometa.

Quando chegaram a Jerusalém devem ter ficado espantados. Ali ninguém sabia de nada e toda a gente parecia muito surpreendida quando lhe perguntaram pelo novo rei. Só o astuto Herodes se mostrou prestável. Quando viu que os magos eram gente de posses que vinha de longe numa caravana de camelos e com uma comitiva de servidores, convidou-os, com um sorriso nos lábios gorduchos, a hospedarem-se no palácio e concedeu-lhe uma audiência para se inteirar do motivo da sua estada em Jerusalém, na qual, com a ajuda de assessores, se falou das profecias que apontavam para Belém.

- Com que então nasceu um rei de reis no meu reino. E eu sem saber de nada! - Comentou Herodes, ao mesmo tempo que indicava aos pajens que provassem o vermelho néctar das taças de ouro.

Quando os astrólogos abandonaram a capital voltaram a orientar-se pela estrela, cujo rasto tinham perdido durante algum tempo, a qual apontava de facto para Belém. Foi graças a ela que conseguiram encontrar-nos, já que ninguém na vila fazia a mínima ideia de que em nossa casa pudesse viver uma pessoa como a que eles procuravam.

Podem, portanto, imaginar a minha surpresa quando os animais entraram na nossa rua e aqueles estrangeiros bateram à porta da nossa modesta casa de adobe, que tinha apenas duas exíguas divisões e sempre, sempre, vasos de flores à janela. Eu limpei as mãos, pois estava a esfregar o chão, e abri-lhes a porta. Depois pedi a um vizinho que fizesse o favor de ir ao sítio em que o José estava a trabalhar e o chamasse.

Aqueles homens não eram reis nem comerciantes nem soldados. Vislumbrei nos seus olhos cansados o olhar perspicaz dos sábios que durante anos tinham revolvido centenas de papiros e observado movimento dos planetas e das estrelas. Estes, segundo o que eles me disseram, descrevem nos céus os caminhos da humanidade. Ainda que no princípio tivessem ficado espantados por se encontrarem numa morada tão humilde, alguma coisa devem ter percebido em mim, porque foram amáveis e era evidente que estavam satisfeitos e convencidos de que Deus tinha agido de alguma forma no nosso lar. Aceitaram um copo de vinho e alguns frutos secos com hidromel que lhes ofereci. Percebi que ainda ficaram mais alegres quando foram ver o meu filho. Entretanto os criados tinham retirado dos poeirentos alforges alguns objetos preciosos. Tratava-se de recipientes que continham ouro, mirra e incenso.

Eu nem podia acreditar… O que faziam aquelas personagens no meu quarto, sentadas diante de mim, a mulher de José, o carpinteiro? Que força interior as conduzia para que fossem capazes de ver para além das aparências e de descobrir uma criança como o Jesus? O José chegou a correr, com a roupa engordurada e seja de serradura, preocupado com aquele novo acontecimento insólito nas nossas vidas. Nem conseguiu recuperar o Fôlego, com mais aquele sobressalto…

Os sábios disseram-nos que não fora só a informação que tinham obtido através das suas pesquisas que ali os conduzira, mas também um secreto impulso do coração, mais forte do que eles, e que estavam felicíssimos.

Na sua ingenuidade de astrólogos distraídos, para alguns até um pouco loucos – porque é que são sempre as pessoas inspiradas e geniais que são tomadas por loucas? -, contaram-nos o seu encontro com o rei da Judeia e que o tinham informado das suas descobertas e que este lhes tinha dito que também ele viria prestar homenagem aa este novo rei. Eram muito inteligentes, mas também muito cândidos, tinham acreditado em tudo como anjinhos. Lembrei-me então das palavras do anjo, da sua mensagem de luz. ‘Deus, o Senhor, dar-lhe-á o trono do seu pai David e ele reinará para sempre na casa de Jacob e o seu reino não terá fim.” Lembrei-me também das palavras do velho Simeão, que começavam a cumprir-se, quando disse que o menino era um redentor, a glória do povo de Israel e a luz que havia de iluminar os gentios.

Na aparência a minha vida minha vida não tinha mudado, mas na minha alma iam poisando estas imagens, que eu saboreava uma e outra vez. Não tínhamos deixado de ser quem éramos, uma família anónima do bairro mais pobre de Belém, que todos os dias labutava pela subsistência. E, no entanto, Deus falara de novo comigo através dos rostos tisnados de alguns pastores rudes e dos olhos penetrantes daqueles pagãos do Oriente, alimentando os segredos do meu coração. Percebi então claramente aquilo que nunca deixara de pressentir, que Deus não era propriedade exclusiva dos judeus nem sequer da religião judaica, que já há muito tempo que também os gentios andavam em busca da verdade e que o meu filho também era deles, era do mundo inteiro. Apesar de isto ser uma convicção íntima, não me atrevi a contá-lo a ninguém, pois parecia-me uma coisa revolucionária. Por que motivo iriam os meus compatriotas admitir que não eram únicos no mundo? Suspeitas estas que com o tempo se transformaram em certezas.

Mas ao mesmo tempo, apesar da paz que nunca perdi, as surpresas e os acontecimentos extraordinários continuavam a inquietar-me. O que seria do meu filho, que tinha vindo ao mundo no meio de tão estranhos acontecimentos e era visitado por pessoas como aquelas? O José andava cada vez mais baralhado, mas também cada vez mais embevecido com o Jesus, que já deixava perceber que era um bebé muito feliz e muito atento às gracinhas e aos mimos do mai. Eram estas alegrias que me faziam esquecer os meus pressentimentos e voltar com gosto à lida da casa entre os choros e os risos do meu filho, que preenchiam todos os minutos da minha vida, ao compasso dos dias e no sono reparador das noites, em que sem faltam, antes de me deitar, voltava a dizer o meu sim, dando graças apenas por ser e comprazendo-me com os milagres quotidianos que pouca gente tem o costume de apreciar – um novo amanhecer, um copo de água, um gesto do vizinho, um sorriso do meu filho… -. Tudo voltava a ser como abrir e fechar a minha janela, como saudar do abismo habitado do meu silêncio o mundo e as pessoas. A voz rouca do sábio persa ecoava-me nos ouvidos, dizendo uma e outra vez: Nós vimos a estrela, e fazia-me a superar as dificuldades.

Se eles tinham empreendido uma viagem tão longa para verem por alguns instantes o meu menino, o que não deveria sentir eu, que era mãe dele e o tinha no regaço? Não, eu não seguia, contra ventos e marés, uma única estrela, eu sentia que era a mãe da luz que faz brilhar todas as estrela, sentia que era a senhora do firmamento. Porque é que sempre que recordo aqueles momentos volto a chorar de alegria? Talvez só agora seja capaz de o compreender. Aqueles foram dias mágicos, com imagens que parecem ter-se imobilizado, para sempre presas ao presente, como aquele momento em que um dos velhos magos de compridas barbas brancas, depois de ter beijado o pequenino pé do meu filho, me disse com lágrimas nos olhos: Senhor, a minha longa vida valeu a pena por este momento.

A miudagem do bairro seguiu a comitiva dos sábios até que ela desapareceu por trás das montanhas. Parecia que tinham sido transpostos de um sonho, porque imediatamente a fugacidade e o peso implacável da rotina dos dias se impuseram. Desde então, nas noites estreladas, vou para a janela ou sento-me à porta da casa a contemplar o firmamento e converso com eles. O universo cabe nu luzeiro e o meu amor unifica num abraço de luz.

(CF. Pedro Miguel Lamet, As Palavras Caladas diário de Maria de Nazaré)

 

Ver também:

Magos, peregrinos de esperança

O incenso não é para nós

Magos pregam com atitudes

Lições que os magos dão

Adorar, confiar, servir

Voltaram diferentes

Um camelo para Jesus

O incenso da oração

Os pobres reis magos

Um rei mago chamado Jesus

Afinal eram rainhas

Magos, sacerdotes, profetas e reis

Por outro caminho

Ouro, incenso e mirra

Olhar para o alto

Os presentes dos magos

O exemplo dos reis magos

Duas festas

Epifania

Cantar os reises

Dia de Reis

Ser estrela

 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Família, fonte de santidade


Memória dos Santos Basílio Magno e Gregório Nazianzeno Bispos e doutores da Igreja, século IV

Ambos nasceram de uma família muito devota.

Ambos foram amigos inseparáveis.

 

- Aproveitemos a nossa família para crescer na fé.

Nós precisamos da nossa família para nos santificarmos e a nossa família precisa de nós para se santificar.

 

- Aproveitemos as nossas amizades para cimentar a nossa devoção

Eu preciso dos meus amigos para progredir na fé e no bem e os meus amigos precisam de mim para amadurecerem na fé.

 

Ver também:

Basílio e Gregório

Dois amigos, dois santos

 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Santa Maria Theotokos


Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

Na Oitava do natal do Senhor

A solenidade de hoje não é mariana, mas cristológica.

Não é para aumentar a nossa devoção a Maria, mas a nossa fé em Cristo.

É porque Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem que Maria é verdadeiramente mãe de Deus.

 

À margem:

Quando os pastores chegaram à gruta de Belém viram Maria e José, e o Menino deitado na manjedoura.

- Porque é que o Menino não estava no colo de Maria ou de José, mas deitado na manjedoura?

Foi por negligência?

Não por falta de berço?

Nada disso.

Estava na manjedoura para dar várias lições:

A -  Para que os pastores confirmassem aquilo que os anjos lhes tinham dado como sinal.

B – Porque a manjedoura é o lugar onde se serve a comida para nos lembrar que Jesus quer ser o nosso alimento e sustento no altar da eucaristia.

D - Porque primeiro viram Maria e José e só depois Jesus para ensinar que chegamos a Jesus através de Maria.

E - Porque a partir da manjedoura Jesus está a pedir colo, o nosso colo e o nosso abraço.

F - Para que todos vissem que aquele Menino era de todos. Não era apenas de Maria que o segurava ao colo, mas estava à disposição de todos e que todos deviam cuidar dele.

 

Ver também:

Maria é escada de Cristo

Todo o mundo abençoando

Mãe de Deus

Santa Mãe de Deus

Sancta Dei Genitrix

Aceno de mão