Por detrás de um grande santo
há sempre uma grande santa.
Santa Escolástica, Virgem (480-547)
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Santa Escolástica na Capela de Sant'Anna, Monte Cassino
Escolástica consagrou-se ao Senhor, desde muito jovem, vivendo à sombra do seu irmão gémeo Bento, pai do monacato ocidental.
São Bento, por meio dos seus monges, foi por
excelência o missionário que levou a civilização cristã aos bárbaros
germânicos. Por um lado, deu um grande impulso à evangelização que conquistou
os povos da Europa Ocidental e Central, bem como os da Península Escandinava e
da Europa Oriental.
Por outro lado, estabeleceu uma rede de mosteiros por
toda a Europa que difundiu a moral e a mentalidade católica, o progresso, a
cultura, a agricultura e a indústria. Por causa disso, um novo mundo nasceu. A
graça penetrou as raízes da árvore social e deu o fruto maravilhoso que foi a
Europa.
Por isso São Paulo VI declarou-o construtor e padroeiro
da Europa.
Na base da civilização europeia encontramos São Bento
e, pelos méritos das suas orações e contemplação, Santa Escolástica.
Santa Escolástica fundou uma ordem de religiosas que
não se dedicavam ao trabalho social nem ao ensino do catecismo. Segundo a
mentalidade moderna, elas não realizaram nenhum trabalho útil. No entanto,
fizeram algo muito mais importante: oravam e se sacrificavam. Com o seu exemplo
e o seu silêncio e humildade, transmitiram a seguinte mensagem: se o apostolado
do ramo masculino foi tão fecundo, foi porque havia um ramo feminino que orava,
contemplava e oferecia sacrifícios.
É confirmado assim o dito de que por detrás de um
grande homem há sempre uma grande mulher. Ou por detrás de um grande santo,
encontramos sempre uma grande santa.
A história é escrita não só pela vida ativa, mas
também pela vida contemplativa, não só pelo que se prega, mas também pelo que se
reza, por aquilo que se faz, mas também pelo que se sacrifica.
À margem:
Santa Escolástica, irmã gémea de São Bento. Os dois
partilharam o seio materno, o berço, a família, a vida, a consagração, a
sepultura, a santidade e a eternidade.
O seu nome faz jus à escola, lugar onde se ensina e se
aprende, onde nos tornamos sábios.
Santa Escolástica fez da sua vida uma escola.
Na terra aprendeu na escola da vida.
Agora no céu ensina-nos na escola da santidade.
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