segunda-feira, 18 de novembro de 2024

A sorte do cego de Jericó


2ª feira – XXXIII semana comum

 

Quando Jesus se aproximava de Jericó, estava um cego a pedir esmola, sentado à beira do caminho. Quando ele ouviu passar a multidão, perguntou o que era aquilo. Disseram-lhe que era Jesus Nazareno que passava. Então ele começou a gritar: Jesus, filho de David, tem piedade de mim. Os que vinham à frente repreendiam-no para que se calasse, mas ele gritava ainda mais… Jesus parou e mandou que lho trouxessem… Disse-lhe Jesus: Vê. A tua fé te salvou.

Alguém rezava pedindo a Deus a mesma a sorte do cego Bartimeu.

Que sorte foi essa?

A sorte de estar a pedir no caminho certo, no lugar certo e na hora certa.

De facto, todos dizemos que é uma sorte estar no lugar certo, na hora certa e com a pessoa certa.

Mas fiquei a pensar que este episódio é mais do que isso.

Não foi sorte, nem coincidência, mas sim providência.

Não foi o cego que procurava, sem saber, a Jesus, mas sim o próprio Jesus que passou por lá porque queria encontrar-se com Bartimeu.

 

À primeira vista parece que somos nós a ir ao encontro de Cristo.

Na realidade é sempre Jesus quem vem ao nosso encontro.

 

Hoje quero rezar não para ter a mesma sorte de Bartimeu, mas sim a mesma providência para que Jesus me encontre onde quer que eu esteja e que abra os olhos do meu coração.

 

À margem

Alguns companheiros de viagem de Jesus mandaram calar o cego que chamava por Jesus.

Jesus parou e pediu que lho trouxessem.

Então Jesus não podia ter ido logo ao encontro do cego.

Pedindo aos companheiros que lho trouxessem estava assim a fazer com que reparassem a falta cometido antes ao mandá-lo calar. Por outro lado, Jesus quis que os seus acompanhantes participassem também no processo de cura.

A mesma mensagem é transmitida ainda pelo diálogo de Jesus com o cego.

Por que é que Jesus perguntou ao cego o que queria?

Não era evidente que um cego queria ver?

Sim, mas perguntando, o cego verbalizou o seu desejo e entrou assim no processo da sua cura.

De facto, quem não tem consciência das suas limitações não pode ser curado e quem não tem conhecimento dos seus pecados não pode ser perdoado.

Conclusão: Jesus permitiu que tentassem calar o cego para que o seu fervor melhor se revelasse e para mostrar que ele era verdadeiramente digno de ser curado. É por isso que não lhe perguntou se tinha fé, como tantas vezes fazia: os seus gritos e esforços para dele se aproximar bastaram para mostrar a fé que tinha – Vê. A tua fé te salvou.

 

Ver também:

Chamar, curar, seguir

De cego a discípulo

Rezar com corpo e alma

Os olhos do coração

Soma e segue

O pequeno Bartolomeu

As virtudes de Bartimeu

Vê, a tua fé te salvou

Curar a cegueira

À margem da estrada

Bartimeu

Três personagens

O cego e a onça

Que que veja, Senhor

O filho de Timeu

Abrir os olhos

 

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