2ª feira – XXXIII semana comum
Quando Jesus se aproximava de Jericó, estava um cego a pedir esmola, sentado à beira do caminho. Quando ele ouviu passar a multidão, perguntou o que era aquilo. Disseram-lhe que era Jesus Nazareno que passava. Então ele começou a gritar: Jesus, filho de David, tem piedade de mim. Os que vinham à frente repreendiam-no para que se calasse, mas ele gritava ainda mais… Jesus parou e mandou que lho trouxessem… Disse-lhe Jesus: Vê. A tua fé te salvou.
Alguém rezava pedindo a Deus a mesma a sorte do cego Bartimeu.
Que sorte foi essa?
A sorte de estar a pedir no caminho certo, no lugar
certo e na hora certa.
De facto, todos dizemos que é uma sorte estar no lugar
certo, na hora certa e com a pessoa certa.
Mas fiquei a pensar que este episódio é mais do que isso.
Não foi sorte, nem coincidência, mas sim providência.
Não foi o cego que procurava, sem saber, a Jesus, mas
sim o próprio Jesus que passou por lá porque queria encontrar-se com Bartimeu.
À primeira vista parece que somos nós a ir ao encontro
de Cristo.
Na realidade é sempre Jesus quem vem ao nosso encontro.
Hoje quero rezar não para ter a mesma sorte de Bartimeu, mas sim a mesma providência para que Jesus me encontre onde quer que eu esteja e que abra os olhos
do meu coração.
À margem
Alguns companheiros de viagem de Jesus mandaram calar o
cego que chamava por Jesus.
Jesus parou e pediu que lho trouxessem.
Então Jesus não podia ter ido logo ao encontro do cego.
Pedindo aos companheiros que lho trouxessem estava
assim a fazer com que reparassem a falta cometido antes ao mandá-lo calar. Por
outro lado, Jesus quis que os seus acompanhantes participassem também no
processo de cura.
A mesma mensagem é transmitida ainda pelo diálogo de
Jesus com o cego.
Por que é que Jesus perguntou ao cego o que queria?
Não era evidente que um cego queria ver?
Sim, mas perguntando, o cego verbalizou o seu desejo e
entrou assim no processo da sua cura.
De facto, quem não tem consciência das suas limitações não
pode ser curado e quem não tem conhecimento dos seus pecados não pode ser
perdoado.
Conclusão: Jesus permitiu que tentassem calar o cego para
que o seu fervor melhor se revelasse e para mostrar que ele era verdadeiramente
digno de ser curado. É por isso que não lhe perguntou se tinha fé, como tantas
vezes fazia: os seus gritos e esforços para dele se aproximar bastaram para
mostrar a fé que tinha – Vê. A tua fé te salvou.
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