domingo, 9 de junho de 2019

As primeiras coroações da história


Ano C – Solenidade de Pentecostes
















Aqui nos Açores, desde a oitava da Páscoa até São Pedro há coroações do Divino Espírito Santo nas Domingas e nos dias da Festa de cada Império (Ascensão, Pentecostes, Trindade, Corpo de Deus, Coração de Jesus, São João e São Pedro).
Foi neste dia de Pentecostes que se fizeram as primeiras coroações do Divino Espírito Santo.
A comunidade primitiva estava reunida à volta da mesa, com medo, sem coragem… Surgiu então uma chama do céu e dividiu-se sobre cada um, numa espécie de coroa coletiva. Cada um teve também a sua coroa individual, uma coroa de fogo.
Tal como nos jogos antigos se premiava os vencedores um coma coroa de louro, assim também Deus coroou os apóstolos reunidos no cenáculo para que fossem vencedores.
O Espírito santo é assim a força ou a presença de Deus em nós, que nos diviniza, que nos encoraja e que nos dá capacidade de cumprir os nossos compromissos, de vencer todos os desafios. Sozinhos não chegamos lá. É preciso a força de Deus, o seu Espírito.
Cada um tem assim a sua coroa de vitória, o Espírito que Deus lhe deu, para não se esquecer que com Ele será sempre um vencedor.






















Ver também:


sábado, 8 de junho de 2019

Pentecostes, IX e X comum


Ofício de leitura

Pentecostes
1ª – Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus.
2ª – Assim como a farinha seca, sem água, não se pode amassar para fazer um só pão, também nós, que somos muitos, não podíamos transformar-nos num só Corpo, em Cristo Jesus, sem a água que vem do céu.

Domingo IX semana
1ª – O coral e o cristal nem sequer merecem menção; mais vale obter a sabedoria do que as pérolas. Temer o Senhor é a sabedoria; afastar-se do mal é a inteligência.
2ª – Os que procuram o Senhor hão de encontrá-lo e os que o encontram hão de louvá-lo.

2ª feira
1ª – Grito por vós não me respondeis; estou na vossa presença e não me dais atenção.
2ª – Quem se dedica à oração ou contemplação, tolera facilmente, sem perder a calma, um irmão que o insulta.

3ª feira
1ª – Prestar-lhe-ei contas dos meus passos, apresentar-me-ei diante de Deus como um príncipe.
2ª – A alma quanto mais avança na perfeição, tanto mais forte e poderosa se torna para suportar as mais duras dificuldades que possam sobrevir.

4ª feira
1ª – Deus é muito mais do que o homem. Porque te queixas contra ele?
2ª – O pregador deve esforçar-se por mostrar com palavras e obras a humildade que é a mestra e mãe de todas as virtudes.

5ª feira
1ª – Quem és tu, ó homem? Porventura alguma vez na vida deste ordens à manhã, mascaste à aurora o seu lugar?
2ª – Com razão se dá o nome de madrugada ou aurora à Igreja dos eleitos porque a aurora ou alvorada é a passagem das trevas para a luz.

6ª feira
1ª – O Senhor disse a Job do meio da tempestade: Cinge os teus rins como um valente.
2ª – Toda a nossa vida e atividade serão luminosas, se o nosso olhar for simples.

Sábado
1ª – O Senhor abençoou os últimos anos de Job ainda mais do que os primeiros.
2ª – Ele é o caminho para chegar ao conhecimento da verdade. É o caminho para chegar à vida. Portanto, segue a Cristo. Caminha através do homem e chegarás a Deus.

X semana do tempo comum
domingo
1ª – Os filhos de Israel viram como é bom seguir fielmente o Senhor.
2ª – É bom que se ponha o sol da minha vida neste mundo, para que volte a nascer na aurora de Deus.

2ª feira
1ª – Só desejamos que o Senhor teu Deus esteja contigo, como esteve com Moisés.
2ª – Que sejas firme não só no falar mas também no querer, para que sejas cristão não só de nome mas de facto.

3ª feira
1ª – Foram observar a região de Jericó e entraram em casa duma meretriz, chamada Raab, e ficaram lá.
2ª – Deixai-me alcançar a luz pura; quando lá chegar, serei verdadeiramente um homem.

4ª feira
1ª – O maná cessou no dia seguinte, quando começaram a comer dos frutos da terra.
2ª – Não te admires, cristão de te serem anunciados estes factos em favor do povo antigo de Deus, porque a ti, que passaste o Jordão, por meio do batismo, a palavra divina promete coisas muito maiores e mais admiráveis.

5ª feira
1ª – O povo gritou, e tocaram-se as trombetas. E logo que o povo ouviu a voz da trombeta, ergueu um grande clamor e as muralhas da cidade desabaram.
2ª – Frequentemente se verifica que Jericó é utilizada nas Escrituras como imagem do mundo, que deve ser vencido.

6ª feira
1ª – O sol deteve-se e a lua imobilizou-se até que o povo derrotasse os seus inimigos.
2ª – A história ensina, a lei instrui, a profecia anuncia, a advertência corrige, a moralidade persuade, mas o Livro dos Salmos, é medicina geral da salvação humana. Quem os lê, encontra sempre um remédio especial para curar as suas feridas.

Sábado
1ª – O povo respondeu: longe de nós abandonar o Senhor para servir outros deuses, Porque o senhor é o nosso Deus.
2ª – Que há de mais agradável que um salmo? O salmo é a bênção do povo, o louvor de Deus, o hino dos fiéis, o aplauso da assembleia, a palavra da multidão, a voz da Igreja, a exultante confissão da fé, a expressão da autêntica piedade, a alegria da liberdade, o clamor do júbilo, a exultação da alegria. Ele acalma a ira, afasta a ansiedade, alivia a tristeza.

Santoral
9/6
Todos os dias Vos abraçamos nos sacramentos e Vos recebemos no nosso corpo: tornai-nos dignos de sentir em nós mesmos a ressurreição que esperamos.

10/6
Ai de nós, se alguma vez, provocados pelos nossos pecados e negligências, nos julgarem indignos da presença e da visita dos anjos de Deus.

11/6
O Senhor chamou aos seus discípulos sal da terra, porque eles deviam condimentar, por meio da sabedoria celeste, os corações dos homens que o demónio tornara insensatos.

13/6
1ª – A Sabedoria antecipa-se e dá-se a conhecer aos que a desejam. Quem a busca desde a aurora não se fatigará, porque há de encontra-la já sentada à sua porta.
2ª – Quem está cheio do Espírito Santo fala várias línguas. As várias línguas são os vários testemunhos sobre Cristo como a humildade, a pobreza, a paciência e a obediência.




terça-feira, 4 de junho de 2019

Falar de quem a quem


3ª feira – VII semana da Páscoa

Jesus não só fala de Deus aos homens como também fala dos homens a Deus.
E qual o mais importante ou o mais necessário ou mais proveitoso?
Suponho que deve ser falar dos nós a Deus, pois ele não tem ouvidos de mercador como nós.
Jesus falou de nós a Deus, isto é, rezou por nós, para nos dar o exemplo.
Antes de falarmos de Deus aos outros, saibamos falar dos outros a Deus e com certeza seremos melhor atendidos.
E quanto mais falarmos dos outros a Deus, mais teremos capacidade e santidade de falar de Deus aos outros.

Ver também:





As missões salvaram a Congregação


Foram os missionários que o Pe. Dehon enviou que salvaram a Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus, por ele fundada.

Desde o início o Pe. Dehon imprimiu à Congregação que fundou o ideal missionário. Muitas vocações foram atraídas por esse ideal. Apesar do número reduzido de membros dos inícios e da dispersão de obras, o Pe. Dehon sempre sonhou realizar esse sonho. E a falta de pessoal não impediu enviar missionários para várias frentes. E quanto mais enviava, mais surgiam novas vocações.
De facto a congregação foi salva pelos missionários, por três motivos:
- Porque as missões atraíram novas vocações.
- Porque a lembrança das missões foi um estímulo de fidelidade, confiança e sacrifício para todos.
- Porque a dedicação e o exemplo dos missionários foi a melhor defesa a favor da seriedade e validade do Instituto perante alguns céticos.
De facto, o Pe. Dehon dizia que “O Congo salvou a Congregação… Se encontro entre nós debilidades e mediocridade, então penso nos sacrifícios dos nossos missionários no Congo. Isto torna-me tranquilo…” conforme podemos ler nas memórias de D. José Filipe, 2º Superior Geral (1926-1935) e Arcebispo do Luxemburgo (1935-1956).
Depois, nessa altura em Roma pairavam algumas dúvidas sobre a validade dos votos e da seriedade da Congregação por falta de preparação canónica. A Propaganda Fide, o Órgão Oficial da Igreja responsável pela Missões, deu assim o seu parecer favorável ao Instituto: “Não sabemos se os Sacerdotes do Coração de Jesus são bons ou maus religiosos; sabemos que são excelentes missionários…” (conforme as mesmas memórias de D. José Filipe).
E a Congregação foi assim salva pelos seus missionários.














O Pe. Dehon despede-se dos missionários que partem para o Congo


Missões da Congregação em vida do Pe. Dehon

1. Missão do Equador 1888-1896
Foi a primeira experiência missionária, mas durou pouco. Os primeiros missionários foram o Pe. Irineu Blanc e Gabriel Grison. A 2 de Novembro de 1888 celebrou-se na capela do Colégio São João o envio e a partida destes dois missionários. O Pe. Dehon presidiu à celebração começando com as palavras de Isaías 66, 19: Eu virei para reunir os povos de todas as línguas; todos virão e contemplarão a minha glória. No final o Pe. Dehon convidou todos os presentes a beijar os pés dos dois missionários. Este ato de fé e de humildade impressionou a todos. Segundo as palavras do Pe. Dehon foi para eles um autêntico retiro. Juntaram-se-lhes mais tarde outros missionários dehonianos, mas foram expulsos do Equador a 12 de Junho de 1896 por motivos políticos.
2. Missão do Brasil do Norte, 1893
3. Missão do Congo, 1897
4. Missão da Tunísia, 1898-1900
5. Missão do Brasil do Sul, 1903
6. Missão da Boémia, 1904, incorporada na Checoslováquia em 1918
7. Missão da Finlândia, 1907
8. Missão do Canadá Francês, 1910
9. Missão da Suécia, 1911
10. Missão dos Camarões, 1912, mas foram expulsos durante a 1ª Guerra Mundial
11. Recomeço da Missão dos Camarões, 1920
12. Recomeço da Missão da Finlândia, 1921
13. Missão de Gariep na África do Sul, 1923
14. Missão de Dakota nos Estados Unidos, 1923
15. Missão da Sumatra na Indonésia, 1923
16. Missão da Noruega, 1923




segunda-feira, 3 de junho de 2019

Carta aos missionários


Carta aos missionários, escrita pelo Pe. Dehon há 100 anos atrás.

O Pe. Dehon escreveu mais ou menos ao mesmo tempo três cartas aos seus missionários que se preparavam para a Suécia, para o Brasil e para o Canadá. A primeira parece ter sido para os da Suécia. A introdução da carta aos missionários para o Brasil e para o Canadá é a mesma que a da Suécia. A do Brasil talvez foi escrita em 1919 (doze páginas manuscritas em francês) logo a seguir à Primeira Grande Guerra quando novos missionários se preparavam para ir até ao Brasil.












O Pe. Dehon visitou os seus missionários no Brasil em 1906

Aos meus missionários para o Brasil

Aos meus missionários
Quero deixar um incentivo especial aos meus queridos missionários. Eles vão para longe trabalhar no reino do Coração de Jesus à custa de grandes sacrifícios e grandes fadigas.
A sua vida é uma vida de reparação e de imolação como exige a nossa vocação. Que eles sejam generosos até o fim. Que o seu desejo seja morrer em missão para que o seu sacrifício seja completo e sem reservas. Que eles tenham em tudo uma intenção pura e uma visão sobrenatural.
Santo Inácio dizia àqueles que partiam para as missões distantes: "Lembre-te, meu irmão, que é o próprio Senhor que te envia às praias estrangeiras para seres o seu homem de negócios, o seu intendente, como se diria vulgarmente.”
Quanto a nós, devemos ser inteiramente inflamados do desejo de fazer conhecer e amar o Bom Mestre e o amor maravilhoso que o seu divino Coração nos testemunhou em todos os seus mistérios e que ainda nos manifesta todos os dias na Sagrada Eucaristia.

























Para o brasil
Também no Brasil já demos algumas vítimas para o reino do Coração de Jesus. Perdemos ali alguns sacerdotes piedosos e zelosos que oram pela missão.
Considero esta missão muito importante. O Brasil cresce rapidamente. Chegará a 40, a 50 milhões de habitantes. Ele será relevante no mundo. A Maçonaria e o Protestantismo entendendo isso, dirigem para lá os seus esforços. O clero não é ali muito numeroso, as vocações são raras. Este povo poderá tornar-se como Portugal e entregar-se às mãos dos sequazes do Anticristo.
Os missionários europeus podem salvar a fé do Brasil; mas se os religiosos fossem excluídos do Brasil, como foram de Portugal e da França, a Igreja do Brasil correria graves perigos.
Como foi lindo o começo da Igreja do Brasil! Eram santos os jesuítas que chegaram lá com o primeiro fervor da sua ordem. Eles viviam na pobreza e no sacrifício, eles semearam milagres sob os seus passos.
O povo tem uma veneração particular, mas fervorosa, pelo padre António Vieira, padre José de Anchieta, padre Nóbrega. Esse culto de reconhecimento e de admiração é precioso. Os nossos Padres devem procurar mantê-lo editando e divulgando as biografias desses santos bem como breves notas com imagens.
As reduções ou colónias de Índios organizadas pelos missionários eram uma maravilha da vida social cristã, fazendo lembrar as primeiras comunidades cristãs na Palestina. Estudai a história dessas colónias, ó socialistas, e vereis que para formar uma comunidade segundo o vosso ideal, será preciso primeiro fazer reinar entre os homens a humildade, o desapego, o sacrifício, a caridade, a dedicação fraterna. Isso só pôde vingar entre os primeiros cristãos, totalmente impregnados pelo espírito do Calvário, entre os Índios do Brasil e do Paraguai, que o batismo tornou simples como crianças, e ainda nas comunidades religiosas. Vamos lá, senhores socialistas, gostais do comunismo e da igualdade. Tornai-vos trapistas ou ressuscitai as reduções do Paraguai sob a direção dos jesuítas.
A influência portuguesa que tinha sido tão favorável ao Brasil pela ação dos jesuítas, tornou-se-lhe perniciosa pela tirania do Marquês de Pombal, loucamente apaixonado pelas utopias da Filosofia do século XVIII. Ele precisava devorar um jesuíta por dia. Ele foi o gênio mau do seu país e teve na Europa uma influência ruinosa.
O Brasil atualmente tem bons indícios de ressurreição. O seu clero organiza-se e os religiosos europeus dão-lhe um contributo considerável.
Fomos chamados para lá pela bela família De Menezes, que imitou em Pernambuco as obras sociais cristãs do Sr. Harmel de Val-des-Bois. Atualmente exercemos o ministério paroquial em quatro dioceses.
A fé do povo é tradicional, é pouco esclarecida e misturada com superstições. O povo é iletrado e escapa assim ao perigo da má imprensa, mas é preciso prevenir esse perigo.
O Brasil necessita de muito clero e de intenso trabalho. Três inimigos estão ali em ação: O Protestantismo, a Franco-maçonaria e o Positivismo.
O protestantismo tem pouca penetração na população indígena, muito apegada a manifestações e ao brilho do culto católico. Alguns nativos pobres deixam-se agarrar por dinheiro. Missionários zelosos e piedosos poderão facilmente tornar inócuo esse cancro. 
A velha Maçonaria do Brasil era quase inocente, não atacava o catolicismo e vivia de certa forma em harmonia com ele. Mas a vinda de imigrantes europeus mudou isso. Entram nas Lojas Brasileiras e aí injetam o veneno da maçonaria europeia, o desprezo e o ódio da Igreja, o espírito de perseguição e a preferência a tudo o que é anticatólico. É o exército do Anticristo que se prepara.
Os nossos missionários devem ser muito cautelosos diante dessas sociedades. O catecismo deve ensinar que elas são condenadas pela Igreja por causa de sua organização secreta e por causa das tendências que manifestam, na Europa especialmente, mas também na América de maneira impercetível. Os jornais inspirados pelo seu espírito antirreligioso devem ser condenados como perigosos para a salvação das almas e para o bem da sociedade.
Os nossos padres dirão às suas ovelhas que o Protestantismo é um navio sem bússola. Os Protestantes formam milhares de seitas. Eles não têm chefe, nem guia, nem símbolo. Eles não são uma igreja, eles são exatamente o contrário. Nosso Senhor organizou uma Igreja com um chefe supremo, sucessor de Pedro, e um episcopado que sucede aos apóstolos. Ele quer que haja um só rebanho sob o comando de um só Pastor e que os Bispos governem a Igreja em união com o seu chefe supremo, que é o vínculo da unidade.
Lutero e seus semelhantes não reformaram nada, eles deformaram o culto, o dogma e a moral.
Surpreende como o Positivismo ensinado por Augusto Comte fez prosélitos no Brasil. Os positivistas têm ali algumas capelas. No fundo, Comte é ateu. Ele herdou isso dos piores filósofos do século XVIII. Ele está abaixo de Voltaire, de Rousseau, de Robespierre, que eram deístas. Voltaire teve pelo menos a sabedoria para reconhecer o Criador nas suas obras: "O universo impressiona-me e não consigo pensar esse relógio sem um relojoeiro". Ele exprimia assim a prova convincente da existência de Deus baseada na maravilhosa organização do mundo.
No entanto, Comte percebendo que o homem é um ser naturalmente religioso queria apresentar-nos um novo culto organizado por todas as peças. É o culto da Humanidade, com ritos e iniciações que nos lembram os nossos sacramentos. É uma verdadeira palhaçada. Ninguém levou isso a sério na Europa. Espero que o Brasil logo se desfaça dessa excrescência, para sua própria honra.
O que é o culto da Humanidade? O homem adora a sua raça, a sua família humana. Não há razão para isso: a humanidade caída não é uma coleção de misérias e de vergonhas? Só conheço uma Humanidade que é adorável, a de nosso Senhor Jesus Cristo, Deus e homem.
Se Comte por positivismo entende o estudo do passado e a aceitação de tudo o que faz progredir o Verdadeiro, o Belo e o Bem, somos todos positivistas, mas acreditamos que a ajuda da Igreja, assistida por luzes divinas, nos é muito necessária para nos guardar do erro nesse estudo do passado.
Acima de tudo, queridos missionários, lembrai-vos que a primeira condição de sucesso nas missões é a santidade. Os primeiros apóstolos do Brasil eram santos e implantaram ali essa fé da qual encontrareis restos ainda muito vivos.
Ide com ardente desejo de viver lá como santos. Preparai-vos antes da partida com um retiro. Levai juntamente com a Regra e o Diretório, livros de leitura espiritual, bem escolhidos e bem adaptados à vossa vocação de missionários do Coração de Jesus.
Uma vez lá, reagi contra a tentação de dispersar demais as vossas forças. Devemos exercer o apostolado levando uma vida comunitária. As nossas Constituições exigem isso. Formai grupos. Tende uma casa central onde poderão fazer os retiros comunitários. Fazei os vossos exercícios espirituais de cada dia em comum. Em cada grupo, é preciso haver um regulamento que exija exercícios espirituais.
Sede muito prudentes nos vossos relacionamentos exteriores. Aceitai poucos convites. Fazei apenas visitas que sejam úteis para o vosso apostolado.
A adoração reparadora é entre nós um exercício fundamental, é a prática característica da nossa Congregação.
Não nos devemos contentar com a adoração privada, é preciso a adoração oficial, com o tabernáculo aberto. É com este ato de fé e de piedade que conquistareis o povo. É aqui que cumprimos diante do Coração de Jesus os nossos deveres de adoração, de amor, de reparação e de oração.
Para alcançar as almas, organizai o apostolado associativo. Formai irmandades do Coração de Jesus com reuniões regulares e um objetivo apostólico. Esses grupos separados de homens e de mulheres serão os vossos auxiliares. Eles vão ajudar-vos a reerguer as paróquias. Eles procurarão as crianças para batizar e instruir, os casamentos para regularizar, os doentes para visitar, os pecadores para converter. Eles vos fornecerão catequistas voluntários. Eles prepararão as festas populares que aproveitareis para promover as confissões e as comunhões.
São estes alguns conselhos muito breves e simples, meditá-los-ás diante do Coração de Jesus que derramará sobre eles a sua unção.
A Ele peço humildemente que faça frutificar o vosso apostolado e vos conceda as melhores bênçãos.

















Uma das tantas despedidas e envio de missionários a que presidiu o Pe. Dehon





domingo, 2 de junho de 2019

Longe da vista


Ano C - Solenidade da Ascensão do Senhor

Olhar para onde?
No dia da subido de Jesus ao Céu, para onde devemos nós olhar?
É suposto olhar para o céu.
Mas não.
‘Homens da Galileia porque olhais para o céu, ide…!
Devemos então olhar não para o céu, nem para a terra, mas olhar em frente e olhar para dentro.
Olhar em frente porque devemos cumprir o que ele nos mandou, ir por todo o mundo…
Olhar para dentro porque ele prometeu que estaria sempre connosco…

Longe da vista – longe do coração.
Assim diz a sabedoria popular.
Parece-me quem não é assim.
Se dois amigos são realmente amigos, não é a distância que os vai tornar diferentes. Aliás, a sua ausência física realça ainda mais a presença íntima no seu coração.
Entre nós e Deus é a mesma coisa:
Longe da vista, mas sempre perto do coração.
É a conclusão que podemos chegar ao contemplar o mistério da Ascensão de Jesus.
Elevou-se ao Céu sem deixar de estar na terra…
Foi para longe, sem deixar de ficar perto.
Ele prometeu estar sempre connosco… e não falha.
Ele disse que morreria na cruz e assim aconteceu.
Ele disse que 3 dias depois ressuscitaria e assim aconteceu.
Ele disse que subiria ao Céu e assim aconteceu.
Ele disse mandaria o Espírito Santo e assim aconteceu.
Ele disse que estaria sempre connosco e assim acontece.
Ele disse que viria para julgar os vivos e os mortos e assim acontecerá.
O que Ele promete cumpre sempre.





















53º Dia mundial das comunicações sociais:
Das comunidades de redes sociais à comunidade humana.
Somos membros uns dos outros (Ef 4,25)
É preciso passar da comunidade digital à comunidade humana.
Que as redes sociais e todos os meios de comunicação possam antes unir que separar, possam antes formar que deformar, possam antes promover o amor que o ódio, possam antes fazer o bem que o mal.
Que eles nos aproximam uns dos outros e de Deus.
Que sejam como Jesus na sua Ascensão:
Ficar perto dos que estão longe sem ficar longe dos que estão perto.



sábado, 1 de junho de 2019

VII semana da Páscoa


Ofício de Leitura

Domingo da Ascensão do Senhor
1ª – Procedei com toda a humildade, mansidão e paciência. Suportai-vos uns aos outros com caridade.
2ª – Hoje Nosso Senhor Jesus Cristo subiu ao Céu; suba também com Ele o nosso coração.

Santoral 2/6
Jesus deu a sua vida por nós; portanto também nós devemos dar a vida, não digo por Ele, mas por nós, quer dizer, por aqueles que hão de ser construídos, edificados, com o nosso martírio.

2ª feira
1ª – Quem não ama não conhece a Deis, porque Deus é amor.
2ª – O Espírito Santo vem como protetor fraterno: vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, iluminar a alma de quem O recebe, e depois, por meio desse, a alma dos outros.

Santoral 3/6
A África orvalhada com o sangue destes mártires, que são os primeiros desta nova era (e queira Deus que sejam os últimos – tão grande e precioso é o seu holocausto), a África renasce livre e resgatada.

3ª feira
1ª – Quem teme não é perfeito no amor.
2ª – O Espírito Santo é simples na essência, múltiplo nas manifestações do seu poder, está presente todo em cada um, sem deixar de estar todo em toda a parte.

4ª feira
1ª – Sabemos se amamos os filhos de Deus se amamos a Deus.
2ª – Os carismas devem ser recebidos com ação de graças e consolação, pois todos, desde os mais extraordinários aos mais simples e comuns, são perfeitamente acomodados e úteis às necessidades da Igreja.

Santoral 5/6
A Igreja é como um grande navio que navega pelo mar deste mundo. Sacudida pelas diversas ondas da adversidade nesta vida, não deve ser abandonada a si mesma, mas tem de ser governada. Não sejamos cães mudos, não sejamos sentinelas silenciosas, não sejamos mercenários que fogem do lobo, mas pastores solícitos que velam pelo rebanho…

5ª feira
1ª – Sabendo que Deus nos escuta em tudo o que Lhe pedimos, sabemos também que alcançaremos o que Lhe pedirmos.
2ª – O Espírito santo transforma noutra imagem aqueles em quem habita. Faz passar do amor das coisas terrenas à esperança das realidades celestes, e do temor e pusilanimidade à firme e generosa fortaleza de alma.

Santoral 6/6
Sendo grande entre os grandes e pequeno entre os pequenos, para com todos se mostrava amável.

6ª feira
1ª – Todo aquele que se afasta e não permanece na doutrina de Cristo não possui a Deus.
2ª – Tudo é perfeitíssimo na Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo: a infinidade no Eterno, o esplendor na Imagem, a atividade no Dom.

Sábado
1ª – Não imites o mal, mas o bem. Quem pratica o bem é de Deus; quem pratica o mal não viu a Deus.
2ª – Celebrai, portanto, este dia como membros do único Corpo de Cristo. E não o celebrareis em vão, se realmente sois aquilo que celebrais…