quinta-feira, 24 de julho de 2014
Felizes os que veem
5ª Feira - XVI Semana Comum
Duas mensagens:
da 1ª Leitura
Este povo cometeu dois pecados - Abandonou-me como fonte de água viva e cavou poços que não têm água.
É um pecado contra Deus abandoná-lo.
É um pecado contra si mesmo trabalhar inutilmente.
Olhemos para nós e vejamos em que fonte buscamos a água da felicidade e da santidade. Vejamos se estamos a trabalhar inutilmente, se abandonamos aquele que só ele nos pode dar o que precisamos.
da 2º leitura:
Felizes os vossos olhos porque veem... pois muitos quiseram ver e não viram...
Não viram porquê?
Porque para ver uma pessoa perfeita é preciso olhar de maneira perfeita e para ver de maneira perfeita é necessário olhar para uma pessoa perfeita.
Jesus é essa pessoa perfeita para quem nós devemos olhar e ensinou-nos a maneira perfeita de o fazer.
Aprendamos a olhar do seu jeito e contemplaremos o seu rosto e seremos perfeitos como ele é perfeito.
Lições dos Pássaros (IV)
IV
Agora que vos
pintei num quadro completo os graciosos educadores formados pelo Autor da
natureza, fizestes entre eles a escolha dos vossos modelos?
Ah!
a vossa escolha com certeza não é exclusiva. Quereis formar um ideal de todas
estas virtudes variadas que passaram perante os vossos olhos. A dignidade e a
bondade, a atividade e a amabilidade, a piedade, a delicadeza e a dedicação,
todas estas qualidades variadas quereis reuni-las na educação como a abelha
junta o perfume das flores.
Não
disse o poeta a propósito da educação de uma criança: “Eu formava esta jovem
alma como a abelha fabrica o seu mel.”?
Quereis
rejeitar todos os procedimentos da má educação. Ah! Negligenciar a educação dos
vossos filhos será preparar a sua infelicidade e a vossa, será prestar a vós
mesmos e à pátria o pior serviço.
Conheceis
a história de Dionísio o rei tirano da Sicília? Certo dia, fez prisioneiro o
filho de Dion, seu inimigo. Pensais que o entregou à morte? Nada disso. Mais
cruel do que isso confiou-o a educadores encarregados de o corromper,
deixando-o viver segundo as suas paixões e os seus caprichos, e quando este
jovem se tornou escravo dos seus sentidos e das suas cobiças devolveu-o ao seu
pai. O pai, desolado, tentou confiá-lo a mestres cheios de sabedoria, mas foi
impossível reformá-lo, de modo que acabou por se tornar o desgosto da sua
família e da sua pátria.
Assim
fazem sem hesitar aqueles que, iludidos por vãs teorias querem dar à França uma
juventude sem Deus.
Quereis
colocar ao serviço dos vossos filhos toda a vossa atividade e a vossa
prevenção, e lucrareis quando isso for possível como o chapim. A prevenção é a
força das famílias tal como das nações. Mas a prevenção completa, não esquece
as provisões espirituais.
Dispor
de poupança, é bom, mas juntamente com a virtude e a fé. Como para as nações,
são necessários arsenais com certeza e armazéns de víveres, mas é indispensável
sobretudo a força moral que dá a coragem e a intrepidez na luta. O armazém onde
se guarda esta força é a igreja, é a escola cristã, é o círculo católico, são
as associações cristãs. De nada serviria a uma nação possuir homens e armas, se
estes homens já não derem ouvidos ao ministro de Deus quando diz que um cristão
não teme a morte, que o amor à pátria é sagrado como o da família, e que os
soldados cristãos que morrem como bravos vão para o céu.
Quereis
também ser delicados como estes pequenos seres que vos descrevemos, tereis
cuidado com as leituras e as companhias dos vossos filhos, elevareis as suas
almas tanto quanto puderdes em direção ao ideal. Sabereis lembrar-lhes
frequentemente que a honra e a virtude estão acima das riquezas materiais, como
aquela nobre viúva da Vandeia da qual se contou há pouco tempo que querendo
premiar o seu sobrinho, jovem estudante muito merecedor, lhe apresentou numa
das mãos um escudo e na outra uma cruz de São Luís que o seu avô usara na
batalha de Quiberon, cuja fita estava ainda manchada pelo seu sangue.
Dizia-lhe: escolhe entre possuir este escudo, ou abraçar esta cruz. E o rapaz
superando a avidez da sua idade e enxugando uma lágrima ao ver aquela cruz
gloriosa escolhia aquela relíquia da honra. O poeta exprimia o mesmo
pensamento, quando dizia a um jovem para o levar à virtude: oh a cruz do teu
pai está aí a olhar para ti, a cruz do velho soldado morto na velha guarda!
A
Igreja vos incentiva a serdes educadores nobres, dedicados e delicados. É o seu
ensinamento quotidiano. Eis um caso que não vos deixará indiferentes. Conta-se
que Monsenhor Datilly, outrora bispo de Orange, passeando um dia na cidade
episcopal, ouviu no fundo de uma loja gritos de criança, e que entrou para
pegar neste pequeno ser, cuja mãe se encontrava ausente. Quando a mãe
regressou, ela ficou surpreendida. Diz-lhe ele afavelmente: Senhora, tenha
muito cuidado com esta criança; quando chegar à idade da razão, inspire-lhe o
amor e o temor de Deus, uma vez que só isso pode fazer a sua felicidade e a
dela.
O
nosso venerado prelado, reverendo Mathieu, dá-vos a mesma lição e pede-vos que
a aprendais, protegendo em
São Quintino todas as obras de educação cristã e da
juventude. Eu lhe agradeço em vosso nome.
Prestai
então todos os vossos cuidados à educação dos vossos queridos filhos, mas não
vos esqueçais de os edificar ao mesmo tempo que os instruís. O exemplo vale
mais ainda do que o conselho. Lembrai-vos do provérbio francês, que diz a
respeito da educação: “A lição é que começa, mas o exemplo é que acaba.”
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Segredos de Deus
Hoje celebramos uma das padroeiras da Europa: Santa Brígida.
1ª Mensagem
Na oração do dia agradecemos a Deus ter revelado a Santa Brígida os segredos de céu.
Quem é amigo partilha sempre os seus segredos.
Tal acontece também com Deus e os seus amigos.
Quais foram os segredos do céu revelados a Santa Brígida?
Para além de tantas manifestações, o número de chagas sofridas por Jesus na sua paixão e outros desígnios, podemos acompanhar este segredo:
Palavras de Jesus a Santa Brígida:
O castelo de que te falei é a Santa Igreja, construída com o meu sangue, cimentada com a minha caridade; nela coloquei os meus eleitos e amigos. O seu fundamento é a fé...
Não escondas nenhum pecado, não deixes nenhum por penitenciar, nem consideres nenhum ligeiro.
Não há homem algum que seja tão pecador que o seu pecado não seja perdoado, se o pedir com o propósito de se emendar com contrição sincera...
2ª Mensagem
Sem mim nada podeis fazer, disse Jesus no Evangelho de hoje.
A vida de Santa Brígida foi o reflexo desta verdade.
Moisés disse a Deus:
- Quem sou eu ara ter semelhante missão? Eu não sei falar....
E Deus respondeu:
- Eu estarei contigo...
O que realmente conta não é quem somos, mas com quem estamos ou com quem vamos...
Santa Brígida fez o que fez não por ser quem era, mas por estar com quem estava... com Deus.
Lições dos Pássaros (III)
III
Outros
pássaros completarão seguidamente a lição, mas antes de ir mais longe,
afastemos primeiro as sombras ou o fundo negro do quadro; as partes a realçar
sobressairão melhor.
A
Providência gosta destes contrastes, ela coloca ao lado do modelo o contraste
que o põe em realce.
O
fundo negro são alguns grupos de
pássaros tão defeituosos como também educadores e viciosos em alguns aspetos.
Citarei
quatro espécies: as aves de rapina, as
aves nocturnas, a preguiçosa avestruz e o vaidoso pavão.
As
aves de rapina, como o abutre e o falcão têm um aspeto duro e
cruel; entregam-se à caça, mas somente alguns momentos a meio do dia.
Pois
bem, são desprezíveis tanto pela educação que dão às suas crias como pelos seus
hábitos. Têm quase sempre o costume desnaturado de atirar os seus filhos para
fora do ninho mais cedo que todos os outros pássaros, e quando eles ainda
precisam de cuidados e de ajuda para a sua subsistência. A natureza dos filhos
ressente-se da educação e dos exemplos que recebem. Quando são um pouco mais
crescidos, não param de se guerrear e de disputar uns aos outros o alimento e o
lugar no ninho, de maneira que muitas vezes o pai e a mãe intervêm e os matam,
batendo-lhes para acabar a luta. Não há aqui nada porventura que se assemelhe
às vossas famílias? Mas não encontraremos por aí famílias cuja vida lembra este
triste quadro?
As
aves noturnas, como o mocho, a coruja, a coruja das torres
caracterizam-se pelo seu gosto pela rapina. Vão roubar os ovos e as provisões
dos outros pássaros. Pássaros sacrílegos, entram nas igrejas rurais, para beber
o azeite da lâmpada do Santíssimo.
Pois
bem, estas aves amigas da rapina e do roubo são detestáveis educadoras. Põem os
seus ovos à vista nos buracos das muralhas ou sobre as traves. Não colocam nem
erva nem folhas para os receber, não se dão à maçada de fazer um ninho.
Reconheceis nas nossas famílias de vagabundos cujos filhos, privados de
qualquer educação, seguem os tristes exemplos dos seus pais?
A
avestruz é uma ave preguiçosa e
estúpida. É referida na Sagrada Escritura pela dureza para com os seus filhos.
De facto não lhes presta qualquer cuidado depois do seu nascimento. As suas
crias ficam abandonadas, privadas de qualquer educação e de quaisquer
benefícios da sociedade; deste modo ficam estúpidas como o seu pai e sua mãe.
Não
se encontrarão também entre os homens, famílias em que a preguiça e a apatia
provocam a estupidez e a grosseria?
O
pavão é o símbolo da vaidade e do
orgulho. A sua vida é mostrar-se. Julga-se o rei da capoeira e não poupa
bicadas. Pois bem, ele abandona muito cedo os seus filhos para se ocupar em
mostrar-se e eles imitando o que viram tornam-se cedo vaidosos e guerreiam. Não
haverá muitos pavões nas nossas cidades?
Mas
chegamos ao grupo gracioso dos modelos.
Aqui tudo é amável e é só escolher.
Distingo
cinco espécies: aqueles que são nobres e
valorosos, os que são ternos e bons, os que são ativos e previdentes, os que
são amáveis e amigos do homem, depois os artistas, os delicados, os místicos e
sentimentais.
A
águia é a rainha dos ares, é o
símbolo do poder. É nobre, grande, corajosa, infatigável. Pois bem, sabe ser boa para com os seus
aguiotos. Cuida deles, alimenta-os com dedicação. Estes são ternos e
sossegados. A águia condu-los à caça e ensina-lhes a caçar e não os obriga a
afastar-se senão quando são bastante fortes para dispensar qualquer ajuda.
Parece-vos que
este aspeto seja de menosprezar?
Vêm
agora os corifeus da ternura e da
bondade, a pomba e a perdiz. A
dedicação da pomba à sua ninhada é tão grande, tão constante, que a vemos
sofrer os maiores incómodos e as dores mais cruéis antes que a abandonar; há
uma ou outra, cujas patas gelam e caem, porque o seu ninho estava demasiado
perto da janela do seu aviário e que, apesar deste sofrimento, acompanha a sua
ninhada até que os seus filhos saiam da casca.
O
pai, enquanto a mãe está no choco, não se afasta dela, e quando ela pressionada
pela fome ela deixa os seus ovos para ir ao comedouro, o pai a quem chamou por
meio de um pequeno arrulho, toma o seu lugar e choca os ovos. Ele faz isso duas
vezes por dia e durante duas ou três horas de cada vez.
Entre
as perdizes, o pai partilha com a mãe o cuidado de ensinar os filhos.
Acompanham os dois, chamam-nos constantemente, encontram-lhes o alimento de que
precisam e ensinam-lhes a procurar esgravatando a terra.
Não
é raro vê-los acocorados, aquecendo juntos os seus filhotes cujas cabeças saem
de todos os lados com uns olhos muito vivos.
Vimo-los
acudir, batendo as asas sobre o cão que ameaça os seus filhos, que tanto amor
paternal inspira a coragem aos animais mais medrosos. Por vezes este amor
paternal inspira-lhes uma espécie de prudência e de meios apropriados para
salvar a sua ninhada. O pai foge pesadamente e arrastando a asa como para
atrair o inimigo, correndo bastante para não ser apanhado, mas não o suficiente
para desencorajar o predador, dando tempo para que a mãe leve os filhos para mais
longe sem que o caçador perceba o mínimo ruído.
Que
belos exemplos! Ah! se em todas as famílias o pai e a mãe tivessem o mesmo
cuidado com a vida temporal dos seus filhos e com a sua vida moral e
espiritual.
Mas
eis um outro modelo, maravilha de atividade
e de previdência, é o chapim,
hóspede gracioso das nossas florestas. O chapim está constantemente em ação,
sempre em movimento. É ele, entre os pássaros aquele que cria a família mais
numerosa. Trabalha sem descanso de manhã à noite.
Todas
as comidas lhe agradam, sementes, ervas, insectos. Constrói um ninho muito
grande para a sua pequena estatura. Guarnece-o abundantemente com ervas miúdas,
musgos, algodão, lã, penas, penugem, tudo o que encontra. Tem uma coragem
intrépida, e uma atividade incansável. E, o que é raro entre os pássaros, não
se preocupa somente com a necessidade presente, mas conhece a época e tem
sempre na proximidade do seu ninho esconderijos cheios de provisões; é um
pequeno capitalista. Utilizará a “caixa de previdência” quando esta for
instituída entre os pássaros.
Há
um grupo particularmente amável, o
dos amigos dos homens: Vede a andorinha.
Ela não se diverte senão connosco. Faz o seu ninho nas nossas janelas, e nunca
nos bosques. Procura de preferência a casa do pobre como para lhe pregar com
insistência a confiança na Providência. Como é ativa e abnegada também ela para
com os seus filhos! Constrói bem cedo o seu ninho com um duro cimento que traz
por debaixo da asa. Não precisa mais do que oito dias e, coisa digna de registo
e única, a andorinha é ajudada para isso por muitos companheiros. É a sociedade
de socorro mútuo entre os pássaros.
Uma
outra amiga do homem, é a pastorinha,
pássaro que acompanha as nossas ovelhas e os nossos cordeiros, a alegria, a
distração dos humildes pastores e, por vezes, a mais-valia do rebanho, porque
avisa com os seus gritos a proximidade do lobo e da ave de rapina. Faz o seu
ninho nas fendas e dá aos seus filhos o exemplo desta dedicação ao homem.
Que
delicioso símbolo dos piedosos visitadores que levam consolação aos pequenos e
aos pobres.
Seguem-se
agora os artistas, os cantores piedosos
ou profanos. Apresento-vos a toutinegra
sempre alegre, viva, atenta e ligeira. É a mais amável hóspede dos nossos
bosques. Como dá aos seus filhotes o exemplo de dedicação ao homem! Não parece
possuir um coração humano? Nas nossas gaiolas a sua voz afetuosa, os seus
pequenos pios e o seu bater de asas exprimem a diligência e o reconhecimento.
Os seus filhos são excelentes alunos. Se estão em condições de ouvir o rouxinol aperfeiçoam o seu canto e
competem com o seu mestre.
O
melro também é um dos nossos alegres
amigos. Ele canta para nos distrair. Tem o sentimento paternal muito
desenvolvido e se alguém tenta atacar-lhe a ninhada, vai direito aos olhos do
agressor para o cegar às bicadas.
O
amável pintassilgo é um pai de
família exemplar. É de uma assiduidade irrepreensível no cumprimento dos seus
deveres de chefe de família. Ajuda a mãe a construir o ninho. Bom trabalhador,
leva regularmente o alimento ao lar quer durante o choco, quer durante a
educação dos filhos.
A
pega, também ela alegre tagarela,
não é uma madrasta. Constrói um ninho sólido com madeira e argamassa, esconde-o
num emaranhado que é uma verdadeira construção de ramagens e reveste-o com uma
camada macia e quente. Está sempre de olho aberto à volta da sua ninhada e
defende-a se for preciso, contra a gralha,
o falcão e até a águia. Educa os seus filhotes com
solicitude e presta-lhes por muito tempo os seus cuidados. Que belos exemplos
de trabalho e de dedicação nos quis dar o Criador.
Vêm
agora os pássaros mais delicados. O pássaro-mosca é a joia da criação. É
gracioso, rápido, elegante. A esmeralda, o rubi e o topázio brilham nas suas
asas. Vive sobre as flores, alimenta-se do seu néctar e só habita nos climas em
que as flores não cessam de se renovar; o seu corpo é pequenino como o de uma
abelha. Pendura o seu pequeno ninho numa folha de laranjeira. Este ninho é
rijamente tecido com fio de algodão e de penugem macia; é delicado e polido
como a pele de uma luva. A progenitora para alimentar os seus filhos, dá-lhes a
sugar a sua língua toda adoçada com o suco tirado das flores. Nunca se os pôde
criar em cativeiro, uma vez que não se encontra nada tão delicioso para os
alimentar. O colibri não é menos
gracioso. Um missionário da América chegou a criar alguns alimentando-os com
uma papa feita de biscoitos e de vinho de Espanha. Eles ouviam a sua voz e
vinham imediatamente pousar sobre o seu dedo para receber a sua saborosa
refeição.
A
ave-do-paraíso apresenta-se vestida
de seda, de veludo e de luminosidades. Alimenta os seus filhos com plantas
aromáticas e orvalhos. Procuremos delicadamente nós também os alimentos
espirituais das nossas crianças, velando para que tudo o que oiçam ou leiam
seja puro, elevado e apto para fazer delas homens de fé e homens de bem.
Eis
finalmente aqueles que se podem chamar
místicos e sentimentais. A cotovia
é um pássaro eminentemente francês. Os antigos Romanos tinham-na por originária
da Gália. Ela é fina, viva, espiritual, divertida. É alegre e naturalmente
religiosa; o seu canto foi sempre visto como uma oração. É generosa e dedicada.
Se se colocar uma jovem cotovia junto de uma ninhada cativa, ela aproxima-se
com afeto desses órfãos, põe-se a cuidar deles, aquece-os com as suas asas,
alimenta-os e esquece-se de si mesma por amor deles.
O
pisco tem de verdade o instinto de
dedicação. Ele afeiçoa-se ao homem a ponto de parecer possuir uma alma
sensível. Para nos agradar aprende a cantar, a falar, a dar às suas frases uma
entoação penetrante. Vemo-los reconhecer passado um ano a pessoa que os criou.
Alguns, obrigados a deixar o seu criador, deixaram-se morrer de pena.
Numa
ninhada de órfãos, viu-se os mais velhos, que já sabiam comer sozinhos,
alimentar o mais novo que ainda não sabia.
O
pelicano é, sabeis com certeza, o
símbolo do sacrifício. Priva-se dos seus alimentos e retira-os do saco de
reserva que possui debaixo do bico, para alimentar os seus filhotes, o que leva
a dizer que os alimenta com o seu sangue. A sua dedicação chega até ao
sacrifício e ao heroísmo.
terça-feira, 22 de julho de 2014
O Amor é o 1º a falar
Memória de Santa Maria Madalena
Na oração inicial da Missa rezamos o que relata o Evangelho de hoje:
Deus quis que Maria Madalena fosse a primeira a receber a missão de anunciar a alegria pascal.
Isto porquê?
Por ser mulher?
Por ser chorona?
Por ter a língua afiada?
Por ser notívaga?
Nada disto!
Ela foi a primeira a se aproximar, a primeira a ver, a primeira a falar, a primeira a fazer caminhar, a primeira a fazer falar... porque foi a primeira a amar.
O amor e a misericórdia têm sempre o primeiro lugar.
O amor é sempre o primeiro a ver, a aproximar-se a falar, a compreender e a receber uma missão.
Maria Madalena que tanto amou o Senhor... não foi ela a primeira a chegar, foi sim o amor...
Ainda hoje o amor é sempre o primeiro a chegar, o primeiro a ver, o primeiro a compreender e o primeiro a falar.
Um grande escritor, filósofo e pedagogo muito recentemente falecido, Rubem Alves dizia mais ou menos isto: Um coração não precisa de agenda, nem de calendário, nem de apontamentos para se lembrar, para ver, fazer ou assumir as suas responsabilidades.
De facto, eu costumo dizer que prefiro ter um lápis pequeno do que uma memória grande... mas tenho então de me corrigir: O que eu preciso é ter um grande coração para não precisar de agenda, nem de calendários nem horários, nem lembretes...
Basta ter coração para ver, falar e cumprir!
Lição dos Pássaros (I-II)
Está a decorrer de 21 a 24 de julho em Valência (Espanha) o III Encontro Internacional de Educadores Dehonianos.
SINT UNUM é o tema central, inspirado na Proposta Educativa Dehoniana.
Como subsídio para inspirar a nossa ação educativa na prática e ensino do Pe. Dehon, partilho a tradução de uma conferência que ele deu em 1888 numa reunião da Sociedade São Vicente Xavier, conforme guardamos no Arquivo Dehoniano, caixa 7/3.D. Inventário 43.04.
A divisão e numeração em 4 partes é da nossa responsabilidade. Aqui vão as 2 primeiras:
ACERCA DA EDUCAÇÃO
I
Como
são boas e amáveis as nossas reuniões cristãs, não é verdade?
É
precisamente aqui que reina a verdadeira fraternidade. Temos sobre tantas
questões os mesmos pontos de vista e os mesmos sentimentos. Por isso, quando me
foi pedido que vos falasse, uma quantidade de temas apresentaram-se ao mesmo
tempo ao meu espírito.
Eu
podia falar-vos da Igreja, do papado, conduzir-vos em espírito a Roma,
mostrar-vos lá uma das belas cenas do reino de Cristo: todos os soberanos do
mundo inclinados respeitosa e piedosamente na pessoa dos seus representantes
diante da majestade do vigário de Jesus Cristo; as ofertas de todas as nações,
ouro, objetos de arte, trabalhos singelos, apresentados como o mais majestoso
tributo que a terra jamais ofereceu ao céu e, entre esses troféus, os presentes
de São Quintino ocupando um lugar de honra graças, à iniciativa do Reverendo
Mathieu; e ainda, as multidões entusiastas de 30 e 40.000 peregrinos reunidos
na esplêndida basílica de São Pedro e aclamando o sumo, tanto mais pontífice
que não era visto desde há 18 anos a presidir às festas de Roma cristã.
Diante
deste quadro teríeis exclamado todos “ah! quem nos dera estarmos lá para unir
os nossos vivas aos daqueles nossos amigos!
Poderia
falar-vos da França, repetir-vos como ela ainda é bela, apesar dos seus
sofrimentos, como é boa, amável; seria ela rejeitada, se não permanecesse a
primeira pela vivacidade do seu espírito, pela generosidade do seu coração e
até pela predileção da Igreja, da Virgem Imaculada, predileção manifestada cada
dia pelos favores alcançados em Lourdes e em Montmartre.
Poderia
falar-vos de um tema ainda mais sensível, do trabalhador cristão, dos dias de
alegria e de honra que os trabalhadores cristãos podem esperar num futuro próximo.
A aurora desses belos dias surge-nos na grande obra dos Círculos, obra
eminentemente francesa que encontrou a solução do problema social, na
Corporação cristã e que manifestou uma vez mais ultimamente aos olhos do mundo
uma vez mais o ardor cavaleiresco dos franceses, levando todos os peregrinos
aos pés de Leão XIII.
Mas
há um tema ainda mais terno, objeto mais tocante, senão mesmo maior do nosso
afeto do que a Igreja, a França e nós próprios. Qual será ele? Quem são esses
tão queridos? Os vossos filhos; os vossos filhos que vós e eu próprio desejamos
tanto mais dotados de qualidades e de virtudes que sejam ao mesmo tempo que
objeto da nossa ternura, a esperança da França e da Igreja.
II
Falarei
então dos vossos filhos e da educação a dar-lhes e creio fazê-lo como
verdadeiro cristão e como verdadeiro francês, se pedir ao Autor da natureza que
lições de educação que nos dá por meio dos seres cujo instinto dirige, e se
pedir de empréstimo o método do bom e interessante La Fontaine , glória do
Parnaso francês e honra do nosso departamento.
O
Criador que nos deu por meio dos animais lições de virtudes, mostrando-nos o
símbolo da coragem no leão, da temperança na corça do deserto, da previdência
na formiga, do trabalho e da disciplina na abelha, da ordem social na cidade do
castor, ensinou-nos sobretudo a arte da educação através do exemplo dos
pássaros.
Que
amáveis e graciosos mestres! São os hóspedes do nosso céu. São as flores e a
harmonia do ar e o símbolo dos anjos.
Que
dons invejáveis recebeu a maioria deles! Possuem um olhar que domina uma
província inteira, uma voz que envergonha os nossos concertos, uma agilidade
que desafia até os nossos carros de fogo.
Enfim!
Não poderão eles até envergonhar-nos da nossa indiferença para com o Criador,
quando festejam com tanta devoção com seus cantos o surgir da aurora e o cair
da noite?
Eles
são artistas, arquitetos, músicos, grandes viajantes; tanto nobres e distintos,
como suaves e amáveis, delicados, prevenidos, ativos, generosos, dedicados;
eles são muitas vezes, como vereis, admiráveis educadores.
Mas
em primeiro lugar quero provar a minha tese com um testemunho divino. Recordais
os termos em que Jesus
reprovava a ingrata Jerusalém por não ter aproveitado os seus ensinamentos? “Eu
quis, dizia ele, reunir os teus filhos como a galinha reúne os seus pintainhos sob as asas”. Vede, o tipo acabado
da dedicação na educação, para Jesus, é a humilde galinha das nossas quintas e
dos nossos galinheiros.
Já
vistes com certeza em ação, que cuidados atentos para que nada falte aos seus
pintainhos! Vai de um a outro, chama-os com os seus cacarejos dolentes;
esgaravata a terra ou a erva para aí escolher o alimento que lhes convém,
priva-se dele em benefício deles. Aquece-os e protege-os; é feliz por vê-los
divertir-se à sua volta; e, se a ave de rapina os ameaça, torna-se corajosa,
corre, voa diante dela, espanta-a com os seus gritos agudos e com o seu bater
de asas.
Entrega-se
a estes ternos cuidados com tanto ardor e desvelo que a sua compleição parece
alterar-se. As suas inflexões de voz expressivas e os seus movimentos ágeis e
rápidos têm todos um tom de solicitude e de afeto maternais.
(continua)
domingo, 20 de julho de 2014
H B C
Ano A - XVI Domingo Comum
3 letras - H B C
3 Palavras - Humildade Bondade Confiança
3 Mensagens
1ª H de Humildade
Ao pregar sobre a parábola do trigo e do joio, tinha na mão um facho de espigas de trigo. Alguém da assembleia levantou a mão para me perguntar:
- E onde está o joio?
- Está aqui, aí e ali...respondei apontando para mim, ara ele e para os outros.
De facto é preciso humildade para reconhecer em nós o joio ou as ervas daninhas.
Quem não é capaz de reconhecer e identificar em si mesmo esse joio não será capaz de melhorar e corrigir a sua vida.
Peço essa humildade, pois eu sou também joio.
2ª B de Bondade
É preciso também identificar o trigo ou as coisas boas...
Um dia um padre chamou o sacristão e deu-lhe um raspanete à frente da assembleia pois tinha deixado uma vela apagada... que falta de responsabilidade e de profissionalismo... E o sacristão respondeu muito simplesmente:
- O sr. padre só vê a velha apagada... eu estou a ver 9 velas acesas...
Quanto mais vermos, identificarmos e guardarmos no nosso coração as coisas boas, mais vontade teremos de as praticarmos...
Porque é que só temos olhos, dedos e língua para identificar o que de menos bom existe?
É preciso valorizar o trigo bom,o bem que Deus semeou na nossa vida.
3ª C de confiança
Depois de olharmos para o joio e para o trigo bom, é preciso olhar para Deus com confiança. Se Ele foi capaz de transformar a água em vinho, não poderá transformar o joio em trigo bom?
Não podemos pôr limites à Providência divina.
Ponhamo-nos nas mãos de Deus e Ele converterá o mal que em nós existe em bem que espera de nós.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Na rota do martírio
Ao
celebrar a memória dos mártires Inácio de Azevedo e companheiros, fico a pensar
que a ilha da Madeira está na rota do martírio e da santidade de muita gente.
Neste caso foram 40 os que deixando a Madeira foram logo perseguidos e martirizados
por calvinistas no alto mar. Daqui partiram para o martírio… e esta ilha ficou
para sempre na rota da coragem, do martírio e da santidade.
Olhando
para a história, podemos concluir que esta é uma realidade constante ao longo
dos 500 anos da diocese.
Primeiro
foi Frei Pedro da Guarda, que vindo de longe, aqui se santificou…
Depois
foi a Irmã Brites da Paixão, aqui nascida e aqui consagrada a uma vida de
santidade.
Depois
veio de longe, da Índia com escala em Inglaterra, Mary Jane Wilson… Aqui
trilhou o caminho da caridade, da dedicação, da consagração e da santidade.
Veio para ficar neste trampolim de santificação e daqui enviou tantas
vitorianas pelo mundo inteiro.
Mais
tarde foi a vez do Beato Carlos, Imperador da Áustria. Por contratempos e
acasos da vida veio parar a este pequeno torrão no Atlântico e aqui, como
meteorito fugaz, fez brilhar a sua vida de paz e de santidade num novo reino.
Seguiu-se
a Madre Virgínia que aqui nasceu, se consagrou e se santificou. A sua mensagem espalhou-se
pelo mundo fora onde se venera o Coração Imaculado da Virgem Santa Maria.
E
não ficamos apenas por estes ilustres filhos da Igreja.
A
lista pode continuar com a Irmã Maria do Monte das Hospitaleiras do Coração de
Jesus, da Irmã Imelda da Congregação de Nossa Senhora das Vitórias… para não
falar da Imperatriz Zita ou do Santo Padre João Paulo II que também passou por
aqui num rasto de santidade.
Nós
estamos de facto numa terra abençoada.
A
diocese do Funchal está na rota da Santidade, na rota do martírio, na rota das
Bem-aventuranças.
A
madeira converteu-se em cruz e aqui a cruz converteu a Madeira. E assim se
santificaram tantos que nasceram, viveram ou passaram por aqui.
Nós,
aqui na Madeira, estamos na estrada do céu, na travessia do paraíso, no caminho
do martírio, na rota da santidade.
Um jugo suave
5ª feira - XV Semana Comum
O
Jugo de Cristo é suave e a sua carga é leve:
- Porque
é um jugo de amor e só o amor torna suave uma cruz e leve um jugo.
- Porque
contrariamente às outras coisas, o jugo de Cristo não nos puxa para baixo
(força de gravidade/peso), mas atrai-nos para cima, para o alto, para Deus.
- Porque
ajudarmo-nos a uma carga para servirmos a Deus não é uma fardo, mas uma honra.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Viver por obediência
O
Pe. Prévot, mestre de noviços, estava bastante doente, entre a vida e a morte.
Informaram
o Pe. Dehon que logo se dirigiu para o local.
A
comunidade encontrava-se toda reunida no corredor, pois o doente estava em fase
terminal.
O
Pe Dehon entrou na enfermaria onde estava o Pe. Prévot e lá esteve poucos
minutos.
A
presença do Fundador parecia comunicar vigor ao doente que ficou feliz por
vê-lo e, sem mais explicações, pediu-lhe licença para morrer.
-
Morrer? Morrer não, mas viver!
-
Parece-me que o Senhor Deus me quer Consigo. Se ainda estou vivo é porque
estava a aguardar que chegasse aqui e me desse autorização para morrer em paz.
-
Pede antes a nossa Senhora a obediência de viver mais dez anos...
-
Se Vossa Reverência ordena tal, eu pedirei sim.
Os
dois padres recolheram-se em oração por breves momentos e depois o doente
concluiu:
-
Nossa Senhora deu-me os 10 anos que lhe pedi, em obediência ao meu Superior
Geral. Ficarei curado.
De
facto o Pe. Prévot viveu os 10 anos por obediência.
E
Nossa Senhora deu-lhe ainda mais para além destes, porque uma mãe é sempre
generosa.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Remédio original
Estava uma vez o Pe. Prévot a pregar um retiro em Dussen na Alemanha.
No terceiro dia interrompeu o serviço e voltou a casa, pois estava muito doente.
O superior chamou o médico.
- Há quanto tempo começou a sentir-se assim cansado e sem forças?
- Talvez há 8 ou 10 dias.
- Porque é que foi pregar o retiro nesse estado?
- Pensava que o cansaço passasse depressa.
- Mas não viu que não passava, mas antes piorava? E continuou a pregar… Porquê?
- Porque eu sentia que a pregação me dava um certo alívio. No entusiasmo da pregação sentia-me reconfortado e anestesiado, esquecendo assim o cansaço.
- Mah! É a primeira vez que oiço falar de um remédio desse género. Nunca encontrei em nenhum Manual de Medicina ou de Farmácia que a pregação curasse uma fraqueza física.
A ordem foi de repouso absoluto… é que remédio de um santo não quer dizer que seja um remédio santo!
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Mais do que uma estátua
Quando
o Pe. Fuzet, um dos párocos de quem o Pe. Prévot foi coadjutor, reparou que este ficava muito
tempo ajoelhado na igreja a rezar, lamentou-se com muita simplicidade:
-
Eu não preciso de estátuas para a minha igreja…
O
Pe. Prévot não era uma estátua silenciosa no seu nicho, mas uma estátua viva e orante.
Ninguém imaginava que essa “estátua” estava a fazer pela sua comunidade cristã muito mais do que todos os outros colaboradores tidos como mais ativos e dinâmicos.
O seu superior podia vê-lo como uma estátua, mas o Pe. Prévot era muito mais do que isso. Embora silencioso dava eloquentes lições de oração. Estando embora de joelhos, ia ao encontro de todos os necessitados. Falando dos homens a Deus, estava a falar de Deus aos homens.
Ninguém imaginava que essa “estátua” estava a fazer pela sua comunidade cristã muito mais do que todos os outros colaboradores tidos como mais ativos e dinâmicos.
O seu superior podia vê-lo como uma estátua, mas o Pe. Prévot era muito mais do que isso. Embora silencioso dava eloquentes lições de oração. Estando embora de joelhos, ia ao encontro de todos os necessitados. Falando dos homens a Deus, estava a falar de Deus aos homens.
Quem
dera que todas as comunidades tivessem “estátuas” assim.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Amar os semelhantes
- Senhor padre, estou muito dececionada com a vida. A partir
de agora vou amar só os animais. Isto não é pecado, pois não?
- Não, minha filha. É precisamente isso que ensina a Palavra
de Deus.
- A sério?
- Sim, sim. A Bíblia diz que devemos amar de todo o coração
os nossos semelhantes…
As 3 brechas
São Bento
apontou três brechas por onde o inimigo pode entrar no nosso coração. O combate
espiritual acontece aí nesses lugares de maior fragilidade humana e espiritual.
É nestas brechas que precisamos prestar maior vigilância.
Primeira brecha: A COBIÇA
É a idolatria
das coisas, por exemplo, fazer do dinheiro um deus. É o apego às coisas da
terra.
São Bento coloca
como símbolo desta brecha o porco, pois seu focinho está sempre ligado
ao chão. Curioso observar no Evangelho que o filho pródigo, após ter gastado
todos os seus bens, foi trabalhar no meio dos porcos.
Nesta brecha a
luta acontece na reorientação dos desejos. É preciso conquistar uma atitude de
oblação, de generosidade, desapego. É neste sentido que os
religiosos fazem o voto de pobreza.
Segunda brecha: A VAIDADE
É a idolatria do
outro como objeto de prazer. É a necessidade de ser reconhecido e amado
distorcida, pois esquece da relação de fraternidade para com o próximo e pensa
apenas em si mesmo. É fazer tudo só pelo interesse de ocupar o primeiro lugar,
ser bem visto pelos outros, elogiado, ter estatuto, ser admirado.
Aqui São Bento
usa o símbolo do pavão. É preciso reorientar esta necessidade
natural e boa de ser reconhecido e amado.
Se na primeira
brecha, a atitude de desapego era uma garantia de vitória, nesta segunda brecha
é necessário perseguir a atitude da solidariedade, do diálogo, da comunhão com
Deus e com próximo.
Para isso é
fundamental a mansidão e a simplicidade. É neste sentido, de
reorientar todos os afetos para o serviço da comunhão, que os religiosos fazem voto de castidade.
Terceira brecha: O ORGULHO
É querer dominar
tudo para si. Ser um verdadeiro deus. É a idolatria de “si mesmo”.
Aqui São Bento
ilustra com o símbolo da águia. O orgulho é a origem de todos os
pecados. É pelo orgulho que o homem se separa de Deus e procura a sua
independência.
É necessário
perseguir a virtude da humildade. Na luta espiritual, às vezes Deus nos dá a
graça da humilhação como uma espécie de exercício para crescermos na humildade
e vencermos a brecha do orgulho. Neste sentido os religiosos fazem o voto de obediência.
CF. Blog do Padre
Joãozinho, SCJ
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Uma túnica só
5ª Feira - XIV Semana Comum
Jesus enviou os seus
discípulos, recomendando-lhes que não levassem duas, mas apenas uma túnica.
Porquê?
1. Porque Jesus envia-os como pessoas generosas = quem tem duas
túnicas reparta com quem não tem nenhuma!
2. Porque Jesus envia-os como gente serviçal = Não têm uma
túnica para trabalhar e outra para festejar… pois estão sempre ao serviço!
3. Porque Jesus envia-os como pessoas identificadas com Ele =
Vão revestidos de Cristo, como veste branca do batismo, e Cristo é um só, não
está dividido!
quarta-feira, 9 de julho de 2014
terça-feira, 8 de julho de 2014
A missão é grande
3ª Feira - XIV Semana Comum
Podemos selecionar 2 mensagens de cada uma das leituras de hoje.
Fixemos a primeira frase da primeira leitura e a última frase da última leitura.
1ª - Israel escolheu reis sem o meu consentimento e chefes sem me consultarem...,
O Pe. Dehon aconselhava a um seu amigo: que todos digam de ti - nada faz sem consultar a Deus.
E podemos consultar a Deus através da oração, da meditação da sua Palavra, estando atento aos apelos do mundo, sensíveis aos nossos irmãos, contemplando a beleza da criação.
Tantas maneiras de consular a Deus...
2ª - A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos...
Se Jesus estivesse preocupado com a quantidade, diria hoje assim: A messe é cada vez menos, e os trabalhadores mais fracos...
De facto já não há multidões dispostas a seguí-lo. E os trabalhadores bem poucos.
Mas aquilo que Jesus pretende dizer ontem, hoje e sempre é: A missão é grande... e os trabalhadores indignos.
De facto a missão que Jesus nos dá é grande, o desafio é enorme, o ideal a que nos convoca é magnífica... E aqueles que são convocados só têm uma atitude: São indignos.
Pedi, portanto, ao Senhor da Missão: Senhor, eu não sou digno... mas dizei uma palavra e farei a minha parte.
domingo, 6 de julho de 2014
Aprender
Ano A - XIV Domingo Comum
Três verbos, três convites, três compromissos:
- Que estais cansados
- Vinde
- Aprendei
Primeiro: Quando estiverdes cansados
Se estou cansado, saturado, abatido, desanimado, em baixo, deprimido, adoentado... deixo logo de rezar, de ir à missa de meditar e de me aproximar de Deus e da Comunidade. Afasto-me porque estou cansado e fico ainda mais casado por me ter afastado.
Fazendo isto, faço precisamente o contrário do que quer Jesus.
Vós que estais cansados, eu vos aliviarei.
Só se liberta quem se aproximar de Deus e da Comunidade.
Segundo: Vinde
Quando estou aflito ou enrascado digo logo: Vinde Senhor em meu auxílio.
Peço que Deus me venha socorrer.
É precisamente o contrário do que espera Jesus.
Se precisas de ajuda, vem...
Se não somos socorridos é porque não vamos até ao ponto de socorro e de auxílio.
Terceiro: Aprendei
Jesus não me chamou para ensinar, mas para aprender. Não quer que sejamos mestres, mas sempre aprendizes, discípulos permanente.
Mesmo um pai não ensino o seu filho, mas aprende a ser pai com o seu filho.
Mesmo um professor não vai à escola para ensinar, mas para aprender. Se lhe faltar esta disposição nunca chegará a ser um bom professor, não aprenderá nada e não ensinará ninguém.
Jesus que que aprendamos não a falar, andar, curar, pregar, rezar como ele. Quer apenas que aprendamos a ser mansos, humildes e a ter coração como ele.
Mansos para os outros se aproximarem de nós.
Humildes para que nós nos aproximemos dos outros.
A ser coração para que todos tenhamos os mesmo sentimentos, um só coração e uma só alma.
Etiquetas:
Coração de Jesus,
Liturgia Dominical
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Apóstolo do Coração de Jesus
Festa do Apóstolo de São Tomé
Se eu perguntasse qual é o Apóstolo do Coração de Jesus, com certeza que as respostas coincidiriam quase todas em São João. De facto foi ele quem inclinou a cabeça sobre o peito de Jesus na última Ceia e mais tarde testemunhou no Calvário a um dos soldados a trespassar o Coração de Jesus...
Mas para mim, o mais genuíno Apóstolo do Coração de Jesus é São Tomé. De facto foi ele quem quis primeiro olhar, ver e sentir o Coração trespassado de Cristo Ressuscitado. Foi a Ele que Jesus mostrou o seu coração, apresentando-o para que o tocasse.
Para São Tomé não lhe bastava ouvir, nem bastava ver. Ele queria tocar, sentir e entrar no lado aberto e ir até ao mais íntimo do Coração de Jesus.
Celebrar São Tomé é celebrar as primícias do Coração de Jesus.
Peçamos ao Senhor, através de São Tomé, que nos deixe tocar no Seu Coração, mas peçamos sobretudo que seja Ele a tocar no nosso coração.
Peçamos ao Senhor, através de São Tomé, que nos deixe tocar no Seu Coração, mas peçamos sobretudo que seja Ele a tocar no nosso coração.
Etiquetas:
Coração de Jesus,
Liturgia Diária
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Aproximar-se... afastar-se
4ª Feira - XIII Semana Comum
Dois endemoninhados aproximaram-se de Jesus
Os gadarenos pediram a Jesus que se retirasse do seu território.
A aproximação dos maus.
O afastamento dos bons.
A aproximação dos maus que queriam ser bons (libertar-se).
O afastamento dos que se julgavam bons.
Pior do que ser mau é julgar-se bom.
Jesus continua a atrair tudo e todos: bons e menos bons.
Ninguém, depois de se encontrar com Jesus, fica na mesma, tem de ser diferente, tem de melhorar.
Se não melhorar, fica pior.
Pior do que ser mau, é não querer melhorar.
Ou deixamos que Jesus expulse demónios que estão dentro de nós,
ou então nós expulsaremos a Jesus de dentro de nós.
Esta é a verdadeira expulsão dos vendilhões do templo.
Este templo somos nós, templo de Deus.
Expulsar os vendilhões é expulsar os demónios ou expulsar de tudo o que está a mais.
Aproximar-se de Deus é afastar-se do mal.
Aproximar-se do mal é afastar-se de Deus
Subscrever:
Mensagens (Atom)
