terça-feira, 24 de dezembro de 2019
segunda-feira, 23 de dezembro de 2019
Acolher e bendizer
Novena de advento – 23 de dezembro
Podemos resumir em duas palavras e em dois
movimentos a liturgia deste dia:
- Acolher – Movimento de fora para dentro
- Bendizer – Movimento de dentro para fora
1º - Acolher – Todo o povo guardava no seu
coração os misteriosos acontecimentos que via. Tal como também a Virgem maria
guardará tudo, o que via e vivia, no seu coração.
Saibamos nós também acolher e guardar o
mesmo mistério que nos é dado contemplar e viver neste tempo de Natal.
É preciso abrir o coração para que possa
entrar o mistério de Deus, neste movimento de fora para dentro.
2º - Bendizer – Zacarias e todo o Povo
bendizia a Deus pelas maravilhas que o mesmo Deus operava no meio deles. Tal
como a Virgem Maria também glorificava a Deus pelas maravilhas que Ele operou.
Saibamos nós também glorificar o mesmo
Deus.
É preciso abrir o coração para que dele
possa sair, de dentro para fora, o louvor perfeito, cantando com os anjos: Glória as Deus nas alturas…
Presença ativa
Ano A – IV domingo do advento
Uma
palavra – Estar ativo
Não basta estar atento, preparado o
alegre, é preciso estar ativo, isto é, praticando boas obras, fazendo a vontade
de Deus. São José, homem de ação.
Uma
cor – Branco
É a cor da simplicidade, da pureza, da
ação. Nós precisamos desta cor básica para trabalhar. É o resumo ou a
concentração de todas as outras cores.
Uma
imagem – a lamparina
Lembra a presença de alguém em casa.
Recorda o Emanuel, Deus connosco. A sua lamparina pode ser a do altar, bem como
dentro do nosso coração como sinal da sua presença em nós.
Uma
reflexão – Presença ativa
José despertando do sono, fez como o anjo
lhe tinha dito. Deixa de lado qualquer palavra afirmando apenas por aquilo que
faz.
Recordo ouvir dizer que o Papa Pio XII
costumava trabalhar pela noite dentro. Os romanos costumavam avistar a luz
acesa do escritório papal e rezavam pelo bom trabalho do Papa. A luz avistada
era sinal da sua ação.
Que saibamos nós também acender a luz da
nossa presença e da nossa ação para que todos possam dar graças a Deus pela
nossa dedicação.
Ver
também:
sábado, 21 de dezembro de 2019
Os salmos no breviário
a) Saltério
completo
Quando
no decurso do século IV a oração das Horas foi organizada como oração da
Igreja, já então foram os salmos que constituíram a sua parte essencial.
-
Os monges do Egito diziam cada dia o saltério inteiro.
-
O ofício arménio repartia os salmos por oito dias.
-
A Igreja Ambrosiana rezava-os por duas semanas.
-
Na Espanha até três semanas.
-
Caldeus e bizantinos seguem o ritmo semanal.
-
A regra de São Bento formulava a recitação integral do saltério numa semana.
-
O uso romano também obrigava a salmodia integral dos 150 salmos do saltério
cada semana. Assim se manteve no Breviário até ao Concílio Vaticano II.
-
Hoje, a vida moderna exige ritmos menos tensos para a oração. Por isso, a fim
de assegurar uma celebração mais interiorizada da Liturgia das Horas, o
concílio Vaticano II decidiu abandonar o ciclo semanal do saltério, doravante
repartido por quatro semanas.
b) Métodos
A
antiguidade utilizou, sucessiva ou simultaneamente, diversos modos de execução
dos salmos:
-
O monaquismo egípcio fazia ler ou cantar o salmo por um solista, enquanto a comunidade
escutava em silêncio. Quando o solista terminava, era em silêncio que os monges
o meditavam.
-
Umas vezes o povo era convidado a cantar uma resposta, um refrão ou uma
aclamação no final da salmodia, outras vezes a intercalar em estrofes ou aleluia
na própria salmodia, dividindo em estrofes.
-
Outras vezes dois coros dividiam entre si o coro do salmo, alternando quer os
versículos quer as estrofes.
-
O salmo executado sem antífona nem responsório podia também ser dito
simultaneamente por todos.
-
A tradição romana, ambrosiana e beneditina utilizavam estes diversos métodos,
mas desde a Idade Média, utilizaram a salmodia com versículos alternados.
c) Doxologia
trinitária
O
costume de concluir cada salmo com o refrão ou aclamação ‘Glória ao Pai…” é assinalado
desde o fim do século IV, e foi adotado por todas as Regras Monásticas latinas.
d) Os títulos dos
salmos
Nos
manuscritos medievais do saltério, cada salmo era habitualmente precedido de um
título que resumia o seu conteúdo e orientava a sua releitura no sentido
cristológico ou eclesial. Na liturgia das Horas de 1971, cada salmo é precedido
de um duplo título: o primeiro indica o seu sentido literal e a sua importância
para a vida humana do crente; o segundo, constituído por uma frase do Novo Testamento
ou dos Padres, convida a orar no sentido cristológico.
e) Antífona
sálmicas
As
antífonas são refrães, destinados a ser cantados antes ou depois do salmo ou
mesmo antes de cada estrofe do salmo.
É
na celebração comum e cantada que as antífonas encontram o seu pleno
significado, do qual em seguida a celebração individual recebe como que um eco.
f) Salmo mais
longo
É
o salmo 118 que tem 176 versículos. Está distribuído em estrofes com 8
versículos cada uma e todos os versículos da mesma estrofe começam com a mesma
letra do alfabeto hebraico. Cada estrofe foi distribuída pela hora intermédia
das 4 semanas. (Faz parte dos chamados salmos alfabéticos, pelos versículos
estarem ordenados consoante o alfabeto hebraico: Sl 9; 24; 36; 110; 111; 118;
144)
g) Os salmos que
não constam
São
3 os salmos que não rezamos – Sl 57; 82; 108.
Foram
suprimidos do ciclo do saltério do Breviário porque neles predominam o caráter
imprecatório. Foram igualmente suprimidos certos versículos dalguns outros
salmos por motivos semelhantes. Durante um mês (quatro semanas) todos os salmos do saltério (150) excepto estes três, mas outros são rezados várias vezes...
h) Meu Salmo preferido
O
meu salmo preferido é o Sl 8.
É
um magnífico hino que celebra simultaneamente:
-
A majestade de Deus
-
A grandeza do universo
-
A dignidade do homem.
Esta
unidade é reforçada com a unidade literário, apresentando o mesmo refrão no
princípio e no fim como imagem clara do mundo harmonioso e abençoado. Parece
expressar a vontade de, ao chegar ao fim, voltar ao início cantando
ininterruptamente.
Parece-me
que também Jesus gosta muito deste salmo, pois um dia Ele estremeceu de alegria
e unção e disse: Eu bendigo-te ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste
estas coisas aos sábios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos. (Mt 11,
25; Lc 10,21)
quinta-feira, 19 de dezembro de 2019
Natal (67)
Carta
do Papa Bento XVI, quando tinha 7 anos de idade, ao Menino Jesus.
Ainda
hoje há quem faça o mesmo.
Não
sei se chegará a Papa, nem mesmo a padre talvez, mas sei que de bom menino
chegará a ser bom homem, de certeza.
Somos todos estéreis
Novena de advento - 19 de dezembro
Duas reflexões:
1ª
Tanto a primeira leitura como o trecho do Evangelho
de hoje nos falam de alguém estéril que a intervenção divina tornou fecundo.
Foi o caso da mãe de Sansão, dos pais de João Baptista, como também o caso de
Sara mãe de Isaac e Ana mãe de Samuel.
Isto quer apenas dizer que todos somos
estéreis.
Sem Deus nada produzimos, nada conseguimos,
nada alcançamos.
2ª
Hoje recordamos uma personagem especial deste
tempo de Advento e Natal, João Baptista, cujo anúncio do nascimento a página do
Evangelho nos proclama.
Ao recordar todas estas personagens, podemos perguntar: Que lugar eu tenho neste grupo? Qual o meu cognome?
Ao recordar todas estas personagens, podemos perguntar: Que lugar eu tenho neste grupo? Qual o meu cognome?
Isaías – o Profeta
João Baptista – O precursor
Maria – A mãe
José – O colaborador
Jesus – O messias
Os anjos – Os mensageiros
Pastores – Os acolhedores
Reis – Os adoradores
Herodes – O perseguidor
E eu – ……...?
Ver também:
quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
S. José dormindo
Novena de advento –
18 de dezembro
São José ainda hoje continua a dormir, continua a sonhar e acordando continua a fazer segundo a palavra de Deus resolvendo as dificuldades da vida da comunidade.
O Papa Francisco revelou quem o
ajuda a resolver problemas e superar dificuldades: São José, o pai adotivo de Jesus e patrono da Igreja. No encontro
com as famílias filipinas em Manila, em janeiro de 2015, o pontífice contou
como se confia à intercessão do santo:
"Eu gostaria de dizer-vos uma coisa muito
pessoal. Eu gosto muito de São José porque é um homem forte e de silêncio. No
meu escritório, tenho uma imagem de São José dormindo, e dormindo, ele cuida da Igreja. Quando tenho um problema ou uma dificuldade, escrevo-o num papelzinho e coloco-o por baixo da imagem de São José, para que ele sonhe sobre o assunto. Isso significa:
para que ele reze por este problema."
Em português nós temos a expressão: Dormir sobre o assunto... para expressar que não devemos tomar nenhuma resolução precipitadamente.
Podemos ver junto à cabeça de São José o saco que tinha preparado para abandonar a casa secretamente... Depois dormiu sobre o assunto e a solução foi outra e mais feliz para todos.
Ver também:
Deus tão perto
Deus confia-nos o Seu Filho
terça-feira, 17 de dezembro de 2019
Ler, viajar, escrever
O Pe.
Dehon leu tanto,
viajou
muito,
escreveu
bastante.
Hoje
ele ensina-nos que:
1º - ler
é viajar,
2º - viajar
é ler o mundo,
3º - escrever
é semear.
1º - Ler é viajar
“Utilizai as
vossas férias, aproveitai as vossas viagens, anotai, observai, comparai. É
preciso fazer tudo com medida sem dúvida e não exceder os próprios recursos. Uns só viajarão com a imaginação, ajudados por
algum bom livro. Outros, que não têm necessidade de fazer cálculos, irão
mais longe.” (Discurso
pronunciado na distribuição dos prémios do Instituto São João, a 31 de Julho de
1886. Foi igualmente publicado na edição especial: Discursos acerca do estudo
da geografia, São Quintino, Imprensa A. Bray, 1886, pp. 30
“Sinto-me feliz de fazer outras tantas peregrinações espirituais, ao escrever e ao ler
estas narrações. (NHV, volume III, visitando o Getsémani)
2º - Viajar é ler o mundo
“As minhas viagens foram sempre um estudo e uma
peregrinação. Sempre tomei apontamentos. Servi-me disso para me edificar e
para edificar os outros.” (NQ, 1915, Pág. 102)
“Aprendi a
conhecer o mundo sem me sujar nele.” (NHV, volume I, Março 1843 – Maio 1864, Pág. 38)
“Uma viagem
bem feita, grande ou pequena, vale mais do que uma outra recreação ou
recompensa. É um estudo, e dos melhores. Este gosto vale mais de que o círculo
(convívio), o bilhar ou o romance.” (Discurso acerca do estudo da geografia, IV Volume das
Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato
Stampa) – Andria, 1985, Pág. 366)
“As viagens bem feitas completam o estudo das
humanidades… São um complemento da educação.” (NQ, 1925, Pág. 102)
“As viagens
são uma fonte inesgotável de estudo.” (NHV, volume III, Outubro 1865 – Outubro 1869, Pág.
184)
Viajar
é ler o mundo.
Quem
fica sentado em casa lê somente uma
página deste livro que é o mundo.
3º - Escrever é semear
“Estou
a publicar o meu Ano com o Coração de Jesus e dois pequenos volumes sobre A Vida Interior. Quero ainda semear, antes de morrer, um pouco de amor para nosso
Senhor. Alguma boa semente produzirá frutos. O Bispo de Puy escreve-me que
fez o seu mês de junho com o meu livro sobre o Coração Sacerdotal de Jesus e ficou encantado. Nós preparamos a
vida do Padre André. Este é o nosso santo. Um piedoso religioso disse-nos: Uma
congregação que tem um santo desse calibre nos seus fundamentos está segura do
seu futuro” (NQ 43 1919).
Para
o Pe. Dehon escrever é semear…
Cada
livro uma sementeira,
cada
página uma mão cheia de sementes de amor,
para
que cada palavra possa produzir os seus frutos.
Semear
é assim um gesto de amor e um ato de louvor.
Um
livro é uma sementeira inesgotável que se prolonga para além da ação e da vida do
seu autor… pois leva sementes de bem e de amor para Nosso Senhor.
Parece-nos que 1919 foi
um dos anos mais prolixos do Pe. Dehon.
Digamos
que ele pôs a escrita em dia, depois do longo período da guerra mundial.
Durante
esse ano publicou ou preparou:
-
O Ano com o Coração de Jesus (2 volumes com 698 e 591 páginas)
-
A vida Interior (2 volumes com 273 e 210 páginas)
-
Diretório Espiritual (revisto e aumentado das edições de 1905 e 1908)
-
Pequeno Diretório para os reitores (com 28 páginas)
-
Um Padre do Coração de Jesus (Vida do Pe. Rasset, pronta para ir para a
editora)
-
A vida do Pe. André Prévot (preparação das notas bibliográficas)
-
Mais de 353 cartas.
Nota 1
O Ano com o Coração de
Jesus é a obra que o Pe. Dehon fala mais vezes no seu
diário:
-
Em maio de 1908 escreve: “Eu trabalho incansavelmente no Meu Ano de meditações.
Já escrevi quatro meses” (NQ 24).
-
Provavelmente acaba de escrevê-lo em 1909, pois faz o prefácio a 3 de outubro
de 1909.
-
Só em janeiro de 1913 começa a sua composição tipográfica: “Imprimimos o meu
Ano com o Coração de Jesus” (NQ 35). Depois de alguns meses tem de interromper
esse trabalho devido à guerra.
-
Finalmente aparece nas livrarias em julho de 1919.
Nota 2
Carta
do Pe. Dehon, de 03/11/1919, dirigida ao Pe. Gasparri (inventário 307.02
AD:B20/7.11):
“Prezado
Padre. Diga àqueles que pensam que estamos mortos que atualmente temos 600
religiosos, incluindo 80 noviços… Sejamos humildes e modestos. Vou enviar-lhe
os meus novos livros: 4 volumes (O Ano com o Coração de Jesus, A Vida Interior).
Faça um presente e leve ao Papa como
prenda… Saudações. L. Dehon.
Nota 3
Carta
do Pe. Dehon, de 20/11/1919, dirigida à Madre Maria Ágata (inventário 1110.44
AD:B83/1):
“Reverenda
Madre. Apenas algumas palavras. A nossa
biografia do Pe. André está pronta. Vou procurar uma editora. Como é que
fez para a Vida da Madre Verónica? O livro é vendido por Vic e Amat. Eles são
os editores dessa obra às suas custas ou apenas depositários? Acho que fostes
vós a pagar à editora. Reze para que
alcancemos os meios mais adequados para dar a conhecer essa vida tão edificante.
Unidos nas orações e nos sacrifícios. L. Dehon”
Ver também:
Ascendentes e descendentes
Novena de Advento, 17 de dezembro
A genealogia de Jesus mostra que Deus realiza a sua salvação com gente real, imperfeita, muitas vezes mesquinha:
A genealogia de Jesus mostra que Deus realiza a sua salvação com gente real, imperfeita, muitas vezes mesquinha:
- Judá teve um filho com a
sua nora Tamar
- Jacob enganou o seu pai, o
seu irmão e o seu sogro
- Rajab foi uma prostituta cananeia
- Rute era moabita,
pertencente ao povo pagão inimigo de Israel
- David foi prepotente,
adúltero e assassino
- Salomão teve cerca de 700
esposas e 300 concubinas
Não me espanta que os ascendentes de Jesus
fossem assim.
O que mais me espanta é que alguns dos seus descendentes
ou herdeiros sejam assim.
Não é triste que a sua família humana tenha
sido assim antes dele.
Triste é que a sua família espiritual, isto
é, os cristãos de hoje, continuem assim depois dele.
Não me incomoda saber que as gerações antes de Jesus não eram perfeitas
Incomoda-me sim ver que as gerações depois de Jesus são ainda tão imperfeitas.
É preciso conversão.
Não me incomoda saber que as gerações antes de Jesus não eram perfeitas
Incomoda-me sim ver que as gerações depois de Jesus são ainda tão imperfeitas.
É preciso conversão.
Ver também:
domingo, 15 de dezembro de 2019
A fonte da alegria
Ano
A – III domingo do advento
Uma palavra – Estar alegre
Não
basta estar atento e preparado é preciso estar alegre, contagiar a sua felicidade, gostar de ser quem é e de fazer o que faz.
Este
é o domingo da alegria.
Uma cor – Vermelho ou rosa
É
sinal de festa e de alegria.
É
já a antecipação da alegria que nos está reservada para o Natal
Uma imagem – Gambiarra
Se
eu passar por uma povoação e se vir muitas luzes ou gambiarras é sinal que ali
há festa.
Uma reflexão – Fonte da
alegria.
João
Baptista mandou perguntar a Jesus quem era Ele. Jesus não respondeu dizendo
quem era, mas o que fazia. Perguntaram a Jesus a sua identidade e ele respondeu
com a sua ação – os cegos veem, os surdes ouvem, os coxos andam e os mortos ressuscitam.
Jesus
é a fonte da alegria.
Quando
alguém faz uma boa obra está a enfeitar o seu coração, está a acender uma
gambiarra no seu interior. E se o seu coração estiver purificado, em paz, essa
luz brinda ainda mais.
Acendamos
muitas luzes no nosso coração através das boas obras, gestos de paz, de
misericórdia e de caridade.
Ver também:
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