sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

A praga da mostarda


6ª feira – III semana comum

O reino de Deus é como um grão de mostarda…





















Um escritor romano, Plínio o velho, do século 1 D.C. descreve a mostarda como uma “erva daninha”.
Apesar de ser extremamente benéfica à saúde, quando semeada num campo raramente deixará de estar presente naquele lugar, pois gemina imediatamente ao cair no solo, cresce rápido, dá novas sementes que por sua vez caiem no chão e germinam e assim sucessivamente… a sua vida não acaba.
O Reino de Deus é como essa planta. Não são as árvores frondosas que podem ser vistas de longe, mas, pequenas hortaliças que se multiplicam constantemente que se assemelham ao Reino. Apesar de serem pequenas, o que as torna presente em todos os lugares é sua capacidade de multiplicação. O Reino é como uma “erva daninha” mesmo que não seja cultivada ela se espalha por todos os lugares.
Jesus ensina que o Reino de Deus irá expandir-se como uma “erva daninha”, não necessitando da ação humana para se espalhar. Por outro lado, ele propõe que podemos propositadamente cultivá-la para que ela se multiplique rapidamente.
Que nós sejamos como essa “praga”, espalhando com Jesus o Reino em todos os lugares e tenhamos em mente que mesmo quando pensamos que a nossa ação é pequena, Deus é poderoso para torná-la tão grande como o seu amor.

























Ver também:











quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

A lâmpada é a caridade

5ª feira – III semana comum

Ninguém traz uma lâmpada para colocar debaixo da cama, mas no candelabro…

Comentário de Santa Teresinha do Menino Jesus:
“Compreendi que a caridade não deve ficar fechada no fundo do coração: Ninguém, disse Jesus, acende uma lâmpada para pô-lo debaixo da mesa, mas sobre o candelabro, a fim de que ilumine a todos os que estão em casa. 
Parece-me que essa lâmpada representa a caridade que deve iluminar, alegrar, não apenas os que me são mais caros, mas todos aqueles que estão em casa.”

Ver também:






O Missionário dos jovens


Duas lições do santo do dia, São João Bosco:

1ª
Dizia – “Sejam missionários uns dos outros dando bom exemplo.
O ensinamento mais eficaz é fazermos nós mesmos o que ordenamos aos outros.”
De facto não há melhor missionário do que o bom exemplo.

2ª
Despediu-se assim: “Amai-vos uns aos outros como irmãos. Fazei o bem a todos e o mal a nenhum...Dizei aos meus rapazes que espero por eles no Paraíso."
De facto toda a educação tem como meta a eternidade. É preciso educar para eternidade. Lá nos encontraremos todos.

Ver também:








quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Jesus é a semente


4ª feira – III semana comum

A semente é a Palavra, diz Jesus.
Se Jesus é a Palavra (o Verbo eterno do Pai)
então a semente é o próprio Jesus.
A parábola do semeador é assim um autorretrato ou selfie de Jesus.

Jesus é a semente.
A semente é Jesus.
Porque Jesus é a Palavra
e a Palavra é Jesus.

Ver também:

Deus é agricultor

A semente é a palavra

Semeador

Semeando

Semeia sempre

Sementeiras

Pregar é semear



terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Identificação

3ª feira - III semana comum

- Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade...
- Quem fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Jesus identifica-se connosco 
e quer que nos identifiquemos com Ele.

Ver também:

A família de Jesus

Dimensões comunitárias

Minha mãe e meus irmãos

Quem são meus irmãos?


domingo, 27 de janeiro de 2019

III semana comum


Ofício de Leitura

Domingo
1ª – Se um profeta falar em nome do Senhor e a sua palavra ficar sem efeito e não se realizar, nesse caso o Senhor não disse tal coisa.
2ª – Pela Liturgia da terra nós participamos, saboreando-a já, naquela Liturgia celeste, que se celebra na cidade santa de Jerusalém, para a qual nos encaminhamos como peregrinos. O domingo é o fundamento e o núcleo de todo o ano litúrgico.

Santoral 27/01
O amor espiritual é mais forte que o que provém dos laços de sangue.

2ª feira
1ª – Não lhe mandará dar mais do que quarenta vergastadas, não aconteça que, continuando a vergastá-lo, fique inflamado a teus olhos.
2ª – Os filhos, como membros vivos da família, contribuem a seu modo para a santificação dos pais.

Santoral 28/01
Quem quiser viver em perfeição, basta que despreze o que Cristo desprezou na cruz e deseje o que Ele desejou. Nenhum exemplo de virtude está ausente da cruz.

3ª feira
1ª – Hoje obtiveste do Senhor a promessa de que Ele será o teu Deus E hoje o Senhor obteve de ti a promessa de que será o seu povo,
2ª – Deus é tão bom que não nos exige retribuição; contenta-se com a gratidão do nosso amor.

4ª feira
1ª – Conduzi-vos durante quarenta anos pelo deserto: Não se vos romperam os vestidos no corpo, nem se gastou o vosso calçado nos pés.
2ª – As vossas chagas, Senhor, foram o meio mais claro de nos mostrar que sois manso, humilde e cheio de misericórdia. Nunca serei pobre de méritos enquanto o Senhor for rico de misericórdia.

5ª feira
1ª – Esta palavra está bem perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas pôr em prática.
2ª – Venham as trevas da tentação. Podem vir, mas não vencer; podem assaltar o coração, mas não dominá-lo.

Santoral 31/01
Nada de agitação de ânimo, nada de desprezo no olhar, nada de injúrias nos lábios, mas tenhamos compaixão no presente e esperança no futuro.

6ª feira
1ª – O Senhor avançará à tua frente e estará contigo; não te desamparará nem te abandonará.
2ª – Deus nos arrancou da oliveira brava da gentilidade, a que pertencíamos por natureza, e nos enxertou na verdadeira oliveira do seu povo.

Sábado
1ª – Nunca mais surgiu em Israel outro profeta como Moisés, com quem o Senhor tratava face a face.
2ª – O homem foi criado por Deus para um fim feliz, que ultrapassa os limites da miserável vida humana.

Santoral 02/02
1ª – Isto será como um sinal na tua mão, porque o Senhor nos libertou com mão forte da terra do Egipto.
2ª – Levemos em nossas mãos o brilho das velas para significar o esplendor divino daquele que se aproxima e ilumina todas as coisas.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Juntos contra a miséria


Cristãos do mundo inteiro, uni-vos ... 
contra o escândalo da miséria e da pobreza!























Termina hoje o oitavário de orações pela unidade dos cristãos.
Este ano o tema proposto foi do Deuteronómio 16, 18-20: Procurarás a justiça, nada além da justiça.
A comunidade cristã da Indonésia (10% da sua população) preparou o roteiro deste ano 2019.
É um convite a todos os cristãos a estarem unidos, não só a rezar juntos, mas também a juntos enfrentar a pobreza e a miséria.
Há uma expressão, na Indonésia, que resume a situação da humanidade:
Que escândalo: um rato morre de fome num celeiro cheio de arroz.
Os cristãos devem estar unidos contra a pobreza e a miséria.
Só assim serão cristãos e assim permanecerão unidos.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

O lobo e as moscas


Memória de São Francisco de Sales

Os lobos são mais violentos, mas as moscas são mais perigosas porque mais chatas.


















Lição do santo do dia, São Francisco de Sales:
“Ainda que tenhamos que combater contra as grandes tentações com ânimo inquebrantável e a vitória nos seja de suma utilidade, é todavia ainda mais útil combater as pequenas, cuja vitória por causa de seu número pode trazer tanta vantagem como a daqueles que venceram felizmente grandes tentações. 
Os lobos e os ursos são certamente mais para temer do que as moscas; as moscas, porém, são mais importunas e experimentam mais a nossa paciência. 
É fácil não cometer um homicídio; mas é difícil repelir continuamente os pequenos ímpetos da cólera, que se oferecem em todas as ocasiões. 
É fácil a um homem ou a uma mulher não cometer adultério; mas não há igual facilidade em assim conservar a pureza dos olhos, não dizer ou ouvir com prazer nada daquilo que se chama adulações, galanteios, não dar nem receber amor ou pequeninas provas de amizade.
É fácil não furtar os bens do próximo; mas dificultoso é não os desejar e cobiçar.
É fácil não levantar falsos testemunhos em juízo; mas difícil não mentir em conversa; fácil é não embriagar-se, difícil ser sempre sóbrio; é bem fácil não desejar a morte ao próximo, difícil contudo não desejar a sua incomodidade; fácil é não difamar alguém, mas é difícil não desprezar.
Enfim, essas pequenas tentações de cólera, de suspeitas, de ciúmes, de invejas, de amizades tolas e vãs, de duplicidades, de vaidade, de afetação, de artifícios, de pensamentos maus, tudo isso forma o exercício quotidiano, mesmo das almas mais devotas e resolvidas a viver santamente. 
Por isso, ao passo que nos devemos mostrar generosos em combater as grandes tentações, quando aparecem, é muito necessário que nos preparemos cuidadosamente para as pequenas tentações, convictos de que as vitórias que obtivermos assim de nossos inimigos ajuntarão outras tantas pedras preciosas à coroa que Deus nos prepara no paraíso.”
Cf. São Francisco de Sales in Introdução à Vida Devota.



terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Vicente, aquele que vence


Memória de S. Vicente, diácono e mártir




















Vicente nasceu no seio de uma família nobre de Huesca (na Província Espanhola de Aragão, junto aos Pirinéus). O seu avô, Agresso, havia sido cônsul. São seus pais Eutício e Enola. Alcançada a idade própria, Vicente foi para Saragoça estudar com o Valério, então bispo da cidade. Este, e evidenciadas as qualidades de Vicente, nomeou-o arcediago e encarregou-o da tarefa da pregação. Vicente passou a colaborador próximo do bispo no governo da diocese.
A partir de 303 desencadeou-se a perseguição do imperador romano Caio Aurélio Valério Diocleciano, sendo promulgados três éditos contra os cristãos. Ordenaram a destruição de igrejas, queima de livros, proibição da emancipação dos escravos que perseveravam no Cristianismo, prisão dos chefes das igrejas e obrigação pública de os cristãos prestarem culto aos deuses do panteão romano. Durante esta perseguição, o diácono Vicente terá sido levado para Valência onde seria martirizado em 304, às mãos do governador Daciano.
Daciano ordenou que o cadáver fosse lançado em terrenos incultos de forma a ser devorado por animais e a não restarem relíquias. Prudêncio relatou que um corvo protegeu o corpo do mártir. Santo Agostinho numa alusão clara ao episódio referiu que «O corvo defende, o lobo respeita e só Daciano persegue.».
Nova solução foi encontrada: Lançar o corpo ao mar atado por uma mó. Infortúnio dos perseguidores, o corpo boiou e alcançou a terra. Recolhido por uma santa viúva avisada em sonhos e de nome Jónica, foi enterrado por cristãos fora de muros. Segundo Prudêncio, alcançada a paz, foi-lhe dado túmulo na igreja de São Vicente de la Roqueta (Valência), sendo no séc. VI, e por ação do bispo Justiniano, trasladado para a Catedral.
A tradição da vinda das relíquias para Portugal nasceu no contexto da invasão árabe da Península Ibérica. Segundo a narrativa portuguesa de reivindicação das relíquias do mártir, de forma a não haver profanação das mesmas, no contexto da destruição das igrejas valencianas perpetrada por Abd-er-rahman, foram trasladadas por devotos para um mosteiro no promontório de São Vicente, no Algarve. Este seria destruído com a vinda dos almorávidas de Marrocos para o Algarve.
D. Afonso Henriques quis recuperar o corpo do mártir e trazê-lo para Lisboa. Da viagem temos o seguinte relato de Diogo da Anunciação: «desenterrado seu corpo e recolhido no navio as suas relíquias, dous corvos hum na popa e outro na proa (…) forão os primeiros que celebraram sua trasladação gloriosa».
O corpo do mártir chegou a Lisboa no dia 15 de Setembro de 1173 e foi depositado em Santa Justa. No dia seguinte foi trasladado para o altar-mor da Sé.

Iconografia de S. Vicente
Palma – entre os romanos, o ramo da palma era tradicionalmente o símbolo da vitória. Vicente é o que vence a morte. Este significado foi incorporado na iconografia cristã como símbolo do triunfo do martírio sobre a morte.
Coroa – símbolo da glória conquistada pelos mártires.
Auréola e Resplendor – indicativos da santidade de vida.
Evangeliário – símbolo do ministério da palavra confiado aos diáconos na ordenação: «Crê o que lês, ensina o que crês e vive o que ensinas».
Cor vermelha – alusão ao sangue derramado no martírio.
Dalmática – veste própria dos diáconos direita até aos joelhos, aberta dos lados e com mangas largas e curtas.
Alva – veste branca, indicativa de pureza, utilizada por todos os ministros do altar.    
Estola – veste litúrgica utilizada pelos diáconos de forma atravessada e pousada sobre o ombro esquerdo.
Caravela – Símbolo da barca que trouxe do Promontório Sacro do Algarve para Lisboa, em 1173, os restos mortais de São Vicente. É um dos símbolos da cidade de Lisboa.
Corvos – Aves que permitiram que o corpo de São Vicente ficasse intacto após o seu martírio, impedindo que animais necrófagos se aproximassem do seu cadáver e que acompanharam o corpo do santo aquando da traslação dos restos mortais para Lisboa. Configuram igualmente o brasão da cidade de Lisboa.


(Cf. Voz da Verdade)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O vinho e os odres


2ª feira – II semana comum

Para vinho novo, odres novos

Jesus é o vinho novo que tem de ser acolhido em odres novos que somos nós.

























Acrescento mais duas imagens:

A 1ª vem da etimologia:
A palavra ODRE vem do latim UTER, isto é, útero.
Só um útero novo é capaz de conceber e gerar uma nova vida.

A 2ª vem de África:
Ouvi em Angola a expressão - Roupa nova só cai bem em cara lavada.
É a sua maneira tradicional de expressar o versículo do evangelho de hoje.



domingo, 20 de janeiro de 2019

II semana comum

Ofício de Leitura

Domingo
1ª – Não façais aceção de pessoas em vossos julgamentos: ouvi tanto o pequeno como o grande. Não vos intimideis diante de homem algum, porque o juízo é de Deus.
2ª – A vossa concórdia e harmonia na caridade é como um hino a Jesus Cristo. Procurai todos vós formar parte deste coro, de modo que harmonizados pela concórdia, recebendo a melodia de Deus na unidade, possais cantar em uníssimo por Jesus Cristo ao Pai.

Santoral 20/01
A Igreja permanece firme na fé, embora alguns, dominados pelo medo, tenham caído. Mas nós não os abandonamos, antes o encorajamos e exortamos a fazer penitência, para que obtenham o perdão, não seja caso que, ao verem-se abandonados por nós, a sua ruína se agrave mais ainda.
Ou
É bom para ti que haja muitos perseguidores, pois entre tantas perseguições mais facilmente encontrarás o modo de ser coroado. Mas o pior é que os perseguidores não aqueles que se veem: há também os que não se veem, e estes são muito mais numerosos.

2ª feira
1ª – Considera hoje e medita em teu coração que o Senhor é Deus e não há mais nenhum.
2ª – Nada há mais precioso do que a paz, que desarma todo o inimigo celeste ou terrestre. Melhor é calar e ser, do que falar e não ser. É bom ensinar, desde que se pratique o que se ensina.

Santoral 21/01
Celebremos uma virgem: imitemos a sua integridade, Celebremos a mártir: ofereçamos sacrifícios. Aquela que quase não tinha tamanho para ser ferida pela espada, teve forças para vencer a espada.

3ª feira
1ª – Mandou-nos cumprir todas as leis e temer o Senhor nosso Deus, para sermos felizes.
2ª – A caridade une-nos a Deus. Nada há de indigno na caridade.

Santoral 22/01
A carne era torturada e o Espírito falava: e enquanto o Espírito falava, não só era vencida a impiedade, mas também era confortada a fraqueza.

4ª feira
1ª – Se o Senhor se prendeu a vós e vos escolheu, não foi por serdes o mais numeroso de todos os povos… mas foi porque o Senhor vos ama.
2ª – Tudo o que nos outros há de bom e de verdadeiro, considera-o a Igreja como preparação evangélica e dom daquele que ilumina todo o homem.

5ª feira
1ª – O Senhor deu as duas tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus, nas quais se encontravam todas as palavras que o Senhor tinha dito no monte.
2ª – Não poderíamos oferecer o sacrifício a Deus, se Cristo não se tivesse oferecido em sacrifício por nós.

Santoral 24/01
Todas as variedades de joias mancadas no mel se tornam mais brilhantes, cada qual segundo a sua cor, assim também cada um se torna mais agradável e perfeito na sua vocação se esta for conjugada com a devoção.

6ª feira
1ª – Guardai todos os mandamentos que hoje vos entrego, para serdes fortes.
2ª – Assim transformado, vive no mundo como se não vivesse, vive no corpo mas a sua alma encontra-se numa permanente peregrinação para Deus.

Santoral 25/01
Aquele que outrora nos perseguia anuncia agora a fé que então combatia. E davam glória a Deus.

Sábado
1ª – Celebra a Festa na qual as tuas mãos hão de apresentar a oferta voluntária, na proporção das bênçãos que o Senhor teu Deus te tiver concedido.
2ª – Assim como o pão, que é fruto da terra, depois da invocação de Deus já não é pão ordinário e corrente, mas Eucaristia, composta de dois elementos, o terrestre e o celeste, também os nossos corpos, recebendo a Eucaristia, já não são corruptíveis, porque têm a esperança da ressurreição.

Santoral 26/01
Enclausurado no cárcere, Paulo sentia-se habitar no Céu. Recebia os açoites e as feridas com mais alegria do que aqueles que recebem as palmas do triunfo. Assim também a nós, as coisas que são muito difíceis parecerão fáceis e leves…


domingo, 13 de janeiro de 2019

Água Benta Batismal


Ano C – Domingo do Batismo do Senhor

Terminadas as solenidades de Natal, iniciamos hoje o tempo comum com a festa do Batismo do Senhor como primeiro domingo deste tempo.
Começamos com a lembrança de que todos nós somos batizados.
Celebrar o Batismo do Senhor é recordar que Jesus foi batizado, mas sobretudo recordar que nós fomos batizados em seu nome.
O Batismo do Senhor tem esta dupla abrangência – É do Senhor porque Ele foi batizado; é do Senhor porque fomos batizados por ele.

















Perguntei aos meus paroquianos:
- Porque é que há uma pia com água benta junto à porta da igreja.
- É para cada um, ao entrar, purificar-se dos seus pecados, e fazer a oração em paz e pureza de coração. É por isso que se diz:

Fiquem cá pecados meus!
A água benta me lava assim
Que eu vou ali ver a Deus
Para Deus me ver a mim.

Questionei uma vez mais:
- E à saída da igreja não é necessário benzer-se com água benta?
Uns diziam sim, outros não, e alguns que não sabiam. Concluí então:
- Eu acho que a água benta no fundo da igreja é mais proveitosa para a saída para que cada um se lembre que sai dali como alguém que passou pela água batismal. Ao voltar para casa, para o trabalho, para o mundo, é preciso lembrar-se sempre de que se é batizado, cristão empenhado.