quarta-feira, 29 de julho de 2009

Recordando o Pe. Angelo Caminati

Que doce e santa coisa é uma amizade!

Louvamos a vida, a vocação e a amizade dos nossos confrades Pe. Angelo Caminati e Miguel Corradini.
Estiveram unidos na sua vida, unidos na sua vocação, unidos na sua morte (no mesmo dia e apenas uma hora de diferença). Agora estão unidos na eternidade.
Sempre cultivaram e valorizaram a amizade. Apesar de às vezes parecerem intransigentes, ambos defendiam os seus amigos até ao fim do mundo. Viveram seriamente a amizade e deixaram essa lição como herança. Até no dia da sua morte não quiseram partir sozinhos, mas os dois, como amigos.
O Pe. Angelo Caminati fez parte dos 3 amigos que fundaram e edificaram a APEL (Associação Promotora do Ensino Livre).
Todos eles foram directores da Escola da APEL: Pe. Mario Casagrande, que morreu também neste ano a 4 de Janeiro, o Sr. Gastão Fernandes e o Pe. Angelo Caminati.
A vida os juntou e a morte os tem unidos: o Sr. Gastão faleceu no dia do aniversário do Pe. Mário, a 25 de Junho de 2003 e no dia seguinte, a 26 de Julho de 2009, partiu o Pe. Angelo.
Amigos na vida, amigos nos sonhos, amigos na morte e agora unidos na eternidade.
“Que doce e santa coisa é uma amizade” dizia o Pe. Dehon (in NHV). De facto, a amizade que vivemos nesta vida não acabará na morte, mas continuará por toda a eternidade.
Amigos ontem, hoje e sempre.
“A comunhão que nos une uns com os outros encontra a sua plena realização na eternidade. Continuaremos unidos aos nossos irmãos defuntos através da oração e a esperança” (Const SCJ).

terça-feira, 28 de julho de 2009

Brilhar como o Sol

3ª Feira - XVII Semana Comum

No final do trecho do Evangelho de hoje: Mt 13, 43

ENTÃO, OS JUSTOS BRILHARÃO COMO O SOL NO REINO DE SEU PAI.


- Pois o Sol brilha no céu e não na terra.
É preciso brilhar no alto.

- Pois o Sol aquece a todos, anima a todos,
sem desprezar ninguém.

- Que põe tudo a claro,
revela a verdade das coisas.

- Que tanto põe os seus raios
no casebre mais pobre
como no palácio real sem distinção.

- Que nunca está parado.

- Que avança sempre sem retroceder.

- Que sabe recomeçar cada dia.

- Que apesar das nuvens e das tempestades
nunca deixa de brilhar.

domingo, 26 de julho de 2009

Dia dos Avós

26 de Julho - Memória de São Joaquim e Santa Ana, Avós do Menino Jesus

Perguntaram a uma miúda, uma traquina de 6 anos, o que gostaria de ser quando crescesse. Ela respondeu sem hesitar:
- Eu quero de ser avó!
Ao ser inquirida sobre o porquê dessa ideia tão esquisita, ela explicou:
- Porque as avós podem muito, elas sabem escutar, sabem compreender e reúnem toda a família nas festas principais.

E eu fico a pensar que se é assim como esta miúda diz, eu também gostaria de ser idoso para ter uma missão tão ilustre: escutar, compreender e reunir.
Em primeiro lugar o poder de escutar. Os avós escutam. Eles têm tempo. Se aposentados, o seu ritmo de vida diminui e enquanto os filhos trabalham eles ficam disponíveis. Sabem escutar porque caminham sem pressas, falam tranquilamente. Saboreiam as perguntas das crianças, compartilham as suas alegrias, ouvem as suas queixas e tristezas, mágoas e injustiças.
Em segundo lugar, os avôs sabem compreender. A discrição de uma avó é capaz de guardar as aventuras das crianças, os segredos dos adolescentes, os desafios dos jovens, os fracassos dos adultos, as confidências de todos... Os outros são a lei, os avôs são o sonho. Eles são muitas vezes um espaço de tolerância e aceitação, capazes de compreender tudo e todos, ou porque já passaram por situações idênticas ou porque precisam também de compreensão.
Em terceiro lugar, os avós reúnem a família. As suas casas são locais encantados onde ocorrem as celebrações natalícias, a Páscoa, as passagens de ano... lugares onde se saboreiam pratos diferentes, ritos especiais, encontros amenos. Hoje em dia, estas reuniões tornam-se cada vez mais raras e difíceis, com as famílias nucleares e os seus infinitos afazeres. Mas uma família numerosa é um dom, pois permite aos mais novos tomar consciências das suas raízes e ligações, participar de uma memória comunitária, solidariedade nas dificuldades e momentos difíceis. Os avós têm a graça de manterem – até onde é possível. – os laços familiares. Às vezes só se percebe isto, quando eles não estão mais aqui. Mas o contacto com os avôs é uma marca para o resto da vida.
É evidente que existem também avós isolados em clínicas e lares de geriatria. Existem avós sem condições físicas ou psicológicas de participar da vida da família. Existem avós isolados e segregados. Mas para a maioria deles, escutar, compreender e ser um laço de união não deixa de ser uma nobre missão. Ao contrário do que muitos pensam, os avós podem muito e a sociedade precisa deles.
E por fim, não posso deixar de acrescentar: no campo espiritual os avós têm também um poder determinante. São os avós que ajudam os mais novos nas suas buscas de Deus. São eles que, que rezando, lhes ensinam as primeiras orações, lhes contam a histórias da Sagrada Escritura, os levam à igreja a conviver com o divino, partilham com eles, através do exemplo, os valores cristãos.
Obrigado a todos os avós pelo grande tributo que dão à nossa sociedade! Que nunca percam este grande poder!
Quando eu envelhecer quero ser como vós.
Eu também quero ser avô!

sábado, 25 de julho de 2009

Santiago de Compostela

25 de Julho - Festa de São Tiago Maior ou Santiago


Tiago era filho de Zebedeu e irmão de João.
A tradição diz que Tiago pregou inicialmente em Jerusalém e depois na Espanha.
Foi decapitado por Herodes Agripa.
Ele é o único apóstolo cuja morte é mencionada na Escritura (Act 12,2).
O seu escudo mostra uma concha de um marisco, que é um símbolo da peregrinação pelo mar, e a espada do seu martírio.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Partilhando

Ano B - XVII Domingo Comum

Ouvi esta história do Pe. Mário Casagrande:
Um dia uma menina chegou ao Colégio com dois rebuçados.
- Uhm! Que rebuçados tão bons!
- São todos para mim.
- Eu também já não tenho dentes para isso, mas repara naquela tua colega. Está triste. Se eu tivesse rebuçados dava-lhe um...
A miúda hesitou e a muito custo partilhou um doce com a colega.
No final do dia o Padre perguntou-lhe:
- Então, já comeste o rebuçado?
- Sim. Era booom...
- E o que é que sentes agora?
- Agora não sinto nada.
- Diz-me lá. Qual o rebuçado que agora te dá maior satisfação: o que comeste ou o que deste à tua colega?
A miúda chegou à conclusão que o rebuçado que partilhara ainda lhe causava satisfação.
Cinco pães e dois peixes, que é isto para tanta gente? Partilhou-se e o milagre aconteceu: o pouco com Deus é muito.
O pão que reparto é o que me dá melhor sabor. A felicidade que semeio é a que realmente permanece. E a alegria que partilho é a que realmente conta.
É preciso ainda hoje fazer destes milagres, transformar pedras em pão, partilhar o pouco ou o muito que se tem.

Mensagem recebida

Jesus mandou-me hoje esta mensagem que partilho. Não, não foi o MESTRE JESUS de Nazaré, foi o meu colega professor Jesus de Matemática.
Acrescento o pensamento da Irmã Wilson para este dia, segundo o calendário vitoriano.
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Ter razão... ou ser feliz?

Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar em casa de uns amigos.
A morada é nova, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem a certeza de que é à direita.
Discutem.
Percebendo que além de chegarem atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que fizera o caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber:
- Se tinhas tanta certeza de que eu estava a ir pelo caminho errado, devias ter insistido
um pouco mais...
Ela responde:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

MORAL DA HISTÓRIA:
Quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.
Quero ser feliz ou ter razão?
'Nunca me justifico. Os meus amigos não precisam e os meus inimigos não acreditam."
Sou feliz!

Irmã Wilson:
“Quem, sendo acusado inocentemente, não se justifica pratica uma virtude; contudo, tem o direito de, noutra ocasião, repor a verdade. Porque todos têm direito à sua boa fama, que é a maior riqueza nesta terra.”

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Maria Madalena

22 de Julho - Memória de Santa Maria Madelena
Maria Madelana é uma mulher sensível, muito propensa às lágrimas:
Em casa de Simão a lavar os pés de Jesus com as suas lágrimas, para espanto dos convivas.
Junto ao túmulo vazio de Jesus, para espanto dos anjos: Mulher porque choras?
No dia da Memória desta Santa, podemos acolher 3 lições:
1. Madalena não reconheceu Jesus porque tinha os olhos cheios de lágrimas: Se choras por teres perdido o Sol, as lágrimas impedir-te-ão de ver as estrelas... Se choras por veres a porta fechada, as lágrimas não te deixarão ver as janelas que estão abertas...
2. As mãos sujas de terra, são lavadas apenas com água corrente. Para as mãos sujas com gordura, não basta água, é preciso sabão para lavá-las. Uma alma suja de pecado, erros e males, só pode ser purificada não com água, nem com sabão, mas com as lágrimas de contrição e de arrependimento.
3. "Chorar não basta, é preciso fazer melhor daqui para a frente..." (Pe. Dehon, ACJ I, pag. 148). Maria Madalena não se limitou a verter lágrimas, converteu-se, mudou de vida, renasceu...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Descansai um pouco

Ano B - XVI Domingo Comum

Ao despedir-me de alguns jovens que partiam para férias, recomendei:
- Boas férias para todos e... lembrem-se que Deus não tem férias...
- Isso quer dizer que também nós não devíamos ter férias?
- Nada disso. Deus não tem férias... as nossas férias é que devem ter Deus.
É precisamente o que se passa no Evangelho deste domingo.
Ao regressarem da sua missão, os discípulos foram obrigados por Jesus a descansar:
- Vinde, retiremo-nos para um lugar deserto e descansai um pouco.
De facto, Jesus não disse ‘retirai-vos’ mas ‘retiremo-nos’ porque ele está sempre presente, quer na actividade quer no descanso. Aliás, enquanto descansavam, veio uma multidão e Jesus, compadecido, começou a ensinar-lhes muitas coisas. Sempre que alguém descansa, parece que Jesus fica com mais trabalho.
E a propósito de trabalho, perguntaram, não há muito tempo, ao Papa João Paulo II, quando é que pensava ir descansar. A idade, as doenças, a debilidade física, as consequências dos atentados, a agenda sobrecarregada, tudo isto deve cansá-lo muito. Porque é que trabalha tanto? O Papa, sorrindo, respondeu:
- Eu tenho toda a eternidade para descansar. Enquanto estou aqui, tenho de trabalhar sem descanso...
Quem trabalha com Deus, descansará eternamente.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Tomar a sua cruz

2ª Feira - XV Semana Tempo Comum

Do Evangelho de hoje:
Quem não tomar a sua cruz para me seguir,
não é digno de mim.

- Cruz como sinal de persignar-se:
persigne-se e siga-me,
isto é, arrependa-se e siga-me.

- Cruz como altar de oferecimento:
cada um tem a sua cruz,
o seu modo de se oferecer.

- Cruz como sofrimento:
esqueça-se a si mesmo,
assuma o sofrimento e siga-me.

- Tomar a cruz é não ficar passivo:
é abraçar uma cruz,
é usar as mãos,
é agir.

sábado, 11 de julho de 2009

Cajado

Ano B - XV Domingo Comum

"Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão..."

Bastão ou cajado de PASTOR ou de PEREGRINO.

De acordo com Santo Ambrósio:
"O cajado do Pastor deve ser
- pontiagudo em baixo para instigar os preguiçosos,
- recto no meio para reger os fracos,
- e no alto curvo para reunir os transviados."

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Dois Amigos

Ano B - XV - Domingo Comum

Jesus enviou os seus discípulos dois a dois, isto é, como amigos. De facto, ser discípulo de Cristo é ser amigo e testemunhar a amizade.

Um homem sonhou que estava a subir uma íngreme montanha com o seu cão. Os dois cansados e com muita sede viram a certa altura um portão. O homem perguntou ao vigilante:
- Que lugar é este, tão lindo?
- Isto é o céu.
- Que bom! Podemos beber da fonte?
- Você sim, o seu cão não. É proibida a entrada de animais.
O homem ficou desiludido pois era grande a sede mas não quis beber sozinho deixando o seu fiel amigo com sede e prosseguiu o caminho.
Mais à frente surgiu uma porta mais estreita.
- Bom dia, podemos beber da fonte, eu e o meu cão?
- Sim, bebei à vontade.
- Obrigado! A propósito, como se chama este lugar?
- Céu, respondeu o vigilante.
- Céu?! Mas disseram-nos que o céu era lá atrás.
- Lamento, aquilo era o inferno.
- Mas então, essa informação falsa deve causar grandes confusões.
- De forma nenhuma. Fazem-nos até um grande favor porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar os seus melhores amigos.

Onde 2 ou 3 estiverem reunidos em Seu nome, Cristo estará no meio deles porque estarão no Céu ou o Céu estará neles.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Doze Apóstolos

4ª Feira - XIV Semana Tempo Comum

Jesus chamou doze discípulos e enviou-os…
São estes os nomes dos doze…


Procuremos descobrir a principal característica ou qualidade de cada apóstolo.
Se eu tivesse de escolher um apóstolo como padroeiro, qual seria a minha escolha?

O Pe. Leão Dehon caracterizava os apóstolos assim:
"São Pedro é o apóstolo da fé,
S. Tiago Maior, da esperança,
S. João da caridade,
Santo André do amor das cruzes,
S. Filipe da alegria espiritual,
S. Bartolomeu da força,
S. Mateus da ciência divina,
S. Tiago Menor da contemplação,
S. Tomé da confiança no Coração de Jesus que ele adquiriu ao tocar-lhe com as suas mãos,
S. Tadeu da acção de graças,
S. Matias, sucessor de Judas, da humildade." (CA, Pág. 141-142)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Sacerdote exemplar

O Pe. Dehon, sacerdote exemplar,ensinava aquilo que vivia e vivia aquilo que ensinava.
No Ano Sacerdotal o ensinamento e o exemplo do Pe. Dehon podem ser uma fonte de inspiração.

1. A santidade não consiste nas grandes coisas, mas na fidelidade. (Carta ao Pe. Falleur, 30/08/1882, Inv. 465.39, AD: B22/11)

2. A santificação do clero é o melhor dos apostolados. (NHV, volume VI, Janeiro 1874 – Dezembro 1876, Pág. 50)

3. A sociedade actual tem necessidade do padre, do verdadeiro e santo sacerdote, para que seja o sal desta terra insípida, a luz deste mundo escurecido e o fogo que aquecerá os corações gelados. (O Padre, Homem de fé e do estudo, Congresso Eclesiástico de Bourges, in IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, pág. 578)

4. A vossa vocação é ser santos e a vossa missão é fazer santos. (Carta ao Pe. Legay, 14/11/1912, Inv. 273.00, AD: B19/7-C)

5. Cumprir tranquilamente as funções ordinárias do Santo Ministério já não basta. É preciso ir à procura das almas. É preciso esforçar-se por ganhar os homens sobretudo os operários. (O Padre, Homem de fé e do estudo, Congresso Eclesiástico de Bourges, in IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, pág. 577)

6. É na escola do Coração sacerdotal de Jesus que nós havemos de aprender a tornar-nos verdadeiros e santos sacerdotes. (CS, Pág. 523)

7. Imitai na vossa vida o sacrifício que realizais no altar. (CC 10/08/1919, Pág. 240

8. Jesus é sacerdote em todo o seu ser, mas o seu Coração é o centro da sua vida sacerdotal. (CS, Pág. 532)

9. Nós queremos ser sacerdotes reparadores, mas é por nós mesmos que é preciso reparar primeiro. (Carta ao Pe. Van Hommerich, 29/05/1925, Inv. 266.58, AD: B19/7a.2)

10. Nosso Senhor foi sacerdote desde a sua incarnação. (ACJ 1, Pág. 123)

11. Nosso Senhor tem sede de sacerdotes santos. Trabalhemos para que esta santidade reine em nós e nos outros. (DE, Pág. 36)

12. O Coração sacerdotal de Jesus é o nosso modelo, o nosso ideal, o nosso todo. (CS, Pág. 533)

13. O padre deve fazer-se tudo para todos. (CR, Pág. 231)

14. O padre deve ser um bom filho e um bom pai. (CS, Pág. 579)

15. O padre deve sobreviver nas suas obras. (CS, Pág. 621)

16. O Padre é pai, médico, doutor e juiz. Jesus era tudo isto. O padre consola, cura, encoraja as almas; Nosso senhor fazia tudo isto. (CS, Pág. 561)

17. O padre do nosso tempo deve ser o homem dos estudos e das obras sociais. (O Padre, Homem de fé e do estudo, Congresso Eclesiástico de Bourges, in IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, pág. 578)

18. O padre que não reza será no púlpito um címbalo ressoante, não fará nada no confessionário, e no mundo será influenciado em vez de influenciar. (NHV, volume III, Outubro 1865 – Outubro 1869, Pág. 17)

19. O padre sobreviverá a si mesmo pelas vocações que tiver discernido, encorajado, favorecido. (CS, Pág. 622)

20. O padre tem o remédio para todos os males da sociedade. (CR, Pág. 231)

21. O pecado do padre, mesmo venial entristece o Senhor e impede os frutos do ministério. (NHV, volume V, Julho 1870 – Setembro 1873, Pág. 56)

22. O povo será amigo do padre e da Igreja quando o padre se tornar amigo do povo. (Renovação Social Cristã, 1900, in III Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edição CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1984, Pág. 368)

23. O Sacerdote deve renunciar a tudo o que é inútil e culpável. (DE, Pág. 37)

24. Os padres sobretudo devem amar e fazer amar Nosso Senhor. (VA, Pág. 69)

25. Quais são os deveres do padre relativamente à vida social? São três: Estudar, ensinar e agir. (Catecismo Social, 1898, in III Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edções Dehonianas, 1976, Pág. 73)

26. Rezemos muito. Não é suficiente formar sacerdotes, é necessário que eles sejam bons. (Carta ao Pe. Schulte, 21/05/1914, Inv. 457.03, AD: B22/8-A)

27. Se o padre é tenebroso, como serão espessas as trevas do povo! (NHV, volume V, Julho 1870 – Setembro 1873, Pág. 56)

28. Um dos deveres do padre é cultivar as vocações, favorecê-las, prepará-las. (CS, Pág. 567)

29. Um padre é tanto mais padre quanto mais unido estiver a Nosso Senhor. (ACJ 1, Pág. 470)

30. Um padre que não se interesse pelas vocações não tem verdadeiro espírito apostólico. (CS, Pág. 567)

31. Vós padres, ide aos vivos, ide aos homens, ide ao povo e não passareis mais por uma triste ave de funerais. (O reino do Coração de Jesus, Abril 1895)

Poucos mas bons

3ª Feira - XIV Semana Tempo Comum

"A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos"

- São poucos, mas são bons.
- É para que se dê valor ao pouco que se tem.
- É para afugentar os preguiçosos, pois a seara é grande e poucos os trabalhadores...

"O fervor é mais importante do que o número." (Carta do Pe. Dehon ao Pe. Van Hommerich. 24/03/1923, Inv. 266.41, AD: B19/7a.2)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Tocar em Jesus

2ª Feira - XIV Semana Tempo Comum

Todos queriam tocar em Jesus.

Em vez de querer tocar nele, seria melhor deixar que ele nos toque.

Nós tocamos nele quando o comungamos e ele toca em nós durante o resto do tempo.

Mas tocar quer dizer também emocionar-se, ficar sensibilizado...
A nossa preocupação não deve ser sensibilizar Deus, mas deixar que Deus nos sensibilize.

Sonhei que estava diante de Deus.
Pedi que ele me tocasse para eu ficar curado.
Deus disse:
- Eu bem tento tocar-te, mas tu não deixas... Não te mexas, não te escapes, fica quieto para que eu te possa tocar....
E foi assim que Deus me tocou, isto é, me sensibilizou...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sem fronteiras

Ano B - XIV Domingo Comum

Um grupo de jovens partilhou a sua reflexão sobre a frase evangélica:
Ninguém é profeta na sua terra pois só é desprezado aí, entre os seus parentes e em sua casa...

- Esta frase vem confirmar que o profeta não deve casar porque senão seria desprezado lá em casa, comprometendo a sua acção.
- Porque o profeta não tem terra, não tem família, não é de ninguém: é só de Deus. Como deve viver despojado, o profeta não tem raízes fixas.
- Isto é para evitar a tentação de muitas pessoas que para os de fora são mel mas para os de dentro são fel.
- Porque ser profeta é ser peregrino, missionário ou enviado.
- Porque o conhecimento que os outros têm do profeta não pode sobrepor-se ao conhecimento da palavra que ele proclama.
- Porque os da sua terra poderiam achar que têm mais direito do que ele a ser profeta.
- Para que ninguém possa concluir que a sua mensagem é uma questão de bairrismo.
- Para que uma terra possa ajudar outra e vice-versa, pois nenhuma é auto-suficiente.
- Para que seja mais livre e não esteja condicionado pelos laços familiares.
- Porque é preciso alargar fronteiras.
- Para lembrar que um profeta vem de fora: vem do Céu.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Levanta-te e anda

5ª Feira - XIII Semana Tempo Comum


Deus providenciará, repetia Abraão para se convencer da sua fé em Deus, na primeira leitura.
- Não faças mal a teu filho… ouviu e levantou os olhos para o alto e sentiu atrás um cordeiro…
Só quando Abraão levantou os olhos para o céu é que viu mesmo que Deus providencia.
É preciso então olhar para o alto.
Não basta repetir uma profissão de fé, é preciso pôr-se a caminho, subir à montanha e OLHAR PARA O ALTO.


No trecho do Evangelho Jesus diz que:
“Os teus pecados estão perdoados”
e
“Levanta-te e anda”

é a mesma coisa.
De facto só quem tem os seus pecados perdoados pode levantar-se e andar em frente, pois pecar é cair, é marcar passo no mesmo local.
Ser perdoado é erguer-se e avançar.

Mandou-o passear

4ª Feira - XIII Semana Tempo Comum

Na 1ª leitura: Deus ouviu os gemidos de Ismael no deserto. Este era apenas um bebé, acabado de ser desmamado.
Deus ouve tudo, escuta sempre, atende todos os pedidos, mesmo os de quem ainda nem sabe falar...

No trecho do Evangelho Jesus manda os demónios para uma vara de porcos... Isto é, mandou-os passear.
O Pe. Leão Dehon recomendava: "Amigo, escutaste um pouco o tentador, é preciso agora que o mandes passear. (Carta ao Ir. Maurice-André Hospital, 26/07/1925, Inv. 1165.45, AD: B108/1)

terça-feira, 30 de junho de 2009

Jesus Dorme

3ª Feira - XIII Semana Tempo Comum

Na 1ª leitura a mulher de LOT olhou para trás e ficou petrificada. Assim acontece sempre que alguém fica agarrado ao passado. É preciso olhar em frente para não marcar passo no mesmo sítio. É preciso olhar em frente pois Jesus nos pede para O seguirmos, portanto Ele vai à nossa frente.

No trecho do Evangelho Jesus dorme enquanto os discípulos se agitam no meio da tempestade.
Perguntei:
- Por que é que Jesus dorme numa circunstância desta?
- É porque a melhor almofada para dormir é uma consciência limpa. Jesus dorme porque está limpo de consciência…
- É para que os discípulos se lembrassem de lhe pedir ajuda… Se estivesse acordado, ninguém iria pedir-lhe nada… Se ninguém lhe pede ajuda, Ele adormece…
ACORDEMOS E JESUS NÃO DORMIRÁ NUNCA!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O padre que eu quero ser

Aos 8 anos eu queria ser padre
para rezar missa e usar batina.

Aos 12 anos eu queria ser padre
para ser um herói de Deus.

Aos 18 anos eu queria ser padre
para conquistar multidões.

Aos 21 anos eu queria ser padre
para ser eu mesmo.

Aos 30 anos eu queria ser padre
para ser como Cristo neste mundo.

Aos 35 anos eu queria ser padre
para levar Deus aos homens.

Aos 40 anos eu queria ser padre
para levar os homens a Deus.

Hoje eu quero ser aquele padre,
pai, filho e irmão que até aqui ninguém foi.

São Pedro e São Paulo

29 de Junho
Como proposta de reflexão, cito alguns textos do grande Pe. António Vieira.
A escrita tem quase 400 anos, mas a mensagem continua actual, bem como os santos apóstolos:

SÃO PAULO
Por que traz Paulo em uma mão o livro, noutra a espada? Por que Paulo entre todos os outros apóstolos foi o vaso de eleição escolhido particularmente por Cristo para preparador dos gentios – e quem tem por ofício a pregação e conversão dos gentios há de ter o livro em uma mão, e a espada na outra: o livro para os doutrinar, a espada para os defender. E se esta espada se tirar da mão de Paulo, e se meter na mão de Herodes, que sucederá? Nadará toda a Belém em sangue inocente, e isso é o que vemos…
Mas, por que não faça dúvida o nome de espada, troquemos a espada em cajado, que é instrumento próprio dos pastores – como ali somos – e respondei-me: Quem tem obrigação de apascentar as ovelhas? O pastor. E quem tem obrigação de defender as mesmas ovelhas dos lobos? O pastor também. Logo o mesmo pastor, que tem o cuidado de as apascentar, há de ter, também, o poder de as defender. Esse é o ofício do pastor, e esse o exercício do cajado. Lançar o cajado à ovelha para a encaminhar, e terçá-lo contra o lobo para a defender…
E porque algum político, mau gramático e pior cristão, não cuide que a obrigação do pastor é somente apascentar, como parece o que significa a derivação do nome, saiba que só quem apascenta e defende é pastor, e quem não defende, ainda que apascente, não…
Porque o que não defende as ovelhas não é pastor bom nem mau. Um lobo não se pode dizer que é bom homem, nem que é mau homem, porque não é homem. Da mesma maneira, o que não defende as ovelhas não se pode dizer que é bom pastor nem mau pastor, porque não é pastor…
(Sermão da Epifania 1662, de Pe. António Vieira).

SÃO PEDRO
Pedro com as chaves nas mãos: Tibi dabo claves regni caelorum; e Pedro com as mãos nas cadeias: Vinctus catenis duabus. Lá foi visto com a chave em uma mão e a cadeia na outra, porque assim devia ser; mas hoje o vemos com as chaves em ambas as mãos, e com ambas as mãos nas cadeias, porque havia de vir tempo em que assim fosse.
Pedro, com as chaves nas mãos, e Pedro com as mãos atadas. Eu bem sei que as chaves de Pedro também são cadeias, mas cadeias para atar e desatar, e não para ser atado.
Cristo, porém, na cruz, com a cabeça inclinada para baixo, e Pedro na cruz, às avessas, com a cabeça levantada para cima, porque a cabeça de Cristo e a de Pedro, recíproca e reflexamente se retratam e se vêem uma na outra, bem assim como a mesma cabeça, vista e multiplicada no espelho, parecem duas cabeças, e é uma só.
(Sermão das Cadeias de S. Pedro em Roma pregado na Igreja de S. Pedro. No qual sermão é obrigado, por estatuto, o pregador a tratar da Providência, ano de 1674, Pe. António Vieira)

Quem dizem que Eu sou?
Perguntou o Senhor, para que os senhores que mandam o Mundo se não desprezem de perguntar. Se pergunta a sabedoria divina, porque não perguntará a ignorância humana? Mas esse é o maior argumento de ser ignorância. Quem não pergunta, não quer saber; quem não quer saber, quer errar.
Não perguntou o Senhor o que era, senão o que se dizia: Quem dicunt? Antes de se fazerem as cousas, há-se de temer o que dirão; depois de feitas, há-se de examinar o que dizem. Uma cousa é o acerto, outra o aplauso. A boa opinião de que tanto depende o bom governo, não se forma do que é, senão do que se cuida; e tanto se devem observar as obras próprias, como respeitar os pensamentos e línguas alheias. A providência com que Deus permite a murmuração, é porque talvez de tão má raiz se colhe o fruto da emenda. E se eu de murmurado me posso fazer aplaudido, porque me não informarei do que se diz?
Grande é o ódio que os homens têm à idade em que nasceram. Não diziam que era um profeta como os antigos, senão um deles: Unus de prioribus. Pois assim como antigamente houve também profetas, não poderia também agora haver um? Cuidam que não. Por melhor milagre tinham ressuscitar um dos profetas passados, que nascer em seu tempo outro como eles. Tudo o moderno desprezam, só o antigo veneram e acreditam.
Não tinha S. Pedro bem acabado a confissão da sua fé quando o Senhor lha premiou com a certa esperança da maior dignidade. Ele disse a Cristo o que era, e Cristo disse-lhe a ele o que havia de ser. «E eu te digo, Pedro, que tu és Pedro, e sobre esta pedra hei-de fundar a minha Igreja». De tal maneira obra Deus com a sua e suma sabedoria, que parece se emenda com a experiência. Arruinou-se-lhe a primeiro edifício, porque o fundou em um homem de barro; para que lhe não arruíne o segundo, funda-o em um homem de pedra.
Primeiro lhe chamou homem de pedra e depois lhe entregou as chaves, porque as chaves do Reino só em homens de pedra estão seguras. Os homens de barro quebram, os de pau corrompem-se, os de vidro estalam, os de cera derretem-se; tão duro e tão constante há-de ser como uma pedra, quem houver de ter nas mãos as chaves do Reino.
Não sei o que mais devo venerar neles, se o que Cristo disse a S. Pedro, se o que S. Pedro disse a Cristo.
(Sermão de São Pedro, do Pe. António Vieira Pregado em Lisboa, em S. Julião, no ano de 1644, à venerável congregação dos sacerdotes).

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Mãos à obra

5ª Feira - XII Semana Tempo Comum
"Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que faz a vontade do Pai..."
O critério para entrar no Reino não está na boca, mas nas mãos;
não está nas palavras, mas nas obras;
não está na lingua, mas nas acções;
não está no dizer, mas no fazer;
não está no idioma, mas nas práctica.
Não é pela lingua, isto é, pelas palavras, mas também pela linguagem: não é por eu falar ou rezar em hebraico, grego, latim ou italiano que vou entrar no Reino.
A única linguagem universal é a das obras ou das acções, é o fazer a vontade de Deus.
Recordo um Padre italiano, meu colega de comunidade, que tinha sempre dois breviários: um em português para rezar com a comunidade e outro em italiano para rezar sozinho, pois dizia que era a língua que Deus mais apreciava ouvir rezar. E explicava: o Papa reza em Italiano, a maior parte dos cardeais, bispos etc rezam em italiano... Algum tempo depois o Papa passou a ser de origem polaca, mas a hábito de rezar em italiano continuou...
E não havia maneira de contrapor com nenhum argumento...
Dizíamos que o que interessava era rezar, e não a língua, o idioma ou a linguagem...
- Não, não. Em italiano é melhor...
- Olhe que no céu não há línguas nem idiomas...
- Mas estão lá registadas todas as orações que fizemos cá na terra... em italiano
- O que Deus aprecia não é a oração ou as palavras ou a língua original... mas algo mais universal: Deus aprecia sobretudo as acções, os sentimentos, as obras.

Então mãos à obra!

Chamar por Deus

Ano B - XIII Domingo Tempo Comum

Naquele tempo vinham ter com Jesus de toda a parte e abeiravam-se pessoalmente...
Em linguagem moderna, Deus prefere os encontros pessoais ao uso de telemóvel.
Que sucederia se Cristo instalasse uma central de telemóveis no céu?
Imagine-se alguém a rezar e ouvir a seguinte mensagem:
"Central Celeste, por favor marque uma das seguintes opções: para pedidos marque 1; para queixas marque 2, para outro assunto marque 3... "
Ou então: "Neste momento os nossos anjos estão ocupados. Por favor deixe a sua mensagem no serviço de espera. Se deseja falar com o Anjo Gabriel marque 5, com outro Anjo marque 6."
O pior seria: "A sua alma apresenta um saldo de tantos méritos. Deverá ser recarregada no próximo Domingo na missa das 09H00."
Por fim imaginemos outra resposta: "O número que marcou não está atribuído. Por favor, certifique-se da sua intenção ou então marque de novo sem distracções..."
Graças a Deus que nada disto acontece.
Podemos chamar a Deus quantas vezes quisermos que somos sempre atendidos. A Sua linha nunca está ocupada. Ainda bem que nos responde pessoalmente e nos conhece antes mesmo de nos apresentarmos. Deus não deixa recados no gravador mas estende-nos imediatamente a sua mão.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Nova Luz se levanta

24 de Junho
Nascimento de S. João Baptista

João Baptista não era a Luz, mas apontou para a LUZ.
Ele dizia: Convém que Ele cresça e que eu diminua…

É por isso normal que a claridade do dia comece a diminuir a partir do nascimento de João Baptista, pois os dias são cada vez mais pequenos.
É também normal que a claridade dos dias recomece a aumentar a partir do nascimento de Jesus, pois Ele veio revelar a todos a LUZ.
São João Baptista, em sintonia com a criação, aponta para o mais importante, aponta para Cristo.

terça-feira, 23 de junho de 2009

O Ritmo de Deus

23 de Junho
Vigília da Solenidade do Nascimento de São João Baptista

Conforme o trecho do Evangelho o enviado de Deus falou a Zacarias:
A tua prece foi atendida...

Zacarias, quando era novo tinha pedido que Deus lhe desse um descendente. A resposta veio quando ele era já de idade avançada.

As orações da minha juventude começam agora a ser atendidas e muitas vezes fico com pena não ter pedido mais nessa altura...
Agora que começo a ser velho, vejo que os meus sonhos de novo, as preces de juventude, os desejos de outrora começam a realizar-se hoje.

Deus responde sempre aos nossos pedidos... mas o tempo de Deus tem um ritmo diferente do nosso.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A Tempestade e a Bonança

Ano B - XII Domingo Comum

Proposta de reflexão

1. Passemos à outra margem.
Jesus convida sempre para ir mais além, ir sempre em frente, alargar horizontes. Estar com Jesus é ter a garantia de que não ficaremos parados, a marcar passo no mesmo lugar. Só com Ele podemos avançar.

2. Levantou-se então uma grande tempestade.
A nossa vida é feita de obstáculos, de dificuldades, de tempestades. Um barco enfrenta tudo isto, seja ele barco novo ou experiente, moderno ou tradicional, bem dotado ou mal tratado. Não é por sermos bons que estaremos isentos de enfrentar as dificuldades. Passando por tempestades, ficaremos ainda mais resistentes…

3. Jesus, à popa, dormia.
Porque é que dormia? Para que os discípulos pudessem chamar por ele. Se estivesse acordado ninguém chamaria…
Jesus está sempre pronto, disponível, à espera que o chamem, que lhe peçam ajuda… acordemos então Jesus, ou melhor, não deixemos que ele fique a dormir porque precisamos dele.

História:
Uma criança estava sozinha no seu quarto. Precisava de uma caixa com brinquedos que se encontrava em cima do vestuário, lá bem alto.
Colocou perto uma cadeira e saltou para cima, mas ficou muito aquém de alcançar o que pretendia.
Empurrou uma mesa e colocou a cadeira em cima dela. Mesmo assim não conseguiu chegar aos brinquedos.
Estava quase a desanimar, mas pensou:
- Tenho de fazer tudo o que está ao meu alcance… Só falta um palmo para chegar até lá…
Pôs então um grosso dicionário sobre a cadeia, que estava sobre a mesa e empoleirou-se lá e… catrapus! Caiu em cheio em cima da cama.
A mãe ouviu o barulho e veio ver.
- Filho, o que se passa?
Ele contou tudo, concluindo:
- Estás a ver, mãe, eu fiz tudo o que estava ao meu alcance, fiz tudo o que podia ou o que era possível… mas não consegui…
- Não, filho. Tu não fizeste tudo o que podias.
– Como não?
- Filho, tu podias pedir ajuda a mim ou ao teu irmão mais velho e não fizeste. Não alcançaste o que querias porque não fizeste tudo o que estava ao teu alcance.
NÃO PEDISTE AJUDA A NINGUÉM,
portanto não fizeste tudo o que devias, querias ou podias...

sábado, 20 de junho de 2009

Coração a Coração

CORAÇÃO DE JESUS
CORAÇÃO DE MARIA


- Não cabe dentro do peito
pois é tão grande
e tem tanto amor.

- Fora do peito
para poder ser coroado de espinhos.

- Arrancado para fora
para ser partilhado por todos.

- À vista de todos, transparente,
sem nada a esconder.

- À frente da própria pessoa,
no primeiro plano,
como o mais importante.

- Coração de Maria, à imagem do
Coração de Jesus.
Tal Filho, tal mãe.

Brigar com Deus

Ano B - XII Domingo Comum

No Evangelho de hoje alguém briga com Jesus porque ele dorme enquanto o barco se debate com ondas encapeladas.
No mar da nossa vida quantas vezes perguntamos mas afinal onde é que Deus está?

O Pe. Zezinho tem um texto no qual nos podemos rever:
"Depois daquela morte repentina,
depois que dos meus olhos Deus levou a luz do sol,
depois daquela perda sem aviso e sem sentido,
admito que duvidei de Deus.
Briguei com Deus porque não respondeu
quando lhe perguntei porquê.
Ele, que tudo sabe, tudo pode, tudo vê,
parece que não viu, nem me escutou.
Doeu demais e, quando dói do jeito que doeu,
a gente chora, grita e desafia o Criador.
Admito que me revoltei.
Onde é que estava Deus com o seu imenso amor?
Se Deus é amoroso, então por que deixou?
Por que tinha de ser do jeito como foi?
Briguei com Deus e se briguei foi por saber que Deus ouvia...
Admito que voltei para Deus e voltei porque não me calei..."

Se alguém hoje briga com Deus é porque sabe que Ele está próximo.

Depois de ser interpelado, Jesus, apenas com duas palavras, acalma a tempestade, isto é, Jesus faz muita coisa com poucas palavras (multa paucis) enquanto quem discute faz pouca coisa com muitas palavras (pauca multis).

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Deus tem Coração

Solenidade do Coração de Jesus

DEUS TEM CORAÇÃO

PORQUE DEUS É AMOR

- Porque Deus é amor
a caridade não deve ter fronteiras,
pois a grandeza de Deus é infinita.

- Porque Deus é amor
ao fazer-Se Homem
concentra todo o Seu amor num coração humano.

- Porque Deus é amor
nada tem poder sobre o amor,
mas o amor tem-no sobre todas as coisas.

- Porque Deus é amor
o amor é algo divino,
não pode ser desbaratado.

- Porque Deus é amor
não basta fazer bem aquilo que fazemos
é preciso fazê-lo com amor.

- Porque Deus é amor
quem ama
faz experiência de Deus.

- Porque Deus é amor
Ele ama porque existe
e existe porque ama.

Deus é amor porque é o único que pode amar eternamente.

Poucas Palavras

5ª Feira - XI Semana Tempo Comum
"Quando orardes não digais muitas palavras..."
Quando orardes, quando pregardes, quando falardes, quando...
não sejais
como a Espada de D. Afonso Henriques.
Segundo a tradição a Espada do primeiro rei português era:
Comprida
Pesada
e nada Prática.
Nas nossas orações, nas nossas pregações, nos nossos sermões,
sejamos curtos, leves e práticos.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Um coração para amar

"Eis um coração para amar..."

UM CORAÇÃO PARA AMAR

1 = Eu tenho um coração para amar
2 = Eu tenho de amar um coração
3 = Eu tenho um coração para ser amado


1- Eu tenho um coração para amar
Assim como os pés foram feitos para andar
os olhos foram feitos para ver
os ouvidos foram feitos para ouvir
o nariz foi feito para cheirar
o cérebro foi feito para pensar
assim o coração foi feito para amar.

Por isso é mais fácil amar do que odiar
custa menos amar do que desprezar
é mais natural amar do que brigar

Eu tenho coração
o coração foi feito para amar
por isso eu tenho de amar.


2 - Eu tenho de amar um coração

- Um coração grande na vida
que escolheu aquilo que eleva
e libertou-se daquilo que rebaixa
- Um coração grande no trabalho
que não o fez como imposição
mas como uma missão
- Um coração grande no sofrimento
que partilhou a cruz para dividi-la
e partilhou a alegria para multiplicá-la
- Um coração grande para com os outros
compreensivo com as suas fraquezas
generoso nos seus elogios
- Um coração que foi humanamente divino
e divinamente humano
- Um coração que amou assim
deve ser amado na mesma medida
- Este coração tem um nome = Jesus Cristo


3- Eu tenho um coração para ser amado

- Há Alguém que me ama
mesmo quando eu não mereço
- Há Alguém que me ama
e quer que o meu coração esteja no seu coração
- Há Alguém que me ama
e quer que o seu coração palpite no meu coração
- Há Alguém que me ama:
Esse Alguém é Deus
porque Deus é Amor


Conclusão ou compromisso
Um coração para amar:
= Ser amigo de Deus = Falar com Ele
= Ser amigo como Deus = Fazer o que Ele fez
= Deixar que Deus seja meu amigo = Recebê-lo na Comunhão

sábado, 13 de junho de 2009

Santo António

13 de Junho
As imagens e os símbolos de Santo António
A representação iconográfica de Santo António está ligada a um conjunto de símbolos:
A juventude, o burel, o livro, o Menino Jesus, o lírio, o pão.
Todos eles exprimem ou uma característica da sua personalidade (função de recordação), ou os dons e as qualidades que lhe são reconhecidas pela evocação popular (função simbólica).
Assim podemos contemplar a figura de um Frade Jovem com o Menino Jesus ao colo e um lírio na mão.
- A juventude apresenta a personagem ideal, pura, bondosa, atraente, de um santo jovem e amigo da juventude: os santos nunca envelhecem.
- O burel franciscano, castanho ou preto, recorda a pertença do Santo à Ordem Franciscana. Os santos são sempre gente simples e humildes, como os frades menores.
- O Menino Jesus evoca a visão que teve em Camposampiero e exprime a sua dedicação à humanidade de Cristo e à sua intimidade com Deus. Os santos até brincam com Deus.
- O lírio recorda a sua pureza. Só os puros de coração verão a Deus.
- O pão lembra a sua caridade para com os pobres... pão dos pobres de Santo António, ou um tostão por amor de santo António...
- O livro, ou a Palavra de Deus, símbolo da ciência, do estudo, da sua doutrina, da sua pregação. Não só de pão vive o homem...

Falar em Parábolas

Ano B - XI Domingo Comum

SÓ FALAVA POR MEIO DE PARÁBOLAS

- Porque a Palavra nasce da vida
para que a vida nasça da Palavra.

- Porque a Revelação é progressiva:
não se pode comer tudo já mastigado.

- Porque Ele não impõe, só propõe:
falando de maneira indirecta
é quem ouve que se impõe a si mesmo.

- Porque a escuta não pode ser passiva:
é preciso tirar as conclusões e as aplicações.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Aprendei de Mim

Aprendei de mim
que sou manso
e humilde de coração



1. O que é aprender?
- É unir
- Descobrir
- Experimentar
- Seguir
- Viver

2. Aprender a quê?
- A Fazer milagres? Não!
- A falar como Ele? Não!
- A curar doentes? Não!
- A andar sobre o mar? Não!
- A morrer na cruz? Não!

- Aprender a ser manso = a ser bondoso.
- Aprender a ser humilde = a ser acessível.
- Aprender a ser coração = a ser amigo.

3. Aprender como?
- Dialogando = falando com Ele
= Ouvindo-O.

- Agindo = Fazendo o que Ele fazia
= Sentindo o que Ele sentia.

4. Aprender para quê?
- Para ter um coração igual ao dele!

- Jesus, manso e humilde de coração,
- Fazei o meu coração igual ao vosso!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Vivat Cor Jesu

Génese de uma saudação

“Vivat Cor Jesu - per Cor Mariae!” (Viva o Coração de Jesus - pelo Coração de Maria!) não foi a primeira saudação em uso na Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus.
A primeira saudação, em vigor em 1881 parece ter sido: “Cor Jesu suavissimum amor noster!” (Coração de Jesus nosso amor suavíssimo!) como podemos ler nas cartas do Pe. París ao seu amigo Pe. Falleur e também nas cartas do Pe. Philippot.
Houve no entanto outras saudações. O Pe. Falleur escrevendo ao Pe. Captier: Cor Jesu Mysticum! (Coração Místico de Jesus!)
O Pe. Patrício Boulanger escreve: Vivat Cor Jesu! E ainda: Vivat Cor Jesu in corde nostro unice! (Viva o Coração de Jesus unido ao nosso coração!)
Esta última saudação também foi usada em 1883 pelo Pe. Jacob Herr ao escrever ao Pe. Falleur, e a mesma expressão na carta do Pe. Pedro Bertrand ao Pe. Falleur.
Em 1884 o Pe. Lamour escreve carta em que inicia com esta invocação: Vivat Cor Jesu mysticum per Cor Mariae! (Viva o Coração místico de Jesus pelo Coração de Maria!)
Pouco tempo depois aparece no mesmo remetente: Vivat Cor Jesu per Cor Mariae dolorissimum et Joseph! (Viva o Coração de Jesus pelo Coração doloríssimo de Maria e de José!)
Depois aparece: Vivat Cor Jesu per Cor Marie et Joseph.
A primeira vez que aparece a expressão simples, foi numa carta do Pe. París ao Pe. Falleur com data de 1884: Vivat Cor Jesu per Cor Mariae!
Conclusão: Em 1884 os nossos padres chegaram, através de várias ponderações, à actual fórmula oficial.
Em Junho do mesmo ano o Pe. Lamour explica:
O Coração de Jesus quer viver em nós, e é isto que pedimos a cada instante a fim de corresponder ao seu desejo. VIVAT COR JESU! É a vida de caridade.
Mas para reconhecer que ele tirou o seu Coração de sua Mãe, e que é por sua Mãe que ele quer comunicá-lo, nós ajuntamos PER COR MARIAE. Quer dizer que Maria é o modelo vivo e divino: forma Dei, no qual é preciso lançar tudo: pensamentos, palavras, actos, potências e faculdades do nosso ser a fim de que ela una tudo ao Coração do seu Filho que é a fonte da vida, como o Coração de Maria é o poço, o canal, o mediador e o órgão. (AD. B 19/4-7)

Nos escritos do Pe. Dehon

Nos anos de 1880-1882 Pe. Dehon termina muitas vezes as cartas com – Tout vôtre (e às vezes acrescenta dévoué, in Corde Jesu. (Todo vosso devotado no Coração de Jesus)
Vivat Cor Jesu (sem o per Cor Mariae) encontra-se pela primeira vez como conclusão da carta sem data do Pe. Dehon à Ir. Maria do Coração de Jesus (Chère Mère), a 14 ou 15 de Dezembro de 1882.
A Chère Mère ao escrever, nesse mesmo ano ao Pe. Dehon, também saúda com a expressão – Vivat, vivat Cor Jesu, e uma vez até – Vivat, vivat Cor Jesu in corde nostro unice.
O Pe. Dehon, depois escreve algumas vezes, 1883 e 1884 – Vivat Cor Jesu!
A partir de 1884, depois do Consummatum est, o Pe. Dehon usa várias invocações e sempre no fim das cartas como despedida espiritual:
Vivat Cor Jesu mysticum per Cor Mariae dolorissimum!
Vivat Cor Jesu, vinculum unitatis!
Vivat Cor Jesu in corde nostro!
Benedicat vos Cord Jesu!
Que le Coeur de Jesus vous dénisse!
Vivat, vivat semper Cor Jesu!
Vivat Cor Jesu in corde nostro unice!
Je vous bénis in Corde Jesu!

Nos anos de 1885-1886 o mote Vivat Cor Jesu per Cor Mariae superou todas as demais invocações até então usadas e deve ter-se tornado comum para todos os padres.
Nas Notes Quotidiennes, conclui as notas dos dias 12 e 16 de Fevereiro de 1886 com Vivat Cor Jesu per Cor Mariae.

A 24 de Dezembro de 1886 D. Thibaudier, na sua qualidade de Bispo de Soissons e de Superior da Congregação, anuindo ao pedido do Pe. Dehon, aprova o mote Vivat Cor Jesu per Cor Mariae e estendo-o a todo o Instituto como invocação própria. (AD B 21/3)

Conferir: P. A. Vassena, Breve hostória do Vivat Cor Jesu per Cor Mariae e da sigla SCJ, in Dehoniana, Ano VIII – nº 42, Janeiro 1979, Pag 20-24

Anjo da Guarda

10 de Junho
Santo Anjo da Guarda de Portugal, no dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
"Vou enviar um anjo à tua frente, para que te proteja no caminho e te conduza ..." (Ex 23, 20-21)
Se os Anjos vão à frente, quem vai à frente é um anjo - anticipemo-nos e sejamos anjos no caminho dos nossos irmãos.
Se os Anjos são os que protegem e conduzem, quem conduz e protege é um anjo - valorizemos os nossos irmãos que nos protegem e nos orientam, porque são para nós autênticos anjos.
Se os Anjos são Mensageiros, os portadores de boas novas são anjos - sejamos anunciadores de paz, de harmonia e do amor - sejamos anjos do Senhor, mensageiros de Deus.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Portugal e o Coração de Jesus

Texto do Padre Dehon
“Portugal teve, tal como nós, as suas lutas e os seus erros religiosos. Como na França e na Áustria, foi o Estado que em Portugal criou entraves à acção da Igreja. Mas nós acreditamos que a nação portuguesa retomará toda a sua vitalidade religiosa, porque ela é, mais que qualquer outra, a nação do Coração de Jesus. Pode dizer-se que ela ostenta, desde a Idade Média, o Coração de Jesus nas suas armas, pois tem por emblema sobre o seu brasão as cinco chagas de Cristo. Em 1790, celebrou-se em Lisboa a dedicação da basílica real do Coração de Jesus, construída a expensas da Rainha D. Maria. Todos os anos o dia da festa do Coração de Jesus é feriado em Portugal; e desde 1878, esta festa é aí celebrada com rito duplo de Primeira Classe. Na basílica real, o ofício é celebrado com pontifical. O rei, a corte e o governo assistem à festa com os dignitários da Ordem de Cristo em traje de gala. Ao Ofertório, há um acto solene de homenagem do rei e da nação ao Coração de Jesus. O Capelão-Mor do rei, escoltado por oficiais da corte e por um piquete da guarda real, avança e oferece ao celebrante algumas moedas de ouro em sinal de submissão do rei ao Coração de Jesus.A basílica do Coração de Jesus de Lisboa é de uma grande riqueza. É uma pequena São Pedro, uma igreja com cúpula. O arquitecto imitou a bela igreja do grande mosteiro de Mafra, construído em 1717 no reinado de D. João V, a 40 quilómetros de Lisboa. A basílica ergue-se no belo passeio público da Estrela e perto do passeio dos Ingleses. É um dos belos monumentos da cidade, e os estrangeiros têm o costume de subir até à cúpula para desfrutar do panorama de Lisboa.
A festa da dedicação da igreja nacional do Coração de Jesus é celebrada em todo o reino e suas colónias todos os anos a 15 de Novembro. É preciso que nós venhamos a ter o mesmo culto social ao Coração de Jesus” (L. Dehon, Chroniques du “Règne”, in Oeuvres Sociales, V Volume, Março 1899, Pag. 283).
Comentário
De notar que esta crónica, com o título de “Portugal e o Coração de Jesus” foi escrita e publicada um ano antes de o Pe. Dehon conhecer Portugal. Precisamente um ano depois (Março de 1900) é que visita Portugal pela primeira vez. A 26 de Março chega de comboio a Lisboa. Da visita à capital deixa poucas anotações sobre a Basílica da Estrela, comparando com o que já tinha escrito anteriormente: “A bela igreja da Estrela é dedicada ao Coração de Jesus. É uma igreja com cúpula, uma pequena S. Pedro. Ela foi construída de 1779 a 1796. O interior está ricamente ornamentado. A rainha D. Maria I contribuiu largamente para a edificação desta igreja votiva ao Coração de Jesus. Ela própria está representada no quadro que ornamenta o altar-mor. As cinco partes do mundo encontram-se lá em adoração diante de Cristo; é a rainha D. Maria quem representa a Europa” (L. Dehon, Au dela des Pyrénées, H. & L. Casterman, Éditeur Pontificaux, Paris, Rue Bonaparte, 66, Tournai, Belgique, p. 212). Para além de Lisboa e Almada, o Pe. Dehon visita Sintra, Alcobaça e Batalha. Chega a Coimbra no 1º de Abril, seguindo depois para o Porto. Deixa Portugal a caminho de Badajoz de comboio no dia 3 de Abril.
Também na sua viagem à América Latina, tanto na ida como no regresso passa por Lisboa, respectivamente a 3 de Setembro de 1906 e a 9 de Janeiro de 1907, visitando apenas a baixa da cidade e sem referir a basílica dedicada ao Coração de Jesus (cf. L. Dehon, Mille lieues dans l’Amérique du Sud: Brésil, Uruguay, Argentine, Paris, 1909).
Quanto à crónica publicada convém realçar três aspectos:
- O epíteto – “Nação do Coração de Jesus”, porque desde há muito tem no seu brasão as cinco chagas de Cristo; porque tem uma basílica real dedicada ao Coração de Jesus; porque o dia do Coração de Jesus é feriado; porque o rei mostra solenemente submissão ao Coração de Jesus.
- O exemplo a seguir – O culto social do Coração de Jesus. A crónica faz jus à revista em que é publicada e ao seu projecto: O Reino do Coração de Jesus nas Almas e nas Sociedades. O Culto ao Coração de Jesus não é apenas uma simples devoção, mas uma verdadeira renovação de toda a vida cristã.
- A esperança – Apesar de Portugal viver, no final do século, um período de entraves à acção da Igreja, há que acreditar na sua capacidade de retomar a vitalidade religiosa. Mostremos a bandeira do Coração de Jesus e a simplicidade da nossa fé reacenderá os fracos.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Deus não é Solidão

Ano B - Santíssima Trindade

Nas aulas de Educação Moral e Religiosa, quando eu perguntava que nome davam a Deus os muçulmanos ou os Hebreus, os alunos, em geral, respondiam correctamente Alá e Javé. Mas sempre hesitavam ao apresentar o nome pelo qual nós católicos chamamos a Deus. Só quando eu fazia o sinal da cruz sobre mim mesmo é que se lembravam que do nome de Pai, Filho e Espírito Santo. Acho isto interessante porque afinal Deus é relação. Mais do que por definições, é pelos gestos e atitudes que percebemos quem é Deus.
A solenidade da Santíssima Trindade recorda-nos que Deus não é um ser solitário, perdido nos espaços infinitos. É um Deus comunitário, uma família divina, uma comunidade de vida e de amor. Deus é comunicação.
Uma vez perguntei:
- Quem quer dizer como se chama Deus?
Um aluno respondeu de imediato:
- Deus chama-se rezando.
Gostei da resposta que foi mais profunda do que esperava. Não referia o nome de Deus, como eu pretendia, mas a maneira de entrar em relação com Ele.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A Cruz do Coração





Um Coração na Cruz
Uma Cruz no Coração


Numa longa noite de sofrimento, o Pe. Dehon sonhou que estava abraçado a uma cruz. Era uma cruz do seu tamanho, feita à sua medida. O seu rosto encostado ao madeiro, o peito bem apertado no centro da cruz. Abraçava-a com todas as suas forças, a ponto de sentir o coração despedaçar-se. Passado algum tempo, deixou-se cair, exausto. Mas a cruz permanecia direita, sem tombar.
O Pe. Dehon levantou os olhos para essa cruz. Ela estava diferente, tinha outra apresentação: via-se perfeitamente recortado no seu centro o perfil de um coração. Que teria acontecido? Inquieto, orientou o olhar para o seu peito. Também este estava diferente: tinha as marcas de uma cruz.
Ao acordar, o Pe. Dehon ainda se lembrava da sua visão:
“Um Coração na Cruz e uma Cruz no Coração”.
Pouco a pouco foi compreendendo que aquele sonho era o prenúncio de um compromisso, como mais tarde escreveu no seu Directório Espiritual:
“Carregar a cruz exteriormente e por necessidade não basta. É preciso abraçar a cruz com amor, levá-la com coragem e alegria, desejá-la com ardor como o tesouro maior e mais seguro... “
Aquela cruz que ele abraçava era realmente a sua própria cruz. Mas aquele coração, nela recortado, de quem seria? O seu ou o de Cristo? De certeza absoluta que era o Coração de Cristo que estava bem no centro da sua vida. Era Cristo, Coração do Homem, Coração do Mundo. Era um coração desenhado no vazio, quase a querer moldar o coração do homem.
E no seu peito, aquela cruz de quem seria? Era a cruz de Cristo, a quem muito amava. Era uma cruz cravada no coração do homem, como sinal indelével do amor de Deus.
Hoje, os seus herdeiros, os Sacerdotes do Coração de Jesus, têm como símbolo informal da Vida Dehoniana: uma cruz com um coração recortado. É uma espécie de molde ou forma para que cada um possa configurar o seu coração naquela medida, como também um espaço aberto para que o Coração de Cristo possa ser integrado na vida de cada um.
Ao contemplar a cruz dehoniana, saibamos ver o Coração de Jesus e chegar até ao Jesus do Coração.


terça-feira, 2 de junho de 2009

maravilhar-se

3ª Feira - IX Semana Comum

No Evangelho de hoje o povo maravilhou-se com a resposta de Jesus às provocações dos fariseus.
Todos ficaram admirados, isto é, de boca aberta, sem conseguir dizer palavra.
De facto, perante Deus, a nossa atitude deve ser:
Boca aberta - silêncio
Olhos fechados - sentindo-O nteriormente
Joelhos dobrados - em oração humilde.
É assim que mostramos a nossa admiração ou nos maravilhamos perante Deus...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Terço (32)

Gozosos

As idades no terço
ou o terço das idades

Reunidos com Maria, formamos uma só família onde todos têm o seu lugar, a sua importância e a sua missão, porque ela é mãe de todos, dos mais novos e dos menos jovens. Construímos assim uma sociedade para todas as idades.

1º MISTÉRIO - A anunciação do Anjo a Nossa Senhora
Maria teria um pouco mais de 15 anos quando entrou no Projecto de Deus.
Ela permaneceu sempre jovem porque os santos nunca envelhecem.
Contemplemos a eterna juventude de Maria e rezemos por todos os jovens que tanto valorizam a frescura da vida, para que tenham em Maria a garantia de que a eterna juventude só se alcança nos caminhos do Senhor.

2º MISTÉRIO - A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel
Maria põe-se a caminho. É a primeira evangelizadora.
É sinal de maturidade levar o evangelho, e ser enviado ou missionário.
É o encontro de duas pessoas adultas, amadurecidas, pessoas ativas.
Rezemos por todas as pessoas de meia-idade, por todos os adultos, para que possam ser educadores ou transmissores da fé que vivem e levem a Jesus em todas as atividades, trabalho, família e lazer.

3º MISTÉRIO - O nascimento de Jesus em Belém
Jesus nasceu como nós, nasceu menino para que nos lembremos que o Reino dos céus é de quem se torna criança aos olhos de Deus.
Rezemos por todas as crianças do mundo, sobretudo as que experimentam, como Cristo, a pobreza e a perseguição, para que Deus os cumule de bênção e possam crescer em estatura, em sabedoria e em santidade.

4º MISTÉRIO - A apresentação do Menino Jesus no Templo
Jesus encontra-se nos braços de Simeão que rezou:
Agora Senhor deixareis ir em paz o vosso servo porque meus olhos viram a salvação.
Os idosos são modelo dos que esperam em Deus.
Rezemos por todos os velhinhos para que vivam sempre valorizados e apoiados pois também já trabalharam, apoiaram e ajudaram os outros durante a sua vida ativa.

5º MISTÉRIO - O encontro do Menino Jesus no Templo entre os Doutores
Maria e José andaram três dias à procura de Jesus e encontraram-n'O no meio dos doutores no casa do Pai.
A nossa comunidade, a nossa família ou a nossa Igreja é formada de gente de todas as idades, de todas as classes sociais, de todos as cores.
Jesus convive com todos pois para Deus não há idades, nem outras distinções de pessoas.
Rezemos por toda a humanidade para que se sinta cada vez mais unida, numa mesma família, construindo a paz num mundo novo que avança para Deus.


Terço (31)

Os mistérios gloriosos do
terço do Pentecostes

Com Maria acolhemos o Espírito Santo, reunidos no Cenáculo. Rezemos o Terço do Rosário contemplando os Mistérios gloriosos e a presença do Espírito em nós e na comunidade através das imagens ou símbolos do Espírito Santo.

1º Mistério – A Ressurreição de Jesus
O óleo
Cristo, em grego, quer dizer Ungido. Aquele que o óleo confirmou como eleito de Deus. A Ressurreição confirma essa eleição.
Nós como Cristãos também somos ungidos, participando do óleo do crisma.
Esse óleo é tempero para a nossa vida, dá sabor ao nosso sustento.
É combustível ou fonte de energia.
É curativo e alívio na nossa dor.
É bálsamo na nossa caminhada.
É defesa e nossa paz.
É selo da nossa pertença total a Deus.

2º Mistério – A ascensão de Jesus ao Céu
O vento
Cristo sobe aos céus e promete o Espírito Santo que é como sopro, ar ou vento.
Porque o vento faz mexer connosco, o Espírito é Ação.
Porque ninguém o pode agarrar ou guardar só para si, o Espírito é de todos.
Porque sopra onde quer, não tem grades ou cadeias, o espírito é liberdade.
Porque nos envolve por dentro e por fora, o Espírito é afago e amor.
Porque varre e limpa, o Espírito é purificação.
Porque é ar, respiração, oxigénio, o Espírito é Vida.

3º Mistério – A descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos
O fogo
Desceu em forma de línguas de fogo sobre os apóstolos.
É fogo porque aquece, entusiasma.
É fogo porque purifica como num crisol.
Porque aconchega, como lareira em família.
O Espírito é fogo porque ilumina, põe a claro, revela a verdade.
Porque amadurece-nos.
Porque é farol que nos conduz.

4º Mistério – A assunção de Nossa Senhora
A pomba
Maria ao ser elevada ao Céu é como pomba que se refugio no Santuário de Deus.
O Espírito santo é apresentado na Escritura como uma Pomba.
Porque voa na serenidade e na harmonia, é Espírito de Paz.
Porque voa sem barreiras, é Espírito de Liberdade.
Porque as suas asas equilibram-se, é Espírito de justiça.
Porque apresenta ternura, candura e simplicidade, é Espírito de amor.
Porque é correio, comunicação, anúncio, é Espírito de verdade.

5º Mistério – A coroação de Nossa Senhora como Rainha dos Anjos e dos Santos
O repouso
Um dia o Espírito de Deus repousou sobre Maria.
Agora, coroada na glória dos Céus, é Maria que repousa eternamente em Deus.
O mesmo espírito repousa sobre nós para que um dia repousemos n'Ele.
Está sobre mim porque é mais forte do que eu.
Está sobre mim porque veio do alto.
Está sobre mim para elevar-me.
Está sobre mim porque é meu escudo e protecção.
O Espírito de Deus está sobre mim porque eu estou sob a sua ação.
Está sobre mim porque é mais velho do que eu, pois é eterno.
Está sobre mim para eu carregá-lo para onde quer que vá.


Terço (30)

Gozosos

O ABC do terço
ou o terço do ABC

1º Mistério – A anunciação do Anjo a Nossa Senhora
AVÉ MARIA

Com a letra A queremos escrever com Maria na Anunciação as palavras:
Amor, alegria, acolhimento, aceitação, agradecimento.

2º Mistério – A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel
BENDITA
Com a letra B queremos escrever com Isabel na visitação as palavras:
Bênção, bem-aventurança, batismo, bondade, brilho.

3º Mistério – O nascimento de Jesus em Belém
CANTAM OS ANJOS
Com a letra C queremos escrever e cantar com os Anjos em Belém as palavras:
Compreender, coragem, compartilhar, caminhar, conversão

4º Mistério – A apresentação do Menino Jesus no Templo
DEDICAR-SE AO TEMPLO
Com a letra D queremos escrever com o Menino no Templo as palavras:
Deus, doação, dom, dignidade, desagravo.

5º Mistério – O encontro do Menino Jesus no Templo entre os Doutores
ENCONTRO EM JERUSALÉM
Com a letraqueremos escrever com os pais de Jesus as palavras:
Escolha, esperança, elogio, entrega, emenda.

Terço (29)

O caminho do terço
ou o terço do caminho


Oração para a partida:
Senhor Deus, que no deserto conduzistes o vosso povo até à Terra Prometida e em Jesus nos destes o único e certo caminho que nos leva à Casa do Pai, abençoai esta nossa caminhada de oração. Por ela aprendamos a caminhar na vida, iluminados pela fé, guiados pela Cruz do Redentor.
Acompanhai-nos com os vossos anjos, para avançarmos com alegria, fé e esperança. E um dia cheguemos à Jerusalém celeste, na companhia de Maria, nossa Mãe, para cantarmos eternamente a alegria da salvação.
Ámen.

1º Mistério - Abraão, o peregrino de Deus
Ser peregrino é construir o futuro no diálogo com Deus.

Nossa Senhora dos Caminhos,
Rogai por nós quando avançamos!

O Povo de Deus no deserto andava
Mas à sua frente Alguém caminhava.
O Povo de Deus era rico de nada
Só tinha a esperança e o pó da estrada.
Também sou teu povo, Senhor, e estou nesta estrada
Somente a tua graça me basta e mais nada.


2º Mistério - O Povo de Deus, peregrino no deserto
Ser peregrino é caminhar com um povo que Deus liberta.

Nossa Senhora dos Caminhos.
Rogai por nós quando nos desviamos!

O Povo de Deus também vacilava
Às vezes custava a crer no amor.
O Povo de Deus, chorando rezava
Pedia perdão e recomeçava.
Também sou teu povo, Senhor, e estou nesta estrada
Perdoa se às vezes não creio em mais nada.
3º Mistério - Peregrinar para a Montanha do Senhor
A Igreja, na terra e no céu, é a montanha da salvação para onde caminhamos.

Nossa Senhora dos Caminhos,
rogai por nós quando nos cansamos!

O Povo de Deus também teve fome
E Tu lhe mandaste o pão lá do céu
O povo de Deus, cantando deu graças
Provou teu amor, teu amor que não passa
Também sou teu povo, Senhor, e estou nesta estrada
Tu és o alimento na longa jornada
4º Mistério - Deus acompanha-nos, na peregrinação da nossa vida
A Eucaristia é o pão do caminho, penhor de Redenção.

Nossa Senhora dos Caminhos,
Rogai por nós quando duvidamos!

O Povo de Deus ao longe avistou
A terra querida que o amor preparou
O Povo de Deus corria e cantava
E nos seus louvores, seu amor proclamava
Também sou teu povo, Senhor, e estou nesta estrada
Cada dia mais perto da terra esperada
5º Mistério - Jesus, o Peregrino que transforma o caminho
É necessário passar pela cruz para chegar à Ressurreição.

Nossa Senhora dos Caminhos,
Rogai por nós quando sonhamos!

Ao longo da tua vida
Nunca sozinho estás…
Contigo, pelo caminho,
Nossa Senhora vai.
Vai com os homens a caminhar
Nossa Senhora vai.


FINAL:

Se parecer a teus olhos
Inútil caminhar
Tu vais abrindo caminho
Que outros andarão
Vai com os homens a caminhar
Nossa Senhora vai.


SENHORA DOS CAMINHOS
ROGAI POR NÓS:

1º - QUANDO AVANÇAMOS

2º - QUANDO NOS DESVIAMOS

3º - QUANDO NOS CANSAMOS

4º - QUANDO DUVIDAMOS

5º - QUANDO SONHAMOS


Poiso do Espírito

Ano B - Pentecostes

No encontro da manhã, perguntei aos alunos mais novos se já tinham ouvido falar do Espírito Santo.
Toda a gente levantou o braço em resposta afirmativa.
Pedi, então que fossem dizendo algumas coisas que soubessem sobre Ele mas ninguém se lembrava.
Depois de muita insistência, um miúdo prontificou-se para falar:
- Só sei que o Espírito Santo está aqui – E apontou para o seu ombro esquerdo.
De facto, ao benzer-se, todos dizem esse nome tocando no lado esquerdo.
Eu estava à espera de todas as respostas menos daquela.
Foi uma boa ocasião para juntos meditarmos que afinal nós trazemos em nós o Espírito Santo, qual carga aos ombros.
À tarde, referi esta experiência aos alunos mais velhos e um deles acrescentou, com simplicidade, perante o sorriso dos colegas:
- Ah! É por isso que, quando fui crismado, o meu padrinho pôs a sua mão sobre o meu ombro e fez força para dizer que o Espírito Santo estava a pousar aí.
A partir de então todos compreenderam melhor o significado daquilo que rezavam: O Espírito do Senhor repousa em mim.
Que neste Pentecostes eu descubra que o Espírito está sobre mim para carregá-lo para onde quer que eu vá.

Terço (28)

Luminosos

Rezando e explicitando
os mistérios luminosos

1º Mistério – O batismo de Jesus no Rio Jordão

Ave-Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,
Bendita sois vós entre as mulheres
E bendito é o fruto do vosso ventre Jesus
…batizado no rio Jordão.

2º Mistério – A revelação de Jesus nas bodas de Caná

Ave-Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,
Bendita sois vós entre as mulheres
E bendito é o fruto do vosso ventre Jesus
…que escutou a sua Mãe em Caná.

3º Mistério – O Anúncio do Reino de Deus com o convite à conversão

Ave-Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,
Bendita sois vós entre as mulheres
E bendito é o fruto do vosso ventre Jesus
…que nos convida à conversão.

4º Mistério – A transfiguração do Senhor

Ave-Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,
Bendita sois vós entre as mulheres
E bendito é o fruto do vosso ventre Jesus
…que se transfigurou para nos salvar.

5º Mistério – A instituição da Eucaristia

Ave-Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,
Bendita sois vós entre as mulheres
E bendito é o fruto do vosso ventre Jesus
…que se fez alimento para a vida eterna.



segunda-feira, 25 de maio de 2009

Terço (27)

Gloriosos

AS CONTAS DO TERÇO
OU O TERÇO DAS CONTAS

Tradicionalmente nós chamamos contas às pedras do Terço.
É por isso que hoje vamos meditar nas nossas contas e nas contas de Deus.
Pensemos nas contas que sabemos fazer:
Contas de somar, de diminuir, de dividir e de multiplicar.
Deus faz outras contas.
A sua tabuada é diferente:
Quer que somemos mais amor,
diminuamos o rancor,
multipliquemos a alegria
e dividamos o nosso tempo para Deus e para ficarmos mais iguais a Cristo, a Maria e aos santos.

1º Mistério - A ressurreição de Jesus
São as contas de somar, o sinal MAIS.
É mais Vida, mais alegria, mais paz.
Que a nossa páscoa de todos os dias seja sempre uma passagem sempre para o positivo.

2º Mistério - A ascensão de Jesus ao Céu
Jesus subiu ao céu porque ao céu pertencia. É o sinal MENOS.
Foi-nos tirado, mas continuamos a comungar a sua presença.
Que a nossa vida seja também um sinal de diminuir.
Diminuir o pecado, diminuir o mal, para um dia entrarmos no Céu com Jesus.

3º Mistério - A descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos
É o sinal de DIVISÃO.O Espírito dividiu-se em línguas de fogo sobre cada um dos apóstolos.
É o espírito de diversidade e de unidade.
Que saibamos reconhecer o Espírito repartido nos nossos irmãos e "condividir" a nossa vida à imagem do Espírito Santo.

4º Mistério - A assunção de Nossa Senhora
Maria entrou no céu porque ao céu pertencia. Ela soube viver para merecê-lo. Soube multiplicar as suas capacidades.
É o sinal de MULTIPLICAÇÃO.Que saibamos também multiplicar a nossa oração, multiplicar o bem e a paz para que um dia possamos viver em plenitude como Maria.

5º Mistério - A coroação de Nossa Senhora como Rainha dos Anjos e dos Santos
É o sinal de IGUAL. Ela foi coroada como Rainha dos Anjos e dos Santos.
É igual aos santos. Também nós somos iguais, feitas da mesma massa com a mesma vocação, de igual natureza.
Que sejamos cada vez mais iguais a Maria e a todos os santos.

1º mistério
+Contas de SOMAR

2º mistério
-Contas de DIMINUIR

3º mistério
XContas de MULTIPLICAR


4º mistério
÷Contas de DIVIDIR

5º mistério
=RESULTADO das contas


Terço (26)

Dolorosos

A Igreja no terço
ou o terço da Igreja

Maria, reunida com os discípulos no Cenáculo, é a figura da Igreja.
A Igreja é uma comunidade de fé, testemunhando a Ressurreição e acolhendo o Espírito Santo.
Rezemos o Terço do Rosário, meditando nos atributos da Igreja contemplando Maria e os mistérios dolorosos.

1º Mistério - A agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras
Jesus sofre o abandono dos seus amigos.
Fica sozinho a enfrentar as acusações, mas Ele veio para salvar e para unir.
A Igreja, como corpo místico de Cristo, continua esta vocação à unidade.
A Igreja é una. É comunhão nas alegrias, tristezas e esperanças de uma comunidade.
Rezemos pela unidade dos cristãos para que o amor seja sinal de fidelidade a Cristo.

2º Mistério - A Flagelação de Jesus
Jesus foi flagelado, pagando pelos nossos males.
É por isso que a Igreja surge como a santificada, purificada pela paixão, morte e ressurreição de Cristo.
A Igreja é santa na sua origem, mas pecadora na sua constituição.
Rezemos para que todos os cristãos vivam na santidade de filhos de Deus.

3º Mistério - A coroação de Espinhos
Apesar da coroa ser de espinhos, Jesus é verdadeiro Rei.
Ele é o Senhor do Universo.
A Igreja é católica, isto é, universal. Jesus é o Senhor de tudo e de todos.
Rezemos pelo Papa e toda a hierarquia católica para que continuem a missão de expandir a fé.

4º Mistério - Jesus a caminho do Calvário e o encontro com sua Mãe
Ao levar a cruz às costas, Jesus é o modelo para todo o discípulo que o segue.
Cada cristão é um enviado, um peregrino que sobe com Jesus.
A Igreja é apostólica, isto é, enviada como apóstolo para levar os homens nos caminhos de Deus e trazer Deus aos caminhos dos homens.
Rezemos por todos os missionários para que nunca se cansem do seu serviço apostólico e tenham sempre o apoio de que precisam.

5º Mistério - A crucifixão e morte de Jesus
Jesus mostra-nos que não há ressurreição sem haver morte, não há vida sem sofrimento, não há amor sem dor.
A Igreja é perseguida, continua os sofrimentos de Cristo.
A igreja sofre com Jesus e este sofre com a Igreja.
Rezemos por todos os cristãos perseguidos ou martirizados, para que Cristo seja a sua força na dor e na aflição e possam assim viver a glória de Deus.

1º Mistério - A IGREJA É UNA

2º Mistério - A IGREJA É SANTA

3º Mistério - A IGREJA É CATÓLICA

4º Mistério - A IGREJA É APOSTÓLICA

5º Mistério - A IGREJA É PERSEGUIDA


Terço (25)

Gozosos

O LIVRO DO TERÇO
OU O TERÇO DO LIVRO

Rezar é como esfolhear um livro cheio de mensagens.
O terço é este livro acessível a todos.
Mesmo o analfabeto consegue ler este livro.
Cada mistério é um capítulo.
Cada Pai-nosso ou Avé Maria é uma página que se abre à nossa leitura.
Vamos rezar este terço do Rosário, desfolhando as páginas que Deus escreveu com Maria.

1º Mistério – A anunciação do Anjo Nossa Senhora
Maria aparece logo na primeira página.
É o céu que desce à terra e a terra que sobe até ao céu.
A palavra principal que começa esta página é Ave.
Que cada página, cada dia comece sempre com uma saudação.
Saibamos também fazer da nossa vida um livro escrito a partir do Céu.

2º Mistério – A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel
A Segunda página vai mais longe.
Maria vai até quem precisa dela.
A palavra principal é Bendita és tu entre as mulheres.
Também no livro da nossa vida, cada página, cada momento está aberto aos outros.
Ninguém escreve sozinho. Tudo o que se faz refere-se aos outros porque a eles se destina.
Saibamos partilhar as nossas páginas com os irmãos porque ninguém aprende sozinho.

3º Mistério – O nascimento de Jesus em Belém
É a página que marcou a história.
O centro do projeto de Deus.
Página escrita na simplicidade e na pobreza.
A palavra-chave é Glória a Deus e Paz na Terra.
Maria escreve tudo isso no seu coração.
Saibamos ler a realidade da nossa vida não apenas com os olhos da cara mas sobretudo com o coração.
Só assim Deus será glorificado e os homens terão paz.

4º Mistério – A apresentação do Menino Jesus no Templo
O Livro de Maria é escrito em casa, em viagem mas também no Templo.
É na comunidade que se deve rezar melhor.
É em família, aberta a Deus que cada um pode escrever e partilhar a leitura.
A palavra que resume esta página é Oferecer-se.
Quem escreve oferece-se como presente porque se torna presente ou oferta para os outros e para Deus.
Saibamos escrever para Deus, comunicando com os nossos irmãos.

5º Mistério – O encontro do Menino Jesus no Templo entre os Doutores
Cada vez que avançamos num livro mais percebemos o seu conteúdo.
Ao perder e encontrar o seu filho, Maria foi percebendo aquilo que Deus estava a escrever na sua história.
A nossa vida é feita destas páginas cujo sentido por vezes não percebemos.
Só quando chegarmos ao fim é que entenderemos todo o sentido, porque há sempre um sentido.
Saibamos procurar o lugar de Deus em nós.
Procurar mesmo sem encontrar para um dia o encontrarmos sem o procurar.


sexta-feira, 22 de maio de 2009

Alegrar-se

6ª Feira - 6ª Semana da Páscoa

No evangelho de hoje Jesus diz que o mundo alegra-se hoje, mas depois chorará ao passo que os discípulos hoje choram, mas alegrar-se-ão para sempre.

É que ninguém gosta de "passar de cavalo para burro", diz a sabedoria popular.
É mais aliciante passar do choro ao riso, da tristeza para a alegria e não o contrário.
É por isso que mais ninguém depois poderá privar-nos dessa alegria.
E qual o motivo dessa alegria plena e definitiva?
- É de vvoltarmos a ver Jesus?
- Não. Jesus diz: vós vos sentis agora tristes, mas eu hei-de ver-vos de novo...
É o facto de Cristo nos ver, nos acompanhar a causa e o motivo da nossa alegria e felicidade.

Corações ao Alto

Ano B - Ascensão do Senhor

Há alguns anos atrás, ao participar em Roma, na instalação do Secretariado Mundial da Evangelização 2000, a Madre Teresa de Calcutá foi entrevistada.
- Madre Teresa, o que é para si evangelizar?
Com uma simplicidade e profundidade impressionantes, ela respondeu:
- Evangelizar é ter Jesus no Coração e levar Jesus ao coração dos irmãos.

Só moram no nosso coração os que são amados. Para Jesus morar no coração é preciso que se tenham criado laços de amor entre a pessoa e Jesus vivo. Que Jesus nos ama, é verdade! Que Ele nos amou primeiro, está comprovado! Que Ele ama a todos porque os quer salvar, é certo! Mas é preciso que nos sintamos amados por Ele, nos deixemos amar e sintamos que O estamos amando. Não basta ter Jesus na cabeça... É preciso tê-lo no coração. Só depois podemos levá-lo ao coração do irmão porque ninguém dá o que não tem. É preciso estar evangelizado para evangelizar e fazer Jesus acontecer no coração das pessoas.

Na Ascensão, Jesus eleva-se ao Céu. Deixou de estar connosco para estar em nós. Ele continua a evangelizar através de nós. Sursum corda, isto é, Corações ao alto! Que saibamos responder efectivamente que o nosso coração está em Deus porque Ele está no nosso coração.
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Terço (24)

Gloriosos

A ESCALADA DO TERÇO
OU O TERÇO COMO ESCALADA

Terço da Ascensão

A vida de Cristo é uma contínua ascensão, uma subida, uma escalada ou uma progressão contínua.
Durante este terço tomemos consciência de que a nossa vida tem o mesmo movimento e o mesmo destino. A exemplo de Maria devemos acompanhar a Cristo neste subir ao encontro do Pai, juntamente com os nossos irmãos.

1º MISTÉRIO - A ressurreição de Jesus
Subir é desprender-se, é deixar cá em baixo tudo o que nos impede de avançar.
Ele é o Homem vivo que de pé ressurge para a eternidade.
Rezemos para que todos possam acompanhar a Cristo, deixando por terra tudo o que é sinal de morte, para que erguendo-nos tenhamos vida em abundância.

2º MISTÉRIO - A ascensão de Jesus
Subir é ficar mais perto de Deus.
Jesus na sua ascensão ficou à direita de Deus Pai.
Rezemos para que através da nossa oração possamos subir para ficarmos mais perto de Deus que está próximo dos irmãos.

3º MISTÉRIO - A descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos
O Espírito Santo desce para que os apóstolos possam subir o seu olhar e ver mais além.
Subir é alargar os horizontes, é alongar a vista e ultrapassar fronteiras.
Rezemos para que o Espírito Santo nos ajude a ver as coisas de outro ponto de vista: isto é, ver as coisas do alto.

4º MISTÉRIO - A assunção de Nossa Senhora
Ela foi elevada pelo poder de Deus mas não se dispensou do seu esforço e merecimento.
Subir é sinal de esforço, dedicação e empenho.
Rezemos para que todos saibamos alcançar o nosso ideal, com dedicação, avançando cada vez mais com generosidade e empenho.

5º MISTÉRIO - A coroação de Nossa Senhora como Rainha dos Anjos e dos Santos
Subir não é fugir ou ficar só, mas sim ficar à vista de todos.
Nossa Senhora é a rainha dos Anjos e dos santos.
Quando subimos, todos nos podem ver porque passamos a pertencer a todos.
Rezemos para que não subamos sozinhos ou à custa dos outros, mas que a nossa subida seja elevação para todos que connosco se elevam.