quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Ano novo, vida nova


A Terra está pronta para dar 365 voltas sobre si mesma.

Que estejamos prontos também para dar uma volta à nossa vida.

Não é o novo ano que deve ser bom.

As pessoas é que devem ser melhores.

O novo ano será melhor quando as pessoas forem melhores.

 

Bom ano novo e boas pessoas!

 

Ver também:

Feliz ano velho

Só bebo em serviço

P.A.O.

Fazer contas à vida

Sua bênção

De joelhos

Memorando

Votos para novo ano

 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

A juventude da profetiza Ana


Oitava de Natal – 30 de dezembro

Do trecho do evangelho de hoje sobressai a idade da profetiza Ana que recebeu o Menino Jesus na sua apresentação no Templo.

Diz-se que já tinha feito oitenta e quatro anos. Habitualmente pensa-se que a melhor etapa da nossa vida é a juventude ou o tempo em que desempenhámos com êxito a nossa profissão e lamentamo-nos com nostalgia da passagem dos anos. Podemos até sentir um certo desprezo pelos idosos e considerá-los pessoas pouco úteis ou vê-los como uma carga. O Evangelho de hoje ensina-nos precisamente o contrário. O melhor da longa vida desta mulher, viúva desde muito jovem, acontece no final da sua existência: encontrar a Sagrada Família e conhecer o Salvador do mundo. Com os seus 84 anos, converte-se em apóstola de Cristo e fala da chegada do Redentor a todos os que esperavam a redenção de Israel. Os muitos anos não são obstáculo para receber o chamamento de Deus e cumprir a nossa missão no mundo.

Ela é o modelo da pessoa sempre jovem, da juventude eterna. De facto, não é a idade ou os anos contados que nos tornam idosos. Se ainda temos sonhos, se ainda lutamos por um sonho ou por um ideal somos sempre jovens.

A juventude da profetisa Ana continuava inalterável porque esperava o Messias Salvador.

Quem tem esperança conserva a sua juventude eternamente.

Outro pormenor da sua juventude é que nunca se afastava do Templo, servindo a Deus dia e noite. Só envelhece quem se afasta de Deus. Quem serve a Deus permanece jovem.

Por fim, a profetiza Ana louvava a Deus e falava do Menino a todos os que esperavam a Libertação.

 

Conclusão:

O exemplo da Profetiza Ana ensina-nos a conservar a nossa juventude:

Só permanece jovem:

- Quem tem esperança

- Quem tem um sonho ou um ideal a alcançar

- Quem reza e louva o Senhor

- Quem serve a Deus e não se afasta da sua Casa

- Quem evangeliza e fala de Deus aos outros.

 

Ver também:

Não se afastava do Templo

Servir a Deus na velhice

Servindo dia e noite

 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Conselhos do Profeta Simeão


Oitava de Natal – 29 de dezembro

 

No Natal recebemos o Senhor.

Hoje, na Apresentação, nós O oferecemos.

Além do tema da luz funcionando ao longo do rito, há também outro eco do Natal e um encontro entre Deus e o homem, o homem expectante, simbolizado pelo profeta Simeão e pela profetisa Ana.

Simeão recebeu-O em seus braços.

De facto, Jesus nasceu para vir até aos nossos braços.

Antes do Natal contemplamos o nascimento de João Baptista… e ouvimos que a mão de Deus estava nele, ou seja, ele estava na mão de Deus.

Hoje, ouvimos o contrário… Deus estava nas mãos dos homens que O receberam nos seus braços.

Nós nascemos para as mãos de Deus, Jesus nasceu para as nossas mãos.

 

Conselhos de Simeão para os nossos dias

Simeão falou mais por atitudes do que por palavras. Ele disse tudo quando abraço o Menino e deu conselhos a seus pais. Também hoje continua a falar às nossas gerações através de gestos e de palavras.

1- Tomai nos vossos braços Aquele e aqueles que vêm ao vosso encontro.

2- Perseverai na justiça e na piedade, enquanto aguardais as promessas de Deus tal como eu aguardei ansiosamente a primeira vinda do Messias;

3- Aguardai, com o mesmo fervor, a Sua segunda vinda.

4- Deixai que o Espírito Santo vos conduza… e vos encaminhe até ao Templo de Deus.  

5- Maravilhai-vos na presença de Deus e de Maria.

6- Procurai o discernimento espiritual para conhecerdes os sinais dos tempos.

7- Reconhecei a missão de Deus e colaborai, lembrando que a redenção deve alcançar os gentios e todos os povos do mundo.

8- Abençoai os mais jovens, dialogai com eles, não escondendo as exigências de toda a missão, as suas cruzes e dificuldade.

9- Por último, procurai paz, a aceitação e a serenidade diante da morte. Ela é um prémio para quem aguarda as promessas de Deus.

10- Falai de Deus e da vossa experiencia a todos os que encontrares, para contagiar a vossa alegria e incendiar o entusiasmo e a fé em todo o lado.

 

À margem:

Nossa Senhora das Dores ou as dores de Nossa Senhora:

1- A profecia de Simeão = Dor da Incompreensão

2- A fuga para o Egito = Dor do Desterro

3- Perda de Jesus no Templo = Dor da Separação

4- Encontro no Caminho do Calvário = Dor do desprezo

5- Morte de Jesus = Dor do Abandono

6- Descida da Cruz e Jesus nos braços da mãe = Dor do Amor

7- Jesus colocado no Sepulcro = Dor do Adeus

 

Ver também:

Uma luz que não tem ocaso

Recebeu-o em seus braços

Vestir-se de Cristo

Essa luz é Jesus

Ninguém se deu conta

Nos braços de Deus

Encontro e luz

A espada que trespassa

Luz das nações

O menino e sua mãe

Olhos da fé

 

domingo, 28 de dezembro de 2025

Cada família é um universo


Ano A – Domingo dentro da Oitava de Natal

Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José

Rembrandt Harmenszoon van Rijn (Leida 1606 – Amsterdão 1669), [Adoração dos pastores com lanterna], 1º estado, gravura em água-forte e buril, cerca de 1654. 

Jesus nasceu pobre, mas bem acompanhado.

Nasceu no seio de uma família porque ninguém é uma ilha.

Nenhuma família é uma Fam-ílha.

E nenhuma família é um arquipélago.

Cada indivíduo é um mundo e cada família é um universo.

Cada família é um ninho, mas também uma escola de voo. É um porto de abrigo, sem deixar de ser um impulso à navegação em mar aberto, para alargar os horizontes e ir mais além.

 

À margem

Tolstói, no seu romance Anna Karénina observa que todas as famílias felizes se parecem umas com as outras, mas cada família infeliz é infeliz à sua maneira.

 

Ver também:

A melhor família do mundo

A trindade de Nazaré

Sagrada família de Belém

Credo da família

Da nossa família

A família como templo

Em Família

Família sagrada

Espelho da família

Sacra família

 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

A coroa do primeiro Mártir


Festa de anto Estêvão, primeiro mártir

O apedrejamento de Santo Estêvão, por Fra Angelico (1395-1455)


À primeira vista, a proximidade com o nascimento do Redentor pode surpreender-nos, pelo impressionante contraste entre a paz e a alegria de Belém e o drama e o martírio de Estêvão. A sua morte não incutia receio nem tristeza, mas entusiasmo espiritual, que suscitava sempre novos cristãos.

Estêvão morreu como Jesus, perdoando e rezando pelos seus algozes.

Cristo nasceu para nos ensinar a renascer e a morrer.

Se Jesus não tivesse nascido na Terra, os homens não teriam podido nascer no Céu. Precisamente porque Cristo nasceu, nós podemos «renascer»!

Estêvão, stephanos em grego, quer dizer coroa.

A dolorida fronte debruçava,

 

A Coroa da Mansidão

Já mal ferido, o mártir para a terra:

Portas ao céu os olhos seus tornava,

Pedindo a Deus, naquela horrível guerra,

Que aos seus perseguidores perdoasse:

Riso piedoso os olhos lhe descerra. (Purgatório, XV)

 

Na Divina Comédia, Dante narra ter assistido a uma cena impressionante: a lapidação de um jovem que, moribundo, invoca o perdão para seus perseguidores. O poeta florentino ficou comovido pela mansidão de Estêvão, que, de facto, emerge com toda a sua força na narração dos Atos dos Apóstolos, onde encontramos este acontecimento. “Senhor, não lhes imputes este pecado”, grita Estêvão, ajoelhando-se um pouco antes de expirar.

O jovem Estêvão, cheio de Espírito Santo, foi um dos primeiros a seguir os Apóstolos. Supõe-se que ele era grego ou judeu, educado na cultura helênica. Mas, com certeza, era muito estimado na Comunidade de Jerusalém, tanto que seu nome aparece nos Atos como o primeiro, entre os sete, que foram eleitos para ajudar na missão dos Apóstolos. “Homem cheio de fé e de Espírito Santo”, fazia prodígios e milagres. Porém, alguns da Sinagoga incitaram o povo, os anciãos e os escribas, dizendo tê-lo ouvido pronunciar expressões blasfemas contra Moisés e contra Deus. Era o período do pós-Pentecostes.

Estêvão foi arrastado para diante do Sinédrio, onde falsas testemunhas o acusaram terem ouvido suas afirmações de que Jesus Nazareno teria destruído aquele lugar e alterado os costumes transmitidos por Moisés.

Estêvão pronunciou o discurso mais longo dos Atos dos Apóstolos, um discurso forte no qual repercorreu a história da salvação. Deus havia preparado a vinda do Justo, mas eles se opuseram ao Espírito Santo, da mesma forma como seus pais perseguiram os profetas. E Estêvão concluiu: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus”. Tais palavras lhe custaram caro. Mas eles gritaram em alta voz e, arremetendo-se contra ele, se puseram a apedrejá-lo. Entre os que aprovaram a sua morte estava Saulo, que, depois se tornou São Paulo, passando de feroz perseguidor dos cristãos a Apóstolo dos gentios. Aos seus pés, depositaram o manto de Estêvão. Enquanto era apedrejado, o jovem pedia a Jesus para acolher o seu espírito e perdoar seus assassinos.

 

Ver também:

Do Natal à cruz

Protomártir Santo Estêvão

Identificações

Ele veio para servir

Derrubar os outros

Mártir = Testemunha

Mártir do dia

Santo Estêvão

Mártir Estêvão

Apedrejar

 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Dois nascimentos de Cristo

 

Solenidade do Natal do Senhor

Os dois nascimentos de Cristo:

- um para o mundo, em Belém;

- o outro na alma, quando ela renasce espiritualmente.

Os homens pensam muito mais no primeiro do que no segundo e o celebram todos os anos; mas a Belém espiritual é igualmente importante.

Foi o segundo nascimento que São Paulo mencionou quando escreveu da prisão ao seu amado povo, os efésios, pedindo que Cristo habitasse nos seus corações pela fé e que eles estivessem arraigados e alicerçados no amor.

Esta é a segunda Belém, ou a relação pessoal do coração de cada indivíduo com o Senhor Cristo.

(Cf. Venerável Fulton Sheen).

 

À margem:

No ano 2000, o Cardeal Ratzinger escreveu no seu livro Introdução ao Espírito da Liturgia que uma tradição judaica afirma que Abraão ia sacrificar Isaac no Monte Moriá a 25 de março. O Monte Moriá é Jerusalém (ver 2Cro 34, 1) e 25 de março é o dia em que Cristo foi crucificado no calendário solar (a Páscoa, como a Passagem Mosaica, é calculada através de um fenómeno lunar). Há aqui um paralelismo temporal e geográfico. Vemos que o Pai oferece voluntariamente o Seu Filho Unigénito.

O Cardeal Ratzinger também disse que se pensava que 25 de março era o primeiro dia da criação. Assim, 25 de março tem um significado cósmico. O importante aqui é que 25 de março era o dia tradicional para a criação do mundo, para o sacrifício de Abraão e para o sacrifício do Filho de Deus.

Depois, o Cardeal exclui aquilo a que ele chama "as velhas teorias" que ensinam que 25 de dezembro foi escolhido para substituir os feriados pagãos. Pelo contrário, ele reconhece 25 de dezembro como o verdadeiro dia do nascimento de Cristo Senhor. Ele vai mais além ao dizer que este alinhamento de significados tem um significado litúrgico. Para além disso, argumentou ainda que os padres da igreja deviam saber o dia certo do nascimento de Cristo pelos censos romanos. De facto, como é que se pode ser tão rigoroso quanto ao local, e não ser em relação à data?

Em todo o caso, essa data de 25 de dezembro é eterna, pois o acontecimento que nela ocorreu sobrepõe-se a todo o espaço e a todo o tempo.

A fixação da data do Natal não tem preocupação cronológica, mas litúrgica e teológica. E isto basta.

 

Ver também:

Natal ícone da eucaristia

Onde está o festejado

O presépio é que nos faz

Reflexão em dia de Natal

Todos os caminhos

Roubaram o Menino

Natal é proximidade

Noite feliz

Natal do Jumentinho

Bem-vindos a Belém

Nesta noite ninguém dorme

Mãojedoura

Uvas para o Menino

Presépio não tem porta

O pão da Festa

O verbo incarnou

Lições do Menino

Natal florido

Presente de Natal

Toma é teu irmão

Nasci assim para ti

Parabéns

Licença para falar

Natal da Bicharada

Espelho do presépio

Melhor prenda

O sonho de Maria

Fez-se homem

Presente diferente

Lapinha madeirense

 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Grande Natal para todos nós

 

Que seja um grande Natal para todos nós!

 

Neste Natal temos três grandes melodias para cantar diante do presépio:

- Muito para admirar

- Muito para imitar

- Muito para amar.

 

Que o Natal deste ano 2025 seja do tamanho do Menino Jesus.

Um grande Natal para todos!


A)

Presépio gigante em Vila Real de Santo António – O Natal faz parte da maquete do nosso mundo.

 B)

Presépio da Capela de Santa Rita, Vila Nova de Cacela – O nosso mundo faz parte da maquete do Natal.

 C)

Presépio de crochê da Capela de São Sebastião de Castro Marim – Jesus nasce para fazer parte do tecido da nossa história.

 D)

Presépio no Sal da Casa do Sal de Castro Marim – Homenagem a quem trabalha o Sal e a quem nasceu para ser o SAL da terra e a Luz do mundo.

 

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Do FIAT surge o presépio


Do FIAT nasce o presépio, surge o Natal

Do FIAT de Maria (faça-me em mim…)

Do FIAT de José (despertando do sono fez)

Do FIAT de Deus Pai (faça-se e tudo foi feito)

Do FIAT de Jesus (Eis-me aqui para fazer a tua vontade)

Do FIAT dos discípulos (Fazei o que Ele vos disser... seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu)

 

Não há Natal sem FIAT

Todo o FIAT leva ao Natal

 

Ver também:

O FIAT silencioso de São José

Os 4 FIATs da revelação