segunda-feira, 19 de junho de 2017

A outra face


2ª feira - XI semana comum

"Se alguém te bater na face direita, 
oferece-lhe também a esquerda..."

Oferecer a outra face

É mudar a paisagem
É recusar o assunto
É alterar o rumo das coisas




quinta-feira, 15 de junho de 2017

Credo eucarístico


Solenidade do "Corpo de Deus"

Credes em Deus Pai, que pela santa Eucaristia, é louvado e reconhecido no seu Amor?
- Sim, creio.
Credes em Jesus Cristo, que pela Eucaristia, fortalece a sua amizade com cada um de vós e vos une uns aos outros no mesmo amor?
- Sim, creio.
Credes no Espírito Santo que, invocado na celebração da Eucaristia, transforma os dons de Pão e do Vinho, no Corpo e Sangue de Jesus?
- Sim, creio.
Credes na Igreja, que vive da Eucaristia, dela se alimenta e por ela cresce continuamente?
- Sim, creio.
Credes na Ressurreição, prometida a todo aquele que comer do Pão Santo da Eucaristia?
- Sim, creio.
Credes na Vida Eterna que, de certo modo, nos é dada já como penhor, como sinal e garantia, cada vez que celebramos a Santíssima Eucaristia?
- Sim, creio.



terça-feira, 13 de junho de 2017

De Lisboa ou de Pádua

Festa de Santo António

Dos Sermões do Padre António Vieira (Século XVII)
A um português italiano, e a um italiano português celebra hoje a Itália e Portugal. Portugal a Santo António de Lisboa Itália a Santo António de Pádua. De Lisboa porque lhe deu o nascimento; de Pádua porque lhe deu a sepultura.
Santo António foi luz do mundo: Se António não nascera para o Sol, tivera a sepultura onde teve o nascimento; mas como Deus o criou para a luz do mundo, nascer em uma parte e sepultar-se na outra, é obrigação do Sol.
Neste templo e naquele sepulcro se vê dividido António entre Portugal e Itália; nestes dois horizontes tão distantes se vê dividida a luz do mundo entre Pádua e Lisboa. Gloriosa Pádua porque pode dizer aqui jaz: gloriosa Lisboa porque pode dizer aqui nasceu. Mas qual das duas mais gloriosa? Não quero decidir a questão, dividi-la sim. Fiquem as glórias de Santo António de Pádua para a eloquência elegantíssima dos oradores de Itália. E eu que me devo acomodar ao lugar e ao auditório só falarei hoje de Santo António de Lisboa.
Que Santo António foi luz do mundo, porque foi verdadeiro português; e foi verdadeiro português porque foi luz do mundo. Bem pudera Santo António ser luz do mundo sendo de outra nação; mas uma vez que nasceu português, não fora verdadeiro português se não for a luz do mundo porque o ser luz do mundo nos outros homens, é só privilégio da Graça, nos Portugueses é também obrigação da natureza.
E se António era luz do mundo, como não havia de sair da pátria? Saiu como luz do mundo e saiu como português. Sem sair ninguém pode ser grande. Saiu para ser grande, e porque era grande, saiu.
Por isso nos deu Deus tão pouca terra para o nascimento e tantas para a sepultura. Para nascer pouca terra; para morrer toda a terra; para nascer Portugal; para morrer, o mundo.
Santo António entrou triunfante no céu no dia de sua morte; mas os sinos de Lisboa não se repicaram milagrosamente, senão no dia de sua canonização; porque não tem Portugal as glórias por glórias, senão quando as vê confirmadas e estabelecidas por Roma.



domingo, 11 de junho de 2017

Spinner da Trindade





















Ano A - Solenidade da Santíssima Trindade

Coloca a tua mão no coração da Trindade e deixa que o Pai e o Filho e o Espírito Santo girem e guiem a tua vida…
O Pai Criador e o Filho Redentor e o Espírito Santificador são um só Deus e Senhor, não na unidade de uma só pessoa, mas na trindade de uma só natureza.
Contemplando e adorando a verdadeira e sempiterna divindade, adora as três Pessoas distintas, a sua essência única e a sua igual majestade.
Essa contemplação traz calma, paz e serenidade ao corpo e ao espírito.



sábado, 10 de junho de 2017

Ícone da Trindade


















Ano A - Solenidade da Santíssima Trindade

O grande artista Nicolleto Semitecolo representou Deus de modo admirável: Fê-lo com um ícone dedicado à Santíssima Trindade. É uma conexão entre o Pai e Jesus e no envolvimento do Espírito Santo:
- As mãos correspondem-se. Até as mãos do Pai parecem trespassadas. O próprio Pai, em Jesus, se oferece, se envolve. É a paixão de Deus, o sofrimento do Pai.
- Há simetria entre as duas auréolas. Cristo é luz da lua. A auréola de Jesus está relacionada com a luminosidade de Deus.
- Há um contraste entre o manto azul do Pai, o vestido vermelho da realeza e o corpo nu de Jesus. Diz São Paulo: Jesus Cristo, que é de natureza divina, não se considerou como usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-se a si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-se semelhante aos homens… (Fl 2, 6-7) Esta é a sua glória.
- Jesus está diante do Pai. Está mais abaixo em relação a quem os olha. Dele se pode subir até ao Pai. Ele é o caminho (Jo 14, 1-6). Ninguém conhece o Pai senão o Filho e Aquele a quem ele o queira revelar (Mt 11, 27).
- Os olhos de Jesus são idênticos aos do Pai. Assim Deus, através de Jesus olhou e olha o mundo e a humanidade.
- Os braços de Jesus estão abertos. Seguram-nos o Pai. Nele tornam-se disponíveis. Jesus é a sua ação, a sua intervenção. Nele, Deus entra como ator na história e salva-a por dentro. Mais do que Deus omnipotente deve-se falar de Deus omni-abrangente.
- Jesus tens os sinais da cruz. Assinalam a sua história. Dizem qualquer coisa da sua identidade. O sangue continua a sair. Cristo é a fonte perene de graça (cf. Jo 19, 34). Jesus assume e reassume o sofrimento. Está quase pregado (voluntariamente) à sua disponibilidade. Com os sinais da paixão vive imortal.
- Uma pomba paira entre o rosto do Pai e o de Jesus. É o Espírito Santo. É o respiro dos dois. Relaciona-os. Fá-los encontrarem-se. Procede dos dois. É a intuição, a criatividade, a fantasia de Deus.









segunda-feira, 29 de maio de 2017

As tribulações

2ª feira - VII Semana da Páscoa
















No mundo sofrereis tribulações. Mas tende confiança: Eu venci o mundo.

Conta-se que certa vez uma Sociedade Missionária da Europa escreveu ao pastor David Livingstone perguntando se havia boas estradas lá na vasta área onde se encontrava. Se assim fosse, seriam enviados vários missionários para o ajudarem nessa missão africana.
O missionário respondeu: “Não digo nem que há nem que não há boas estradas por estas bandas. Digo apenas que se vocês tiverem homens que só virão se houver uma boa estrada, então não os quero.”

Muitas vezes pensamos que a estrada da vida com Deus é toda plana, bem asfaltada, protegida, sem dificuldades, sem lutas e sem aborrecimentos. Achamos que só encontraremos flores, boas paisagens, alegria, proteção e paz.
Jesus não nos prometeu uma vida fácil e tranquila, mas prometeu apenas caminhar ao nosso lado.
Quando não encontramos obstáculos na nossa caminhada, é sinal que não estamos a caminhar como devíamos, talvez já acomodados ou desvirtuados.
Nós provocamos o mundo e o mundo provoca-nos. Quando isto deixar de acontecer, de duas uma: Ou já somos como o mundo… Ou o mundo é já como nós!
Sejamos nós a converter o mundo e nunca nos deixemos influenciar pelo mundo.




domingo, 28 de maio de 2017

Olhar em frente

Ano A - Ascensão do Senhor























Estando de olhar fito no Céu... ouviram alguém dizer: Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu?


É suposto neste dia da Ascensão de Jesus olhar em primeiro lugar para o céu para onde Jesus se dirigiu.
Mas as leituras de hoje convidam-nos antes a olhar em frente.
A Ascensão mostra o caminho do céu, mas é indo em frente que lá chegaremos.
Ir em frente, sem se desviar, manter-se de pé sem cair, avançar ou progredir sempre, é garantia de que também nós vamos a caminho do céu.
Jesus diz que preceder-nos-á… ele vai à nossa frente.
Para encontrá-lo, olhemos não para o céu, mas em frente e caminhemos com Ele, porque ele está sempre connosco.