terça-feira, 17 de outubro de 2017

Igreja Católica


Memória de Santo Inácio de Antioquia
Bispo e mártir, + 107, devorado pelas feras no Coliseu de Roma.
























Todos sabemos que foi em Antioquia que, pela primeira vez, se deu aos discípulos o nome de Cristãos.
Até então aos discípulos de Jesus chamavam santos, isto é, os discípulos passaram de santos a cristãos para que hoje passemos de cristãos a santos.

Mas foi também em Antioquia que pela primeira vez se chamou CATÓLICA à Igreja.
Ao bispo de Antioquia, Inácio, é devida a honra de ter dado à Santa Igreja, pela primeira vez, o glorioso título de Católica:
"Onde estiver o bispo, ali estarão também as multidões, da mesma forma que onde estiver Jesus Cristo, ali estará a Igreja Católica, isto é, a Igreja Universal", assim escreveu numa das suas sete cartas pastorais.
E este título não tinha o objetivo de distinguir ou separar a Igreja Católica da Ortodoxa, ou da Protestante, mas apenas a necessidade de reafirmar solenemente a sua verdadeira dimensão.
Deve-se, portanto, ao santo de hoje, Santo Inácio de Antioquia, esse mérito de, com toda a propriedade, chamar Católica à Igreja.

Somos uma Igreja Católica, somos universais,
porque Cristo é universal, é católico.




domingo, 15 de outubro de 2017

Dom e conquista

Ano A - XXVIII domingo comum

Dom e conquista resumem as duas parábolas contíguas ou as duas parte da mesma parábola do Evangelho deste domingo.

DOM
O convite (para o banquete ou encontro) é dom, graça, gratuitidade de Deus. Chamou a todos, os de perto e os de longe… Uns não aceitaram porque não estavam dispostos à novidade, pois queriam fazer o que faziam sempre (trabalho, negócio…) Só quem está aberto à novidade é que recebe o convite, só quem quer mudar…
É um convite e não uma imposição.
É para uma festa, banquete festivo e não para uma lamentação ou uma ‘seca’.
É uma oportunidade… Tal como o pai lembra ao filho que espera dele uma visita… Não é obrigado a visitar, mas uma necessidade… uma oportunidade.

CONQUISTA

Mas é também conquista: segunda parábola, ou segunda parte da parábola: veste nupcial… é preciso preparar-se. Não basta querer aceitar o convite, é preciso querer mudar… revestir-se de Cristo. É preciso lutar, ‘vestir a camisola’.




Santo açoriano























O primeiro santo nascido nos Açores

Neste dia 15 de outubro o Papa Francisco canonizou o Pe. Ambrósio Francisco Ferro, missionário no Brasil, martirizado juntamente com outros colegas e paroquianos a 3 de outubro de 1645. Faz parte dos 30 protomártires do Brasil que foram mortos no território de Natal, então sob jurisdição portuguesa.
Não sabemos outros dados da origem deste santo. Era natural da Ilha Terceira e tinha uma irmã, conhecida como a açoriana, D. Inês Duarte, casada com António Vilela Cid, espanhol, também martirizado na mesma altura.
O Pe. Ambrósio era vigário do Rio Grande e foi levado com outros sacerdotes e fiéis para Uruaçu onde soldados holandeses e cerca de duzentos índios, cheios de aversão aos católicos, os torturaram e assassinaram.
A evangelização no Rio Grande do Norte (Brasil) foi iniciada em 1597 por missionários jesuítas e sacerdotes diocesanos, originários de Portugal. Nas décadas seguintes, a chegada dos holandeses, de religião calvinista, provocou a restrição da liberdade de culto para os católicos, contexto em que se verificou o martírio destes santos.
Foram beatificados por João Paulo II, no Vaticano, a 5 de março de 2000, que os apresentou como “as primícias do trabalho missionário, os protomártires do Brasil”.
É também natural dos Açores (Angra) o missionário jesuíta João Baptista Machado, martirizado em 1617 no Japão e beatificado há 150 anos.






















Isto quer dizer que esta terra é sementeira de santos. Aqui nasceram e foram dar fruto em terras longínquas.
Esta terra não é fértil apenas em ciclones, anticiclones ou furacões. Não dá apenas bom inhame, ananases, vacas e bons queijos... Esta terra é fértil também em santos, em missionários e em testemunhas de Cristo.
Estes santos pertencem à nossa raça para nos lembrar que nós pertencemos à raça dos santos.








sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Centenário de Fátima




















A Despedida de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Primeiro escrito da vidente Lúcia sobre as aparições, feito a pedido do seu confessor, no Asilo de Vilar, Pe. Manuel Pereira Lopes. Publ.: DCF, III-3 - Doc. 685, 05/01/1022

A Sexta aparição, 13 de outubro de 1917
Como todos os outros meses dirigimo-nos ao pé da carrasqueira para vermos a Senhora. Deu um relâmpago e apareceu a Senhora.
- O que é que vossemecê me quer hoje?
- Quero-te dizer que não ofendam mais a Deus Nosso Senhor porque já está muito ofendido e que continuem a rezar o terço todos os dias e quero que façam aqui uma Capelinha à Senhora do Rosário.
- Então como é que vossemecê se chama?
- Eu sou a Senhora do Rosário.
Agora eu compreendi que ela disse assim: “Quando Eu chegar ao céu a guerra acaba hoje”. Mas a minha prima Jacinta disse que ela tinha dito deste modo. “Se o povo se emendar, a guerra acaba hoje. Por isto não posso afirmar de qual foi o modo que ela pronunciou estas palavras.
- Quero-lhe pedir por aquelas pessoas que me pediram para a Senhora as curar, umas coxas, outras cegas outras mudas, outras doentes.
- Umas curo outras não.
E nisto subiu para o lado do nascente como todos os outros meses; indo a tal altura que o azul do céu e as nuvens não nos deixaram ver mais. Tendo-se escondido, olhámos para o sol e vimos ao lado direito do sol um homem da cinta para cima, com um menino ao colo fazendo cruzes † com a mão direita; e na outra tinha um menino vestidinho de branco, tinham em volta um grande resplendor que nos não deixava olhar à nossa vontade. Ao lado esquerdo, Nossa Senhora tal qual tinha descido à azinheira. Acabando de fazer as cruzes Santo José com o Menino e Nossa Senhora desapareceram. Logo em seguida apareceu ao lado direito do sol Nosso Senhor vendo só da cinta para cima, tinha o vestido vermelho. Do outro lado Nossa Senhora das Dores com um manto roxo; e sempre cobertos com o resplendor que parecia cegar-nos; com isto desapareceram e nunca mais vi nada até hoje. O vestido de Nossa Senhora era destas cores: o vestido era todo branco; tinha duas estrelas da cinta para baixo, uma na direção da outra; ao pescoço um cordão com uma bola chegava até à cinta; as mãos postas, e delas caíam umas contas não sei se era Rosário se era Terço branco com um crucifixo, também branco. O manto cobria-lhe a cabeça até ao fim do vestido. Tinha uma beirinha doirada; os pés não sei se tinham meias se vinham descalços, porque eu não lhe diferenciava os dedos, era por causa da luz que não me deixava fiá-los, tudo em volta dela era uma luz tão brilhante e tão forte…


O milagre do sol

Carta do Pe. Manuel Pereira da Silva1, pároco de Monte Redondo, ao Pe. António Pereira de Almeida, então na paróquia de Mata Mourisca, concelho de Pombal, sobre a aparição do dia 13 de outubro de 1917. Publ.: DCF, III-1 - Doc. 55

Meu caro
O prometido é devido. Escrevo-lhe de Monte Redondo às 9 e ½ da noite de 13 do corrente. Nossa Senhora fez-me a vontade. Dignou-se dar sinal evidente da sua aparição às pequenas da Fátima.
Ao meio dia estavam na Fátima mais de noventa automóveis, uma infinidade de carros de todos os tamanhos, formas e feitios, e uma multidão enorme de pessoas. Tudo molhadinho, encharcado, a escorrer, mas alegre. Cerca do meio dia vieram as pequenas ao local e começaram, como de costume, rezando o terço. Acabado ele, perguntaram os pequenos a Nossa Senhora do Rosário se dava o tal sinal prometido. Imediatamente apareceu o sol com a circunferência bem definida. Aproxima-se como que até à altura das nuvens e começa girando sobre si mesmo vertiginosamente como uma roda de fogo preso, com algumas intermitências, durante mais de oito minutos. Ficou tudo quase escuro e as feições de cada um eram amareladas. Tudo ajoelhou mesmo na lama. Em todo o tempo, aqui e além, cantava-se, rezava-se, etc. Tudo saiu satisfeito. As pequenas disseram que apareceu Nossa Senhora do Rosário. Depois apareceu (quando o sol deu sinal) S. José. As pequenas disseram que este dissera que hoje, ou breve, seria arvorada a bandeira da paz; que rezassem o terço que em breve cá teriam as nossas tropas; que fizessem penitência, que mudassem de vida, de contrário se acabaria o mundo…




terça-feira, 10 de outubro de 2017

Dois mundos


3ª feira – XXVII semana comum























Duas irmãs, duas imagens da nossa vida

A vida de Marta é o nosso mundo.
A vida de Maria é o mundo que esperamos.
O aqui é representado por Marta.
O além é representado por Maria.

Como Marta vivemos dispersos em várias atividades.
Como Maria queremos centrar-nos no essencial.
Como Marta perdemo-nos no passageiro.
Como Maria queremos a melhor parte, isto é, o definitivo.
Como Marta precisamos de nos lembrar que estamos ainda neste mundo.
Como Maria temos de nos recordar que devemos já antecipar o gozo do mundo que esperamos.
Como Marta vivemos neste mundo com retidão para alcançarmos como Maria o outro mundo em plenitude.




domingo, 1 de outubro de 2017

Filho, vem hoje visitar-me


XXVI domingo comum

Adaptação do evangelho de hoje:
- Filho, vai hoje à missa. 
Mas ele respondeu-lhe:
- Não quero.
Depois, porém, arrependeu-se e foi.
Dirigiu-e ao segundo filho:
- Filho vai hoje à missa...
- Sim, eu vou.
Mas de facto não foi...

Uma mãe tinha muitos filhos.
A todos enviou-lhes um recado que dizia
- Filho, vem hoje visitar a tua mãe.
Um respondeu logo:
- Hoje não posso... estou demasiado cansado.
Outro retorquiu:
- Já tenho um compromisso.
Aqueloutro desculpou-se:
- Eu só vou em dias de festa…
Este escusou-se:
- Já não tenho idade para essas pieguices.
Aquele recusou:
- Eu já tenho a minha própria família.
- Só irei quando todos resolverem ir também.
- O que é que eu ganho com isso?
- Já não aguento a mesma choradeira.
- Se precisa de mim, sabe onde eu moro.
- Não vou, pois quem vai é dos piores.
- O tempo mudou, ela já não manda em mim.
- Peça-me tudo menos esse sacrifício.

E naquele domingo a igreja paroquial ficou vazia,
ninguém foi à missa...
Não houve filhos, mas não deixou de haver mãe.

Quem me dera que se cumprisse a palavra do Evangelho:
Quem disse que não ia, arrependeu-se e afinal foi,
já que quem prometeu ir, não apareceu.





sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Paisagens do Céu (29)
















Hoje encontrei uma pena a pairar no céu.
De que pássaro será?
Tão branca, tão leve, tão grande…
Só pode ser das asas de um anjo…
Talvez até de um arcanjo… pela sua dimensão.

Pois… só agora é que me lembrei:
Hoje é a festa litúrgica dos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael.

Esta pena só pode ser do arcanjo São Miguel.
Sim porque foi encontrada hoje no céu da ilha de São Miguel.

Como é que apareceu por cá?
Ou soltou-se no meio da dança da festa celeste,
ou perdeu-se no meio de um combate,
ou então é uma gracinha de São Miguel:
um aceno de recompensa para quem esteve a olhar no seu dia para o céu da sua ilha.