terça-feira, 5 de maio de 2009

Terço (5)

Dolorosos

UM CORAÇÃO PARA MARIA
OU MARIA NO CORAÇÃO

Tradicionalmente designa-se de pedras as contas do Rosário. O terço é uma espécie de construção.
A morada onde Maria quer ser recebida é o nosso Coração. Preparemo-lo então aceitando a promessa do Senhor: Arrancarei o vosso coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne (Ez 36,26).

1º Mistério - A agonia de Jesus no Jardim das Oliveira
Jesus foi condenado pelos corações de pedra.
Um coração de pedra é frio, sem sensibilidade.Deus quer-nos sensíveis, entusiasmados.
É preciso aquecer o nosso coração para não condenar ninguém, mas receber a todos em união com a nossa Mãe do Céu.

2º Mistério - A flagelação de Jesus
O Senhor foi açoitado pelos corações de pedra.
Um coração de pedra é duro.
Deus quer-nos maleáveis.
É preciso destruir o coração de pedra e torná-lo afável.
É preciso abater as ideias fixas, a casmurrice da nossa vida.

3º Mistério - A coroação de espinhos
Jesus foi coroado pelos corações de pedra.
Um coração de pedra é um coração pesado.
Deus quer-nos leves, livres.
É preciso viver na liberdade de filhos de Deus, combatendo tudo o que prende o nosso coração e o torna pesado e nos impede de elevá-lo até Deus.

4º Mistério - Jesus a caminho do Calvário e o encontro com sua Mãe
Um coração de Pedra não vibra, palpita nem caminha.Deus quer-nos a sintonizar com Ele.
É preciso que o nosso coração bata com o ritmo do seu.
É preciso acertar o nosso caminhar com o bater do seu Coração.

5º Mistério - A crucifixão e morte de Jesus
No alto da cruz abriram o coração de Cristo.
Um coração de pedra é aquele que não dá nem recebe nada.
Deus quer-nos generosos, abertos e disponíveis.
É preciso ter um coração aberto e acessível a todos.
Só assim o nosso coração ficará parecido com o de Jesus e com o Coração Imaculado da Virgem Mãe.

Fazer distribuir indiscriminadamente um papel de recado com uma destas frases aos presentes para que cada um tome consciência do que pode fazer para corrigir o seu coração:

1º MISTÉRIO
Um coração de pedra é frio, sem sensibilidade.
Deus quer-nos sensíveis, entusiasmados.

2º MISTÉRIO
Um coração de pedra é duro.
Deus quer-nos maleáveis.

3º MISTÉRIO
Um coração de pedra é um coração pesado.
Deus quer-nos leves, livres.

4º MISTÉRIO
Um coração de pedra não vibra nem palpita.
Deus quer-nos a sintonizar com Ele.

5º MISTÉRIO
Um coração de pedra é aquele que não dá nem recebe nada.
Deus quer-nos generosos, abertos e disponíveis.


Nome de cristãos

3ª Feira - IV Semana da Páscoa

Da 1ª Leitura, dos Actos dos Apóstolos:
Foi em Antioquia que, pela primeira vez,
se deu aos discípulos o nome de «cristãos».

- E antes, como é que eram chamados?
- Aos discípulos de Jesus chamavam Santos ou Irmãos.
Assim sendo: os discípulos de Jesus passaram de santos ou irmãos a cristãos.
Hoje o nosso movimento é inverso:
Nós temos oportunidade de passar de cristãos a santos ou irmãos.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Terço (4)

GOZOSOS

As mãos no terço
ou o terço das mãos

As mãos de Nossa Senhora
Com mãos se faz a paz, se faz a guerra, com mãos tudo se faz e se desfaz.
Rezemos o terço do Rosário, meditando nos mistérios gozosos e observando as mãos de Nossa Senhora.

1º Mistério – A anunciação do Anjo a Nossa Senhora
Mãos que rezam.
Segundo a tradição, o Anjo foi enviado a Maria enquanto ela rezava.
Rezar com as mãos unidas é lembrar-se que através da oração nós ficamos unidos a Deus.
As mãos de Maria são mãos unidas.
Rezemos para que saibamos viver unidos uns aos outros e a Deus.

2º Mistério – A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel
Mãos que ajudam.
Na visitação a sua prima Isabel, as mãos de Maria não ficam paradas mas em movimento.
Há tanta coisa para fazer e as nossas mãos foram feitas para a ação.
Que as nossas mãos sejam ativas, construtivas.

3º Mistério – O nascimento de Jesus em Belém
Mãos que acolhem.
Em Belém, as mãos de Maria acolhem o Filho de Deus. Acolher não é apenas receber mas acariciar, dar um afeto, proteger e amparar.
Rezemos para que as nossas mãos sejam o prolongamento do nosso coração acolhedor.

4º Mistério – O encontro do Menino Jesus no Templo 
Mãos que oferecem.Maria no Templo apresenta o seu Filho.
Olhemos para as nossas mãos e vejamos o que temos para dar.
Quem não tem mãos para dar não merece o que tem.

5º Mistério – O encontro do Menino Jesus no Templo entre os Doutores
Mãos que apontam.Maria e Jesus no templo apontam para Deus e para as coisas do alto.
É preciso olhar para as mãos mas sobretudo olhar para onde elas nos apontam. Elas indicam o caminho e orientam.
Nas mãos de Maria, Jesus crescia em estatura, sabedoria e em santidade.
Que as nossas mãos nos ajudem a alcançar a santidade na Casa do Pai.

Rezemos de mãos abertas a Salve-Rainha para nos lembrar que as nossas mãos devem ser como as mãos de Nossa Senhora.

Vida de Capelão (42)

- Ó Sr Barista, sirva aqui um copo ao nosso Capelão.
- Calma aí, o Capelão não pode beber…
- Enganam-se os senhores. Eu como Capelão sou o único militar autorizado a beber durante o serviço.

Criancices (42)

Um aluno do Colégio estava a preparar-se para acompanhar ao piano uma canção para o espectáculo da Padroeira, mas não lhe apanhava o jeito.
- Então Senhor Padre, que diz da minha música?
- Olha, digo precisamente a mesma coisa que diria Nosso Senhor Jesus Cristo.
- Caramba, senhor Padre, eu não sou assim tão importante.
- Sabes o que Nosso Senhor te diria? A tua mão esquerda não sabe o que faz a tua mão direita...
- Isso quer dizer que eu sou evangélico!
E a partir desse dia passou a ser conhecido como o EVANGÉLICO.

domingo, 3 de maio de 2009

Terço (3)

Rezar pelas vocações
ou o terço vocacional

Neste terço vocacional, queremos meditar nos diferentes momentos do itinerário vocacional. Confiamos a Maria todas as pessoas, a fim de que sintam a beleza de uma vida entregue ao Senhor, aos irmãos e às irmãs, e sejam prontos para dizer um SIM generoso ao Mestre que continua a chamar.

1º Mistério: A Busca:Então Jesus voltou-se para eles e, vendo que o seguiam, perguntou-lhes: 'A quem procurais? “Responderam-lhe: “Rabi – que quer dizer Mestre – onde moras?” Ele disse: 'Vinde e vede'. Eles foram, viram onde morava e ficaram com ele aquele dia. Eram quase quatro horas da tarde' (Jo 1,38-39).

A Vocação Cristã
Viver a vocação humana à luz da fé e da mensagem de Cristo. Consiste sobretudo em dar continuidade à missão do Senhor, assumindo o baptismo nos seus traços de chamamento à santidade e em ser membro activo da comunidade, dando testemunho do Reino.
Rezemos por todos os cristãos para que busquem sempre a sua vocação baptismal como cidadãos neste mundo, mas destinados à Pátria Celeste.

2º Mistério: O Chamamento:E Jesus lhes disse: 'Vinde comigo, e eu farei de vós pescadores de homens'. Deixando imediatamente as redes, eles seguiram-no” (Mc 1,17-18).

Vocação Laical
O Cristão que vive a sua vocação baptismal, integrando evangelização e libertação, anúncio profético do Reino e transformação da sociedade. Cabe ao leigo construir o Reino de Cristo no mundo, transformando as estruturas injustas, pela presença dos valores evangélicos no âmbito da família, da escola, da política etc., e sentir-se corresponsável no serviço da comunidade eclesial.
Rezemos por todos os leigos para que aceitem a sua vocação de ser sal da terra e luz do mundo.

3º Mistério: O Seguimento:
“Então Jesus disse aos discípulos: 'Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por amor de mim, há-de encontrá-la'” (Mt 16,24-25).

Vocação SacerdotalO sacerdote é o cristão assinalado pelo Sacramento da Ordem ao serviço do Povo de Deus. Cabe-lhe, como ministro, servo, pastor e mediador, articular e dinamizar as comunidades vivas de fé, de evangelização, de testemunho e de espírito missionário, em comunhão com os fiéis e os seus pastores.
Rezemos por todos os sacerdotes para que o seu testemunho seja semente de mais vocações sacerdotais.

4º Mistério: A Fidelidade Radical:“[...] As raposas têm tocas e os pássaros do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça”. [...] “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos. [...] “Quem põe a mão no arado e olha para trás não é digno de mim” (cfr. Lc 57-62).

Vocação ReligiosaO religioso é o cristão consagrado a Deus pelos votos. Vive em comunidade. Compromete-se a seguir radicalmente o Senhor e se põe ao serviço da Igreja e do mundo com total gratuidade, de acordo com o carisma da Congregação. Cabe-lhe testemunhar profética e comunitariamente o Deus Vivo e o Reino de Cristo como valores absolutos e definitivos.
Rezemos por todos os religiosos, irmãos, irmãos, monges ou outros consagrados para que a sua fidelidade fonte de alegria e graça para toda a Igreja.

5º Mistério: A Missão:
“Ide, eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. [...] Quando entrardes numa cidade e vos receberem, comei do que vos for servido, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘O reino de Deus está próximo de vós’ (Cfr. Lc 10, 3-9).

Vocação MissionáriaO missionário é o cristão que, como leigo, sacerdote ou religioso, consagra a sua vida à obra do Evangelho dispondo-se a transmitir aos outros a luz e a alegria da fé. Cabe ao missionário fazer chegar o Evangelho a todos os homens e a todos os povos pelo testemunho e pela palavra, num contexto de respeito e amor pelas culturas locais.
Rezemos por todos os missionários para que se sintam enviados por todos nós.



Maio

M de Maio, Maria, Mãe…

O mês de Maio é dedicado a Maria Santíssima. Em todas as paróquias ou comunidades cristãs é costume rezar-se o Terço do Rosário, uma devoção mariana bastante simples, mas muito significativa. Por vezes a monotonia dessa devoção leva-nos a desvalorizá-la. É preciso, de vez em quando, redescobrir o seu sentido.
Transcrevo uma página do meu confrade dehoniano Pe. Mário Casagrande, de feliz memória, que no seu estilo próprio, poderá ajudar-nos a compreender melhor a recitação do terço.
“ Num dia bonito do mês de Maio, dois namoradinhos subiram ao Monte, para dar um passeio. Entraram na Igreja e lá permaneceram enquanto a comunidade rezava o terço. Ao saírem, encontraram o Senhor Vigário. A rapariga cumprimentou o sacerdote e disse-lhe:
- Queira desculpar, mas eu não vejo o significado daquilo que estavam a fazer na Igreja. Não concordo com o Terço. Repetir sempre as mesmas palavras, dezenas e dezenas de vezes, é perca de tempo e não tem sentido.
O sacerdote sorriu e, apontando para o rapaz, perguntou-lhe quem era.
- É o meu namorado!
- Muito bem. Por acaso ele já te disse hoje que te amava?
- Oh, sim. Ainda há pouco me disse isso.
- E disse-te também esta manhã? E ontem e…
- Sim, sim. Repete-me muitas vezes, ao ouvido, ao telefone, de dia, de noite.
O sacerdote concluiu então:
- Oh, rapaz, repetir sempre as mesmas palavras é perca de tempo e não adianta nada. Não será o caso de acabar com isso? E tu, rapariga, estás a ver? Quando as palavras manifestam sentimentos gostamos de as ouvir. Não será que também Nossa Senhora não gostará de as ouvir?”
A prática da recitação do terço é a expressão mais simples e também a mais eloquente de manifestarmos os nossos sentimentos a quem gostamos muito. Para além de expressar o nosso amor, é também um mimo que partilhamos. De facto, quando Nossa Senhora ouve as palavras “Avé Maria”, deve com certeza estremecer, pois isso lhe recordará o feliz momento em que as ouviu pela primeira vez da boca do envidado de Deus. Essa repetição nunca irá aborrecê-la.
As palavras só são repetitivas ou rotineiras quando o nosso amor é pouco.

sábado, 2 de maio de 2009

Terço (2)

Gozosos

Dar vida à vocação
e dar vocação à vida

1º Mistério – A anunciação do Anjo a Nossa Senhora
CHAMADOS À VIDA.
A palavra vocação qualifica a relação de Deus com cada ser humano, na liberdade do amor, porque toda a vida é vocação.
Tal como Cristo neste mistério, fomos chamados à vida.
Louvemos o Senhor por esta vocação e rezemos por todos os que são chamados à vida e por todos os que dão vida à sua vocação.

2º Mistério – A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel
CHAMADOS AO AMOR.

O homem demonstra ter renascido pelo Espírito quando aprende a seguir a via do mandamento novo: Que vos ameis como eu vos amei. Maria foi visitar a sua Prima numa expressão de serviço e de amor. O amor é o ADN dos filhos de Deus, é a vocação santa. Fomos feitos para amar.
Rezemos por todos os que são chamados a servir o Deus do Amor, seguindo o amor de Deus.

3º Mistério – O nascimento de Jesus em Belém
CHAMADOS PARA DEUS.

Na origem de todo o caminho vocacional está o Emanuel, o Deus-connosco. Ele nos revela que não estamos a construir sozinhos a nossa vida, porque Deus caminha connosco. Somos chamados para Deus. Descobrindo a sua presença jamais nos sentiremos órfãos mas filhos bem-amados a exemplo de Jesus Cristo.
Rezemos por todas as vocações religiosas, sacerdotais e missionárias que estão a nascer para que tenham sempre o acolhimento de toda a família cristã e da comunidade humana.

4º Mistério – A apresentação de Jesus no Templo
CHAMADOS À ORAÇÃO.

Jesus foi ao Templo oferecer-se e rezar a Deus Seu Pai. Também nós somos chamados à comunhão com Deus, ao diálogo, à oração e à escuta de Deus. É neste diálogo de amor que se alimenta a possibilidade de cada pessoa crescer para a plenitude de vida.
Rezemos por todos os que se ofereceram para servir a Deus e aos irmãos como sacerdotes, religiosos e missionários. Que nunca lhes falte a força de Deus para continuar essa oferta.

5º Mistério – O encontro do Menino Jesus no Templo entre os Doutores
CHAMADOS À COMUNIDADE.

Tal como Maria e José queriam estar junto do seu Filho, assim também que nenhum jovem possa estar sozinho diante das grandes escolhas vocacionais. Que os jovens possam ser guiados por Deus e apoiados por seus pais, familiares, amigos e benfeitores. Somos todos chamados à comunidade.
Rezemos por todos os jovens que andam à procura da sua vocação para que possam sempre olhar para o alto e aceitar aquilo que Deus lhes propõe.


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Terço (1)

No mês de Maio procurarei cultivar, neste quintal do Vieira, a devoção a Maria de Nazaré, mãe de Jesus e nossa mãe. Alguns textos são inéditos, uns são adaptações e outros são acima de tudo transcrições, embora sempre com um cunho pessoal.
Seguirei os dias do mês, (1) (2) etc. não esquecendo algum tema circunstancial (por exemplo estes primeiros dias do mês que são os últimos da semana das vocações de consagração), e consoante o dia da semana (mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos). Alguns textos serão neutros, isto é, poderão ser medidatos em qualquer dia da semana...

DOLOROSOS

A dor da vocação
ou a vocação da dor

TERÇO VOCACIONAL
Ao repetir as Ave-Marias deste terço do Rosário, nós usamos os mesmos instrumentos que Maria usou na sua descoberta vocacional. Ao meditar nos Mistérios dolorosos, acompanhamos a Jesus Cristo na resposta à sua missão, à qual foi chamado pelo Pai.

1º Mistério - A agonia de Jesus no Jardim das Oliveira

Jesus, passa horas e horas da noite em oração. Repete cinco vezes a mesma expressão:
Senhor que quereis que eu Faça? Se é possível afasta de mim este cálice mas que se faça a tua vontade e não a minha.Nós também na nossa descoberta vocacional repetimos dia e noite, Senhor que quereis que Vos faça? Faça-se sempre a vossa vontade, foi a resposta de Maria, foi também a resposta de Jesus no Jardim das Oliveiras e poderá ser a nossa própria resposta na nossa caminhada vocacional.

2º Mistério - A flagelação de Jesus
Ao responder ao chamamento do Pai, Jesus teve de optar, teve de decidir-se. Isto exige sacrifícios. Para dizer sim a Deus é preciso dizer não a muitas coisas. Maria também ao decidir-se por Deus, renunciou a muitas outras opções de vida.
Rezemos para que na nossa descoberta vocacional aprendamos a dizer sim a Deus, repetindo não a tudo o que nos impede de avançar para Ele.

3º Mistério - A coroação de espinhosJesus foi coroado de espinhos porque incompreendido e desprezado. Qualquer vocação tem os seus espinhos, as suas incompreensões ou as suas dificuldades.
Também nós, na nossa descoberta vocacional, temos de ultrapassar os espinhos, as pedras que se nos deparam na nossa caminhada.
Rezemos para que ninguém desanime no meios das dificuldades, mas encontre sempre Cristo a coroar a sua fronte.

4º Mistério - Jesus a caminho do Calvário e o encontro com sua Mãe
Apesar de carregar a sua cruz Cristo não caminhava sozinho. Teve a ajuda do Cireneu e o apoio das mulheres de Jerusalém bem como a companhia de sua mãe.
Nós também carregamos a nossa cruz e seguimos a Cristo.
Rezemos por todos os que nos acompanham nesta caminhada: os nossos pais, professores, educadores, colegas, funcionários e benfeitores. Eles estão ao nosso lado para nos ajudar. Uma cruz partilhada não deixa de ser cruz mas torna-se mais leve.

5º Mistério - A crucifixão e morte de Jesus
Jesus morreu para que todos vivessem. Assim cada vocacionado morre para si mesmo porque está ao serviço de Deus e dos irmãos.
Jesus na Cruz está sempre de braços abertos para que nós nunca vivamos com os braços cruzados. Está sempre de coração aberto para que nunca o fechemos aos nossos irmãos.
Rezemos pelos seminaristas para que a exemplo de Cristo possam abraçar sempre o ideal que Deus sonha para cada um deles e para a sua Igreja.


São Tiago Menor

01 de Maio, Festa de São Tiago Menor,
Padroeiro Principal da Diocese do Funchal.

Partilho o que recebi da página da Igreja Evangélica Luterana:

São Tiago, o menor, filho de Alfeu. Provavelmente era chamado de "o menor" por ser de estatura menor ou por ser mais jovem que o outro Tiago. Era também chamado de "o justo" devido a sua grande piedade. Ele trabalhou nas proximidades de Jerusalém, onde acredita-se que tenha sido o primeiro bispo. A história antiga sustenta que Tiago foi derrubado do pináculo do templo no ano de 96. Apesar de muito ferido, ainda pediu perdão pelos seus inimigos que, mesmo assim, lhe agrediram com violência serrando seu corpo em pedaços. Daí o serrote no emblema. O dia de Tiago, o menor, é 1 de Maio.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

De viva VOZ

16 de Abril - Dia mundial da Voz

Ao terminar o mês de Abril, partilho o que no passado dia 16 respondi, em gravação da RTPMadeira, na sessão comemorativa do dia Mundial da Voz, num depoimento alusivo à efeméride, organizada pela Secretaria Regional dos Assuntos Sociais:
Como é que descrevo a minha voz?
Tenho certa dificuldade em apreciar a minha voz, pois é como se me visse ao espelho e tentasse descrever-me. Tenho consciência de que a minha voz é um instrumento ao serviço da PALAVRA. É um veículo de valores, um canal de mensagens, não minhas, mas de ALGUÉM, que me escolheu apesar das minhas militações.
Aprendi que como padre eu devia ter uma voz severa no púlpito e cordial nos caminhos e como professor a minha voz devia ser severa na cátedra e cordial nos corredores. Como sou Sacerdote do Coração de Jesus, procuro que a minha voz seja sempre cordial em qualquer lugar, brotando sempre a partir do coração...
Como é que as outras pessoas indentificam a minha voz?
Não sei nem nunca lhes perguntei. É mais importante a mensagem do que o veículo de transmissão. Em todo o caso procuro aliar sempre uma feliz mensagem a uma voz agradável para que a minha voz seja sempre conotada com boas notícias.
Que cuidados tenho para com a minha voz?
Em primeiro lugar sou um fumador não-praticante. Depois, só bebo água e à temperatura natural, nada de bebidas gasosas nem alcoólicas. Como sou padre, só bebo em serviço, precisamente o contrário da maioria dos outros homens.
Não faço exercícios específicos para apurar a minha voz: apenas canto, rezo e leio em comunidade e isso faz a diferença. É um bom exercício cantar e rezar em conjunto... faz bem à voz e ao ouvido, ao corpo e à alma.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Catarina de Sena

29 de Abril
Festa da Co-padroeira da Europa - Catarina de Sena

1. Jovem que morreu aos 33 anos
Deus serve-se de gente simples e dos mais novos para dar lições até ao Papa.
Deus servir-se-á de nós se formos simples e humildes.

2. Grande reformadora
Para transformar a Igreja não vale pôr-se de lado ou de fora. Catarina foi a grande reformadora, mas a partir de dentro. Por isso foi declarada Doutora da Igreja.

3. Contemplação e Acção
Ela soube unir a contemplação ao serviço à Igreja. Foi contemplativa na acção e activa na contemplação. Por isso foi declarada padroeira da Europa.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Conhecer o Pastor

Ano B - 4º Domingo da Páscoa

O Senhor é meu Pastor

Conta-se que um dia, no Theatre Royal de Londres, encontrava-se Shakespeare a declamar poemas. A multidão que assistia, não se furtava a calorosos aplausos. No fim do espectáculo, Shakespeare lançou um desafio: o público que escolhesse o que quisesse para ele declamar. No princípio ninguém respondeu mas, perante a sua insistência, um padre levantou-se e perguntou se ele conhecia o Salmo 23. Shakespeare afirmou que sim mas só o declamaria se depois o padre também o fizesse. Desafio aceite.
Começou então o dramaturgo: O Senhor é o meu Pastor, nada de falta... A plateia rendeu os seus numerosos aplausos àquela declamação tecnicamente perfeita. Depois foi a vez do padre. Na sua simplicidade começou a recitar: O Senhor é o meu Pastor, nada me falta, leva-me a descansar em prados verdejantes...
A assembleia ouviu, comovida, o sacerdote. Os aplausos que se seguiram foram tão calorosos que Shakespeare concluiu:
- Eu conheço bem o Salmo mas o sacerdote conhece melhor o Pastor.

Podemos saber muitas coisas de Deus, muitas orações, belos discursos mas isso não basta. É preciso conhecer pessoalmente.
Jesus é esse Bom Pastor que conhece as suas ovelhas e estas conhecem-n’O.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira

26 de Abril de 2009
Dia histórico - Canonização do Santo Condestável, Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.
Foi esta a maior vitória por ele alcançada, vitória não apenas sobre exércitos, ou sobre uma nação, mas uma vitória para toda a Igreja, para toda a Humanidade. Vitória que se lança pela eternidade.
Quem foi São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira?

- Alguém de 3 ESSES

S de Servidor da Pátria
S de Simplicidade
S de Santidade

Todos eles são complementares, implicam-se mutuamente e exigem-se:
Serve a Pátria quem é Simples e Santo.
É Santo quem Serve a Pátria e é Simples.
Só um homem Simples é capaz de Bem servir a Pátria e ser Santo.

Mostrar Pés e Mãos

Ano B - 3º Domingo de Páscoa

Confiança e Compromisso

Jesus ao revelar-se presente no meio da comunidade mostra as mãos e os pés.
É para confirmar que é o mesmo, pois ainda estão visíveis as marcas dos cravos da crucifixão e não há nenhum engano ou burla.

Podemos ver aqui outra mensagem:
Vede os meus pés e as minhas mãos: eu continuo a caminhar convosco e continuo a agir, a abençoar, a estender as mãos, a apontar caminhos…

Isto deve provocar em nós duas realidades: C + C

C de Confiança – Jesus não nos abandonou, mas continua a caminhar connosco e a agir entre nós – lembremo-nos disso ao contemplar as suas mãos e os seus pés.

C de Compromisso – Já que assim é, acertemos os nossos passos com o dele e que as nossas mãos sejam o prolongamento das suas.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Falar de Deus

Ano B - 3º Domingo da Páscoa

Falar de Deus
Certo dia, ao regressar da escola, eu e os meus colegas de escola, avistámos ao longe um homem a quem costumávamos provocar com o nome de Zé Feio, por não ser muito dotado a nível da aparência. Uma chuva de nomes, tão bonitos quanto ele, encheu o ar. Mas nesse dia ele não reagiu, não correu atrás de nós, nem nos ameaçou. Vinha diferente. De vez em quando parava, falava com as plantas, tocava nas pedras dos muros, bailava no meio da estrada e dizia:- Eu gosto da Maria e a Maria gosta de mim.
Nós ríamos com aquela atitude e concluíamos que para além de Zé limitado na beleza também era no juízo. E lá continuava ele com a mesma ladainha, dizendo a torto e a direito que gostava da Maria e esta gostava dele. Não se importava com a nossa presença nem com o nosso gozo. Só pensava na pessoa amada e repetia vezes sem conta.
Quando o coração está cheio, tem de transbordar. Só falamos daquilo que enche o nosso coração. Recordo isto, ao ouvir os Apóstolos a falar de Cristo. Eles não paravam de falar, sendo por toda a parte Suas testemunhas.
É preciso transformar-se para O ver transformado. És tu, sou eu que pomos em causa Jesus, dizendo ao mundo se ressuscitou ou não.
A nossa pregação só é longa se a devoção for curta.

Cinco Pães

6ª Feira – II Semana da Páscoa

Os cinco PÃES:

1. O Pão da Terra
2. O Pão do Céu
3. O Pão da Fé
4. O Pão da Esperança
5. O Pão da Caridade.

São estes Pães que hoje nos alimentam.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Obedecer antes a Deus

5ª Feira - II Semana da Páscoa


1ª Leitura: “importa mais obedecer a Deus do que aos homens.”

Mary Jane Wilson:
Quem ama alguma coisa mais do que a Deus, rouba.”

Quem obedece mais a outrem do que a Deus, rouba.
Quem escuta mais a outro que a Deus, rouba.
Quem se preocupa mais com outrem que a Deus, rouba.
Quem dá mais tempo a outro que a Deus, rouba…

Comunhão e Missão

4ª Feira - II Semana da Páscoa

Deus amou tanto o mundo que enviou o Seu Filho para salvar o mundo...

Duas palavras ou preposições: COM e PARA

Com - Deus amou, Deus connosco, Comunhão.

Para - Deus enviou, Para salvar, Missão.

Não há COM sem o PARA e vice-versa. O PARA exige o COM e vice-versa.
Uma implica a outra.

Assim é Deus: Comunhão e Missão.
Assim podemos ser: Comunhão e Missão.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Abraçar a fé

3ª Feira - II Semana da Páscoa

A multidão dos que abraçavam a fé tinha um só coração e uma só alma.

1. Abraçar
Ter fé é abraçar, é confiar, é uma acção recíproca. Só as pessoas se abraçam. A fé não é algo teórico, nem um desejo nem uma boa intenção. A fé é Alguém.
Ter fé é abraçar e deixar-se abraçar. Eu posso abraçar uma árvore, mas ela não me abraça. Abraçar é viver uma acção recíproca.

2. Um só coração e uma só alma
Um só coração para abraçar os irmãos; uma só alma para abraçar a Deus. Não basta abraçar a Deus, é preciso abraçar os irmãos e vice-versa. Não basta ter um só coração, é preciso ter também uma só alma, e vice-versa.

3. Comunidade modelo
A Comunidade perfeita desta página dos Actos dos Apóstolos é como o Paraíso do Génesis: Mais do que algo que se perdeu, é algo a que se aspira. Não é uma comunidade perdida, mas uma comunidade desejada. É um sonho, uma realidade a alcançar.

PORTANTO:
Abracemo-nos e deixemo-nos abraçar por Deus (numa só alma) e pelos Irmão (num só coração) e continuemos a sonhar para que a comunidade modelo seja uma realidade.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Criancices (41)

- Ó rapaz, não sabia que eras tão desajeitado… Então tu varres só com uma mão?
- Um mamão? O Senhor Padre chamou-me mamão?!
E eu sem culpa nenhuma da língua portuguesa ser tão traiçoeira… só com uma mão.

Vida de Capelão (41)

Certo dia ao querer pagar a bica, piedosamente declarei ao barista:
- Que Deus lhe pague porque eu não tenho trocos.
Ele não se desmanchou:
- O Capelão não tem trocos mas tenho eu! Dê cá a nota.

Bênçãos Especiais

Ontem e hoje tive o privilégio de participar em duas experiências especiais para mim.
No Domingo foi a bênção dos motards. Na frente-mar da Ribeira Brava a concentração somou cerca 740 motocilistas de todas as idades. Foi-lhes lançada a bênção, invocado o padroeiro, Arcanjo São Rafael e desejado uma boa viagem na companhia de tão ilustres acompanhantes.
Esta iniciativa vem de 2003 por determinação do Papa João Paulo II. Obrigado à Associação de Motards da Ribeira Brava que me deu uma boa oportunidade de partilhar a sua mística no Dia Nacional dos Motociclistas.

Hoje, segunda-feira, fez-se história na Escola Superior de Enfermagem de São José de Cluny. Em celebração festiva foi dada a bênção dos Trajes Académicos. Foi uma iniciativa da Associção de Estudantes que a partir de agora podem apresentar-se com fato e capa de estudantes universitários.
Parabéns por isso. Obrigado por me terem dado também a oportunidade de partilhar a sua simbologia.


SIGNIFICADO DO TRAJE ACADÉMICO

- Sinal da Incarnação de Jesus Cristo
que Se revestiu da nossa natureza humana.

- Sinal da Ressurreição de Cristo
que nos revestiu com as vestes da salvação.

- Sinal de simplicidade de vida
que deve ser vivida na humildade.

- Sinal de serviço.
A vida académica é um serviço à humanidade.

- Sinal de igualdade ou de fraternidade.
Todos irmãos.


SIGNIFICADO DA CAPA DE ESTUDANTE:

- É um manto que aconchega.

- É uma armadura que protege.

- É um par de asas que nos leva mais além.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

São Tomé

Ano B - II Domingo de Páscoa

VIVER UNIDOS

O pároco de uma igreja reparou que um dos seus mais assíduos fiéis desertava, várias semanas seguidas, à missa dominical. Uma noite decidiu visitá-lo. Encontrou-o sozinho em casa, sentado junto à lareira. Depois dos cumprimentos habituais, sentaram-se os dois em silêncio. Então o padre, tirou uma brasa da lareira, colocou-a isolada no pavimento e ficou a olhar. Pouco a pouco aquele carvão, separado do braseiro, foi-se apagando. Então o paroquiano tomou a palavra:
- Obrigado, Reverendo, por esta lição. No próximo Domingo, lá estarei com a comunidade porque não quero que a minha vida espiritual se apague lentamente como esta brasa.
Às vezes, um gesto vale mais que mil palavras bem como um estímulo é mais eficaz que uma dura repreensão.
A mensagem deste segundo Domingo da Páscoa é um convite à vida comunitária sem a qual é-nos difícil viver.
A comunidade primitiva tinha um só coração e uma só alma.
Tomé, isolado do grupo dos Discípulos, definhava na sua fé. O amor não é um simples sentimento na comunhão dos mesmos ideais. É uma força que entusiasma.
A comunidade dos crentes era assim um sinal muito claro de Jesus Ressuscitado que prometeu estar presente no meio dos que acreditam nele.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

É sempre o mesmo

II Domingo - Tempo Pascal

Domingo de Pascoela - Jo 20,19-31

JESUS CRISTO É O MESMO

Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana. Nesse mesmo dia e oito dias mais tarde, ele apresentou-Se aos seus discípulos, reunidos, mostrando-lhes os sinais gloriosos da Paixão e transmitindo-lhes, com o seu Espírito, os dons pascais compendiados na paz e na misericórdia.

Há várias constantes destas experiências de Cristo Ressuscitado:
1. O Sentido comunitário
Ele aparece sempre a uma comunidade. Mesmo quando se abeirou de Maria Madalena, pediu-lhe que fosse logo ter com os seus discípulos. No caso de Tomé, como estava fora do grupo, não conheceu a mesma experiência.
Ninguém pode viver isoladamente a Páscoa do Senhor. Tem de sentir-se comunidade, porque Jesus ressuscitou precisamente para nos congregar, reunir em seu nome.
2. Desejo de paz
Todas as vezes que Jesus Se manifesta partilha a sua paz. É um dos frutos da Páscoa. Quem descobre a Cristo, quem vive essa experiência em comunidade é chamado a acolher essa paz e reconciliação. Também foi para isso que Cristo ressuscitou, para nos dar a paz.
3. O lado aberto
Jesus aponta sempre para o seu lado trespassado. Não é simplesmente para provar que é o mesmo que morreu na cruz. Simbolicamente manifesta toda a sua misericórdia, tudo o que amou e continua a amar. Assim se realiza continuamente a profecia: hão-de olhar para Aquele que trespassaram. Ao mostrar o seu coração, Jesus assegura que continua a amar do mesmo modo.
4. As mãos feridas
Ao apresentar as mãos, Jesus está a dizer que continua operacional. Essas mãos mantêm-se activas, abertas, estendidas, sempre a abençoar. Apesar de estar presente de uma maneira diferente, as suas obras são sempre as mesmas.
5. Envio
É a última constante de qualquer experiência do Ressuscitado. Jesus pede sempre que voltem a partir em missão. Ele quer que a alegria pascal transborde para todos os lados.
Quem se encontra com Cristo não pode ficar calado. A missão é espontânea.
Conclusão:
Cristo ressuscitado quer que a comunidade dos seus discípulos se mantenha unida, a anunciar o mesmo amor, a continuar as mesmas obras de misericórdia e a construir a paz na alegria e na felicidade.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Discípulos de Emaús

4ª Feira - Oitava Pascal

1ª Leitura:
O coxo curado começou a Caminhar, Saltar, Louvar: 3 acções progressivas.
Caminhar – ir em frente
Saltar – ir para o alto
Louvar – ir até ao infinito.
Experiências de Cristo ressuscitado contadas em comunidade:
é preciso caminhar,
saltar,
louvar
e partilhar…

Evangelho:
Emaús é uma Eucaristia.
A nossa Eucaristia é uma Emaús.
1. Convocação (reunir no amor de Cristo)
2. Contrição (lamentar o que aconteceu)
3. Meditação (Explicar as escrituras)
4. Fracção do Pão (Comungar a eucaristia)
5. Missão (partiram imediatamente e narraram…)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Ver Jesus

3ª Feira – Oitava da Páscoa

Maria Madalena a chorar:

- Se choras por não veres o Sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas.
Por isso Madalena não viu Jesus nem o reconheceu…

- Só quando ouviu é que o reconheceu. Não basta ver, é preciso ouvir.

domingo, 12 de abril de 2009

Boas PAZcoas

PÁSCOA
Vigília Pascal:
É preciso fazer uma transfusão não de sangue, mas de 5 coisas diferentes.
- Liturgia da Luz - A luz de Cristo passa para a nós, para as nossas velas - transfusão da luz.
- Liturgia da Palavra - A Palavra permanece viva e eficaz - transfusão da palavra.
- Liturgia Baptismal - Renovação do nosso baptismo - transfusão da graça.
- Liturgia Eucarística - através da comunhão Cristo vive em nós - transfusão de vida.
- Liturgia Pascal - tudo isto acontece porque queremos ressuscitar com Cristo - transfusão da ressurreição.
Domingo de PÁSCOA
1. PAZCOA = não há Páscoa sem PAZ.
2. Se a vida é limitada porque nos foi dada?
Foi-nos doada, portanto não é limitada.
Se a vida é eterna, porque nos será tirada?
Não nos é retirada. A ressurreição dá-nos a garantia de que a vida é plenitude.
3. Páscoas no plural = juntar à Páscoa de Cristo a Páscoa de cada um de nós.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Testamento

5ª Feira Santa

Na última Ceia, Jesus à laia de despedida, deixa a sua herança ou o seu testamento:
São três ESSES

S de Sacerdócio
S de Serviço
S de Santíssimo Sacramento.

Hoje é o dia do Sacerdócio, do Serviço ou do Mandamento Novo e da Eucaristia ou do Santíssimo Sacramento.
Jesus não só deixa Alguém para continuar a sua acção (Sacerdotes) como deixao jeito de servir (Mandamento novo, lavar os pés...) e ainda a substância ou o que deve ser servido: a Eucaristia ou o santíssimo Sacramento.

A nossa herança, aquilo que recebemos de Jesus são estes TRÊS ESSES... Valorizemos então estes três dons: o Sacerdócio, o Mandamento Novo e a Eucaristia.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Trinta moedas de prata

4ª Feira - Semana Santa
Que estais dispostos a dar-me para vos entregar Jesus?
Trinta moedas foi o preço.
A venda de Jesus valeu-se trinta moedas de prata.
E Jesus quanto estava disposto a exigir para ter Judas Iscariotes de volta?
Para perdoá-lo bastava que ele pedisse perdão:
"Se Judas tivesse pedido perdão, teria alcançado..." (Pe. Dehon, carta a Héberlé, 27/06/1919, Inv. 330.16. AD: B20/13)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Boas Páscoas

Ano B - DOMINGO DE PÁSCOA

Alguém queixava-se que na Madeira as pessoas não vivem a Páscoa tão profundamente como no resto de Portugal. Aqui não há o costume de nesta época pintar as casas, lavar tudo, enfeitar com cuidado, aprumar os jardins, cuidar das estradas. Não há fortes tradições na culinária, doces, bebidas como no Natal. Parece que na Madeira a Páscoa não é tão valorizada. Quem assim pensa, engana-se. É que os madeirenses estão mais empenhados na preparação interior do que na exterior.
Ao escutar o apelo de Cristo: É na tua casa que quero celebrar a Páscoa, há quem prepare a mesa, renove a loiça, enfeite a toalha. Parece que os madeirenses preferem arranjar antes a sua alma, confessar-se, recolher-se e deixar que Cristo aconteça. Tanto mais que aqui entre nós, diferenciando-se do resto do território nacional, o povo, ao fazer as saudações próprias da quadra pascal, usam o plural, desejando BOAS PÁSCOAS. De facto a Páscoa não se limita a um dia. Alarga-se também a Páscoa de Cristo à Páscoa de cada cristão.
Finalmente, ela nunca é um acto individual, mas comunitário e daí, o uso do plural. A sensibilidade religiosa madeirense expressa estas dimensões através de um simples voto de BOAS PÁSCOAS.

sábado, 4 de abril de 2009

Via-Sacra (6)

A Via-Sacra das Pessoas
E as pessoas na Via-Sacra



1ª Estação - Jesus é Condenado
PILATOS:
Eu, Pilatos, lavo as minhas mãos.
Não quero envolver-me nesse assunto de Jesus de Nazaré.
Os judeus que façam d'Ele o que quiserem.
Se o crucificarem, o problema é deles.
Ao olhar para as minhas mãos, sinto-as vazias.
Sou como tanta gente que nada faz para salvar os inocentes.
Sinto as minhas mãos vazias…

2ª Estação – Jesus carrega com a cruz
OS DISCÍPULOS:
Nós somos os discípulos de Jesus.
Um dia Jesus nos escolheu para ficarmos com Ele.
Hoje, ao vermos o nosso Mestre a carregar com a sua cruz, afastamo-nos para longe, como se o não conhecêssemos.
Ele convidou-nos um dia:
Quem quiser ser meu discípulo, renegue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me todos os dias.
Custa-nos tanto abraçar a nossa cruz.
Custa-nos tanto seguir Jesus que às vezes até fugimos d'Ele.

3ª Estação – Jesus cai pela 1ª vez
AS CRIANÇAS:
Nós, crianças de Jerusalém, um dia fomos acolhidos e abraçados por Jesus.
Hoje, Ele abraça uma cruz.
Caído no chão, Ele mostra-se do nosso tamanho, pequeno como nós.
Ele sempre ensinou que o Reino dos Céus é dos pequeninos e humildes.
Jesus sempre nos respeitou tal como somos e sempre nos ajudou a crescer.
Levantar-se depois de uma queda é crescer como uma criança.
Quem nos dera ser do tamanho de Jesus.

4ª Estação – Jesus encontra a sua mãeMARIA:
Eu, Maria de Nazaré, mãe de Jesus e esposa de José.
Eu compreendo o sofrimento de tantas mães. Mães que sofrem e choram pelos seus filhos transviados.
Sofro em silêncio, como elas.
Que os seus filhos sejam cada vez mais parecidos com o meu Filho Jesus e que amem a sua mãe como Jesus me amava a mim.

5ª Estação – Jesus é ajudado pelo CireneuO CIRENEU:
Eu, Simão, natural da cidade de Cirene.
Vinha do campo quando os soldados me obrigaram a levar a cruz de Jesus.
Não fui propriamente um voluntário, nem me pediram o parecer.
Ao regressar a casa, tive a sensação de que ajudar alguém é fonte de alegria. Tive então pena de a iniciativa não ter partido de mim, de não me ter oferecido a ajudar.
Como seria bem se todos nos ajudarmos nas dificuldades, sem que ninguém nos obrigue a isso ou nos peça por favor.

6ª Estação – Jesus encontra a VerónicaVERÓNICA:
Eu, Verónica, estava por entre a multidão de Jerusalém que via Jesus passar carregando a sua cruz. Vi o rosto desfigurado de Jesus e nesse rosto vi a imagem de tantos homens maltratados na sua dignidade.
Cada um de nós deve sentir-se responsável por devolver a esses rostos alegria e a paz.
Eu limpei o rosto de Jesus e foi grande a minha consolação. Eu queria consolar e afinal fui consolada e confortado por Jesus..

7ª Estação – Jesus cai pela 2ª vezANJOS:
Nós, Anjos do Senhor, um dia cantámos a alegria do Natal de Jesus. Nessa altura cantámos a glória dos Céus e a paz da terra, quando o Filho de Deus Se fez homem para o homem vivesse como Filho de Deus.
Hoje, acompanhamos o mesmo Jesus que sobe o Calvário. Ele está de rastos para dizer a todos os homens que desceu à condição humana para que todos se levantem com Ele.

8ª Estação – Jesus encontra as mulheres de JerusalémMULHERES:
Costuma dizer-se que as mulheres não sabem senão chorar.
Nós, mulheres de Jerusalém, não podíamos ficar em casa. Viemos partilhar a dor de uma Mulher, a mãe de Jesus.
Com as lágrimas nos olhos partilhamos dos sofrimentos de Jesus.
Ele pediu que enxugássemos os nossos olhos para vermos mais além. Que as nossas lágrimas não nos impeçam de ver soluções para os nossos problemas.

9ª Estação – Jesus cai pela 3ª vez
CENTURIÃO ROMANO:Eu, Centurião Romano, encarregado de comandar os soldados, estava ali a ver o último percurso de Jesus.
Ele disse um da que era o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ele caiu pela terceira vez para dizer que caminhar é levantar-se sempre e que mesmo de rastos podemos avançar sempre.
Ele é na verdade o Filho de Deus, o Caminho para o Pai.

10ª Estação – Jesus é despojado das suas vestes
MADALENA:
Eu, Maria Madalena, segui desde o princípio a caminhada de Jesus para o Calvário.
Lembrava-me então daquele dia em que lavei os pés de Jesus com as minhas lágrimas de arrependimento e de conversão.
Jesus nasceu pobre, viveu simples e humilde e agora no Calvário, experimenta verdadeiramente o que é não ter sequer roupa para cobrir a sua nudez.
Despojou-se das vestes para nos despojar dos nossos pecados e nos revestir da sua graça e perdão.
Eu, a pecadora arrependida, sei bem que pecar é despojar Jesus da nossa vida.

11ª Estação – Jesus é crucificado
BOM LADRÃO:
Dizem que eu sou o bom ladrão, mas eu não roubei nada a ninguém.
Apenas me revoltei contra a ocupação da minha pátria pelos romanos.
Até nem roubei o Paraíso, foi um dom ou promessa de Jesus.
Já que não vivi como Jesus, aproveitei a graça de morrer com Ele aceitando o seu perdão, querendo estar para sempre com Ele no seu Reino.

12ª Estação – Jesus morre na cruz
DEUS PAI:
De tal modo amei o mundo que enviei o meu Filho para salvar o mundo.
Eu recebi nas minhas mãos a sua oferta ou oblação para que todos os meus filhos recebam o nosso amor e redenção.
O meu Filho Jesus morreu rezando para que todos os seus irmãos façam da sua vida uma oração.

13ª Estação – Jesus é descido da cruz
JOÃO EVANGELISTA:Eu, João, discípulo predileto de Jesus, amparava a sua Mãe Maria e ela amparava-me a mim.
De novo Jesus voltava aos braços da sua mãe, para recomeçar a viver entre nós.
Eu vi e acreditei: aquele coração aberto não podia fechar-se nunca mais.
Eis o coração que tanto amou os homens…

14ª Estação – Jesus é sepultado
JOSÉ DE ARIMATEIA:
Sou José de Arimateia. Apesar de considerar Jesus um inocente não tive a coragem de me opor publicamente à sua condenação.
Outrora eu não quis aceitar a sua luz e agora deposito-o nas trevas do túmulo.
Não o aceitei em vida, agora recebo-o morto para o levar até ao sepulcro.
Mas depois da escuridão da noite, surge sempre a aurora, a luz de um novo dia.

15ª Estação – Jesus ressuscita
JESUS de NAZARÉ:
Eu sou Jesus que Judas entregou…
Eu sou Jesus que Pedro negou três vezes…
Eu sou Jesus que Pilatos julgou e condenou…
Eu sou Jesus que vós crucificastes…
Eu sou Jesus, eu sou a Ressurreição e a Vida.
Quem crê em Mim, nunca mais se afastará de Mim e viverá para sempre…
Agora nem a morte nos separará…


Apedrejar Jesus

6ª Feira - V Semana Quaresma

"Naquele tempo, os judeus agarraram em pedras para apedrejarem Jesus."
É como aquelas crianças que querem atirar pedaços de carvão umas às outras.
Pensam que irão machucar ou sujar alguém.
Basta um pouco de jeito para evitar os carvões atirados. O problema não é ser atingido por aquilo que nos atiram.
Todas as crianças ficam sujas, não pelo carvão que lhes atiraram, mas simplesmente pelo carvão que elas próprias pegaram para atirar às outras.
Assim é na nossa vida.
Todos temos pedras nas mãos e estamos prontos para atirá-las aos outros ou até ao próprio Deus. Com isso não fazemos mal a mais ninguém, mas sobretudo a nós mesmos. Essas pedras pesam na nossa vida, sujam as nossas mãos, incomodam o nosso relacionamento, dificultam os nossos movimentos... enfim estão a mais.
É preciso deixar que as pedras fiquem onde estão... no chão.

Senhor dos Passos

Domingo da Quaresma

É o Senhor da 1ª queda e do encontro com Maria sua mãe.
O Senhor dos Passos ou os Passos do Senhor?
É o Senhor dos nossos passos porque ele está de joelhos e os passos são os nossos para o seguirmos.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Tal pai...

4ª Feira - V Semana Quaresma

Ser filho de Abraão é fazer as suas mesmas obras.
Tal pai, tal filho.
Somos filhos de Deus,
então...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

História de amor

Ano B - Domingo de Ramos ou Domingo da Paixão

Era uma vez uma ilha, onde moravam os seguintes sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria, o Amor e outros. Um dia avisaram-nos que a Ilha seria inundada. O Amor cuidou para que todos fossem salvos. Pegaram todos no seu barquinho e desandaram. Só o Amor não se apressou pois tinha muito que ajudar. Por fim, quando a água já era muita, pediu socorro:
- Riqueza, leva-me contigo.
- Não posso. O meu barco já está cheio de ouro...
- Oh Vaidade, leva-me no teu barco.
- Não convém, pois estás muito molhado.
- E tu Tristeza, tens um lugar para mim?
- Não. Prefiro ir só.
Já desesperado o Amor pôs-se a chorar. Nisto apareceu um velhinho:
- Sobe, Amor. Eu levo-te no meu barco.
Chegando a terra seca o Amor perguntou à Sabedoria:
- Quem é aquele velhinho que me trouxe até aqui?
- É o Tempo, porque só ele é capaz de ajudar e de entender um grande Amor.
Começamos a Semana da Paixão com o Domingo de Ramos. A multidão que aclama, logo depois acusa, acolhe mas de seguida despreza. Assim acontece na nossa vida quando não deixamos que o tempo nos amadureça. Que esta semana nos ajude a reconhecer os gestos de Amor de Cristo.

terça-feira, 31 de março de 2009

Escrever na Areia

2ª Feira - V Semana Quaresma

Primeira Leitura: Foi salva uma vida inocente
Evangelho: Foi salva uma pecadora (Jesus é redenção)

Jesus escreveu na Areia porque, segundo a tradição, registava assim os pecados dos que queriam atirar pedras.
Escreveria na Pedra o bem para que fosse perpetuado para sempre.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Via-sacra (5)

A Via-Sacra de Cristo
e a Nossa Via-Sacra

1ª Estação:
As nossas Condenações.Jesus é condenado à morte.
O julgamento de Jesus não foi o último julgamento injusto. Ainda hoje muitos inocentes são condenados por nós no nosso mundo.
Nós devemos condenar não as pessoas, mas o que de mal existe na sociedade.
As pessoas exigem todo o nosso respeito, mas o mal deve ser denunciado e condenado.
Condenemos então o pecado, mas nunca o pecador.

2ª Estação:
As nossas Cruzes.
Jesus carrega com a Cruz.São tantas as cruzes de cada dia. O meu mau carácter e os meus defeitos, as incompreensões dos outros e a terrível solidão.
Nós pensamos que as nossas cruzes são mais pesadas do que a dos outros. Cada um tem a sua cruz, feita à sua medida, com o seu peso próprio.
São cruzes que é preciso carregar para seguir Jesus.
Uma cruz partilhada não deixa de ser cruz, mas pesa menos.

3ª Estação:
As nossas Quedas.
Jesus cai pela 1ª vez.
Jesus caiu. Nós também por vezes caímos, mas de maneira diferente. São os nossos pecados, as nossas falhas, os nossos erros, as infidelidades ao amor de Deus para connosco, as atitudes de egoísmo, a vida sem sentido e sem oração.
Mais forte não é aquele que não cai nunca, mas sim aquele que caindo se levanta.
Façamos tudo para não cair, mas se cairmos saibamos então receber a ajuda de Cristo para nos levantarmos.

4ª Estação:
Os nossos Encontros.
Jesus encontra a sua mãe.
Para nos encontrarmos com Jesus, devemos encontrar-nos antes de mais com os irmãos. Certamente que entre nós há gente que se conhece pouco, que está afastada ou que nos é indiferente.
Se queremos encontrar-nos com Jesus, que não se vê, devemos experimentar encontrar-nos com os irmãos que vemos ao nosso lado.

5ª Estação:
As nossas Ajudas.
O Cireneu ajuda Jesus.
Muitas vezes nós nos queixamos que ninguém vem em nossa ajuda.
É ajudando que nós merecemos ser ajudados, é compreendendo que podemos esperar a compreensão dos outros na mesma medida.
Simão de Cirene foi a ajuda que Jesus precisava naquele momento. Jesus será hoje o nosso cireneu se nós formos os cireneus dos outros.

6ª Estação:
Os nossos Rostos.
Verónica encontra Jesus.
Muitas vezes os nossos rostos estão desfigurados pelo sofrimento físico, pela dor moral ou aridez espiritual. Mas o essencial é invisível aos olhos, pois só se vê bem com o coração.
Não é a beleza de alguém que lhe dá maior ou menor dignidade, mas a qualidade do seu coração. Que o nosso rosto seja o reflexo ou a imagem do nosso coração.

7ª Estação:
As nossas Recaídas.
Jesus cai pela 2ª vez.
Quantas vezes prometemos não voltar a cair, não repetir tal asneira ou corrigir uma inclinação, mas afinal continuamos a fazer o mesmo.
Quantas vezes confessamos os nossos pecados? Que as nossas recaídas não sejam expressão de que estamos a ser arrastados, mas que precisamos de mais força para prosseguir com dignidade.

8ª Estação:
As nossas Lágrimas.As mulheres choram por Jesus.
Podemos chorar por raiva, chorar por inveja, chorar por medo, chorar por fingimento, mas também chorar de alegria, chorar com sentimento, chorar por arrependimento.
Que as nossas lágrimas sejam expressão de comunhão, chorando com os que choram e alegrando-nos com os que se alegram em Cristo Jesus.

9ª Estação:
As nossas Fraquezas.
Jesus cai pela 3ª vez.
Que ninguém diga desta água nunca beberei, que ninguém pense que nunca poderá cair porque todos somos feitos do mesmo barro e volta e meia caímos.
Somos fracos para voltar a cair, mas fortes para voltar a pôr-nos de pé.
Se vivermos unidos mais difícil será cair e muito mais fácil será levantar-se.

10ª Estação:
As nossas Pobrezas.
Jesus é despojado das vestes.Hoje precisamos de nos despojar de muitas coisas. Precisamos que alguém nos ajude a retirar tudo o que nos impede de abraçar a cruz para seguir Jesus.
Hoje precisamos de ficar mais pobres: despojar-se do que é cómodo, do que é luxo, do que é burguesismo, de tudo aquilo que oculta o que somos ou devemos ser. A mentira, o egoísmo, a vaidade e as modas são vestes que devem ser retiradas para vivermos mais pobres para assim nos enriquecermos de Deus.

11ª Estação:
Os nossos Corpos.
Jesus é crucificado.
Hoje há corpos crucificados, corpos presos, acorrentados. Corpos que se deixaram crucificar na droga, no álcool, no vício, na violência, no prazer. Só na cruz de Cristo os nossos corpos ganham vida.
Em vez de pôr no nosso corpo a Cruz de Cristo, que saibamos pôr na Cruz de Cristo o nosso corpo, isto é, todo o nosso ser, a nossa alma, a nossa vida.

12ª Estação:
As nossas Mortes.Jesus morre na cruz.Cristo morreu para que nós saibamos viver. Mas muitas vezes vivemos como mortos, insensíveis ao amor, frios para com os demais, passivos na colaboração.
Uma vida sem amor é uma morte antecipada.
Cristo morreu por amor para que nós amando aprendêssemos a morrer, dando morte ao mal, morte ao erro, morte ao egoísmo, morte a tudo o que nos separa de Cristo.

13ª Estação:
Os nossos Vazios.
Jesus é descido da cruz.
A cruz de Cristo tornou-se vazia como sinal da nossa vida quando separada de Cristo.
Muitas vezes nos sentimos vazios, não vemos sentido no que nos acontece, não compreendemos no nosso ideal. Sentimo-nos vazios porque fomos a cruz que deu a morte a Cristo dentro de nós. Ele deixou a cruz vazia porque ficou nos braços dos que o amavam.
Quando nos sentirmos vazios que saibamos olhar para as nossas mãos e os nossos braços para ver se levamos aí Cristo connosco.

14ª Estação:
As nossas Trevas.
Jesus é sepultado.
Depois da noite escura há sempre o despertar de um novo dia. Depois da tempestade sempre vem a bonança, depois da morte vem sempre a vida em plenitude, depois das trevas vem sempre a luz.
Podemos nalgum momento não desvendar réstia de luz, mas por detrás das nuvens escuras o sol continua no horizonte.

15ª Estação:
As nossas Esperanças.Jesus ressuscita.
Cristo ressuscitado é a garantia da nossa esperança.
É pela Eucaristia que Ele continua vivo e activo entre nós.
As estações da Via-Sacra são o espelho da nossa humana condição para que a Ressurreição seja a imagem da nossa esperança.
Continuemos então a via-sacra na celebração da Eucaristia.
Já que acompanhámos a Cristo na sua via-sacra, que Ele nos acompanhe sempre nos caminhos da nossa vida.


sexta-feira, 27 de março de 2009

Deus está aqui

Ano B - V Domingo Quaresma

Um homem abandonou a sua esposa e os seus filhos, pois sentiu uma sede infinita de se encontrar com Deus. Depois de muito caminhar, viu um peregrino e falou-lhe do seu propósito:
- Procuro a Deus. Leva-me até Ele.
O Peregrino respondeu que sabia bem onde encontrá-lo. Era preciso que se deixasse conduzir:
- Mas, para te levar até junto de Deus, preciso de vedar os teus olhos. Só os abrirás quando te disser.
Puseram-se os dois a caminho. O homem de olhos tapados, foi enchendo o seu coração do esplendor da luz divina, cada vez mais forte até que tirou a venda, abriu os olhos e ... viu-se em sua casa, ao lado da mulher e dos filhos. Era ali que Deus estava.
Jesus, no Evangelho de hoje, diz:
- Onde eu estiver, ali estará também o meu servo.
Então podemos concluir que onde estivermos aí estará o Senhor. Não precisamos de sair para longe pois Ele está bem perto. Imprimiu no íntimo da nossa alma e gravou no nosso coração o seu selo.
Também nós queremos conhecer Deus. Se soubéssemos que Deus estava no cimo de uma montanha, não nos furtaríamos a esforços para lá chegar. Mas afinal Ele está bem mais próximo, ao nosso lado, nos nossos irmãos e até dentro de nós. Basta abrir os olhos.

terça-feira, 24 de março de 2009

Vida de Capelão (40)

- Ó Capelão, as mulheres da Base andam todas atrás de si.
- Atrás não me interessam. Vai dizer-lhes que se ponham todas à frente.

Criancices (40)

Dois miúdos estavam a comparar os seus braços, com as mangas da camisa arregaçadas.
- Vê estes músculos!
- Repara para estes pêlos. Não tenho os braços carecas como tu... Tudo isto é masculinidade!
- Masculinidade? – interrompo eu – Ao ver isso não sei como é que alguém ainda duvida de que o homem descende do macaco.
Os rapazes puxaram as mangas para o pulso e afastaram-se envergonhados… não sei se por terem sido vistos ou se pela comparação a que foram sujeitos.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Nova Terra e Novos Céus

2ª Feira - IV Semana Quaresma

Profeta Isaías: Vou fazer novo céu e nova terra.
Perspectiva messiânica: O Messias ao vir a este mundo faz desta terra um novo céu.
Ao convidar-nos para o céu, faz do céu uma nova terra.
Hoje eu vivo na antiga terra mas no novo céu e espero viver no antigo céu que será para mim a nova terra.
E preciso fazer daqui um cantinho do céu.

Farei de Jerusalém motivo de júbilo e fonte de alegria.
Deus queira que fôssemos todos também fonte de alegria para todos.

domingo, 22 de março de 2009

Olhar para o alto

Ano B - IV Domingo Quaresma

Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do Homem será elevado...
O olhar dirigido para o céu é que distingue o homem dos outros animais.
Só o homem levanta a cabeça para contemplar o firmamento; só o homem procura no alto, em Deus, o sentido da sua existência.

Um dia, surpreendi dois alunos a brincar na capela. Desfizeram-se em desculpas dizendo que afinal ninguém tinha visto.
- Ninguém?! Então Deus não está aqui?
- Sim, mas reparámos que a porta do Sacrário está fechada - Respondeu um deles a sorrir.
- Vocês esqueceram-se de olhar para cima.
Imediatamente os dois colegas ergueram o olhar para o alto e saíram envergonhados.
Não sei bem o que é que sentiram estes alunos mas olhando para o alto descobriram uma presença que os despertou para a realidade.
Só do alto vem a luz que dá sentido à alegria e à dor, às vitórias e às derrotas, à solidão e ao maior de todos os enigmas, a morte.
Quem só olha para baixo, atrofia-se. Quem aspira às coisas do alto, transcende-se, projectando-se na eternidade.Cristo, levantado na cruz, atrai o olhar de todo o homem. Mesmo comprometido com as realidades materiais, de olhos abertos para o céu, o homem abre uma janela sobre o seu coração.

sexta-feira, 20 de março de 2009

O Maior Mandamento

6ª Feira - III Semana da Quaresma

ESTE É O MAIOR MANDAMENTO:
AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS
AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO


- Deus, tu e eu , isto é, NÓS.
O maior mandamento é construir o NÓS,
a comunhão, a família.

- Amar a Deus e amar o próximo:
amar a Deus nos irmãos
amar os irmãos em Deus.

- Amar o próximo como a nós mesmos,
como se ele fosse parte de nós.

Via-sacra (4)


A VIA-SACRA do PRINCIPEZINHO
E O PRINCIPEZINHO DA VIA-SACRA

Agradeço a quem me enviou esta Via-Sacra.
Partilho-a com simplicidade.
Gosto muito do livro do PRINCIPEZINHO,
mas o meu verdadeiro PRINCIPEZINHO é JESUS CRISTO,
ou não fosse Ele o PRÍNCIPE DA PAZ.

VIA-SACRA com frases tiradas do livro"O PRINCIPEZINHO",
de Antoine de Saint-Exupéry

1ª Estação: A CONDENAÇÃO DE JESUS
"Então tu também vens do céu! De que planeta es tu?"

2ª Estação: JESUS RECEBE A CRUZ
"O que eu vejo não é mais que uma casca. O mais importante é invisível!"

3ª Estação: A PRIMEIRA QUEDA
"E bem mais longe... bem mais difícil"

4ª Estação: O ENCONTRO COM MARIA
"E o principezinho foi embora pensando na flor"

5ª Estação: O CIRINEU AJUDA JESUS
"Quando o mistério é muito impressionante, a gente não ousa desobedecer"

6ª Estação: A VERÓNICA LIMPA O ROSTO DE JESUS
"É bom ter tido um amigo, mesmo se a gente vai morrer"

7ª Estação: A SEGUNDA QUEDA
"Hesitou ainda um pouco, depois ergueu-se"

8ª Estação: JESUS CONSOLA AS MULHERES DE JERUSALÉM
"É tão misterioso o país das lágrimas"

9ª Estação: A TERCEIRA QUEDA
"Perdeu um pouco de coragem mas fez ainda um esforço"

10ª Estação: JESUS É DESPOJADO DAS VESTES
"Eu parecerei morrer. É assim. Não venhas ver. Não vale a pena"

11ª Estação: CRAVADO NA CRUZ
"Para que servem os espinhos?"

12ª Estação: A MORTE DE JESUS
"Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas"

13ª Estação: A DESCIDA DA CRUZ
"Tombou devagarinho como uma árvore tomba"

14ª Estação: DEPOSTO NO SEPULCRO
"E eu deixei-a sozinha!"

15ª Estação: A RESSURREIÇÃO
"Ao raiar do dia, não lhe encontrei o corpo"

"E QUANDO TE HOUVERES CONSOLADO (A GENTE SEMPRE SE CONSOLA) TU TE SENTIRAS CONTENTE POR ME TERES CONHECIDO"
Antoine de Saint-Exupéry

São José

19 de Março
Solenidade de São José, esposo da Virgem Santa Maria
Partilho três ideias: uma do Pe. Dehon, fundador da Congregação á qual pertenço, outra do meu confrade Oe. António Loureiro que pregou na celebração comunitária na qual participei e a outrta como proposta da Tradição da Igreja.
A) Proposta do De. Dehon
São José é o modelo de vida e de santidade. Basta seguir 7 caminhos, como ele seguiu:
1. O caminho da humildade e do silêncio - José não teve protagonismo, não refilou, mas foi simples e colaborante.
2. O caminho da oração e da escuta da Palavra - José acolheu o desígnio de Deus, frequentava a sinagoga, orava no Templo de Jerusalém.
3. O caminho do amor a Jesus - José sempre esteve perto de Jesus, cuidou zelosamente dele como se fosse verdadeiramente seu pai.
4. O caminho do sofrimento - José sofreu por Jesus mesmo antes do próprio Jesus sofrer…na fuga para o Egipto, na perda no Templo…
5. O caminho da pureza da consciência - José tinha uma consciência recto, não quis comprometer ninguém e por isso tinha pensado afastar-se secretamente da sua noiva para a não difamar…
6. O caminho do trabalho e das obras - José foi operário: admirado como carpinteiro.
7. O caminho da devoção a Maria - José partilhou a sua vida com Maria. A sua devoção mariana não tem paralelo.

B) Proposta do Pe. António Loureiro
As 4 virtudes modelo de São José formam um acróstico.
J usto
O bediente
S imples
E spiritual

C) Proposta da Tradição
A Igreja celebra neste dia 19 a santa morte de José. Ele é o patrono da BOA MORTE, porque tendo morrido nos braços de Jesus e sob o olhar de Maria, teve a morte mais doce e mais santa.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Estar bem perto

4ª Feira - III Semana da Quaresma

1ª Leitura = Deus perto do Povo
"Quem é o povo que tem o seu Deus tão perto de si?"
A nossa preocupação não deve ser estar bem perto de Deus,
mas é saber que Deus está bem perto de nós.

2ª Leitura = O Povo perto de Deus
"Quem não cumprir a palavra será o menor no Reino..."
Isto quer dizer que este também entrará no Reino,
apesar de ser mais pequeno do que os outros que a cumpriram.
Qualquer um estará então no Reino dos Céus.

terça-feira, 17 de março de 2009

Perdoar Sempre

3ª Feira - III Semana Quaresma

Se meu irmão me ofender 7 vezes… até 70 vezes 7, isto é, 490.”

A) Nós temos capacidade de ofender 490 vezes.
Estejamos atentos para suportar tantas ofensas dos outros.
Estejamos atentos para não chegarmos a ofender tantas vezes os outros.
B) Quem não se sente ofendido não precisa de perdoar.
Cristo na cruz: Pai perdoa-lhes que não sabem o que fazem…
Não me sinto ofendido com isso…
Quem não se ofende não tem que perdoar.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Vida de Capelão (39)

- Ó Capelão, você não gostava que os Padres se casassem?
- Eu não. Não estou interessado em nenhum.

Criancices (39)

Uma delegação do Colégio ia participar num encontro de Escolas Católicas. Na Recepção, a funcionária perguntou à professora que estava à frente:
- Quantos homens e quantas mulheres vieram do vosso Colégio?
- Três mulheres, dois homens e três padres.

Coisas simples

2ª Feira - III Semana Quaresma
Na 1ª leitura da missa de hoje, do Livro dos Reis, Deus serve-se de gente simples (criança, um simples mensageiro, uns servos do general) para propor coisas simples a gente humilde.
Deus não pede coisas difíceis.
Deus não pede a mediação de gente grande.
Deus não atende gente enfatuado.
Tudo é simples... só há uma complicação: a perseverança ou a constância (banhar-se 7 vezes...)
Os milagres de Deus são coisas simples realizadas em pessoas simples através dea intervenção de gente simples. Basta perseverar.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Via sacra (3)

A Via-Sacra dos SINAIS
e os SINAIS da Via-Sacra

Sinal IGUAL
1ª Estação: Jesus é condenado à morte...
Senhor Jesus, eu sei que se viver mais ou menos à tua maneira, serei talvez rejeitado, perseguido, ridicularizado. Se viver segundo os critérios do teu Evangelho, terei quem me diga que é preciso não arriscar tanto a vida.
Senhor ajuda-me a viver como Tu, apostando na tua palavra. Que eu seja igual a Ti.


× Sinal de MULTIPLICAÇÃO
2ª Estação: Jesus carrega com a cruz...
Senhor Jesus, também não nos faltam as cruzes de cada dia. Cruzes devidas às nossas limitações e problemas, e cruzes que nos vêm dos outros que nos fazem sofrer. Necessitamos de ter a tua fortaleza e a tua esperança para carregarmos as cruzes com um sorriso nos lábios. Que a minha cruz multiplique em mim a tua graça.


Sinal de OPTIMISMO
3ª Estação: Jesus cai pela 1ª vez...
Senhor Jesus, somos chamados a caminhar de rosto erguido, pois fomos criados à imagem e semelhança de Deus e, além disso, temos a dignidade de seus filhos adoptivos. Que vivamos de rosto erguido, com dignidade e, sempre que cairmos, dá-nos a força para nos levantarmos. Que eu tenha sempre um sentido positivo e o optimismo me ajude a levantar quando eu cair.

¤ Sinal de PONTO DE ENCONTRO
4ª Estação: Jesus encontra a sua mãe...
Senhor Jesus, conhecemos mães que choram porque veem filhos a carregarem a cruz da droga, do desemprego, do vício. Nada existe de mais doloroso que ver uma mãe a chorar. Dá ânimo a todas as mães deste mundo que sofrem e que choram para que depressa possam alegrar-se e dar-Te graças.
Que todas as mães possam alegrar-se com os seus filhos.

Sinal de ABRAÇO
5ª Estação: Jesus é ajudado pelo Cireneu...Senhor Jesus, há hoje felizmente muitos cireneus a carregar as cruzes dos outros. Fazem-no por amor, gratuitamente e não obrigados. Eles estão perto de nós, nas nossas obras de assistência social, e longe, como missionários. Que não faltem cireneus para aliviarem sofredores. Que sejamos sempre solidários.


SOS Sinal de AJUDA
6ª Estação: Jesus encontra a Verónica...
Senhor Jesus, vemos e não podemos ignorar as pessoas de hoje que andam de rosto desfigurado pelo sofrimento. Faz de nós pessoas capazes de misericórdia, de compaixão. Ajuda-nos a contribuir com o nosso esforço para limpar as lágrimas dos rostos dos nossos irmãos. Que saibamos ouvir sempre os pedidos de ajudados nossos irmãos.

STOP Sinal de PARAGEM
7ª Estação: Jesus cai pela 2ª vez...
Senhor Jesus, a tua prostração no pó sujo do caminho do Calvário faz-nos recordar todas as pessoas de hoje que se arrastam levando uma vida sem dignidade porque sem valores, sem nobres ideais, sem razões profundas para viver. Que elas e todos nós vivamos de olhos postos nos céus. Que eu saiba parar para continuar a caminhar com mais coragem.

÷ Sinal de DIVISÃO
8ª Estação: Jesus encontra as mulheres...Senhor Jesus, somos inclinados a ver apenas os pecados dos outros como se nós não fôssemos feitos do mesmo barro. Precisamos de nos assumir como pecadores, necessitamos de uma conversão permanente. Faz que ninguém precise de chorar por nós. Que o nosso encontro de irmãos possa condividir as nossas dores com generosidade.

Sinal de ELEVAÇÃO
9ª Estação: Jesus cai pela 3ª vez...
Senhor Jesus, quando nos sentirmos esmagados pelo peso do sofrimento, que jamais tenhamos a tentação de nos revoltar, pois é nesses momentos que Deus está mais connosco para nos ajudar ou pegar-nos nos seus braços de Pai. Ajuda-nos a entender que Deus é todo amor. Que eu possa dizer que o meu coração está em Deus: Corações ao alto.

@ Sinal de COMUNICAÇÃO
10ª Estação: Jesus é despojado das vestes...
Senhor Jesus, ajuda-nos a respeitar o nosso corpo e o dos outros. Que o olhar seja puro e os ouvidos atentos, a voz seja comunicativa, os lábios sorridentes, o coração amoroso e os braços fortes para ajudar. Seja o corpo humano expressão da nossa fé e caridade. Que eu zele pelo meu corpo como sinal de comunicação com os irmãos e de doação a Deus.

+ Sinal MAIS
11ª Estação: Jesus é Crucificado...
Senhor Jesus, que a tua cruz seja para nós um sinal mais: mais amor a Deus e ao próximo, pois a isto se resumem os mandamentos de Deus. Faz que todos entendam, através do nosso testemunho, que é este o caminho que conduz à felicidade.

♥ Sinal de AMOR
12ª Estação: Jesus Morre na cruz...
Senhor Jesus, faz de nós testemunhas credíveis da esperança num mundo onde tudo parece reduzir-se ao presente. Queremos hoje anunciar pela nossa maneira de ser e pelo nosso estilo de comunicar com os outros que demandamos uma pátria futura. Que eu tenha a maior prova de amor que é dar a vida pelos irmãos.

- Sinal MENOS
13ª Estação: Jesus é descido da cruz...Senhor Jesus, que és realmente o Filho de Deus, faz que estejamos sempre disponíveis para cumprir a vontade de Deus Pai, mesmo quando a noite é muito escura e nos custa perceber os seus desígnios.
Que eu seja como o grão de trigo que desce à terra não para ficar só mas para dar mais fruto.

٧ Sinal de VITÓRIA
4ª Estação: Jesus é sepultado...Senhor Jesus, ao vermos como lutaste contra as forças da morte e como fizeste esses sinais de ressuscitar os mortos, faz que também nós continuemos essa vossa luta na certeza de que está garantida a vitória final. Nesse dia acabará o luto e serão enxutas todas as lágrimas. Que eu um dia possa cantar vitória com Cristo que morreu e ressuscitou.

∞ Sinal de INFINITO
15ª Estação: Jesus Ressuscita...Senhor Jesus, faz de nós testemunhas da tua ressurreição. Ajuda-nos a irradiar à nossa volta uma grande alegria pois temos um Deus que é um Deus dos vivos. Não seguimos nenhum morto mas somos seguidores de um vivo que sois vós. Somos todos cidadãos do infinito. Que esta via-sacra nos ajude a caminharmos com Deus e para Deus.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Abraão e o rico Epulão

5ª Feira – II Quaresma

Em vez de Lázaro e o rico Epulão, deveria chamar-se a esta Parábola Abraão e o rico Epulão. Toda ela se resume na comparação de duas maneiras de exercer a hospitalidade.
O rico não foi hospitaleiro enquanto Abraão é o protótipo ou o modelo de hospitaleiro, porque Lázaro foi recebido por ele.
A casa de Abraão tinha 4 portas: uma ao Sul, uma ao Norte, outra a Nascente e outra a Poente. Assim quem chegasse, de que ponto cardeal viesse, podia entrar imediatamente na casa de Abraão sem ter que dar a volta à casa à procura da porta.


quarta-feira, 11 de março de 2009

Servir

4ª Feira – II Quaresma

Acerca do pedido da mãe dos filhos de Zebedeu:

A) É bom ser importante,
mas o importante mesmo é ser bom.

B) Quem não vive para servir,
não serve para viver.

terça-feira, 10 de março de 2009

Limpeza do Templo

Ano B - III Domingo Quaresma

Um amigo propôs-me que não deixasse recolher o dinheiro do ofertório no dia em que se lê o Evangelho dos vendilhões no Templo. Porém, mais importante que eliminar o tilintar do dinheiro, é extirpar a nossa mentalidade de negociantes até mesmo de géneros espirituais ou afins. Dou um exemplo:

Num campo, estavam a trabalhar 3 homens.
Um estava lá porque era obrigado. Era escravo, tinha medo do castigo.
Outro, era mercenário, trabalhava porque queria ganhar. Fazia troca: toma lá mas dá cá.
Entre eles encontrava-se outro homem, mais novo. Este trabalhava, não por imposição, nem por interesse mas pelo simples facto de ser filho do patrão e era natural que ajudasse o seu pai.

Nas coisas de Deus podemos ter atitudes semelhantes.
Podemos rezar ou ir à igreja como escravos, por imposição ou com medo do castigo eterno. Ou então por interesse, como negociantes, querendo comprar um pedacinho do Céu com a missa dominical ou algumas orações.

A operação limpeza do templo quer purificar a nossa relação com Deus e fazer de nós seus filhos. Se me comporto como escravo estou a fazer de Deus um carrasco. Se perante Deus sou um negociante, quero que Ele seja igual a mim.Sejamos apenas filhos na Casa do Pai.

segunda-feira, 9 de março de 2009

A medida da generosidade

2ª Feira – II Quaresma

“A medida que usardes para os outros será a medida que usarão para vós.”
Cristo não quer que haja duas medidas nas nossas mãos: é feio, é pesado, é desproporcional.
As mãos devem ter uma só medida para estarem mais livres – é a medida da generosidade – porque a "única medida do amor é amar sem medida" (Pe. Dehon).

sexta-feira, 6 de março de 2009

Subir

Ano B – II Domingo Quaresma

Caminhada da Quaresma não é apenas ir em frente (I Domingo=tentação é algo que nos impede ir em frente) mas é também subir, num escalada de esforço.
Subir para transformar-se. Só assim veremos Cristo Transfigurado.
Não foi Cristo quem mudou, foram os olhos dos discípulos que O viram tal como Ele sempre devia ser Cristo. Os olhos dos discípulos é que mudaram.
Só quem se converte vê os outros de maneira diferente.
Condições para isso:

1. Pôr-se a caminho (para a frente) mexer-se
2. Subir (esforço)
3. Ouvir (escutar)
4. Integrar-se num grupo (fazer comunidade)
5. Experiência Pessoal (não contar a ninguém…)

Está nos olhos

Ano B - II Domingo Quaresma

Cinco amigos procuravam ouro num monte. Depois de um mês encontraram aquilo que se pode chamar um tesouro. No Domingo seguinte, como sempre, desceram até à aldeia vizinha para um pouco de convívio. Mas antes juraram mutuamente não falar a ninguém do seu achado. Ao regressarem ao trabalho deram conta, espantados, de que vários homens os seguiam. Olharam uns para os outros à procura do traidor - alguém dera à língua...
- Foste tu?
- Eu não.
E todos negaram, ninguém dissera nada. Voltaram-se para os que os seguiam e perguntaram:
- Porque nos seguis?
- Porque encontrastes ouro.
- Quem vos disse?
- Ninguém.
- Então como sabeis?
Ouviram então a resposta mais maravilhosa de toda a sua vida:
- Como sabemos? Vê-se-vos nos olhos!
O mesmo aconteceu no Monte Tabor. Jesus pediu que não falassem a ninguém dessa experiência. Os outros deviam descobrir por si nos olhos, espelho da sua alma.E eu interrogo-me: notar-se-á em nós, cristãos, que encontrámos a Cristo, o tesouro da nossa felicidade. Porque deveria ver-se nos nossos olhos! Ao falar do Transfigurado, notarão os meus ouvintes que acredito n'Ele? Gostaria muito que assim fosse.

Via-sacra (2)

A Via-sacra do CORPOe o CORPO na Via-Sacra


1ª Estação – OS DEDOS
Jesus é condenado à morte


Um inocente é condenado. A multidão aponta para Jesus, condenando-O, apesar de ninguém ver n'Ele nenhum mal. Ainda hoje há vítimas das injustiças dos homens. Os sofrimentos dos inocentes continuam, não por vontade de Deus, mas por causa dos nossos dedos que apontam e condenam para disfarçar a nossa maldade.

Oremos: Senhor Jesus, ajudai-nos a compreender que quando apontamos para os outros com um dedo acusador, os outros quatro dedos estão apontados para nós próprios. Ajudai-nos também a apontar caminhos de verdade e de vida, como vós apontastes.


2ª Estação – OS OMBROS
Jesus carrega com a cruz


Põem uma pesada cruz de madeira aos ombros de Jesus, ombros feridos pelas torturas da noite e um corpo que mal se segura. Ele carrega com a cruz às costas dirigindo-se para o Calvário. Também hoje continuamos a sobrecarregar os irmãos, pondo nos seus ombros responsabilidades que os oprimem.

Oremos: Senhor Jesus, ajudai-nos a não virar as costas a ninguém. Ajudai-nos a não ser pesados para ninguém. Que os outros encontrem nos nossos ombros aquele apoio de que precisam.


3ª Estação – OS JOELHOS
Jesus cai pela 1ª vez


A tradição diz-nos que Jesus, sob o peso da cruz, fica de joelhos. Também nós por vezes caímos porque é grande a nossa fraqueza. Outras vezes não queremos ajoelhar por causa de outras fraquezas. E quantas vezes nós ficamos satisfeitos por ver os outros de rastos ou de joelhos.

Oremos: Senhor Jesus, ajudai-nos a aprender a ficar de joelhos para nos aproximarmos de Deus, a ficar de joelhos para que os outros se aproximem de nós.

4ª Estação – OS OLHOS
Jesus encontra a sua mãe


Quase todos os discípulos, durante a paixão, se afastam do olhar de Jesus. Pedro, nega-o 3 vezes e só reconhece isso quando sente o olhar compassivo de Jesus. Só algumas mulheres e João estão próximos. É por isso que Jesus vê a sua mãe. Basta um olhar para haver comunicação, compreensão e apoio. Também nós hoje fugimos do olhar dos nossos irmãos. Também hoje nós vivemos como se Deus não nos visse.

Oremos: Senhor Jesus, ajudai-nos a ver a vida com os vossos olhos, do mesmo jeito que vós olhais. Que o nosso olhar seja puro, comunicativo. Ajudai-nos a notar a vossa presença e a proximidade dos irmãos.


5ª Estação – OS PÉS
Jesus é ajudado pelo Cireneu


Um desconhecido, que a tradição chamou de Simão de Cirene, ajuda Jesus a levar a cruz. Ele acerta os passos com Jesus. Caminha com Ele. Também nós podemos caminhar juntos. Podemos avançar com o passo acertado, quando nos aproximamos dos outros.

Oremos: Senhor Jesus, ajudai-nos a nunca marcar passo na nossa vida, mas a ir ao encontro dos outros, caminhando ao ritmo do amor.


6ª Estação – O ROSTO
Jesus encontra Verónica


O rosto de Jesus está irreconhecível. Mesmo assim Verónica reconhece nesse rosto a figura do Filho de Deus. Também nós podemos fazer sorrir os rostos sem alegria.

Oremos: Senhor Jesus, ajudai-nos a imprimir no nosso coração o rosto de tantos irmãos que partilham connosco um rosto humano.


7ª Estação – AS PERNAS
Jesus cai pela 2ª vez


As pernas de Jesus, uma vez mais vacilam e ficam por terra. As pernas foram feitas para andar. Jesus, de novo se levanta e prossegue a sua caminhada. Quantos irmãos nossos precisam das nossas pernas para andar, da nossa força para se levantar, do nosso apoio para se manter de pé.

Oremos: Senhor Jesus, ajudai-nos a ter pernas para fugir do mal, a ter pernas para correr para o bem, a ter pernas para nos mantermos de pé, firmes na esperança e no amor.


8ª Estação – AS LÁGRIMAS
Jesus encontra as mulheres


As mulheres de Jerusalém comoveram-se ao ver Jesus e choram cheias de dó. Jesus pede-lhes que vertam lágrimas de purificação pelo mal de seus filhos. Ainda hoje podemos ver lágrimas sinceras no rosto dos nossos irmãos. Que saibamos chorar com os que choram e alegrar-nos com os que estão alegres.

Oremos: Senhor Jesus, ajudai-nos olhar mais além. Que as lágrimas não nos impeçam de contemplar o sol que brilha depois de cada chuvada. Lembrai-nos que não basta chorar, é preciso libertar.


9ª Estação – O SANGUE
Jesus cai pela 3ª vez


Jesus foi escrevendo cada página da sua paixão com marcas de sangue. Esgotado, cai pela 3ª vez. O seu sangue cai sobre nós para que saibamos partilhar a nossa vida. O maior deve ser o servo de todos. Como os mártires, o nosso sangue pode ser semente de novos cristãos.

Oremos: Senhor Jesus, dai-nos sangue novo para nos levantarmos. Precisamos de uma transfusão do teu sangue para vivermos sem desfalecer.


10ª Estação – O CORAÇÃO
Jesus é despojado das vestes


Jesus é despido. Segundo a iconografia tradicional o seu coração, fora do peito é sinal de total despojamento. Ele está fora do peito, sem mancha, sem nada esconder. Hoje, o mundo precisa de corações iguais ao d'Ele, com toda a transparência e sinceridade.

Oremos: Senhor Jesus, que aprendamos a amar com o vosso coração, que é manso e humilde. Que dispamos o nosso coração de tudo o que possa escondê-lo aos nossos irmãos.


11ª Estação – A BOCA
Jesus é crucificado


Jesus na cruz reza, conforta quem está ao seu lado, perdoa a quem precisa. Cristo hoje não tem boca, precisa da nossa boca para continuar a falar, precisa dos nossos lábios para continuar a sorrir, da nossa língua para continuar a louvar.

Oremos: Senhor Jesus, purificai os nossos lábios para podermos louvar o nosso Pai que está nos céus. Apesar do sofrimento e das contrariedades da vida, que na nossa boca haja sempre um sorriso para nos aproximarmos dos outros.

12ª Estação – O ESPÍRITO
Jesus morre na cruz


Jesus entrega o seu espírito nas mãos do Pai. A carne é fraca, morre, mas o espírito vivifica. Também hoje estamos nas mãos de Deus Pai. O mesmo Espírito um dia desceu sobre nós. Foi no nosso Batismo, no nosso Crisma, na nossa Ordenação, no Pentecostes de todos os dias. O corpo pode desaparecer, mas o Espírito continuará vivo e ativo.

Oremos: Senhor Jesus, que todos nós possamos rezar: o Espírito do Senhor repousa sobre nós. Que vivamos unidos no mesmo Espírito e saibamos colocarmo-nos nas mãos de Deus Pai.


13ª Estação – OS BRAÇOS
Jesus é descido da cruz


Os braços de Maria acolhem o corpo de seu filho. Os nossos braços hoje são o prolongamento dos braços de Jesus. Não podemos viver com os braços cruzados. Como Maria abraça o seu filho assim também ainda hoje há muita gente que precisa de acolhimento, de apoio e de ajuda.

Oremos: Senhor Jesus, que nunca nos faltem forças para receber nos nossos braços a obra começada pela vossa mão poderosa. Que os nossos braços nunca se cansem de serem os braços de Deus.

14ª Estação – A CABEÇA
Jesus é sepultado


Um dia Jesus dissera que não tinha onde reclinar a cabeça. Agora repousa no seio da terra, como semente pronta para germinar. Ele nasceu no seio da terra. Agora volta a uma gruta parecida, volta a ser lançado como semente no seio da terra para que todos possam receber vida em abundância.

Oremos: Senhor Jesus, ajudai-nos a levantar a nossa cabeça e a aspirar às coisas do alto. Ajudai-nos a viver unidos, aceitando a Cristo como cabeça deste corpo que é a Igreja.


15ª Estação – O CORPO INTEIRO
Jesus Ressuscita


Jesus ressuscitado aparece aos seus amigos e mostra-lhes as mãos, o lado e os pés. Prova-lhes que continua a ser o mesmo, de corpo inteiro. Também um dia havemos de ressuscitar, também voltaremos a glorificar a Deus com todo o corpo, toda a mente, com todo o nosso ser.

Oremos: Senhor Jesus, ajudai-nos a valorizar o nosso corpo como morada do Transcendente. Se vós quisestes ter um corpo igual ao nosso, é porque o nosso corpo é digno. Ajudai-nos a viver com toda a dignidade, a viver como vós para sempre.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Pedi e Recebereis

5ª Feira - I Semana da Quaresma

“Jesus diz aos cristãos comuns:
- Pedi e recebereis!
Às almas consagradas Ele tem o direito de dizer:
- Dai e recebereis. Dai imolações e sacrifícios e obtereis graças e vocações, e tudo quanto necessitardes.” (Pe. Dehon, CF, 30 de Março de 1881)

A maneira de pedir, própria de um consagrado, é através de sacrifícios, de imolações e de cruzes:
“Os nossos sofrimentos são um tesouro que Nosso Senhor põe nas nossas mãos, para conseguirmos graças de fidelidade e de vocação para várias pessoas. É nas provas que Deus reconhece os seus amigos. Mostremo-nos então bem generosos. Fazemos mais bem ao Instituto com um mês passado no leito do sofrimento com paciência, do que com um ano passado nas actividade e nas obras." (Carta ao noviço Falleur que estava acamado, 18 de Setembro de 188o)

terça-feira, 3 de março de 2009

Multa Paucis

3ª Feira - I Semana Quaresma
"Quando orardes, não digais muitas palavras, como os pagãos, porque pensam que serão atendidos por falarem muito..."
Dizei:
Multa paucis (verbis) = Muita coisa em poucas palavras.
em vez de:
Pauca multis = Pouca coisa com muitas palavras.
Ou de:
Multa multis = Muita coisa com muitas palavras.

Formas de Jejum

Caminhada quaresmal
Formas de jejum
Interessante a iniciativa da Paróquia São Geraldo, na Arquidiocese de Belo Horizonte, no Brasil, para a caminhada da Quaresma, incentivando nos paroquianos o espírito de penitência próprio desse tempo litúrgico. Assim sendo, para cada domingo foi proclamado um jejum a ser vivido durante a semana, em vista do surgimento do Homem Novo, segundo Cristo.
Há quem substitua por elementos mais actuais como jejum da Internet, do Telemóvel, do Jornal, do Café, do açúcar, do Vinho ou do Carro próprio.
1ª Semana – Jejum da Língua: deixar de falar mal dos outros, superar o costume das palavras agressivas e palavrões. Procurar durante esta semana sempre falar das qualidades dos outros.
2ª Semana – Jejum dos Passos: evitar ir a lugares que podem levar a um espírito contrário à Quaresma. Visitar algum doente, fazendo de nossos passos o caminho da caridade.
3ª Semana – Jejum da Vista: Durante esta semana, quem está muito apegado a filmes ou novelas, deixar de vê-los. Purificar o nosso olhar tantas vezes cheio de maldades e impureza. Procurar admirar mais as coisas boas da natureza e as pessoas.
4ª Semana – Jejum do Gosto: entrar em comunhão com todos os que sofrem, evitando os alimentos que mais gostamos e doando o correspondente para pessoas necessitadas.
5ª Semana – Jejum do Coração: Desapegar-se daquilo que mais atrapalha o Reino de Deus em nosso relacionamento com as pessoas: o ciúme, a inveja, o ódio, Procurar amar as pessoas com o coração de Cristo.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Receita Quaresmal

Ano B - I Domingo Quaresma
Há dias um amigo meu sentiu-se bastante mal. Andava nervoso, stressado, impaciente, implicando com tudo e todos. Já não aguentava mais e já ninguém o suportava. Foi então a uma consulta. O médico, depois de o ter ouvido e observado passou-lhe a receita:
- Uma quarentena de recolhimento; uma dieta rigorosa; umas caminhadas a pé; um xarope purgante; umas vitaminas…
Daí a quarenta dias, lá voltou o doente para que o médico fizesse o ponto da situação ou da evolução.
- Então, sente-se melhor?
- Eu, mais ou menos… Mas reparo que os outros já estão muito melhores…
Pois é, ele é que tomava a medicina e os outros é que ficavam bons… Ele, como estava mais calmo começou a ver os outros da mesma maneira…
O mundo será melhor quando eu for melhor…

É precisamente o mesmo que está a acontecer connosco.
Também nós precisamos de uma consulta, o nosso Mestre ou Médico também nos passa uma receita:
- Uma quarentena = a Quaresma ou quarenta dias de recolhimento.
- Uma dieta rigorosa = o jejum, a abstinência, a renúncia, a penitência.
- Umas caminhadas ou exercícios físicos = a via-sacra.
- Um xarope purgante = a confissão ou reconciliação.
- Umas vitaminas tonificantes = Oração mais intensa e caridade mais diligente.

No final deste tempo, se o soubermos aproveitar, com certeza diremos como aquele amigo:
Eu começo a estar melhor, mas os outros ainda estão melhores…
Esta é a nossa caminhada quaresmal. Aproveitemos.