quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

A nova Arca da Aliança


Novena do Advento – 21 de dezembro

1ª reflexão

Depois do anúncio do Anjo, Maria parte apressadamente para ajudar na casa de Isabel e Zacarias.

Ninguém lhe sugeriu nada. Ela toma a iniciativa e vai.

A caridade é sempre criativa, toma sempre iniciativa e não se faz esperar.

 

2ª reflexão

Maria é apresentada no evangelho como a nova Arca da Aliança.

Arca que é feita por Deus e não por mãos humanas.

Faz o mesmo percurso desde as montanhas da Galileia às montanhas de Judeia que 1000 anos antes a Arca da Aliança tinha feito. São cerca de 190 quilómetros. Maria fê-los mais depressa, em cerca de 5 ou 6 dias. Partira apressadamente porque a caridade urge.

João Baptista exultou de alegria na presença de Maria, nova Arca. Repete-se o mesmo verbo que é usado para David a dançar de alegria na presença da Arca da Aliança.

Por fim, onde é que deve estar a Arca? No Santuário! É por isso que Maria subiu ao céu na Assunção.

Na Arca da Aliança do Antigo Testamento estavam as Tábuas da Lei, a Palavra de Deus.

Em Maria, nova Arca da Aliança do Novo Testamento, está o Verbo de Deus feito carne, Jesus Cristo.

 

Conclusão:

1ª – Sejamos tão criativos, generosos e diligentes como Maria na Visitação. O que temos a fazer façamos depressa. 

2ª – Sejamos também Arca do Verbo divino, a exemplo de Maria, levando o Senhor pelos caminhos da nossa vida. Somos Arcas da sua Palavra, da sua Imagem e Semelhança e acima de tudo do seu Corpo e Sangue.

 

Ver também:

E partiu apressadamente

A primeira missionária

 

E partiu apressadamente


Novena do Advento – 21 de dezembro

Cf. mensagem do Papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude 2022-2023

Maria Levantou-se e partiu apressadamente 

(Lc 1,39)

 

Maria levantou-se

Depois da Anunciação, Maria teria podido concentrar-se em si mesma… mas não. Levanta-se e sai para a luz do sol, onde há vida e movimento

Levanta-se e põe-se em movimento.

Maria torna-se templo de Deus, imagem da igreja em movimento, a igreja que sai e se coloca ao serviço, igreja portadora da Boa Nova.

A mãe do Senhor é modelo dos jovens em movimento.

 

E partiu apressadamente

Partiu com o entusiasmo que lhe vinha da alegria interior.

A graça do Espírito Santo não admite morosidades.

Por isso a pressa de Maria é ditada pela solicitude do serviço, do anúncio jubiloso, duma pronta resposta à graça do Espírito Santo.

Maria pensou mais nos outros do que em si mesma.

A pressa de Maria é a pressa típica daqueles que receberam dons extraordinários do Senhor e não podem deixar de partilhar, de fazer transbordar a graça imensa que experimentam.

Por isso não há lugar na Terra que não tenha sido visitado por Maria.

Movida por uma solicita ternura, a Mãe de Deus caminha no meio do seu povo e cuida das suas angústias e vicissitudes.

 

E encontrou-se com Isabel

A pressa impele-nos para o alto e para o outro

Quando Maria chega a casa de Zacarias e Isabel sucede um encontro maravilhoso.

Queridos jovens, é tempo de voltar a partir apressadamente para encontros concretos, para um real acolhimento de quem é diferente de nós, como a jovem Maria e a anciã Isabel.

Só assim superaremos as distâncias entre gerações, entre classes sociais, entre etnias, entre grupos e categorias de todo o género, e superaremos também as guerras.

Maria é o modelo de como acolher este imenso dom da nossa vida e comunica-lo aos outros, fazendo-nos por nossa vez portadores de Cristo, portadores do seu amor compassivo, do seu serviço generoso, à humanidade sofredora.


Conclusão

Que o Espírito Santo acenda nos nossos corações o desejo de nos levantarmos todos juntos, em estilo sinodal, abandonando falsas fronteiras.

O tempo de nos levantarmos é agora.

Levantemo-nos apressadamente.

E como Maria, levemos Jesus dentro de nós, para o comunicar aos outros.

 

Ver também:

Pôr-se a caminho

 

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Desceu para nos fazer subir


Novena do advento – 20 de dezembro

No mistério da Encarnação podemos observar dois movimentos:

- Um descendente

- Outro ascendente

 

Movimento descendente

Naquele tempo o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré… Tendo entrado onde ela estava disse: Ave, Maria cheia de graça, o Senhor está contigo.

Como uma câmara cinematográfica nós acompanhamos a descida do grandioso ao mais pequeno, do geral para o particular, do céu para a terra no mais simples.

É Deus, grandioso e todo poderoso, que desce a uma humilde casa, ao coração de uma humilde mulher, desconhecida, perdida naquele território dominado pelas forças romanas.

É Deus que desce e se faz humilde com os humildes.

Maria disse então:

Eis a humilde serva do Senhor, faça-se segundo a tua palavra.

Deus fez-se do tamanho de Maria ou Maria fez-se do tamanho de Deus na sua humildade.

 

Movimento ascendente

Na página seguinte do evangelho, a próxima palavra de Maria, aponta o segundo movimento.

Maria disse então: A minha alma engrandece a Deus meu Salvador… Deus exaltou os humildes.

O pequeno ou humilde torna-se grande aos olhos de Deus.

Deus fez-se humilde e pequeno, do nosso tamanho, para que nós possamos crescer com Ele.

Diante de Deus todos somos pequenos, mas Ele faz-nos crescer, elevar, transcender.

 

Ilustração:

Os alunos mais novos do Colégio foram, na primeira semana de aulas à capela. Mal chegaram, sentaram-se e ficaram à espera que eu lhes dissesse qualquer coisa. Sem proferir palavra, aproximei-me do Sacrário e ajoelhei-me. Mais tarde dirigi-lhes a palavra:

- Vocês repararam que, quando eu entrei na capela, não fui logo sentar-me. Quem é capaz de dizer porque é que fui ajoelhar-me ali à frente?

As respostas surgiram espontâneas: porque eu era padre e devia fazer isso, ou porque Jesus estava lá, ou porque fiquei a pensar sozinho no que lhes ia falar ou outras coisas parecidas.

Respondi-lhes que não era bem isso. Então, qual seria o verdadeiro motivo?

- Já sei. O Senhor Padre ajoelhou-se para se fazer pequenino.

Eu esperava que me respondessem que tinha sido para rezar à frente de Jesus e, afinal, apanhei aquela. De facto, a oração faz-nos pequeninos diante de Deus. Ajoelhar-se é, precisamente, a exteriorização dessa atitude. A partir desse dia, passei a ajoelhar-me com mais devoção.

 

Celebrar o Mistério da Encarnação e Nascimento de Jesus é celebrar este duplo movimento, é ajoelhar-se com Deus para nos elevarmos com Ele.

Deus fez-se pequenino para que pudéssemos crescer com Ele.

Quando ajoelhamos diante Dele, podemos recordar esse mistério da Encarnação.

De facto, quando rezamos o Credo, fazemos ima inclinação ou uma genuflexão às palavras: Encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e Se fez homem…

"Deus digna-se ser como nós. Digna-se fazer connosco um só corpo, para podermos fazer com Ele um só espírito. Deus faz-se semelhante ao homem, por amor do homem, para que o homem possa tornar-se semelhante a Deus" (CF. S. Máximo, Confessor).

 

Ver também:

A resposta de Maria

O anjo retirou-se

Deus conta contigo

Humildade

 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Zacarias ficou mudo porquê


Novena do advento – 19 de dezembro

Quem não tem fé não tem nada para anunciar,

é uma palavra vazia,

é uma boca fechada

é um mudo que não crê nas promessas.

 

Emudece Zacarias que não crê,

Sonha em silêncio José que crê.

Falam as mães: Isabel e Maria louvando e agradecendo, felizes por terem acreditado.

Exulta João Batista no seio de sua mãe na visita da Mãe do Salvador.

 

Palavra acolhida e acreditada faz nascer a vida, é a Palavra feita carne que não é mais muda mas anuncia aquilo que é Luz, Verdade, Amor.

 

Ver também:

Somos todos estéreis

 

domingo, 18 de dezembro de 2022

O sonho comanda a vida


Ano A – IV domingo do advento

Lições de JMJ, não da Jornada Mundial da Juventude, mas de Jesus, Maria e José, agentes principais do trecho do evangelho de hoje.


J de José

José despertando do sonho, fez como o anjo lhe dissera. José torna o sonho realidade. Faz do sonho de Deus o seu próprio sonho. E desse sonho tornado realidade nascem os tempos novos, a nova humanidade.

Aprendamos com José a por em prática os desígnios de Deus e a colaborar com Ele.

"É pelo sonho que vamos…" (CF. Sebastião da Gama)

"Sempre que “alguém” sonha,

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança." (CF. António Gedeão)

M de Maria

Ela trouxe o Filho de Deus ao mundo.

Nós podemos imitá-la, não na sua Imaculada Conceição, não na sua sempre virgem, na sua humildade ou santidade. Tudo isto está fora do nosso alcance.

Podemos sim ser como ela levando Deus aos nossos irmãos e levando os nossos irmãos até Deus.

J de Jesus

Ele é o Emanuel, o Deus connosco.

Ele é connosco para aprendermos a sermos com Ele.

Ele nasceu como nós para que sejamos capazes de viver como Ele.

 

À margem:

Hoje a cor da vela é o encarnado.

Na minha terra, quando eu era pequeno, as pessoas não diziam vermelho, mas encarnado.

Porquê?

- É a cor do sangue, da vida.

- É a cor do coração, da paixão ou do amor.

- É a cor da carne, porque o Verbo encarnou e habitou entre nós.

Não basta ir em frente (sinal verde), é preciso ir preparados e prevenidos (cor amarela).

Não basta ir cheios de alegria (cor rosa), é preciso ir com paixão e amor (cor encarnada).

Por fim, misturando todas estas cores teremos a cor branca da solenidade do Natal do Senhor, luz branca que desce do céu e que nos envolve na sua claridade.

 

Ver também:

Presença ativa

 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Prisioneiros, mas livres


4ª feira – III semana do advento

 

Prisioneiro, mas livre

João era prisioneiro de Herodes

Jeremias era prisioneiro do povo que não queria converter-se

Paulo prisioneiro dos romanos

Pedro prisioneiro de Nero

João da Cruz prisioneiro dos seus inimigos

Mas eram livres de si mesmos, tinham domínio de si mesmo

O seu coração vivia o amor.

 

Também os cegos eram libertados e passavam a ver

Os coxos eram libertados e começavam a andar

Os leprosos eram libertados e ficavam limpos

Os surdos eram libertados e passavam a ouvir

Os mortos eram libertados e ressuscitavam

E os pobres eram libertados e viviam o Evangelho do Reino.

Todos estes eram prisioneiros, mas foram libertados e livres.

 

Livre, mas prisioneiro

Eu sou livre, mas prisioneiro de mim mesmo

Prisioneiro do egoísmo

do desamor

do comodismo

do consumismo

da superficialidade

Vivo no mundo dos livres “escravos”

de pequenas ou grandes coisas.

Preciso de libertação interior

É a hora da liberdade

Posso ser prisioneiro, mas com o coração livre

Memória de São João da Cruz

Presbítero e doutor da Igreja

1542- 1591

 

É considerado o maior poeta entre todos os santos

E o maior santo entre todos os poetas.

 

Santa Teresa de Ávila, com 52 anos, encontrou João Yepes, com 25 anos, nas vésperas da sua ordenação sacerdotal. Este manifestou-lhe o desejo de ir para a Cartuxa para lá fazer uma entrega mais generosa ao Senhor. Teresa respondeu-lhe:

- Para quê queres ir buscar fora o que podes encontrar dentro da tua própria ordem?

E convidou-o a unir-se à sua reforma institucional.

Ele aceitou o desafio e tornou-se o primeiro frade Carmelita Descalço e mudou o nome para João da Cruz.

Escreveu muito não como entretenimento, mas para ensinar como percorrer o caminho do seguimento de Cristo e ultrapassar as dificuldades desse seguimento.

Os seus primeiros escritos poéticos e místicos foram compostos em 1578, precisamente no cárcere, aos 35 anos. Os adversários da reforma carmelita queriam frustrar a sua ação e reforma.

 

Ver também:

A resposta dos pobres

 

Ver ainda:

Santo, poeta e místico

 

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Melhor que dizer é fazer


3ª feira – III semana do advento

 

Um pai tinha dois filhos.

Disse a cada um:

- Filho vai trabalhar para a vinha...

 

Deus é o Pai destes filhos.

- Todos são diferentes, ninguém é igual a ninguém e Deus é Pai de todos.

- Cada um tem defeitos. Um diz que sim e não faz, outro diz não quero e arrepende-se. Afinal são todos iguais, pois todos são pecadores. E Deus é Pai de todos.

- O que interessa não é o que se diz, mas o que se faz. E Deus é Pai de todos.

 

Ver também:

Vou, não vou

 

Ver ainda:

Luzir para Deus

 

domingo, 11 de dezembro de 2022

Dia da rosa e da alegria


Ano A – III domingo do advento

A liturgia consagra este dia à alegria e à cor rosa

É o domingo do Gaudete que pode ser celebrado com paramentos de cor rosa.

Para além de ser o domingo da alegria passou a ser o domingo rosa ou da rosa porque antigamente o Papa abençoava as rosas (de ouro) que no Natal oferecia aos príncipes como gratidão por defenderem a igreja.

 

Alegria

Não basta ir em frente (cor verde), não basta ir preparados e prevenidos (cor amarela) é preciso ir com alegria (cor rosa). Assim se sucedem as velas e as cores da Coroa do Advento.

Mas afinal, qual é a cor da alegria?

A alegria não tem cor. A alegria é que é a cor para pintar todas as situações.

Quem faz com alegria aquilo que faz torna-se feliz, fica satisfeito e não se cansa tanto.

Pintemos todos os momentos da nossa vida com a alegria e tudo será melhor.

 

Rosa

Ela dá-nos 3 lições:

Lição de alegria – A rosa é a rainha do jardim. Ela embeleza, enfeita. Ela é a alegria do canteiro e da casa. Aprendamos com ela a embelezar, a encher de alegria o lugar onde Deus nos plantou.

Lição de caridade – O seu perfume é como a caridade silenciosa, pois o barulho não faz bem e o bem não faz barulho. A rosa partilha e contagia o seu aroma sem dizer nada. Além disso fica sempre um pouco de perfume nas mãos que partilham rosas, nas mãos que sabem ser caridosas.

Lição de sacrifício – As rosas têm espinhos para nos lembrar que todas as coisas belas têm espinhos e que os espinhos podem ter flores. Esses espinhos servem para termos mais cuidado ao lidar com as rosas, maior defesa e proteção. Os espinhos das rosas ensinam-nos a partilhar os nossos sacrifícios.

 

À margem:

João Baptista mandou fazer uma pergunta a Jesus.

Jesus respondeu, mas não tanto com palavras. Respondeu através de ações, de gestos ou atos: Os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem e os mortos ressuscitam. Jesus testemunha a sua identidade como Messias não tanto através de palavras, mas acima de tudo com obras.

Aprendamos também a testemunhar que somos filhos de Deus, cristãos e batizados, não apenas através de palavras, mas acima de tudo com gestos concretos, com a vida toda.

 

Ver também:

Esperando com alegria

 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Dançar ou chorar com Jesus


6ª feira – II semana do advento

 

Jesus apresenta-se como um menino que diz aos outros meninos:

- Eu toquei flauta e vós não dançastes; entoei lamentações e vós não chorastes…

Ou seja, Jesus veio para sofrer connosco e nós não queremos sofrer com ele ou não queremos que ele sofra connosco.

Ele veio para cantar connosco e nós não queremos cantar com ele ou não queremos que ele cante connosco.

Veio rezar connosco e não queremos rezar com ele ou não queremos que ele reze connosco.

Veio viver connosco e não queremos viver com ele ou não queremos que ele viva connosco.

Veio caminhar connosco e não queremos caminhar com ele ou não queremos que ele caminhe connosco.

 

Isto porquê?

Porque nós cantamos quando devíamos chorar

E choramos quando devíamos cantar.

Porque nós pedimos quando devíamos agradecer

E agradecemos quando devíamos pedir.

Porque nós falamos quando devíamos ficar calados

E calamos quando devíamos falar.

 

Jesus nasceu como nós, para nos ensinar a viver como ele.

 

À margem:

Porque é que Jesus nos compara a crianças?

Não por sermos caprichosos, mas porque devemos ser semelhantes a ele, pequeninos simples e humildades.

E também porque é mais fácil educar uma criança do que corrigir um adulto.

 

 

Ver também:

Insatisfeitos

Chorar ou cantar?

 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

AVE, o contrário de EVA


Solenidade da Imaculada Conceição

da Virgem Santa Maria

Padroeira de Portugal

A primeira celebração do culto da Imaculada Conceição em Portugal decorreu no dia 8 de dezembro de 1320, em Coimbra e consagrou-se com a coroação de Nossa Senhora da Conceição em Vila Viçosa como Rainha e Padroeira de Portugal durante as cortes de 1646.

 

Ave, o contrário de Eva.

Tudo o que foi perdido por orgulho e desobediência, a Santíssima Virgem ganhou por humildade e submissão.

Ela é a serva perfeita, que se doou inteiramente a vontade de Deus.

Ave cheia de graça, o Senhor é Contigo!

EVA                                               AVE Maria

Mãe dos viventes                                Mãe dos crentes

Mãe dos homens                                 Mãe do Filho de Deus

Mãe dos pecadores                             Mãe dos redimidos

Entrou o pecado                                  Entrou a graça

Sim ao Maligno                                   Sim a Deus

Visitado pela serpente                         Visitada pelo Anjo

Sedução e desobediência                     Obediência e serviço

Orgulho                                              Humildade

Mulher pecadora                                 Mulher triunfante

Virgem corrupta                                  Virgem Imaculada

 

Com quem nos queremos identificar?

Com EVA ou com AVE Maria?

De quem queremos ser filhos?

De EVA ou da AVE Maria?

Somos filhos de ambas porque somos pecadores, mas, no entanto, fomos redimidos ou salvos.

Quando rezamos a AVE Maria identificámo-nos com Maria e não com EVA.

Quando rezamos a AVE Maria estamos a recordar a nós mesmos que queremos ser de Maria e não de EVA.

Ao recitar o terço do Rosário não dizemos nenhuma vez a palavra EVA.

Pelo contrário dizemos 53 vezes a AVE Maria.

Assim dizemos que estamos com ela.

No entanto dizemos também 53 vezes a palavra PECADORES, porque não quem se reconhece pecador não está no caminho da salvação.

As palavras têm poder.

É por isso que o terço é uma oração tão poderosa.

Digamos com as palavras do Evangelho, através da recitação do Terço, que somos de AVE Maria e não de EVA.

 

Ver também:

Um duplo sim

 

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Um pastor perdido de amor


3ª feira – II semana de advento

 

Podemos orientar o nosso olhar para duas personagens diferentes.

- Para a ovelha perdida

- Para o Pastor da ovelha

Não sei se é o Pastor que tem os olhos parecidos com os da ovelha ou se é a ovelha que tem os mesmos olhos que o seu Pastor. Também não sei se é o Pastor que tem o cheiro da ovelha ou se é a ovelha que tem o cheiro do seu Pastor. Nem sei se é o Pastor que encosta a sua cabeça à ovelha ou se é esta que encosta a sua cabeça à do Pastor. Só sei que ambos têm um mesmo olhar de ternura.


- Em primeiro lugar nós dizemos que é a parábola da ovelha perdida, mas com toda a propriedade devíamos chamar de Parábola da ovelha encontrada.

De facto, o mais importante não foi que a ovelha se perdeu, mas que foi encontrada. Nós continuamos a realçar sempre o negativo e não o positivo. Tenho a impressão que Jesus, como bom pastor, deixou que a ovelha se perdesse para que fosse encontrada. O mais importante não é a primeira situação, mas a segunda.

Não falemos naqueles que se perderam, mas naqueles que se encontraram.

 

- Depois olhemos para o Pastor da ovelha que foi encontrada.

Ele é que é um pastor perdido. Ele é perdido de amor para com o seu rebanho, é um pastor perdido de amor por cada uma das suas ovelhas. Não pode haver mais nenhuma ovelha perdida, porque o Pastor é perdido de amores por elas.

 

Ver também:

As 99 que ficaram

A ovelha desobediente

Apazcentar