5ª Feira da Oitava da Páscoa
Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés…
Para lhes dizer que Ele foi crucificado e trespassado uma vez e ficou crucificado e trespassado para todo o sempre e não precisa de ser outra vez crucificado.
Assim também os discípulos foram redimidos e salvos uma vez para todo o sempre…
quinta-feira, 28 de abril de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Emaús
4ª Feira da Oitava Pascal
Os discípulos de Emaús
Quando é que os discípulos se encontravam mais perto de Cristo?
Quando escutavam as palavras que não entendiam, ou quando compreendiam as palavras que já não escutavam?
Tenho a certeza quer numa quer noutra situação Deus está sempre lá.
Quando os discípulos escutavam as palavras que não entendiam, era Cristo que estava mais perto deles...
Quando compreendiam as palavras que já não escutavam, eram os discípulos que estavam mais perto de Cristo.
Os discípulos de Emaús
Quando é que os discípulos se encontravam mais perto de Cristo?
Quando escutavam as palavras que não entendiam, ou quando compreendiam as palavras que já não escutavam?
Tenho a certeza quer numa quer noutra situação Deus está sempre lá.
Quando os discípulos escutavam as palavras que não entendiam, era Cristo que estava mais perto deles...
Quando compreendiam as palavras que já não escutavam, eram os discípulos que estavam mais perto de Cristo.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Não me detenhas
3ª Feira da Oitava da Páscoa
No Evangelho de hoje Jesus diz a Maria Madalena: Não me detenhas... vai dizer aos meus discípulos. Ela vai e diz-lhes: Vi o Senhor...
Não me toques, não me detenhas, não me abraces, pois eu ressuscitei...
Agora só podes abraçar-me pela fé, só podes tocar-me através da tua devoção, só podes ver-me através dos olhos do teu coração.
E eu pensava que Jesus tinha dado uma repreensão a Madalena, numa espécie de mira mira não me toques e afinal foi uma ocasião de Madalena apresentar uma grande lição para a posteridade:
Tocar, abraçar e ver fisicamente, agora já não.
O abraço e o olhar já não podem ser visíveis:
Abraçar sim, mas pela fé; ver sim, mas com o coração; e tocar sim, com com a devoção.
Obrigado Madalena por esta lição.
No Evangelho de hoje Jesus diz a Maria Madalena: Não me detenhas... vai dizer aos meus discípulos. Ela vai e diz-lhes: Vi o Senhor...
Não me toques, não me detenhas, não me abraces, pois eu ressuscitei...
Agora só podes abraçar-me pela fé, só podes tocar-me através da tua devoção, só podes ver-me através dos olhos do teu coração.
E eu pensava que Jesus tinha dado uma repreensão a Madalena, numa espécie de mira mira não me toques e afinal foi uma ocasião de Madalena apresentar uma grande lição para a posteridade:
Tocar, abraçar e ver fisicamente, agora já não.
O abraço e o olhar já não podem ser visíveis:
Abraçar sim, mas pela fé; ver sim, mas com o coração; e tocar sim, com com a devoção.
Obrigado Madalena por esta lição.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Ele não conheceu a corrupção
2ª Feira da Oitava de Páscoa
Três mensagens da liturgia da Palavra deste dia:
1ª Cristo não conheceu corrupção. Se Ele, ressuscitado, não conheceu nem a corrupção da alma nem a do corpo, foi para que conseguíssemos pelos menos não cair na corrupção da alma, já que a do corpo não nos é possível.
2ª Madalena foi a correr... dizer aos discípulos que fossem imediatamente para a Galileia...
É o ritmo da páscoa, apressado, a correr, com urgência. De facto ninguém pode ficar parado ou inactivo.. É preciso correr, pôr-se a mexer, já que Páscoa quer dizer passagem...então passemos já.
3ª Afinal onde está o Corpo de Cristo? Os discípulos levaram-no...isto é, o corpo de Cristo está nos seus discípulos... Está em nós.
Estar vivo
Ano A - Domingo de Páscoa
"Quem é vivo, sempre aparece..."
"Quem é vivo, sempre aparece..."
Conheci um velhinho que raramente ia à missa. Mas no dia de Páscoa lá estava sempre.
- Porquê? É para se lembrar que afinal Deus ainda está vivo?
- Não. É para mostrar a Deus que eu ainda estou vivo. E para me lembrar a mim mesmo que preciso dos outros e que preciso de Deus. Ele pode contar assim comigo tal como os outros também.
A etimologia confirma o sentir deste homem. Parece-me que o verbo EXISTIR vem do latim “Ex-sistere”, que quer dizer sair de si. Só existe realmente quem sai de si mesmo, quem vai ao encontro dos outros, porque o homem é um ser em relação. Também o pronome pessoal EU, deriva de “Egeo”, verbo que significa necessito dos outros. É frente aos outros que eu me defino, no mais íntimo do meu ser.
Ao celebrarmos a Páscoa do Senhor, saboreemos a vida que partilhamos com Deus e com os outros. Mostremos que estamos vivos. Precisamos de Deus vivo para nos lembrarmos que não estamos sós. Precisamos dos outros para nos recordarmos que devemos estar disponíveis, porque também eles precisam de nós.
Se Cristo ressuscitou, se quis ficar eternamente vivo, é porque vale a pena viver e que a vida é bela. O melhor agradecimento dessa prova é vivermos com alegria, com Deus e com os outros.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Trinta moedas
4ª Feira da Semana Santa
Trinta moedas de prata foi o preço combinado para Judas entregar o seu amigo Jesus.
Antes de mais, digo eu, Jesus foi vendido com a prata da casa, pois foi um amigo, um dos seus, alguém que comia do mesmo prato... A prata dessas moedas era PRATA DA CASA.
(Ainda hoje quem o atraiçoa são os que deviam estar mais próximos, são os da casa)
Depois, diz o livro do Êxodo, 21, 32: Se o boi escornear um escravo ou uma escrava, dar-se-á trinta moedas de prata ao seu senhor.
Trinta moedas de prata era o que se pagava por um escravo.
Esse foi o desprezível e mesquinho preço oferecido pela vida do Salvador.
(Mas fico a pensar que essa quantia é o preço de um escravo, mas esse escravo não é Jesus mas aquele que o traiu. Foi Judas quem se vendeu por esse valor como escravo... Jesus não foi vendido, pois o escravo foi Judas...)
Trinta moedas de prata foi o preço combinado para Judas entregar o seu amigo Jesus.
Antes de mais, digo eu, Jesus foi vendido com a prata da casa, pois foi um amigo, um dos seus, alguém que comia do mesmo prato... A prata dessas moedas era PRATA DA CASA.
(Ainda hoje quem o atraiçoa são os que deviam estar mais próximos, são os da casa)
Depois, diz o livro do Êxodo, 21, 32: Se o boi escornear um escravo ou uma escrava, dar-se-á trinta moedas de prata ao seu senhor.
Trinta moedas de prata era o que se pagava por um escravo.
Esse foi o desprezível e mesquinho preço oferecido pela vida do Salvador.
(Mas fico a pensar que essa quantia é o preço de um escravo, mas esse escravo não é Jesus mas aquele que o traiu. Foi Judas quem se vendeu por esse valor como escravo... Jesus não foi vendido, pois o escravo foi Judas...)
terça-feira, 19 de abril de 2011
Trevas de Judas
3ª Feira da Semana Santa
No seu livro Jesus de Nazaré da Entrada em Jerusalém até à Ressurreição, o Papa Bento XVI (que faz hoje precisamente 6 anos que foi eleito Papa) escreve acerca do episódio de Judas no Evangelho de hoje:
Para João aquilo qe aconteceu a Judas já não é explicável psicologicamente. Acabou sob o domínio de outrem: quem rompe a amizade com Jesus, quem se recusa a carregar o seu jugo suave não chega à liberdade, não se torna livre, antes pelo contrário torna-se escravo de outras potências; ou mesmo: o fato de atraiçoar essa amizade já resulta da intervenção de outro poder, ao qual se abriu...
João conclui dramaticamente o trecho sobre Judas com estas palavras: (Judas) tendo tomado o bocado de pão, saíu logo. Era noite.
Judas vai para fora num sentido mais profundo: entra na noite, vai-se embora da luz para a escuridão. o poder das trevas apoderou-se dele...
No seu livro Jesus de Nazaré da Entrada em Jerusalém até à Ressurreição, o Papa Bento XVI (que faz hoje precisamente 6 anos que foi eleito Papa) escreve acerca do episódio de Judas no Evangelho de hoje:
Para João aquilo qe aconteceu a Judas já não é explicável psicologicamente. Acabou sob o domínio de outrem: quem rompe a amizade com Jesus, quem se recusa a carregar o seu jugo suave não chega à liberdade, não se torna livre, antes pelo contrário torna-se escravo de outras potências; ou mesmo: o fato de atraiçoar essa amizade já resulta da intervenção de outro poder, ao qual se abriu...
João conclui dramaticamente o trecho sobre Judas com estas palavras: (Judas) tendo tomado o bocado de pão, saíu logo. Era noite.
Judas vai para fora num sentido mais profundo: entra na noite, vai-se embora da luz para a escuridão. o poder das trevas apoderou-se dele...
domingo, 17 de abril de 2011
Domingo de Ramos
Ano A - Domingo de Ramos
"Perguntaram um dia à Madre Teresa de Calcutá o que sentia quando entrava numa sala cheia de gente entusiasmada, de pé, a aplaudi-la.
A pergunta era maliciosa. Ficava na mesma? Isso significaria que ela era insensível. Ficava lisongeada? Bem, então talvez não fosse assim tão santa como parecia...
Ela nem hesitou na resposta:
Ficava contentissima! Quando tal acontecia, ao ouvir os aplausos, enquanto andava, pensava em Jesus entrando de burro em Jerusalém entre hosanas de uma multidão entusiasmada e ficava contentíssima.
Ela, claro, era o burro que transportava Jesus! Um burro feliz...
(Cf. Nuno Tavar de Lemos, O Principe e a Lavadeira)
Neste dia de Ramos, possamos nós dizer a Jesus:
- Aqui estou, Senhor, um burrinho pobre e sarnento... Em que poderei te servir?
E Jesus poderá responder:
- Filho, um burrinho pobre e sarnento foi o meu trono mais precioso em Jerusalém.
sábado, 16 de abril de 2011
Grande Paixão
Domingo de Ramos ou da Paixão do Senhor
Explicava eu que o Domingo de Ramos é também conhecido como o Domingo da Paixão.
- Porquê?
- Porque é lida a narração da Paixão de Jesus. E tu sabes o que é a Paixão?
- Eu não. Se fosse a minha paixão, eu sabia responder, mas a de Jesus não sei quem é.
- Quem é?! Que queres tu dizer?
- Então o senhor padre não sabe que a minha paixão é a Susana?
Percebi então que para aqueles garotos, uma paixão era um grande amor, uma pessoa concreta. Ter paixão é estar apaixonado por alguém. Pensei então em perguntar às pessoas mais crescidas o que era uma paixão. Responderam que era os sofrimentos que Jesus padeceu. Fiquei a pensar como seria diferente se se compreendesse a Paixão do Senhor como o seu grande amor.
Paixão dos homens é amor, paixão de Deus é sofrimento. Não serão dois aspectos da mesma realidade? O sofrimento não faz parte do amor e vice-versa?
Contemplemos o amor sem medida de Jesus na sua paixão, morte e ressurreição. Essa amor é a força dos fracos e a fraqueza dos fortes.
Todos nós nos revemos no Domingo da Paixão. Todos estamos envolvidos como acusadores ou como vítimas, flagelando e sendo flagelados, crucificando e sendo crucificados, tirando a liberdade e exigindo a nossa liberdade, ferindo e sendo feridos.
A paixão de Cristo é a nossa própria paixão porque um dia a nossa paixão foi a sua própria paixão.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Renúncia quaresmal
O rei D. João II, foi informado de que um dos seus servos estava gravemente doente e não queria tomar o remédio. O rei foi visitá-lo. Confortou-o e tentou convencê-lo a ingerir o medicamento. O doente recusou-se dizendo:
- Eu já sofro muito. Não quero mais sofrimento. O remédio é tão amargo, que não suportarei mais essa dor...
Então o rei, visivelmente impaciente, tomou ele próprio o remédio amargo que o doente recusava e bebeu alguns goles. Depois disse:
- Eu, o rei, são de corpo e de mente, por teu amor tomei esta amarga bebida; e tu, servo doente, não tomarás este pouco que resta por meu amor e para tua salvação?
E o servo, já decidido, ingeriu de uma só vez todo o remédio, para estar ao nível do amor do seu rei, e a cura não se fez esperar.
Jesus Cristo fez o mesmo por nosso amor.
Estamos na Quaresma, tempo de penitência ou sacrifícios, tempo de esforço e de curas. É preciso decidir-se a tomar a cruz para seguir um pouco mais além. Para isso necessitamos do estímulo e do exemplo dos outros, bem como da nossa coragem e discernimento.
Vivemos num tempo em que toda a gente se queixa que já não se aprende a sofrer. Estamos habituados a ter uma vida fácil e sucumbimos ao menor obstáculo. O Papa João Paulo II escreveu sobre o sofrimento no mundo contemporâneo: “O homem é chamado a dar amor através do sofrimento. O sofrimento conduz o homem em direcção ao futuro. Não deveríamos preocupar-nos com quantos de nós sofrem, mas com tantos de nós que não sabem sofrer.”
A renúncia quaresmal é uma oportunidade para exercitar a nossa vontade e coragem e para aprender a assumir os pequenos sofrimentos. Só assim estaremos bem treinados para acolher qualquer dificuldade da vida.
A penitência vivifica o homem. E não é apenas por uma questão de disciplina que nos faz falta. O sofrimento engrandece o homem, por isso o homem pode engrandecer o sofrimento. Como? O que temos a suportar, podemos levá-lo ou como uma coroa ou como um jugo. O que leva a sua dor como uma coroa, enobrece-se, transformando a sua dor em coroa. O que leva a sua dor como um jugo, rebaixa-se.
O Pe. Dehon escreveu no Directório Espiritual: “Carregar a cruz externamente e por necessidade não basta. É preciso abraçá-la com amor, carregá-la com alegria e coragem, desejá-la com ardor.”
Impacientou-se
3ª Feira – V Semana Quaresma
No deserto, o povo de Deus impacientou-se…
Dizia o Pe. Ângelo Caminati, SCJ:
Paciência é o que se quer!
É aquela virtude que metade dos homens pratica e que a outra metade faz praticar os outros…
Santa Catarina de Sena dá-nos 3 razões para não perdermos a paciência.
1. Pensar como a vida é breve. Nem do dia de amanhã estamos seguros. Relativamente às dificuldades do passado, nós não mais as sofremos. Resta-nos tolerar o momento presente que é fugaz.
2. Considerar as vantagens do sofrimento. Diz São Paulo que não há comparação entre as dificuldades presentes e o prémio da glória que nos está prometido.
3. Pensar nos males que sobrevêm aos que padecem na ira e na impaciência – tristeza nesta vida, castigo na outra, dor acrescentada agora, pena no além.
No deserto, o povo de Deus impacientou-se…
Dizia o Pe. Ângelo Caminati, SCJ:
Paciência é o que se quer!
É aquela virtude que metade dos homens pratica e que a outra metade faz praticar os outros…
Santa Catarina de Sena dá-nos 3 razões para não perdermos a paciência.
1. Pensar como a vida é breve. Nem do dia de amanhã estamos seguros. Relativamente às dificuldades do passado, nós não mais as sofremos. Resta-nos tolerar o momento presente que é fugaz.
2. Considerar as vantagens do sofrimento. Diz São Paulo que não há comparação entre as dificuldades presentes e o prémio da glória que nos está prometido.
3. Pensar nos males que sobrevêm aos que padecem na ira e na impaciência – tristeza nesta vida, castigo na outra, dor acrescentada agora, pena no além.
domingo, 10 de abril de 2011
Ser reeditado
Ano A - V Domingo da Quaresma
Antigamente havia o curioso costume das pessoas, em vida, prepararem o seu epitáfio. Benjamim Franklin, no seu início de carreira, como tipógrafo, preparou também a sua inscrição tumular, bastante original: “ O corpo de Benjamim Franklin, tipógrafo, como a capa de um velho livro que perdeu a moldura e o título, aqui jaz. Mas a obra não desaparecerá pois, como sempre acreditou, reaparecerá de novo numa edição melhor, corrigida e ampliada pelo Autor.”
A vida parece de facto um livro. Quanto mais avançamos, mais podemos ver o seu sentido, a solução do seu enredo. À medida que vamos desfolhando cada dia, tanto mais nos envolvemos. Parece que somos uma obra-prima à procura do seu Autor. Não há páginas em branco, mas quantos riscos, palavras distorcidas. Cada folha não voltará atrás. Um dia, mais tarde, a edição completa, perfeita, será recebida na biblioteca da eternidade. A morte não é fim, mas fronteira de vida nova.
A experiência de Lázaro, o amigo de Jesus, mostra que tudo o que é velho passou. Regressando à vida, anuncia o renascer da nova edição. A ressurreição de Lázaro é argumento de fé pois muitos, ao verem o acontecimento, acreditaram nele. Jesus ajuda a ler esses acontecimentos da vida.
É morrendo que se ressuscita. É saindo, para fora, que nos caem as ligaduras. O que seremos depois já o somos agora, ressuscitados na fé e na esperança.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Em segredo
6ª Feira - IV Semana da Quaresma
"Jesus partiu também para a festa..., mas em segredo."
Toda a gente deseja este autêntico tempo de festa da vida eterna; é um desejo natural, porque todos os homens querem naturalmente ser felizes. Mas não basta desejar. É por Ele mesmo que devemos seguir a Deus e procurá-lo. Muitos gostariam de ter o antegozo do verdadeiro e grande dia de festa, desse grandioso encontro, e lamentam-se que não lhes seja dado. Quando, na oração, não fazem a experiência de um dia de festa no fundo de si próprios, e não sentem a presença de Deus, entristecem-se. Rezam menos, fazem-no de mau humor, dizendo que não sentem Deus e que é por isso que a acção e a oração os aborrecem. Aí está o que o homem não deve fazer nunca. Nunca devemos fazer nenhuma obra desanimados, porque Deus está sempre presente e, ainda que não o sintamos, todavia ele veio secretamente à festa.
(Cf. Jean Tauler, 1300-1361, Estrasburgo)
E eu acrescento:
Se devemos ter cuidado quando rezamos ou fazemos algo, pois Deus vem marcar a sua presença em segredo, com muito mais razão devemos estar atemtos quando celebramos a Eucaristia, pois Deus às claras está presença e deliberadamente vem ter connosco.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Toma a tua enxerga
3ª Feira - IV Semana da Quaresma
No Evangelho de hoje Jesus aconselha a tomar a enxerga e ir em frente...
Isto quer dizer que as nossas limitações, parilisias, pesadelos, frustrações etc devem ser atiradas para trás para que possamos avançar.
Mas também me faz lembrar uma fábula clássica:
Os dois fardos ou as duas sacolas que os homens trazem: um à frente para as virtudes e um atrás para os defeitos. Assim cada um só pode ver as suas virtudes, pois os defeitos próprios estão para trás. Mas consegue ver os defeitos dos outros e os outros vêm os nossos defeitos...
E eu corrijo a fábula:
Os burros de carga têm um alforge com duas sacolas, uma de cada lado.
Nós homens temos também um alforge com duas sacolas, mas uma à frente e outra atrás.
Assim podemos atirar para trás tudo o que nos atrapalha.
Mas ainda bem que assim é, pois se os nossos defeitos ficassem à frente, com certeza iriam pesar mais e dificultariam o nosso andar.
É preciso atirar para trás a nossa enxerga e ir em frente.
No Evangelho de hoje Jesus aconselha a tomar a enxerga e ir em frente...
Isto quer dizer que as nossas limitações, parilisias, pesadelos, frustrações etc devem ser atiradas para trás para que possamos avançar.
Mas também me faz lembrar uma fábula clássica:
Os dois fardos ou as duas sacolas que os homens trazem: um à frente para as virtudes e um atrás para os defeitos. Assim cada um só pode ver as suas virtudes, pois os defeitos próprios estão para trás. Mas consegue ver os defeitos dos outros e os outros vêm os nossos defeitos...
E eu corrijo a fábula:
Os burros de carga têm um alforge com duas sacolas, uma de cada lado.
Nós homens temos também um alforge com duas sacolas, mas uma à frente e outra atrás.
Assim podemos atirar para trás tudo o que nos atrapalha.
Mas ainda bem que assim é, pois se os nossos defeitos ficassem à frente, com certeza iriam pesar mais e dificultariam o nosso andar.
É preciso atirar para trás a nossa enxerga e ir em frente.
domingo, 3 de abril de 2011
O cego e a onça
Ano A - IV Domingo Quaresma
3 ecos da prática do evangelho de hoje
1º
Ser cego é ter vistas curtas.
É preciso alargar os horizontes, ver mais além...
2º
Ser cego é olhar só para si mesmo...
Contaram-me esta história da onça:
Farta de ver os outros animais bem feios, a nça, pintada, sentiu desejo de se ver a si mesma, pois achava-se a única bonita.
Foi então ao cirurgião para que lhe mudasse os olhos: em ves de estarem virados para fora, que ficassem virados para dentro para que pudesse ver-se a si mesma e deliciar-se com a sua própria beleza.
O cirurgião fez-lhe a vontade.
Quando acordou, após uma operação de sucesso, a onça queixou-se que via tudo negro, tudo escuro...
- Mas eu sou tão bonita, porque é que vejo tudo negro?
- É que os olhos foram feitos para ver a beleza dos outros e não para a nossa própria beleza. Os olhos foram feiras para serem virados para fora e não para dentro...
Quando alguém só se vê a si mesmo, é cego e verá tudo negro ou escuro...
3º Ser cego é não ver a luz pequenina que temos dentro de nós.
Mesmo que nós caíssemos na tentação da onça e os nossos olhos ficassem virado para dentro, nós cristãos poderíamos muito bem olhar para dentro e com certeza não veríamos tudo preto ou escuro como a onça porque temos uma luz dentro de nós - é a luz da fé que recebemos no nosso baptismo e que devemos deixar brilhar. Além disso temos também a luz da presença de Deus no nosso coração...
3 ecos da prática do evangelho de hoje
1º
Ser cego é ter vistas curtas.
É preciso alargar os horizontes, ver mais além...
2º
Ser cego é olhar só para si mesmo...
Contaram-me esta história da onça:
Farta de ver os outros animais bem feios, a nça, pintada, sentiu desejo de se ver a si mesma, pois achava-se a única bonita.
Foi então ao cirurgião para que lhe mudasse os olhos: em ves de estarem virados para fora, que ficassem virados para dentro para que pudesse ver-se a si mesma e deliciar-se com a sua própria beleza.
O cirurgião fez-lhe a vontade.
Quando acordou, após uma operação de sucesso, a onça queixou-se que via tudo negro, tudo escuro...
- Mas eu sou tão bonita, porque é que vejo tudo negro?
- É que os olhos foram feitos para ver a beleza dos outros e não para a nossa própria beleza. Os olhos foram feiras para serem virados para fora e não para dentro...
Quando alguém só se vê a si mesmo, é cego e verá tudo negro ou escuro...
3º Ser cego é não ver a luz pequenina que temos dentro de nós.
Mesmo que nós caíssemos na tentação da onça e os nossos olhos ficassem virado para dentro, nós cristãos poderíamos muito bem olhar para dentro e com certeza não veríamos tudo preto ou escuro como a onça porque temos uma luz dentro de nós - é a luz da fé que recebemos no nosso baptismo e que devemos deixar brilhar. Além disso temos também a luz da presença de Deus no nosso coração...
Ser cego
Ano A - IV Domingo Quaresma
Num grupo de jovens, estávamos a reflectir sobre o episódio evangélico da cura do cego de nascença. Pedi que cada um apresentasse uma condição dessa limitação física. Seleccionei estas quatro, que mostram a sensibilidade juvenil:
1º Um cego não pode piscar o olho. Antigamente, piscar o olho era sinal de declaração amorosa. Assim o cego estava impedido de manifestar, desse modo, os seus sentimentos. Jesus repõe-lhe essa capacidade.
2º Um cego só consegue ver com a ponta dos dedos. Ao ser curado, recupera a capacidade de conhecer, não só com a ponta dos dedos mas com todas as suas potencialidades.
3º Um cego conhece o mundo com os olhos dos outros. Por isso, Jesus ao curá-lo, está a devolver a possibilidade de fazer a sua própria experiência. Assim se compreende a reacção dos seus pais: “Perguntai-lho. Ele já tem idade para responder por ele próprio.”
4º Num cego, quais são as janelas da alma? Para uma pessoa comum, são os olhos... O cego de nascença tinha uma grande alma, por isso acreditou em Jesus. Este, curou-o, isto é, abriu-lhe o coração ou a alma. “O Principezinho” descobriu esse segredo: O essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração”.
Também nós somos cegos? Perguntaram os ouvintes de Jesus e perguntemos também nós. E a resposta é sim, quando não nos comunicamos, quando não aprendemos com todo o nosso ser, quando não fazemos a nossa própria experiência e quando fechamos o nosso coração.
Num grupo de jovens, estávamos a reflectir sobre o episódio evangélico da cura do cego de nascença. Pedi que cada um apresentasse uma condição dessa limitação física. Seleccionei estas quatro, que mostram a sensibilidade juvenil:
1º Um cego não pode piscar o olho. Antigamente, piscar o olho era sinal de declaração amorosa. Assim o cego estava impedido de manifestar, desse modo, os seus sentimentos. Jesus repõe-lhe essa capacidade.
2º Um cego só consegue ver com a ponta dos dedos. Ao ser curado, recupera a capacidade de conhecer, não só com a ponta dos dedos mas com todas as suas potencialidades.
3º Um cego conhece o mundo com os olhos dos outros. Por isso, Jesus ao curá-lo, está a devolver a possibilidade de fazer a sua própria experiência. Assim se compreende a reacção dos seus pais: “Perguntai-lho. Ele já tem idade para responder por ele próprio.”
4º Num cego, quais são as janelas da alma? Para uma pessoa comum, são os olhos... O cego de nascença tinha uma grande alma, por isso acreditou em Jesus. Este, curou-o, isto é, abriu-lhe o coração ou a alma. “O Principezinho” descobriu esse segredo: O essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração”.
Também nós somos cegos? Perguntaram os ouvintes de Jesus e perguntemos também nós. E a resposta é sim, quando não nos comunicamos, quando não aprendemos com todo o nosso ser, quando não fazemos a nossa própria experiência e quando fechamos o nosso coração.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Apresentação de Livro
Foi no dia 25 de Março, no auditório do Museu Casa da Luz, a apresentação d um novo livro da Professora Gizela Dias da Silva.
RASGOS DA MINHA INFÂNCIA
Gizela Dias da Silva - Texto
Louisa Isabel Roldão – Ilustração
Editorial Eco do Funchal, Março 2011
Fomos convidados para o lançamento do Livro “Rasgos da minha infância”.
Engana-se quem está à espera da apresentação de um livro.
Não se trata de um livro, de mais um livro, e já lá vão 8 desta mesma autora, mas sim de uma viagem.
De facto é de uma viagem que se trata:
Lemos na página 4: “Agora, que despejei no papel … vou terminar meu relato… Melhor falando: vou pôr um ponto final a esta viagem que me propõe sedução.”
É uma viagem que nos leva longe:
Lemos na página 30: “Que saudade me transporta aos meus tempos de infância”.
Viagem que não esquece malas e bagagens, como lemos na página 32: “ Encerro a bagagem que me deram no trem das minhas memórias.”
Viagem com trajecto delineado, pois lemos na página: “Que lindo trajecto efectuado, por mim, na travessia do meu íntimo”.
Ou na mesma página: “ Apenas trazia consigo o entusiasmo do enfoque e a contenção do percurso.”
Não é uma viagem qualquer: é uma viagem, não para fora, mas ao íntimo de si mesmo.
Mas é uma viagem feita também no terreno: Cancela, Caniço, São Gonçalo – lugares que por coincidência fazem parte também da minha experiência de menino e moço. Mas a geografia da nossa infância é sempre universal, pois não é o local que nos marca, nós é que marcamos o local. Não é a experiência que nos dignifica, nós é que dignificamos a experiência. Enfim, não é o que fazemos que nos valoriza, nós é que a valorizamos tudo o que de mais simples fazemos.
Esta viagem tem 15 etapas – os 15 títulos ou episódios ou memórias de tempos idos, tempos a tempo renascidos.
Viagem reveladora de novas paisagens, largos horizontes, cores diferentes: cada história a sua tonalidade, cada episódio a sua cor, cada memória o seu movimentos. É uma viagem narrada e projectada: é um livro para se ver e ouvir. É uma viagem de texto (Gizela Dias da Silva) e ilustração (Louisa Isabel Roldão).
O risco, a cor, o traço, a forma, o escuro, o claro, o desenho, a pintura, outras histórias fazem dessas histórias. Outros contos, outras perspectivas das mesmas paisagens vieram realçar a vida dessas histórias.
No dia em que a Louisa Isabel Roldão acrescenta mais um ano à sua jovem vida, dá-nos o prazer, pelas suas ilustrações nesta obra, de acrescentar mais vida aos nossos anos, às nossas memórias.
É uma viagem pelo mundo da criatividade, uma viagem misteriosa, que se vai recriando à medida que vamos penetrando “nas origens do infinito” (Momentos de sonho). Tudo é criado e recriado.
Parte-se das simplistas brincadeira de antigamente, onde cada criança fazia os seus próprios brinquedos: as bonecas de trapo, os joeiras, as papoilas transformadas em bailarinas…
Mas a criatividade não se esgotava na arte de confeccionar. Alarga-se também pela personificação, pela vida e dinâmica que se lhes transmite: Ser mamã de uma boneca, ou uma gatinha transformada em brinquedo, ou um canteiro ajardinado pelos anjos, ou pôr as plantas a dormir, ou ainda o sonho de querer casar com as rosas…
A mesma criatividade alarga-se não apenas através da evocação do passado mas também através das ilustrações, como contributos abertos à sua potencialidade máxima. E nós hoje continuamos a viajar e a alargar os horizontes dessa acção criadora através da leitura, da contemplação e da nossa fantasia…
É também uma viagem de recordações… São constantes as evidências deste exercício da memória: rever, recordar, reviver, reencontrar, encontrar-se com o passado, marcas da infância, confrontar o hoje com o ontem, saudade, nostalgia… são alguns exemplos.
E eu posso concluir:
Todos dizem que recordar é viver, é reviver, é trazer do passado, é desenterrar, é ressuscitar, é dar nova vida.
Eu também pensava assim que Recordar é viver!
Mas hoje descobri o contrário, e foram estes rasgos que me despertaram para uma verdade diferente:
Recordar não é viver, viver é que é recordar,
Viver é recordar, é nunca se esquecer, viver é marcar, viver é eternamente celebrar. Mais do que recordações da minha vida, quero manter a vida das minhas recordações, porque recordar não é viver, viver é que é recordar.
Finalmente este livro, mais do que uma viagem é uma peregrinação…é um percurso que nos transcende, é um trajecto que nos engrandece, é uma caminhada envolvida de mensagens, uma escalada ou ascese rumo à eternidade.
Destaco algumas mensagens, ipsis verbis:
“Todo o bem que fazemos fica por Deus registado nas páginas do historial da Humanidade.”
“As tradições respeitam-se e transportam-nos nas asas do tempo…”
“Todas as pessoas têm sonhos… adormecidos no seu peito…”
“A vida é cheia de encontros, ou melhor, de reencontros... Saibamos procurá-los.”
“A vida sem luta é como um campo que nada produz…”
Rasgos da minha infância é pois um livro de viagens…
É uma viagem rasgada, traçada, delineada… mas aberta como sulcos cavados pela criatividade e imaginação, com esforço e dedicação.
Obrigado à autora Gizela Dias da Silva por nos propor desta maneira a viagem mais difícil e a mais importante de se fazer: a viagem até ao mais íntimo do nosso coração.
Obrigado e bem haja!
(Foto de Alfredo Rodrigues, Jornal da Madeira)
quinta-feira, 31 de março de 2011
Cronologia
Ao terminar Março, o mês mais dehoniano, partilhamos a uma cronologia da vida de Leão Dehon
Mais do que somar 82 anos à sua vida, queremos contemplar a vida que ele somou aos seus 82 anos.
1843 – Ano 0
14 de Março = Nasceu Leão Dehon em La Capelle (Aisne) França.
1844 – Ano 1
O avô de Leão Dehon, Sr. Hipólito Dehon, durante décadas foi o Regedor de La Capelle, e como tal, foi ele quem fez o registo do nascimento do seu neto.
1845 – Ano 2
Também o pai de Leão Dehon, Sr. Júlio Alexandre Dehon, foi o Regedor de La Capelle durante vários anos.
1846 – Ano 3
19 de Setembro = É a data mais longínqua das recordações de Leão Dehon: três anos e meio. A sua mãe e as suas tias falavam muito da aparição da Virgem Maria a La Salette e das suas lágrimas.
1847 – Ano 4
Leão Dehon teve uma febre cerebral aos 4 anos de Idade. A mãe julgou perder o filho, mas foi curado.
1848 – Ano 5 Leão Dehon nunca deixava a companhia da sua mãe. Enquanto o irmão ia e vinha com seu pai, Leão Dehon ficava em casa e seguia a mãe… A bela alma da mãe passava assim para o seu filho.
1849 – Ano 6
Leão Dehon ia à igreja primeiramente para o banco com a sua mãe… Mais tarde começou a ir para a tribuna do pensionato e um colega ensinou-lhe a seguir as funções pelo seu missal.
1850 – Ano 7
Tinha cerca de 7 anos quando um bispo veio crismar e ao atravessar a igreja abençoava as crianças. Deu a beijar a Leão Dehon a sua cruz dizendo: É a cruz do meu santo predecessor…
1851 – Ano 8
Ao voltar do Pensionato sofreu um acidente numa noite de inverno com um tempo horrível, no meio de turbilhões de neve. Chocou com um cavalo, ficou derrubado no chão e a roda do carro atingiu-o na cabeça junto à orelha. Ficou-lhe uma certa surdez para toda a vida.
1852 – Ano 9
Leão Dehon recebeu influência constante da sua mãe. Tomou dela o gosto pela oração e pelas coisas religiosas. Brincava às capelas…
1853 – Ano 10
O último ano no Pensionato de La Capelle foi particularmente mau para Leão Dehon que se mostrou orgulhoso, altivo e intransigente…
1854 – Ano 11
04 de Junho = Recebeu a Primeira Comunhão na Igreja Paroquial de La Capelle.
1855 – Ano 12
01 de Outubro = Juntamente com o seu irmão Henrique iniciou os seus estudos no Colégio de Hazebrouck.
1856 – Ano 13
25 de Dezembro = Sentiu pela primeira vez o apelo vocacional para o Sacerdócio.
1857 – Ano 14
01 de Junho = Recebeu o Crisma na capela do Colégio de Poperingh, Bélgica, pelo Bispo de Bruges.
1858 – Ano 15
Verão = Durante as férias Leão Dehon foi com o pai ao castelo e parque de Chimmay, na Bélgica. Visitou a Trapa que o fascinou…
1859 – Ano 16
17 de Agosto = Obteve o Bacharelato em Letras.
1860 – Ano 17
12 de Julho = Obteve o Bacharelato em Ciências no Politécnico de Paris.
1861 – Ano 18
Abril a Junho = Primeira viagem à Grã-Bretanha.
1862 – Ano 19
18 de Agosto = Leão Dehon obteve a Licenciatura em Direito.
1863 – Ano 20
12 Agosto a 11 de Novembro = Viagem pela Europa – Reno, Baviera, Áustria, Prússia, Suécia…
1864 – Ano 21
23 de Agosto = Iniciou a Viagem pelo Palestina e Médio Oriente.
1865 – Ano 22
25 de Outubro = Entrou no Seminário de Santa Clara, fazendo os seus estudos de filosofia na Universidade Gregoriana.
1866 – Ano 23
25 de Julho = Fez a Licenciatura em Filosofia.
1867 – Ano 24
21 de Dezembro = Recebeu o Sub-diaconado.
1868 – Ano 25
19 de Dezembro = Foi ordenado sacerdote em São João Latrão, Roma.
1869 – Ano 26
08 de Dezembro = Iniciou-se o Concílio Vaticano, no qual o Pe. Leão Dehon desempenhou a função de estenógrafo.
1870 – Ano 27
19 de Julho = Obteve a Licenciatura em Direito Canónico.
1871 – Ano 28
03 de Novembro = Foi nomeado 7º vigário da Basílica de São Quintino, na Diocese de Soissons.
1872 – Ano 29
23 de Junho = Fundou uma espécie de oratório com o nome de Patronato ou Obra de São José, em São Quintino
1873 – Ano 30
1 de Novembro = Fundou o Círculo Católico de São Quintino.
1874 – Ano 31
Novembro = Fundou o primeiro jornal católico local, ‘O Conservador de Aisne’.
1875 – Ano 32
15 de Maio = Foi nomeado 2º vigário da Basílica de São Quintino.
1876 – Ano 33
24 de Outubro = Foi nomeado Cónego Honorário da Catedral de Soissons.
1877 – Ano 34
16 a 31 de Julho = Deu início ao seu noviciado e escreveu as primeiras Constituições.
1878 – Ano 35
28 de Junho = Fez os seus primeiros votos como Primeiro Oblato do Coração de Jesus. Foi o dia da fundação da Congregação.
1879 – Ano 36
27 de Agosto = O Pe. Dehon estando gravemente doente, a Irmã Maria de Jesus, das Servas do Coração de Jesus, ofereceu a sua vida por ele.
1880 – Ano 37
O irmão do Pe. Dehon, Henrique, foi também Regedor de La Capelle, dando continuidade, por eleição, do mesmo serviço prestado pelo avô e pelo pai durante vários anos.
1881 – Ano 38
29 de Dezembro = Ocorreu um incêndio no Colégio São João.
1882 – Ano 39
11 de Fevereiro = Em La Capelle morreu o Pai do Pe. Dehon.
1883 – Ano 40
19 de Março = Em La Capelle morreu a mãe do Pe. Dehon.
1884 – Ano 41
29 de Março = Recebeu o decreto do Santo Ofício a autorizar a reconstituição da Congregação agora com o nome de Sacerdotes do Coração de Jesus.
1885 – Ano 42
02 de Agosto = D. Thibaudier, bispo de Soissons, aprovou ‘ad experimentum’ as novas Constituições SCJ
1886 – Ano 43
15 a 16 de Setembro = Primeiro Capítulo Geral da Congregação SCJ.
1887 – Ano 44
02 de Outubro = O Pe. Dehon enviou à Santa Sé a relação sobre a Congregação para obter a sua aprovação.
1888 – Ano 45
25 de Fevereiro = Documento ‘Breve Louvor’ em que o Leão XIII deu a aprovação à Congregação SCJ.
1889 – Ano 46
25 de Janeiro = Fundou a revista ‘O Reino do Coração de Jesus nas almas e nas sociedades’.
1890 – Ano 47
06 de Agosto = O Pe. Dehon apresentou o novo Directório Espiritual SCJ.
1891 – Ano 48
15 de Maio = Foi publicada a encíclica de Leão XIII, ‘Rerum Novarum’ que deu impulso ao apostolado social do Pe. Dehon.
1892 – Ano 49
Agosto - Dezembro = o Pe. Dehon participou em vários congressos, assembleias e reuniões de obras sociais.
1893 – Ano 50
28 de Junho = Pe. Dehon é nomeado por D. Duval, presidente da comissão diocesana dos estudos sociais.
1894 – Ano 51
20 de Agosto = Publicou o ‘Manual Social Cristão’.
1895 – Ano 52
O Pe. Dehon publicou ‘A Usura no tempo presente’.
1896 – Ano 53
Dezembro = Publicação do ‘Retiro do Coração de Jesus’.
1897 – Ano 54
10 de Abril = Leão XIII nomeou o Pe. Dehon ‘Consultor do Índex’
1898 – Ano 55
25 de Novembro = Publicação do ‘Catecismo Social’
1899 – Ano 56
14 a 15 de Setembro = Quinto Capítulo Geral da Congregação SCJ.
1900 – Ano 57
26 de Março a 03 de Abril = O Pe. Dehon visitou Portugal ( Lisboa, Almada, Sintra, Alcobaça, Batalha, Leiria, Coimbra, Porto, Vila Nova de Gaia e Matosinhos)
1901 – Ano 58
Maio = Publicou ‘A vida de amor para com o Coração de Jesus’.
1902 – Ano 59
09 de Novembro = Começou o Sexto Capítulo Geral SCJ em Lovaina
1903 – Ano 60
28 de Março = Os religiosos SCJ são expulsos de São Quintino na perseguição religiosa da França.
1904 – Ano 61
08 de Agosto = Erecção em Prefeitura da missão SCJ de Stanley-Falls e nomeação de D. Grison SCJ como Prefeito Apostólico.
1905 – Ano 62
O Pe. Dehon publicou ‘Coroas de Amor’
1906 – Ano 63
04 de Julho = Aprovação definitiva da Congregação SCJ
1907 – Ano 64
O Pe. Dehon publicou o ‘Coração Sacerdotal de Jesus’
1908 – Ano 65
O Pe. Dehon publicou ‘O plano da Franco-Maçonaria’
1909 – Ano 66
O Pe. Dehon publicou “Mil léguas na América do Sul” no qual fala da sua escala em Portugal e dos portugueses no Brasil.
1910 – Ano 67
Viagem à volta do mundo: Canadá, USA, Japão, Coreia, China, Filipinas, Java, Ceilão, Índia, Palestina…
1911 – Ano 68
02 de Março = Regresso do Pe. Dehon à França depois da Volta ao Mundo.
1912 – Ano 69
14 de Março = O Pe. Dehon publicou ‘Memórias’.
1913 – Ano 70
01 de Junho = Consagração da igreja São Martinho, cuja construção muito se deveu ao Pe. Dehon.
1914 – Ano 71
Início da I Guerra Mundial = O Pe. Dehon ficou retido em São Quintino e escreveu aí o seu Testamento Espiritual.
1915 – Ano 72
15 de Novembro = Morreu o empresário Leão Harmel, amigo e companheiro das obras sociais do Pe. Dehon.
1916 – Ano 73
01 de Julho = Bombardeamento aéreo de São Quintino.
1917 – Ano 74
Março = Evacuação de São Quintino. O Pe. Dehon foi deportado para a Bélgica. O Papa Bento XV chamou-o a Roma.
1918 – Ano 75
22 de Dezembro = O Pe. Dehon celebrou em Roma os 50 anos do seu Sacerdócio.
1919 – Ano 76
Julho = Publicação de ‘O Ano com o Coração de Jesus’ e ‘A vida interior’.
1920 – Ano 77
18 de Maio = Bênção e colocação da primeira pedra da Basílica do Coração de Jesus em Roma.
1921 – Ano 78
04 de Março = Foi entregue oficialmente e com todos os poderes as missões da Finlândia à Congregação SCJ.
1922 – Ano 79
18 de Julho = O Pe. Dehon eleito Superior Geral vitalício, com aprovação da Santa Sé.
1923 – Ano 80
05 de Dezembro = Aprovação definitiva das Constituições SCJ pela Santa Sé.
1924 – Ano 81
Maio = As novas Constituições SCJ foram impressas e promulgadas pelo Pe. Dehon.
1925 – Ano 82
12 de Agosto, às 12h10 = morreu piedosamente em Bruxelas.
Mais do que somar 82 anos à sua vida, queremos contemplar a vida que ele somou aos seus 82 anos.
1843 – Ano 0
14 de Março = Nasceu Leão Dehon em La Capelle (Aisne) França.
1844 – Ano 1
O avô de Leão Dehon, Sr. Hipólito Dehon, durante décadas foi o Regedor de La Capelle, e como tal, foi ele quem fez o registo do nascimento do seu neto.
1845 – Ano 2
Também o pai de Leão Dehon, Sr. Júlio Alexandre Dehon, foi o Regedor de La Capelle durante vários anos.
1846 – Ano 3
19 de Setembro = É a data mais longínqua das recordações de Leão Dehon: três anos e meio. A sua mãe e as suas tias falavam muito da aparição da Virgem Maria a La Salette e das suas lágrimas.
1847 – Ano 4
Leão Dehon teve uma febre cerebral aos 4 anos de Idade. A mãe julgou perder o filho, mas foi curado.
1848 – Ano 5 Leão Dehon nunca deixava a companhia da sua mãe. Enquanto o irmão ia e vinha com seu pai, Leão Dehon ficava em casa e seguia a mãe… A bela alma da mãe passava assim para o seu filho.
1849 – Ano 6
Leão Dehon ia à igreja primeiramente para o banco com a sua mãe… Mais tarde começou a ir para a tribuna do pensionato e um colega ensinou-lhe a seguir as funções pelo seu missal.
1850 – Ano 7
Tinha cerca de 7 anos quando um bispo veio crismar e ao atravessar a igreja abençoava as crianças. Deu a beijar a Leão Dehon a sua cruz dizendo: É a cruz do meu santo predecessor…
1851 – Ano 8
Ao voltar do Pensionato sofreu um acidente numa noite de inverno com um tempo horrível, no meio de turbilhões de neve. Chocou com um cavalo, ficou derrubado no chão e a roda do carro atingiu-o na cabeça junto à orelha. Ficou-lhe uma certa surdez para toda a vida.
1852 – Ano 9
Leão Dehon recebeu influência constante da sua mãe. Tomou dela o gosto pela oração e pelas coisas religiosas. Brincava às capelas…
1853 – Ano 10
O último ano no Pensionato de La Capelle foi particularmente mau para Leão Dehon que se mostrou orgulhoso, altivo e intransigente…
1854 – Ano 11
04 de Junho = Recebeu a Primeira Comunhão na Igreja Paroquial de La Capelle.
1855 – Ano 12
01 de Outubro = Juntamente com o seu irmão Henrique iniciou os seus estudos no Colégio de Hazebrouck.
1856 – Ano 13
25 de Dezembro = Sentiu pela primeira vez o apelo vocacional para o Sacerdócio.
1857 – Ano 14
01 de Junho = Recebeu o Crisma na capela do Colégio de Poperingh, Bélgica, pelo Bispo de Bruges.
1858 – Ano 15
Verão = Durante as férias Leão Dehon foi com o pai ao castelo e parque de Chimmay, na Bélgica. Visitou a Trapa que o fascinou…
1859 – Ano 16
17 de Agosto = Obteve o Bacharelato em Letras.
1860 – Ano 17
12 de Julho = Obteve o Bacharelato em Ciências no Politécnico de Paris.
1861 – Ano 18
Abril a Junho = Primeira viagem à Grã-Bretanha.
1862 – Ano 19
18 de Agosto = Leão Dehon obteve a Licenciatura em Direito.
1863 – Ano 20
12 Agosto a 11 de Novembro = Viagem pela Europa – Reno, Baviera, Áustria, Prússia, Suécia…
1864 – Ano 21
23 de Agosto = Iniciou a Viagem pelo Palestina e Médio Oriente.
1865 – Ano 22
25 de Outubro = Entrou no Seminário de Santa Clara, fazendo os seus estudos de filosofia na Universidade Gregoriana.
1866 – Ano 23
25 de Julho = Fez a Licenciatura em Filosofia.
1867 – Ano 24
21 de Dezembro = Recebeu o Sub-diaconado.
1868 – Ano 25
19 de Dezembro = Foi ordenado sacerdote em São João Latrão, Roma.
1869 – Ano 26
08 de Dezembro = Iniciou-se o Concílio Vaticano, no qual o Pe. Leão Dehon desempenhou a função de estenógrafo.
1870 – Ano 27
19 de Julho = Obteve a Licenciatura em Direito Canónico.
1871 – Ano 28
03 de Novembro = Foi nomeado 7º vigário da Basílica de São Quintino, na Diocese de Soissons.
1872 – Ano 29
23 de Junho = Fundou uma espécie de oratório com o nome de Patronato ou Obra de São José, em São Quintino
1873 – Ano 30
1 de Novembro = Fundou o Círculo Católico de São Quintino.
1874 – Ano 31
Novembro = Fundou o primeiro jornal católico local, ‘O Conservador de Aisne’.
1875 – Ano 32
15 de Maio = Foi nomeado 2º vigário da Basílica de São Quintino.
1876 – Ano 33
24 de Outubro = Foi nomeado Cónego Honorário da Catedral de Soissons.
1877 – Ano 34
16 a 31 de Julho = Deu início ao seu noviciado e escreveu as primeiras Constituições.
1878 – Ano 35
28 de Junho = Fez os seus primeiros votos como Primeiro Oblato do Coração de Jesus. Foi o dia da fundação da Congregação.
1879 – Ano 36
27 de Agosto = O Pe. Dehon estando gravemente doente, a Irmã Maria de Jesus, das Servas do Coração de Jesus, ofereceu a sua vida por ele.
1880 – Ano 37
O irmão do Pe. Dehon, Henrique, foi também Regedor de La Capelle, dando continuidade, por eleição, do mesmo serviço prestado pelo avô e pelo pai durante vários anos.
1881 – Ano 38
29 de Dezembro = Ocorreu um incêndio no Colégio São João.
1882 – Ano 39
11 de Fevereiro = Em La Capelle morreu o Pai do Pe. Dehon.
1883 – Ano 40
19 de Março = Em La Capelle morreu a mãe do Pe. Dehon.
1884 – Ano 41
29 de Março = Recebeu o decreto do Santo Ofício a autorizar a reconstituição da Congregação agora com o nome de Sacerdotes do Coração de Jesus.
1885 – Ano 42
02 de Agosto = D. Thibaudier, bispo de Soissons, aprovou ‘ad experimentum’ as novas Constituições SCJ
1886 – Ano 43
15 a 16 de Setembro = Primeiro Capítulo Geral da Congregação SCJ.
1887 – Ano 44
02 de Outubro = O Pe. Dehon enviou à Santa Sé a relação sobre a Congregação para obter a sua aprovação.
1888 – Ano 45
25 de Fevereiro = Documento ‘Breve Louvor’ em que o Leão XIII deu a aprovação à Congregação SCJ.
1889 – Ano 46
25 de Janeiro = Fundou a revista ‘O Reino do Coração de Jesus nas almas e nas sociedades’.
1890 – Ano 47
06 de Agosto = O Pe. Dehon apresentou o novo Directório Espiritual SCJ.
1891 – Ano 48
15 de Maio = Foi publicada a encíclica de Leão XIII, ‘Rerum Novarum’ que deu impulso ao apostolado social do Pe. Dehon.
1892 – Ano 49
Agosto - Dezembro = o Pe. Dehon participou em vários congressos, assembleias e reuniões de obras sociais.
1893 – Ano 50
28 de Junho = Pe. Dehon é nomeado por D. Duval, presidente da comissão diocesana dos estudos sociais.
1894 – Ano 51
20 de Agosto = Publicou o ‘Manual Social Cristão’.
1895 – Ano 52
O Pe. Dehon publicou ‘A Usura no tempo presente’.
1896 – Ano 53
Dezembro = Publicação do ‘Retiro do Coração de Jesus’.
1897 – Ano 54
10 de Abril = Leão XIII nomeou o Pe. Dehon ‘Consultor do Índex’
1898 – Ano 55
25 de Novembro = Publicação do ‘Catecismo Social’
1899 – Ano 56
14 a 15 de Setembro = Quinto Capítulo Geral da Congregação SCJ.
1900 – Ano 57
26 de Março a 03 de Abril = O Pe. Dehon visitou Portugal ( Lisboa, Almada, Sintra, Alcobaça, Batalha, Leiria, Coimbra, Porto, Vila Nova de Gaia e Matosinhos)
1901 – Ano 58
Maio = Publicou ‘A vida de amor para com o Coração de Jesus’.
1902 – Ano 59
09 de Novembro = Começou o Sexto Capítulo Geral SCJ em Lovaina
1903 – Ano 60
28 de Março = Os religiosos SCJ são expulsos de São Quintino na perseguição religiosa da França.
1904 – Ano 61
08 de Agosto = Erecção em Prefeitura da missão SCJ de Stanley-Falls e nomeação de D. Grison SCJ como Prefeito Apostólico.
1905 – Ano 62
O Pe. Dehon publicou ‘Coroas de Amor’
1906 – Ano 63
04 de Julho = Aprovação definitiva da Congregação SCJ
1907 – Ano 64
O Pe. Dehon publicou o ‘Coração Sacerdotal de Jesus’
1908 – Ano 65
O Pe. Dehon publicou ‘O plano da Franco-Maçonaria’
1909 – Ano 66
O Pe. Dehon publicou “Mil léguas na América do Sul” no qual fala da sua escala em Portugal e dos portugueses no Brasil.
1910 – Ano 67
Viagem à volta do mundo: Canadá, USA, Japão, Coreia, China, Filipinas, Java, Ceilão, Índia, Palestina…
1911 – Ano 68
02 de Março = Regresso do Pe. Dehon à França depois da Volta ao Mundo.
1912 – Ano 69
14 de Março = O Pe. Dehon publicou ‘Memórias’.
1913 – Ano 70
01 de Junho = Consagração da igreja São Martinho, cuja construção muito se deveu ao Pe. Dehon.
1914 – Ano 71
Início da I Guerra Mundial = O Pe. Dehon ficou retido em São Quintino e escreveu aí o seu Testamento Espiritual.
1915 – Ano 72
15 de Novembro = Morreu o empresário Leão Harmel, amigo e companheiro das obras sociais do Pe. Dehon.
1916 – Ano 73
01 de Julho = Bombardeamento aéreo de São Quintino.
1917 – Ano 74
Março = Evacuação de São Quintino. O Pe. Dehon foi deportado para a Bélgica. O Papa Bento XV chamou-o a Roma.
1918 – Ano 75
22 de Dezembro = O Pe. Dehon celebrou em Roma os 50 anos do seu Sacerdócio.
1919 – Ano 76
Julho = Publicação de ‘O Ano com o Coração de Jesus’ e ‘A vida interior’.
1920 – Ano 77
18 de Maio = Bênção e colocação da primeira pedra da Basílica do Coração de Jesus em Roma.
1921 – Ano 78
04 de Março = Foi entregue oficialmente e com todos os poderes as missões da Finlândia à Congregação SCJ.
1922 – Ano 79
18 de Julho = O Pe. Dehon eleito Superior Geral vitalício, com aprovação da Santa Sé.
1923 – Ano 80
05 de Dezembro = Aprovação definitiva das Constituições SCJ pela Santa Sé.
1924 – Ano 81
Maio = As novas Constituições SCJ foram impressas e promulgadas pelo Pe. Dehon.
1925 – Ano 82
12 de Agosto, às 12h10 = morreu piedosamente em Bruxelas.
terça-feira, 29 de março de 2011
Amigo, servo e santo
3ª Feira - III Semana da Quaresma
Na 1ª Leitura são recordados a Deus os 3 patriarcas: Abraão seu amigo, Isaac seu servo e Israel seu santo.
Para além de ser uma referência a 3 personalidades, nós podemos uni-las numa única entidade, como se fossem uma pessoa colectiva. Assim, essa pessoa apresentava 3 qualidades distintas. Mas podemos aplicar melhor - a ordem com que nos são apresentados é muito significativa. Primeiro amigo, depois servo e por fim santo. Se fores bom amigo, com certeza serás um bom servo e chegarás a santo.
Peço a Deus que me conceda estas virtudes por esta ordem bíblica: se amigo para ser bom servo e chegar a ser santo!
Na 1ª Leitura são recordados a Deus os 3 patriarcas: Abraão seu amigo, Isaac seu servo e Israel seu santo.
Para além de ser uma referência a 3 personalidades, nós podemos uni-las numa única entidade, como se fossem uma pessoa colectiva. Assim, essa pessoa apresentava 3 qualidades distintas. Mas podemos aplicar melhor - a ordem com que nos são apresentados é muito significativa. Primeiro amigo, depois servo e por fim santo. Se fores bom amigo, com certeza serás um bom servo e chegarás a santo.
Peço a Deus que me conceda estas virtudes por esta ordem bíblica: se amigo para ser bom servo e chegar a ser santo!
sábado, 26 de março de 2011
Água Viva
Ano A - III Domingo da Quaresma
No diálogo com a Samaritana, junto ao poço de Jacob, Jesus apresenta-se como fonte de água que jorra para a eternidade. É como a água que vem do alto, lembrando-nos que é divino. Reparte-se em mil gotas, sem perder a sua identidade e para se fazer chegar a todos. Transforma-se em seiva viva de cada um, é fonte de energia e sinal de purificação.
A iconografia cristã representa essa fonte divina no coração trespassado de Jesus, derramando o seu amor para saciar a nossa sede de salvação.
Todos nós bebemos desta fonte viva. Não podemos estagnar.
- Senhor Padre, qual é a diferença entre a água benta e a água normal?
- A água benta é água normal que recebeu uma benção. É símbolo de Cristo que se apresentou como fonte de água viva.
- E o que é água viva?
- Então tu não sabes? – atalhou um seu colega – Quando a água está a mexer-se nós dizemos que ela está viva. Não é assim, Senhor Padre?
- É pois! - Respondi pensativo. É Cristo que se mexe e que põe-nos a mexer também, e nos faz renascer e reviver. Jesus é a água que corre para a eternidade.
- A água benta é água normal que recebeu uma benção. É símbolo de Cristo que se apresentou como fonte de água viva.
- E o que é água viva?
- Então tu não sabes? – atalhou um seu colega – Quando a água está a mexer-se nós dizemos que ela está viva. Não é assim, Senhor Padre?
- É pois! - Respondi pensativo. É Cristo que se mexe e que põe-nos a mexer também, e nos faz renascer e reviver. Jesus é a água que corre para a eternidade.
Entre os gregos, as fontes eram divindades veneradas como doadoras da fertilidade, protectoras do casamento. A Bíblia vê nelas a figura da vida eterna que jamais seca, mas também expressão do renascimento baptismal. Tanto pode ser criativa como destrutiva, conforme o simbolismo pascal do morrer e ressuscitar.
No diálogo com a Samaritana, junto ao poço de Jacob, Jesus apresenta-se como fonte de água que jorra para a eternidade. É como a água que vem do alto, lembrando-nos que é divino. Reparte-se em mil gotas, sem perder a sua identidade e para se fazer chegar a todos. Transforma-se em seiva viva de cada um, é fonte de energia e sinal de purificação.
A iconografia cristã representa essa fonte divina no coração trespassado de Jesus, derramando o seu amor para saciar a nossa sede de salvação.
Todos nós bebemos desta fonte viva. Não podemos estagnar.
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