terça-feira, 17 de outubro de 2023

Inácio ou o homem de fogo


Memória litúrgica de Santo Inácio de Antioquia, Bispo e mártir, devorado pelas feras no Coliseu de Roma em 107.

Inácio de Antioquia viveu na Síria e chegou a conhecer os apóstolos Pedro e Paulo.

Foi levado prisioneiro para Roma e lançada às feras.

1 - Homem de fogo: O seu nome Inácio deriva de Ignis, isto é, fogo. Este nome faz jus às expressões de intenso amor a Cristo. Tinha de facto um coração ardente, um coração de fogo.

2 - As suas palavras inflamadas de amor a Cristo e à Igreja ficaram na lembrança de todas as gerações futuras: "Deixem-me ser a comida das feras pelas quais me será dado saborear Deus. Eu sou o trigo de Deus. Tenho de ser triturado pelos dentes das feras para tornar-me pão puro de Cristo. Mais me aproveita morrer em Cristo Jesus do que imperar até os confins da terra…

3 - Mais vale ser cristão sem o dizer, do que dizê-lo sem o ser. Fica muito bem ensinar, desde que se pratique o que se ensina.


O vermelho pode resumir a mensagem de hoje:

- Vermelho do sangue do martírio.

- Vermelho do fogo do coração ardente.

- Vermelho da proibição de mostrar sem o ser ou de ensinar sem praticar.

 

Ver também:

Inácio de Antioquia

Igreja Católica

 

Pela Paz na Terra Santa


Dia de Jejum, abstinência e de oração pela paz na Terra Santa em sintonia com a proposta da Assembleia dos Bispos Católicos da Terra Santa.

Senhor Jesus Cristo,

a Terra Santa é mais uma vez atingida

pela violência, o ódio e a morte.

Senhor, olha com misericórdia para a terra

que foi a Tua casa terrena.

Acolhe os mortos no Teu Reino.

Consola os que estão de luto,

os feridos ou os que fogem.

Que todos os que têm medo e desespero

sintam a Tua presença.

Tu és a nossa paz e a luz das nações,

pões fim à espiral de terror e sofrimento

na Terra Santa e em todo o Médio Oriente!

Faz com que a paz e a justiça

voltem a florescer nestes lugares sagrados.

Tu és o nosso refúgio.

Faz com que todos encontrem

proteção no Teu Amor.

Tem piedade de nós e do nosso tempo.

Ámen.

Miraculosa Rainha Dos Céus

(para rezar, cantar ou chorar)

 

Nossa Senhora, mãe de Jesus

Dá-nos a graça da tua luz

Virgem Maria, divina flor

Dá-nos a graça do teu amor

 

Miraculosa rainha dos céus

Sob o teu manto, tecido de luz

Faz com que a guerra se acabe na terra

E haja entre os homens a paz de Jesus

 

Se em teu regaço, bendita mãe

Toda amargura remédio tem

As nossas almas pedem que vás

Junto da guerra, fazer a paz!

 

Pelas crianças, flores em botão

Pelos velhinhos sem lar, nem pão

Pelos soldados que à guerra vão

Senhora, escuta a nossa oração!

 


quinta-feira, 12 de outubro de 2023

Cinquenta moedas de ouro


Hoje tive oportunidade de fazer uma procissão das velas na paróquia onde sirvo.


As mensagens foram muitas:

 

1ª – Em geral pedimos que Nossa Senhora olhe pela nossa terra, pela terra onde nascemos, e nos traga a paz. Hoje é o contrário. Pedimos que Maria de Nazaré olhe pela sua própria terra, a terra onde ela própria nasceu e lhe traga a paz. Rezamos pela paz no mundo sobretudo na Ucrânia e Rússia e Israel e Palestina.

 

2ª – Um rapazinho, talvez influenciado pelos familiares adultos, veio ter comigo para dizer que não achava bem rezar o terço. Pois era repetir a mesma coisa 50 vezes. Não tinha sentido rezar tantas ave-marias seguidas.

Ouvi calmamente e disse-lhe depois:

- Eu tenho aqui 50 euros que alguém me pediu para ajudar alguém. Aceitas essa oferta?

- Sim. Obrigado por se lembrar de mim – disse o garoto.

- Mas olha que são 50 euros em moedas. Queres na mesma?

- Porque não? Não importa se é em moedas ou se em notas.

- Sim, mas olha bem que são 50 euros em 50 moedas de 1 euro, todas iguais, repetidas, com o mesmo valor…

- Já percebi. As moedas são iguais, mas não deixam de ter o seu valor…

É assim as ave-marias do terço. São 50 iguais, repetidas, com a mesma apresentação, mas nunca perdem o seu valor ou o seu sentido. 

De facto, cada ave-maria é uma moeda de ouro que nós oferecemos no cofre da eternidade. Apesar de repetidas, continuam a ter o mesmo valor o mesmo, continuam a fazer sentido.

 

3ª – Eu pensava que tinha sido duro para com esse garoto fazendo-o ver o sentido de receber tantas moedas de euro, quando não via o sentido de repetir o mesmo número de ave-marias. Afinal essa situação tinha sido vivenciada por uma freira alemã, beneditina, mais conhecida como Santa Gertrudes (1256-1302). Ela contou o seguinte episódio:

“Certo dia estava eu a rezar o terço na minha cela, quando esta se iluminou com uma luz intensa. Vi o próprio Jesus ali presente. Não interrompi o que estava a fazer e continuei a repetir ave-marias.  E reparei que por cada ave-maria recitada, Jesus colocava sobre a mesa uma brilhante moeda de ouro. Pensei que estaria a contar as ave-marias que eu contava com as contas do terço. Quando terminei perguntei-lhe:

- Senhor, que fazeis com essas moedas?

- Gertrudes, cada ave-maria que rezas depositas uma moeda de ouro no céu. É assim que se compra o céu.”

Esta metáfora das moedas e das ave-marias, afinal, é da experiência de Santa Gertrudes.

Se quisermos ser multibilionários no céu basta amar Maria Santíssima e não se cansar de repetir ave-marias.

Será mais fácil e mais benéfico ser assim bilionário no céu do que na terra.

Afinal repetir ave-marias tem sentido e tem valor.

Esta mesma visão referenciando a ave-maria como uma moeda com a qual se compra o Paraíso foi partilhada mais tarde por São Luís Maria Grignon de Montfort, no seu livro O Segredo do Rosário.

 

4ª – Cada peregrino na procissão ostentava uma vela acesa para dizer que tinha uma luz da fé no seu coração. De facto, não sei se a vela na mão era o reflexo da vela da fé no seu coração ou se a luz da fé no seu interior era o reflexo da vela que tem na sua mão. A procissão das velas lembra-nos isso e aponta para aquela que se revestiu de luz, mais brilhante do que o sol.

 

5ª – A bandeira da paz é uma bandeira branca. O andor de Nossa Senhora, bem como a imagem da virgem é uma autêntica bandeira branca da paz. Aos percorrer as ruas da paróquias, está a declarar a paz e a contagiá-la à sua volta.

 

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

S. José no Concílio Vat II


Ao celebramos São João XXIII, no 61º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, nesta quarta-feira dedicada habitualmente a São José, podemos lembrar alguns dados curiosos da sua vida e da sua devoção.

O papa João XXIII quase foi o papa José I

O Papa São João XXIII (1958-1963) proclamou São José, Padroeiro do Concílio Vaticano II e inseriu São José no cânon da missa, mandou construir um altar a São José na Basílica Vaticano de São Pedro.  Ensinou São João XXIII que São José tem lugar único entre os santos e que é concedido a ele ver, ouvir, carregar, vestir, guardar, criar Jesus. Nenhum sacerdote tem graça maior que esta dada a São José.

A 19 de março de 1961, o Papa São João XXIII publicou no jornal vaticano L'Osservatore Romano (LOR), uma carta apostólica sobre São José, na qual lhe confiou a realização do Concílio Vaticano II.

O Concílio foi aberto em 1962 por São João XXIII e encerrado em 1965 por São Paulo VI visando promover a fé católica no mundo, renovar a vida cristã, adaptar a liturgia e encorajar a ação dos leigos na vida da Igreja.

O Papa Bom considerava São José como “o melhor mestre e padroeiro dos diplomatas da Santa Sé”, porque sabia obedecer e, quando era necessário falar, o fazia com moderação e elegância, características próprias de um diplomata. O jornal do Vaticano indica que isso foi dito pelo Papa ao então Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Gasparri, quando soube que havia sido nomeado Visitador Apostólico da Bulgária e que seria ordenado bispo, facto que ocorreu na festa de São José, em 19 de março de 1925, quando tinha 43 anos.

Na carta que publicou em 1962, já como Sumo Pontífice, São João XXIII destacou a devoção a São José de seus predecessores: Pio IX o declarou Patrono da Igreja, Pio XI referiu-se ao Santo Custódio como defensor das nações cristãs contra o ateísmo mundial; e Pio XII estabeleceu o dia 1º de maio como a festa de São José Operário.

Na Missa que celebrou em 19 de março de 1959, poucos meses depois de sua eleição, São João XXIII disse aos fiéis que teria escolhido “José” como nome de Pontífice, mas não o fez porque não era “do uso dos papas”, por isso optou finalmente pelo nome de “João”.

Embora não tenha tomado o nome de “José”, João XXIII sabia que São José estaria sempre ao seu lado “por ser um excelente protetor e companheiro, além de um ótimo exemplo”. De facto, ele chamava-se Ângelo José Roncalli.


Ver também:

São João XXIII, Papa

 

São João XXIII, Papa


Memória Obrigatória

 

Nota Histórica

Ângelo José Roncálli nasceu em Sotto il Monte (Bérgamo), em 1881. Ordenado presbítero em 1904, foi secretário do bispo de Bérgamo. Entre 1921 e 1953 serviu a Sé Apostólica na Bulgária, Turquia, Grécia e França. Em 1953 foi nomeado cardeal patriarca de Veneza. Foi eleito papa em 1958. Convocou o Sínodo Romano, instituiu a Comissão para a revisão do Código de Direito Canónico e convocou o Segundo Concílio Ecuménico do Vaticano. Morreu na tarde do dia 3 de junho de 1963.

Missa

Comum dos pastores da Igreja: para um papa.

 

Antífona de entrada

O Senhor o escolheu como sumo sacerdote

e abriu-lhe o tesouro de todas as suas bênçãos.

 

Ou:  Cf. Sir 50, 1; 44, 16.22

Eis o sumo sacerdote, que na sua vida agradou ao Senhor.

Por isso, com juramento, o Senhor o engrandeceu no meio do seu povo.

 

Oração coleta

Deus todo-poderoso e eterno,

que, no papa são João XXIII,

fizestes resplandecer em todo o mundo

a imagem viva de Cristo, bom pastor,

concedei-nos, pela sua intercessão,

a graça de difundir com alegria a plenitude da caridade cristã.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus

e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,

por todos os séculos dos séculos.

 

Oração sobre as oblatas

Recebei, Senhor, o sacrifício do vosso povo

e fazei que estes dons,

oferecidos para vossa glória, em honra de são João XXIII,

sejam para nós fonte de salvação eterna.

Por Cristo nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão Cf. Jo 10, 11

O bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas.

 

Oração depois da comunhão

A comunhão deste sacramento, Senhor,

faça crescer em nós o ardor da caridade de são João XXIII.

que o levava a entregar-se totalmente ao serviço da Igreja.

Por Cristo nosso Senhor.

 

Liturgia das Horas

Ofício de Leitura

SEGUNDA LEITURA

Das alocuções de São João XXIII, papa

(Abertura solene do Concílio Ecuménico Vaticano II, 11 de Outubro de 1962: AAS 54 [1962], 786-787. 792-793)

 

A Igreja é mãe amabilíssima de todos os homens

Alegra-se a Santa Mãe Igreja, porque, por singular dom da Divina Providência, amanheceu finalmente o dia tão esperado, em que se inaugura o Concílio Ecuménico Vaticano II, aqui, junto do túmulo de São Pedro, sob a proteção da Santíssima Virgem, de quem celebramos hoje com alegria a dignidade de Mãe de Deus.

Depois de quase vinte séculos, as situações e os problemas gravíssimos que a humanidade deve enfrentar não mudam. Na realidade, Cristo ocupa sempre o posto central da história e da vida: os homens ou aderem a Ele e à sua Igreja – e então gozam da luz, da bondade, da ordem justa e do benefício da paz – , ou vivem sem Ele e contra Ele, e permanecem deliberadamente fora da Igreja – e por isso se estabelece a confusão entre eles, as relações mútuas tornam-se difíceis, ameaça o perigo de guerras sangrentas.

Ao iniciar-se o Concílio Ecuménico Vaticano II, é evidente como nunca que a verdade do Senhor permanece eternamente (Salmo 118 (119), 89). De facto, vemos como de uma época para outra as incertas opiniões dos homens se contradizem mutuamente e muitas vezes os erros se dissipam logo ao nascer como a névoa ao despontar o sol.

Sempre a Igreja se opôs a estes erros, muitas vezes até os condenou com severidade. Nos nossos dias, porém, a Esposa de Cristo prefere usar a medicina da misericórdia, em vez de recorrer às armas do rigor; ela pensa que é melhor ir ao encontro das necessidades atuais mostrando a validez da sua doutrina do que recorrendo às condenações. Não é porque faltem doutrinas falsas, opiniões e ideias perigosas, contra as quais nos devemos precaver e opor, mas porque todas estas coisas estão tão abertamente em contradição com os retos princípios da honestidade e produziram frutos tão perniciosos que hoje os homens parecem espontaneamente inclinados a reprová-las, sobretudo aquelas formas de viver que ignoram a Deus e a sua lei, a confiança excessiva nos progressos da técnica e o bem-estar fundado exclusivamente na comodidade da vida. Estão sempre cada vez mais conscientes de que a dignidade humana e o seu conveniente aperfeiçoamento é uma questão de suma importância e muito difícil de realizar. O que mais importa é terem aprendido com a experiência que a violência causada aos outros, o poder das armas e o predomínio político não contribuem para a feliz solução dos gravíssimos problemas que os atormentam.

Neste estado de coisas, a Igreja Católica, elevando por meio deste Concílio Ecuménico o farol da verdade religiosa, quer manifestar-se como mãe amável de todos, benigna, paciente, cheia de misericórdia e de bondade para com os filhos dela separados. Ao género humano oprimido por tantas dificuldades ela diz como Pedro ao pobre que lhe pedia esmola: “Não tenho ouro nem prata, mas dou-te o que tenho. Em nome de Jesus Nazareno, levanta-te e anda” (At 3, 6).

Quer dizer, a Igreja não oferece riquezas caducas aos homens de hoje, nem lhes promete uma felicidade só terrena, mas torna-os participantes da graça divina, que, elevando-os à dignidade de filhos de Deus, se converte numa poderosa defesa e ajuda para uma vida mais humana; abre a fonte da sua doutrina vivificadora que permite aos homens, iluminados pela luz de Cristo, compreender bem aquilo que são realmente, a sua excelsa dignidade, a meta a que devem tender. Além disso, por meio dos seus filhos, estende por toda a parte a plenitude da caridade cristã, que, mais que nenhuma outra coisa contribui para erradicar a discórdia, nada havendo mais eficaz para fomentar a concórdia, a paz justa e a união fraterna de todos.

 

Responsório cf. Mt 16, 18; Salmo 47 (48), 9

R. Disse Jesus a Simão: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. * E as forças do Inferno não prevalecerão contra ela.

V. Deus consolidou-a para sempre. * E as forças do Inferno não prevalecerão contra ela.

 

Ver também:

Obediência e paz de João XXIII

 

domingo, 8 de outubro de 2023

A vinha do Senhor é ...


Ano A – XXVII domingo comum


O profeta Isaías diz na primeira leitura:

- A vinha do Senhor do universo é a casa de Israel.

 

Repetimo-lo no salmo:

- A vinha do Senhor é a casa de Israel.

 

Jesus diz no trecho do evangelho:

- A vinha do Senhor é o reino de Deus

 

E nós podemos dizer:

- A vinha do Senhor é o nosso coração.

 

Sim, Deus plantou uma vinha no nosso coração:

- E deixou-a ao nosso cuidado e trabalho. Somos os seus vinhateiros.

- Cercou-a com uma sebe que são os dez mandamentos.

- Cavou nela um sagar que é a nossa vontade e sacrifício.

- Levantou uma torre de vigilância que é o nosso anjo da guarda.

- E partiu para longe, isto é, deixou-nos a liberdade e a responsabilidade.

- Mandou-nos os seus servos e mensageiros, a quem viramos as costas.

- Mandou o seu próprio filho que recebemos em comunhão e depressa nos

 esquecemos.

 

De facto, o nosso coração é uma vinha e não um jardim.

Não é um jardim, pois só serve para enfeitar e adornar, tornar a vida aprazível, alegre, mas não dá fruto.

O nosso coração é uma vinha, uma espécie de pomar. Para dar fruto é preciso trabalhar e aproveitar as oportunidades:

- Regar a plantação com a oração.

- Podar com a conversão e confissão.

- Fazer enxertos com os sacramentos para produzir melhor fruto.

- Expor os frutos ao sol que é a graça divina.

- Valorizar quem vem em nosso auxílio como mensageiros e dispensadores de serviços.

 

A vinha do Senhor é o nosso coração.

E todos nós somos os vinhateiros de Deus.

 

Que Ele me ajude a continuar a ser o humilde trabalhador da vide do Senhor.

 

Ver também:

A nossa alma é uma vinha

Parábola autobiográfica

 

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

O mal da Esclerocardia


6ª feira – XXVI semana comum

Ai de ti Corazim, ai de ti Betsaida… ai de ti Cafarnaum.

 

Qual o mal destas cidades muito frequentadas por Jesus?

Sofriam de uma doença muito antiga, mas também muito atual – a esclerocardia, isto é, a dureza de coração.

 

Origem da doença:

- Indiferença.

- Acomodação.

- Cegueira (não querer ver).

- Sufoco de bens materiais.


Sintomas da doença:

- Insensibilidade.

- Coração duro, vazio e pesado. De facto, não há mais mada mais pesado do que um coração vazio.

- Alienação.

 

Remédio para a doença:

- Humildade (ver os sinais).

- Gratidão (reconhecer as oportunidades).

- Conversão (mudança de vida).

- Fé (acreditar em Jesus).

 

Ver também:

Tolerância para todos

 

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

5 lições dos 72 enviados


5ª feira – XXVI semana comum

1ª lição: A missão é anunciar o Reino de Deus.

Jesus mandou pregar que o Reino de Deus está próximo. Todos precisam saber. O Reino é a atuação de Deus entre nós, na pessoa do seu filho Jesus. A resposta ao anúncio do Reino é a fé e a conversão.

 

 lição: A missão é tarefa de todos.

Não somos espectadores. Somos agentes da missão. Jesus enviou 72 discípulos. 72 é um múltiplo de 12 (12 vezes 6). Toda a comunidade, reunida em torno dos doze, está sendo enviada em missão. O fato de enviá-los dois a dois indica que a missão é comunitária, não é uma obra individual.

 

3ª lição: A missão não depende de bens.

A orientação de Jesus foi não levar sacola, nem bolsa, nem sandália. A missão não depende de dinheiro nem de outros recursos materiais. Disse Santo António, há mais de 800 anos atrás: “Cessem as palavras, falem as obras”. A missão depende do amor do enviado, que se traduz em testemunho, dedicação, perseverança, oração.

 

4ª lição: A missão tem uma marca especial: o amor ao necessitado.

Jesus recomendou aos seus missionários que, chegando a uma cidade, curassem os doentes. Ele mesmo, no evangelho, estava sempre cercado de pobres e sofredores: paralíticos, leprosos, possuídos pelo mal, discriminados pela sociedade. A evangelização se comprova no cuidado com os mais frágeis e abandonados da sociedade, na defesa de seus direitos.

 

5ª lição: A missão aponta para um mundo novo, renovado em Cristo.

Jesus falou assim da sua missão: “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância”. Abrindo as portas para Cristo, estamos abrindo as portas para a justiça, a felicidade, a paz. A pregação do evangelho não pode ser apenas uma denúncia das mazelas e dos males do nosso tempo. A boa notícia de que somos portadores é que, com Cristo, o tempo novo já começou e que, por ele e nele, Deus está restaurando todas as coisas. A missão aponta para um mundo novo, renovado em Cristo.

 

Ver também:

Para aprender a dialogar

 

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

Lições de um Frade Menor


Memória de São Francisco de Assis, 

(1182-1226) diácono, fundador

Vamos começar de novo

São Francisco de Assis costumava dizer aos primeiros frades:

– Vamos começar de novo, porque ainda não fizemos nada.

Claro, eles já tinham feito muito, mas Francisco não estava mentindo. Ele sabia que cada dia é um dia de início. Que sob Deus, podemos sempre saber mais, fazer mais, ser mais. Começar de novo significa fazer com o entusiasmo inicial, como se fizéssemos a primeira vez.

 

Vamos reparar a comunidade

E nós, pela nossa parte, quando virmos ou ouvirmos maldizer, bendigamos; quando virmos fazer o mal, façamos o bem; quando ouvirmos ou virmos blasfemar, louvemos o Senhor, que é bendito pelos séculos dos séculos. Ámen. (CF. 1ª Regra, § 17 de São Francisco de Assis)

De facto, devemos fazer a reparação da comunidade, da igreja ou da família com obras e gestos positivos e não com críticas, acusações ou condenações. Só o bem é capaz de construir.

Sandálias de São Francisco de Assis que apesar de pobres, simples e frágeis o levou até ao mais alto dos Céus pelo caminho da santidade.

 

Ver também:

Francisco de Assis

Santo pobre e humilde

O Santo de Assis

Os braços de São Francisco

Piadosas (7)

Pai Nosso Franciscano

 

terça-feira, 3 de outubro de 2023

Completaram a Eucaristia


Memória de Santo Ambrósio Francisco Ferro e companheiros

Do Martirológio

Nas margens do rio Uruaçu, em 1645, próximo de Natal, cidade do Brasil, os santos Ambrósio Francisco Ferro, presbítero, e seus companheiros, mártires, que foram vítimas da opressão desencadeada contra a fé católica.

São estes os seus nomes: António Baracho, António Vilela Cid, António Vilela Júnior e sua filha, Diogo Pereira, Manuel Rodrigues Moura e sua esposa, filha de Francisco Dias Júnior, Francisco de Bastos, Francisco Mendes Pereira, João da Silveira, João Lostau Navarro, João Martins e sete jovens, José do Porto, Mateus Moreira, Simão Correia, Estêvão Machado de Miranda e duas filhas suas, Vicente de Sousa Pereira.

 

Ambrósio Francisco Ferro nasceu na Ilha Terceira, Açores, e emigrou para o Brasil onde se tornou padre jesuíta. Era conhecido como o Açoriano.

 

Ele e seus companheiros foram mártires da Eucaristia.

Completaram a celebração, pois se na Eucaristia Jesus entrega a sua vida em comunhão, no martírio eles entregaram a sua vida ao mesmo Jesus. De facto a Eucaristia é o martírio e a entrega da Vida de Cristo. E o martírio ou a oblação da vida dos santos é uma autêntica Eucaristia.

Alguns ao aspirar proclamava: Bendito e louvado seja o Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Ostensório escondido pelo Pe. Ambrósio Francisco Ferro, para proteger a Sagrada Eucaristia nas perseguições que o levaram ao martírio.

 

Ver também:

Mártires da Eucaristia

Santo Açoriano

 

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Condutor esclarecido


Condutor esclarecido

Das ovelhas do Senhor

Há precisamente 40 anos que tenho Carta de Condução.

Tanto o meu instrutor como o examinador sabiam que eu era seminarista e que no ano seguinte seria ordenado sacerdote. Após aprovação do exame de condução cada um deixou-me um conselho "piadoso".

 

O Engenheiro Examinador:

– Tenha sempre muita calma. Nunca conduza à velocidade que o seu Anjo da Guarda não consiga acompanhá-lo aqui na terra.

 

O paciente Instrutor:

 – Não tenha pressa. Espero que nunca mande ninguém para o Céu com aquilo que tive a honra de lhe ensinar a fazer.

 

E o meu irmão mais novo, que mesmo antes de ter carta já conduzia melhor que eu, compreendeu perfeitamente o porquê destes conselhos:

– Vê-se mesmo que não nasceste para conduzir carros. Nasceste para conduzir pessoas. Nasceste para ser padre.

 

Nós e os nossos Anjos


Memória dos Santos Anjos da Guarda

1º eco – Quem acompanha quem?

Em geral pensamos que o nosso anjo da guarda nos acompanha sempre, em toda a parte, de noite e de dia. Mas é o contrário. Não é o nosso anjo da guarda que nos acompanha. Somos nós que acompanharmos o nosso anjo da guarda. De facto, a primeira leitura de hoje, lembra-nos que Deus envia o seu anjo à nossa frente para nos guiar em todos os caminhos. Ele vai à frente, nós seguimo-lo, ele deixa-nos à vontade pois não olha para trás… mas desbrava ou prepara-nos o caminho.

 

2º eco – Anjo da Guarda ou amigo invisível.

Deus coloca na nossa companhia tantos mensageiros, anjos ou amigos invisíveis. São os nossos familiares, amigos, vizinhos, benfeitores que nos ajudam sem merecermos, reconhecermos ou vermos. Os nossos amigos são autênticos anjos invisíveis. E os anjos da guarda são autênticos amigos invisíveis.

 

Ver também:

Meu zeloso guardador

Anjos da Guarda

Os anjos estão onde

Os anjos não têm asas

Que fazem os anjos

Três Arcanjos a voar