terça-feira, 14 de março de 2023

As contas do perdão


3ª feira – III semana da quaresma

Das memórias (possíveis) de Simão Pedro,

contadas na primeira pessoa

 

- Quantas vezes ao dia devo perdoar? – Perguntei um dia, cheio de boa vontade, a Jesus.

- Ó Pedro, mas que perguntas sem sentido! Já alguma vez fizeste a pergunta quantas vezes deves amar uma pessoa durante o dia? Ninguém faz essa pergunta porque devemos amar sempre, devemos perdoar sempre. Mas já que queres números aqui vão eles. Deves perdoar ao dia não 7 vezes, mas 70 vezes 7.

Então eu, Pedro, ajoelhei-me e comecei a fazer essas contas na poeira do caminho:

- 70 vezes 7 são 490. O dia tem 24 horas, mas como dormimos 8 horas, então só podemos perdoar durante as restantes 16 horas. Dividindo 490 por essas 16 horas dá 30,62 vezes por hora. Logo, de 2 em dois minutos devo perdoar, concluí satisfeito pela correta operação matemática, mas um pouco surpreendido pela exigência do resultado.

Jesus corrigiu-me:

- Pedro, Pedro. As contas estão perfeitas, mas a conclusão é diferente – Tu deves perdoar de 2 em 2 minutos, isto é, não podes esperar mais de 2 minutos para perdoar alguém.

E o assunto ficou por aí.

Vários meses mais tarde, mais precisamente depois da Ressurreição de Cristo, estando eu na praia com outros discípulos, apareceu Jesus no nosso meio e fez-me 3 perguntas, ou melhor, fez-me a mesma pergunta 3 vezes e eu em menos de 3 minutos tive de responde-las. Pensei que Jesus queria corrigir-me diante dos outros por o ter negado por 3 vezes naquela sexta-feira trágica, mas ele já tinha perdoado e esquecido. Lembrei-me então das anteriores contas de 70 vezes 7. Abaixei-me diante de Jesus e comecei a fazer contas na areia e cheguei à conclusão que em 2 minutos apenas tive de dizer por 3 vezes a Jesus que o amava.

Então declarei solenemente a Jesus:

- Senhor, eu sabia que não posso esperar mais de 2 minutos para perdoar ao meu irmão e por isso não posso guardar ressentimento mais que 2 minutos. Agora aprendi que também em 2 minutos devo dizer 3 vezes que vos amo como meu Mestre e Senhor.

De facto, não podemos esperar mais de 2 minutos para mostrar o nosso amor ao irmão, perdoando-lhe de todo o coração.

Também não podemos esperar mais de 2 minutos para mostrar o nosso amor a Deus, testemunhando a nossa fé e temor.

 

Estas são as contas do perdão ou o perdão das contas.

Estas são as contas do amor ou o amor nas contas.

As contas do perdão são como as contas do amor.

E as contas do amor são como as contas do perdão.

As contas do próximo são como as contas de Deus.

E as contas de Deus são como as contas do próximo.

 

Ver também:

Quanto devo perdoar

 

 


O Venerável Padre Dehon


Foi assim que há 100 anos o Pe. Dehon celebrou o seu 80º aniversário natalício:

No dia 14 de março de 1923, o Pe. Dehon assim escreveu no seu Diário:

“14 de março é meu aniversário de 80 anos. Encheram-me de testemunhos de simpatia e benevolência: cartas de todos os lugares, um breve do Papa, belas cartas dos Cardeais Gasparri e Laurenti e do Bispo de Soissons. É muito mais do que eu mereço.

Sinto o efeito das orações oferecidas em todos os lugares por mim.

A minha carreira está chegando ao fim, vou deixar muitos trabalhos no caminho certo.”

 

Breve do Papa, texto manuscrito e assinado pelo próprio Papa:

Querido Filho, saudações e bênção apostólica.

A feliz notícia que chegou aos nossos ouvidos, que em breve comemorará o 80º aniversário de nascimento. A sua piedade para connosco e a nossa benevolência para consigo exigem absolutamente que nós o felicitemos calorosamente por este feliz evento. Com efeito, olhando para todo o percurso do seu ministério, certamente nos agrada honrar o vosso zelo pelas almas, quer animando o povo a professar a fé, quer exercendo a caridade, quer finalmente cansando-se na pregação da palavra divina e no cuidado de escrever livros. Desfrute, pois, de tão feliz evento, na expectativa da recompensa celestial que Deus, o justo galardoador, lhe dará. E nós, antecipando demonstrações públicas de afeto dos seus entes queridos, pedimos sinceramente a Deus que o guarde por mais alguns anos para o bem desta venerável congregação da qual é o fundador e o pai muito amado. Como penhor dos dons celestiais e também da nossa benevolência, receba a bênção apostólica que de todo o coração concedemos a si, querido Filho, e a todos os membros e a todas as obras da Congregação.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 8 de março de 1923, segundo do Nosso Pontificado.

PIO XI, PAPA.

 

Anotações:

No nosso Arquivo Geral conservamos numerosos testemunhos:

- O escrito do Papa Pio XI datado de 08.03.1923 (AD B. 17/3, inv. 141.47 – texto manuscrito, assinado; B. 16/4, inv. 117.01 – texto em latim e em Francês – também reproduzido em NQT XLIV/1924, 133-134).

- A carta do Cardeal Gasparri, Secretário de Estado (AD B. 17/3, inv. 141.48);

- A carta do Cardeal van Rossum, prefeito de Propaganda Fide (AD B. 17/3, inv. 141.50);

- A carta do Cardeal Laurenti, então secretário da Congregação para os Religiosos (AD B. 17/3, inv. 141.49);

- A carta do Bispo de Soissons, Monseigneur Binet (AD B. 17/3, inv. 141.60);

- Etc.

 

Ver também:

Etapas de uma vida

Pe. Dehon e S. José

Assim dizia Leão Dehon

Ao quase Beato Pe. Dehon

Registo de Nascimento

Deportado há 100 anos

Efeméride dehoniana

Vocação dehoniana

Há 100 anos atrás

Pe. Dehon global

Aniversários dehonianos

 

sexta-feira, 10 de março de 2023

A nossa alma é uma vinha


6ª feira – II semana da quaresma

A parábola de hoje é conhecida como:

A parábola da vinha e dos vinhateiros

Parábola dos lavradores maus

Parábola dos vinhateiros homicidas

Parábola dos rendeiros infiéis

 

Ela é a autobiografia de Jesus que veio ao que era seu e os seus não o receberam.


Hoje vamos procurar compreender esta parábola como o reflexo da nossa alma.

 

A nossa alma é um jardim ou uma vinha

Deus plantou uma vinha dentro de nós.

Cercou-a com a sebe da sua proteção e graça.

Cavou nela um lagar de esforço e sacrifício.

Levantou nela uma torre que são os nossos anjos da guarda.

Entregou aos cuidados dos trabalhadores que são a nossa vontade e dedicação.

E deixou-nos para exercermos o nosso trabalho com liberdade e responsabilidade.

Deu-nos tudo para que a nossa vinha pudesse dar bons resultados

E sermos a alegria de Deus que é o nosso Senhor e Proprietário.

Enviou-nos mensageiros, pastores e missionários para nos lembrarem das nossas responsabilidades e para nos animarem no cuidado pela vinha.

Envia-nos, através da comunhão, o seu próprio Filho Jesus para nos alimentar, fortalecer e incentivar e estar connosco, fazendo-nos companhia nos nossos trabalhos e produções.

Mas os trabalhadores desta vinha, que são a nossa vontade e dedicação, desprezam uns, viram as costas a outros, expulsam estes, matam aqueles e destroem a imagem de Jesus dentro de nós.

Apesar disso, Deus continua a amar cada um de nós, continua a fazer tudo pela sua vinha, pela nossa alma.

E nós que podemos fazer para que a nossa vinha possa ser a alegria do seu proprietário que É nosso Deus e Senhor?

Que podemos fazer para que a nossa vinha dê bom fruto?

Bata fazer uma coisa.

Basta aproveitar as oportunidades que Deus nos dá. Estejamos atentos a essas oportunidades e não as desperdicemos.

 

Ver também:

José do Egito e Jesus

 

quinta-feira, 9 de março de 2023

Nem pobres nem ricos


6ª feira – II semana da quaresma


Parábola do pobre Lázaro e do rico epulão


Quero ter um coração de ouro

mas não quero ouro no coração


Por que é que Jesus contou esta parábola?

O que é que Jesus queria ensinar com esta parábola?

 

Com esta parábola Jesus não quer dizer que os ricos, por serem ricos, necessariamente se condenam por serem necessariamente maus.

Também não quer dizer que os pobres, pelo facto de serem pobres, irão sem falta para o céu, para lá gozarem do que aqui tiveram necessidade.

 

Jesus põe a resposta a estas perguntas nas palavras proferidas por Abraão:

- Se os da tua casa não escutam a Moisés nem os Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos.

 

Isto significa que não foi tanto a riqueza quanto a incredulidade (não acreditar) o que condenou aquela família de ricos.

Tudo isto serve não para condenar as riquezas, mas para lembrar que deixamos de ouvir e de acreditar em Deus quando pomos o coração nas nos bens da terra ou pomos as nossas riquezas no nosso coração.

O problema não é ter posses, o problema é ter o coração tão duro porque cheio de riquezas materiais, tão duro que nem a vista dum morto ressuscitado o faz crer em Deus.

 

Se somos pobres de bens, que nos façamos ricos de coração e de virtudes.

Se nesta terra temos muitas riquezas que tenhamos a graça de aspirarmos aos bens eternos.

Que nem a pobreza nem a riqueza endureçam o nosso coração para que possamos acreditar e encher-nos de Deus.

O problema das riquezas deste mundo é que para além de encherem os nossos bolsos (ficamos mais pesados) enchem também os nossos olhos (e não vemos mais nada nem mais ninguém) e sobretudo porque enchem o nosso coração e não queremos mais nada, nem mesmo a graça de Deus.

Às vezes por causa de uns bens, perdemos o maior bem que temos que é a graça de Deus.

Outras vezes por causa de alguma riqueza estragamos a maior riqueza que temos que é o nosso coração.

Também por causa de algumas preocupações ou por alguns valores, deitamos a perder o bem maior que temos que é amar a Deus e ao próximo.

Sejamos nem ricos nem pobres, mas crentes e confiantes.

 

Jesus contou esta parábola para nos falar do coração.


Ver também:

O pecado da indiferença


À margem:

Razões por que é tão difícil um rico ir para o céu:

1. Os ricos não sentem necessidade de uma vida melhor.

2. Os ricos são independentes demais.

3. Os ricos são tentados demais.

4. Os ricos podem ajudar mais e por isso serão mais cobrados.

5. Os ricos são distraídos demais.

6. Os ricos são ocupados demais.

7. Os ricos têm muito que abrir mão.



quarta-feira, 8 de março de 2023

As cinco ilusões de Salomé


4ª feira – II semana da quaresma

Salomé, esposa de Zebedeu e mãe de Tiago e de João, aproximou-se de Jesus e fez-lhe um pedido – ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu reino um à tua direita e outro à tua esquerda.

Este pedido está carregado de ilusões ou de equívocos. De facto, ela não sabia o que estava a pedir, como respondeu Jesus.

Confirmemos:

1 - Ordena – Equivocava-se Salomé ao pedir que Jesus ordenasse. De facto, Jesus não impõe, não manda nem ordena, mas apenas propõe, convida.

2 - Que estes meus dois filhos – Enganava-se Salomé a si mesma, pois, parecia que pedia para os outros (filhos), mas afinal estava a pedir para si própria, para o seu orgulho (meus).

3 - Se sentem – Confundia-se Salomé, pois, os discípulos de Jesus foram convidados não para se sentarem, mas para seguirem o Mestre. Sentar-se era negar o próprio seguimento.

4 - No teu reino – Iludia-se Salomé, pois, o reino de Jesus não é deste mundo, não é daqui.

5 - Um à tua direita e outro à tua esquerda – Deturpava a realidade, pois, isso só pertence a Deus Pai escolher. Devia cumprir a vontade de Deus e não a sua própria vontade.

 

Afinal, estas ilusões são também as tentações de cada um de nós ainda hoje:

1 - Quando exigimos algo de Deus (ordena).

2 - Quando só pensamos em nós, com egoísmo e orgulho (meus).

3 - Quando não queremos progredir, mas apenas parar ou estacionar por comodismo (sentar-se).

4 - Quando só pensamos nas coisas deste mundo (no reino daqui)

5 - Quando queremos que Deus faça a nossa vontade em vez de cumprirmos a Sua vontade (à direita e à esquerda como eu quero).

 

Ver também:

O sonho de qualquer mãe

 

terça-feira, 7 de março de 2023

O nosso irmão mestre


3ª feira – II semana da quaresma

Somos todos irmãos porque nascidos do mesmo pai e da mesma mãe.

Ninguém pode ter a Deus por Pai se não tiver a Igreja como mãe.

Ninguém pode ter a Deus por Pai se não tiver o próximo como irmão.

 

Exemplo dos Romeiros

Eles cumprem a página do Evangelho que nos aconselha a não chamar a ninguém mestre.

De facto, eles dizem Irmão Mestre, Irmão Padre, Irmão Romeiro.

São todos irmãos, embora com responsabilidades diferenciadas.

 

O exemplo dos frades e das freiras

A ninguém chameis pai.

A ninguém chameis mestre.

A ninguém chameis doutor

Porquê?

Não é apenas para evitar manias de grandeza, de superioridade ou de orgulho.

Não é apenas para promover a humildade.

Mas para afirmar a verdade, a unidade e a igualdade, através da fraternidade, da aprendizagem ed a obediência ou o serviço.

A ninguém chameis pai porque na verdade todos devem ser irmãos.

A ninguém chameis mestre porque na verdade todos têm algo a aprender

A ninguém chameis doutor porque na verdade todos precisam de obedecer.

É a maneira de Jesus nos dizer que devemos ser agora e sempre todos irmãos, aprendizes e servos obedientes.

 

O exemplo dos judeus

Os judeus chamam aos mestres – alunos sábios

 

O exemplo dos japoneses

Chamam aos mestres – sensei, isto é, aquele que nasceu antes (por isso sabe mais)

 

O exemplo dos angolanos

Chamam aos sábios de mais velhos e chamam aos mais velhos de sábios porque têm mais experiência e por isso mais sabedoria.

 

Ver também:

Agora e sempre irmãos

 

À margem:

Sl 133 - O salmo da fraternidade

 

Oh! Como é bom e agradável *

viverem os irmãos em harmonia!

 

É como óleo precioso *

derramado sobre a cabeça,

A escorrer pela barba de Aarão, *

a escorrer até à orla do seu manto.

 

É como o orvalho do Hermon, *

que desce pelos montes de Sião:

dali envia o senhor a sua Bênção, *

a vida para todo o sempre.

 

(Santo Agostinho diz que este salmo é tão doce como a caridade que faz com que os irmãos vivam em harmonia. Foram as suas palavras que deram origem aos mosteiros. À sua voz se animaram os irmãos que desejavam viver unidos.)

 

segunda-feira, 6 de março de 2023

Pequena grande pregação


2ª feira – II semana da quaresma

Jesus aconselha a não usar muitas palavras na oração e por isso ensinou-nos a rezar o Pai Nosso.

Hoje, o mesmo Jesus dá o exemplo de como deve ser a nossa pregação.

As suas pregações eram breves, com poucas palavras e que tocavam o coração dos ouvintes.

Eram palavras diretas, breves e simples que não precisavam de explicações porque todas eram capazes de entender.

Na pregação de hoje Jesus ensinou apenas com quatro palavras:

- Não julgar

- Não condenar

- Dar

- Ser misericordioso

 

Para falar com quem for bastam poucas palavras.

Assim falamos com Deus e assim falamos com o nosso irmão.

É preciso falar com Deus como falamos com o nosso semelhante, e é preciso falar com o nosso irmão como falamos com Deus.

Bastam poucas palavras, mas sinceras e vindas do coração.

 

Ver também:

Non Stop

 

domingo, 5 de março de 2023

Primeira romaria quaresmal


Ano A- II domingo da quaresma

Na primeira leitura Abraão é a prefigura de um romeiro que sai da sua casa, sai da sua terra e vai pelos caminhos do mundo guiado pela fé e esperança, movido pelo amor Àquele que o chamou e enviou.

Na página do evangelho assistimos à primeira romaria quaresmal com a subido ao Monte Tabor. Jesus vai à frente, como em qualquer romaria. Seguem-no Pedro, Tiago e João que representam respetivamente a comunidade dos crentes, a comunidade dos triunfantes e a comunidade dos adoradores. Fazem uma ascese, elevam o nível do seu esforço. Ouvem o Evangelho (Jesus), os profetas (Elias) e a Lei (Moisés). Deixam envolver-se no mistério de Deus e ficam diferentes porque melhores e melhores porque diferentes. Jesus apresenta-se tal como é, desde o princípio – o Filho de Deus, glorioso e resplandecente. E os discípulos voltam com novos olhos. Depois desta escalada quaresmal ao Monte Tabor cada um regressa com uma nova e melhor versão de si mesmos. Todos ficaram transfigurados.

 

Também os irmãos romeiros depois de uma romaria voltam com uma melhor visão de Jesus Cristo. Regressam também com os olhos purificados e com uma nova visão de si mesmos, da sua história, do seu futuro, da sua família e da sua comunidade.

Só assim vale a pena fazer uma romaria quaresmal, só assim vale a pena passar pelo caminho quaresmal.

 

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2023

Ascese quaresmal, itinerário sinodal

O evangelho da Transfiguração é proclamado, cada ano, no II domingo da Quaresma. Realmente, neste tempo litúrgico, o Senhor toma-nos consigo e conduz-nos à parte. Na quaresma somos convidados a subir a um alto monte juntamente com Jesus, para viver com o Povo santo de Deus uma particular experiência de ascese.

À semelhança da subida de Jesus e dos discípulos ao Monte Tabor, podemos dizer que o nosso caminho quaresmal é sinodal, porque percorremos juntos pelo mesmo caminho, discípulos do único Mestre…

O caminho ascético quaresmal e, de modo semelhante, o sinodal, têm como meta uma transfiguração, pessoal e eclesial.

O retiro quaresmal não é um fim em si mesmo, mas prepara-nos para viver, com fé, esperança e amor, a paixão e a cruz, a fim de chegarmos à ressurreição.

 

Ver também:

Como as estrelas do céu


sexta-feira, 3 de março de 2023

A melhor oferta é a PAZ


6ª feira – I semana da quaresma

Qual é palavra, qual é ela que tem três letrinhas apenas, Palavra que vai de A a Z?

E a palavra PAZ.

Podemos resumir a mensagem de Jesus no trecho do evangelho de hoje nesta palavra PAZ.

A oferta de paz ou a paz da oferta.

Se fores apresentar uma oferta ao altar e aí te lembrares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e só depois vai apresentar a tua oferta.

Porquê?

Porque o melhor da oferta é um coração de paz.

Podemos oferecer um grande ou pequena oferta, mais valioso ou mais simples, com valor efetivo ou afetivo, o que faz que seja uma oferta digna é ser dado por um coração em paz.

A paz no coração e o que valoriza uma oferta, é o que faz que uma oferta seja sincera e digna.

E essa paz vem do perdão, porque só perdão devolve a paz a quem perdoa e a quem é perdoado.

 

Jesus lembra-nos: - Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz.

Não é a gente quem a faz!

É sempre Jesus quem no-la dá.

A paz é o grande presente de Jesus, diariamente.

A paz é a grande oferta por excelência.

 

A paz é também a nossa melhor oferta que temos para Deus e para os irmãos. Sem ela deixa de haver qualquer dádiva.

E tudo começa com a paz no coração.

 

Ver também:

Reconciliar-se com quem

Lições da Paz de Cristo