quinta-feira, 15 de junho de 2017

Credo eucarístico


Solenidade do "Corpo de Deus"

Credes em Deus Pai, que pela santa Eucaristia, é louvado e reconhecido no seu Amor?
- Sim, creio.
Credes em Jesus Cristo, que pela Eucaristia, fortalece a sua amizade com cada um de vós e vos une uns aos outros no mesmo amor?
- Sim, creio.
Credes no Espírito Santo que, invocado na celebração da Eucaristia, transforma os dons de Pão e do Vinho, no Corpo e Sangue de Jesus?
- Sim, creio.
Credes na Igreja, que vive da Eucaristia, dela se alimenta e por ela cresce continuamente?
- Sim, creio.
Credes na Ressurreição, prometida a todo aquele que comer do Pão Santo da Eucaristia?
- Sim, creio.
Credes na Vida Eterna que, de certo modo, nos é dada já como penhor, como sinal e garantia, cada vez que celebramos a Santíssima Eucaristia?
- Sim, creio.



terça-feira, 13 de junho de 2017

De Lisboa ou de Pádua

Festa de Santo António

Dos Sermões do Padre António Vieira (Século XVII)
A um português italiano, e a um italiano português celebra hoje a Itália e Portugal. Portugal a Santo António de Lisboa Itália a Santo António de Pádua. De Lisboa porque lhe deu o nascimento; de Pádua porque lhe deu a sepultura.
Santo António foi luz do mundo: Se António não nascera para o Sol, tivera a sepultura onde teve o nascimento; mas como Deus o criou para a luz do mundo, nascer em uma parte e sepultar-se na outra, é obrigação do Sol.
Neste templo e naquele sepulcro se vê dividido António entre Portugal e Itália; nestes dois horizontes tão distantes se vê dividida a luz do mundo entre Pádua e Lisboa. Gloriosa Pádua porque pode dizer aqui jaz: gloriosa Lisboa porque pode dizer aqui nasceu. Mas qual das duas mais gloriosa? Não quero decidir a questão, dividi-la sim. Fiquem as glórias de Santo António de Pádua para a eloquência elegantíssima dos oradores de Itália. E eu que me devo acomodar ao lugar e ao auditório só falarei hoje de Santo António de Lisboa.
Que Santo António foi luz do mundo, porque foi verdadeiro português; e foi verdadeiro português porque foi luz do mundo. Bem pudera Santo António ser luz do mundo sendo de outra nação; mas uma vez que nasceu português, não fora verdadeiro português se não for a luz do mundo porque o ser luz do mundo nos outros homens, é só privilégio da Graça, nos Portugueses é também obrigação da natureza.
E se António era luz do mundo, como não havia de sair da pátria? Saiu como luz do mundo e saiu como português. Sem sair ninguém pode ser grande. Saiu para ser grande, e porque era grande, saiu.
Por isso nos deu Deus tão pouca terra para o nascimento e tantas para a sepultura. Para nascer pouca terra; para morrer toda a terra; para nascer Portugal; para morrer, o mundo.
Santo António entrou triunfante no céu no dia de sua morte; mas os sinos de Lisboa não se repicaram milagrosamente, senão no dia de sua canonização; porque não tem Portugal as glórias por glórias, senão quando as vê confirmadas e estabelecidas por Roma.



domingo, 11 de junho de 2017

Spinner da Trindade





















Ano A - Solenidade da Santíssima Trindade

Coloca a tua mão no coração da Trindade e deixa que o Pai e o Filho e o Espírito Santo girem e guiem a tua vida…
O Pai Criador e o Filho Redentor e o Espírito Santificador são um só Deus e Senhor, não na unidade de uma só pessoa, mas na trindade de uma só natureza.
Contemplando e adorando a verdadeira e sempiterna divindade, adora as três Pessoas distintas, a sua essência única e a sua igual majestade.
Essa contemplação traz calma, paz e serenidade ao corpo e ao espírito.



sábado, 10 de junho de 2017

Ícone da Trindade


















Ano A - Solenidade da Santíssima Trindade

O grande artista Nicolleto Semitecolo representou Deus de modo admirável: Fê-lo com um ícone dedicado à Santíssima Trindade. É uma conexão entre o Pai e Jesus e no envolvimento do Espírito Santo:
- As mãos correspondem-se. Até as mãos do Pai parecem trespassadas. O próprio Pai, em Jesus, se oferece, se envolve. É a paixão de Deus, o sofrimento do Pai.
- Há simetria entre as duas auréolas. Cristo é luz da lua. A auréola de Jesus está relacionada com a luminosidade de Deus.
- Há um contraste entre o manto azul do Pai, o vestido vermelho da realeza e o corpo nu de Jesus. Diz São Paulo: Jesus Cristo, que é de natureza divina, não se considerou como usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-se a si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-se semelhante aos homens… (Fl 2, 6-7) Esta é a sua glória.
- Jesus está diante do Pai. Está mais abaixo em relação a quem os olha. Dele se pode subir até ao Pai. Ele é o caminho (Jo 14, 1-6). Ninguém conhece o Pai senão o Filho e Aquele a quem ele o queira revelar (Mt 11, 27).
- Os olhos de Jesus são idênticos aos do Pai. Assim Deus, através de Jesus olhou e olha o mundo e a humanidade.
- Os braços de Jesus estão abertos. Seguram-nos o Pai. Nele tornam-se disponíveis. Jesus é a sua ação, a sua intervenção. Nele, Deus entra como ator na história e salva-a por dentro. Mais do que Deus omnipotente deve-se falar de Deus omni-abrangente.
- Jesus tens os sinais da cruz. Assinalam a sua história. Dizem qualquer coisa da sua identidade. O sangue continua a sair. Cristo é a fonte perene de graça (cf. Jo 19, 34). Jesus assume e reassume o sofrimento. Está quase pregado (voluntariamente) à sua disponibilidade. Com os sinais da paixão vive imortal.
- Uma pomba paira entre o rosto do Pai e o de Jesus. É o Espírito Santo. É o respiro dos dois. Relaciona-os. Fá-los encontrarem-se. Procede dos dois. É a intuição, a criatividade, a fantasia de Deus.









segunda-feira, 29 de maio de 2017

As tribulações

2ª feira - VII Semana da Páscoa
















No mundo sofrereis tribulações. Mas tende confiança: Eu venci o mundo.

Conta-se que certa vez uma Sociedade Missionária da Europa escreveu ao pastor David Livingstone perguntando se havia boas estradas lá na vasta área onde se encontrava. Se assim fosse, seriam enviados vários missionários para o ajudarem nessa missão africana.
O missionário respondeu: “Não digo nem que há nem que não há boas estradas por estas bandas. Digo apenas que se vocês tiverem homens que só virão se houver uma boa estrada, então não os quero.”

Muitas vezes pensamos que a estrada da vida com Deus é toda plana, bem asfaltada, protegida, sem dificuldades, sem lutas e sem aborrecimentos. Achamos que só encontraremos flores, boas paisagens, alegria, proteção e paz.
Jesus não nos prometeu uma vida fácil e tranquila, mas prometeu apenas caminhar ao nosso lado.
Quando não encontramos obstáculos na nossa caminhada, é sinal que não estamos a caminhar como devíamos, talvez já acomodados ou desvirtuados.
Nós provocamos o mundo e o mundo provoca-nos. Quando isto deixar de acontecer, de duas uma: Ou já somos como o mundo… Ou o mundo é já como nós!
Sejamos nós a converter o mundo e nunca nos deixemos influenciar pelo mundo.




domingo, 28 de maio de 2017

Olhar em frente

Ano A - Ascensão do Senhor























Estando de olhar fito no Céu... ouviram alguém dizer: Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu?


É suposto neste dia da Ascensão de Jesus olhar em primeiro lugar para o céu para onde Jesus se dirigiu.
Mas as leituras de hoje convidam-nos antes a olhar em frente.
A Ascensão mostra o caminho do céu, mas é indo em frente que lá chegaremos.
Ir em frente, sem se desviar, manter-se de pé sem cair, avançar ou progredir sempre, é garantia de que também nós vamos a caminho do céu.
Jesus diz que preceder-nos-á… ele vai à nossa frente.
Para encontrá-lo, olhemos não para o céu, mas em frente e caminhemos com Ele, porque ele está sempre connosco.






segunda-feira, 22 de maio de 2017

Há precisamente 400 anos


Hoje, na Diocese de Angra, Açores, há solenidade pois é a festa litúrgica do seu Padroeiro Principal, o Beato João Baptista Machado, presbítero e mártir.
Ele nasceu na Ilha Terceira em 1582. Aos 16 anos partiu para Coimbra onde um ano depois professou como Jesuíta. Em 1601 foi com outros 15 colegas para o Oriente estudando Filosofia em Goa e Teologia em Macau. Ordenado padre foi enviado em 1609 para o sul do Japão. Em 1614 houve ordem para os missionários deixarem o território nipónico. O Pe. João Baptista Machado continuou lá, disfarçado, ao serviço dos cristãos. Em 1617 foi descoberto, preso e levado para perto de Nagasaki onde foi executado por decapitação a 22 de maio.
Foi beatificado juntamente com outros 205 colegas por Pio IX em 1867. A partir de 1962 é o Padroeiro Principal da Diocese de Angra.



































Missal e Lecionário da Solenidade

Antífona de entrada (Jer 1, 7b-8)
Irás ao encontro daqueles a quem Eu te enviar
e dirás tudo o que Eu te mandar dizer.
Não tenhas receio diante deles,
porque eu estou contigo para te salvar, diz o Senhor.

Diz-se o Glória

Oração coleta
Senhor, que pela pregação do Beato João Baptista Machado
chamastes muitos povos
ao conhecimento do vosso nome,
concedei a todos os cristãos
o mesmo zelo pela propagação do Evangelho,
para que a vossa Igreja se alegre,
com os progressos da evangelização em todo o mundo,
Por nosso Senhor…

Oração sobre as Oblatas
Aceitai, Senhor, os dons que Vos apresentamos,
na festa do beato João Baptista Machado
e, assim como ele foi para terras distantes,
levado pelo zelo da salvação dos homens,
fazei que também nós, dando testemunho do Evangelho,
nos apressemos em ir ao Vosso encontro com muitos irmãos.
Por nosso Senhor…

Prefácio
Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever e nossa salvação
dar-vos graças sempre e em toda a parte.
De tal modo inflamastes o Beato João Baptista Machado
no ardor da caridade e no zelo das almas,
que, desprezando trabalhos, perigos e sofrimentos,
empreendeu inúmeras viagens
para anunciar o Evangelho a muitas nações,
iniciando-as nos mistérios da salvação
e associando-as ao vosso povo santo,
por Cristo, nosso Senhor.
Por Ele, com a inumerável multidão dos Anjos
que adoram a vossa majestade
e se alegram eternamente na vossa presença,
proclamamos a vossa glória,
cantando com alegria:
Santo, santo, Santo…

Antífona da Comunhão (Cfr. Jer 20, 7-9b)
Vós me seduzistes, Senhor, e eu deixei-me seduzir.
Havia no meu coração um fogo ardente,
comprimido dentro dos meus ossos;
procurava contê-lo, mas não podia.

Oração depois da Comunhão
Nós Vos pedimos, Senhor:
Esta comunhão desperte em nós o ardor da caridade
que inflamou o Beato João Baptista Machado
no zelo da salvação das almas,
de modo que, vivendo dignamente a nossa vocação,
mereçamos com ele a recompensa
prometida aos bons trabalhadores do Evangelho.
Por nosso Senhor…


Leituras no Tempo Pascal

1ª leitura – Ap 7,-9-17
Salmo responsorial – sl 123 (124) 2-3.4-5.7b-8
2ª leitura – 2 cor 4, 7-15
Aleluia 1Ped 4, 14
Evangelho – Lc 9, 23-26


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Tudo, nada, sempre


5ª feira – V semana da Páscoa

Assim como o Pai me amou,
também eu vos amei.
Permanecei no meu amor.
Se guardardes ao meus mandamentos
permanecereis no meu amor.


a) Amar como

Assim como o Pai me amou eu vos amei.
Assim como vos amei amai-vos uns aos outros.

Nós amamo-nos com o amor de Jesus que nos ama com o amor do Pai.
Por Jesus Cristo o amor divino torna-se humano e o amor humano torna-se divino


b) Amar sempre

Quem espera sempre alcança
Quem acredita tudo faz
Quem ama nada perde

Quem espera nada teme
Quem acredita sempre pode
Quem ama tudo dá

Quem espera tudo suporta
Quem acredita nada receia
Quem ama sempre permanece

Quem ama nunca abandona




segunda-feira, 15 de maio de 2017

Lugar de permanência

2ª feira - V semana da Páscoa

















Quem Me ama 
guardará a minha palavra 
e meu Pai o amará;
Nós viremos a ele 
e faremos nele a nossa morada.

O nosso coração não é um lugar de passagem. É sim um lugar onde Deus permanece, um lugar de encontro. Para isso basta acolher a sua palavra, porque Deus permanece em nós através da sua palavra que acolhemos no nosso coração.

Em geral, encontramos por aí sinais de proibição de estacionamento ou de permanência sendo só permitida a passagem.
No nosso coração é o contrário: Só é permitido estacionamento.
Quando Deus chega, nunca vem de passagem.
Ele vem sempre para ficar.



Foto in Cartas e relatos de José Alegre, ex abade de Poblet

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Candeias que Deus acendeu































Candeia da família Marto


4ª feira - IV semana da Páscoa - 10 de maio

1)
A luz de Cristo
Do Evangelho de hoje:
“Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que acredita em Mim não fique nas trevas.”

2)
A Senhora vestida de Luz
Os três pastorinhos de Fátima viram uma Senhora vestida de luz, toda de branco, mais brilhante que o sol.
“Gostei muito de ver o Anjo, mas gostei ainda mais de Nossa Senhora. Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor, naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus!” - palavras de Francisco Marto, segundo a Quarta Memória da Irmã Lúcia.

3)
A Candeia dos Santos Pastorinhos
Para além das contas do terço São Francisco Marto e Santa Jacinta têm na mão uma candeia que é tomada a partir de uma candeia histórica que pertencera à família dos videntes, ao tempo das aparições. Este objeto torna-se, sobretudo, expressão da frase que São João Paulo II proferiu no dia da beatificação, ao referir-se a estas figuras da Igreja como “candeias que Deus acendeu”. Cada uma das candeias aparece caracterizada com uma luz especial, relacionada com a ligação que os videntes tinham com os astros luminosos. Jacinta gostava mais da “candeia” de Nossa Senhora, a Lua; Francisco mostrava especial predileção pela “candeia” de Nosso Senhor, o Sol, a Eucaristia.

4)
As nossas velas acesas
Bênção das velas na Procissão das velas:
Ó Deus, Vós que sois o Criador da luz e nos destes, em Jesus Cristo, a graça de vencermos as trevas do pecado, dignai-vos + abençoar estas velas, que acendemos em Vosso louvor e por intercessão da Virgem Mãe que em Fátima se manifestou revestida da Vossa luz, fazei que perseveremos na fé, até que um dia, quando o Senhor vier, possamos ir ao Seu encontro, com todos os santos, no Reino dos Céus. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Ámen.


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Os pés do Bom Pastor


2ª feira - IV semana da Páscoa



































Há quem olhe para a boca do Bom Pastor
         … porque precisa escutar a Sua voz.

Há quem olhe para os ombros do Bom Pastor
         … porque é o único porto seguro.

Há quem prefira contemplar o coração do Bom Pastor
         … porque Ele é rico de misericórdia.

Há quem olhe para o cajado do Bom Pastor
         .... porque precisa de alguma correção.

Hoje, porém, queremos olhar apenas para os pés do Bom Pastor
         … não há nada a temer,
                           pois é Ele quem nos conduz.