quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Conquistar de joelhos


Memória de São Carlos Borromeu

Carlos Borromeu nasceu em 2 de outubro de 1538 e morreu aos 46 anos vítima de contágio da febre dos doentes a quem prestava auxílio.

Seu tio era o Papa Pio IV que o levou para o Vaticano para o ajudar no governo da Igreja.

Participou no Concílio de Trento (1545-1563).

Foi arcebispo de Milão.

Foi o primeiro bispo a fundar seminários para a formação do clero, aplicando as reformas ordenadas pelo Concílio de Trento.

Sentindo-se atraído pela vida contemplativa, pensou em renunciar à arquidiocese. Mas seu amigo Sã o Bartolomeu dos Mártires, arcebispo de Braga, dissuadiu-o dessa ideia, convencendo-o de que, naquele século em que o alto Clero tantas vezes dava mau exemplo, seria melhor que ele, altamente colocado na escala social e ademais sobrinho de um Papa, desse o bom exemplo de vida santa como arcebispo. Foi o que ele fez.

Dizia: “As almas conquistam-se de joelhos! Não podes cuidar da alma dos outros, se permitires que a tua se debilite.”

À margem:

Das margens do Lago Maggiore pode-se ver a estátua de São Carlos Borromeu, que predomina sobre a cidadezinha de Arona que o viu nascer: construída no século XVII, tem 35 metros de altura, incluindo sua base. A escultura em cobre e ferro representa o Arcebispo de Milão que abençoa, conhecida como o colosso de São Carlos ou o São Carlão. No entanto, o monumento tem uma particularidade: pode ser visitado por dentro, graças a uma longa escadaria. Quem consegue subir os numerosos degraus, pode admirar o mundo subjacente por meio de duas aberturas nos olhos de Borromeu. Nisto consiste o ensinamento deste Santo: olhar o mundo através dos seus olhos, isto é, através da sua caridade e humildade.

 

Ver também:

São Carlos Borromeu

 

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