quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Francisco de Assis
Preferiu ao amor pela riqueza
a riqueza do amor.
Foi uma imagem viva do Senhor Jesus
um evangelho vivo.
Dizia aos seus irmãos:
Preguem o Evangelho em todo o tempo.
Se necessário, usem palavras.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Proibido olhar para trás
4ª Feira - XXVI Semana Comum
“Jesus respondeu: Quem olhar para trás não serve para o reino de Deus.”
Não olhes para
trás,
tu já sabes onde
estiveste.
Olha para a
frente,
precisas de
saber para onde vais.
Se precisas de
olhar para trás
que seja apenas
pelo retrovisor
enquanto segues
em frente.
Celebrar um
aniversário
é procurar olhar
para trás com gratidão
para olhar para
a frente com mais confiança.
Para trás só
para tomar balanço.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Anjos da Guarda
Memória dos Santos Anjos da Guarda
Mensagem sem palavras
A partir de um desenho do Hermano Cortés (José Luis Cortés)
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Teresinha
Hoje celebramos a memória de Santa Teresa do menino Jesus, Virgem e Doutora da Igreja, Padroeira Universal das Missões.
Em
setembro de 1896 escreveu: “Ah! Apesar da minha pequenez, quereria esclarecer
as almas como os Profetas, os Doutores... sinto a vocação de Doutor…”
Podemos
verificar que Deus realizou todos estes desejos de Teresinha do Menino Jesus:
“sempre
Deus me deu o que eu desejava, ou antes, fez-me desejar o que Ele me queria dar.”
Em
setembro de 1897, num momento de acalmia e de doçura para Teresa doente, pede
para ver de novo a estampa de Nossa Senhora das Vitórias onde tinha colocado a
florzinha que o pai lhe deu quando lhe permitiu entrar no Carmelo. Foi então
que escreveu no verso, com mão trémula, esta última Oração. Foram as últimas
linhas que traçou cá na terra:
“Ó
Maria, se eu fosse a Rainha do Céu e vós fôsseis Teresa, eu queria ser Teresa
para que vós fôsseis a Rainha do Céu!!!”
domingo, 30 de setembro de 2012
Participativos, Agradecidos, Íntegros
Ano B - XXVI Domingo Comum
A mensagem deste domingo é exigente, dura a palavra... de facto a vida cristã não é para fracos mas para heróis, valentes e resistentes.
Podemos resumir a mensagem deste domingo de maneira simples:
P-A-I, isto é, num convite a sermos Participativos, Agradecidos e Íntegros.
P - Participativos - Quem dera que todo o povo fosse profeta... todos têm algo a colaborar e a participar. Ninguém é tão sábio que não tenha mais nada para aprender, nem tão ignorante que não tenha nada a ensinar. É preciso colaborar, assumir a sua vocação ou missão e participar...
A - Agradecidos - Até um simples copo de água terá a sua recompensa. Se Deus é agradecdo e sabe recompensar, também nós devemos ser cad vez mais gratos e agradecidos. Quem não agradece, não merece nada daquilo que tem, pois tudo nos foi dado...
I - Íntegros - Se a tua mão é para ti ocasiãode pecado... corta-a... Isto é, procura ser íntegro por dentro e por fora. Homens e mulheres de corpo inteiro. que a integridade interior possa estampar-se no exterior e que a integridade exterior possa lembrar-nos de que devemos ser ainda mais íntegros interiormente.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Acerca do patriotismo (IV)
E agora, quereis saber como um padre sabe amar a
França? Dou a palavra por alguns instantes a um missionário que acaba de morrer
como um santo no meio das populações quase selvagens de Kouy-Tchéou. Conheci-o
em Roma, espírito delicado e profundo, coração forte e límpido, alma de
sacerdote, de apóstolo e de mártir. Eis o que ele escrevia, em plena China , ao seu
venerável Decano: “Fiquei muito feliz com a vossa viagem à minha terra, e com a
vossa visita à igreja e aos túmulos que nos são queridos! Nosso pobre Orrouy!
Quando regressardes, beijai por mim a terra em cada passo que derdes aí, dizei
por mim a cada árvore, a cada pedra, a cada grão de pó: Lá longe, em plena China , está um
missionário que vos recorda, vos ama e pensa tanto em vós que os seus olhos se
humedecem de lágrimas. De resto, trouxe e tenho aqui um pequeno vaso cheio de
terra recolhida nos nossos queridos túmulos, abro-o de tempos a tempos,
sobretudo quando estou mal. Se eu nunca voltar à França, precisarei dos olhos interiores do coração para reconhecer
a nossa velha igreja sob as suas belas restaurações. Mas a minha mão direita
perecerá e a minha língua gelada se apegará ao meu palato, antes que me esqueça
de Orrouy, do seu campanário e dos nossos bons amigos reunidos à sua volta. Se me esquecer de ti, Jerusalém! Muitas
vezes, muitas vezes mesmo, o meu pensamento e o meu coração fazem a sua
peregrinação à nossa Jerusalém.”
“Nós deixámos, dizia ele ainda, um pequeno vazio na
França deixando-a; custou-nos deixá-la e custa-nos sempre muito ainda; é
justamente este muito que contará diante de DEUS.”
Ele recorda a palavra de Mons. Vérolles. “Para ser um
verdadeiro missionário católico, é preciso permanecer francês.” Nada me
emociona tanto como estes rasgos de patriotismo profundo de que as suas cartas
estão cheias; emocionamo-nos quando o ouvimos declarar que entregará à China os
seus trabalhos, as suas fadigas, a sua abnegação e, se for preciso, a sua vida,
mas o coração, nunca! E que nada poderá arrebatar-lhe a sua França bem-amada.
Eis como uma grande alma sacerdotal sabe unir o amor a
Deus ao amor à pátria.[1]
Ah! Caros filhos, nunca esqueçam que a Igreja é a
grande escola do patriotismo como é a verdadeira fonte do progresso nas letras
e nas artes.
Amai a Igreja. Salomão amou a sabedoria e DEUS deu-lhe
como recompensa as riquezas e a glória, a ponto de ultrapassar todos os reis.
JESUS CRISTO disse: “Procurai primeiro o reino de
DEUS, e todo o resto vos será dado por acréscimo.” São Paulo disse: “CRISTO
veio restaurar todas as coisas no céu e na terra.”
Estes benefícios trazidos pela Igreja de Deus
brilharam sobretudo no seu primeiro desenvolvimento.
Entre os povos recém-descobertos tudo vem da Igreja.
Entre os povos antigos tudo foi restaurado pela Igreja, depois de tudo ter
caído na barbárie na sequência da fraca civilização pagã.
Quero dar-vos para terminar dois ou três testemunhos
bem curiosos e irrecusáveis.
Escutai. Eis primeiro o doutor Livingstone no regresso
da sua expedição no interior da África central:
“Havia outrora, diz ele, a dez ou doze léguas ao norte
de Albaca, no Congo, uma missão chamada Cahenda, e o número de indivíduos que,
na província, sabiam ler e escrever era deveras extraordinário. É fruto dos
trabalhos dos missionários jesuítas que foram os apóstolos desta população; e
depois da sua expulsão pelo Marquês de Pombal, os indígenas continuaram a
instruir-se uns aos outros. Estes homens abnegados gozam ainda hoje de grande
veneração. Todos falam deles com honra. Chamam-lhes ainda pelo seu nome
português padres jesuítas.”[2]
Hervé-Bazin, no seu belo livro: “As grandes jornadas da cristandade”, cita, a propósito da memorável
batalha de Las Navas de Tolosa, uma nota do historiador Huster, bem
surpreendente na pena de um escritor protestante: “ A nossa geração mal pode
compreender a valentia que a confissão dos pecados devia inspirar aos espíritos
simples, rodeados de perigos de morte; mas se, à confissão, se quer juntar a
garantia da graça e do amor de DEUS obtido pela comunhão, ter-se-á o segredo de
tantas ações prodigiosas pelas quais se distinguiu uma multidão de guerreiros
na Idade Média.” Acrescentamos com o eminente autor: É impossível dizer melhor.
Este segredo não é apenas o da cruzada: é o do verdadeiro patriotismo.[3]
Eis agora, quanto à França, o testemunho irrecusável
do protestante Guizot: “Durante três séculos só os mosteiros possuíam
bibliotecas; é por elas que as letras se salvaram da ruína que as ameaçava… O
espírito humano proscrito, batido pela tormenta, refugiou-se nas igrejas e nos
mosteiros. Ele agarrou-se aos altares, para viver sob o seu abrigo e ao seu
serviço até que tempos melhores lhe permitissem reaparecer no mundo e respirar
ao ar livre.”
O que Guizot diz aqui acerca das letras, diz noutros
lugares da agricultura e das artes.
Ele tem a certeza de que a Igreja e os monges fizeram
a França e a sua civilização.
Agora, meus filhos, deixo-vos como juízes. Quem será
verdadeiramente patriota, os católicos que veneram a Igreja e querem prosseguir
sob a sua direcção a obra de restauração social, ou os homens que, mostrando menos
inteligência e menos coração do que as populações congolesas da África Central,
querem envergonhar esta Igreja, sua mãe e mestra, e fazer regressar ao
paganismo a corrente da civilização?
Sinto que, o vosso coração protesta contra a
ingratidão e a vossa razão apoderou-se da verdade. Vós unis a Igreja e a pátria
no vosso respeito e no vosso amor. A pátria francesa sem a Igreja não teria
passado, nem história, nem honra, nem esperança. Só nos restaria Vercingétorix,
os Dólmenes e os Druidas, ou talvez Mercúrio, Vénus, Bruto, Séneca e Nero. –
Obrigado. Eu gosto mais da França de Carlos Magno, de Luís IX e Luís XIV; da
França de Racine e Bossuet; da França de Martinho de Tours e Vicente de Paulo;
da França da Virgem Maria e de CRISTO.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Vicente de Paulo
S. Vicente de
Paulo (1581-1660)
Possuía
um coração generoso à medida do mundo.
Escreveu
umas 30.000 cartas, pelas quais procurou ligar o céu e a terra e associar, na
tarefa de bem-fazer, reis, rainhas, princesas, nobres e camponeses. Ao mesmo
tempo fez voto de dedicar toda a sua vida aos pobres como seus amos e senhores
porque representam Cristo.
Dizia:
Não me basta amar a Deus, importa que todos o amem.”
O
seu lema era: “oferecer o coração a quem nos dá o seu.”
Dizia
às Irmãs Filhas da Caridade:
“Vós
irmãs, tendes por claustro, as ruas da cidade; por clausura, a obediência; por
grade, o temor de Deus; por véu, a santa modéstia.”
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Aproximar-se
3ª Feira - XXV Semana Comum
Naquele tempo a mãe e os familiares de Jesus queriam aproximar-se dele e não podiam por causa da multidão...
Quem são minha mãe e meus irmãos?
Quem se aproxima de mim são os que ouvem a Palavra de Deus e a cumprem...
Quem ouve a Palavra e a põe em prática fica assim perto de mim.
Também nós só nos aproximaremos ou ficares perto de Jesus de formos ouvintes e cumpridores da PALAVRA.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Acerca do patriotismo (III)
II - Esta pátria amada, queridos rapazes, o nosso dever é servi-la
generosamente. Não é apenas um entusiasmo artificial e instável que se espera
de vós, é uma nobre e austera dedicação, é um labor constante e assíduo.
Deveis-lhe o serviço da oração, e quem
lho prestará a não ser vós, que sois, pelas vossas famílias e pela vossa
educação, da raça dos homens que rezam? Deveis-lhe o exemplo e a prática da fé
nas nossas igrejas, nas nossas orações solenes, nas nossas manifestações
destinadas a afirmar publicamente as crenças de um grande povo.
Vós deveis-lhe uma vida forte, uma vida
de homens de caráter e de trabalho.
As carreiras abertas à atividade humana
são diversas: um produz e outro troca; este administra, julga ou governa; este
outro defende a fronteira ameaçada; aquele outro desenvolve as ciências,
inventa instrumentos novos, cria livros, quadros, obras de arte.
A alma de toda a carreira, o princípio
que a honra e a fecunda, é a verdadeira coragem que se testemunha por um
esforço prudentemente meditado e nobremente mantido.
Os que vos precederam no ensino cristão são a
esperança e a salvação da França.
Sem dúvida, nem todos responderam às expetativas de
Deus e dos seus mestres, alguns prenderam-se às vaidades e às loucuras do
mundo, e a sua vida, levada com um resto de fé suficiente talvez para a sua
própria salvação, tornou-se no presente estéril para a pátria.
Muitos preparam-se no silêncio do trabalho e retomam
as tradições cristãs nas administrações, no exército, na magistratura e na
indústria.
Há quem se envolva na vida política e com êxito.
Outros revelam-se nos nossos congressos de economia caritativa, como salvadores
que nos trazem o segredo perdido da paz social e da união do trabalhador e do
patrão.
Vós os seguireis nestas carreiras.
Servireis a pátria na agricultura ou na indústria, nas
letras e nas artes, na guerra ou no apostolado.
Se estais à frente de um grupo de trabalhadores,
procurareis a solução cristã da grande questão social. Encontrareis
antecessores e modelos.
Há apenas quinze dias, o glorioso Pontífice Leão XIII,
num Breve que nos mostra a sua alta sabedoria e o seu zelo prático, apontava
aos patrões ávidos de desenvolvimento o nobre exemplo dos irmãos Harmel de
Val-des-Bois.
Se seguis a carreira das letras, encontrareis ainda
nas nossas universidades católicos (que DEUS as conserve!) uma orientação para
os vossos generosos esforços e uma atmosfera de paz e de luz sobrenatural
admiravelmente favorável ao trabalho.
Se não vos for dado produzir por vossas mãos
obras-primas de arte nacional, podereis com as vossas dádivas generosas apoiar
a grande arte religiosa que renasce.
Será menos patriota da cidade, o Mecenas cristão que
faz renascer, por assim dizer, a nossa esplêndida basílica, descobrir sob a
poeira que a cobria, e mostrar aos olhos admirados e encantados, um dos mais
gloriosos monumentos da arte nacional?
Se a pátria tem necessidade do vosso sangue, vós
tendes ainda modelos no ensino cristão.
Nas outras carreiras, os vossos antepassados chegaram
só ao desenvolvimento completo por mérito próprio.
É melindroso elogiar os vivos; é fácil falar dos
mortos.
DEUS quis colher algumas flores escolhidas neste campo
da educação cristã.
Os acontecimentos providenciais da última guerra foram
a oportunidade. Abramos os anais. Os alunos das instituições católicas
preenchem as suas mais belas e mais gloriosas páginas.
Primeiro é esse batalhão de elite de voluntários do oeste,
que tivemos a honra de conhecer e de apreciar durante uma longa estadia em
Roma.
Se o ideal do patriotismo religioso alguma vez se
realizou, foi por meio destes nobres filhos da França.
“Seria necessário, dizia um general, voltar até às
cruzadas para encontrar gente de armas de tal natureza. A sua bravura
brilhante, a sua abnegação silenciosa, a sua atitude ufana e respeitadora
provocaram a admiração do exército.” O inimigo temia-os e admirava-os.
A batalha de Loigny seria suficiente para imortalizar
um regimento da linha da frente. Os soldados pontifícios aí foram heroicos.
Eram apenas 350 e 207 ficaram no campo de batalha.
A 10 de Janeiro, perto de Mans, os zuavos
distinguiram-se também. O general Gougeard, passando à tarde pela sua frente de
batalha, diz-lhes com voz vibrante: “Soldados, vós sois bravos, hoje salvastes
o exército”.
Quando, no mês de Agosto de 1871, os soldados
pontifícios foram dispensados, o ministro da guerra dirige-lhes uma ordem de
serviço onde se liam estas palavras: “O exército agradece-vos pela minha voz.”
Mas deixai-me fazer desfilar diante dos vossos olhos
algumas destas heroicas figuras descritas nas notícias publicadas pelos
colégios eclesiásticos ou de congregações religiosas de Besançon, de Nîmes e de
Toulouse, e pela escola Santa Genoveva de Paris.
Surge em primeiro lugar Emanuel de Beaurepaire, aluno
da Escola Santa Genoveva, subtenente na 67ª linha, uma das primeiras vítimas da
batalha de Forbach.
Ele lia habitualmente a Vida Devota de São Francisco de Sales, rezava o terço e abeirava-se
da Sagrada Comunhão nas festas principais. Sereis tentados a pensar que estas
devoções não condizem bem com o espírito militar. O general Ducrot, depois de
uma inspeção, avaliava assim Emanuel: “Jovem culto, conhecedor do seu ofício,
de excelentes maneiras, oficial com futuro.” Uma bala atirou para o túmulo o
futuro deste brilhante oficial, mas a sua alma está no céu na legião dos
mártires do patriotismo cristão.
Da fronteira, Emanuel escrevia à sua irmã: “Como é
preciso estar sempre preparado, saberás minha querida Paulina, que na casa do
valente padre de Mourmelon lavei a minha roupa suja antes de deixar o campo.
Agora as malas estão fechadas e, se preciso for, estou pronto para tomar o
bilhete da grande viagem sem retorno” JESUS CRISTO deu-lhe esse bilhete, depois
da comunhão que fez de novo a 5 de Outubro. Um chefe de esquadra do
Estado-maior disse de Emanuel: “No nosso ofício e sobretudo em campanha, frente
à morte, estes jovens, que não se importam somente com a recompensa, mas
sobretudo com a sua consciência, são os únicos capazes de fazer completamente
bem até ao fim.”
- O capitão Henrique de Falaiseau, outro aluno da
escola Santa Genoveva, foi atingido por uma bala num dos últimos combates do
malogrado exército do Este, a 29 de Janeiro de 1871.
Antes da guerra, ele escrevia: “Tornar-se um militar
bravo como a lâmina da sua espada, cristão como estes homens velho rochedo, de
uma moral exemplar, eis o ideal que persigo e que enche todas as minhas
esperanças.”
E durante a campanha: “Como práticas religiosas, sou
assíduo nas minhas orações da manhã e da noite; leio quase todos os dias um
capítulo da Imitação. Escusado será
dizer que ao domingo participo na missa; e que me abeiro frequentemente da
sagrada Mesa.”
Morto, encontravam-se sobre ele as suas medalhas, o
seu escapulário e a Imitação. E o
chefe de Estado-maior escreveu: “A França perde um valoroso oficial; os seus
chefes acabam de fazer sobre ele um relatório que faz que o lamentemos ainda
mais, se é possível.”
- O capitão Renaud de la Frégeolière era antigo
aluno de São Francisco Xavier de Vannes. Na batalha de Bapaume, causou a
admiração dos seus marinheiros.
Os projéteis choviam à sua volta; Confessa-se no campo
de batalha e, segurando a mão do padre diz: “Obrigado, meu bom padre; a minha
mãe ficará feliz. Ela é tão piedosa, a minha mãe!” Depois disso, escutai-o a
gritar para os seus heroicos marinheiros: “Vamos, rapazes, em frente! É DEUS
quem nos guia.” A cavalaria inimiga cerca-os gritando: “Entreguem-se, marinheiros,
entreguem-se!”
- “Marinheiros, não se entreguem, responde Renaud.
Viva a França!”
Quem não quer render-se deve morrer: Renaud morreu,
deixando à sua pátria a esperança do fruto do seu sacrifício.
Eu poderia citar centenas que brilharam com um vivo
fulgor entre a elite da França.
Eis os frutos desta seiva de patriotismo dos que vos
precederam no ensino cristão.
sábado, 22 de setembro de 2012
Centenário
Comemorou-se no passado dia 20 de Setembro o CENTENÁRIO do
nascimento do servo de Deus Pe. Martinho Capelli, dos Sacerdotes do Coração de
Jesus.
Nasceu numa aldeia do Norte da Itália a 20 de Setembro de
1912, num ambiente muito cristão de uma família modesta. Aí frequentou a escola
primária.
Aos 12 anos entrou no seminário menor dos Padres Dehonianos.
Fez a
sua profissão religiosa a 29 de setembro de 1930 e foi ordenado sacerdote a 26
de junho de 1936.
Enviado a Roma para a licenciatura em Teologia, quando se
falava muito dos mártires do México, apresentou o pedido para trabalhar nas
missões da China e defendeu a tese sobre o culto dos mártires.
O seu ideal era
ser missionário e mártir.
A 23 de junho de 1944, os alemães ordenaram o despejo
da casa de Castiglione para transformá-la em hospital militar.
A presença de
tropas alemãs no grande edifício do escolasticado tornou ainda mais perigosa a
convivência, para além da confusão.
Os padres foram para as várias paróquias da
região e, a 6 de julho de 1944, a comunidade de Castiglione transferiu-se para
Burzanella, perto de Castiglione.
No dia 29 de setembro de 1944, quando iam socorrer um ferido, o P. Capelli e o P. Comini, tidos como espiões, foram presos pelos alemães.
No dia 29 de setembro de 1944, quando iam socorrer um ferido, o P. Capelli e o P. Comini, tidos como espiões, foram presos pelos alemães.
Os soldados
serviram-se deles para o transporte de munições, fazendo-os subir e descer o
monte sob a vigilância deles. Foram depois encarcedrados, juntamente com um
numeroso grupo de outros prisioneiros, numa estrebaria da fiação de Pioppe de
Salvaro.
Depois de dois dias de cruel prisão, no domingo 1º de outubro, o P. Capelli e o P. Comini, juntamente com 44 prisioneiros, foram levados ao tanque da fiação e ali foram trucidados pelas metralhadoras das SS nazistas. Alguns, fingindo-se mortos sob o monte dos cadáveres, conseguirão salvar-se, depois da saída dos soldados alemães. Será um deles que recordará o último gesto sacerdotal de P. Martino: ferido mortalmente, ergueu-se com dificuldade, pronunciou ainda algumas palavras e deu a bênção. Fazendo aquele último gesto de bênção, caiu com os braços em cruz. Tinha somente 32 anos. Todos os seus vestígios e o dos outros mortos perderam-se alguns dias depois, quando foram abertas as entradas do tanque e a água arrastou os corpos para o rio Reno desaparecendo no mar Adriático. Tinha 32 anos.
Depois de dois dias de cruel prisão, no domingo 1º de outubro, o P. Capelli e o P. Comini, juntamente com 44 prisioneiros, foram levados ao tanque da fiação e ali foram trucidados pelas metralhadoras das SS nazistas. Alguns, fingindo-se mortos sob o monte dos cadáveres, conseguirão salvar-se, depois da saída dos soldados alemães. Será um deles que recordará o último gesto sacerdotal de P. Martino: ferido mortalmente, ergueu-se com dificuldade, pronunciou ainda algumas palavras e deu a bênção. Fazendo aquele último gesto de bênção, caiu com os braços em cruz. Tinha somente 32 anos. Todos os seus vestígios e o dos outros mortos perderam-se alguns dias depois, quando foram abertas as entradas do tanque e a água arrastou os corpos para o rio Reno desaparecendo no mar Adriático. Tinha 32 anos.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Acerca do patriotismo (II)
Ó França, nossa pátria, quem és tu para nós? A terra
dos nossos antepassados, Francos ou Galo-romanos; a terra que eles escolheram,
a terra aonde os conduzia a Providência.
Tu és o solo que nos alimentou, o lugar
onde encontrámos o abrigo e o vestuário; o campo das lutas e das vitórias dos
nossos avós. Tu tens muitos mais encantos de que os de uma pátria comum. Se não
fosses o meu país de nascença, tu serias o meu país de adoção.
Visitei os três continentes do velho
mundo. Percorri a Europa de Constantinopla a Dublin, vi o Bósforo e o Corno do
Ouro, os grandes rios da Alemanha, as costas e as florestas da Noruega, os
canais da Holanda, as cidades industriais da Inglaterra, as paisagens da
Escócia, a Espanha e as suas igrejas, a Itália, o seu belo céu, as suas ruínas
e os seus museus, e proclamo que tu permaneces para mim o mais belo dos reinos
depois do céu.
Não tens tu as grandes alturas dos
Alpes e dos Pirenéus, o Oceano a oeste e o mediterrâneo a sul, as ricas
culturas e as grandes indústrias da Flandres, as pradarias e as praias da
Normandia, a Bretanha de especto severo, de costumes primitivos, a Touraine e
os seus monumentos, a Borgonha e a sua Costa de Ouro, a Provença e as suas
baías sempre perfumadas onde reina uma eterna primavera?
Amo tudo isto em ti. Tudo isto encanta
os meus olhos; mas elevo-me mais alto, abro a história e descubro uma aliança
indissolúvel entre este solo e os homens da nossa raça que o desbravaram,
defenderam, cultivaram, enriqueceram, adornaram, marcaram com o seu selo e por
assim dizer animaram com a sua vida.
Comovo-me à vista de tantos perigos
incorridos e saúdo os teus defensores gloriosos, os gauleses visigóticos,
Clóvis e Carlos Magno, Luís IX, Carlos V, Bayard, Duguesclin, Joana d’Arc,
Francisco I, Luís XIV e seu incomparável cortejo.
Admiro a tua riqueza e saúdo os grandes
monges que te desbravaram, as abadias que foram as primeiras a protegeram os
trabalhadores, e os grandes ministros da paz, Suger, Sully, Colbert.
Elevo-me mais e vejo-te brilhar na
primeira fileira de todas as glórias do espírito, em todos os ramos da arte e
em todos os géneros da literatura. Encontro em ti como que dois génios e como
que um duplo povo. O curso da tua história tem dois zénites, um no século XIII
e outro no século XVII. Confesso mesmo que o primeiro faz vibrar em mim a fibra
patriótica mais do que o segundo. Foi o génio franco em toda a sua pureza que
produziu as nossas gigantescas catedrais, esse tipo de arquitetura da grandeza
e da poesia, Chartres, Reims, Amiens, Beauvais, São Quintino e Notre Dame de
Paris; as grandes abadias filhas de Citeaux e de Cluny; e estas fileiras de
anjos e de santos, estátuas tão graves e tão piedosas que ornam os seus
pórticos; e os relicários dos mártires, obras de arte de ourivesaria, e as
miniaturas dos missais e das legendas.
É mesmo o espírito francês que produz a
prosa alegre e fina de Villehardouin e de Joinville, e a poesia cavalheiresca e
generosa do Romance de Roncevaux e das epopeias do tempo.
A glória do século XVII não é tão genuinamente
nacional. Será um despertar da raça galo-romana e um predomínio deste primitivo
elemento da população? Será o resultado do estudo, a influência dos Médicis e
como uma conquista intelectual da França por parte da Itália? É sempre Roma e a
Grécia quem trazem a sua parte de honra ao grande século francês. Eu disse a
sua parte, porque não são simples copistas, mas também gloriosos criadores como
Corneille e La Fontaine, Bossuet, Racine, Boilleau, Milière, Claude Perrault,
Lesueur, Le Poussin Mansarad e Le Nôtre.´
Sim, ó França, amo a tua bela natureza, as tuas artes,
o teu génio e a tua glória. São dons de DEUS, que possuo e que defenderei tanto
quanto for preciso.
Mas o meu olhar eleva-se mais alto ainda. Tu tens
outros atrativos que me cativam muito mais. Tu és uma nação batizada; tu és uma
nação de elite entre as nações cristãs. Vi de perto povos que não receberam
este dom de DEUS: e vi reinar aí, ao lado de algum florescimento da razão e
mesmo da arte, a escravidão, o roubo e a corrupção.
Tu, ó França, foste das primeiras entre as nações que
responderam à vocação de CRISTO, daquelas que Ele cumulou de benefícios,
daquelas a quem deu a civilização, a justiça, a paz e a honra, pedindo-lhes em
troca, e para seu próprio benefício, que recebessem a lei evangélica, a
aceitassem, a abraçassem, a fizessem entrar nas suas leis, nos seus costumes, a
defendessem se necessário e assegurar a sua liberdade.
E entre todas as nações amadas por CRISTO e abençoadas
em CRISTO, não tens sido tu a mais amada e particularmente abençoada?
O sangue dos mártires é como o batismo de uma terra.
Não foste tu regada pelo sangue de Dinis de Paris, de Pothin de Lião, de
Symphorien d’Autun, de Quintino e de tantos outros?
Amo numa nação a sabedoria dos bispos, a ciência dos
doutores, a santidade das virgens. Não és tu a pátria de Hilário e de Irineu,
de Martinho e de Remi, de Genoveva e de Joana d’Arc, de Francisco de Sales e de
Vicente de Paulo?
Três grandes provas afrouxaram no curso dos séculos a
marcha triunfal da Igreja: o arianismo, que negava a divindade de JESUS CRISTO
e que atingia metade da cristandade; o maometismo, que impunha pela espada a
superstição e o fanatismo e que avançou até às portas de Roma; por fim o
protestantismo, que, descendo do Norte, ameaçou invadir toda a Europa cristã.
Sinto-me inclinado a amar a cavalheiresca nação que eu
vi ser, nestas lutas supremas, a primeira a combater pelo reino de CRISTO.
Abro a história: à cabeça dos defensores da Igreja,
encontro a França. Com Clóvis, trava as populações arianas. Com Carlos Martelo,
rechaça o maometismo em
Poitiers. Não satisfeita por o expulsar do seu solo, vai
feri-lo no coração. As cruzadas nascem nos campos de Vazelay e de Clermont.
Elas são tão francesas pelo seu espírito como pelo seu carácter, que em todo o
oriente o nome de Francos ficou para designar todos os filhos da Europa.
Veio por fim o protestantismo. Ele foi logo aceite
pelas cortes decadentes do norte, e, humanamente falando, pode-se perguntar em
que se teria tornado a Igreja, se a França também tivesse caído. Mas CRISTO
vivia no coração dos Franceses. A nação não consentiu afastar-se, e o povo mais
amante só aceitou o mais amável dos reis depois de ele ter abjurado a heresia.
Mas, neste relance aos séculos, esquecia um ponto
capital. CRISTO deu à sua Igreja um chefe visível que O representa, um chefe
que nos dá a verdade sem erro, com a assistência divina, e que nos dirige no
caminho da salvação. Todos os filhos da Igreja têm a peito a independência do
seu chefe espiritual. Esta independência foi ameaçada no século VIII pelos reis
lombardos. A França voou em socorro do chefe da Igreja, e Pepino e Carlos Magno
asseguraram a sua legítima liberdade. Desde então a França velou por esta
liberdade sagrada e defende-a sempre com as suas armas, com o seu sangue, com o
seu ouro e com a sua palavra.
Eu passo por cima das fraquezas e das apostasias momentâneas;
poderia ferir suscetibilidades sombrias e isso seria pouco oportuno numa festa
escolar.
Devo dizer todavia que a França moderna prende o meu afeto
e seduz-me ainda pela vitalidade inextinguível da sua fé e do seu proselitismo,
e pelo despertar sempre espontâneo do seu coração e da sua caridade.
Duvida do futuro da França quem duvida do Coração do
seu DEUS.
Quanto mim, espero n’Aquele que disse a uma grande
culpada: “Muito te foi perdoado, porque muito amaste”; e não duvido que CRISTO
ame sempre – ainda que tenha devido bastante para demonstrá-lo – a nação que,
cada dia, lhe prova ainda o seu amor; a nação que, mais que qualquer outra, é
talentosa em alimentar e vestir CRISTO na pessoa dos seus pobres; a nação que
luta contra si mesma desde há cinquenta anos para dar a todas as suas crianças
o ensino cristão (nesta luta, ontem ainda, estes dez justos não eram dois
milhões?); a nação enfim que mantém uma fecundidade maravilhosa de apostolado,
e que envia neste preciso momento os seus padres para o meio das regiões
inóspitas da África central como uma semente destinada a morrer bem cedo para
produzir um gérmen novo.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Aspirai às coisas do alto
4ª Feira - XXIV Semana Comum
Aspirai com ardor aos dons espirituais mais elevados
- Quem procura as coisas
abaixo de si
encolhe-se, atrofia-se.
- Quem procura as coisas
acima de si
estica-se, alarga-se, transcende-se.
- Quem aspira algo, quer
ardentemente:
a vontade é uma espécie de dilatação da pessoa.
- É preciso pregar o ótimo
para se conseguir o bom.
- Ser bom é querer ser
melhor.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Deus visitou o seu povo
3ª Feira - XXIV Semana Comum
Deus
visitou o seu povo
1
- Visitar é estar presente (nem que seja de passagem)
– Deus está de passagem junto de nós!
– Deus está de passagem junto de nós!
2
- Visitar é ir ver (vistoriar ou examinar)
– Deus examina-nos, observa-nos!
– Deus examina-nos, observa-nos!
3
- Visitar é fazer companhia (dar-se com alguém, conviver)
– Deus está connosco!
– Deus está connosco!
4
- Visitar é conhecer (dar-se mutuamente a conhecer)
– Deus conhece-nos e dá-se-nos a conhecer!
– Deus conhece-nos e dá-se-nos a conhecer!
5
- Visitar é atender (ou ser atendido)
– Deus atende-nos e cura-nos!
– Deus atende-nos e cura-nos!
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Acerca do patriotismo (I)
TERCEIRO DISCURSO
ACERCA DO PATRIOTISMO CRISTÃO[1]
Senhores,
É meu propósito dar diante de vós aos
nossos alunos, de uma forma mais solene, uma daquelas lições que constituem o
fundo do nosso ensino quotidiano.
Não tememos fazê-lo publicamente. A
verdade, a beleza e o bem são feitos para a luz. Temos consciência de
cultivá-las. É para nós uma honra mostrá-lo.
Esta lição tem por tema: O patriotismo
recebe da fé o seu mais belo brilho e o seu maior poder.
I
O que é a pátria?
Para o comum dos homens, a pátria é o
solo que a charrua rasga e que dá ao ceifeiro o grão de que se alimenta; a
pátria é a casa que abriga a família, os bosques que adornam o horizonte, o rio
que risca a planície, as aldeias semeadas pelos montes vizinhos.
A pátria é muito mais; ela estende-se
até às fronteiras e encerra no seu seio grandes cidades, ricos estabelecimentos
industriais, sábias escolas e brilhantes academias. A pátria tem a sua história
e as suas gloriosas recordações. Todos os homens amam a pátria: ela dá a
felicidade, o prazer, a riqueza.
Nescio
qua natale solum dulcedine cunctos
Ducit, et immemores non sinit esse sui
Ovídio
Para o cristão, é mais do que isso.
Para ele o campo traz a bênção de DEUS:
o laço da família provém de um sacramento; o lar é um santuário de orações; o
templo aí está para unir os cidadãos na caridade. Para o cristão, o solo da
pátria foi regado pelo sangue de mártires; contém os monumentos das obras dos
seus pais; a sua raça tem junto de DEUS embaixadores que são os seus santos, e
a sua história dos feitos bélicos são as lutas da pátria por seu DEUS.
Não, a fé nunca extingue o amor da
pátria; ela ilumina-a e fortifica-a, como cultiva e faz crescer tudo o que é
nobre e bom na natureza.
O homem religioso ama a sua pátria em DEUS. Se ela não tem a
verdadeira fé de que ela tem consciência de desfrutar, esforçar-se-á por
levá-la pela sua palavra, pelas suas obras, pelas suas orações e pelas suas
lágrimas; estará pronto a dar o seu sangue por ela.
Escutai São Paulo: “É verdade o que vou
dizer em Cristo; não minto, pois é a minha consciência que, pelo Espírito
Santo, disto me dá testemunho: tenho uma grande tristeza e uma dor contínua no
meu coração. Desejaria ser amaldiçoado, ser eu próprio separado de Cristo, pelo
bem dos meus irmãos, os da minha raça, segundo a carne. Eles são israelitas, a
quem pertencem a adoção filial, a glória, as alianças, a lei, o culto, as
promessas; a eles pertencem os patriarcas e é deles que descende CRISTO,
segundo a carne, Deus que está acima de todas as coisas, bendito seja Ele pelos
séculos”.[2]
São Paulo dá-nos ao mesmo tempo uma
lição e um exemplo de patriotismo.
A pátria, diz ele, é uma grande
família, são os meus irmãos, os meus pais segundo a carne; a pátria judaica
para ele, é mais do que isto, é o povo escolhido de DEUS, o povo dos
patriarcas, o povo da aliança, da arca santa, dos milagres divinos, das
profecias, da promessa e do Redentor, é o povo de DEUS e de CRISTO.
Eu ouvi o Nubien quase inculto a
dizer-me: A pátria, é o Nilo com as palmeiras das suas margens.
O Romano orgulha-se do seu sangue, que
é também um dom de Deus, e da sua fé, que lhe trouxeram os apóstolos; a sua
pátria, é, com as suas colinas ricas de tradições, e as ruínas da sua arte
antiga que não desdenha, a cátedra e o sepulcro de Pedro, as catacumbas, as
basílicas e todos os tesouros sagrados da religião.
A Polónia não separa do amor das suas
planícies e do orgulho da sua raça, a lembrança de Miécislas seu primeiro rei
cristão, de Jagellon, do bispo Estanislau, seu glorioso mártir, de Sobieski, o
herói de que Deus se serviu para deter a invasão muçulmana.
Para a Irlanda, a pátria, não são
somente as suas húmidas pradarias e as suas montanhas basálticas, é o grande
Patrício, seu apóstolo; são os seus velhos mosteiros que fizeram dela a Ilha
dos Santos; são os antepassados que lutaram contra a subjugação nacional; é o
ardente orador O’Connell que alcançou pela força da sua eloquência a lei da
emancipação.
[1]
Discurso pronunciado na distribuição de prémios no Instituto São João, a 2 de agosto
de 1879, V. “Semana Religiosa da Diocese de Soissons e Laon”, 6ª Ano, 1878, pp.
487-489, Instituto São João de São Quintino. Foi igualmente publicado na edição
especial: Acerca do Patriotismo cristão, São Quintino, Imprensa do Conservador
de Aisne, s.d. (1879), pp. 32.
[2] Ep. Rom IX, I
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Trazer a cruz de Cristo
Festa da Exaltação da Santa Cruz
A rainha da Inglaterra, Maria Stuart, quando era conduzida para o cadafalso, levava na não um crucifixo. Haurindo coragem para a morte, a rainha beijava-o frequentemente.
Acompanhou-a um oficial protestante, que, vendo a piedade de Maria Stuart, não se conteve e disse-lhe:
- Senhora, é no coração e não na mão que se deve levar Cristo!
- É bem levá-lo também na mão, para tê-lo mais seguramente no coração! – Respondeu a infeliz rainha.
E eu acrescento
É no meu coração que deve estar a Cruz de Cristo...
Mas devo trazê-la ao pescoço para me lembrar que está no meu coração...
e quanto mais a tenho no meu coração, tanto mais necessito de mostrá-la e trazê-la ao pescoço...
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
João Crisóstomo
Hoje celebra-se a memória de São João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja do final do século IV.
Foi chamado de CRISÓSTOMO, isto é, BOCA DE OURO por ser um orador eloquente, comunicador envolvente, um pregador exemplar.
E eu fico a pensar como devia ser ele grande estatura, caixa torácia dilatada, voz sonante, pose altiva... o seu vozeirão devia encher as igrejas, a sua figura devia sobressair nas assembleias...
Mas nada disso.
Os contemporâneos descrevem-nos João Crisóstomo como um homem de estatura baixa, de rosto magro, de testa enrugada, de cabeça calva.
Tinha voz fraca. Não falava para ser escutado, falava para instruir, exortar, reformar, preocupado com o combate aos costumes pagãos e com a instauração da moral do Evangelho.
Era um reformador, um missionário, um pastor e um pregador incomparável, que lhe valeu o epíteto de “boca de oiro”.
É Crisóstomo não porque a sua voz enchia o templo, mas porque a sua fraca mas incisiva voz enchia os corações.
Ainda hoje é assim... as bocas de oiro não são os que falam alto e bonito, mas os que murmuram ao coração!
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Bem-aventuranças modernas
4ª Feira - XIII Semana Comum
As 4 Bem-aventuranças que Lucas nos apresenta podem ser traduzidas em linguagem do século XXI desta maneira:
- Felizes os pobres
Nem todos os pobres são felizes, mas todos os verdadeiramente felizes são sempre pobres, simples e humildes...
- Felizes os que têm fome
Nem todos os que têm fome são felizes, mas todos os verdadeiramente felizes são sempre famintos de Deus...
- Felizes os que choram
Nem todos os que choram são felizes, mas todos os verdadeiramente felizes choram sempre pelos seus pecados...
- Felizes os que sofrem perseguição
Nem todos os perseguidos são felizes, mas todos os verdadeiramente felizes são sempre incompreendidos e maltratados como o Senhor Jesus...
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Toda a noite a rezar
3ª Feira - XXIII Semana Comum
O Evangelho de hoje refere que Jesus passou toda a noite em oração.
Porquê à noite?
Quais as vantagens de rezar à noite?
Que lições podemos aprender deste pormenor?
- Rezar à noite é reservar as primeiras horas da jornada para Deus. É que na cultura bíblica o novo dia começa não com o nascer mas com o pôr do sol.
- Porque à noite há mais silêncio, maior recolhimento e assim percebemos melhor todos os sons, todas os sinais...
- Porque assim de noite podemos valorizar mais o brilho da oração, a luz que dela emana...
- Porque para ver a Deus mais vale fechar os olhos (fazer noite ou escuro) do que abrir uma janela durante o dia.
- Porque à noite todos nós estamos menos voltados para as actividades consumistas e materialistas.
- À noite voltamo-nos mais para a espiritualidade do que a actividade; mais para a contemplação do que para a acção; ma ateis para a reflexão do que para a observação; mais para a conversação com Deus do que com a conversa com os irmãos; mais para a viagem até ao nosso íntimo do que para a viagem pelo mundo; mais para o recolhimento do que para a dispersão...
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Gregório Magno
Certo dia estava o Papa Gregório Magno (Século VII) a preparar-se para começar a celebração da Santa Missa quando vieram contar que, nas proximidades um homem jazia desmaiado de fome e fraqueza. O Papa empalideceu. Voltou para a sacristia, retirou os paramentos e disse ao sacristão:
- O Para não pode oferecer o santo sacrifício da missa enquanto está alguém perto daqui a morrer de fome.
De facto louvar a Deus é servir os Irmãos e servir a Deus é amar os irmãos.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Agostinho de Hipona
Quatro palavras podem resumir a vida desta grande figura da Igreja:
- Sabedoria
- Santidade
- Humildade
- Verdade
"Santo Agostinho era o maior Santo entre os Doutores e o maior Doutor entre os Santos."
(Assim o descrevia o Pe. António Vieira)
(Assim o descrevia o Pe. António Vieira)
"O primeiro passo na busca da verdade é a humildade.
O segundo, a humildade.
O terceiro, a humildade.
E o último, a humildade."
(Assim confessou Santo Agostinho)
O segundo, a humildade.
O terceiro, a humildade.
E o último, a humildade."
(Assim confessou Santo Agostinho)
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