quarta-feira, 11 de março de 2020

Um pedido absurdo


4ª feira – II semana da quaresma

A mãe de Tiago e João, filhos de Zebedeu, ajoelhou-se aos pés de Jesus e rezou assim:
- Senhor, faz a minha vontade… que estes meus dois filhos, teus discípulos, te sigam sentados…
- Não sabes o que estás a pedir – disse Jesus.
Porquê?
Porque isso é absurdo:

1º - Este pedido é a contradição da oração.
É absurdo rezar para que Deus faça a nossa vontade em vez de pedirmos para que possamos fazer a vontade de Deus. Ela estava habituada a mandar em casa e queria também mandar no céu; mandava no marido e nos filhos e queria mandar em Deus… Ela ajoelhou-se diante de Deus, mas queria que Deus se ajoelhasse diante dela.
(Seja feita a vossa vontade… Fazei Senhor que o vosso servo escuta)

2º - Este pedido é a contradição do chamamento, da vocação e da resposta pessoal.
É absurdo porque o discípulo tem de falar por si mesmo e não falar pelos outros. É preciso assumir. Cada um tem de responder por si e não esconder-se atrás de alguém. Jesus não se deixou comover pela amabilidade de uma mãe, mas pela responsabilidade de cada um.
(E vós quem dizeis que eu sou…)

3º - Este pedido é a negação da condição de discípulos, apóstolos e seguidores.
É absurdo porque a mãe queria que os seus filhos deixassem de seguir Jesus para ficarem sentados. Jesus não prometeu uma cadeira, mas um caminho.
(Vem e segue-me… Levantou-se e seguiu Jesus)


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