domingo, 14 de fevereiro de 2021

PDF da vida espiritual


Ano B – VI domingo comum

Sabemos que PDF é uma técnica muito comum nas nossas atividades informáticas. A sigla PDF significa "Portable Document Format", ou seja, "Formato de documento portátil".

É um formato para partilhar documentos. Foi inventado pela empresa Adobe na década de 1990.

É fácil, acessível e confiável, visto não ser fácil alterar o documento partilhado.

Isto pode servir para resumir o episódio do Evangelho de hoje.

Um leproso Procurou Jesus, Dialogou com Ele e Fez o que Ele lhe pediu.

P – Procurar – Um leproso procurou Jesus, e depois Jesus também se retirou para lugares desertos e todos iam à sua procura. De facto, Jesus retira-se para que não nos cansemos de procura-lo.

D – Dialogar – O leproso dialogou com Jesus. Não basta procurar Jesus é preciso falar-lhe e escutá-lo.

F – Fazer – Não foi apenas Jesus que fez conforme o leproso lhe pedia, estendendo-lhe a mão, mas também o leproso fez o que Jesus lhe pedia e ficou curado. Não basta, procurar Jesus, não basta dialogar com ele, é preciso fazer o que ele nos manda fazer e copiar o que ele faz.

 

Nós somos dum documento PDF.

Continuemos a procurar Jesus, a dialogar com Ele e a fazer o que Ele faz ou nos manda fazer.

 

 

Ver também:

Lepras

Estende a mão

A lepra e má língua

Deus quer

Lições de um encontro

 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Na oficina de S. José


Do Sermão do Gloriosíssimo Patriarca S. José, pelo Pe. António Vieira, pregado na catedral da Baía, no ano de 1639:

“A casa de Nazaré, tão humilde, como de um pobre oficial, que com o trabalho de suas mãos, e o suor do seu rosto, lavrando lenhos secos, e sem raízes, deles recolhia o duro pão, com que sustentava a mesma casa.

É-me necessário entrar na oficina, e tomar emprestados três instrumentos – uma serra, uma plaina e um compasso.

A serra para dividir e apartar a verdade da opinião.

A plaina para aplainar todas as dificuldades que pode ter a mesma verdade.

E o compasso para medir a imensidade das grandezas de São José.”

Também hoje, nós precisamos de pedir emprestado a São José vários instrumentos da sua oficina.

Que ele nos empreste a sua caixa de ferramentas para fazermos alguns serviços urgentes:

- O martelo, não para fazer barulho, mas para nos ajudar a aprofundar a Palavra de Deus.

- Os pregos, não para picar alguém, mas para nos unir melhor uns aos outros como irmãos.

- O serrote, não para mostrar os dentes destruidores, mas para cortar tudo o que está a mais e assim alcançar a plena libertação.  

- A lixa, não para ser áspero com alguém, mas para suavizar e aperfeiçoar a nossa vida.

- O compasso ou a fita métrica, não para medir o que já fizemos, mas o que ainda nos falta fazer.

 

Ver também:

Parábola do carpinteiro

Mestre carpinteiro

O carpinteiro de Nazaré

Jesus carpinteiro

Filho do carpinteiro

 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

José na Legião de Maria


Hoje assinala-se os 24 anos da fundação do Praesidium Nossa Senhora da Misericórdia, na comunidade paroquial a que presido. Por isso a minha reflexão faz eco do que o Manual da Legião partilha sobre São José, neste ano a ele dedicado.

São José está no primeiro lugar da lista dos padroeiros da Legião de Maria (antes de São João Evangelista, São Luís Maria de Montfort, São Miguel Arcanjo, São Gabriel Arcanjo, Milícias todas do Céu - Legião dos Anjos de Maria, São João Baptista, São Pedro, São Paulo).

Nas orações da Legião de Maria, o nome de São José segue as invocações aos Corações de Jesus e de Maria, pois que também na Corte do Céu ocupa, junto deles, o primeiro lugar.

O chefe da Sagrada Família, desempenhou, junto de Jesus e de Maria, funções peculiares de importância capital. As mesmas funções, sem tirar nem pôr, continua ele, o maior dos Santos, a desempenhá-las junto do Corpo Místico de Jesus e da Mãe desse Corpo. Patrocina a existência e a atividade da Igreja e, por consequência, da Legião. Os seus desvelos são constantes, vitais e caracterizados por uma intimidade familiar. Depois de Maria, não há santo mais influente e, como tal, deve ser estimado pelos legionários. Para o seu amor se mostrar poderoso em cada um de nós, é mister que o nosso procedimento para com ele reflita a compreensão do intenso afeto que nos consagra. Jesus e Maria reconhecidos a José pelos seus carinhos e trabalhos, traziam-no sempre no coração. Procedam de igual sorte os legionários.

 

A família de Deus, desde os dias de Nazaré, cresceu e dilatou-se até aos confins da terra. O coração de José expandiu-se também de harmonia com a sua nova paternidade que prolonga e excede a paternidade prometida por Deus a Abraão.

José, o pai adotivo de Jesus, é também o pai adotivo dos irmãos de Jesus, quer dizer, de todos os cristãos através dos tempos (Cardeal Suenens).

 

Conclusão:

1 - São José tal como cuidou de Jesus, não pode deixar de cuidar hoje do Corpo Místico de Jesus que é a igreja.

2 - São José ocupava um lugar especial no Coração de Jesus, seu filho, e no coração de Maria, sua esposa. Assim ele só pode ocupar um único lugar ainda hoje: no nosso coração.

3 - São José tal como foi o pai adotivo de Jesus, não pode deixar de ser o pai adotivo dos irmãos de Jesus, isto é, de todos nós.

 

Ver também:

7 domingos de S. José

José esposo de Maria

Às quartas com S. José

 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Pôr ao alcance


2ª feira – V semana comum

Quando saíram do barco, as pessoas reconheceram Jesus… e começaram a trazer os doentes para onde ouviam dizer que Ele estava…

Mais do que olhar para quem queria tocar na orla do manto ou para Jesus que os curava, hoje quero olhar simplesmente para aqueles que proporcionaram todos esses milagres.

Quero louvar o Senhor por todos os que punham os doentes ao alcance de Jesus ou punham Jesus ao alcance dos doentes.

Que haja sempre alguém que me ponha ao alcance de Jesus e punha Jesus ao meu alcance.

E que eu também faça esse serviço a Jesus e aos meus irmãos.

 

Ver também:

Tocar na orla da capa

Todos queriam tocar-lhe

Tocar em Jesus

Tocar e ser tocado

 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Sem coragem nem poder


6ª feira – IV semana comum

O trecho do evangelho de hoje relata o martírio de João Baptista.

Ele denunciava a má conduta de Herodes e da sua companheira Herodíade.

Preferiram matar o profeta do que mudar de vida.

Não tiveram coragem de corrigir a sua vida, mas encontraram coragem para tirar a vida de um inocente.

Mostraram o seu poder determinando a morte do profeta, mas não tiveram poder suficiente sobre si próprios para mudar de vida.

Isto faz-me lembrar alguém que ao olhar ao espelho vê-se todo despenteado.

Então o que faz?

Uma pessoa normal, penteia-se logo, muda de apresentação… e até agradece ao espelho.

Só um louco, ao ver-se despenteado, é capaz de se revoltar contra o espelho e é até mesmo de o destruir… Quer corrigir os outros em vez de se corrigir a si próprio.

Ao ver-se ao espelho partido, agrava ainda mais a situação… Vê-se ainda pior que antes.

 

É preciso ter coragem e poder para mudar e corrigir-se, em vez de procurar que os outros mudem a sua opinião sobre nós, deixando de ver o mal que continua a existir em nós.

 

Hoje rezo para que nunca nos falte a coragem para corrigir as nossas imperfeições e para agradecer a quem nos ajuda a tomar consciência dessas limitações.

 

Ver também:

Pequenas coisas

Lições de Herodes e de João

 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Dia da fraternidade


Celebra-se hoje o Primeiro Dia Internacional da Fraternidade Humana, como estabelecido numa recente Resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Esta iniciativa teve em conta também o encontro de 4 de fevereiro de 2019, em Abu Dhabi, entre o Papa Francisco e o Grande Imã de Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyeb, onde assinaram o Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da paz mundial e da convivência comum.

É uma oportunidade para as nações do mundo inteiro unidas celebrarem e promoverem o diálogo inter-religioso e intercultural.

Decisão da ONU

A 21 de dezembro de 2020, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou por unanimidade o dia 4 de fevereiro, Dia Internacional da Fraternidade Humana. "Nesta fase decisiva da história humana, estamos numa encruzilhada: por um lado, a fraternidade universal na qual a humanidade se regozija, por outro, uma miséria aguda que incrementará o sofrimento e a privação das pessoas”, sublinhou o Juiz Mohamed Mahmoud Abdel Salam, Secretário Geral do Comitê Supremo para Fraternidade Humana.


3 mensagens de fraternidade:

a) Um mundo sem irmãos é um mundo de inimigos. A fraternidade é a nova fronteira da humanidade (Papa Francisco).

b) O facto de partilharmos a mesma maçã não nos torna irmãos, mas se todos os homens são irmãos podem partilhar a mesma maçã (Bispos Fulton Sheen).

c) Aquele que quer viver com os irmãos não deve ser quadrado, mas sim esférico: tem de saber limar as arestas (Padres do deserto).


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

7 domingos de S. José


Os 7 domingos em honra de São José são uma tradição do séc. XVI que consiste numa especial devoção ao Patrono da Igreja, nos 7 domingos que antecedem a sua Festa (dia 19 de março). Neste ano o primeiro foi no passado domingo dia 31 de janeiro. O último será no dia 14 de março.

Em cada domingo contempla-se uma dor e uma alegria de São José.

Primeiro Domingo

Dor e alegria de São José na maternidade de Maria.

 

Por essa dor e esta alegria vos pedimos consoleis o nosso Coração agora e nas nossas últimas dores, com a alegria de uma vida justa e de uma santa morte semelhante à vossa, assistidos por Jesus e de Maria.

Segundo Domingo

Dor e alegria de São José por ocasião do nascimento de Jesus em Belém.

 

Por essa dor e esta alegria alcançai-nos que depois do caminho desta vida possamos ir escutar as adorações dos Anjos e a gozar dos resplandores da glória celestial.

Terceiro Domingo

Dor e alegria na circuncisão do Menino Jesus

 

Por essa dor e esta alegria alcançai-nos viver separados de todo pecado, a fim de expirar alegres, com o santíssimo nome de Jesus no Coração e nos lábios.

Quarto Domingo

Dor e alegria de São José na Apresentação do Menino Jesus no Templo.

 

Por essa dor e por esta alegria consegui-nos de sermos do número dos que, pelos méritos de Jesus e a intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, haverão de ressuscitar gloriosamente.

Quinto Domingo

Dor e alegria de São José por ocasião da fuga para o Egipto.

 

Por essa dor e esta alegria, alcançai-nos afastar para sempre de nós o tirano infernal, sobretudo fugindo das ocasiões perigosas, e derrubar do nosso coração todos os ídolos de afeto terreno, para que, ocupados em servir a Jesus e Maria, vivamos tão somente para eles e morramos alegres no seu amor.

Sexto Domingo

Dor e alegria de São José por ocasião do seu regresso do Egipto.

 

Por essa dor e esta alegria, alcançai-nos a graça de desterrar de nosso Coração todo o temor nocivo, possuir a paz de consciência, viver seguros com Jesus e Maria e morrer também assistidos por Eles.

Sétimo Domingo

Dor e alegria de São José quando perdeu e encontrou o Menino Jesus no Templo.

 

Por essa dor e esta alegria, vos suplicamos com palavras saídas do coração, intercedais em nosso favor para que jamais nos suceda perder a Jesus por algum pecado grave.

Mas, se por desgraça o perdermos, fazei que o busquemos com tal dor que não achemos sossego até encontrá-lo benigno sobre tudo em nossa morte, a fim de irmos ao Céu e cantar eternamente convosco as Suas divinas misericórdias.

 

Ver também:

José esposo de Maria

Às quartas com S. José

 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Ninguém se deu conta


Festa da Apresentação do Senhor

Quarenta dias após o nascimento, quando Jesus foi apresentado ao templo, ninguém se deu conta.

Nem o rei, nem os nobres, nem os sacerdotes, nem o povo. A sua família era demasiado pobre para captar a sua atenção. Não tinha nem o suficiente para comprar um cordeirinho, como exigia a lei de Moisés. Contentou-se em oferecer um par de rolas.

Só dois anciãos receberam Jesus e lhe prestaram a atenção nesse momento tão solene. Para todos os outros, tudo passou despercebido. Ainda bem que que se encontravam ali dois anciãos para receber e glorificar o Senhor.

Todos estavam à espera do Messias. Todos queriam acolhê-lo numa manifestação grandiosa e extraordinária. Quando se apresentou na humildade e na pobreza, ninguém se deu conta. Apenas dois idosos…

 

Ainda hoje o Senhor vem ao nosso encontro e a maior parte das vezes nem damos conta…

Ainda hoje o Senhor manda-nos mensagens, avisos, atenções, repreensões, convites e nós fazemos de conta que não é nada connosco…

Ainda hoje o Senhor brilha na nossa vida e nós olhamos para o lado…

 

Somos mais felizes que Simeão e Ana, porque não precisamos de esperar pela idade avançada para acolher e louvar o mesmo Senhor.

 

Ver também:

Encontro e luz

Apresentação do Senhor

Nossa Senhora da Estrela

 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

O mundo e a casa


2ª feira – IV semana comum

Do mundo à nossa casa

Da nossa casa ao mundo

 

Depois de ter sido curado, o homem ex-possesso ofereceu-se para seguir Jesus. Este, porém, não lho permitiu e disse-lhe:

- Vai para casa, para junto dos teus e conta-lhes o que o Senhor te fez…

Então ele foi-se embora e começou a apregoar o que Jesus tinha feito por ele.

E todos ficaram admirados.

Jesus manda sempre pregar a Boa Nova:

- Ide por todo o mundo.

Há quem tenha de fazer do mundo a sua casa.

Há quem tenha de fazer da sua casa um mundo.

Ide por tudo o mundo:

Quer o mundo da casa, quer a casa do mundo.

Onde quer que se esteja é preciso anunciar o evangelho.

O objetivo é sempre o mesmo:

Levar todos os homens a acreditar em quem nos envia.

 

Ver também:

Um homem perturbado

Começar por casa

Vai para casa

 

sábado, 30 de janeiro de 2021

Pe. Albert Bourgeois


Assinala-se hoje o centenário do nascimento do 6º Superior Geral dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos), o Pe. Albert Bourgeois.

Era ele o Superior Geral quando entrei no seminário e ainda quando fiz a primeira profissão como religioso dehoniano.

 

O Pe. Bourgeois nasceu na França a 30 de janeiro de 1921.

Fez a primeira profissão religiosa a 29 de setembro de 1938.

Foi ordenado sacerdote a 6 de julho de 1947.

Desempenhou a missão de Superior Geral da Congregação SCJ, em Roma, de 6 de junho de 1967 a 6 de junho de 1979.

Faleceu em Paris a 21 de novembro de 1992.

 

Estive com ele nas várias visitas que ele fez às comunidades dehonianas em Portugal.

Recordo na década de 80 as palestras que fez entre nós sobre a revisão das Constituições SCJ.

Desses comentários ou guia de leitura das Constituições cito uma sua comparação:

“As novas Constituições (ou Regra de Vida) são, em certo ponto, uma espécie de Deuteronómio para nós. São o nosso Deuteronómio.

Com as devidas proporções podemos, sem dúvida, considerar as novas Constituições como um dom de Deus, - como o Deuteronómio foi para o Povo de Deus – desse Deus que segue uma maravilhosa pedagogia.

Este código fundamental tira a sua força obrigatória da realidade e da natureza da nossa vocação e do nosso ser espiritual, no qual ela nos transforma.

Em fim de contas, a obrigação é a de tornar-nos aquilo que somos.

Disponibilidade, conversão permanente, o Hoje de Deus, são temas e palavas que correm ao longo de todo o Deuteronómio. Deixar ressoar em nós as antigas palavras, talvez não seja a pior maneira de preparação para ler, meditar, acolher e viver “o nosso Deuteronómio”.

Tornando-nos aquilo que somos, entramos na grande corrente do amor que parte do Coração de Deus e que para lá conduz…”

 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Na semana dos consagrados



Como preparação para o 25º dia mundial dos consagrados, a 2 de fevereiro, esta semana inspira-se na Encíclica Fratelli Tutti, publicada há 4 meses pelo Papa Francisco.

É um convite a atuar juntos, a reavivar em todos uma aspiração mundial à fraternidade.

Podemos dizer que os consagrados são a personificação ou o sinal visível da encíclica Fratelli Tutti e que a Fratelli Tutti é o espelho da Vida Consagrada.

De facto, os consagrados habitualmente são denominados como Frades e Freiras, isto é, irmãos e irmãs.

Esta fraternidade ou irmandade, confraria ou fratria, é a expressão mais eloquente de que o sonho da encíclica é já uma realidade em ação.

 

Os freis, frades ou irmãos não são irmãos de sangue.

Nem são apenas irmãos de copo e de cruz.

Nem se limitam a ser irmãos de vocação.

São irmãos de coração e sobretudo irmãos de alma.

 

Quem não quiser ler a encíclica Fratelli Tutti, basta contemplar uma comunidade de consagrados, de irmãos ou de freiras, que ficará na mesma bem instruído, edificado e motivado para a fraternidade.

Poderá apreciar as duas dimensões da fraternidade:

- A dimensão humana, horizontal, no mesmo nível, porque todos iguais, todos irmãos.

- A dimensão divina, vertical, de cima para baixo, porque todos adotados, todos filhos.

Juntando as duas dimensões teremos uma cruz, a cruz da fraternidade e da consagração.


Ver também:

Pai Nosso dos Consagrados


quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

José esposo de Maria

O dia 23 de janeiro é a data tradicional da festa do casamento de José e de Maria de Nazaré.

Embora nunca tenha feito parte do calendário geral, esta data é mantida por algumas Ordens Religiosas, especialmente as de devoção mariana, e por outros tantos calendários locais.

São João Paulo II resumiu, em 1989, a observância da prática do casamento judaico pela Virgem Maria e São José, na Exortação Apostólica Redemptoris Custos, nº 18:

“Segundo o costume do povo hebraico, o matrimónio constava de duas fases – primeiro, era celebrado o matrimónio legal (verdadeiro matrimónio); e, depois, só passado um certo período, é que o esposo introduzia a esposa na própria casa. Antes de viver junto com Maria, portanto, José já era o seu esposo.”

Maria é, de facto, a esposa de José. Assim sendo, o Menino Jesus, concebido em seu ventre pelo poder do Espírito Santo, é membro da família de José e Maria, e goza da maternidade de Maria e da paternidade adotiva ou da guarda de José.

O facto de Jesus ter sido concebido virginalmente e ter nascido depois do casamento de Maria e José, significa que JESUS FOI CONCEBIDO E NASCEU DENTRO DO CASAMENTO.

Não é verdade, portanto, que Ele tenha nascido fora do casamento ou de mãe solteira, como já acontecia com outros no passado e continua a acontecer na atualidade.

O Filho de Deus nasceu no seio de uma família estabelecida, dentro de um casamento oficializado, acolhido num casal constituído por homem e mulher.

José é esposo de Maria de Nazaré e por isso pai de Jesus, a quem deu o nome, assumindo a responsabilidade de o proteger, cuidar e ajudar a crescer.


Nesta quarta-feira peço a Deus, por intermédio de São José e de Maria Santíssima, que abençoe uma vez mais os casais da nossa comunidade, para que vivam o seu matrimónio na graça de Deus e toda a família possa progredir no amor e na santidade.


Missa dos Esponsais 

de Maria Santíssima com São José

23 de janeiro

 

Antífona de Entrada

Salve Maria, Mãe de Deus, unida em vínculo matrimonial com São José, guarda fiel de tua virginal maternidade.

 

Oração Colecta

Pai santo que unistes em virginal matrimónio a gloriosa mãe do vosso Filho com o homem justo José para que fossem fiéis colaboradores do mistério do Verbo encarnado, concedei-nos, unidos a vós pelo vínculo batismal, vivermos mais intensamente a nossa união com Cristo e caminharmos alegremente na estrada do amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo...

 

Primeira Leitura

Is 44,1-5

 

Salmo Responsorial

Sl 44, 2-3.11-12.14-15

 

Segunda Leitura

Ap 21, 1-5a; 22, 16-17.20

 

Aclamação ao Evangelho

R. Aleluia, Aleluia!

José, filho de David, não temas receber Maria por esposa, pois o que ela concebeu é obra  do Espírito Santo (Mt. 1, 20b)

 

Evangelho

Mt 1,18-21. 24-25

 

Oração sobre as Oblatas

Olhai benigno, Senhor, as ofertas que apresentamos ao vosso altar na festa dos Esponsais da bem-aventurada Virgem Maria com São José e acendei em nós o espírito do vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo...

 

Antífona da Comunhão

José, Filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra ela do Espírito Santo” (Mt 1, 20b).

 

Oração depois da Comunhão

Senhor, que nos enchestes de alegria com vossos santos dons, fazei que venerando a bem-aventurada Virgem Maria e seu castíssimo esposo São José, sejamos confirmados no vosso amor, e vivamos em contínua ação de graças. Por nosso Senhor Jesus Cristo...


Ver também:
Às quartas com S. José

 

 


 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

O caminho de S. Paulo


Festa da Conversão de São Paulo, Apóstolo

A vida e obra de São Paulo pode resumir-se a uma única palavra: CAMINHO.

- Ele ia a caminho de Damasco, quando tudo começou.

- A partir daí converteu-se. Deixou um caminho para seguir outro. De facto, a conversão é sempre um caminho, e o caminho é sempre uma conversão.

- Passou a ser discípulo de Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

- Fez caminho nas suas viagens missionárias para que todos fossem como ele alcançados por Cristo. Não houve nenhum outro apóstolo que fizesse mais quilómetros de caminho do que Paulo.

- A sua última viagem como prisioneiro a caminho de Roma, a cidade eterna, é a prefiguração do caminho para a eternidade.

- Por fim, mesmo encarcerado não deixou de fazer caminho, porque as suas cartas nunca pararam e chegaram a todos os cantos do mundo.

- É por isso que Jesus, no Evangelho de hoje, convida a todos a irem pelo mundo todo e por todo o mundo anunciando que Ele continua a ser o Caminho da Vida e da Verdade. É preciso ir pelos caminhos do mundo para que a humanidade siga o caminho de Deus.

 

Ver também:

Paulo imparável

As lições de São Paulo

Conversão de São Paulo

São Paulo

A espada de São Paulo

Pregar com o exemplo

Candidato a pastor

Conversão de um santo