sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

O Santo da flores e dos namorados


Celebra-se hoje São Valentim, bispo do século III na Itália, mártir por não renegar a sua fé e por secretamente ter celebrado o casamento de uma jovem e um legionário, apesar da proibição do imperador.























É o Padroeiro dos Namorados e o santo das flores:

1ª lenda – Conta-se que este santo bispo entregava flores aos jovens quando os abençoava no casamento. E explicava que a juventude e a beleza exterior desapareceriam em breve, mas o aroma das virtudes e a beleza interior deviam permanecer sempre.

2ª lenda – Conta-se também que ofereceu uma rosa a um casal que discutia por tudo e por nada. E explicou que a beleza do amor tinha de ser mais forte do que os espinhos.


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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Os enigmas de Salomão


5ª feira – V semana comum

Naqueles dias a rainha de Sabá ouviu falar na fama de Salomão e veio experimentá-lo com enigmas... Salomão respondeu a todos e não houve nada de obscuro que o rei não esclarecesse.
Bendito seja o Deus de Israel, exclamou a rainha de Sába perante a sabedoria de Salomão.

E quais foram esses enigmas?
O narrador não diz.
Tenho a certeza que não eram adivinhas ou jogos de diversão, mas sim questões existenciais: quem sou, donde venho, para onde vou, como tudo começou, do tempo e da eternidade…
Ao longo da história a imaginação nunca se esgotou para inventariar enigmas do sábio Salomão. Não são questões históricas, mas lendárias, quanto menos teológicas ou sapienciais.
Em todo o caso fica a certeza de que a sabedoria de Salomão expressava-se através de coisas simples e banais, mas que indiciavam um coração humilde, santo e justo. Aliás Jesus também se serviu de coisas simples e banais nos seus ensinamentos para contagiar o seu coração humilde, santo e justo para que todos tivessem um coração semelhante ao dele.

Apresentemos 5 enigmas colocados pela Rainha de Sabá e que Salomão esclareceu sem dificuldade:

1 – Que águas são essas que não nascem da pedra, nem do chão nem do monte e embora venham da mesma fonte ora são amargas ora doces são?
         Só podem ser as lágrimas que não vêm do chão e são doces se de emoção, ou amargas se de dor, tristeza e desencanto.

2- Quem sepultado vivo, no fundo da terra, longe do sol e do mundo, morre e no entanto torna a viver?
         Só pode ser a sementinha enterrada viva, mas que germina, floresce e dá muito fruto.

3 – O que é que dança alegre no ar, leve, pura e bela e caindo no chão perde a sua  beleza e pureza?
         Só pode ser a neve caindo do céu para o chão onde é pisada e fica suja .

4 – A Rainha de Sabá tentou então um enigma mais prático:
Apresentou seis crianças, que estavam vestidas da mesma forma, corte de cabelo igual, enfeites iguais. À distância de 3 metros o rei tinha de adivinhar, sem lhes perguntar nada, quem era rapaz e quem era moça?
         Então Salomão mandou vir uma bacia com água pediu que eles lavassem ali mesmo as suas mãos. De propósito não lhes forneceu nenhuma toalha de modo que as meninas limparam logo as mãos no seu avental, como sempre faziam, enquanto os rapazes, embora tivessem avental, ficaram à espera que lhe dessem uma toalha.

5 – Finalmente a rainha mostrou duas belas flores, uma natural tão perfeita que até parecia artificial e outra artificial tão perfeita que até parecia natural. À distância de 3 metros devia identificar qual a flor natural.
Então Salomão foi até à janela, abriu-a com toda a calma. Viu então uma abelha entrar e aproximar-se de uma flor para lhe retirar o néctar para o seu mel… Era essa a flor natural.

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domingo, 9 de fevereiro de 2020

Presença dehoniana

No rescaldo da semana da Vida Consagrada o Semanário Religioso A Crença pediu que respondesse a 3 perguntas sobre a Presença dos Sacerdotes do Coração de Jesus, Dehonianos, aqui nos Açores.






















Razões da vossa presença na Diocese de Angra.
- A presença de uma comunidade dehoniana (Sacerdotes do Coração de Jesus) nos Açores foi a realização de um duplo sonho de D. Aurélio e dos Superiores da Congregação a partir de 1990. Por um lado estava o desejo de afirmar o caráter sinfónico da Igreja com a presença e vivência de um novo carisma de um Instituto Religioso masculino e missionário. Por outro lado promovia-se a oportunidade de enriquecer o nosso carisma religioso com o contágio da religiosidade desta Igreja local, que tem, entre outras, expressões tão significativas para nós como o Senhor Santo Cristo e a devoção do Espírito Santo. Uma Congregação Religiosa não se afirma por aquilo que faz (as suas obras ou atividades) mas por aquilo que é (o seu carisma). Viemos para os Açores para partilhar o que somos. Nós não somos porque fazemos, mas fazemos porque somos. Esta Igreja local ajuda-nos a viver a fidelidade à nossa consagração e nós procuramos ajudar esta parcela do povo de Deus promovendo a civilização do amor a que deve levar a nova evangelização.

Têm-se sentido acarinhados no vosso trabalho aqui nos Açores?
- As gentes dos Açores sempre foram sensíveis à vocação missionário ad extra, com tantos missionários ao longo dos séculos em todo o mundo, a começar pelo nosso Padroeiro, o Mártir João Baptista Machado. A mesma sensibilidade e carinho têm mostrado aos missionários ad intra, aos missionários e religiosos que nestas ilhas vivem a sua consagração.

Como é que olham para o vosso futuro aqui na Diocese?
- Olhamos para o nosso futuro da mesma maneira que olhamos para o futuro desta Igreja: com humildade e confiança. Será tempo de testemunho e de maturação. Continuaremos a nos ajudar mutuamente para que todos sejamos bons cristãos e cristãos bons.



sábado, 8 de fevereiro de 2020

Salmos das Completas


Salmos para a Hora de Completas

Salmo
Título
Dia
Notas




4
Ação de graças
Dom
Depois Vésp. I
E Solenidades
15
O Senhor é a minha herança
5ª F.

30
Apelo na aflição
4ª F

87
Oração do homem
gravemente enfermo
6ª F.

95
Oração do pobre na adversidade
2ª F.

90
Sob a proteção de Deus
Dom.
Depois Vésp II
E Solenidades
129
Do profundo abismo clamei
4ª F.

133
Oração da noite no templo
Dom
Depois Vésp. I
E Solenidades
142
Oração do pobre na adversidade
3ª F




quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Paulo Miki e companheiros


Memória dos mártires japoneses Paulo Miki e companheiros























A 6 de fevereiro de 1597 foram martirizados o Pe. Paulo Miki, jesuíta japonês, e companheiros padres e leigos.
Morreram crucificados, rezando e cantando.
Diziam – A cruz põe-nos de baços abertos, então rezemos pois foi assim que aprendemos a rezar… de braços abertos. E rezavam Pai Nosso… Ave-Maria.

Precisamente no mesmo ano de 1597, em abril, saía um jovem dos Açores para Coimbra integrando-se na Companhia de Jesus.
Impressionou-o tanto o exemplo, a fé, a determinação e a santidade destes mártires japoneses que 20 anos depois era ele martirizado (22 de maio de 1617) como missionário jesuíta nas mesmas terras do Japão. Falamos do Beato João Baptista Machado, padroeiro da diocese de Angra e ilhas dos Açores.

Hoje quero pedir a Deus através destes mártires do Japão:
Assim como então impressionaram um jovem açoriano que seguiu a mesma vocação, possam hoje contagiar com a mesma dedicação e santidade outros açorianos e não só. Ámen!




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Santa Águeda


Memória da Virgem e Mártir Santa Águeda +252

Há várias opiniões sobre a origem e significado do seu nome ÁGUEDA ou ÁGATA:
- Agios + Theos = Santa de Deus
- A + Geos+ Theos = De Deus sem terra
- Aga + Tau = De elevada eloquência
- Aquila = águia
- Agatós = Bondosa, boa.

Eu vou mais por esta última, seguindo a sugestão de São Metódio de Sicília, bispo, no seu sermão sobre Santa Águeda (Ofício de Leitura de hoje).
Águeda ou Ágata, vem do grego AGATOS, que significa Bondosa, Boa.
Que ela nos ensine a ser também bons cristãos e cristãos bons.





















Natural da ilha da Sicília foi denunciada por ser cristã e levada à presença do governador. Este, achando-a de extraordinária beleza, ficou tomado de violenta paixão pela nobre cristã, à qual se atreveu importunar com propostas indecorosas. Águeda rejeitou-lhe as impertinências desavergonhadas e declarou preferir morrer a macular o nome de cristã.
Quintiano para conseguir os seus maldosos fins, mandou entregar a donzela a Afrodisia, mulher de péssima fama, na esperança de, na convivência com esta pessoa, Ágata se tornasse mais acessível. Enganou-se. Afrodisia nada conseguiu e depois de um trabalho inútil de trinta dias, pediu a Quintino que tirasse Águeda de sua casa.
Começou então o martírio da nobre siciliana. Disse-lhe o governador em pleno tribunal:
- Não te envergonhas de rebaixar-te à escravidão do cristianismo, quando pertences a nobre família?
Águeda respondeu-lhe: 
- A servidão de Cristo é liberdade e está acima de todas as riquezas dos reis.
Depois de muitas brutalidades a santa mártir foi metida no cárcere, com graves ameaças de ser sujeita a torturas maiores, se não resolvesse a abandonar a religião de Jesus Cristo.
O tirano ordenou que a donzela fosse esticada sobre a catasta, os membros lhe foram desconjuntados e o corpo todo queimado com chapas de cobre em brasa, e os peitos atormentados com tenazes de ferro e depois cortados.
Referindo-se a esta última brutalidade, Águeda disse ao juiz: 
- Não te envergonhas de mutilar numa mulher, o que a tua mãe te deu para te aleitar?
Após esta tortura crudelíssima, Águeda foi levada novamente ao cárcere, entregue às suas dores, sem que lhe fosse administrado o mínimo tratamento.  Viu-se então completamente restabelecida. Cheia de gratidão, entoou cânticos, louvando a misericórdia e bondade de Deus. Os guardas, ouvindo-a cantar, abriram a porta do cárcere e vendo-a completamente curada, fugiram cheios de pavor.
As companheiras de prisão de Águeda aconselharam-na que fugisse. Ela, porém, disse: 
- Deus me livre de abandonar a arena antes de ter segura em minha mão a palma da vitória.
Foi novamente apresentada ao juiz. Este não pode deixar de se mostrar admirado, vendo-a completamente restabelecida.
Águeda disse-lhe: 
- Vê e reconhece a omnipotência de Deus, a Quem adoro. Foi Ele que me curou as feridas e me restituiu os seios. Como podes, pois exigir de mim que O abandone? Não poderá haver tortura, por mais cruel que seja, que me faça separar do meu Deus.
O juiz não mais se conteve. Deu ordem para que Ágata fosse arrastada sobre vidros e brasas. Voltou então para o cárcere onde acabou por morrer rezando assim:
- Senhor, que desde a infância me protegestes, extinguistes em mim o amor ao mundo e me destes a graça de sofrer o martírio, ouvi as preces da vossa serva fiel e aceitai a minha alma.

Ver também - 3ª feira – IV semana comum



terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Vestir a camisola


Vestir a camisola é dar tudo e tudo fazer por um ideal. É empenhar-se incondicionalmente numa causa, numa tarefa ou num projeto. Também se diz vestir a camisa ou vestir a farda.
























3ª feira – IV semana comum
No trecho do evangelho uma doente tocou no manto de Jesus e ficou curada. E tantos outros queriam tocar em Jesus, nem que fosse na orla do seu manto:
Tocar na roupa de Jesus é querer vestir-se como Ele… é querer ser igual a Ele.
Através do nosso batismo nós declaramos a nossa vontade em nos revestirmos de Cristo… seguindo o seu exemplo de vida.
























Memória de São João de Brito
O santo do dia ensina esta mesma lição através do seu exemplo.
1º - Vestiu-se se jesuíta
Quando tinha 11 anos foi acometido de uma doença grave. A sua mãe intercedeu a cura a Deus através da intercessão de Inácio de Loiola. E o milagre aconteceu e como gratidão o miúdo andou um ano inteiro vestido como frade jesuíta (tal como santo Inácio).
2º - Aos 16 anos abandona a corte onde era pajem e entra para o noviciado jesuíta. Então sim, era um autêntico jesuíta.
3º - Continuou os seus estudos e foi ordenado padre. Assim nova camisola vestiu: as vestes sacerdotais.
4º - Enviado para a Índia como missionário, para melhor ser acolhido e identificar-se com os indianos, passou a vestir da mesma forma que eles.
5º - Finalmente vestiu-se com as vestes de Cristo no Calvário, morrendo martirizado a 4 de fevereiro de 1693.
























Conclusão:
Em todo o tempo e lugar sempre vestiu a camisola de um novo desafio.
Em qualquer etapa da sua vida, em qualquer lugar, quer na corte, quer nas matas da Índia sempre abraçou a sua missão com determinação e alegria.
Ele vestiu-se como os outros para que os outros pudessem revestir-se como Ele de Cristo.
























Não é o hábito que faz o monge, 
mas é o monge que veste o hábito…























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