sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Lição do Doutor Agostinho

Memória de santo Agostinho


"O diabo acredita, mas não ama.
Quem acredita não pode deixar de amar!"

Amar é acreditar.
Acreditar é amar.

domingo, 19 de julho de 2015

Evangelização perfeita


Ano B - XVI domingo comum

Depois de terem sido enviados por Jesus para falar de Deus aos Homens...
os apóstolos regressam e falam dos Homens a Jesus, contando o que fizeram, quem encontraram, como reagiram..

É esta a evangelização perfeita:
FALAR DE DEUS AOS HOMENS
E FALAR DO HOMENS A DEUS.

sábado, 18 de julho de 2015

De saída

Sábado - XV semana comum

Na primeira leitura o povo inicia a saída ou êxodo do Egipto a Caminho da terra prometida...

Foi um acto ao mesmo tempo humano e divino,
um fenómeno pessoal e comunitário,
uma acção de hoje e de sempre,
um gesto da graça gratuita e da dedicação e conquista.

Também tudo o que fazemos pode ser divino sem deixar de ser humano,
comunitário, sem deixar de ser pessoal,
de sempre, sem deixar de ser actual,
presente ou dom sem deixar de ser conquista dedicada.


No trecho do evangelho queriam fazer desaparecer Jesus, mas este antecipou-se e saiu do meio deles, desapareceu para lhes poupar trabalho ou culpa.. Assim não puderam discutir com ele...
De facto, um só não briga. Para haver discussão é preciso haver pelo menos duas pessoas.
Que não haja discussões, pois um só não briga!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Do êxodo à misericórdia

6ª feira – XV semana comum

Hoje as duas leituras apresentam 2 temas muito queridos ao Papa Francisco.

Na Primeira, é o convite ao êxodo, a uma comunidade de saída.
É preciso sair de si mesmo, do seu comodismo ou da sua letargia e ir ao encontro do Outro e dos outros.
Sejamos uma Igreja de saída, uma comunidade que faz o seu êxodo até às periferias para que a libertação de todos seja uma realidade.


No Evangelho Jesus convida à misericórdia: Eu quero misericórdia e não sacrifícios!
Estamos a preparar um ano da Misericórdia.
Santo António de Lisboa pregava que “misericordioso é aquele que tem compaixão da miséria alheia. Daqui o chamar-se-lhe também misericórdia, por tornar miserável o coração quando se dói da miséria alheia”.
Sejamos misericordiosos como o nosso Pai celeste é Misericordioso.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Deus, Moisés e o espinheiro

Quarta-feira – XV semana comum

Certa vez um homem interrogou o rabino:
- Por que Deus escolheu um espinheiro para falar com Moisés?
O rabino respondeu:
- Se ele tivesse escolhido uma oliveira ou uma amoreira, tu terias feito a mesma pergunta. Mas não posso deixar-te sem uma resposta: por isso digo que Deus escolheu um mísero e pequeno espinheiro para ensinar que não há nenhum lugar na terra onde Ele não esteja presente.


Moisés disse:
- Quem sou eu para ter semelhante missão?
E Deus respondeu:
- Eu estarei contigo…
O que realmente conta não é quem somos, mas com quem estamos ou com quem vamos…



segunda-feira, 13 de julho de 2015

Jango

















Jango, cota, casa das reuniões, casa comum ou casa do fogo, é o lugar de encontro da comunidade local no centro de uma aldeia chokwe.
Se cada família tem a sua casa própria para comer e dormir, para retemperar o corpo e para a sua privacidade, cada aldeia tem a sua casa de reuniões para retemperar o espírito, para preservar a comunidade, favorecer a unidade e a coesão, formar comunidade. É ali que os corpos se aquecem e as almas se alimentam, os mais velhos partilham os seus contos e os mais novos recebem a sua formação e instrução, mas também é o lugar de descontração, de recreio e de convívio.























Os barrotes da casa das reuniões unem-se todos no cume, diz um provérbio chokwe.

De facto, é na casa das reuniões que a comunidade toma consciência da sua herança comum e da sua unidade. É aqui que se resolvem todos os problemas e desavenças, todos os atentados à unidade.

domingo, 12 de julho de 2015

Profetas de hoje


Ano B – XV domingo comum

Hoje recordei aos cristãos com quem celebrei a eucaristia que a exemplo do Profeta Amós todos nós somos profetas.
Qualquer batizado foi declarado profeta.
Ser profeta é falar de Deus aos homens e falar dos homens a Deus.
E dizia-lhes que não é preciso muitos estudos para fazer isso, nem saber ler, escrever ou falar bem para ser profeta. Pequeno ou grande, sábio ou simples cada um pode falar de Deus.
Nem é preciso abrir a boca, basta uma atitude, um gesto, um aceno para falar de Deus.
Dei então o exemplo de alguns amigos meus na Madeira, que ao passarem à frente da igreja benzem-se. Estão assim a falar de Deus a quem está a ver. Ao passarem de carro, a pé, sós ou acompanhados fazem esse sinal. Alguns até param e recolhem-se em oração sem terem necessidade de entrar no templo e assim lembram-se a si mesmo que passam ali como cristãos, como batizados que recebem a bênção de Deus.
Estes estão a falar de Deus ao próximo e estão falar do próximo a Deus.
Tentei convencer aqueles cristãos a fazerem o mesmo.
Qual não foi o meu espanto, quando no final da celebração o grupo coral que animou a missa veio convidar-me a acompanhá-lo pelo bairro a cantar os mesmos cânticos… para falarem de Deus aos homens.
De facto, ao ouvirem os cânticos dos cristãos junto das suas casas, todos se aproximavam e se questionavam… e recebiam assim, sem esperarem, uma lição de Deus.
Obrigado a quem levou a sério a minha pregação dando assim uma lição ao padre e a todos os seus irmãos do Marco 25, uma comuna mesmo junto à fronteira com a R D do Congo e com a Zâmbia, a 65 quilómetros do Luau.
Ninguém poderá dizer que hoje já não há profetas para falar de Deus aos homens ou falar dos homens a Deus.


sábado, 11 de julho de 2015

Um par de olhos


Ano B – XV domingo comum

Jesus chamou os doze Apóstolos
e começou a enviá-los DOIS a DOIS…

Enviou-os então como os olhos do seu rosto.

Os olhos caminham sempre juntos,
estão sempre lado a lado
como dois amigos inseparáveis.

Ainda que nunca se possam ver um ao outro,
estão em perfeita sintonia.
Piscam juntos, movem-se juntos,
comovem-se juntos,
sorriem juntos, choram juntos,
veem as coisas juntos…

Ajudam-se e complementam-se mutuamente.
Nunca olham para si mesmos
mas sempre os dois na mesma direção
para assim surgir uma imagem perfeita.

Nenhum quer ser superior ao outro:
Olham ambos da mesma altura,
sem complexos de superioridade ou inferioridade.

Estão sempre concordantes:
Se um diz a verdade, o outro não pode ser diferente,
Se um tem compaixão, o outro também é compassivo.

Se, por acaso, algum fica limitado,
o outro faz o serviço dos dois
de modo que nada se perca.

E quando os olhos se fecharem para sempre,
serão os dois ao mesmo tempo
para  ambos se abrirem eternamente.

Assim são os apóstolos enviados por Jesus:
São como os dois olhos do próprio Jesus.


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Brincando com pessoas sérias


Vi nas Notícias que, há dias, o Papa Francisco almoçou com  Bento XVI, o Papa Emérito.

Alguém sabe o que comeram?
Qual terá sido a ementa?

Ninguém sabe?
Eu cá sei.!
Tenha a certeza que foi um almoço de papas.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Envergonhados

3ª feira - XIII semana comum

Ao verem o sucedido todos ficaram ADMIRADOS...

Admirados?!
Não!
Eu acho que todos ficaram ENVERGONHADOS!
Sim!
Envergonhados porque o vento e o mar ouviam e obedeciam a Jesus
e enquanto eles não queriam ouvir nem obedecer.

sábado, 20 de junho de 2015

Lírios do campo

Sábado - XI semana comum

Olhai os lírios do campo
Considerai os lírios do campo como crescem, não trabalham, nem fiam. Notem-se as três palavras:
crescem,
não trabalham,
não fiam.
Os justos crescem de virtude em virtude, porque não trabalham nem fiam.
Não trabalham nos tijolos do Egipto, que são os prazeres da carne
nem fiam, isto é, não torcem os diversos fios dos pensamentos, em coisas temporais.
Queres crescer?
Não queiras trabalhar em ti, nem fiar no mundo, e assim serás pobre.


(Santo António, Sermão do 15º domingo depois do Pentecostes)

sexta-feira, 19 de junho de 2015

O tesouro do coração

6ª feira – XI semana comum

A)
Ao tentar repetir as palavras de Jesus, em vez de dizer “onde estiver o teu tesouro, aí estará o teu coração”, saiu-me trocado: onde estiver o teu coração, aí estará o teu tesouro.
Fui logo censurado pelos mais atentos.
Aceitei a correção com humildade, mas fiquei a pensar… e concluí que a minha boca tinha falado a verdade. De facto o meu coração é o meu maior tesouro, ou o meu melhor tesouro é o meu coração. Por isso posso repetir à vontade: onde estiver o meu coração aí estará o meu tesouro.

B)
Bem-aventurado aquele que vê com o coração, mas cujo coração não está no que vê.


quinta-feira, 18 de junho de 2015

Onde, como, o quê


5ª feira - XI semana comum


1. Onde rezar
Na encosta do Monte das Oliveira, há uma basílica mandada construir por Constantino e Helena.
Destruída primeiro pelos persas e reconstruida mais tarde pelos cruzados, guarda nos seus alicerces, como preciosa pérola: uma misteriosa gruta. Nela, segundo a tradição, teria Jesus ensinado os seus discípulos a orar o Pai nosso.
Jesus recomendava que se fechasse no quarto para rezar.
Ao ensinar o Pai nosso não se esquece disso… ensina a rezar o Pai nosso numa gruta, no recolhimento, no íntimo da terra…
Conclusão: A oração do Pai nosso tem de ser rezada no recolhimento, na intimidade, no íntimo do coração.

2. Como rezar
No Talmude: Quando um menino prova o gosto do cereal (quer dizer quando o desmamam) aprende a dizer abba e imma (papá e mamã) que são as primeiras palavras que a criança balbucia.
Na oração do Pai nosso, Jesus repete essa palavra para nos lembrar que devemos rezar como simples crianças… à ternura do nosso Pai.
Conclusão: Não te esforces por dizer muitas palavras, não vá o teu espírito dispersar-se à procura delas.

3. O que pedir
Santo Agostinho lembra que no Pai Nosso nós não pedimos coisas a Deus… mas o seu nome, o seu reino, a sua vontade, o seu pão, o seu perdão e a sua proteção…
Conclusão: Não peças nada a Deus senão Deus mesmo!





quarta-feira, 17 de junho de 2015

Dar com alegria

4ª feira - XI semana comum

Deus olha não tanto para o que se dá, mas para o como se dá.
Deus olha não tanto para aquilo que se faz (jejum, oração, caridade), mas para como se faz.

A primeira leitura lembra que a generosidade consiste não em dar muito ou pouco, bom ou excelente, mas sim em dar com alegria.
O que é mais valorizado por Deus é a maneira como se partilha e não tanto o que é partilhado.

O Evangelho lembra que é mais importante o jeito como se faz as nossas obras do que as próprias acções.
O que é mais valorizado por Deus é a maneira sincera como fazemos o que devemos fazer.

terça-feira, 16 de junho de 2015

A perfeita caridade

3ª feira – XI semana comum

As leituras de hoje falam todas da CARIDADE

Na Primeira, Paulo diz que a Caridade deve ter 3 atributos, pois deve ser
- Alegre
- Sincera
- Generosa

No Evangelho, Jesus diz que a Caridade é a expressão da perfeição: sede perfeitos, como o vosso Pai celeste… sede caridosos, amai os vossos inimigos.
Ser perfeito é ter caridade.
Ter caridade é amar os inimigos.

Dos comentários da literatura islâmica do século IX:
- Jesus costumava dizer: Caridade não é fazer bem a quem faz o bem, pois isso é pagar bem com o bem. Caridade é fazer bem a quem vos faz mal.
- Está escrito nos Evangelhos: Quem reza por quem o maltrata derrota Satanás.
- Jesus passou por um grupo de pessoas que lhe lançaram insultos. A cada palavra má Jesus respondia com uma palavra boa. Pedro perguntou-lhe: Vais responder bem sempre que te tratarem mal? Porque é que quanto mais te insultam mais os abençoas? E Jesus respondeu: Cada um gasta do que possui, pois só podemos dar aquilo que temos.



segunda-feira, 15 de junho de 2015

Co-laborar

2ª feira - XI Semana comum

1ª Leitura
São Paulo apresenta-se como COLABORADOR de Deus
para nos recordar que Deus é nosso COLABORADOR.
Ele quer que sejamos seus colaboradores
para que não esqueçamos que Ele também colabora connosco.

Do Evangelho
A lei de TALIÃO está abolida para o mal,
mas deve continuar em vigor para o bem.
Quem ama, será amado,
quem socorre, será socorrido.



sábado, 13 de junho de 2015

Utilidade pública

Festa de santo António

Os santos nascem para utilidade comum (ou utilidade pública)

Assim pregava Santo António.
Hoje aplicamos-lhe as palavras que ele aplicou aos outros:


"O nascimento dos santos traz alegria a muitos, porque é um bem comum; 
quer dizer, os santos nascem para utilidade comum. 
De facto, a justiça é uma virtude comum ou social, enquanto aproveita a todos, 
e por isso, no nascimento dum justo é anunciado facto importante da vida futura 
e a graça da virtude que virá é assinalada pelo regozijo de todos."

(Santo António, Sermão da Natividade de São João Batista) 

terça-feira, 2 de junho de 2015

O seu a seu dono

3ª feira - IX Semana Comum

Dai a César que é de César,
mas acima de tudo que todos, inclusive César,
deem a Deus o que é de Deus.
O principal da resposta de Jesus está na segunda parte.

(Cf. Dibelius)

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O Santo filósofo

Hoje celebra-se a memória de São Justino do século II.

Ele foi rico, filósofo, santo e mártir.

Não há ninguém tão sábio, tão sábio que não precise de Deus
e não há ninguém tão ignorante, tão ignorante que Deus não precise dele.
Não há ninguém tão rico, tão rico que não necessite de Deus 
e não há ninguém tão pobre, tão pobre que Deus não necessite dele.

sábado, 23 de maio de 2015

Terço (57)

Mistérios Gozosos

O canto da alegria
ou a alegria do canto

Para cantar os Mistérios da alegria com a melodia do Ave de Fátima esta letra da Irmã Adelina Alves, CONFHIC.

1º Mistério - A anunciação do Anjo a Nossa Senhora

Maria concebe
o Verbo Encarnado
que veio ao mundo
remir o pecado.
            Ave, ave, ave Maria.

2º Mistério - A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel

Dadora de graças
a Virgem fiel,
humilde, visita
a Santa Isabel.
            Ave, ave, ave Maria.

3º Mistério - O nascimento de Jesus em Belém

Na gruta que brilha
com vivo esplendor,
da Virgem Maria
nasceu o Senhor.
            Ave, ave, ave Maria.

4º Mistério - A apresentação do Menino Jesus no Templo

Conforme lhe ordena
o Livro Divino,
Maria apresenta
no templo o Menino.
            Ave, ave, ave Maria.

5º Mistério - O encontro do Menino Jesus no Templo entre os Doutores

Em busca do Filho,
José e Maria
O encontram no templo
com muita alegria.
            Ave, ave, ave Maria.