quinta-feira, 12 de novembro de 2015

No meio de nós

5ª feira - XXXII Comum

A)
A primeira leitura faz uma longa lista dos atributos e qualidades da sabedoria.
Tanta palavra para dizer o que poderia ser dito apenas por uma: Divina. 
A sabedoria é divina, e como tal é tudo o que ali se diz e muito mais.

B)
O evangelho recorda que o Reino de Deus está em nós. 
Santa Teresinha do Menino Jesus dizia que compreendia muito bem e por experiência própria “que o Reino de Deus está em nós. Jesus não precisa de livros nem de doutrinas para instruir as almas; Ele, que é Doutor dos doutores, que ensina sem ruído de palavras. Nunca O ouvi falar, mas sinto que Ele está em mim; em cada instante, Ele guia-me e inspira-me o que devo dizer ou fazer. Descubro, precisamente no momento em que delas necessito, luzes que nunca tinha visto; e não é especialmente durante as minhas orações que essas luzes me são dadas, é antes no meio das ocupações do meu dia.

C)
Deus está sempre connosco para nós estarmos sempre com Ele.

Mbolo
















O postal ilustrado de hoje vem recordar o pão de cada dia que durante um ano saboreei no Luau.
Antes das 7 horas da manhã, lá estávamos na Padaria Kassenguege Adolfo para pegar o pão ainda quente, neste caso bem fresco. Era logo após a missa, depois de saborear o pão do Céu, queríamos saborear o pão da terra.
Se se chegava pela esquerda dizíamos que queríamos PÃO COM QUALIDADE.
E se chegava pela direita é porque queríamos PÃO DE QUALIDADE, conforme o que se podia ler nas respetivas paredes.
Estávamos à espera que em breve houvesse no centro escrito PÃO EM QUANTIDADE para quem chegasse pela frente.
O pão era delicioso, o pessoal atencioso e simpático e o apetite constante.





















Em Chokwe não havia vocábulo para dizer pão, por isso foi adaptado do português o termo MBOLO.
Sempre que eu pedia Mbolo (pão) tinha a sensação de estar a pedir bolo ou algum pastel. De facto na alimentação local o pão é mais um pastel de dia especial ou de festa do que um alimento quotidiano.
Até na oração do Pai Nosso, não se pede o PÃO ou o Mbolo de cada dia, mas sim KULYA, ou seja o alimento ou a comida quotidiana.
Recordo por isso a dificuldade que tive em falar sobre o Pão do Céu, nas homilias dos domingos XVII e seguintes do tempo comum.


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Vermelho lá vai Violeta






















Recordo os frequentes arcos-íris que contemplei nesta época das chuvas no interior de Angola.
Recordo também a mnemónica para elencar corretamente as suas cores:
Vermelho lá vai Violeta = V. l. a. v. a. i. V. = Vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, indigo, violeta.

















Duplo arco-íris
No arco superior as cores estão invertidas em relação ao principal.
















Arco-íris circular
É também duplo em que as cores do superior, mais abatidas, estão invertidas.


sábado, 7 de novembro de 2015

Deu tudo


Ano B – XXXII domingo comum

Versão infantil do episódio do Episódio da pobre viúva que deu tudo

Uma jovem mãe estava a ter um dos piores dias da sua vida.
O marido havia perdido o emprego, o esquentador tinha avariado, o carteiro trouxe um monte de contas que ela não podia pagar, o seu cabelo estava péssimo, sentia-se desajeitada e infeliz.
Estava quase no ponto de rotura quando pegou ao colo o seu filho de um ano.
Encostou a sua cabeça na do bebé e começou a chorar compulsivamente.
Sem hesitação, a criança tirou a chucha que tinha na sua boca e… carinhosamente colocou-a na boca da mãe que chorava.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Dracma perdida


5ª feira - XXXI semana comum

Parábola de um rei que, em sua casa, perdeu uma moeda de ouro ou uma pedra preciosa.
Não a busca com uma candeia que não vale mais que um cêntimo?
Assim a parábola não pode ser uma coisa insignificante a teus olhos, já que graças a ela se podem encontrar as palavras da Torá.

Os amigos são assim


O Daniel queria uma foto individual, 
mas não conseguiu.
O Bolinha não se afastava.
Os amigos são assim: 
nunca nos deixam sós.



Um grande abraço para ti, Daniel!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Cão fotogénico (10)



Adeus Bolinha, até sempre!



- Porque é que o cão abana o rabo?

- Porque está a acenar dizendo adeus.
- Para não cheirar mal.
- Para dizer que não, não. Não se deve cortar o rabo ao cão.
- Ele abana o rabo porque o tem!
- Não, não. O cão abana o rabo porque o rabo não pode abanar o cão!
- O cão abana o rabo porque o rabo não é para ele um peso como o é para muita gente.
- Não sei. Não uso essa linguagem. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Celebrar óbito


No dia dos fiéis defuntos recordo o que aprendi entre os Chokwes em Angola.












Quando morre alguém, os amigos vão passar a noite e o dia em casa do defunto, onde há música, dança, comida e bebida. Dizem que estão a celebrar óbito, durante o qual nenhum amigo ou familiar vai trabalhar.
Antes do defunto sair de casa, alguém da família (pai, mãe, marido ou mulher) faz-lhe um discurso de despedida.
O cortejo funerário até ao cemitério é acompanhado de cânticos e de danças.
Antes do féretro descer à terra, alguém da aldeia ou do bairro lê a biografia do falecido.
Sobre a campa são colocados o prato, a caneca e o talher que o falecido costumava usar.
É sinal de respeito. Assim ninguém mais usará esses utensílios… continuarão a ser sua pertença por toda a eternidade.










Habitualmente ninguém vai limpar ou pôr flores no cemitério. Se o fizesse estaria a chamar alguém para ali, isto é, a desejar que alguém morra…
Só preparam, limpam e enfeitam os cemitérios quando há já um morto à espera de ser sepultado.












Quero aprender com eles a enfrentar a morte com mais coragem e serenidade.
Espero que eles aprendam comigo a celebrar a morte com fé e esperança.

Mútua intercessão


Neste dia de todos os fiéis defuntos
nós rezamos para que eles estejam com Deus
e eles rezam para que Deus esteja connosco.


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Cão fotogénico (9)


Não, não está a dormir, está a pensar!
A mão a segurar a cabeça é o gesto próprio de um pensador.
Em terras onde o Pensador é a figura emblemática, até o Bolinha não resiste em tomar uma pose de pensador…
















Cão pensador


O meu principal inimigo

5ª feira da XXX Semana Comum

Na 1ª leitura está a pergunta:
Quem nos separará do amor de Deus?
Nada e ninguém!
Mas eu sei quem me pode separar desse amor de Deus.
Eu mesmo!
Basta eu não aceitar esse amor para provocar essa separação.
Então não devo temer nada e ninguém a não ser a mim mesmo para que não queira separar-me de Deus.

No Evangelho continua-se a mesma reflexão:
Jesus (qual galinha) não tem medo da raposa (Herodes ou outros adversários) mas tem medo apenas dos próprios pintainhos (os seus amigos). O mal não está nas raposas, mas apenas nos pintainhos que não querem abrigar-se debaixo das suas da sua proteção.

Sinto-me às vezes um pintainho rebelde…
Rezo para que eu não seja o meu principal inimigo…


domingo, 25 de outubro de 2015

Cão fotogénico (8)
























Vi várias vezes o Bolinha cavar a terra quente
preparando uma cama mais fresca para se deitar
porque ele não se deita em qualquer lugar…
Neste aspeto reparei que em África
os cães são mais espertos e laboriosos
porque a necessidade obriga.


sábado, 24 de outubro de 2015

Cão fotogénico (7)



















Momentos de descãotracão



















ou em posicão de relaxacão


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Cão fotogénico (6)


À minha janela





















Bolinha, estás à janela
Com o teu olhar atento
Não me vim daí embora
Sem te levar no pensamento



Piróforo

5ª feira - XXIX Semana comum

Cristo apresenta-se como piróforo, aquele que traz o fogo.

Traz o fogo para quê?

- Para alimentar
- Para aquecer
- Para iluminar
- Para purificar
- Para transformar

Qual destas cinco tarefas eu preciso mais?




quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Cão fotogénico (5)


O Bolinha fazendo jus ao seu nome !


terça-feira, 20 de outubro de 2015

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Autossuficiência


2ª feira - XXIX semana comum

Do Evangelho de hoje chama-me mais a atenção a autossuficiência pessoal do que a material.
Às vezes sou como aquele que pede que Deus aconselhe não a si, mas a seu irmão. Dispenso-me do conselho de Jesus, mas exijo que os outros sigam as Suas orientações.
Às vezes sou também como o homem abastado da parábola quando não quero receber conselhos de mais ninguém a não ser de mim mesmo. Peço conselho ou parecer só de mim para mim.
É uma tentação de autossuficiência, de orgulho, de vaidade… pois já sei o que fazer…

Quem não vê mais do que a si mesmo, mais cedo ou mais tarde cairá na escuridão.
Quem não escuta a não ser a si mesmo, mais cedo ou mais tarde cairá na solidão.
Quem não pensa a não ser em si mesmo, mais cedo ou mais tarde cairá na condenação.
Assim acontece a quem vê, escuta e pensa só em si.

Basta-me ser valioso, bonito ou bom a teus olhos, Senhor!



domingo, 18 de outubro de 2015

Tunasakuila!
















Neste dia das missões recordo tantos amigos que conheci na Missão do Luau, paisagens e experiências de quem tenho muitas saudades.















Tem razão quem disse que o mais difícil não é chegar às missões! Custa mais separar-se delas…


Tunasakuila!

(muito obrigado, em chokwe)