quarta-feira, 9 de maio de 2018

Conhecimento de Deus


4ª feira – VI semana da Páscoa

Na primeira leitura vemos um discurso diferente de Paulo. Pela primeira vez ele inspira-se, para começar, não nas Sagradas Escrituras, ou nos atos dos apóstolos, mas naquilo que viu e escutou nos gregos, seus ouvintes – num altar ao deus desconhecido e numa citação de um poeta…
Os gregos ensinaram a Paulo que deus é um desconhecido.
Paulo ensinou aos gregos que podemos conhecer Deus em Jesus cristo.
Se procuramos conhecer a Deus é porque de facto ele é-nos desconhecido, mas Jesus revelou-nos o rosto de Deus e por isso temos possibilidade de o conhecer por Cristo, com Cristo e em Cristo.
Os gregos ensinaram a Paulo que os homens são da raça dos deuses.
Paulo ensinou aos gregos que Deus é da nossa raça, é da nossa estirpe, pois encarnou entre nós.
O Filho de Deus fez-se homem para que o homem se tornasse filho de Deus.

No Evangelho Jesus lembra que nem tudo o que ele falou podia ser compreendido pelos seus discípulos… Só o Espirito da verdade é que lhes iria abrir o entendimento para revelar toda a verdade e compreender toda a revelação de Jesus.
O Espírito é uma espécie de chave e de luz. Chave para abrir o entendimento e luz para revelar a verdade.
Só um coração aberto é capaz de acolher a Palavra.
Só uma mente aberta é capaz de ser iluminada e compreender a Palavra.



















A Nossa Visão como Dehonianos pode servir de resumo desta meditação de hoje: 
Amar com coração e mente abertos.
Somos testemunhas do amor transformador de Deus nas almas e na sociedade. Espalhamos pelo mundo o amor de Deus, com coração e mente abertos.
De facto, o Espírito santa é chave para abrir o nosso coração e é luz para iluminar a nossa mente…



terça-feira, 8 de maio de 2018

Medianeira



Hoje os Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) celebram a memória obrigatória de Nossa Senhora Medianeira de todas as graças.

Porque é que dizemos que Maria é Medianeira de todas as graças?
Porque Ela é a cheia de graça.
Assim a saudou o anjo.
Assim repetimos nós na nossa oração.

Ela é cheia de graça porque recebe todas as graças de Deus e é cheia de graça porque concede todas as graças aos seus filhos.

Nossa Senhora Medianeira de todas as graças,
Rogai por nós !



Do fim para o princípio


3ª feira – VI semana da Páscoa

Primeira leitura:
Paulo e Silas foram perseguidos e levados para a prisão, mas alegraram-se pelas conversões que lá provocaram…

Nós somos mais fruto das provações do que das consolações
São as provações quem nos faz…
As provações provocam-nos, modelam-nos, fazem-nos progredir.
As consolações vêm depois, são recompensas apenas.
As provocações estão na origem do nosso desempenho.
As consolações estão no fim da nossa luta.
São as provações que nos fazem.
São as consolações que nos recompensam.

Evangelho:
Disse-lhes Jesus: É do vosso interesse que eu vá.

Quando os discípulos viram Jesus morrer, ficaram tristes e pensaram que era o fim de tudo.
Mas quando Jesus ressuscitou concluíram que afinal isso foi o princípio de tudo.
Quando Jesus se despediu na sua ascensão, os discípulos ficaram tristes e pensaram que era então o fim de tudo.
Mas quando Jesus lhes enviou o Espírito Santo descobriram que afinal esse era o começo de tudo.
Quando os discípulos começaram a ser perseguidos e martirizados, pensaram logo que era o fim de tudo.
Mas quando entraram na Glória de Deus, viram que afinal era o início de tudo o que Jesus lhes tinha anunciado e só então cantaram de alegria com os anjos e os santos.

Conclusão
Cada nova provação dá origem a uma alegria maior.
É que ao contrário das coisas deste mundo que caminham do princípio para o fim, as coisas de Deus caminham do fim para o princípio.



domingo, 6 de maio de 2018

De servos a amigos


Ano B – VI domingo de Páscoa

Nos últimos domingos temos vindo a acolher a apresentação de Deus
- como Bom Pastor
- como Bom Agricultor

Hoje é-nos revelado como o Bom Amigo
Ele é Bom Amigo porque dá a vida pelos seus amigos…

Diz Jesus:
Já não vos chama servos, mas amigos.
Servos, aqui não tem a ver com o serviço (o maior deve ser o servo de todos…)
Servo, nesta passagem evangélica, é funcionário, mercenário, negociante, interesseiro.

A nossa relação com Deus pode ser equacionada assim:
- Ou somos indiferentes – Ele lá e eu cá. Não quero ter nada com ele.
- Ou somos rivais – Ele tem de desaparecer. Somos inimigos. (pretensão de querer ficar no lugar de Deus, desde Adão até à ideologia moderna da morte de Deus)
- Ou somos funcionário – Deus é patrão. Tola lá e dá cá. Ele é negociante e interesseiro como eu.
- Ou somos amigos – Relação de amizade. Nem indiferentes, nem rivais, nem iguais nos defeitos, mas iguais no amor.

E se Jesus nos lembra isto, não é para que lhe retribuirmos a Ele diretamente esse amor.
Tal como Ele é nosso amigo, manda-nos ser amigos uns dos outros.

Conclusão
Hoje Deus apresenta-se como nosso amigo para nos ensinar a sermos amigos dos nossos irmãos.




quarta-feira, 2 de maio de 2018

O credo de Santo Atanásio


Memória de santo Atanásio

Atanásio nasceu no Egito em 296. Ainda adolescente foi considerado um dos homens mais inteligentes de Alexandria.
Ingressou na Igreja por meio do bispo Alexandre. Aos 23 anos escreveu o seu primeiro livro sobre a Encarnação de Jesus Cristo. Embora fosse apenas diácono, Atanásio participou do Concílio de Nicéia, em 325.
Quando morreu o bispo Alexandre, tanto o povo como o clero, apontaram Atanásio como seu sucessor. Seu bispado durou quarenta e seis anos recheados de perseguição e sofrimento. Apoiados pelo imperador, os arianos espalharam calúnias incríveis. Atanásio sofreu cinco exílios seguidos, que suportou com paciência e determinação.
Atanásio morreu com setenta e sete anos. É considerado um pilar da fé e declarado doutor da Igreja.
Atanásio preservou intacta na Igreja esta verdade teológica: Cristo é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus.











Assim escreveu:
“A fé católica consiste em adorar um só Deus em três Pessoas e três Pessoas em um só Deus. Sem confundir as Pessoas nem separar a substância. Porque uma só é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo. Mas uma só é a divindade do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, igual a glória, coeterna a majestade. Tal como é o Pai, tal é o Filho, tal é o Espírito Santo.
O Pai é incriado, o Filho é incriado, o Espírito Santo é incriado. O Pai é imenso, o Filho é imenso, o Espírito Santo é imenso. O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno. E contudo não são três eternos, mas um só eterno. Assim como não são três incriados, nem três imensos, mas um só incriado e um só imenso. Da mesma maneira, o Pai é omnipotente, o Filho é omnipotente, o Espírito Santo é omnipotente. E contudo não são três omnipotentes, mas um só omnipotente.
Assim o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus. E contudo não são três deuses, mas um só Deus. Do mesmo modo, o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, o Espírito Santo é Senhor. E contudo não são três senhores, mas um só Senhor. Porque, assim como a verdade crista nos manda confessar que cada uma das Pessoas é Deus e Senhor, do mesmo modo a religião católica nos proíbe dizer que são três deuses ou senhores.
O Pai não foi feito, nem gerado, nem criado por ninguém. O Filho procede do Pai; não foi feito, nem criado, mas gerado. O Espírito Santo não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procede do Pai e do Filho. Não há, pois, senão um só Pai, e não três Pais; um só Filho, e não três Filhos; um só Espírito Santo, e não três Espíritos Santos. E nesta Trindade não há nem mais antigo nem menos antigo, nem maior nem menor, mas as três Pessoas são coeternas e iguais entre si. Em tudo se deve adorar a unidade na Trindade e a Trindade na unidade. Quem, pois, quiser salvar-se, deve pensar assim a respeito da Trindade.”


terça-feira, 1 de maio de 2018

Engrandecer MAIO


O que é que faz o mês de maio ficar maior?

Será por ser o mês da Mãe?
Será por ser o mês de Maria?
Ou por ser o mês das flores?
Ou o mês do Senhor Santo Cristo dos Milagres?
As aparições de Fátima?
A oração do terço do Rosário?
O dia do trabalhador?
A luta da classe operária?
Ser o mês do coração?
O seu signo de gémeos?
O seu luar sem par?
Ou o sol brilhar e aquecer mais?

Nada disto.
O que faz o mês de maio ficar maior… é simplesmente a letra R.
Só assim MAIO fica MAIOR.


Não se perturbe o vosso coração


3ª feira – V semana da Páscoa

Na 1ª leitura Paulo foi apedrejado, atirado para fora da cidade e dado como morto. Mas quando os discípulos se aproximaram, ergueu-se e foi com eles…
Não sei quem é que mais precisava de quem – se Paulo precisava mais da comunidade ou se a comunidade precisava mais de Paulo.
É a comunidade que faz um pregador e é um pregador que faz uma comunidade.
Parece-me, no entanto, que aqui a origem da reanimação de Paulo e da comunidade dos discípulos foi outra: onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles, disse um dia Jesus…
De facto, Paulo estava como morto e a comunidade estava sem pastor, mas quando todos se reuniram em nome de Jesus, todos se ergueram com a presença e a força de Deus.

No trecho do Evangelho Jesus ao despedir-se dos seus discípulos pede-lhe para não se deixarem perturbar nem intimidar… Porque poderiam ficar tristes com a despedida, mas não seria o fim…
De facto na paixão e morte de Jesus pareceu-lhes o fim de tudo e afinal foi o princípio de tudo… Agora, com a subida ao céu, parecia-lhes que tudo acabava, mas afinal seria o começo de tudo.
Às vezes também nós pensamos que estamos num beco sem saída, ou que tudo vai por água abaixo, ou que é o fim da comunidade, da igreja, da fé… As preocupações só aumentam as perturbações…
Há que confiar – quando tudo parece terminar, é que tudo está a começar.
Deixemo-nos renovar.




segunda-feira, 30 de abril de 2018

Morada permanente de Deus


2ª feira – V semana da Páscoa

- Os deuses tomaram forma humana e desceram até nós.
- Quem me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada.

Na primeira leitura - Não fazem isso porque são deuses, mas porque reconheceram no outro a figura de Deus.
No trecho do Evangelho – Deus quer fixar morada em cada crente.
Conclusão – Não somos deuses mas morada permanente de Deus.
Deus não apenas desce para o nosso lado, mas quer permanecer dentro de nós.

Deus permanece em nós nos sacramentos, na Palavra proclamada, meditada e vivida, no bem que fazemos ou que nos fazem, na participação na comunidade, na oração, mas sobretudo na Comunhão Eucarística.
Mas sem o nosso AMEN, é difícil perceber isso.
Quando recebemos a Sagrada Comunhão, se não respondermos AMEN, com fé e com amor, é difícil identificar quem estamos a receber e mais difícil ainda identificarmo-nos com Ele.
O AMEN é a fórmula mais curta do credo, é o ato de fé mais puro, é a expressão de amor mais sincera. Há quem afirme que sem o nosso AMEN não há Corpo de Cristo.

Um dia alguém ao abeirar-se da mesa da comunhão, meio distraído talvez, antecipou-se e disse com voz alta e clara:
- O Corpo de Cristo.
E eu não sei se por distração também ou por inspiração divina respondi:
- Ámen!
Inverteram-se os papéis ou as declarações mas o mistério foi na mesma acolhido… talvez até com mais fé.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Via, Vita, Veritas



6ª feira – IV semana da Páscoa

O que diz Jesus:
Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Ninguém vai ao pai senão por mim.


O que diz a nossa fé:
Deu-nos a vida para o procurarmos – Ele é a vida
Deu-nos a morte para o encontrarmos – Ele é o caminho
Deu-nos a eternidade para o possuirmos – Ele é a verdade eterna.


O que diz Santo Agostinho:
Por onde queres passar? Ele é o caminho.
Onde queres chegar? Ele é a verdade.
Onde queres ficar? Ele é a vida.
O nosso caminho é Cristo na sua humildade.
Cristo verdade e vida é Cristo na sua grandeza, na sua divindade.
Se seguires o caminho da humildade, chegarás ao Altíssimo.
Se, na tua fraqueza, não desprezares a humildade, permanecerás cheio de força no Altíssimo.
Porque foi que Cristo tomou o caminho da humildade?
Foi por causa da tua fraqueza, que era um obstáculo intransponível; foi para te libertar dela que tão grande médico veio a ti.
Tu não podias ir até ele; por isso, veio Ele até ti.
Veio ensinar-te a humildade, que é um caminho de regresso, porque era o orgulho que nos impedia de retornar à vida que o mesmo orgulho nos tinha feito perder.


O que diz o Pe. António Vieira:
Quem fez o céu (a verdade)
Fez também o caminho para ele,
E deu-nos a vida para o alcançarmos.


O que diz o Pe. Acílio Mendes:
Senhor Jesus,
Só Tu és o caminho p’ra seguir,
Só Tu és a verdade p’ra dizer,
Tu és a vida p’ra viver.

Quem me seguir não andará nas trevas,
Eu sou a luz que em vós há-de brilhar.
Aleluia! Palavra do Senhor!

Quem me seguir, não terá mais fome,
Eu sou o pão, o pão que o Pai vos dá.
Aleluia! Palavra do Senhor!

Quem me seguir, tem vida em abundância,
Eu sou o pastor, a todos quero amar.
Aleluia! Palava do Senhor!

Quem me seguir, possui a vida eterna,
Eu sou Jesus, do mundo o Salvador.
Aleluia! Palavra do Senhor!


O que diz o pensador:
O caminho da verdade é a vida.
O caminho da vida é a verdade.
A vida da verdade é o caminho.
A vida do caminho é a verdade.
A verdade da vida que é o caminho.
A verdade do caminho é a vida.
O caminho é verdade e é vida
A vida é caminho e é verdade.
A verdade é vida e é caminho.


O que digo eu:
Jesus é o princípio, o meio e o fim de tudo e de todos.
É o princípio porque é a vida.
É o meio porque é o caminho.
É o fim porque é a verdade.


quinta-feira, 26 de abril de 2018

Como pregar


5ª feira – IV semana da Páscoa

1ª resposta – da liturgia de hoje
Quer na 1ª leitura, quer no Evangelho de hoje podemos ver o exemplo de como se deve pregar:
- São Paulo pregou com a história, olhando para o passado, até chegar a Cristo.
- Jesus Pregava com as ações, com o exemplo ou os gestos (lavando os pés)
- Ambos explicavam depois com palavras aquilo que mostraram antes com a história e com os gestos.
antes – história - escutar
durante – exemplo, ações - mostrar
depois – palavras – explicar

2ª resposta – de um grande pregador
O Pe. António Vieira ensinava assim:
- Deve-se pregar com os olhos no céu, para que vejamos o que havemos de imitar nos santos.
- Deve-se pregar com os olhos na terra, para que saibamos o que havemos de emendar em nós;
- Deve-se pregar com os olhos no Evangelho, para que o Evangelho, como luz do céu na terra, nos encaminhe ao que havemos de emendar na terra, e ao que havemos de imitar no céu.

3ª resposta – da língua italiana
Os italianos como falam muito com as mãos, também pregam muito com gestos.
Mas o mais importante é que para eles Pregare é rezar. Sim. Eles pregam rezando e rezam pregando…

4ª resposta – da língua portuguesa
Pregar um prego - Pregar um sermão.
Um é como o outro: Pregar é unir, é ajudar a entrar, é fixar.
Até mesmo Jesus antes de se apresentar como pregador foi carpinteiro, isto é, antes de pregar o Reino, aprendeu a pregar os pregos na madeira, para nos lembrar que deve haver analogia entre as duas realidades.
Pregar um sermão é como pregar um prego e vice-versa.

Conlusão:
Todos somos pregadores – unindo-nos à Palavra de Deus, fazendo-a entrar no nosso coração e deixando que Deus permaneça em nós.
Todos somos pregadores e devemos pregar com os gestos sem esquecer que pregar é rezar e rezar é pregar.
Todos somos pregadores que olham para o céu, para a terra e para o Evangelho.
Enfim, todos somos pregadores com a história, com os acontecimentos da vida, com o nosso exemplo e se for necessário com as nossas pobres palavras.




quarta-feira, 25 de abril de 2018

Evangelista do ano



Festa de São Marcos, Evangelista
É o Evangelista deste Ano B.

- Qual é a semelhança entre um martelo e um evangelista?
- É que ambos pregam…

No caso de São Marcos, este pregou por dois motivos - pelo ofício e pelo nome.
De facto, esmiuçando o nome do Evangelista São Marcos, chegamos à conclusão que vem do grego e do latim e que significa martelo (mais evidente no diminutivo marcus/marcelo).

Marcos acompanhou Pedro na sua evangelização, pondo por escrito as suas pregações. Como evangelista é identificado por um leão, pois começou a sua narração com João Baptista no deserto a pregar como Leão que brada no descampado.
O seu evangelho é considerado o resumo do de Mateus, mas é sem dúvida mais antigo. De facto, São Marcos apresenta um texto mais conciso e mais curto do que os outros…sendo assim o mais original porque quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto.
Parece ter sido martirizado em Alexandria cuja igreja fundou, tendo sido arrastado por uma corda através das ruas até morrer junto ao mar. Assim encetou a sua última viagem que o levou à glória da eternidade.

Conclusão
Todos nós somos martelos, pregadores, instrumentos de união.
Todos nós somos companheiros de pregação da Palavra de Deus.
Todos nós escrevemos ou gravamos essa Palavra, sobretudo com o exemplo da nossa vida.


terça-feira, 24 de abril de 2018

Os cristãos


O nome de cristãos

e os cristãos de nome


3ª feira – IV semana da Páscoa

Foi em Antioquia que, pela primeira vez, se deu aos discípulos o nome de cristãos.

Apenas 3 vezes aparece esta palavra na Bíblia: At 11,26; 26,28; 1Pe 4,16.
Este termo CRISTÃO designa em grego o que significa PEQUENO CRISTO.
De facto o cristão, ou o discípulo de Cristo é aquele que adere a Cristo, que tem Cristo como modelo, que segue o seu exemplo, que se identifica com Ele, enfim, que ser outro Cristo.

Por seu lado a palavra grega CRISTO é a tradução hebraica de MESSIAS e que foi traduzido em latim por UNGIDO.
Nós em português usamos as três expressões transliteradas diretamente de cada língua original.

Os discípulos de Cristo (seguidores, aprendizes ou alunos) ou CRISTÃOS são os que acreditam que Jesus é o Cristo (em grego), o Messias (em hebraico) ou o Ungido (em latim). Acreditam que Jesus foi ungido por Deus, assinado ou abençoado por Deus. Dizer que Jesus é o Cristo, o messias ou o Ungido de Deus é dizer que Ele é de Deus.

Assim como Jesus é Cristo, ou seja, Jesus é de Deus, assim também cada Cristão é de Cristo.
Este é o significado do nome de cristãos – Ser Cristão é ser de Cristo.
E os cristãos de nome? São aqueles que se autodefinam como cristãos, mas não seguem o seu exemplo. São cristãos de nome, mas não são cristãos de Cristo.

Conclusão:
Cristo = Messias = Ungido = Ser de Deus
Cristão = Ser de Cristo ou ser outro Cristo.



segunda-feira, 23 de abril de 2018

Toda a vida fui pastor


2ª feira – IV semana da Páscoa

Há uma canção do folclore português que descreve a vida do pastor:

Toda a vida fui pastor
Toda a vida guardei gado
Tenho uma nódoa no peito
De me encostar ao cajado

De me encostar ao cajado
Lá nos campos ao rigor
Toda a vida guardei gado
Toda a vida fui pastor




















O pastorinho Francisco Marto de cajado junto ao peito.

É típico o cajado na mão de um pastor.
Esse cajado é uma necessidade para se segurar, é uma utilidade para afastar os lobos e é uma exigência do zelo pelas ovelhas.

Para o próprio pastor o cajado é útil para se apoiar, porque tem de ficar sempre de pé, além de ser uma ajuda nas caminhadas.

Para os adversários, isto é, para os lobos, o cajado serve para os afastar.

E para as ovelhas o cajado serve para reunir as fugitivas (com a parte curva) para espevitar as preguiçosas (com a parte de baixo pontiaguda) e para corrigir as que persistem no erro (com a parte direita).




sábado, 21 de abril de 2018

Pastor dos pastores



Ano B – IV domingo de Páscoa

Ao contemplarmos a Cristo, o Bom Pastor, podemos ser levados a imaginar uma figura cheia de ternura, bucólica, romântica ou edílica, que acaricia as ovelhas, toca flauta, meiga e feliz no meio de prados aprazíveis…
O Pastor é Bom porque dá a sua vida pelas suas ovelhas.
Bom, aqui, é sinónimo de bravo, valente, corajoso.
Ele tem de conduzir as suas ovelhas por vales tenebrosos.
Só um pastor corajoso pode ser um bom pastor.