quinta-feira, 21 de abril de 2016

Paisagens de cá (1)























Preciso de ajuda para escolher a melhor legenda
para esta paisagem de cá:

- BrinCADEIRAS de artista.
- Monumento ao sedentarismo.
- Arco íris cansado.
- Sentar-se no BAR Ranco.
- Cadeiras ao ar.
- Descanso A CORES.
- Falar ex cathedra.
- Ordem de despejo.
- Êstrádà com ascentos.
- Crise dos bancos chegou à rua.
- Desafiando as vertigens.
- Procissão de cadeiras.
- Tributo do Homo Sedens.
- Descansar a vista.
- Sit down Sit on top.
- Cadeiras na estrada? Guardo-as todas. Um dia vou fundar uma Universidade.
- Do alto destas cadeiras, 500 anos de história nos contemplam.
- Milagre! As hortênsias viraram cadeiras.
- Até as cadeiras quando iradas trepam paredes.
- Homenagem às CA(L)DEIRAS das Furnas.

Atenção: São 68 cadeiras, portanto são necessárias 68 legendas, para que ninguém diga outra vez: “Mas que número curioso!”
















Isto não tem nada de depreciativo.
É que eu gosto mesmo desta arte… de tal maneira que fiz questão de colocar no meu Quintal.


domingo, 17 de abril de 2016

Pequeno grande pastor




















Ano C - IV domingo da Páscoa

No seu romance “María, El Carpintero y El Niño”, o jesuíta espanhol Pedro Maria Iraolagoitia, descreve cenas do quotidiano da vida da sagrada família de Nazaré. Salienta as brincadeiras do Menino Jesus que entre outras coisas gostava muito de ovelhas. Quando saiam dos currais ele acompanhava-as, pedia o cajado ao pastor e punha-se a imitar a sua profissão.

E eu fico aqui a imaginar um diálogo verosímil entre Jesus e Maria:
- A mãe sabe que eu já conheço todas as ovelhas da aldeia e elas conhecem-me também?
- Sim, meu filho… Acredito que sim…
- Quando eu for grande vou ser pastor.
- Mas filho, tu já és agora um bom pastor.
- A mãe sabe o que faz um bom pastor?
- Não, filho… Conta lá para a mãe o que é que ele faz?
- Ele dá a vida pelas suas ovelhas…
E a mãe, toda embevecida, sorria e, uma vez mais, guardava no seu coração estas palavras que todos, menos ela, pensavam ser brincadeira de criança.

Muitos anos depois ela recordou-se desta conversa quando, numa festa de Páscoa, viu o seu filho dar a vida…Sim, ele sempre foi bom pastor!




sábado, 16 de abril de 2016

O Belo Pastor

Ano C - IV domingo da Páscoa

Parece que a afirmação de Jesus Eu sou o bom pastor, tem o sentido literal de Eu sou o belo pastor.
Fico a pensar que Ele é belo porque é bom e belo porque é bravo, isto é, valente.
Como é que nós queremos ser bons só porque somos belos, em vez de sermos belos porque somos bons?!

Os padres são imagem de Cristo Belo Pastor, que passou fazendo o bem.
Eis um exemplo disso: Encontramos gravada no túmulo a homenagem às virtudes e benemerências do pároco de Veitsberg no epitáfio mais conciso e poético, qual vela a consumir-se a partir do “amore”:

Oves suas pavit amore
                            more
                                ore
                                  re
                                   e
    
Apascentou as suas ovelhas com amor,
                                             com exemplo,
                                             com palavra,
                                             com obras,
                                             com esmolas.

Rezo a Deus para que todos os pastores possam merecer tal testemunho.


sexta-feira, 15 de abril de 2016

Vocações locais






















53ª Semana de oração pelas vocações consagradas

Em 1571 (?) o Papa São Pio V recomendava a El-rei D. Sebastião: “Que nas terras recentemente descobertas se procurem, escolham e preparem pregoeiros do Evangelho, filhos da própria terra, por cujos piedosos labores e canseiras apostólicas se revigore e progrida a fé cristã, levada pelos missionários de Portugal.”
A pastoral vocacional sempre foi um dos meios mais eficazes de evangelização das comunidades cristãs de todos os tempos.

Em 2016 o Papa Francisco lembra que “a Igreja é mãe de vocações”.
Uma comunidade ou paróquia que não tem vocacionados no seminário, é uma espécie de mãe estéril…


quinta-feira, 14 de abril de 2016

Cordão de Frade





















É uma planta muito comum em Angola e no Brasil.
Chamam-na Cordão de Frade ou Cordão de S. Francisco.





















Para além de servir na decoração é medicinal.
O seu chá é usado tanto como anti estressante como estimulante.
De facto é tal como os votos dos conselhos evangélicos:
As virtudes religiosas estimulam os negligentes
e acalmam os mais dinâmicos...


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Ser padre hoje


 53ª Semana de Oração pelas vocações consagradas

Lendo alguns sinais do nosso tempo, vemos emergir três eixos que constituem outros tantos desafios para o padre de hoje. A reflexão é do Pe. José Tolentino Mendonça no seu livro O Hipopótamo de Deus:

- O padre é chamado a ser cada vez mais um homem da Palavra. Espera-se dele que tenha mergulhado a sua vida e a sua inteligência na Palavra de Deus e possa ser um anunciador, com capacidade de traduzi-la numa linguagem pertinente e atual, agindo com sentido profético e verdadeira sabedoria evangélica.

- O padre é chamado a exercer a paternidade espiritual de modo mais intenso, pela disponibilidade para acolher e acompanhar, sublinhando nos momentos diversos o essencial da esperança.

- O padre é chamado, até por fidelidade à tradição da Igreja, a sondar e a valorizar as novas fronteiras onde o Espírito se revela.



terça-feira, 12 de abril de 2016

Olhando a vocação

53ª Semana de oração pelas vocações consagradas

Alguns olhares sobre a VOCAÇÂO

VOCAÇÃO = chamamento, predisposição, inclinação, propensão, missão
                        – Fui Eu que vos escolhi…

Olhando à volta é
            CONVOCAÇÃO = convocar é solicitar presença, reunir, convidar
                        – Reuniu aqueles que quis

Olhando para cima é
            INVOCAÇÃO = invocar é implorar, pedir auxílio, recorrer
                        – Pedi que mande trabalhadores…

Olhando para trás é
            EVOCAÇÃO = evocar é trazer à lembrança, apelar
                        – A messe é grande…

Olhando para a frente é
            PROVOCAÇÃO = provocar é fazer reagir, causar reação, desafiar
                        – Ide... Anunciai a conversão…

Olhando para dentro é
            ADVOCAÇÂO = advocar é defender, tomar o patrocínio
                        – Eu estarei convosco…




segunda-feira, 11 de abril de 2016

Brincando às vocações


Quem é o teu modelo de vida?
Ou como quem gostarias de ser?
Ou quem é o teu herói?


a) Pega num lápis ou numa calculadora.
b) Escolhe um número qualquer de 1 a 9.
c) Multiplica esse número por 3.
d) Soma 3 ao resultado.
e) Multiplica o resultado por 3.
f) Soma os dígitos do resultado.
g) Vê abaixo o número que corresponde ao teu modelo de vida.

  ?    ____ x 3 = ____ + 3 =
   a)          b)         c)                        d)                        
                           

= ____ x 3 = ____ = ____    ?
                     e)                      f)                    g)

O número final, de apenas um dígito, é o teu modelo de vida!

Vê o número que corresponde 
ao teu exemplo de vida

Apenas um é o teu modelo de vida:

01. S. Francisco de Assis?
02. Pe. Dehon?
03. Cristiano Ronaldo?
04. Lionel Messi?
05. O Papa Francisco?
06. Teu pai?
07. Tua mãe?
08. Santa Teresa de Calcutá?
09. Jesus Cristo?


Então sê como Ele!


domingo, 10 de abril de 2016

Semana das Vocações Consagradas



















Resumo da mensagem do Papa Francisco 
para a 53ª semana de oração pelas vocações consagradas.


A Igreja, mãe de vocações

"A vocação nasce na Igreja ... 
            A vocação cresce na Igreja ... 
                        A vocação é sustentada pela Igreja ..."
                                   A vocação está ao serviço da Igreja ...


Uma comunidade ou paróquia que não tem nenhum seminarista a preparar-se para o sacerdócio não merece o padre que tem... 
Como é que se pode esperar que venha alguém do seminário para a paróquia se não vai ninguém da paróquia para o seminário?!


sexta-feira, 8 de abril de 2016

Cinco refeições da alma



















6ª feira - II semana da Páscoa

Santo António interpretava assim os pães do Evangelho de hoje, fazendo jus ao epíteto de Arca do Testamento, como lhe reconheceu o Papa Gregório IX quando o ouviu pregar na Páscoa de 1228:

“Os cinco pães são os cinco livros de Moisés em que se encontram as cinco refeições da alma:
O primeiro pão é detestar o pecado na contrição.
O segundo pão é revelá-lo na confissão.
O terceiro pão é a miséria e humilhação de si mesmo na satisfação.
O quarto pão é o zelo das almas na pregação.
O quinto pão é a doçura da pátria celeste na contemplação.”


quinta-feira, 7 de abril de 2016

Dar ouvidos

5ª feira - II semana da Páscoa

Deve obedecer-se antes a Deus que aos homens – disse Pedro às autoridades que o queriam silenciar, como lemos na primeira leitura da liturgia de hoje.

O verbo OBEDECER vem do latim oboedire (ob + audire, isto é, a ouvir).
Obedecer quer então dizer prestar atenção, dar ouvidos, escutar.

Isto faz lembrar um episódio ocorrido há dias.
Aconteceu aqui nos Açores, mas bem poderia ter sido em qualquer lugar e com qualquer educador.
O Padre na missa com as crianças da catequese acautelava-se para que nenhuma delas achasse desculpa para se escapulir dos seus pais como Jesus no Evangelho desse dia, que ficara perdido em Jerusalém. Por isso o pregador reforçava que Jesus voltara para Nazaré e era-lhes submisso, isto é, obedecia a seus pais.
Um miúdo, lá mesmo no primeiro banco da frente, abanava negativamente a cabeça. Quanto mais o pregador falava da obediência de Jesus tanto mais ele se manifestava. Até que o Padre lhe perguntou:
- Então, ó rapaz, não concordas comigo? Não achas que Jesus sabia obedecer?
- Concordar, concordo, mas eu queria ver Jesus obedecer a meu pai! Ele de certeza que não conseguia…
- Tens razão, ó pequeno. Não será difícil um santo obedecer a outro santo, como foi o caso de Jesus. Já não é tão fácil um pecador obedecer a um santo, como deve ser o caso da maior parte de nós aqui presentes. Mas um santo obedecer a um pecador, deve ser muito difícil. E ainda mais difícil será um pecador obedecer a outro pecador, Mas não sei qual é o teu caso. Esforça-te, pois o mais importante é o esforço de quem manda e de quem obedece.
Obedecer não é mais que dar ouvidos.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Tudo começou assim
























Solenidade da Anunciação do Senhor, transferida do dia 25 de março

Tudo começou com um anjo e uma jovem.
O anjo chamava-se Gabriel e a jovem, Maria.
Ela tinha pouco mais de catorze ou quinze anos. Ele não tinha idade.
E os dois estavam surpreendidos: Ela porque não acabava de entender o que estava a acontecer. Ele porque não entendia muito bem que com as suas palavras estava movendo os gonzos da história.
A cena ocorria em Nazaré, 150 quilómetros a norte de Jerusalém.
Nessa casa sem mais riqueza que as mãos brancas da jovem, sem outra luz que o brilho dos vestidos angélicos, fulgurantes na obscuridade daquela casa sem janelas, não houve outra luz, não floriram de repente os lírios, nem os jacintos.
Só aconteceu isto: um anjo e uma jovem que se encontraram neste desconhecido canto do mundo, na límpida pobreza de um Deus que sabe que o prodígio não precisa de decorações nem de palcos.
O mais surpreendente da vinda do anjo é que Maria não se tenha surpreendido com a sua visão. Perturbou-se sim com as suas palavras, não com a sua presença. Reconheceu inclusive que era um anjo, apesar do seu aspeto humano e de ele não ter dado a menor explicação.
O universo religioso de Maria era outro. Um anjo não era para ela um mito, mas algo de misterioso e possível. A Maria poderia espantá-la que lhe aparecesse a Ela e não o facto de aparecer.
Ouviu a saudação: alegra-te cheia de graça. O Senhor está contigo.
Ela perturbou-se. Não estremeceu ao ver o anjo, mas sim ao ouvi-lo dizer tais coisas. E não era tremor dos sentidos. Era algo mais profundo... pois ela pensava qual podia ser o sentido daquela saudação.
Não temas. Conceberás e darás à luz um Filho… e será chamado Filho de Deus.
Maria disse então: Faça-se…
Quanto durou o silêncio que se seguiu a estas palavras? Uma eternidade, desde a eternidade…
Não sabemos como é que o anjo se foi embora. Não sabemos como ficou a jovem.
Apenas sabemos que o mundo mudara. Que importa os pormenores? 
Talvez tudo tenha acontecido no âmbito do coração.


Cf. José Luís Martín Descalzo, Vida e mistério de Jesus de Nazaré.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Verdade ou mentira
















Antigamente o ano novo era celebrado com a chegada da primavera.
Esta festa prolongava-se até ao dia 1 de abril (mês que abria o ano).
Em 1582 o papa Gregório XIII estabeleceu um novo calendário para o mundo cristão, chamado calendário gregoriano, onde o ano passou a começar a 1 de janeiro.
Os franceses resistiram à novidade e só o adotaram 2 anos mais tarde. Entretanto alguns humoristas começaram a ridicularizar o apego desses conservadores a quem chamavam de ‘bobos de abril’ que mantinham a celebração do calendário antigo . Apesar dessas celebrações, o mês de abril já não abria o novo ano. Era por isso uma mentira.
Será isto verdade ou mentira?
Não sei...