quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Deus é agricultor


4ª feira – III semana comum

Deus é semeador, agricultor ou lavrador.















O cuidado da nossa alma é semelhante ao cultivo da terra.
Assim como para cultivar a terra se arranca de um lado e se extirpa do outro até à raiz para semear o bom grão, o mesmo se deve fazer à nossa alma:
- arrancar o que é mau e plantar o que é bom;
- extirpar o que é prejudicial, transplantar o que é útil;
- desenraizar o orgulho e plantar a humildade;
- deitar fora a avareza e guardar a misericórdia;
- desprezar a imoralidade e amar a castidade. […]
Efetivamente, vós sabeis como se cultiva a terra.
Em primeiro lugar, arrancam-se as silvas e atiram-se as pedras para longe, seguidamente lavra-se a própria terra, recomeça-se uma segunda vez, uma terceira, e finalmente […] semeia-se.
Que seja assim na nossa alma: em primeiro lugar, arranquemos as silvas, ou seja os maus pensamentos; seguidamente retiremos as pedras, isto é, a malícia e a dureza.
Por último, lavremos o nosso coração com o arado do Evangelho e a relha da cruz e, quebrado pela penitência, amolecido pela esmola e pela caridade, preparemo-lo para a semente do Senhor […], para que possa receber com alegria a semente da palavra divina e não dar apenas trinta, mas sessenta e cem vezes o seu fruto.
(CF. São Cesário de Arles, 470-543, monge, bispo, Sermões ao povo, n°6 passim; SC 175)























terça-feira, 23 de janeiro de 2018

A mão direita de Deus


O hino The right hand of God, foi criado na década de oitenta numa assembleia do movimento ecuménico das Caraíbas. É um canto de vitória e de liberdade inspirado no cântico de Miriam e Moisés, Ex 15. 
Através dele podemo-nos unir mais fortemente a Deus e aos irmãos, neste oitavário de oração pela unidade dos cristãos aceitando o convite dos cristãos das Caraíbas.


















A mão direita de Deus

A mão direita de Deus
Está escrevendo na nossa terra,
Escrevendo com poder e amor.
Os nossos conflitos e os nossos medos,
Os nossos triunfos e as nossas lágrimas
São gravados pela mão direita de Deus.

A mão direita de Deus
Está atingindo a nossa terra,
Pondo para fora a inveja, o ódio e a ambição.
O nosso egoísmo e a luxúria,
O nosso orgulho e os atos injustos
São destruídos pela mão direita de Deus.

A mão direita de Deus
Está elevando a nossa terra,
Erguendo os caídos um por um.
Cada um tem o seu nome conhecido
E é resgatado agora da vergonha
Pela elevação da mão direita de Deus.

A mão direita de Deus
Está curando a nossa terra,
Curando dilacerados corpos, mentes e almas.
Tão maravilhoso é o seu toque,
Com amor que tanto significa,
Quando somos curados pela mão direita de Deus. 



segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Meia palavra basta


2ª feira – III semana comum

Do Evangelho de hoje:
Quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão…
Porque diziam – Está possesso dum espírito impuro.

Para a nossa reflexão de hoje, meia palavra basta:

Quem não acredita no Senhor do Perdão, como pode ser perdoado?
Para ser perdoado é preciso acreditar em quem dá o perdão.
Quem dá o perdão é o Espírito Santo de Deus.
Os escribas diziam que Jesus agia sob a ação de um espírito impuro e não sob a ação do Espírito Divino.

É uma lição para nós:
Só é perdoado quem acredita em quem perdoa.
Confiemos em Deus.
















quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A barca de Jesus


5ª feira – II semana comum














Jesus pediu aos discípulos que lhe preparassem uma barca…

O mar é o mundo.
A barca é a Igreja.
A preparação é a obra de evangelização.
O trabalho é de equipa.
A viagem é a progressão.
Jesus é presença constante.
O mal não tem lugar.
O espaço reduzido é a intimidade de Jesus com os seus discípulos.

Jónatas, filho de Saul, era muito amigo de David…

Hoje é o dia do amigo.
A inveja mata.
A amizade salva.
Li na janela de um carro: A inveja mata… Não morras por causa de mim.
De facto o invejoso destrói-se a si mesmo e ao outro, enquanto a amizade beneficia a ambos.





quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A renovação de Portugal


Há precisamente 100 anos o Pe. Dehon, escrevia no seu diário:

“Roma, 17 de janeiro de 1918.
Encontrei-me com o Cardeal Scapinelli que é muito amável…(Ele foi núncio em Viena e adido na Secretaria de Estado do Vaticano para os serviços da nunciatura em Lisboa).
Encontrei-me também com o Cardeal Tonti que é meu antigo condiscípulo de estenografia. A conversa foi agradável. Ele conhece bem o Brasil e Portugal, onde a aristocracia é miguelista, disse-me ele. No Brasil fundam-se por toda a parte seminário sque funcionam bem, e em cada nova diocese a Santa Sé exige que sejam enviados dois seminaristas para estudarem em Roma. O seminário português também funciona muito bem e ajudará a renovação de Portugal.” (Cf. NQ 42)
Já em março de 1899, numa crónica na Revista O Reino do Coração de Jesus, o Pe. Dehon regozijava-se pela fundação do Colégio Português em Roma: “A bela Universidade Gregoriana, dirigida pelos Padres Jesuítas, tem sempre e de longe o primeiro lugar em Roma. Os cursos são seguidos por 19 colégios de diversas nações e por 37 comunidades religiosas… Um vigésimo colégio nacional vai ser fundado pelos portugueses…”

A renovação de Portugal passava pelo seminário, há 100 anos.
E hoje?



terça-feira, 16 de janeiro de 2018

David era pastor


3ª feira – II semana comum

O jovem David era pastor e andava a guardar o rebanho de seu pai quando foi escolhido e ungido rei de Judá.

- O pastor
Pregava o Pe. António Vieira em 1655 que “Só dois reis elegeu Deus por si mesmo, que foram Saul e David, e a ambos os tirou de pastores, para que, pela experiência dos rebanhos que guardavam, soubessem como haviam de tratar o povo.”
Assim também os presbíteros são chamados pastores para se lembrarem como devem tratar o povo de Deus que devem servir.

- O rebanho
Poucos animais são tão indefesos como as ovelhas. Com muito pouca defesa contra inimigos naturais, pouco senso de direção e nenhuma capacidade para encontrar o seu próprio alimento, elas são muito dependentes do homem para prover as suas necessidades. No tempo em que não havia cercas, os proprietários de ovelhas tinham que ficar com elas nos campos durante vários meses seguidos.
O pastor tinha que providenciar para as ovelhas tudo que elas não podiam providenciar para si mesmas. Ele procurava pastos verdes onde pudessem encontrar comida (1 Crónicas 4,39-40) e as conduzia gentilmente para lá, sempre cuidadoso com as que estavam com filhotes (Isaías 40,11). Ele as protegia até com a sua própria vida. O jovem David relatou a Saul como tinha arrancado um cordeiro da boca de um leão e tinha matado tanto leões como ursos (1 Samuel 17).
Dando tanto de si mesmos ao cuidado das ovelhas e estando tão frequentemente sem companhia humana, o pastor desenvolvia uma íntima amizade com as ovelhas. Ele dava um nome a cada uma; as ovelhas conheciam a sua voz e vinham quando ele as chamava (João 10,3-4). Ele as contava todas as noites para ter a certeza de que estavam todas a salvo no aprisco (Jeremias 33,13). Se ao menos uma estivesse a faltar, ele esquadrinhava o campo para encontrá-la (Lucas 15,4).
O desamparo das ovelhas, a sua total dependência do pastor e do seu amor por elas tornavam esta relação uma das mais finas e a figura da relação de Deus com seu povo mais frequentemente usada. Somos tão parecidos com as ovelhas. O rei David, o pastor, expressou isso tão lindamente naquelas palavras familiares: "O SENHOR é meu pastor; nada me faltará" (Salmo 23).   
Os proprietários de ovelhas algumas vezes tinham problemas quando o número delas ficava tão grande que já não podiam mais atendê-las pessoalmente. Frequentemente, as ovelhas tinham que ser divididas em rebanhos e deixadas sob os cuidados de empregados. Jesus explicou: "O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então o lobo as arrebata e dispersa" (João 10,12).
Hoje em dia a igreja é o rebanho das ovelhas do Senhor. Os presbíteros são aqueles que estão encarregados: "Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelos do rebanho" (1 Pedro 5,2-3).
(Cf. Sewell Hall)

























segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Retalhos


2ª feira – II semana comum

Unir a obediência à docilidade
e aliar o querer ao fazer.

Na 1ª leitura
Não basta a obediência de Saul.
É preciso docilidade, isto é, fazer com agrado e com amor aquilo que se faz por obediência.
Quando se obedece com revolta recusamos o mérito daquilo que se faz.

No trecho do Evangelho
Não basta querer, é preciso fazer.
Não chega ter um tecido novo.
É preciso desfazer-se do velho e fazer um vestido novo, do princípio ao fim.
Quando somos uma manta de retalhos, não sabemos o que somos.
Não somos nada, nem novos nem velhos.
Deitar vinho novo em odres velhos é querer dizer sim a Deus, sem dizer não ao diabo.
Não basta querer mudar, é preciso fazer diferente.
Já alguém disse que insanidade é continuar a fazer a mesma coisa e esperar resultados diferentes.



domingo, 14 de janeiro de 2018

Morar com


Ano B – II domingo comum

Os discípulos de João Baptista não perguntaram a Jesus o que ensinava, ou como rezava, nem o que fazia, mas sim onde é que vivia ou morava.
O verdadeiro discipulado é estar com, é morar juntos, abrir a casa (ou o coração), não ocultar nada, oferecer transparência.
Os discípulos foram com Jesus, ficaram com ele, partilharam a sua vida e ficaram transformados.
Não tiveram necessidade de mais sermões, de iniciações, explicações, promessas ou exames.
É preciso procurar Jesus. 
Encontrar Jesus. 
Seguir Jesus.
Viver com Jesus é a melhor maneira, talvez a única maneira, de conhecê-lo e de se lhe dar a conhecer.


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

A fé que se vê


6ª feira – I semana comum

No mistério do seu nascimento, Aquele que, por sua natureza, era invisível tornou-se visível aos nossos olhos, pois Jesus nasceu para nos ver e para ser visto por nós.

No trecho do Evangelho de hoje podemos confirmar esta dupla dimensão:
Nós somos vistos por Deus - Jesus ao VER a fé daquela gente disse…
Nós vemos Deus - Todos diziam: nunca VIMOS coisa assim.

De facto a fé não é algo para ser falado ou escutado, mas é algo que tem de ser visto…  não é uma teoria ou ideologia, mas sim algo de concreto.
Também Jesus, o Deus Connosco, mais do que para ser ouvido, ou declarado, é alguém para ser visto e reconhecido ao nosso lado.

Na primeira leitura podemos contemplar a sabedoria do Profeta Samuel, a paciência de Javé e as provocações do povo.
Por que é que o povo queria um rei?
Porque queria ser como os outros povos.
Ó desgraçado povo que não quer ser quem é, mas quer ser igual aos outros!
Ó infeliz cristão que procura ser como os outros em vez de querer que os outros sejam cristãos como ele!




quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Feiticeiro não agradece


Dizem que hoje é o dia internacional do OBRIGADO.

Recordo, por isso, um dito que aprendi em Angola:
Feiticeiro não agradece!
Feiticeiro não agradece porquê?
Se for um feiticeiro bom, isto é, no sentido positivo, não agradece porque todas as pessoas é que lhe devem agradecer.
Se for um feiticeiro mau, isto é, no sentido negativo de alguém que só faz mal ou feitiços, também não agradece, pois quem não agradece faz mal. Como este tipo de feiticeiro só faz mal, não pode agradecer que seria fazer bem.
De facto quem faz mal não agradece,
e quem não agradece faz mal.

Eu, como não sou feiticeiro, tenho de agradecer.
Por isso digo: 
Graças a Deus!
Graças aos meus amigos!
Graças a todos!
Obrigado!



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A sogra de Pedro


4ª feira – I semana comum

Duas reflexões sobre o trecho do evangelho de hoje.

Jesus INCLINOU-SE
Chegando junto ao leito da sogra de Pedro Jesus inclinou-se, tomou-a pela mão e levantou-a… (assim refere o evangelista Lucas, o médico, especialista no trato dos doentes e repetido por Mateus e por Marcos, o evangelista deste ano B…)
Inclinou-se, isto é, fez-se pequeno como ela, concentrou toda a sua atenção na sua pequenez, no seu sofrer, na sua situação. Pôs a pessoa em primeiro lugar. Enfim, parece uma imposição das mãos, aliás, não só das mãos, mas imposição do corpo todo…
Tomou-a pela mão, isto é, tomou-lhe o pulso, como que para medir as pulsações (como fazemos hoje). Jesus mostrou-lhe que sofria com ela e que ela podia erguer-se com ele.
E levantou-a, isto é, devolveu-lhe a dignidade, a sua condição humana, a sua estatura de ser novo, pois passou a ter uma nova vocação – passou a estar ao serviço da comunidade de Jesus.
O mesmo Senhor também inclina-se sobre cada um de nós, também toma o nosso pulso e ajuda a levantar-nos…


Ela COMEÇOU a servir
Em nenhuma parte dos evangelhos se fala nem da mulher nem dos possíveis filhos de Pedro, mas apenas da sua sogra.
Porquê?
Se em vez da sogra se se tratasse da mulher ou dos filhos de Pedro, o episódio poderia ser interpretado como protecionismo, nepotismo ou outros proveitos próprios.
Tratando-se da cura da sogra, ninguém fala de aproveitamento próprio.
O objetivo desta cena é mais lato.
Logo que foi curada ela COMEÇOU a servi-los.
Esta ação, ‘começou’, não diz respeito apenas àquela ocasião, mas sim a uma atitude permanente a partir desse momento.
Ela começou a servir e nunca mais parou.
De facto, muitas mulheres acompanhavam Jesus e os seus discípulos servindo-os com os seus bens…
E com certeza, que estes bens que punham ao serviço da pequena comunidade de Jesus abrangiam muito mais do que os bens materiais e os serviços temporais, mas também os espirituais, morais, solidários e pastorais, tantas outras capacidades e atenções tipicamente femininas como delicadeza, zelo pela apresentação, ternura, mediações, conselhos, sugestões, apresentações, lembranças, memória, presença e sensibilidades complementares…
Podemos concluir que este episódio é o começo da vocação ou da participação de uma mulher ao serviço do projeto de Jesus.
Aliás, unicamente entre as mulheres não teve inimigos Jesus.
Que o serviço seja a nossa atitude permanente… pois “quem não vive para servir não serve para viver:”



terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Jesus ensina com autoridade


3ª feira - I semana comum


Jesus ensina com autoridade porque Ele é o caminho, a verdade e a vida.

1. Jesus ensina com autoridade porque é manso e humilde de coração. As suas palavras não saem da sua boca, mas sim do seu coração. O seu ensino vai a caminho do coração de cada pessoa. Porque Ele é o CAMINHO.

2. Jesus ensina com autoridade porque não fala aquilo que as pessoas querem ouvir, mas sim o que elas precisam ouvir. Ele ensina a verdade porque Ele é a VERDADE.

3. Jesus ensina com autoridade porque vive o que prega e prega aquilo que vive. Ensina com o seu exemplo, com a sua vida porque ele é VIDA.





















segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Compromisso batismal


Ano B - Festa do Batismo do Senhor

“A transmissão da fé somente pode ser feita em dialeto, no dialeto da família, no dialeto de pai e mãe, do avô e da avó. Depois virão os catequistas para desenvolver essa primeira transmissão, com ideias, com explicações, mas não se esqueçam disso: se faz em dialeto, e se falta o dialeto, se em casa não se fala entre os pais aquela linguagem do amor, a transmissão não é fácil, não poderá se feita.”
Foi o que disse o Papa Francisco na Missa este domingo (07/01/2018), festa do Batismo do Senhor, realizada na Capela Sistina, dirigindo-se aos pais das 34 crianças batizadas durante a celebração.
O Papa lembrou também que o Batismo de Jesus nos convida a recordar o nosso batismo. A este ponto, Francisco perguntou aos presentes reunidos na Praça São Pedro se sabiam a data do próprio batismo, convidando-os a tê-la na memória porque é uma data de festa, “é a data na qual o Pai nos deu o Espírito Santo que nos impele a caminhar, é a data do grande perdão”. E exortou cada um a não se esquecer, perguntando a si próprio: “qual a data do meu batismo?”

Diagnóstico

O mínimo dos mínimos para ser cristão

Rezar uma vez por dia
Participar na Eucaristia uma vez por semana
Ajudar alguém uma vez por mês
Confessar-se uma vez por ano
      Ou seja
Um pai-nosso por dia
Uma missa por semana
Uma obra de caridade por mês
Uma confissão geral por ano

Se não consegues fazer isto,
como podes dizer que és cristão?
Isto é o mínimo para ser cristão.
Para ser um bom cristão é preciso fazer o dobro de tudo isto.























domingo, 7 de janeiro de 2018

Em dia de Reis



















Esta tarde acompanhei um grupo, de religiosos e leigos, de adultos e crianças, que foi cantar os Reis a um Mosteiro de Clausura. O Senhor Bispo também lá esteve.
Algumas crianças mais pequenas passaram pela janela da grade da clausura e estiveram ao colo das monjas.
Um miúdo, muito atento a todos e a tudo o que se passava à sua volta, perguntou surpreso à sua mãe:
- Se estas senhoras são tão boas, porque é que estão ali atrás das grades? Fizeram alguma coisa má?
- Não filho, elas estão assim por livre vontade, porque querem e porque são boas mulheres.
E eu fiquei com vontade de lhe responder:
- Ó rapaz, repara bem. Não são elas que estão atrás das grades… Nós é que estamos presos deste lado. Elas são mais livres do que nós! E são melhores que todos nós.

Vale a pena pensar nisto.