sábado, 23 de dezembro de 2017

O Céu tocou a Terra


Ano B - IV domingo de advento

... O Anjo Gabriel foi enviado por Deus 
a uma cidade da Galileia chamada Nazaré 
a uma Virgem que se chamava Maria.

... E o Verbo encarnou e habitou entre nós.























E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos céus.
E encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria, e Se fez homem.

Que o toque de Deus que a terra recebeu
leve a humanidade a tocar o céu.


Assim deseja um Santo Natal 
e um Abençoado Ano Novo,
a Comunidade SCJ do Centro Missionário.


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Catena


Novena de advento - 22 de dezembro

Todo o legionário de Maria deve rezar diariamente a Catena Legionis, isto é, a Cadeia da Legião, composta principalmente do Magnificat, a oração própria de Maria, o hino vespertino da Igreja, ‘o mais humilde e agradecido, o mais sublime e excelso de todos os cânticos’ (S. Luís de Monfort).
Como o nome o indica, a Catena é o vínculo que une a Legião à vida diária de todos os seus membros, o laço que os liga a todos entre si e à sua bendita Mãe. O nome sugere também a obrigação de a rezar todos os dias. 
Que o conceito de cadeia, formada por elos, cada um dos quais é necessário à perfeição do todo, sirva de advertência para manter firme a união dos irmãos legionários, união com Maria, união com a Igreja. É nesta união que habita Deus.

Catena  Legionis

Antífona
Quem é esta que avança como a aurora, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército em ordem de batalha?

A minha alma + glorifica o Senhor.

E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador

Porque pôs os olhos na humildade da Sua serva:
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.

O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas
Santo é o Seu nome.

O Seu amor se estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem.

Manifestou o poder do Seu braço
e dispersou os soberbos.

Derrubou os poderosos do seu trono
e exaltou os humildes.

Aos famintos encheu de bens
e aos ricos despediu de mãos vazias.

Acolheu a Israel, seu servo,
lembrado da Sua misericórdia.

Como tinha prometido a nossos pais,
a Abraão e à sua descendência para sempre.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre.
Ámen.

Antífona
Quem é esta que avança como a aurora, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército em ordem de batalha?


Magnífica


Novena de advento – 22 de dezembro

Magnífica
Um dia alguém, não sei se de propósito ou por distração, enviou-me este pedido:
- Podia, por favor arranjar-me a partitura daquela canção magnífica.
Só então tomei consciência de que a palavra magnífica quer dizer grandioso, grande, magno.
De facto magnificat, em latim, é a 3ª pessoa do singular do presente do verbo que quer dizer engrandecer.

No hino evangélico Maria engradece o Senhor.
Na nossa tradução litúrgica nós expressamos outro sinónimo – Glorificar.
MAGNIFICAT = glorifica, engrandece, exulta, rejubila, enaltece, aumenta, amplia, torna grande….

Rezemos então com Maria: 
A minha alma glorifica o Senhor…
porque só uma alma pura é capaz de contemplar a grandeza de Deus, de louvá-lo, de glorificá-lo, de exaltá-lo.


À margem
Ocorreu na tarde de ontem o solstício de inverno.
Foi o dia com menos tempo de luz.
Foi a noite mais longa…
Faltam só 3 dias para terminar com esta falta de luz do mundo.



quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O Anjo retirou-se...


Novena de advento - 21 de dezembro 

“…E o anjo retirou-se de junto dela.” (Lc 1, 38)

Entre o trecho do evangelho de ontem e o de hoje há uma parte do versículo que não foi lida.
É importante refletir sobre essa última frase.
A grande hora do encontro com o mensageiro de Deus passou e Maria ficou sozinha com a tarefa que verdadeiramente superava toda a capacidade humana. Não havia mais anjos em seu redor, ela devia prosseguir pelo seu caminho, que passaria através de muitas interrogações…
Quantas vezes, em tais situações, Maria terá voltado interiormente há hora em que o anjo de Deus lhe falou, terá escutado de novo e meditado a saudação “ave cheia de graça” e a palavra de conforto “não temas”.
O Anjo partiu, a missão permaneceu.
Partiu o Anjo e partiu Maria… para levar a Boa Nova aos outros, partilhar aquele que se gerara no seu seio.

Connosco o processo é igual:
Deus chama, convida, fortalece-nos, envia-nos e retira-se… para que possamos assumir a missão e continuar sozinhos. Mas Deus continua na retaguarda.






















Primeiro Sermão de Natal























Pe. Dehon, recém-nomeado vigário de São Quintino, aos 28 anos.

No Natal de 1871, como novo vigário de São Quintino, o Pe. Dehon fez o seu primeiro Sermão na Basílica.
Refletindo sobre esse sermão, 25 anos mais tarde ao escrever as suas Memórias, afirmou:
Fiz um verdadeiro sermão social.
O meu discurso era conforme à realidade. Tudo o que eu dizia, em especial sobre a deplorável organização do mundo do trabalho e dos negócios, é o que viria a dizer Leão XIII nas suas encíclicas. Todavia, hoje, penso que não deveria ter feito esse sermão ou, pelo menos, nesse tom.
Eu era jovem, era o meu primeiro grande sermão na paróquia, não deveria começar por uma reprimenda sobre os costumes da sociedade e da cidade…” (cf. NHV 8)
O sermão foi, de facto, muito polémico, e o Pe. Gobaille, arcipreste da Basílica, repreendeu-o paternalmente, mas pelo menos, converteu uma pessoa: “Diga-se o que se disser do meu sermão, ele produziu um efeito profundo, pelo menos sobre uma pessoa que precisava de voltar para Deus. A sua conversão datou desse Natal e todos os anos ela oferecia-me, em sinal de gratidão, um cabaz de presentes e um rico donativo para as minhas obras.”

Extratos mais brandos desse sermão de Natal:
“… Aproximemo-nos do presépio. 
Que encontramos aí?
Vimos um Menino deitado na manjedoura… numa gruta de Belém.
Que profundo mistério!
É no meio da noite escura e fria que ele vem, para significar o estado gritante das trevas e do frio deste mundo de morte.
Jesus é anunciado por uma estrela para mostrar que ele é a luz e que vem dissipar as trevas do mundo.
O Filho de Deus fez-se Menino para nos ensinar a humildade.
Está envolto em panos para nos ensinar a afastar os prazeres dos sentidos.
Nasceu num estábulo para nos levar ao desapego dos bens terrenos.
Nós iremos considerar primeiro as pragas do mundo de todos os tempos e particularmente do nosso e depois meditaremos sobre os remédios que o nascimento de Jesus nos traz.
O orgulho…
A concupiscência da carne…
A concupiscência dos olhos…
Os vícios privados…
A avareza e o capitalismo…
A exploração dos operários…
A luta fraticida…
O presépio traz-nos a luz, ensinando-nos o desapego das riquezas.
A vós, os ricos, o presépio ensina dar largamentge parte das vossas riquezas aos pobres. Vós já o fazeis, bem sei, mas redobrai o vosso zelo esclarecido. Se aparecer alguma associação a criar, se a ciência da econmia cristã vos surgerir algum meio para levantar o pobre, instruindo-o e moralizando-o, agarrai logo a ocasião.
Vós, pobres, não tendes nada a esperar dum rico sem religião, nem mesmo da revolução social que destruiria todas as riquezas, mas tendes tudo a esperar do rico católico, cujos benefícios já recebeis e que fará para vós muito mais, quando se permitir à Igreja respirar e procurar nas inspirações da sua fé e da sua caridade meios mais poderosos para vos ajudar. A vossa salvação consiste, portanto, em aproximar a sociedade a Cristo, primeiro pelo vosso exemplo e pelas vossas orações e depois pela influência que os vossos direitos de cidadãos vos pode dar sobre os destinos da pátria…”



quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Os Natais do Pe. Dehon


O Pe. Dehon e o Natal
O Natal e o Pe. Dehon

“Os dias de Natal sempre me trouxeram uma chuva de graças”, assim escreveu o Pe. Dehon no seu diário (cf. NQ 35). E foi mais preciso na sua justificação: “As maiores graças da minha vida, a minha vocação e as minhas ordenações datem do Natal. Assim eu gosto profundamente deste mistério de paz, de amor e de imolação. O tempo de Natal é um tempo de nascimento de vocações… Fui ordenado padre a 19 de dezembro, celebrei a Primeira Missa a 20. Instituido sub-diácono a 21, recebi a Tonsura a 22, as duas ordens menores a 23, a vocação a 25; Festa de são João a 27 e o grande incêndio do Colégio a 29…”

























Os natais mais significativos do Pe. Dehon:

Natal de 1855 – aos 12 anos, estudante no Colégio de Hazebrouk. Na missa da meia-noite, na capela dos Franciscanos, estando de serviço ao altar como acólito – “senti que o Senhor me pedia uma entrega total, que me reclamava para Ele.” Nessa noite de Natal nasceu a sua vocação sacerdotal.

Natal de 1866 – aos 23 anos, seminarista em Roma, recebeu a Tonsura e as ordens menores.

Natal de 1867 – em Roma recebeu o sub-diaconado a 21 de dezembro.

Natal de 1868 – aos 25 anos, ordenado Padre a 19 de Dezembro, celebrou as suas primeiras três missas no Natal com os pais na capela do Semiário Francês, em Roma. No dia de Natal o pai, até então um pouco afastado da prática religiosa, recebeu a Sagrada Comunhão das mãos do Papa Pio IX. O Pe. Dehon viu nisso uma graça especial de Deus na sua vida.

Natal de 1869 – Em Roma, fazendo parte do gupo dos estenógrafos do Concílio Vaticano I.

Natal de 1871 – aos 28 anos, como novo vigário de São Quintino, fez o seu primeiro sermão no dia de Natal. “Foi um sermão social… Produziu um efeito profundo pelo menos numa pessoa, pois agradecida pela sua conversão nesse dia, passou a oferecer cada ano um cabaz de natal e um belo donativo para as minhas obras”.

Natal de 1873 – “Nós temos um presépio muito bem ornamentado” no Patronato em São Quintino onde foi cantada a missa da meia-noite.

Natal de 1876 – em São Quintino, recém-nomeado Cónego Honorário da Diocese de Soissons.

Natal de 1878 – aos 35 anos, já como Religioso e Fundador, celebrou o primeiro Natal no Colégio São João.

Natal de 1883 – aos 40 anos em São Quintino o Natal do Consumatum est. No dia de Natal escreveu uma carta ao Bispo de Soissons sobre a suspensão da Congregação pela Santa Sé no princípio desse mês. “Eu só posso dizer o meu Fiat! Farei tudo o que Vossa Excia. Reverendíssima me ordenar em nome da Santa Igreja e quando ela quiser.”

Natal de 1886 – Natal em Roma.

Natal de 1888 – Natal no Colégio São João e no Convento das Irmãs.

Natal de 1895 – Natal en Namur, Bélgica, onde pregou um retiro paroquial.

Natal de 1897 – Natal em Roma, preparando as Conferências Sociais de Janeiro.

Natal de 1898 – Natal em Nimes, França, onde pregou um retiro a religiosas.

Natal de 1899 – Natal em Roma onde participou na abertura do Ano Jubilar.

Natal de 1900 – Natal em Roma. No dia 25 participou na clausura da Porta Santa do Ano Jubilar.

Natal de 1901 – Natal em Roma. No dia 25 foi recebido pelo Papa Leão XIII que lhe renovou o pedido, de há 20 anos antes, de pregar as suas encíclicas.

Natal de 1906 – Natal em Santos, no Brasil. Celebrou na Igreja do Carmo.

Natal de 1910 – Aos 67 anos, Natal em Bogor, Indonésia, durante a sua viagem à volta do mundo. Celebrou as três missas de Natal na Capela das Irmãs Urselinas.

Natal de 1911 – Natal em Albino, Itália, a caminho de Roma.

Natal de 1912 – Natal de Paz em São Quintino. Escreveu um bilhete de reconciliação ao confrade Pe. Kusters na noite de Natal: “Meu caro amigo. Tenho pena do frio que existe entre nós os dois. Diante do presépio esqueçamos todos os nossos desentendimentos. Não tenho nada contra vós…”

Natal de 1914 – Aos 71 anos, Natal em tempo de guerra, em São Quintino ocupada pelos Alemães. “Celebrei a missa da meia-noite na nossa capela. Ninguém mais esteve presente para além do pessoal da casa. Os alemães que ocupam a cidade de São Quintino celebraram o Natal nas nossas igrejas ornamentando-as com coelhos, segundo seu costume.” Nos dois anos seguintes da I Guerra Mundial, celebrou o Natal em São Quintino, antes de ser deportado para a Bélgica em março de 1917.

Natal de 1917 – Natal em Paris, a caminho de Roma.

Natal de 1918 – Natal em Roma. No dia 25 foi recebido pelo Papa Bento XV que lhe ofereceu uma medalha pelos 50 anos de ordenação sacerdotal.

Natal de 1924 – Último Natal, Bruxelas, Bélgica, aos 81 anos. Escreveu ao Pe. Paris: “Caro Padre, Boas festas de Natal e de novo ano…. Eu tenho 56 anos de sacerdócio e já celebrei por volta de 20.000 missas. Ajudai-me a reparar e a agradecer…”

Conclusão
O Natal do Pe. Dehon foi plurifacetado. Foi Natal de graças, de lágrimas, de bênçãos, de guerra e de paz. Foi Natal de vocação, de cruz, de Consumatum est, de Ordenações, comemorações, viagens e retiros. Foi Natal de cá e de lá, caseiro e universal, da Europa, América e Ásia. Natal de perdão, de louvor e gratidão. Foi uma “chuva de bênçãos…”


A resposta de Maria


Novena de advento - 20 de dezembro

Recado de São Bernardo à Virgem Santa Maria
(Cf. Ofício de Leitura da Liturgia das Horas de hoje)

Ouviste, ó Virgem, a voz do Anjo
– conceberás e darás à luz um filho.
O Anjo aguarda a resposta.
É tempo de ele voltar para Deus que o enviou.
Também nós, miseravelmente oprimidos, também nós, Senhora, esperamos a tua palavra.
Em tuas mãos está o preço da nossa salvação.
Se consentes, seremos imediatamente libertados.
A tua breve resposta pode renovar-nos e restituir-nos à vida.
Dá, depressa, ó Virgem, a tua resposta.
Responde sem demora ao Anjo, ou, para melhor dizer, ao Senhor por meio do Anjo.
Pronuncia uma palavra e recebe a Palavra.
Profere a tua palavra humana e concebe a divina.
Diz uma palavra transitória e acolhe a palavra eterna.
Porque demoras?
Porque receias?
Crê, consente e recebe.
Encha-se de coragem a tua humildade e de confiança a tua modéstia.
Abre, ó Virgem Santa, o coração à fé, os lábios ao consentimento, as entranhas ao Criador.
Eis que o desejado de todas as nações está à tua porta e chama.
Levanta-te, corre, abre.
Levanta-te pela fé, corre pela devoção, abre pelo consentimento.




terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Os dois soldados


Uma Ave-Maria rezada há 100 anos
ou
Morrer em paz em tempo de guerra

Foi na guerra de 1914-1918. Um soldado francês narra o seguinte facto:
“Nunca me esquecerei de um episódio, que eu mesmo presenciei. Atacamos à tarde; depois de algumas oscilações, penetramos na trincheira inimiga, onde jaziam cadáveres horrendamente massacrados pelos canhões.
No momento do novo ataque, uma metralhadora inimiga camuflada abateu alguns dos nossos; eu fui um deles. Passados os primeiros instantes de terrível impressão pelo ferimento recebido, olhei em redor. Dois soldados jaziam por terra agonizantes: um alemão, bávaro, louro e muito moço, com o ventre dilacerado, e ao lado dele um francês, igualmente jovem. Ambos manifestavam já a palidez da morte; a minha maior dor era de não poder mover-me para socorrer ou ao menos suavizar a morte do meu camarada.
Foi quando o francês, com supremo esforço, procurou com a mão alguma coisa que estava sobre o peito, debaixo do capote. E tirou um pequeno crucifixo que levou aos lábios; depois, com voz fraca, mas ainda clara, rezou: Ave Maria, cheia de graça…
Vi então outra coisa. O alemão, que até aquele momento não dera sinal de vida, abriu os olhos azuis e meio apagados, virou a cabeça para o francês e respondeu: Santa Maria, Mãe de Deus rogai…
O francês, um pouco surpreendido, olhou para o seu vizinho; os seus olhares encontraram-se; o francês apresentou o crucifixo ao bávaro, que o beijou; apertaram-se as mãos num frémito de amor a Deus e à pátria; os seus olhos fecharam-se, e o espírito desprendeu-se do corpo, enquanto o sol os iluminava através de púrpuras nuvens…
Ámen, disse eu, e fiz o sinal da cruz…”


Levantei-me sacerdote
















Neste dia em que se assinala os 149 anos da ordenação sacerdotal do Pe. Dehon, fazemos a releitura dos seus apontamentos sobre a história da sua vida (Cf. NHV 4).

Quando:
Na manhã do dia 19 de dezembro de 1868 estava eu em São João de Latrão, em Roma, para a ordenação sacerdotal.

Onde:
Este santuário de São João de Latrão é realmente um cenário excecional para as ordenações!
Aqui, sobre este pavimento, de Constantino para cá, milhares de bispos e centenas de milhares de padres receberam a unção santa…
São João de Latrão é chamada a cabeça e a mãe de todas as Igrejas. Eu gostaria de chamar a cabeça e o coração da Igreja.
Ao nosso lado, na nave lateral, encontrava-se a Mesa da Última Ceia. Foi sobre ela que Jesus ofereceu o Primeiro Sacrifício Eucarístico.
Esta igreja privilegiada possui também tudo o que resta do Apóstolo São João sobre a terra: a mesa da Ceia, as cadeiras e a caldeira do seu martírio.

Quantos e donde:
Éramos 200 ordenandos, religiosos e clérigos, de todas as nações e de todos os costumes: filhos de São Bento, de S. Francisco, de S. Domingos, clérigos italianos, franceses, espanhóis, missionários da Propaganda, destinados ao Oriente, à África, às Índias, à Oceânia.

Quem:
O Bispo da ordenação era o Cardeal Patrizi, Vigário do Sumo Pontífice.

Com quem:
Os meus pais estavam atrás de mim vertendo lágrimas sem fim. O meu pai não foi capaz de comer nesse dia…

O quê:
Não é possível exprimir as impressões da Ordenação. Levantei-me sacerdote, possuído por Jesus, todo cheio dele, do seu amor ao Pai, do seu zelo pelas almas, do seu espirito de oração e de sacrifício.

Depois:
No dia 20 foi a minha primeira missa cantada no Seminário.
No dia seguinte celebrei, a segunda missa, sobre o altar da Confissão de São Pedro, sobre o corpo dos Santos Apóstolos…
Celebrei as missas seguintes no Cárcere Mamertino, em S. João de Latrão, no altar de S. Luís Gonzaga.
Celebrei as três missas de Natal no Seminário, no altar da Santíssima Virgem.
Durante um ano inteiro não fui capaz de celebrar uma vez que fosse sem derramar lágrimas.



segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Deus confia-nos o Seu Filho


















Novena de advento - 18 de dezembro

Do Evangelho de hoje:
José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo… será chamado Emanuel, que quer dizer Deus Connosco.

O Nascimento de Jesus é o maior acto de fé de Deus na humanidade:
Deus confia o Seu Filho nas mãos de Maria,
aos cuidados de José,
ao acolhimento dos pastores,
à adoração dos Magos,
à companhia dos discípulos,
ao julgamento dos homens,
à mercê deste mundo.

O exemplo de José:
Quem recebe Maria, está a receber Jesus, o Emanuel, Deus Connosco.

O Emanuel:
Em Cristo, Deus nunca nos abandona. Ele é o Deus Connosco, o Emanuel.




sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

O amigo dos pecadores


6ª feira - II semana do advento

Depois da missa alguém veio perguntar se era verdade aquilo que diziam de Jesus no trecho do Evangelho de hoje:
- Jesus era um glutão, ébrio, amigos dos pecadores e de publicanos? É verdade?
- Sim, Jesus era amigo de todos… dos bons e dos maus. Aliás, tenho a impressão que ele era só amigo dos pecadores.
- Oh senhor Padre, não diga uma coisa dessas.
- Sim, sim. Jesus só gosta dos pecadores porque só há pecadores… Uns pecadores que se reconhecem como tais e outros que se julgam santos, mas não deixam de ser pecadores como os outros. Portanto tem razão quem no Evangelho disse que Jesus era amigo dos pecadores.
- E quanto ao glutão e ébrio? Ele era mesmo assim?
- Quanto a isso penso de maneira diferente. Tenho a impressão que era só inveja deles. Ou então projectavam em Jesus os defeitos que viam em si mesmos. Até alguns acusavam Jesus de ter elouquecido ou de ser um sedutor…
Conclusão: todos somos pecadores e apesar disso Jesus gosta de nós. Depois é preciso ter cuidado para não projectar nos outros o que vemos em nós!
- Eu preciso continuar a refletir sobre o assunto...























Pintura da Catedral de Manila sobre Mt 11, 16-19.
Cf. gloria.tv//LawrenceOP-Fan