Ano A – III domingo da Páscoa
Comecei a homilia da missa das crianças perguntando-lhes quantas portas de
acesso tinha aquela igreja.
Foram dando palpites e olhando para todos os lados.
Em geral os templos têm 4 portas, uma virada para cada ponto cardeal –
Norte, sul este, oeste.
Depois perguntei qual seria a porta principal ou a mais importante.
E todos apontaram para a grande porta de entrada porque a maior. Respondi que era mais alta e mais larga não por porta de entrada, mas por ser porta de saída, pois não entram todos de uma vez, mas no fim saem todos ao mesmo tempo.
O Evangelho hoje proclamado –
o Episódio dos discípulos de Emaús - indica-nos qual a porta mais importante.
Ele fala de 3 portas de acesso a Cristo Ressuscitado:
1ª porta – A comunidade.
Iam a caminho de Emaús 2 discípulos e Jesus juntou-se a eles. Onde dois ou
três reunidos em seu nome, estaria no meio deles. Disse e cumpriu.
De facto, a comunidade, o grupo unido é a primeira porta para sentir a
presença de Deus. Quando não valorizamos a comunidade, predemos uma boa
oportunidade de acesso a Cristo Ressuscitado.
2ª porta – A Palavra de Deus
Jesus então explicou-lhes as Escrituras.
De facto, a Palavra de Deus, lida, escutada, guardada no coração e
praticada é uma porta de acesso à presença de Deus.
Quem não se abeira da Palavra de deus, não passa pela porta que nos Leva ao
encontro de Deus.
3ª porta – A Eucaristia
Jesus sentou-se com eles à mesa, tomou o pão, abençoou-o e repartiu-o.
Então eles reconheceram Jesus Ressuscitado.
A Eucaristia, a sagrada comunhão é a terceira porta que nos leva a Jesus ou
que nos tras Jesus até nós.
Quem não vem à Eucaristia perde uma boa oportunidade de ir ao encontro de
Cristo.
Estas são as três portas principais que nos levam até Cristo Ressuscitado,
tal como experimentaram os discípulos de Emaús.
Cada um pensa qual destas três portas mais precisa de experimentar para ir
até Jesus.

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