terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Tudo cresce na mão de Deus


3ª feira depois da Epifania


- Só temos cinco pães e dois peixes – disseram os discípulos a Jesus.

Parece brincadeira, mas não é.

Uma vez perguntei porque é que neste episódio da multiplicação dos pães e dos peixes, os discípulos apresentaram-lhe dois peixes.

As respostas foram variadas e criativas.

1- Porque os discípulos eram todos pescadores e não caçadores.

2- Porque Jesus não queria dar pão sem nada.

3- Porque não tinham mais.

4- Porque era a comida dos pobres.

5- Porque eram peixes grandes e não cabia mais.

6- Porque o conduto não dever exceder o pão.

7- Porque era uma espécie de paga um e leva dois.

8- Eram dois para ficar um assim e outro assado.

9- Porque nem todos gostavam de peixe.

10- Para ajudar a partilha – um para mim, um para ti.

11- Para que não sobrasse muito.

12- Porque os pães podem endurecer, mas os peixes não podem estragar-se.

13- Porque não é bom que um peixe esteja só...

14- Porque Jesus já tinha ensinado que onde estivessem dois ou três reunidos em seu nome…

15- Porque um é o peixe do DOM, da oferta, da graça... e outro é o peixe da CONQUISTA, do esforço, do trabalho, da luta...

Qualquer peixe tem este duplo aspeto: o mar dá-o, mas é preciso pescá-lo.

É Dom e Conquista, ao mesmo tempo.

É Graça e Merecimento em simultâneo.

 

À margem 1

A carpa japonesa (koi) tem a capacidade natural de crescer de acordo com o tamanho do seu ambiente. Assim, num pequeno tanque, ela geralmente não passa de cinco ou sete centímetros. Mas pode atingir três vezes esse tamanho, se colocada num lago.

Da mesma maneira, as pessoas têm a tendência de crescer de acordo com o ambiente que as cerca. Só que, neste caso, não estamos falando de características físicas, mas de desenvolvimento emocional, espiritual e intelectual.

Enquanto a carpa é obrigada, para o seu próprio bem, a aceitar os limites do seu mundo, nós estamos livres para estabelecer as fronteiras dos nossos sonhos. Se somos um peixe maior do que o tanque em que fomos criados, ao invés de nos adaptarmos a ele, devíamos buscar o oceano – mesmo que a adaptação inicial seja desconfortável e dolorosa.

É por isso que os dois peixes da multiplicação dos pães cresceram nas mãos de Jesus, pois nada há tão grandioso e omnipotente coo as mãos de Deus.

 

À margem 2

O que farias se tivesses cinco pães e dois peixinhos?

Possivelmente a tua resposta será – daria tudo a Jesus para que alimentasse aquela multidão.

Quando colocamos a nossa vida e as nossas coisas à disposição do mestre, ele sempre nos retribui em quantia e qualidade melhor. Tempo, capacidades, disposição, alegria, entusiasmo, tudo isto cresce quando entregamos nas mãos de Jesus.

 

À margem 3

Não penses em possuir 200 denários, que é o salário de 200 dias de trabalho de um operário. Não penses em começar com coisas grandiosas - comece com os cinco pãezinhos e dois peixes.

 

Ver também:

Obrigou a fazer um milagre

Porque sobrou tanto pão

Confiar, repartir, agradecer

O pão que o teu amor nos dá

Parábola dos 2 peixinhos

Pão, partilha e unidade

Ovelhas sem paistores

Jesus fala de si

Pão e peixe

Milagre do pão

Quantos pães temos

Milagre ou simples partilha

O Verbo fez-se pão

Não só palavra vive o homem

Jesus faz muito com o nosso pouco

Cinco refeições da alma

Multiplicação da partilha

Quando o pouco vira muito

Dois peixes

Partilhando

Cinco pães

Corpo e alma


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