3ª feira depois da Epifania
- Só temos cinco pães e dois peixes – disseram os discípulos a Jesus.
Parece brincadeira, mas não é.
Uma vez perguntei porque é que neste episódio da
multiplicação dos pães e dos peixes, os discípulos apresentaram-lhe dois peixes.
As respostas foram variadas e criativas.
1- Porque os discípulos eram todos pescadores e não
caçadores.
2- Porque Jesus não queria dar pão sem nada.
3- Porque não tinham mais.
4- Porque era a comida dos pobres.
5- Porque eram peixes grandes e não cabia mais.
6- Porque o conduto não dever exceder o pão.
7- Porque era uma espécie de paga um e leva dois.
8- Eram dois para ficar um assim e outro assado.
9- Porque nem todos gostavam de peixe.
10- Para ajudar a partilha – um para mim, um para
ti.
11- Para que não sobrasse muito.
12- Porque os pães podem endurecer, mas os peixes não
podem estragar-se.
13- Porque não é bom que um peixe esteja só...
14- Porque Jesus já tinha ensinado que onde estivessem
dois ou três reunidos em seu nome…
15- Porque um é o peixe do DOM, da oferta, da graça...
e outro é o peixe da CONQUISTA, do esforço, do trabalho, da luta...
Qualquer peixe tem este duplo aspeto: o mar dá-o, mas
é preciso pescá-lo.
É Dom e Conquista, ao mesmo tempo.
É Graça e Merecimento em simultâneo.
À margem 1
A carpa japonesa (koi) tem a capacidade natural de
crescer de acordo com o tamanho do seu ambiente. Assim, num pequeno tanque, ela
geralmente não passa de cinco ou sete centímetros. Mas pode atingir três vezes
esse tamanho, se colocada num lago.
Da mesma maneira, as pessoas têm a tendência de
crescer de acordo com o ambiente que as cerca. Só que, neste caso, não estamos
falando de características físicas, mas de desenvolvimento emocional,
espiritual e intelectual.
Enquanto a carpa é obrigada, para o seu próprio bem, a
aceitar os limites do seu mundo, nós estamos livres para estabelecer as
fronteiras dos nossos sonhos. Se somos um peixe maior do que o tanque em que
fomos criados, ao invés de nos adaptarmos a ele, devíamos buscar o oceano –
mesmo que a adaptação inicial seja desconfortável e dolorosa.
É por isso que os dois peixes da multiplicação dos
pães cresceram nas mãos de Jesus, pois nada há tão grandioso e omnipotente coo
as mãos de Deus.
À margem 2
O que farias se tivesses cinco pães e dois peixinhos?
Possivelmente a tua resposta será – daria tudo a Jesus
para que alimentasse aquela multidão.
Quando colocamos a nossa vida e as nossas coisas à disposição
do mestre, ele sempre nos retribui em quantia e qualidade melhor. Tempo,
capacidades, disposição, alegria, entusiasmo, tudo isto cresce quando
entregamos nas mãos de Jesus.
À margem 3
Não penses em possuir 200 denários, que é o salário de
200 dias de trabalho de um operário. Não penses em começar com coisas
grandiosas - comece com os cinco pãezinhos e dois peixes.
Ver também:
Jesus faz muito com o nosso pouco


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